Embalagens plásticas: problema ou solução? | Com Antonio Cabral, do Instituto Mauá

O professor Antonio Cabral, do Instituto Mauá, explica por que embalagem é um sistema, defende o plástico e critica o banimento sem conhecimento técnico.
Divulgação: Rui Katsuno, anfitrião do PodPlástico, é fundador da MTF Termoformadoras e presidente do Instituto Soul do Plástico, citado no episódio. As opiniões sobre legislação, banimento e política de embalagens são do convidado.
Principais insights
- Antonio Cabral, coordenador da pós-graduação em Engenharia de Embalagem do Instituto Mauá de Tecnologia desde o fim dos anos 1990 e professor da escola desde 1989, defende que embalagem não é um recipiente, é um sistema.
- Para ele, projetar uma embalagem começa por duas perguntas: o que o consumidor quer e como o produto estraga. Quem não conhece a perda do produto ou usa proteção demais desperdiça material, e quem corta custo de menos perde produto e embalagem.
- No exemplo do produto congelado, ele lembra que a temperatura costuma pesar mais que a embalagem: se a cadeia do frio falha, é a embalagem que mostra o problema, mas não é a responsável.
- Cabral usa dois mantras, "o necessário, somente o necessário" e "a natureza não tem lixeira", e defende que o resíduo seja tratado como material reaproveitável, com reciclagem e recuperação de energia no fim da cadeia.
- Sobre a discussão do canudinho, ele diz que o canudo surgiu por razão higiênica e que a substituição por papel nem sempre ajuda quando o resíduo vai misturado a aterros, citando avaliações de ciclo de vida.
- Ele critica projetos de lei que levam ao banimento do plástico sem técnicos na mesa e pede educação "incessante e apaixonada", ecodesign de embalagem e um plano nacional estratégico para o setor.
Perguntas frequentes
Quem é Antonio Cabral e qual é a sua trajetória?
O que significa dizer que embalagem é um sistema?
Por que a embalagem é importante para evitar o desperdício de alimentos?
Qual é a posição do convidado sobre o canudinho de papel?
O que Cabral pensa de leis que proíbem embalagens plásticas?
Qual é o papel das cooperativas e da economia circular no Brasil, segundo ele?
Capítulos e transcrição
Transcrição gerada automaticamente e revisada em parte: nomes, siglas e termos técnicos podem conter erros, e o vídeo é a fonte oficial. Rui Katsuno, apresentador, é fundador da MTF Termoformadoras e presidente do Instituto Soul do Plástico.
0:00Abertura: eliminar embalagens ajudaria o meio ambiente?
[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Aqui a gente conversa com especialistas para separar ciência de narrativa, principalmente quando o assunto envolve materiais, sustentabilidade, embalagens e tecnologia. Hoje nós vamos falar sobre um tema que está no centro de muitas discussões ambientais, as embalagens. Existe uma ideia muito popular hoje que o melhor para o meio ambiente seria reduzir ou até eliminar as embalagens.
[0:29]Mas pouca gente percebe uma coisa muito importante, sem embalagens eficientes, milhões de toneladas de alimentos seriam desperdiçadas todos os anos ou todos os dias Então surge uma pergunta muito interessante, será que eliminar as embalagens realmente ajudaria o meio ambiente, ou poderíamos acabar criando um problema ambiental ainda maior e para conversar sobre isso tenho a honra de receber aqui um dos maiores especialistas em engenharias de embalagens no Brasil, nosso convidado é o professor Antonio Cabral, coordenador de pós-graduação de engenharia de embalagem no Instituto Mauá de Tecnologia, doutor pela USP, Conformação Internacional em Ciência dos Alimentos e uma carreira dedicada ao desenvolvimento e evolução das embalagens.
[1:22]Recentemente recebeu um dos maiores importantes reconhecimentos mundial do setor, concedido pela Organização Mundial de Embalagens, uma premiação que reconhece profissionais que tiveram contribuição relevante para o avanço da engenharia de embalagens no mundo. Professor Antonio Cabral, seja muito bem-vindo ao PodPlástico e por favor, se apresente. E, primeiro lugar, eu quero agradecer o convite. É fantástico poder participar, poder discutir um assunto tão tão assim, importante, tão empolgante, apaixonante. Vamos usar essa palavra que é melhor.
[1:59]Bom, eu costumo dizer assim, meu nome é Antonio Cabral, eu tenho uma carreira focada em embalagem e trabalhei muito tempo em indústria de alimentos, ajudei a montar o Itaú lá, nas Prisca Zero, de 1970, alguma coisa nesse nível. Portanto, eu nasci faz tempo. Quem nasce faz tempo tem muita história para contar. Trabalho em algumas multinacionais, exemplo, Dash Foods, Bunge, Unilever, e desde 1989, olha, começando a falar de tempo aqui e de novo, eu estou na Mauá, como professor da Mauá.
[2:38]Sempre acreditei que a gente tem que ter pelo menos duas oportunidades, tentar levar a carreira dupla, no sentido de ter o lado prático, que é a empresa, e uma chamadinha por lado teórico até meio provocativo, que é o lado acadêmico. Eu fiz isso. Aí chega um momento que a indústria olha pra você e fala, parabéns, você completou tanto tempo, tchau, vai embora. E eu fiquei na mão lá e continuo lá, mesmo depois da compulsória, como a gente fala, onde eu coordenei esse curso que tem a 28 anos. Portanto, é uma ideia que surgiu em 1996, 97, ficou realmente pronta, madura em 1998, muita gente ajudou, por essas pessoas, eu não vou citar nomes agora, a palavra que eu tenho é gratidão e eu repito cada vez que eu encontro com essas pessoas eu falo gratidão e a gente consegue formar para as pessoas no nível de pós-graduação. E é essa dica, quer dizer, você pega, a gente convida ou matricula as pessoas, as nossas pessoas se matriculam com uma experiência violenta em embalagem, né? Era um dia a dia deles. E aí a pessoa me pergunta, muitas vezes, vai ter alguma admissão para eu fazer esse recurso? Você fala, cara, para! Venha aqui, você ), troca, porque você sabe muito de um mercado, mas tem gente que sabe mais do que você no outro mercado, então o nosso curso é um curso de troca. E os professores, algum professor com um doutorado? Não, eu quero um professor com história para contar, você vai lá, você já falei, já te convidei. Por quê? Porque você tem história para contar, e aí isso que é interessante para os alunos. Então, essa é a dinâmica. Então, falei muito, de reciclagem. Então, o professor queria começar com uma frase que o senhor costuma usar nas suas aulas e palestras que eu acho fantástica. O senhor diz que embalagem não é simplesmente um recipiente, embalagem é um sistema. E eu confesso que quando a gente ouve isso pela primeira vez dá até um pequeno curto circuito na cabeça porque a maioria das pessoas enxerga da embalagem como apenas algo que envolve produto. Então, eu queria que o senhor explicasse para quem está nos assistindo, quando a engenharia de embalagem diz que embalagem é um sistema, o que exatamente isso significa? Nossa, a pergunta é boa e a resposta tem que ser... Vamos lá. A premissa básica desse nosso curso e a premissa básica do que que eu penso, quer dizer, a gente tem que ter alguns conceitos sobre os quais repousa toda nossa maneira de pensar. É que quase tudo no mundo é sistêmico. O exemplo de hoje é alguém bombardeou algum lugar e a nossa gasolina subiu, quer dizer, sem que, enfim, do nada subiu, teoricamente. Então tudo é um sistema. Como tudo é um sistema, embalagem também.
5:47Embalagem como sistema: o que o consumidor quer e como o produto estraga
[5:47]e ela começa com as duas questões básicas para você desenvolver qualquer embalagem aqui. Primeira, o que o consumidor quer. Sim, se você não sabe o que o consumidor quer, e a segunda é como o produto estraga, porque se você sabe como estraga, você protege. E isso me leva a uma outra definição de sistema embalagem, já começo a falar agora, que vai a um filme que assisti muito tempo atrás com o Kevin Costner e a Whitney Houston, que é o Guarda Costas, assisti também. Então, ele só consegue proteger a moça depois que ele conhece toda a história dela.
[6:29]Então não me venha com essa história de, pego uma embalagem qualquer, não, você tem que conhecer profundamente o seu produto para saber onde estraga. E aí, remetendo a isso que você falou, ao você fazer essa forma, com a preocupação ambiente, você evita dois tipos de perda O primeiro é decorrente da super proteção da embalagem Se eu não conheço como um produto oxida, eu vou enfiar estrutura super pesada nele, alumínio, se quiser, às vezes não precisa Então, o que eu estou fazendo? Eu estou perdendo, desperdiçando o material Por outro lado, se eu quiser fazer redução de custo não tão inteligente, eu to tomando material de menos e eu to perdendo produto e perdendo embalagem, porque quando você perde o produto você perde embalagem Essa é a dimensão exata da visão sistêmica, quer dizer, eu só consigo saber se está exato ou não Se eu conheci como o produto estraga, eu tenho que conhecer a cadeia produtiva, eu tenho que conhecer como funciona a fábrica quanto eu perco na máquina, e aí vai, por isso que é sistema, é tudo, tudo, desde o consumidor tem que entender se tem migração, se não tem migração, desde o consumidor até o descarte, que eu digo que não existe, mas eu já vou falar disso daqui a pouco, é porque embalagem por apenas ser uma embalagem, ela não deve existir, né, até porque sem embalagem ninguém come, né, é um dos pontos mais mais fortes que nós temos é essa, como é que o cara vai comer sem embalagem hoje, né? A gente vai pegar um frango na feira, por exemplo, não dá um exemplo bem básico, bem popular. Eu vou colocar esse frango a um.
[8:13]Como é que ele chegou na feira? É, também. E como é? Eu vou levar ele pra casa como? Eu vou embalar no jornal? Eu sou do tempo? Antigamente era, né? Era assim, era. E todo mundo comia com ele em casiletrinha lá e tava tudo certo, né? e não sabia o que estava acontecendo. Hoje, com um monte de estudos que a gente tem, que eu costumo falar que a nossa vigilância sanitária é uma das mais chatas do mundo, porque chata no bom sentido, porque você vai aqui para o Peru, tem feira na rua, com tudo exposto na rua.
[8:47]Você vai no Chile, a mesma coisa, você vai aqui perto, nos vizinhos, é tudo assim. Você vai para Alemanha, o cara passa com dois balde de joelho de porco no meio da rua, com uma camisa regata, suando e entra na cozinha e faz o joelho de porco que todo mundo come, ninguém fala nada. Então, aqui não, né, aqui se acontece um negócio desse e chama polícia, na hora, né.
[9:11]Ó, você não pode, vamos lá, você colocou dois exemplos, né, três considerando o Brasil, né. Vamos lá. Se você falou dos nossos vizinhos, eu não vou falar países, né, ali realmente É uma situação mais de quase uma culinária rude, não é? É uma coisa assim, mais rudimentária. Eu não capocalei lembrar a palavra. Do outro lado, você tem o alemão, seu exemplo foi do alemão, que ele vai tratar esse produto, ele vai cozinhar esse produto, ele vai fazer toda uma proteção para o produto e aí acabou. A gente talvez não tenha isso.
[9:49]Então, a formação nossa também é uma formação tão boa como a do alemão. e de proteção. Então, a gente tem que ter alguma proteção. E nesse ponto, eu admiro o que a VISA faz. O episódio das vacinas foi muito bonito. Eu admiro, acho que tem que ser isso. Às vezes, ager um pouco, te dou razão, mas é aquela história. Se eu não tenho uma base muito boa de formação de pessoas, talvez eu tenha que criar um mecanismo para proteger essas pessoas delas mesmas. Claro, para a história, porque senão se não tiver esse mecanismo, vai começar a ter um número maior de episódios. E para reforçar o meu pensamento, você vê que a idade média do brasileiro vem crescendo, aumentando, quer dizer, alguma coisa está funcionando.
[10:40]Claro, muitas coisas estão funcionando. Eu fumo pensar desse jeito. Pode parecer simplista, mas... Não, mas é verdade mesmo. e eu sempre que eu me refiro a embalagem, eu vejo a durabilidade dos produtos na prateleira, então seja ele congelado ou não. Antigamente você comia muito mais coisa fresca do que hoje e hoje, por estarem sendo produzidos em larga escala, eles ficaram mais acessíveis para todas as classes poderem consumir determinados produtos que antigamente talvez inacessíveis fossem.
[11:17]É, ter o Brasil que nós conhecemos, o Brasil das grandes metrópoles, né, e o Brasil do interiorzão mesmo, que o boito é de pendurado, o outro caso é de pendurado Quer dizer, são dois brases diferentes, né, mas o que a gente tem que pensar é que quanto mais, vamos dizer assim, urbano nós fomos, mais cuidados tem que ter por quê? Porque você vai comprar um embalagem num produto X, você vai deixar na sua casa e, de repente, a condição de estocagem, ah, eu põe na geradeira, não põe na geradeira, quando você vê, perdeu, puxa, passou a vida útil dele, né? Isso é outra discussão louca, mas a gente precisa tomar cuidado disso, quem está lá no interiorizão, o cara pegou, consumiu o que ele sabe que tem a toda hora, então são dois brases Lá no interior, ele vai matar um frango, ele mata frango e consome, ele não vai matar 50 fangos para deixar guardado, né? Mata, come, mata, come, vai...
[12:13]Só que o frango é vivo, né? É, é... A vitrine dele é o quintal dele, né? É, é normal isso, mas nos grandes centros, do jeito que a gente tem, pensou uma embalagem aberta, principalmente depois da pandemia, a cultura mudou mais ainda, né? Antigamente a gente ia, tinha tudo exposto com paninho em cima, hoje não vê, mas dessa forma, hoje está tudo embalado, o cara quer expôr, ele põe uma embalagem, um bolo, por exemplo, ele põe uma embalagem de bolo e deixa o bolo exposto ou um doce, qualquer coisa, ele põe uma embalagem, a embalagem está fechada, alguém passar do lado espirrato, se não vai contaminar o produto.
[12:52]É bonito isso. E fica bonito, traz vida, e você se sente protegido, vamos fazer um piano parêntese, e a gente sofre tanta agressão, é violência, é saúde, tanta coisa. Quando você vê essa embalagem bonitinha e fala, po, alguém pensou em mim, não, é verdade mesmo, não tem mosquito, não tem nada. E na conservação, professor, que a gente fala dos produtos congelados, por exemplo, da proteína animal congelada, que ela tem proteína que dura um ano, tem proteína que dura até mais que um ano, quando ela é congelada.
13:28Conservação, congelados e a cadeia do frio
[13:28]Isso é o que conseguiu trazer acesso às classes C, D e E, para os produtos Isso foi por conta de um sistema de embalagem Você percebe que quando você fala o sistema de embalagem, você está falando também a preservação Peguei o teu exemplo Qual a função da embalagem, quer dizer, vamos colocar de outra forma Quanto pesa a proteção da embalagem em um produto congelado, versus a proteção que a temperatura confere?
[13:59]A temperatura é muito mais importante nesse caso do que embalagem. Sim. Quer dizer, se você tinha oscilação de temperatura, o produto estragar, você vai falar que a embalagem é ruim? Não. Mas a pessoa não vai saber que aquela estocagem foi falha ou caminhão, enfim, X. Quem está ali mostrando a cara que o produto não está bom é embalagem. Então, as pessoas fazem esse tipo de associação.
[14:22]Quando você pensa no sistema, você fala frio, é mais importante. Então, não vamos crucificar a embalagem por uma coisa que ela não é responsável. Então, isso é sistema. É esse olhar. Na verdade, é um conjunto de coisas. A embalagem vai lá, faz uma embalagem com atmosfera modificada, ou uma embalagem a vácuo, que ela tirou o oxigênio num plurifera bactéria e congela. Aí pronto, melhorou, já está tudo certo.
[14:51]e tudo certo. Agora existe uma etiqueta, existe uma empresa que tem uma etiqueta que coloca ela na caixa, se a caixa perder a temperatura, ela fala, perder a temperatura. Isso já existe. Isso é legal. Isso já existe. Isso é legal. Até fiz um podcast com ele aqui e ele mostrou essa etiqueta, essa etiqueta é fantástica. Então, vamos lá. Só para te provocar, né? Os meus alunos falam, por que você gosta de provocar? Sim, o que eu vou dizer agora? Não representa necessariamente a é minha opinião, mas sim uma incontrolável vontade de ser do contra, que é aquela história de provocar, vamos provocar. Essa etiqueta que você falou, que registra o que aconteceu, ela é utilíssima para o consumidor, mas ela é motópsia, ela não é uma biópsia, é verdade, é verdade.
[15:42]É muito legal como segurança, todos puderem... Não é pré-pós, né? Agora, o uso ideal e tal dela é o seguinte, toda a cadeia produtiva, todo o sistema tem que tomar cuidado para que essa etiqueta chegue na mesa do consumidor, íntegra, entendeu? É só para dizer não, você está com febre, bom, e daí? Então, esse olhar sistêmico que eu acho legal e a etiqueta é sensacional para isso, é ótima, mas, a provocação, você tem que e tem que olhar o todo. Tem que olhar o todo, com certeza.
[16:18]Isso é visão sistêmica. É que normalmente dentro das indústrias eles têm rigorosos processos e são rigorosos, né, a gente conhece como é, é muito rigoroso, tem gente que nem imagina o quão, eu falo chato, chato no bom sentido, né, mas o quão chato é para você acessar uma indústria dessa, né, porque o controle é muito grande, saiu dali, sai num caminhão frigorífico e dali vai até, teoricamente, tem que estar tudo em ordem para chegar no supermercado, entrar no friso do supermercado e dali você levar para casa.
[16:54]Um exemplo no nosso curso, o nosso curso tem o seguinte, a gente faz as aulas são segunda-feira à noite pelo Teams e o sábados pela manhã híbrido, presencial, vai quem quer e transmite pelo utensilho também. E uma vez por mês a gente faz o que a gente chama de imersão. O semestre passado foi em materiais, então nós somos fábrica de material de embalagem, fábrica de vidro, fábrica de lata, fomos na Gonçalo, enfim, e é genial, porque o aluno está vendo aquilo. Agora, nós não conseguimos visitar nem uma indústria de alimentos nem uma indústria farmacêutica. Caramba, não deixa entrar. E tá certo. Vai entrar 20 marmanjos lá, 20 pessoas, que cuidado que você vai ter. Não, você passeia a longa, você fica vendo de longe, aí já nem é uma coisa. Você vai numa fábrica dessas de embalagem, o cara vai lá e mostra, esse aqui é o equipamento, aqui ele aperta, aqui ele imprime, aqui ele controla, aqui ele tira e mostra. Põe o dedo aí pra você ver o que acontece. É isso para reforçar esse cuidado que você que você diz que as empresas têm, e tem que ter mesmo, e é correto.
18:05Resíduo, os dois mantras e a nota de plástico
[18:05]Então, muitas vezes, quando a discussão pública simplifica, dizendo apenas que a embalagem gera resíduo, na verdade ela está ignorando todo o sistema técnico que exige por trás disso, correto? Sim. É... Pô... Viver mata, né? Viver mata. Então, a gente gera resíduo, né? Tem duas. Eu falei da minha premissa básica, que é que embalagem é sistema, e eu tenho dois mantras, alinhado com isso aí, que a embalagem gera resíduo.
[18:39]O primeiro mantra, você vai dar risada, é de um desenho animado, do Mogli, o menino lobo, que o urso fica cantando o necessário, o somente o necessário, porque o extraordinário é demais. e mais. Essa é a base da economia circular. Eu não preciso circular, eu preciso evitar jogar fora. E aí vem a fala do Luc Ferry, ou Luc Ferry, francês, como sei, que ele diz que a natureza não tem lixeira. Portanto, se eu usar apenas o necessário, eu não tenho que descartar.
[19:08]É exato. Mas essa mudança de cabeça muito grande vai ter sempre resíduo. E a gente vai ter que ter esse resíduo, esse descarte, ou essa disposição, eu não gosto de descarte, essa disposição de uma maneira inteligente. No caso do plástico, por exemplo, é um crime você jogar isso fora. Absolutamente um crime. Um dia desses um aluno me falou sem, faz algum tempo, porque surgiu o pau do canudinho, a briga do canudinho, o canudinho, o canudinho.
[19:37]Ele falou, o pau do canudinho, saiu pra nada, todo mundo joga fora, eu falei, então, pega um copinho, o palco para ser que é de vidro, pega de vidro, põe 5 emerdas de gasolina ali dentro isso, agora vai jogar na areia da praia, ou não custa de dinheiro então cara, né? Você está jogando uma coisa que você pode usar, né? Então me entende, entende? É um escarte que não deveria existir, né?
[20:02]É essa visão, eu brinco muito com isso aqui, né? Isso aqui, por exemplo, essa nota aqui, foi a nota que deu mais certo no Brasil, foi a nota de 10 reais, que ela era de plástico Só que isso aqui foi impedido na época de ser produzida de larga escala por falta de tecnologia que produzisse larga escala Pelo menos foi essa explicação que eu escutei Mas eu já falo diferente, que ela foi extraída do mercado porque deu certo, porque é difícil de falsificar Ai nós temos o dinheiro inglês, há quantos anos ele é de plástico Já achou alguma nota dessa no chão? Eu nunca achei Então você pega aqui a libra, eu nunca vi uma libra jogada no chão O dinheiro do Chile, aí nós temos o dinheiro do Paraguai, todo mundo usando o plástico E ninguém acha essas notas no chão, então não acha porque não acha porque tem valor e a embalagem tem seu valor também. Se o cara juntar bastante tem valor. É que às vezes pra mim, pra outra pessoa, talvez aquele valor não seja um valor agradável pra eu juntar, mas se eu colocar no local correto, descartar de maneira correta, vai fazer dinheiro pra alguém, né? Aquilo leva renda pra vida de alguém.
[21:17]Você sabe que eu falei pra você como eu nasci faz tempo, tem história pra contar. A gente estava ajudando uma empresa, faz tempo isso, reduzir o descarte de embalagem junto da linha de invase. O operador ia jogando tudo fora, uma olhava e jogava fora. Aí eu estava ali, porque eu estava na empresa e falei, é preciso ensinar esse cara a fazer alguma coisa, não é possível, né? Que que eu vou fazer. Aí alguém deu a ideia e eu copiei E aí, eu falei, onde é que ele tá pondo isso? Num sacão plástico? Tá, me dá um saco plástico vazio aqui, né?
[21:53]A gente abriu o saco e falei, dá uma nota aqui, acho que é uma nota de 50, sei lá quanto que era, né? Depois anota no saco plástico e grampia e o cara falou, por que que você tá fazendo isso? Não, eu tô fazendo exatamente o que você tá fazendo. Ah, bom! Que sacada! Exatamente o que você tá fazendo. Eu falei, mas como assim? Então, você tá jogando fora 50, 60, 70 reais cada vez que você joga.
[22:13]Fora o produto. O que você acha que eu tenho que fazer? Toma cuidado, checa se o magazine está legal, checa se a fábrica está desacoplando legal, dá uma diminuída na velocidade um pouquinho para ajustar. Não, não pau na máquina, para rodar e estar perdendo. Não joga fora, pra caramba. Então, é essa consciência sistêmica que eu acho que falta, né? Esse exemplo é um exemplo maravilhoso, faz tempo que eu fiz isso, cara, maravilhoso.
[22:40]É a mesma coisa, a gente fala de máquina, o cara vem comprar uma máquina e fala quantos ciclos dá a sua máquina? A minha máquina dá 50 ciclos, e fala, nossa, vai dar 50 ciclos na minha embalagem? Eu falo, não, ela dá 50 ciclos no vazio, quando você compra uma Ferrari, você vai lá e olha no velocímetro, ela dá 300 e poucos quilômetros por hora Você só vai andar 300 e poucos quilômetros por hora?
[23:04]Não, falei, então, a máquina é a mesma coisa. Você tem que andar com ela numa velocidade confortável e que não te estraga em matéria prima. Então, a máxima é essa. Então, um tempo na minha vida eu judei a comprar a máquina e a gente perguntava pro camarada assim, estamos conversando com o fornecedor, né? Qual a batida mecânica dessa máquina? Aí eu quero falar, 100, estou chutando do número aqui, tá bom.
[23:31]Se eu puser o material de embalagem, quanto vai dar? Depende do material, pode dar 80, 85 e o produto. Dependendo do produto, pode dar 70, 75. Então, você está me dizendo que eu posso variar de 70 a 80, por exemplo? Eu falo sim. Então, tá bom, é isso que a gente quer. Aí, como é que o cara calcula famigerado aí? Ah, é em cima do máximo, né? Então, aí ele começa a comparar, aí negociata, né?
[24:02]Ah, essa parada não é programada, essa parada, ou seja, a gente tem um medo danado de falar a verdade, né? Então, essa máquina foi comprada para 100, quando ela roda o produto A, que é mais viscoso, ela produz menos. Então, eu tenho que fazer um ajuste no meu cálculo de oleia, no meu cálculo de produtividade. Quando ela trabalha com o produto C, que é superfluído, pô, ela vai mandar bala.
[24:25]então nesse caso eu tenho que ser mais coerente aí como é que eu calculo aí é final cada um no seu é óbvio eu e aí da fábrica aí você tem um monte de gente calcular você faz média ponderada você faz um monte de coisa mas aí o i é gestão sua é isso aí mas o mundo trabalha com esquece o mundo o teu mundo é esse aqui ó é o seu cara é exatamente ficou olhando tudo o cara pega E aí, vamos falar, uma embalagem de bolo que bate numa termoformadora, 30, 35 golpes por minuto, ele não pode balizar a produção toda de todos os modos por 35 por minuto, porque tem modos que vai bater 20 e aí vai dar no OE dele, na cabeça, né, do OE dele, né?
25:09O canudinho, o papel e o aterro sanitário
[25:09]E outra, você pega bolo com um pouco mais de gordura que desintegra, mais do que o bolo mais seco, sei lá, qualquer desintegra, pô, não dá pra comprar, não dá pra... E essa é a discussão muito legal. E aí você estava me contando na história do Canudinho, que o Canudinho surgiu por um determinado motivo, né? Explica para a gente. Olha, rea Zalenda, rea Zalenda, que ele surgiu por um motivo higiênico. Quando apareceram as primeiras latas...
[25:40]Bom, vamos dizer assim, não precisa ser as primeiras latas, as primeiras embalagens... Bom, eu estou com um de lata porque é um exemplo... É, uma maneira geral. Os altas ficavam nos fardos e ficavam nos armazéns, nos centros de distribuição, ficavam, enfim, guardadinha ali bonitinha. Nós não podemos descartar o expós-ambiente. Nós não podemos descartar que existe uma população de roedores superior a nossa. Alguns dizem que o número é dezembro em alguns países, alguns dizem que em São Paulo e lá no Brasil é quatro, e, enfim, o número é mais de um. Tem muito rato. Então, eu digo o redor, né? É muito comum esse bichinho passear, se você menos imagina, ele tá ali. Esse bichinho acredita e faz xixi, né? É, como todos, né?
[26:30]Ele pode eventualmente fazer xixi dentro da embalagem, em cima da embalagem ou na lata. Então, se você pega e, às vezes, essa bendita dessa latinha, e não limpa, como muitas vezes acontece, é possível, é possível, que você tenha contato com esse pequeno resíduo do animal. Para evitar isso, é que os primeiros canudinhos, o uso do canudinho para essas latas, e foi incentivado. Ah, mas ela está de cerveja. Eu faço isso. Ela tinha de cerveja ou se estava no copo, ou então se pega alguma coisa e limpa aquilo. E geralmente está sujo, né?
[27:13]Está preto, quer dizer, ira ocupando a lata, não. Tem transporte, é a própria poluição do ar, né? Embalagem no sistema, é o que a gente falou. Então lá atrás, o cidadão que fabrica de cerveja entrega a lata maravilhosa, é o que eu conheço lá porque de cerveja. e arrumadinho refrigerante. Mas a partir do momento em que ela sai da responsabilidade do fabricante, como teria um amigo meu em inglês, ele é Runeaus, foi. Então o canudinho serve também para isso e outras coisas. No McDonald's era, por que que era o canudinho?
[27:49]Porque não tinha aquela tampinha, aquele orifício no café refrigerante. Então era difícil. Então o canudinho facilita. Então é um instrumento facilitador. até na saúde pública, uma pessoa que tem um parque som, por exemplo, é facilitador então não pode banir esse troço desse jeito, tem que simplesmente incentivar, oh, esse é o material facilmente reciclável muito fácil, é muito fácil você nem limpar muito, você bota no moedor, você já tem um...
[28:24]é verdade, muito fácil de limpar O erro no meu ponto de vista, apreciando um pouco mais o Descart, a gente chega em uma loja de fast food, tudo cai na mesma gaveta, eu vou lá com a bandeja que eu utilizei os produtos, ou seja, eu tenho uma embalagem do hambúrguer no papel, porque o papel é teoricamente biodegradável e ele resolveu o problema engordurei aquele papel. Ele vai ser biodegradável em uma terra sanitária. Então, vamos partir dessa primeira premissa.
[29:05]Aí, eu vou jogar lá naquele lixo o canudinho junto com aquele papel. Ou, às vezes, eu tomei o milkshake com aquele canudo de papel, que foi substituído, né, o canudo pelo papel. Eu joguei o canudo de milkshake lá dentro daquela lixeira. Eu joguei o copo. Eu joguei a embalagem do hambúrguer. Muitas vezes, os pedaços do próprio hambúrguer com gordura da batata frita, ou seja, aquilo ali deixou de ser produto reciclável e virou lixo, ele vai com aterrosanitário, ele tem que ir, porque o papel com gordura ele não serve pra nada, como embalagem de pizza, então aquilo foi parar no aterrosanitário, primeira camada, aeróbica, nós temos ali a missão do CO2, a partir da segunda, que não tem mais oxigênio, anaeróbica, CH4, que vai te trazer 82 vezes mais poluição do que o CO2. Então, nós temos um dilema. É mais sustentável onde e em que momento?
[30:10]Se a gente pegar de toda cadeia produtiva até ele virar o canudinho, nas avaliações de ciclo de vida, ele perde para o plástico. Só que nós vínhamos numa máxima, que é muito legal, que é economia linear, que a nossa população está acostumada com a economia linear, né? Que muitos nem sabem o que é economia circular, então linear vem, produz, consome e descarta, põe um saco de lixo na rua, sumiu da tua frente e acabou com o problema.
[30:41]hoje não, hoje a gente está trabalhando e pouca gente explicando sobre isso da economia circular e da importância da economia circular que não tem mais o descarte, então você já não tem mais aquela máxima do berço autúmulo, é de berço a berço, então todo mundo está trabalhando inclusive nos cursos que vocês ministram, eles falam muito de berço a berço hoje e o cara que sai, ele sai eco-designer, ele não sai simplesmente um designer, né?
[31:13]Então, você fez um desenho muito legal de tudo, muito legal. Idealmente, estamos morando no país das maravilhas. Somos habitantes do país de Alice. Então, a hora que você acaba de consumir no restaurante, você tem o cuidado de pegar tudo que é biodegradável ou compostável, inclusive o papel, você coloca, isso aí vai todo se colocado em uma usina de compostagem e vai virar alguma coisa a dubo, qualquer coisa, não vai para a terra.
[31:45]Oh, lindo isso. Pronto. Estamos no País das Maravilhas. É lindo. Aí toda a parte que é plástico, esse material todo reciclável, todo bonitinho, cada um, todos os materiais, você já separou. Então você vai para uma outra, uma unidade de reciclagem e vai se transformar, vai transformar, transformar Até que chega uma hora que o plástico não dá mais para processar isso, energia, não é?
[32:15]Ensinera, recupera, é petróleo, recupera essa energia e vai alimentar a caldeira, vai alimentar o que você quiser Então no mundo de Alice não sobra nada, tudo funciona, o nosso mundo não é assim Ah, mas e o material multicamada? Não dá para reciclar esse troço? Dá, claro que dá. Os zézinhos que não dá para reciclar, já queima direto, mas não joga no lixo, não joga não.
[32:40]Eu tive a oportunidade de visitar alguns aterros e algumas unidades de triagem. Foi, é assim, é triste, né? Já fui também. Tem passeador de embalagem, você já viu passeador de embalagem? O cara joga, um monte de coisa lá, passeia, não serve para nada, joga, vai para o aterro, né? Então... É um negócio muito sério nisso tudo, no mundo de Alice é esse aí, não tem descarte No nosso mundo é isso que acabou de contar, mistura tudo e dane-se Que é o que existem muitas pessoas fazendo um movimento para que isso não aconteça Então, aí a gente chega na história do banimento, que nós temos lá um PL, que é o PL 2524 Que ele leva o nome de PL da economia circular Aí quando você lê o PL por inteiro, na segunda página do PL, já fala em banimento e pedido de prisão para quem produzir plástico.
33:36Banimento, formação técnica e ecodesign
[33:36]Então, aí o senhor que vive a vida com embalagem, a sua vida embalagem sempre foi, fala pra mim se o plástico acaba hoje, o que que acontece? Primeiro lugar você fala o senhor pra mim? É, desculpa. É, desculpa. Talvez. Esse é uma brincadeira que eu faço legal. Sem embalagem ninguém come, sem plástico ninguém come, bolsa de sangue, caixa d'água, tubulação, isso para não falar de embalagem, falar de plástico, toda proteção, o que engenharia de embalagem, se não você construir proteção, construir o guarda-acosta? Seu produto precisa de proteção contra humidade, precisa, então quanto que ele pede de proteção?
[34:24]para durar seis meses ele precisa dessa proteção, quem confere a proteção? Ou você vai enfiar um superpote de vidro travado numa lata toda trancada, pode pôr, pode, lógico que você pode pôr, mas tem resíduo disso também, ou então você constrói essa embalagem a um preço mais acessível, não existe banir, banir é alguma coisa como, a gente é bom nisso, o Brasil é bom nisso. Vamos fazer uma exigelação, então vamos aumentar o tempo de prisão do cara para, sei lá, para quantos anos. Não é por aí. Nós cometemos um erro. Não quero entrar nisso dessa forma, mas eu vou entrar nisso dessa forma. Nós cometemos um erro histórico no Brasil. O colégio da minha vida é um colégio técnico. Porque eu tinha 8 horas de aula por dia, estágio com 15 anos de idade, equipamento de primeira linha e os dois primeiros alunos indo fazer um estágio na França. Entendeu isso?
[35:31]Entendi. Na primeira ano da faculdade, entrei no Unicamp, já sabia calcumente grau, moleque de 18 anos. Hoje, esses coleges, todo esse ensino médio, ao contrário da Alemanha, que é cada vez mais forte, o nosso é cada vez mais fraco, cada vez com menos dinheiro, cada vez com menos recursos. Aí o que nós fizemos? Vamos, entre aspas, universalizar as universidades.
[35:57]Então, todo mundo tem diploma, todo mundo faz faculdade sem ter aquela base. É a base. Eu quero ter um diploma. Não tem, e aí? E? Que eu gosto. E? Redicências. Falta a base. Então, portanto, se falta a base, essa discussão que você está trazendo, é uma discussão que acaba se tornando inócuo. Sim, com certeza. Porque você não tem ninguém conversar. Eu estava numa reunião com o pessoal da Universidade Federal, que vai abrir uma aqui em Francisco Morato.
[36:30]Como eu participo aqui do ESG da Prefeitura, que nós tiramos ESG e cadeia produtiva local do plástico em Mairiporã é a única cidade do Estado de São Paulo que tem cadeia produtiva local do plástico, assumidamente plastiqueira e eles me convidaram para ir conversar lá com o pessoal, que tem uma reunião franco da Roche, e estava no meio da reunião falando de que tipo de curso que precisava, e aí um fala de ecossistema, o outro fala de... e fala um monte de coisa, né?
[37:06]Eu levantei e falei, gente, precisa de ter um curso aqui de ecodesigner de embalagem. Todo mundo olhou para mim. Eu falei, mas por que? A professora perguntou, porque esse ecodesigner? Eu falei por que a embalagem que vocês falam que ela contamina, ela já tem que ser pensada em não contaminar Então precisa de um curso de ecodesigner A partir de hoje não pode ter mais, a partir de hoje não de ontem, não pode ter mais o designer de embalagem Tem que ter o ecodesigner e o ecodesigner tem que conversar com o pessoal de marketing O marketing tem que falar com esse cara Então, a partir do momento em que a gente toma isso para a vida, a gente pode discutir embalagem depois de ter isso.
[37:49]Então, alinhado com isso que você está me falando, tem um ponto que, toda vez que eu trago esse ponto, as pessoas com quem eu converso, olha para mim, aquela cara de descrédito, né? O que esse elemento está falando. Eu não gosto, bem assim, devagarzinho, eu não gosto do jeito que a palavra sustentabilidade é usada hoje. porque sua entabilidade tem três pilares e a gente fala só ambiental, primeiro. Quando você fala de ESG, eu acho muito legal, mas tinha que, não podia ser ESG, tinha que ser GES, porque a governança manda.
[38:26]Então em vez de ficar nessa discussão de sopa de letrinha, o que é pilar, o que não é pilar, eu gosto de usar uma expressão só, que chama responsabilidade ambiental. É a melhor, acabou. Então, se você, Rui, tiver responsabilidade ambiental na sua empresa, você vai se preocupar com o descarte, com o consumo, com isso, com aquilo. Você não vai ficar olhando só, não, para ser sustentável, eu tenho que fazer isso, isso, isso. Não, você tem que ter responsabilidade ambiental sistêmica. Acabou, acabou. Aí alguém fala, não, mas se responsabilidade ambiental é um termo muito genérico, não. Não, não é mesmo. É o termo mais simples para falar esse e esse monte de letra, né?
39:08Como o plástico substituiu marfim, casco de tartaruga e outros materiais
[39:08]Você não tem responsabilidade civil, né? É, mas a gente fala, né, que o plástico surgiu para eliminar problemas. Ele surgiu na eliminação de problemas. O primeiro problema era o marfim, né? Então veio o marfim, quem que veio substituir o marfim? Esse cara aqui é um binóculo de marfim antigo. Então aqui matou um bicho para ter essa peça. aí veio um maluco, um louco lá e inventou esse material e aí o que aconteceu? parou de matar bicho, o material é igual que nós temos um baquelite da mesma cor, a mesma textura se pegar até e parou de tirar marfim por conta do baquelite então aqui é um telefone de baquelite aí tínhamos também... esse telefone se foi buscar lá longe eu tenho mais antigo que ele ainda adora essas tanqueiras eu adoro carro velho, eu adoro muita coisa E aí nós temos lá no passado também, essa aqui eu acho um barato, eu sempre mostro Olha lá, olha o que tá escrito lá dentro da caixinha abridor de cartas, mas no meio, no triângulo tartaruga legítima, tartaruga legítima, então o casco de tartaruga era para fabricar pente, para fabricar abridor de carta, para fabricar várias aquelas prisilhas de e muitos outros artefatos, né? Então eu pego o abridor de cartas aqui, que era de casco de tartaruga legítimo, aí veio um... Eu gosto muito do legítimo. Aí veio um maluco e inventou um polímero que imita o casco de tartaruga.
[40:48]O que que aconteceu? Parou de matar tartaruga. Aí que vem a pergunta que... Vamos voltar para a primeira pergunta. Pegando essas duas coisas aí. o que que o consumidor quer? Ele quer pentear o cabelo. Ele quer pentear o cabelo. Na época não se discutia a sustentabilidade, né? Então quando matava a baleia pra caramba, que mataram muita baleia, que tem a máxima da baleia, né?
[41:15]Que aí veio o petróleo, parou de matar a baleia por conta que não precisava mais do óleo da baleia pra colocar na lamparina, alguém descobriu lá que o petróleo dava certo pra fazer aquilo. Então veio o querosênio, o querosênio resolveu o problema de matar a baleia. de baleia, aí o petróleo, aí vieram os motores, né, aí o petróleo deixou o barco mais rápido, aí caçaram baleia pra caramba, veio legislação, porque as barbatanas da baleia também eram utilizadas para os saiótis das moças, tal, né, então aí mataram baleia pra caramba, aí veio, aí veio a proibição da baleia, hoje, hoje a população de baleia tá, tá melhor, muito melhor do que era, e a de Tartaruga tá altíssima, tem um trabalho maravilhoso aqui no que faz o TAMAR, projeto de TAMAR, que cuida das tartarugas, então hoje tem superpopulação de tartaruga, mas se tivesse matando ainda para fazer esses produtos, talvez não teria, talvez já teriam sido distintas e muitos outros materiais, como a gente vem com a sacola de plástico. O Sten Gustaf Thulin, quando ele fez a sacola de plástico, ele andava com manubouço. Então, a conta, a história que ele andava com o manubouço, ele usava, ele desdobrava, usava sacolinha, dobrava, puíram o bolso, usava, desdobrava, puíram o bolso. Então, ele inventou a sacola para essa aplicação, porque ele viu aquele problema ambiental de retirada de árvore para caramba para fazer papel. Ele falou, não, pô, ele pega um produto dobrável, fácil de carregar e saiu a sacola para resolver um problema ambiental lá no ano passado e dali pra frente só vieram desenvolvendo polímeros cada vez mais eficientes e obviamente os polímeros nunca precisaram de propaganda pra ser vendido, eu nunca vi uma propaganda na TV falando de polímero, então os polímeros vieram substituindo alguns produtos como o metal, como o vidro, como o papel e isso gerou um grande problema de uns 10 anos pra cá, gerou um problema imenso porque a quantidade vai subindo porque e o produto para muitas coisas é melhor e para outras não. Por exemplo, embalagem de pizza.
[43:23]Como é que eu vou embalar pizza no plástico? Não dá. Não dá certo. Já tentamos 200 modelos, não dá certo, mas ela dá certo no papel. Então, o papel para pizza é ótimo. Como embalagem secundária, o que é melhor que o papel? Nada. Uma caixa para colocar as coisas dentro, para organizar, colocar no caminhão, fazer cubagem. A caixa de papelão é espetacular. Agora, para a embalagem primária, a maioria delas, em contato com alimento, o plástico se comporta muito melhor, e o senhor pode falar disso muito melhor que eu, né?
[43:55]Claro que é. Vamos assim. Existe uma série de testes, Anvisa, Fasa e Comenda, que são as provas de sessão. Você consegue ver exatamente que tipo de material que pode eventualmente de migrar. E se você fizer uma análise do plástico e você descobrir pequenos compostos ABC, você entra no site do NIST, que é o National Institute of Standards and Technology, você coloca lá o seu print do espectro de massa e ele fala, ó, isso aqui tem tanta possibilidade de ser esse material que é inocuo. Esse material é GRS, que é Generally Recognized e você tem uma estrutura de conhecimento que você pode usar para fazer isso.
[44:45]Lembra? Maquiavel disse isso tempos atrás, o conhecimento é uma forma de poder, nem sei se foi ele que falou, mas teve alguém no Brasil que já fez isso e eu não falo o nome dele, mas o conhecimento tem uma forma de poder, se conhece você tem o poder, se eu conheço o meu produto eu sei como é que eu guardo a costa, agora tem uma coisa importante, quando acabou Eu sou bebibunger, aquele cara que nasceu na Califoria. Quando acabou a guerra, de 45 a 50, aquela malquice, vamos fazer as crianças, eu nasci em 51, beleza, aí apareceu tal do consumismo.
[45:26]Então, faz 70 anos, 70 ou quase 80, que a gente só consome. A gente só consome. Se você fizer uma conta simples, para cada coisa que você destrói, você precisa de dobro do tempo para reconstruir. Estou chutando baixo. Se são 70 anos de consumo destruindo tudo, eu posso pensar que deve ser um cem para reconstruir, concorda? Sim. Então eu tenho isso na cabeça quando eu vejo essas tentativas, essas políticas, essas legislações absolutamente imediatistas que não vão resolver o problema básico, que é o quê?
[46:11]Eu não tenho no país uma formação adequada, o pessoal está só pensando em consumo, quando ele compra a máquina ele não sabe exatamente quanto que a máquina vai consumir de energia, quando ele pega o material de embalagem, ele é, como é que material de embalagem é essa? Liga para o fornecedor, ele fala, meu Deus. Você entendeu? Tem que ter um certo ajuste sistêmico, que eu não sei por onde começa, talvez pela educação, mas tem que ter um certo ajuste sistêmico para a gente poder dosar isso, porque são no mínimo 70 anos até concertar. É verdade, não é? Eu tenho em casa uma professora, né, minha esposa e professora, e ela fala todo santo dia, ela chega em casa e fala, poxa, tá ficando casa a dia mais difícil de dar aula, porque o pai coloca o filho na escola para o professor educar, antigamente não era assim, antigamente educava em casa e ia para a escola, né, eu fui daqueles que fiquei com a cara virada para a parede várias vezes na sala de aula e não morri por isso, muito pelo contrário, né, e hoje, hoje tá louco colocar um moleque virado para a parede e o pai chegar mado lá e mata todo mundo que está lá dentro.
[47:22]Então, tem uma inversão de valores enorme que a gente trabalha. Então, o nosso Instituto Soul do Plástico, que a gente está trabalhando com a educação ambiental, mostrando a circularidade de produtos para as crianças e para os nossos jovens, os adolescentes, é mais nessa pegada de conscientização mesmo, olha, isso aqui pode gerar renda, isso aqui pode se transformar num outro produto, o que você está ouvindo E ainda não é bem isso, presta atenção, faz um estudo, não pega a frase que chegou no teu celular, pega ela, coloca no chat GPT e vê o que que vai falar, então é pra instigar que eles pensem, que eles estudem e que eles entendam de maneira diferente do que tá sendo colocado pra eles, né?
[48:08]As pessoas falam mal das embalagens, eu defendo muito o material plástico, quer dizer, eu só defendo o material plástico, então, que fala mal do plástico, o cara tá falando, muitas vezes ele nem sabe o que é, ele nunca entrou numa indústria. Você não fica bravo, não, porque o pessoal fala mal de embalagem como um todo. É, fala. Eu tenho uma frase que eu uso, conversas como a nossa, eu uso sempre, não é bem uma da frase. É como se fosse uma exclamação. Educar incessantemente, educar apaixonadamente.
[48:42]É a única saída. Não precisa ser a corrente do bem, isso é utopia. Talvez seja um dia, mas você falar para um, falar para dois, você quer conseguir convencer uma, duas, três, quatro pessoas? Lembra, nós estamos falando no horizonte de 100 anos. Sim. Eu sou fã de um seadão chamado Marcelo Glaser. O Marcelo Glaser é um físico, Você se conhece? Não. O cara é um doido. Ele tem uma concepção da física, que é um negócio muito legal, e a física para eles barrou, quase que na espiritualidade, então é muito legal ver ele falar.
[49:22]Então, duas frases dele. A primeira é o duas falas dele, pois me lembra que são duas, né? Depois, em um certo tempo, você não pode falar que a primeira é o segundo. A primeira deles é... A gente demorou tanto tempo destruindo, mas quando eu vi isso, eu falei, é o que eu penso. Que a gente tem que começar de novo. Como a gente começa de novo? Você começa devagar.
[49:43]E educando. E educando. Essa é a primeira. A segunda dele é absolutamente chocante. Ele fala que é só um podcast dele, shorts dele, aquela coisa aqui. Eu vou assistir. Assista. Tem um monte. Mas ele diz o seguinte... Cada dia que eu acordo, ele fala, olha que terrível, cada dia que eu acordo, olha para a minha família e eu penso, nossa, um dia mais que eu tenho para viver com a minha família que eu amo, mas eu também penso, um dia menos que eu tenho de vida.
[50:20]Aí ele fala, isso é terrorizante, a baçaladora é arrasante, então o que eu tenho que fazer? Como é que eu resolvo esse problema? Então eu tenho que fazer que cada dia que eu acordo, eu tenho que fazer esse dia valer a pena então o que eu vou fazer? Faz uma coisa diferente, educa uma pessoa diferente olha o lado positivo da vida, eu tento fazer a minha vida desse jeito volta a isso para educar incessantemente mas não podemos deixar, você não pode deixar bater você não pode, você tem que ser que siga no que você é câncer eu sou talinho eu não sou teimoso temos o cara que tema comigo. Eu não vou desistir disso. Então, o quanto eu puder fazer de tentar educar, tentar contar que embalagem é boa, que viver faz bem, essas coisas otimistas da vida, ah, lógico, temos momentos de pessimismo, como todos nós temos, claro, mas eu acho que o ideal é você passar essa mensagem otimista. Como você me contou, quando a gente de começar aqui uma série de episódios e você fala, pô, o cara tá errado, deixa eu falar pra ele, se ele vai me ouvir ou não, pelo menos eu fiz a minha parte, né?
[51:37]A gente pega aí na questão de materiais sintéticos, por exemplo, pele de animal era luxo antigamente, vestir, colocar uma pele de animal no pescoço, hoje é impensado, é material sintético. e tem muito mais animado. Então, aí vem a questão do plantio das árvores no Brasil, que é essa, é uma que eu falo sempre. A sustentabilidade é tudo aquilo que já foi falado, mas quando a gente fala de um produto biodegradável, eu pego um produto, coloco ele na rua e falo o fulano, isso aqui, biodegradável.
[52:15]o que é biodegradável? Biodegradável no ambiente, é o primeiro pensamento, é esse, ah legal, tá bom, caramba, joga no chão, eu me citei ele jogar no chão, quando eu falei que aquilo é biodegradável, então beleza, o papel é biodegradável, então posso amassar o saquinho e jogar no chão? Não, top-buer também. E aí a gente volta lá para a cadeia do início da cadeia do papel, a início da cadeia do papel, as árvores que fazem papel, elas Elas são brasileiras? Elas são da nossa fauna? Da nossa flora? Não!
[52:48]Então isso é uma discussão longa, né? É, absolutamente não! Elas não são daqui. Então, a adaptação delas aqui, ela foi feita a Fórcipes. Então, tem muita coisa que é feita no mundo que eu admiro, né? Você pegar o Sebastião Salgado, que recebeu um pedaço de terra que era absolutamente deserto, Quase deserto e replantou tudo aquilo. Você já viu a história dele?
[53:14]Não. Você vai achar um salgado, é um fotógrafo famoso, procurou. Não vou procurar. O cara arrumou aqui o negócio e falou, meu Deus, que primor, como era, como é. Quer dizer, então, o que que vem na cabeça? É possível. É possível. Você vai na história ver alguns... alguns árabes estão fazendo isso. O cara está... é projeto inicial, mas o que que eles estão fazendo?
[53:39]Estão puxando a água do mar com tubulação subterrânea, para não evaporar. A gente botar o alívio para secar todo o meio do caminho. Sim. A mil quilômetros de casa 100, 150, eles põem uma estação de desalinização. E aí que eles estão fazendo, tentando replantar, tentando transformar pequenos desertos em pequenos oases. E aí a coisa é colocar. É maravilhoso.
[54:07]Procura. como é tubulação, subterrânea, num dos países árabes, buscando água do mar. É muito legal. Então dá pra fazer, só que demora tempo. Claro, nós temos aqui, no Brasil, um exemplo disso que é maravilhoso. A gente pega ali Petrolina. Petrolina é Sertão, Pernambucano. Ali é Sertão. Tá bom, mas pera aí O cara fez uns aquedutos ali, rodando água pra tudo que é lugar, a nossa maior plantação de uva, a produção de uva do país, tá lá e são as melhores uvas Então, o que eu vou falar agora não representa necessariamente minha opinião, mas uma incontrolável vontade de ser do conta Claro Nós chegamos uns 6, 7 anos, eu era coordenador, eu atuava como coordenador do curso de geração de produção da MAUA. Então, tinha uma reunião de coordenadores de curso por ano. Se uma vez foram fazer em Petrolínio, eu falei, cara, eu quero ver, quero ver, como é que é, quero ver, quero ver. Eu já tinha uma impressão complicada do Rio de São Francisco, porque um pouco antes eu tinha viajado com a minha mulher e fui ver a fosa do São Francisco, que ela está meio seca. Tem um... tem um jantou com o meu almoço em um o cara falou que já foi maior aqui e tal, enfim, não veio ao caso, embora tenha me deixado preocupado.
[55:38]Sim. Aí nós fomos lá, jantar, jantar fluvial, pá, eu quero, e o bairro ficava dando volta. A gente tava no bairro e dava no volta. Aí eu perguntei lá para o marinheiro, marinheiro no rioeiro, porque quem não anda, ele falou porque tá... Tá seco. Tá seco. porquê que tá seco? Ele falou, olha amanhã de manhã, você vai ver que você não tem uma fila de caminhões ali no rio, do lado do rio caminhão parava, sugava com uma bombinha 20 mil litros de água e levava pra dentro, mais 20 mil água, imparável, uma firme imensa então petrolinho é maravilhoso, a gente tem um aeroporto pra mandar uva pra lá, mas nós estamos destruindo isso também é eu vi, ninguém me contou é, a do caminhão não vi eu vi e os canais de água que passam dentro das fazendas.
[56:32]Maravilhoso, mas para o que você vai fazer esse caminhão? Para o que você vai secar? Para o que você vai fazer um canal? O que os árabes me mostraram com essa história da água é que quando você tira água do lugar para mandar para o outro, especialmente se é muito seco o ambiente, se é muito sol, faz tubo fechado, não faz canal aberto. Você faz canal aberto, evapora e você fica, chega lá sem água.
[56:54]Aí você seca o rio e não chega lá. Ah, mas essa lógica é importantíssima. Não é mesmo, é tudo a céu aberto, todos as passagens de água. Eu achei muito interessante, porque aquilo ali, quem pensava que ia dar uva no lugar daquele, né? Mas aquilo é maravilhoso, mas ó, tá ali do ladinho, né? É, não, é pertinho, é tudo pertinho. É pertinho. Então eu gosto muito desses exemplos de... Petrolina, pra mim, era um negócio maravilhoso.
[57:22]Eu acho fantástico! Tem música do Gil, José de Petrolina, mas é um negócio maravilhoso e mostra como a gente consegue, entre aspas, domar a natureza. Isso, mais a história dos árabes, mais o Sebastião Salgado. Dá para ser otimista, né? Claro que dá! Só começar. A gente vamos voltar no tema da embalagem. Então a gente falou de petrolina, petrolina de produtos uva, uva leva embalagem, e a embalagem leva produto, e vamos lá Antigamente...
[57:56]O avião, o que é? O avião não é uma embalagem de pessoas? O avião é uma embalagem de pessoas, e hoje o peixinho do avião é polímero, né? Então a gente vai, vamos lá para a petrolina. Antigamente as uvas eram em engradado de madeira e as uvas estavam embaixo normalmente e elas estragavam, né? Hoje elas são particionadas em embalagens de 250, 50 e 1 kg. Então se estraga muito menos e se conserva por muito mais tempo do que eu tirar e colocar em uma caixa de madeira por conta até de oxigenação de um monte de coisa, né? Que aí o senhor conhece muito melhor do que eu.
[58:34]Ali, embalagem, se faz necessário. Então, vamos entender, pegando a sua fala, por que a uva que estava naquela caixinha de madeira estragava? Embaixo? Primeiro, porque quando o peso, né? Matou aí, matou aí. Então, por mais que ela esteja blocada na caixa, aquele bloco de uvas ali dentro, quer dizer, se você não proteger legal, se bem que a madeira você vai fazer uma caixinha bonitinha, tal, tal, mas aquele e o próprio bloco de uva embaixo de um caminhão batendo. Então, olha o que você põe menor, você reduz essa blocagem da uva e você acaba melhorando. É questão de saber como é que ela estraga, ela estraga porque ela vai amadurecer, ela estraga porque ela vai levar muita cacetada.
[59:19]Então, eu tenho que criar um sistema, um sistema para amortecer a cacetada, que é, agora Ela veio a embalagem agora um pouco tempo atrás, veio a embalagem de 250 gramas, que a ideia era toda a uva que ela é cortada do cacho, ela ia destinada para o suco, só que a uva boa, então eles criaram a de 250 gramas e colocaram para a criança levar de lanche para o escológico.
[59:45]Maravilhoso, tirou o suco, não paga nada na uva, e ali não, ela ganhou valor por conta da embalagem. provocativo, gasta mais embalagem, gasta mais embalagem, mais tem uma coisa do valor, gasta valor, é verdade. Aí a gente falando da embalagem de uva, trouxe valor produto, aconteceu a mesma coisa com morango, uma fruta extremamente sensível e as embalagens ela vem na parte do alimento, principalmente do alimento, diminuindo a questão do impacto, melhorando a vida para o uso do alimento, com embalagens controladas por gases ou por retirada de gases, as matérias primas elas vêm se aprimorando cada vez mais e esse problema da embalagem plástica em específico, a indústria nunca tinha sido provocada como foi provocada nos últimos 5 anos, então a gente vê um movimento muito grande hoje da indústria correndo atrás para que se e torne circular. E aí nós temos muitos lugares, muitas empresas, correndo atrás disso. Isso é fantástico, você vê o que ambi-par está fazendo, o que muitas empresas estão fazendo, em cima da economia circular. Voltaram os olhos pras cooperativas, voltaram os olhos pros catadores, que é muito mais do que justo, porque se não tivesse catador, não tinha economia circular. Pelo menos no Brasil, né? Da maneira que é hoje, né?
[1:01:16]e emissão. É, é no Brasil, porque hoje você pega na Alemanha, você tem o Pfand lá, que o cara paga... É um euro garrafa, ele paga um e vinte e cinco, vinte e cinco é do Pfand. Devolveu? Ótimo, não devolveu e perdeu vinte e cinco. Isso funciona, porque o... Onde doi mais no ser humano é o bolso, né? É o lugar que mais doi, né? Então, mas olha, olha o que você falou aqui, como é importante.
[1:01:38]Nós estamos criando um sistema de economia circular baseado na pobreza. Sim. Eu não gosto disso. Não, é óbvio que está do jeito errado, mas é a maneira que está sendo criada, né? Então, por que eu não gosto disso? Quer dizer, é o que tem que fazer, né? Lembra, 50, 60 anos, então nós vamos fazer isso por mais de 10, 20 anos, até que, de alguma forma, nós vamos consertar, né?
[1:02:05]Não tem outra saída agora, tem que fazê-lo, né? Tem que ir da comida, tem que fazer essas pessoas comerem, blá, blá, blá, blá. Então, tem que ser assim. Mas só que nós estamos aproveitando o nosso lixo. Nós estamos criando uma civilização, uma cultura de retirado de lixo, que não deveria ser lixo. Ele deveria ser tratado como resíduo, não como lixo.
[1:02:27]Se alguém já me falou isso, eu achei absolutamente aterrador, assustador. Quando a gente parar de jogar as coisas no chão, ainda tem... Waste mining, a gente vai explorar a riqueza que tem no satélio sanitário, não é triste? Não deveria ter nem nada, o atelio sanitário ele representaria hoje 20% do que é produzido deveria ir para o satélio sanitário, o resto não, né?
[1:02:59]Está começando o mundo, nos Estados Unidos tem cemitério de avião, você sabia disso? no chiro e no chiro tem cemitério de roupa, natacama, tanto nos Estados Unidos como no Brasil tem cemitério de automóveis, mas a Porto Seguro está com um Fala o nome porque é bonito, tá com o nome de... Bateu o carro, deu perda total, a parte que não é perda ele testa e vende como peça secundária, pra não perder o carro, né?
1:03:34Logística reversa, decreto e regramento construído com técnicos
[1:03:34]Sim. Então a gente tem essa cultura de desperdício e descarte, isso vai demorar muito tempo, claro. É, no automóvel já tá vindo um regramento, já tá em vigência, que vai ter que colocar 30% no mínimo de reciclado. no automóvel, do automóvel, né? Então, a gente falou disso no podcast passado, que eu achei super interessante, e eles vão aumentando cada vez mais o nível de reciclagem do automóvel, porque é completamente factível. Então, e aí, se estou com um assunto que agora eu vou te perguntar, essa última legislação, eu não me lembro número 10, termina em 1988, alguma coisa assim, acabou agora, obrigando as indústrias até ter uma quantidade de e x de plástico reciclado nos seus embalagens.
[1:04:22]Ah, isso foi decreto. Decreto. É. O número, que se eu não me engano, é 22%, alguma coisa assim, um 20%, um 22%. É, 22,5%, a priori, depois ele vai subindo. Então, se você tem uma embalagem primária que não pode ter reciclado, como é que você faz? Ah, é a média das embalagens que você coloca. Não, ela está fora. O que vai no alimento está fora. e isso, mas vamos levar no limite. Como é que eu faço? O si do alimento está fora? Se não estivesse fora, eu tenho que fazer uma média, essa embalagem tem muito, essa embalagem tem outro, não há prova. Não há prova. Então essa foi minha dúvida também. Então Paulo veio aqui na Cisema Podcast e ele lucidou bastante esse tema para mim. O cara, por exemplo, e o cara que faz o arroz, produtor do arroz. Ele tem que fazer logística-reversa do saco do arroz.
[1:05:16]Ele é obrigatório nesse decreto. Ele tem que fazer logística-reversa do arroz. Então, imagina que o arroz dele viaja para o país inteiro. Como que ele vai fazer logística-reversa? Eu criei, agora eu falando com o meu pensamento, e espessamento, pessoal, é meu, tá? Então, é meu. O que que eu fiz? Eu gerei pra você uma dificuldade, só que eu já estou te vendendo uma facilidade. Você pode comprar o crédito de reciclagem ou você pode pagar uma empresa pra que faça esse trabalho pra você. Então, já existem as empresas fazendo esse trabalho pra você que você pode comprar esse serviço e você pode comprar o crédito de de reciclagem. Mas você mesmo que tá produzindo arroz, que a embalagem foi sua? Não. Só que assim, a partir do momento, aí vem a minha provocação. Eu vou no supermercado e compro uma garrafa de água. Eu comprei só água? Acho que não. Eu comprei a garrafa. Eu sei que a garrafa polui. Sei. Então, a partir dessa informação que eu recebi, eu tenho que saber o que que fazer com ela. No Japão, o japonês sai de casa cubentou dele e volta para casa cubentou dele e lava para colocar no resíduo reciclável. Então, você fala uma coisa. O consumidor sabe que a embalagem poluí ficou faltando uma frase. Ele sabe que a embalagem poluí se eles jogarem adequadamente fora. Exato. É, se for descartado incorretamente. Então É esse tipo de coisa que a gente está lutando pra caramba pra levar pras escolas Que é pra entender que aquilo polui, que aquilo é sua responsabilidade Se você destinar pro local correto, não polui Muito pelo contrário, gera renda, gera valor, gera um monte de coisa Até o momento em que o pilar social da sustentabilidade no Brasil brasil, deixar de ser tão relevante como é, que nós acabamos de falar aqui.
[1:07:27]Sim. Sim. Então é um negócio, é bonito a gente incentivar esse tipo de coisa, sim, é bonito, mas é feio, sim, também é feio, né, então nós estamos num, sei lá, num momento assim uma incruzilhada, que que nós vamos fazer para o futuro, né, e quando eu vejo, por por exemplo, algumas empresas, alguns municípios gastando uma grana preta para identificar ali na triagem, qualquer um, qualquer outro, eu falo, meu Deus, é, isso é, eu vejo a embalagem assim, hoje com tudo o que está acontecendo com a embalagem, que tem projeto de lei escrito para tudo que é lado, e todos eles levam para o banimento da embalagem, isso gera um problema, um problema de saúde, um problema social, gera inúmeros problemas, entende muito melhor do que eu disse, mas gera muito problema. Imagina a gente voltar isso para o automóvel. A gente sabe que tem milhares de acidentes de automóvel todos os dias. Vamos retirar as habilitações dos automóveis ou a gente vai criar uma regra para que aquilo consiga melhorar o o nosso uso, a nossa experiência, a danada de carro, ela seja melhor.
[1:08:52]Mas não se esqueça que para você dirigir outro móvel, você tem que ter uma CNH. Tem que ter a CNH, é exato. Para você comprar uma embalagem, você tem que ter. Não precisa, é exato também, mas muitas vezes a CNH, porque ela não vale nada, porque faz tudo errado, mas existe o regramento. Em tese tem o regramento. Tem o regramento, e aqui o regramento não foi construído, então só que o regramento, aí vem para a mesa, né, o regramento ele tem que ser construído por quem?
[1:09:16]Ele tem que ser construído por pessoas que entendam sobre, tem que ter o mínimo conhecimento sobre o material que ele vai regrar, isso tanto técnicos do governo quanto técnicos do lado de fora da indústria, tem que se juntar, eu não gosto de nada de imposto, eu gosto de tudo construído, tudo construído pra mim, eu falo em construção, pra mim já deu certo, falo em imposição, pra mim eu já penso que deu errado, então eu sou ou meio sético, um negócio de imposição de regra, e aí a gente constrói um regramento para material plástico com um hong na mesa, desculpa, não, tem que ter técnico na mesa, aí vamos falar lá do Cetea, o Cetea é uma instituição extremamente séria, não é?
[1:10:00]Sem dúvida. Conhece ela por dentro, afundo, fala pra gente o que o Cetea faz, pra que que o Cetea foi concebido? A concepção do Cetea é centro de tecnologia de embalagem. Como eu posso usar tecnologia para desenvolver melhor as embalagens, para dar destino a elas, enfim, para o sistema... Sair laudo de migração? Até sai, sai laudo de migração. Até sai, não sai laudo de migração. Um dos laudos que eu pedi para fazer, fez o teste e ainda comparou com aquele que eu te falei do NIST.
[1:10:32]Sim. extremamente equipado. É maravilhoso aquilo lá. E tem um modelo associativo ainda, que você pode... heroísas devem ter falado, né? Você pode fazer uma associação com eles e depois o cara se reverte isso em análise, quer dizer. É um modelo muito legal, né? Não sei se é tão bem usado como deveria, mas... Ela não falou disso. É uma instituição séria pra caramba, né?
[1:11:00]A gente sai do Cetea e vai para o Ital. O Ital é ali junto com o Cetea O Cetea pertence a Ital teoricamente Então o Ital abrange mais, já abrange a parte de alimentação, tudo isso O Ital está aqui e o Cetea está aqui, de baixo E aí a gente vai para a Anvisa. O que é anvisa prova? A gente pode confiar na Anvisa? Pode Essa é a pergunta da internet pode confiar na Anvisa? Poxa, mas a Anvisa, na época da pandemia, cara, a gente tá falando de um regramento que tá vindo muito médico, falar mal de polímero, falar que dá um monte de problema. Eu não falo mal de medicamento pro RIM. Exato, eu não sei prescrever uma receita médica. Eu nem arriscaria a falar pra tomar um antibiótico tal pra doença tal, porque Eu vou repetir uma frase que meu avô falava lá atrás no tempo, que é uma frase meio perigosa, né?
[1:12:02]Na época eu tinha engraxate. Engraxate era tempo, ele falava, não vá o engraxate além da butina. Claro, é ótima. O que o cara sabe é isso, é isso que ele vai fazer. A gente tem uma campanha contra alimento ultra processado, uma campanha contra embalagem, para, bicho, como diz o Caipira, usando português bem claro, para, para, eu tenho a provocação legal que eu faço na aula, as pessoas ficam me olhando assim, né, eu ponho a cara do Abujan, que é o meu ídolo nesse negócio, construo a conversa durante uma hora contando o que que é, que a gente passa fome, aí eu termino a provocação final, nós humanos passamos fome, desperdiçamos dos alimentos e geramos grande quantidade de lixo, parafraseando o melhor Fernandes, a humanidade não deu certo.
[1:13:01]Mas não é isso? É verdade. A gente passa fome, joga comida fora e gera lixo. Isso é básico, então de alguma forma tem que arrumar isso. É, e no passado... Você tem que arrumar, eu tenho que arrumar, ajudar arrumar. E no passado era diferente, no passado se formavam pequenos povoados, eles usavam o solo ali até onde dava, depois eles saíam dali e iram para outro lugar e assim morriam um monte de gente no meio do caminho por conta de não ter alimento, por conta de falta de proteção, hoje nós estamos discutindo efeitos climáticos, aquecimento global, ninguém olha para geração de gases, eles falam mas não olham, é aquilo de falar, olhando do pulado de cá. Então, a gente tem que entender na escala de materiais quais são os materiais necessários e quais não são necessários. Então, tem uma grande diferença. Eu embalar, por exemplo, um pacote de arroz, se ele for feito de papel sem nenhum tipo de platificação ou de resina.
[1:14:09]O que vai acontecer com arroz? Possivelmente ganhar umidade, possivelmente... Caru, umcho, umidade. Então, um monte de problema. Por isso que eu falo tanto, vamos lá. Eu participei em 2014, 2015, muito, muito de longe, né? Tem gente na Mauá que participou mais fortemente do Plano Nacional de Manufatura Avançada, bonito, não rodou muito, mas está lá.
[1:14:39]Em 2014 apareceu o plano nacional de reindustrialização. A indústria de transformação participa de 10% no PIB só, é nada, já foi 20, 25. Falta um plano nacional estratégico de embalagem. Falta mesmo. e aí, eu não sei, acho que deu ter falado aqui, mas eu falei pra você, o que eu acho que pode acontecer com tanta discussão inócoa até, vamos dizer assim, agressiva demais, respeito no material de embalagem, eu vou buscar o Titanic e eu fico imaginando os violinistas, um com um violininho de papel, outro que é o violininho de lata, outro que é o violininho de plástico, todo mundo morrendo. Ou seja, enquanto a gente não sentar todo mundo e dizer assim, O que a gente precisa fazer? Não estou falando de aspectos econômicos, de espedal-semeu, espedal-seceu, não estou falando disso.
[1:15:40]Estou falando de uma política técnica brasileira, estratégica brasileira, que começa com um embalagem a sistema, a gente passa fome, a gente não pode sobreviver, não pode dispoluir o ambiente por conta da miséria. como é que nós vamos fazer para atacar esse problema? E vamos fazer acontecer, porque do plano de manufatura avançada, nada, desce o meio de coisa errada e uma seleção, está começando.
[1:16:09]O plano nacional de resíduos sólidos foi de 2010, e agora está regulamentando. Meu Deus, então é um país fantástico de leis. Só que de 2010 para cá já mudou tudo, né? Então... Já o que escreveu lá não serve para cá. porque a gente fala, eu falo para o pós-consumo, a Mauá faz isso, eu acho legal para cá, a Mauá é hands-on, nós temos dois laboratórios por sala de aula, porque a gente quer que o cara mexe, mexe, faz, como é que funciona tal negócio, faz o teste, mexe, funciona, funciona, agora tem coisa que não dá para fazer, para cálculo de diferença e a integral não dá para você fazer muita lucubração, tem que ser meio abstrato, né, mas falta isso, quer dizer, vamos fazer um ensaio, vamos fazer uma prova de conceito, vamos tentar fazer isso em uma, duas cidades, Curitiba não é uma cidade que é legal, Campinas é outra cidade que é legal, vamos testar, vamos ampliar para a região, mas a gente fica parado.
[1:17:11]É, mas é verdade e a desenvoltura, o que a gente traz de coisa nova todo dia por estudos avançados que existem. Cada dia você tem uma coisa que aumenta a vida útil daquele produto que você leva para sua casa com mais segurança, brinquedos, mais seguros. A gente tem tanta coisa hoje comparado com o século 19 e com o século 20. Hoje é completamente diferente. Então esse cara que está brigando para acabar com a embalagem, qualquer que seja embalagem, o que ele quer e quer voltar para o século 19? Então vamos parar o alho diesel, meu Deus do céu, está extraindo o petróleo, quer voltar para as fezes de cavalo como era na Inglaterra, que tinha um metro de calçada, porque o resto era bosta de cavalo embaixo.
[1:18:03]Veja para ti que é desse jeito, não é que, tomar, subir, limpar. Eu tenho uma outra provocação, eu não sei a estatística, então eu vou só provocar. Quantas pessoas no país houvem a voz do Brasil? Ninguém. Ninguém? A voz do Brasil não é de graça. não, ela é paga? Propaganda política não é de iraça. É paga. Propaganda das bets. Muito bem paga. Pega um pouquinho desse dinheiro e põe no ar educação ambiental. É, certo? Alguém está pagando. Ensina, ensina, ensina. Quando o Brasil, você não lembra disso, mas quando O Brasil começou um movimento brasileiro de alfabetização, o famoso Mobral.
[1:18:54]Mobral? Lembra no Mobral? Chamou um monte de gente para dar aula. Eu conhecia vizinhos meus que foram chamados para ajudar as pessoas, para alfabetizar as pessoas. Custou algum dinheiro. Então, dinheiro a gente tem. A voz do Brasil, propaganda política e PET. Não é problema. Não custa tão caro fazer isso. Porque o que que é? Você vai falar alguma coisa, um desenho, alguma coisa. Começa.
[1:19:19]Lembra da propaganda do Sujismundo? Maravilhosa! Então, precisava dela hoje! É, é exatamente aqui! Hoje a gente tem a aprovação por frequência em sala de aula. Por presença, né? Ele tá aprovado porque foi pra escola. Então, é muito comum ver no ensino público, é claro que não são todos os lugares e nem todos os professores, e nem todas as escolas, mas tem escola que passa, a pessoa aqui não sabe escrever.
[1:19:48]reprovação, pega o pisa, enfim, aí é outra história, mas o que a gente pode fazer a respeito disso? Porque nós estamos falando de embalagem, então o que eu posso fazer com isso? Isso que você está fazendo é maravilhoso, parabéns, divulga, fala, faz com que as pessoas educarem insensantemente, educarem apaixonadamente, pensam no que eu falei, foram 70 anos destruindo, a gente não parou de destruir ainda, vai para 80, ou seja, eu estou falando de mais a 80 para reconstruir.
[1:20:19]E quanto mais a gente reciclar, melhor é, então a reciclagem, ela é muito boa parte da solução. Então, e os meus dois mantras, absolutamente utópicos, usaram necessário, somente é necessário porque isso é extraordinário demais, vai uns 40 anos para começar isso, para chegar e, sim, a natureza não tem de cheira, um cem, mas eu não posso deixar de achar que isso é coisa que é uma máxima, que é alguma coisa que eu acredito.
[1:20:55]É verdade, aqui a semana passada nós fizemos uma reunião com a prefeitura. A prefeitura aqui é muito engajada nessa questão do setor do plástico por conta da CPL que foi tirada aqui do plástico. Então, nós fizemos uma reunião e tava na mesa todo mundo. Tava o prefeito na mesa, tava secretário de educação, tava o secretário de desenvolvimento econômico, o secretário do meio ambiente e o secretário da cultura não tava nessa, mas ele participa e os diretores de escola. Então, o que que acontece nessas reuniões? O cara do meio ambiente, em meio ambiente. Como é que eu posso contribuir? Você consegue disponibilizar uma pessoa para dar uma aula de meio ambiente? Consigo. Putz, que legal, então a gente já tem aula de meio ambiente.
[1:21:44]Está inserido na grade curricular já a educação financeira? Dá para a gente converter, ela inserir esse material que a gente está coletando na educação financeira? Dá sim. Então aí você vai melhorando. Você mexe com autoestima da criança. Você mexe com e um monte de coisa com pequenas coisas que depende aí, nesse caso, de vontade política. E o nosso prefeito aqui, eu falo sempre isso pra ele, tá? Isso não é puxa-sacismo nem nada, mas eu falo, ele é um cara que tem uma visão diferente, uma visão holística na questão de educação ambiental das crianças.
[1:22:21]Isso é educação ambiental. mais, eu já fiz isso, já tomei várias vezes, não, sabe que ele não, assim, pá, doeu me ouvido, você precisar, eu cheguei em escola pública, e eu venho aqui, você não vai pagar nada, só quero ter um cafezinho sem açúcar pra eu tomar, e um pouquinho de água, porque você não precisa, eu trago também, mas eu venho três, quatro vezes que você precisar pra falar disso, pra falar de embalagem, da importância disso, sabe quantas vezes do que me chamou? Nunca. É, como é que você acertou? É nunca. Aqui, não, aqui é diferente.
[1:23:00]Aproveita. E nós levamos para a feira do Sebrae, que o Sebrae é parceiro nosso no instituto também, o Sebrae, o Senai, a gente tem bastante gente boa dentro do apoio do instituto. Nós levamos para a feira do Sebrae o nosso jogo de equipamentos de economia circular do Instituto. Puts, foi um sucesso. E as cadeiras que estavam lá de papel, a gente estava dentro de uma área que, predominantemente, de papel. E foi um sucesso. As prefeituras vieram, olharam, foi o nosso secretário de desenvolvimento econômico, comprou um estande, colocou lá dentro, levou a gente para mostrar, nós fizemos uma palestra. Foi sensacional, porque as pessoas não imaginam que aquilo dá para reciclar daquela maneira. Então, essa informação não precisa chegar na escola, recicla, não joga fora, não joga no lixo, joga no reciclável caramba.
[1:23:53]É valor. É valor. É valor. É valor. É valor. A tampinha, sabe quanto ela gera fazendo isso aqui? A tampinha solta, vendida para o sucateiro, ela vale 2, tem época aqui 2, 250 quilos. Com esse produto dentro do projeto, do projeto obviamente, com o Cunho Social, eles Vem a 10 reais isso aqui. A tampinha foi para 500 reais o quilo. Olha a geração de valor que teve. É um negócio muito louco. Eu adoro esses projetos. Mas é isso. E aí a gente se ficar deixando aqui, a gente fica falando, vai longe, porque é muito assunto, tem muito tema. Mas se você for comigo, se você precisar de apoio, alguém que vai contar umas histórias, A gente precisa, o Instituto vai crescendo agora, a gente vai precisando de braço Não, eu adoro contar história, essas histórias, tem um monte Aqui é bom, tem algum assunto que eu não perguntei, que gostaria de falar?
[1:25:02]Não, eu acho que eu cobri um pouco do que eu queria, do que eu tinha pensado Se bem que a nossa pauta foi absolutamente aberta do jeito que eu gosto É, aqui, ó, me lembra que eu falei que eu escrevi, eu nem subi o dedo Mas eu acho que eu tenho que louvar a sua iniciativa, né, ao mesmo tempo que me colocar a disposição de você para... Não precisa ser para gravar podcast, se você quiser chamar, para fazer uma palestra numa escola, alguma coisa, eu vou, eu vei na boa.
[1:25:32]A sociedade, o mundo me foi muito feliz, me transferiu uma vida, transferiu muita minha vida, minha vida ficou muito boa depois de um certo tempo. ou depois um certo tempo, nada de rico, não fiquei rico, não vai pensar nisso, mas eu diria que eu estou satisfeito com a minha vida. Então se eu puder retribuir, eu quero cobrar nada, eu vou retribuir, conta comigo.
[1:25:59]É, meu pensamento é o mesmo, igual, compartilho da mesma ideia. É, retribuir, se eu puder educar incessantemente, apaixonadamente, eu vou fazer isso. E essa é essa a pegada. Parabéns pela sua iniciativa, uma vez mais, muito obrigado pelo convite e você vai dar aula pra gente lá pra contar boa parte dessas coisas, hein? Vamos, vamos trocar ideias, né?
[1:26:24]Livre, quer dizer. Eu sou um cara que eu saio de casa todo dia querendo aprender alguma coisa. É assim que tem que ser, cara. É assim. Eu não sei nada, hein? Você sai, não sei nada, cara. O mundo é um negócio maluco, eu não sei nada. É maluco. É só para fechar, aí eu paro de falar. Tem duas coisas que a gente fala mal, a visão interna é a visão externa.
[1:26:49]Opa, chuva isso. A visão interna tem um vídeo, a visão da mão, você já viu isso? Não. Põe a mão, 22 centímetros. Aí o cara vai afundando, afundando, afundando, chegando quase. Visão interna, o que é a minha mão. versus visão externa o 25 anos de Hubble então é um vídeo de seis minutos mostrando o universo eu tô meio disso quer dizer eu não vou conseguir saber tudo da minha mão porque eu não sei também não vou conseguir saber nada do universo porque a gente não sabe tudo que a gente está descobrindo é esse o mundo que a gente está então quanto mais eu puder é receber contribuições para melhor que eu sei contribuir para as pessoas menor É isso mesmo, eu compartilho do mesmo pensamento, eu penso da mesma forma, eu sou muito grato por tudo que aconteceu comigo e a maneira que eu encontrei de retribuir, é passar um pouco daquilo que eu aprendi e do que eu aprendo todos os dias, com as pessoas que venham aqui, com as pessoas que eu tenho contato, todo mundo, todo dia a gente aprende alguma coisa, o cara que fala que eu já sei, esse cara já foi, com certeza, com certeza deixa pra lá, Mas professor, muito obrigado por ter aceito o nosso convite, um papo maravilhoso O PodPlástico está sempre aberto, a gente quer sempre manter contato com todo mundo Nós temos agora o nosso blog no site do PodPlástico Se o senhor quiser enviar uma matéria para a gente, será um prazer publicar Eu estou pedindo para todo mundo mandar texto para a gente publicar Porque todo mundo sabe um pedacinho, uma fração daquilo daquilo que a gente quer passar para todos. Então está tendo um crescimento exponencial, o nosso YouTube, o nosso podcast, as nossas mídias como o Instagram também, está bem bacana e cada vez trazendo mais informação. E a você que ficou até agora com a gente, muito obrigado pela participação aqui nos assistindo. Espero que tenham aprendido muitas coisas com o professor, é uma pessoa fantástica, reconhecidíssimo no mercado, e todo mundo sabe disso, ele vem aqui e fala, não, não, não, não, caramba, todo mundo conhece, foi um bate-papo extremamente agradável, e você que ainda não nos segue, por favor, nos siga, ative o sininho, deixe o comentário se não gostou, se gostou, a gente vai agradecer, coloca a pergunta que a gente responde, o que a gente não sabe, a gente vai perguntar para quem sabe, porque e você não precisa saber tudo, você precisa conhecer quem sabe, então é isso aí e fica aqui o meu agradecimento, professor, e até o próximo episódio do PodPlástico.
[1:29:40]Muito obrigado, obrigado aí pelo convite e conta comigo sempre que puder, sempre que você quiser. Obrigado.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
