Reciclagem: quem fica com o dinheiro e quem fica com o trabalho? Jair do Amaral no PodPlástico
Jair do Amaral, da FEPACOORE e da Cooperativa Crescer, explica quanto a reciclagem rende, quem fica com o valor e o que trava a cadeia de embalagens.
Principais insights
- Jair do Amaral preside a Cooperativa Crescer, fundada em 2006 na Lapa, em São Paulo, e a FEPACOORE, federação cuja rede reúne cerca de 500 famílias de cooperados.
- Na Crescer, o plástico responde por cerca de 25% do volume e 50% da receita; o papel, por 50% do volume e 25% da receita; o vidro, por cerca de 30% do volume e só 2% do faturamento.
- Vender material não fecha a conta: as cooperativas dependem também de coleta em grandes geradores, créditos de logística reversa, projetos com marcas e, onde existe, pagamento por serviço ambiental, como em Guarulhos.
- Quando o resíduo domiciliar chega sem educação ambiental, o rejeito pode chegar a 40% ou 50%, e metade das horas de trabalho se perde separando o que vai para o aterro.
- Defende romper a tributação entre catador, cooperativa e reciclador e alerta que, com o IBS e a CBS, a carga sobre o serviço pode chegar a cerca de 30% até 2030.
- O vidro paga entre R$ 150 e R$ 300 por tonelada, não cobre os custos, e as cooperativas já pensam em deixá-lo seguir para o aterro se o decreto do vidro não for revisto.
Perguntas frequentes
Quem é Jair do Amaral e o que é a FEPACOORE?
Quanto o plástico representa no faturamento de uma cooperativa de reciclagem?
Por que vender o material reciclado não sustenta uma cooperativa?
O que Jair do Amaral propõe sobre a tributação da reciclagem?
Por que o vidro virou prejuízo para as cooperativas?
O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: a reciclagem que não é de PowerPoint
[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico, e hoje eu não quero conversar sobre reciclagem de PowerPoint, hoje eu quero falar da reciclagem que sega a suja, misturada, prensada, pesada, e que precisa ter comprador lá no final, porque economia circular é uma expressão maravilhosa, mas alguém precisa colocar a mão no resíduo para que esse círculo realmente feche.
[0:28]e hoje está aqui um homem que conhece a realidade por dentro, Jair do Amaral, presidente da FEPACOORE e da Cooperativa Crescer. Jair, hoje eu quero descobrir onde termino o discurso e onde começa a reciclagem de verdade. Muito obrigado por ter aceito participar do nosso querido PodPlástico e se é presente para o pessoal, por favor. Eu que agradeço convite, é uma honra estar participando aqui do PodPlástico com você Rui, como você já disse, sou atualmente presidente da Cooperativa de Reciclagem Crescer, uma cooperativa singular de primeiro grau, formada por pessoas físicas, e também dirijo à FEPACOORE, a Federação Paulista de Cooperativas de Reciclagem, que tem como associadas as cooperativas singulares.
[1:25]então é um prazer estar aqui, espero estar colaborando com ideias, sugestões e esclarecimentos e vai colaborar e muito, quantas pessoas a gente está falando aí que está envolvido nesse sistema todo que você coordena aí? em torno de 500 pessoas, são 500 famílias que integram essas cooperativas que estão, vamos dizer assim, no guarda-chuva associadas à federação e, então, vamos lá. Jair, antes da FEPACOORE, a legislação de logística reversa, como você encontrou esse mundo? E o que você viu lá atrás que fez acreditar que uma cooperativa podia virar uma organização profissional?
2:10Do terceiro setor à Cooperativa Crescer
[2:10]venho do terceiro setor, né, há 30 anos, desde 1996 eu atuava com mais frequência, hoje um pouco menos, na organização e realização de eventos culturais com temas ambientais, então a gente organizava um evento, atraiu o público e dentro desse evento a gente chamava atenção para alguma questão ambiental, seja o uso racional da água, energia, a preservação da mata atlântica, conservação de unidades verdes, unidades de conservação, de parques, e muitas vezes a gente trabalhava com o tema da coleta seletiva, a destinação adequada de resíduos.
[2:51]E lá em 96, 97, 98 e 99 era muito incipiente, ela praticamente inexistia na cidade de São Paulo. e muitas vezes as pessoas que nós atingíamos com esses trabalhos de educação ambiental, retornavam a questionar. Legal, você para o resíduo e eu vou fazer o que com ele? Que essa pergunta tem até hoje, né? Tem até hoje, mas lá muito mais porque não tinha coleta seletiva implementada, não raros casos, muitas vezes catadores, isso, cateiros que desenvolvia esse trabalho.
[3:26]Então, nesses questionamentos, acabou levando a gente dessa organização da sociedade civil a começar a estudar e conhecer um pouco mais como é que funcionava esse mundo da coleta seletiva e principalmente do cooperativismo. Então, nós começamos a conhecer eu, particularmente, comecei a estudar, visitar algumas cooperativas para as pessoas no início dos anos 2000, 2002, 2003, 2004, para entender o funcionamento, como que se dava gestão, a governança, a parte legal, conformidade, e eu fiquei um pouco assustado porque eu comecei a visualizar a falta da questão da profissionalização do empreendedorismo ali.
[4:14]E a gente via que tinha um trabalho muito importante, digno, mas a parte empresarial, a profissionalização na governança e gestão eram raros os casos. É porque a gente é muito ferrovelho, né? É, muito ferrovelho e as próprias cooperativas mesmo. A gente via que foi um grupo que foi reunido para assumir um empreendimento, um CNPJ, mas que não estava preparado para fazer a gestão administrativa, fiscal, financeira, formidário e tudo mais. Em 2005, eu comecei a estudar um pouco mais o cooperativismo, foi aí que eu entrei no mundo do cooperativismo e nós fomos convidados por conta desses trabalhos que nós realizávamos na periferia de São Paulo a assumir uma central de triagem no bairro de Pirituba, que era uma central disponibilizada pela prefeitura e que não tinha uma cooperativa fazendo a gestão, porque a cooperativa que estava lá tinha perdido o convênio justamente por falta de conformidade, documentação irregulária, etc. e tal.
[5:15]Se for para a gente montar uma cooperativa, que seja uma cooperativa diferente, que seja uma cooperativa que tenha uma boa gestão, uma boa governança, que seja profissional. Então, a gente já procurou a organização das cooperativas no estado de São Paulo, pegamos todas as dicas, orientações, acumulamos um ótimo contador especializado em cooperativismo e foi aí que a gente constituiu e fundou a cooperativa de reciclagem crescer lá em 2006, já com esse conceito e com esse DNA de sempre estar atuando dentro da conformidade da legislação.
[5:53]Puto, que legal, é um negócio que vocês estão dentro da cidade de São Paulo inteira, né? Sim. e o criativo. A cooperativa crescer ela tem uma atuação, ela fica na Lapa, debaixo em São Paulo, e ela tem uma atuação ali no entorno da Lapa, região oeste, noroeste da cidade, mas dentro da FEPACOORE nós temos cooperativas espalhadas por toda a cidade de São Paulo e também no interior. Tá, você pega bairros nobres, você pega bairros mais simples, você pega tudo. Exatamente. Aí uma pergunta que eu tenho, que é dúvida da minha mesmo. Quando você vai num bairro nobre fazer uma catação e você vai num bairro mais simples, onde você encontra essa catação mais organizada? Ou é a mesma coisa?
[6:41]É a mesma coisa. E por incrível que pareça, quando você realiza o trabalho de educação ambiental, independentemente do bairro da classe social, o material vem melhor separado, organizado, quando você vai lá e faz a educação ambiental e permanente, você vai lá uma vez e não volta nunca mais, você tem que assim a cada três, quatro meses você tem que passar orientando a população, munícipe a segregar, só que um detalhe importante, a cooperativa ela não atua na coleta seletiva porta a porta domiciliar, ela atua na coleta seletiva em grandes geradores, condomínios, empresas, escolas. Então, quando a gente realiza a educação ambiental, você tem um grupo ali, você tem um grupo mais fechado e mais, entendeu? E temos também um projeto de atuação na educação ambiental na coleta seletiva domiciliar, que não é feita por nós, mas o resíduo chega pra gente. Então, como a gente não tem ascendência, não tem acesso a quem tá segregando esse resíduo, muitas vezes o resíduo chega de péssima qualidade, com índice de rejeita e variante de 40, às vezes até 50%.
[7:51]Então a cada 10 horas trabalhados, por exemplo, você perde 5, 4 e 5 horas, vai ex-literalmente poliço hipoteus sanitário. Então, a gente tem a tá desenvolver num programa, um projeto, um programa de educação ambiental porta a porta, para ser realizado nos roteiros de coleta seletiva, feito pelas concessionárias, mas que o resíduo chega para a gente.
[8:10]agente podia fazer um DC digital, não podia não? Podemos também colaborar digitalmente, aí a gente deve usar uma série de ferramentas, não só o ir tocar campainha e orientar, mas também com materiais e ferramentas de suporte para... Vamos soltar um esportezinho de digital. Exatamente, os plásticos, a gente está aqui hoje falando sobre o plástico, mas entendendo vários tipos de resíduos, o que que pode, o que que não pode e como deve ser destinado para a coleta seletiva. Chega para você, como você pega em grandes geradores, chega latinha para você? Da nossa coleta seletiva em grandes geradores, chega bastante, mas da coleta seletiva pública domiciliar, muito pouco, porque é tudo retirado na fonte, ou morador mesmo, aí no caso da pergunta que você fez do bairro nobre para o bairro periférico mais pobre, latinha, você sente a diferença no bairro Nobel, vem mais latinha, no bairro com menos poder aquisitivo, vamos dizer assim, vem menos latinha, porque a própria população segrega para vender.
9:16Quanto o plástico paga: volume x faturamento
[9:16]Eu fiz uma entrevista aqui com a Dona Teresa e com o Bispo, o Bispo falou para mim que na catação dele o plástico chega a pagar 80% da conta da cooperativa dele e a Dona Antereza falou pra mim que o plástico chega a pagar 70% da conta da cooperativa dela. Dentro do teu ambiente de negócio, ele chega a quanto? O plástico ele representa em torno de 25% do volume em quilos, quilos, não é, nem método público, em quilos, o plástico representa em torno de 25%, em faturamento e receita ele e representa em torno de 50%. O papel é ao contrário, representa 50% em volume e 25% da receita.
[10:06]Ou seja, o plástico, mesmo tendo alguns plásticos que acabam indo pro rejeito, o plástico paga 50% das nossas contas ou do nosso faturamento relacionado à produção da cooperativa, a de renda, comercialização, porque a cooperativa não vive só da comercialização dos resíduos. Obviamente, é a maior parte da nossa receita, mas nós temos outros fontes de renda.
[10:33]Vocês têm, por exemplo, empresas de cosmético contribuem com a cooperativa também, né? A empresa, você tem até Tetra Pak que ela compra direto, você tem algumas fontes de renda diferentes assim? Sim, nós temos projetos, por exemplo, nós temos um muito legal que é o Havaianas Reciclo. reciclagem de chinelos avianas, em parceria com alpargatas, que é um resíduo que normalmente iria poliixo, que nem deveria estar chegando na cooperativa, que é a borracha, mas é um projeto que a gente realiza e esse projeto traz novos recursos para a cooperativa.
[11:07]A própria pargata? Além, sim, não, eles têm uma cadeia onde você destina o chinelo para ser desenvolvido produtos, bancos, rodas, carteiras, bolsas, eles têm alguns produtos, um upcycling que eles fazem a partir dos chinelos Havaiano. Então, isso é um projeto que, por exemplo, traz, além do valor do quilo do chinelo, ele traz uma receita de prestação de serviço na gestão e coordenação, vamos dizer assim, do recolhimento e da logística reversa desses chinelos de indiversas cooperativas. A Tetra Pak faz a mesma coisa.
[11:41]A Tetra Pak, por exemplo, ela é uma incentivadora de projetos de desenvolvimento profissional dos sócios cooperados, qualificação do quadro social. Então, a gente tem, por exemplo, um programa chamado Ser Mais Ser Juntos, que é um programa educacional para catadores e catadoras de cooperativas, que temos com a Tetra Pak e como uma das principais patrocinadoras incentivadoras, assim como Coca-Cola, papiros e outros parceiros. Então, a FEPACOORE e a cooperativa crescer, além da comercialização dos resíduos, nós temos a prestação do serviço de de coleta em grandes geradores, nós temos os créditos de logística reversa, nós temos a realização de serviços em eventos esportivos e culturais, que também são serviços prestados, então nós temos uma série de fonte de receitas, porque só a venda do resíduo não fecha conta, não paga.
12:35Serviço ambiental, rastreabilidade e documentação
[12:35]Entendi. Entendeu? É insustentável economicamente, uma cooperativa que não recebe pagamento por para os serviços ambientais do Poder Público sobreviver. Então, o município, por exemplo, em Guarulhos tem uma filiada nossa da FEPACOORE, a novo ciclo, que ela lá em Guarulhos, cada quilo que ela retira do ativo sanitário, ela recebe 850 reais, 85 centavos por quilo.
[13:06]Então, além da venda do material, ela recebe pelo serviço ambiental que ela presta para o município. O município contrata a varição, contrata coleta, mas não contrata cooperativa para retirar resíduo e fazer o trabalho de triagem, segregação, educação ambiental, porque os serviços ambientais, quando a gente fala, o que é um serviço ambiental? Bom, a gente está economizando água, está economizando energia, está evitando a combustível para caramba. A emissão de gás de efeito estufa, está evitando que o resíduo vá para o terro sanitário, lá se enterrar. Exatamente, então esse é o serviço ambiental que a gente gostaria muito que fosse reconhecido, valorizado e que todas as cooperativas do país fossem contratadas, além do serviço normal, que é a segregação, a coleta, a educação ambiental. É que para isso acontecer aí tem que ter o que vocês têm, que é é a documentação para validar o que vocês pegaram, porque tem muita cooperativa que, infesivente, não tem a documentação necessária rodando. Exatamente, é a rastreabilidade, então você precisa comprovar a origem do resíduo, ter o manifesto de transporte de resíduo com domínio até a cooperativa ou do evento até a cooperativa, e depois da cooperativa para o reciclador, e tendo essa comprovação que o resíduo chegou e foi destinado adequadamente. Essa rastrabilidade e a conformidade da cooperativa, não adianta ela ter sido comente e ter lá trabalho infantil.
[14:43]Ela tem esse documento e não tem auto de vistoria do corpo bombeiro, não tem licença ambiental, não tem licença de funcionamento, não tem o programa de controle médico e saúde culpacional, etc., que são as conformidades da cooperativa. Então, além das conformidades e, por isso, ela tem que garantir rastreabilidade através dos sistemas de gestão aí públicos, no caso da CETESB, o SIGOR ou o nacional SINIR.
[15:07]Então, essa questão da documentação eu vejo que é um problema, eu estou rodando cooperativa agora, eu estou entendendo mais, mesmo porque a história do livro que eu estou escrevendo, que eu quero contar essa história toda, eu quero conversar com o catador, eu quero para conversar com cooperado, porque são realidades muito diferentes do que são pautadas hoje na mídia social e na imprensa. Estimam-se que tem um milhão, um milhão e duzentos mil catadores, autônomos trabalhando só de catadores e catadoras, aí você tem os cooperados, reciclador, um universo enorme de pessoas. E, por exemplo, essa semana eu coloquei um post que até me xingaram lá falando que a reciclagem não existe no Brasil, que a reciclagem é uma mentira. Então, para esse cara que fala que a reciclagem é uma mentira, o que você tem para falar para ele, cara?
[16:09]Olha, a reciclagem não é uma mentira, ela existe, né? Só que ela ainda é incipiente, e muito a crescer, muito a evoluir, muito a se organizar. Ontem mesmo eu estava discutindo a questão dos vidros, né? E o vidro é uma tragédia. A indústria do vidro não está nem aí com a logística reversa, com a economia circular, em investir, em valorizar quem faz o vidro e retornar para cadeia produtiva. Eles prefere que os vidros descartais, vai tudo lá para os teocinetários, não estão nem aí, eles não valorizam. Então aí você discute a questão do decreto do page. Então a gente está vendo algumas regulamentações, alguma organização em termos de legislação, que tá meio que forçando a indústria, as marcas, a se mexerem, e nós estamos vendo também o desenvolvimento, principalmente em relação à conformidade dessa galera aí dos catadores, das organizações de cooperativa, seja associações, seja o cooperativo.
17:06Tributação em cadeia e a reforma tributária
[17:06]O reconhecimento, né? Então começando a ter um pouco mais de reconhecimento, mas ainda eu vejo como muito incipiente, muito incipiente. o que eu penso para a economia circular funcionar, eu sempre falo isso, eu sempre falo isso, o que eu vejo para a economia circular funcionar, ela tinha que ser, cara, igual o sistema tributário, aí funciona, porque o sistema tributário não quebra nem um elo, né, só que no elo, quando chega no elo que o consumidor descartou aquele material, eu acho que tinha que ter um rompimento da tributação, e essa tributação tinha que retomar quando esse material saísse do reciclador e fosse para a indústria, ou seja, você aqui catou num paga-imposto, separou num paga-imposto, mandou para o reciclador num paga-imposto, reciclou, aí começa a cobrar imposto de novo.
[18:00]Eu estou errado no meu pensamento? Não, perfeito. Então é isso que a gente está trabalhando lá, inclusive dentro da frente parlamentar, e uma parada nisso, que você está até convidado já para essa frente parlamentar. Por conta das eleições. É, parou porque a gente não sabe o que vai acontecer, o CBS e o IBS, o que vai trazer, onde vai poder mexer com legislação, onde não vai poder, mas assim, é óbvio que o cara para estar dentro desse sistema que a gente quer criar, ele tem que estar documentado que nem se acabou de falar, porque ele tem que validar aquilo que ele está pegando ou não, né?
[18:35]e, exatamente, informalmente, você não tem que comprar as trebrilhais. Não dá, não dá rasteabilidade. De não adianta você querer receber serviços ambientais se você não tem, se você quer no CNPJ, sabe? Ou que você tem o CPF, mas que seja criado algum mecanismo formal de remuneração para não virar uma bolsa. Mais uma bolsa. Mas só do cara... Você quer receber pelo serviço, quer receber o ódio.
[18:58]Só do cara não ser cobrado o tributo, só do cara não ser cobrado o tributo, já é um baita-benefício, né? e reciclagem. Porque a tributação é altíssima. Hoje a gente paga pisco fins e dependendo para onde você destina o resíduo você paga em CMS. É absurdo. Em cima de uma embalagem que já pagou IPI, que já pagou em CMS e quando eu tava com o produto dentro dela, aí você tá trabalhando com o resíduo, existe a PEC 34, o pessoal chama aí da PAC da reciclagem, que não envolve a questão da tributação em cima de serviços, mais que dá uma boa segurança em relação à parte comercial dos resíduos que está lá, a intermitação lá dentro do Congresso Nacional.
[19:39]É que se a gente consegue uma quebra de cadeia tributária nesse sentido, eu acredito muito que o volume sobe, porque melhora o preço do material, você consegue até vender mais. Justamente, o IBS, CBS hoje se a gente não fizesse não tiver uma atuação em relação rem ção, essa é a questão tributária, vai chegar lá em 2030, a gente vai estar pagando quase 30% de imposto em cima do serviço. Aí não vale a pena não? Aí não vale a pena.
[20:05]Se eu já estou dizendo que é insustentável economicamente se trabalhar só com coleta triagem em fardamento e venda, sendo tributado em torno de 25%, acaba se tornando insustentável e vai quebrar muita gente cooperativa ou associação. O que eu vejo muito, hoje, que está que está mudando bastante é a questão da indústria. A indústria está um pouco mais preocupada com o material que recicla, com o material que não recicla, com o grill washing, a indústria ela está se preocupando mais porque ela foi apertada. Sempre que se aperta a indústria sai alguma coisa, né? Exatamente, tem que ser na legislação. Apertou a indústria se mexe. Tem que ser na obrigação legal, que se não não se mexe não. Raras exceções e se mexe, mas é uma grande parte não.
[20:52]Se não apertar, não se mexe, mas a indústria foi apertada, já foi apertada e a indústria começou a se mobilizar, tanto que você vê o Valgroup mesmo, fazendo um monte de material monocamada, com barreira, o movimento está grande, eu estou percebendo um movimento bem robusto em relação à economia circular. e você vê também nas universidades, os professores, eu conheço vários professores, puto, os melhores professores, que já tá falando em, não fala mais em designer, né, ele fala você não é mais designer, você é ecodesigner.
[21:29]É ecodesigner. É o ecodesigner, é o cara e assim, eu sou a favor do ecodesigner, tá sentado do lado do, do, do marketing. Eles tem, eles tem, eles não podem tá um lá numa ponta e o outro na outra discutindo, né, eles que tem que sentar juntinho e desenvolver um produto bonito, vendável e que seja de economia circular, né? Exatamente, que seja fácil de reciclar e destinar comercialmente.
[21:54]O reciclável é rentável, porque o reciclável não é rentável, não interessa pra cadeia. Não adianta absolutamente nada. Pra ninguém, nem pro catador, nem pra cooperativa, nem pro reciclador não interessa pra ninguém. Que nem a gente tava discutindo ali a pouco, ali sobre as embalagens termoformadas, Pô, o cara que recica isso aqui recicla, recicla, eu vou fazer até um vídeo essa semana, de um cara reciclando, mas eu vou reciclar material limpo, eu não vou reciclar material sujo, o que que eu fiz? Eu fiz uma coleta de material, aí eu fiz uma coleta de material, ele tá meio sujinho, mas ele passa, ele vai sair meio empoderado no final, mas ele passa, eu vou levar num cara, a gente vai triturar esse material e vai tirar a bobina, vou pegar essa bobina e vou transformar numa peça termoformada de novo.
[22:37]químico, existem filtros, existem coisas que limpam esse material. Hoje o cara que recicla a garrafa, ele não recicla o termoformado. E quando você prensa lá na cooperativa o termoformado, você tem aquele problemão que a gente falou, você tem o problema da etiqueta, que a etiqueta não sai, você tem o problema do PVC tá ali, agora entrou o PLA para ajudar a acabar para cada desgraça toda. Aí você tem o BOPS junto, aí passa na estera de seleção, pô, tá passando a mil por hora. A menina tá ali separando, eu falo menina, gente, não é por nada não, mas a maioria das esteiras são mulheres trabalhadas.
23:20Projetos de lei: etiqueta, cor e o problema do PLA
[23:20]Exatamente. Nós temos que olhar muito mais atencioso no relacionamento. A mulher é muito mais atenciosa do que o homem infinitamente mais atenciosa. Então polísico, são mulheres, né? A maioria, 70% dos sósios cooperados são mulheres. O homem é dispersa para a cacete, né? O dispersa, o homem tem que estar lá batecendo esteira, tem que estar lá na prensa, no caminhão, fazendo coleta, deixa o serviço que precisa de atenção, delicadeza, gentileza, põe as mulheres. E aí, tá passando a milhão, é transparente, cara, é transparente, prensou transparente, vai catar tudo e até os anitários. Vai ter que tem que fazer uma retriagem no destinação. Aí você vê que louco, nós escrevemos, nós, o deputado Bruno Zambelli escreveu dois projetos de lei, um projeto de lei, a gente, lógico, que a gente induziu porque a gente conhece o mercado, um projeto de lei que regula a etiqueta, que você pode ter etiqueta, mas ela tem que ter uma cola que saia com facilidade e não uma... aqui tem hoje, precisa de 5 lavagens a quente, então é até o sanitário, porque não dá custo para lavar, certo?
[24:32]Então, uma regula a etiqueta, e isso é ter a opção de colocar etiqueta por dentro, que não é etiqueta, é um flyer, né, que você ponha ele por dentro, que é melhor ainda, porque você abre a embalagem, o flyer vai para cá, papel reciclado, e a embalagem para cá, reciclou também, esse é um ponto. ideal, e que a embalagem fosse de uma única matéria-prima.
[24:55]Aí é que vem a jogada, aí a gente tem um outro projeto de lei, que como o PET hoje representa 95% do mercado de embalagem, se não mais, e os outros materiais representam os outros 5%. Aí você pega uma embalagem de PET, você olha pra ela, você fala, puto, será que é PET? Eu, eu, platiqueiro, às vezes eu fico confuso entre o PET e o PVC. Fina, quem tá ali na triagem, na segregação? Eu põe o fogo pra saber, né? Mas você já pensou que tem que pôr fogo, né, embalagem, puta, aí você vai escrar um quilo por dia, né, sem falar o risco, né? Então nós colocamos um projeto de lei em que o PET fica transparente e os outros materiais recebem cores translúcidas. E aí você tem lá na sua cooperativa as cores translúcidas, automaticamente você reciclou todo mundo, cada um pundestino, certo? Então você tem o PLA, famigeradamente querendo entrar no mercado, a gente está num país que 40% não tem saneamento básico e o PLA depende de composter industrial, certo? Você conhece alguma composter industrial que serve PLA? Não. Você conhece alguém que consegue separar o PLA, segregar ele do PET?
[26:09]Não. Inclusive o próprio PET hoje a gente não tem destinação comercial permanente, que a gente chama. É pra começar... É pra começar... Pra gente começar a regregar esse material, mesmo que seja só o PET, o embalagem de ovo e de uva são PET, é de PET, certeza absoluta, vamos começar a pegar embalagem de ovo e de ovo. Você não tem um mercado comercial permanente que garanta essa comercialização no valor rentável.
[26:42]Você não tinha até você chegar aqui, que agora você vai ter, né? e muito desenvolvimento para criar esse mercado. Eu já conversei com alguns recicladores e é um mercado completamente viável. Todo mundo quer, na verdade, esse material que ele está faltando no mercado. A gente está com o problema de falta de flake. E tem alguns recicladores que se propuseram já a testar, porque é o testar.
[27:06]O testar é o medo de chegar a PVC, de chegar a PLA e de chegar a BOPS. Todo mundo tem esse medo. então a gente já tem onde a gente começar a fazer esse teste então a gente já vai começar a conversar sobre isso nós vamos fazer uns vídeos sobre isso e mostrar para todo mundo que sim o material plástico recicla e o que for greenwashing a gente vai descer madeira também e o que for greenwashing a gente tem que falar isso aqui é greenwashing isso aqui não recicla isso aqui não tem destino porque cara a gente está falando de economia circular vamos fazer circular. Exatamente, como a gente estava falando, o plástico ele representa praticamente 50 ou mais, dependendo da origem. E se a gente recicla isso aí ele vai te dar 80 do faturamento das cooperativas, então o plástico não é o vilão. Muitas vezes o vilão está na indústria ali que quer sempre estar tirando vantagem e aumentar a sua rentabilidade, independentemente da logística reverso da economia circular. Aí você fala de single-use, de uso único de material, que é o que fala lá, né, a Zong fica aí, tem que banir, porque é o uso único, aí vai convence um político qualquer lá que não entende, bosta de nada lá e, de vez em quando, sai uns palavras, não, perdão, mas é um político que não entende nada e o cara pega e faz um projeto de lei e pauta aquela porcaria, along neck, ela é de dois usos ou ela é de uso único?
[28:41]de uso único, praticamente. Mesmo as retornáveis, que a questão que eu estava falando dos vidros é um problemão, porque eles têm lá uma meta de 30% que eles usam as retornáveis, que chega ali meio quebradinha para atingir essa meta e o pós-consumo, que é o que passa nas cooperativas, é totalmente... e é o volume. Que é o volume principal, eles não precisam daquele material, vamos dizer assim, para cumprir a legislação, então o valor vai lá para baixo e praticamente um rejeito, o vidro hoje que chegou nas cooperativas.
[29:19]Cara, e os caras precisam, eu vou te falar que eles precisam, o Iori apresenta uma planilha na palestra dele, que você tem a curva de produção de matéria-prima e a curva de consumo. A curva de consumo é muito maior do que a curva de matéria-prima. Ele é um mestre para falar disso, eu não sou ninguém para falar disso, mas nas palestras dele, ele mostra e o cara precisa disso. Se ele não precisa hoje, amanhã ele está, mas se ele começar hoje, amanhã ele está estabilizado. Eles atenderam a legislação com esse truque, vamos dizer assim, legal, porque praticamente acho que elaborou o decreto do Vídeo e e foram a própria indústria.
[30:01]Duvido. Exatamente. A do plástico não foi a do plástico não. E o restante não foi porque eu estava na discussão através do CIISC, né? Eu não comentei aqui inicialmente, mas eu, como diretor da FEPACOORE, sou um dos fundadores da CONATREC, a Confederação Nacional de Cooperativas e Reciclagem, que ela tem abrangência nacional e representa redes de cooperativa, federações de cooperativas.
[30:27]e como Conatrec, nós temos assento lá no Comitê Interministerial de Inclusão Social Produtiva, CIISC, o famoso CIISC, são quatro organizações que têm assento lá e nós somos uma delas e nesses decretos do plástico, principalmente, a gente teve bastante atuação. para dar uma apertadinha, mas ainda, a indústria do plástico conseguiu dar uma minimizada, mas a gente estava apertando mais. A do papel é a mesma coisa, a papel é papelão, a gente está numa discussão agora em relação a ela. Vai ter o decreto? Vai ter o decreto e a gente está também trabalhando para incluir conteúdo reciclado nas embalagens que são permitidas, como o reciclado, assim como no plástico também. O plástico hoje e no plástico, acho que, para o produto alimentício, só o PET, né, por enquanto.
[31:17]Só o PET. É o PET e ainda não tem, a gente não vê o movimento de vinho, pppp. Mas está funcionando, o Decreto está fazendo a galera se mexer, está fazendo a galera se mexer. Não foi, foi bom. Não está dando aquele retorno que a gente imaginava tão assim rapidamente, mas a gente está vendo a indústria se mexer. É a única coisa que eu achei que está errado no Decreto, mas quem sou eu para achar, mas eu achei que está errado e eu adoro da opinião, né? É que assim, o cara que fabrica a marmitinha de polipropileno e vai utilizar a marmitinha de polipropileno. Aquilo ali, o destino é o alimento. O polipropileno diferente de outros países, que por isso você pega na Europa, pega os Estados Unidos, o polipropileno e o polietileno podem voltar para o alimento com um sistema de limpeza. Aqui químico no Brasil não, não tem essa legislação. Então o cara que fabrica isso, ele tem que compor com 22 mil por cento, a partir do ano que vem, 32 mil por cento, certo?
[32:20]Para o alimento ele não vai, não vai para o alimento. Só que a Anvisa diz que não. E aí eu compro quem? O decreto da presidência da República ou ordenamento da Anvisa? Eu não compro nenhum. Aí eu tenho que comprar crédito de reciclagem. É aí que eu acho que está o erro. Eu só acho que tinha que apontar... no caso do PP, eu acredito que deveria ser feito um trabalho pra viabilizar, é porque o PET ele é permitido em alimento, mas assim não é qualquer um que consegue produzir essa resina adecuadamente, a PCR não, a PCR entendeu, aí no caso do PP eu acho que teria que cumprir mais ou menos a mesma caminha do PET pro PP, pra absorver, tipo a manteiga, etc, e tal, né, é porque o cara, como é que o cara faz, o cara fala, pô, eu só fabrico o material pro alimento, eu vou ter que criar uma linha de brinquedão. Então, eu acho que faltou um pouco de moderação nessa composição. Para fazer esse ajuste, eu acho que é porque, assim, quando você faz o decreto, se ele começa a entrar em prática, você começa a entender os gargalos onde pode ser reajustado. Eu acredito que a indústria, principalmente quem utiliza PP para alimento, e fabrica-pepepalimento, poderia estar sugerindo uma readecuação.
[33:37]É, o cara não está na mesa. Não, eles estão através do UMDIC, né? A indústria está na mesa através do Ministério da Indústria. Então ele não está na mesa. Não está na mesa. O representante da UMDIC, no CIISC, ela é bem atuante e ela leva as demandas da indústria lá. Então a indústria acho que precisa chegar no UMDIC. Então, não está na mesa. por exemplo, quando você vai fazer um decreto, uma lei para a indústria automobilística, você não faz nada que a indústria automobilística não esteja na mesa, absolutamente nada, eu estava com eles aqui, eu fiz um podcast com os caras, é assim, tudo que vai fazer, os caras têm que estar envolvidos, você não faz nada sem eles estar na mesa, porque eles têm uma, a indústria do plástico, eu estou na mesa, fala comigo, a indústria do plástico, eu te falo que é a indústria mais, não é desorganizada, não é isso, é desorganizada no sentido de não ter uma organização, eles não se juntam para fazer as coisas, quem faz, a Abiplast fica correndo que nem barata tonta para lá e para cá, pegando informação, eles são muito bons no que eles fazem, você pega o Paulo da Abiplast, aquele cara é um computador humano, o Paulo não sei como é que ele guarda e muita informação na cabeça dele. Eu falei para ele, Paulo, você quer saber de alguma coisa do plástico? Você espera aí, vou ligar para o Paulo, e aí você fica sabendo, mas assim...
[35:12]É bem legal, porque eles ouvem nós, é muito interessante, eles criaram lá a rede pela circularidade do plástico e estamos, nós, como em cooperativas, estamos lá participando da rede e contribuindo com o nosso ponto de vista, que é legal que eles começem e enxergar a cadeia como todo, né? Não, isso é sensacional, você pega... Eu falei do Paulo, mas você tem o Paulo...
[35:34]No caso do Vido, por exemplo, não existe isso. Então você tem o Paulo, você tem a Simone, você tem a Magali, você tem as pessoas ali que fazem todo esse movimento. Mas o plastiqueiro, vou direto no plastiqueiro. O plastiqueiro, ele não se afilia abiplaste, ele não se afilia abipet, ele não se afilia nada, ele não quer fazer nada, ele espera a água chegar aqui no pescoço, aí a hora que chega ele sai correram que ele não cobrar de todo mundo, né? Então, por exemplo, você não tem um sistema de educação voltada a economia circular, você não tem pauta pública voltada a economia circular, você tem, por exemplo, a sua atuação ela não é pauta pública, a minha atuação do instituto aqui embaixo não é pauta pública, eu faço aqui em imédio, duzentos a trezentos jovens recebem um treinamento de economia circular aqui que você vai conhecer, mas é meu, é meu, particular, hoje não é mais particular, hoje o instituto tem os seus apoiadores, que são, é uma organização particular, seja sem fins do creativos ou não, é particular, é sem fins do creativos, tem os apoiadores e te falo são poucos apoiadores, são pouquíssimos apoiadores, os que menos podem são os que mais mais fazem. Mas existe legislação pra isso, né? Existe a política estadual e municipal de educação ambiental, por exemplo, que prevê que a educação ambiental seja um tema transversal dentro das escolas, dentro... Então na aula de geografia vai ter tema, na aula de matemática...
[37:13]Aí você põe um ambientalista pra dar aula, o que que acontece? Não, não, tem que ser um professor de matemática, ele tem que embutir dentro da sua estratégia, e a questão da economia circular, mas isso na prática não existe. Não rola, não rola. Talvez tenha uma disciplina e um trate de mediante. É o que eu falo, você não pode colocar um ambientalista para dar aula de um ambiente.
[37:36]Se você fizer isso, aí você acabou, aí você acabou, aí fecha tudo, porque não vai dar certo. Ele vai chegar lá e vai falar, isso aqui não presta, aqui não presta pro Ibi, isso pro Ibi aqui. e me dá dois dólares para eu pôr no bolso para resolver o problema, que não resolve nada. A gente resolve com um trabalho. Exatamente. O que você está fazendo? Tem que ser na prática.
[37:58]Tem uma ONG lá que chega lá para ajudar vocês, dar uma grana. Se você souber, me avisa aí. Pensei que tinha, cara, porque os caras estão tão ativos lá em Brasília que eu pensei que eles chegavam junto. para todos aí que existem, tem um monte de fundo aí que você não vê a cor, né? É que se você der uma pesquisa no chat de GPT, aí você vai ver que tem duas organizações então em Brasília, que elas recebem 60 milhões de reais hoje para fazer política pública.
38:25Lei de Incentivo à Reciclagem
[38:25]Olha lá, que maravilha. Então, eu pensei que chegava lá na cooperativa. Já chegaram uns meio por cento de cidades, já juntaria pra caramba. Hoje a gente tem conseguido captar, vamos dizer assim, recursos parceiros através da lei de incentivo a reciclagem, que é uma legislação nova. Ela é de 2021, mas ela foi regolamentar a sonha em 2024 e entrou em prática em operação, vamos dizer assim, em um ano passado, com os projetos começando a ser realizados agora em 2026. A cooperativa cresceram foi um dos primeiros projetos, acho que entre os três, quatro primeiros projetos. A entrar em execução no país e com os incentivadores, como o Rede Globo, Alpargatas, entrou agora a loga entrou como incentivador, até nós também a América Embalagem do Gustavo Alvarez, que é fabricante de tampas plásticas de PP, que são incentivadores utilizando a renúncia fiscal, 1% do imposto, até 1% do imposto devido, pode ser investido em projetos aprovados na lei de incentivo à reciclagem.
[39:30]Então, esse mecanismo de política pública que está ainda gatinhando, porque são com poucos projetos em execução ainda, eu acredito que vai ser uma forma interessante de incentivar toda a cadeia, não só nas organizações de cooperativas, mas também a educação ambiental, envolver escolas, enfim, você desenvolver, você dar infraestrutura para melhoria, e aperfeiçoalmente de capacidade produtiva, por exemplo, logística, desenvolver a cadeia e igual você tava citando aqui um pouco antes da gente entrar e pô, a gente podia pôr na cooperativa lá uma linha que fleica, essas PET, bandeja, e que aí já valoriza o material, gera mais renda para as cooperativas, esse é um projeto, por exemplo, que a gente pode colocar através de leite de sentiva reciclagem, buscar incentivadores e começar a escutar.
[40:24]Então o legal é que, alíria, na verdade, ela te dá ferramenta, ela não te dá o dinheiro, ela te dá ferramenta. projeto aprovado, não é projeto captado. Você pega a caneca e sai, né? Exatamente. O legal é que vocês têm parceiro, né? Ano passado, por exemplo, que foi quando a gente conseguiu captar, só, evidentemente, ficamos um edital, só de seleção de projetos aprovados na lei do sentivo a reciclagem. Esse ano já tem, pelo menos, uns 15 editais. Ai, que legal. Então, as empresas, as marcas, estão começando a a identificar na lei do sentivo a reciclagem, a possibilidade de investimento na economia circular, gerando impacto social-ambiental, que é bom para as empresas, para colocar lá no seu relatório de sustentabilidade, sem a necessidade de fazer investimento direto, fazendo investimento através de renúncia fiscal, com parte do imposto que iria para o governo federal, pode ir direto para a cadeia, então é um mecanismo interessante que a indústria pode também se fazer uso para incentivar as embalagens que hoje, por exemplo, estão indo para aterro por conta de baixa valor e tal, de você subsidiar e incentivar a cadeia de logística reversa desse tipo de resíduo até ela se tornar sustentável.
[41:45]Hoje você vê muito, por exemplo, o PET-PE, o PET-PE que você vê na embalagem de carne, ali, ele traz um benefício pra alimentação gigantesco, a pegada de carbono que deixa de ser emitida por conta daquela embalagem, porque você tem o boi lá desde que o boi nasce, consumindo água, consumindo energia, e você pega um bim e corta, três dias estragou, você perdeu tudo aquilo de pegar de carbono, pegar da hídrica, pegar da energética, enfim, E quando você coloca na embalagem daquela, que ela dura um ano, cara, você economizou um monte, um monte, só que você tem que dar o destino pra aquela embalagem.
[42:28]Então é aí. A laje plástica de alimento, de carne, né, de proteína principalmente, é um resíduo também muito chatinho, né, de você. Ele é desafiador, porque você tem dois materiais ali, você tem o PET, que ele tá alaminado com o polietileno. Isso aí. então, mas tem quem recicla, tá? Eu conheço quem recicla. E a gente tá trabalhando, eu particularmente tô buscando isso e eu tô buscando sem apoio, tá? Eu tô buscando, eu tô buscando porque eu quero saber, porque eu quero ir a fundo nisso, eu quero entender isso, o porquê disso.
[43:07]Então eu já tô conseguindo alguns parceiros que estão falando pra mim que recicla isso, por isso que eu te busquei também, que eu estava até falando com o Bannerley, que a gente quer fazer um modelo. Nós da Federação, polícia de cooperativas e reciclagem, eu, Jair, como representante da Federação, colocam a Federação totalmente à disposição para a gente testar, desenvolver projetos pilotos, ver onde estão os gargalos, o que pode ser aperfeiçoado, até a gente conseguir dar jeito nessas embalagens que hoje as cooperativas não punham a mão.
[43:41]Eu vou até dar o nome. agente é totalmente favorável, a gente coloca de disposição assim, sem investimento, sem nada, falamos assim, vamos fazer, vamos, a gente faz o teste, funcionou, deu certo, vamos incluir esse resíduo, a escala, vamos incluir esse resíduo na cadeia, nos itens separáveis, separados pelas cooperativas, então a gente testa, abastece, deixa viável, viabilizou, aí a gente de escala a nível nacional. Então eu vou te falar, eu já vou dar até o nome, eu já conversei com a ClearPet, que é um laminador de PET, ele faz lâmina de PET, ele me diz que precisa desse material, tá? Vamos conversar. Só que o que que precisa disso? Ele precisa que não contenha PVC, etiqueta, PLA e BOPS. Então a gente vai partir por algumas embalagens para as pessoas que a gente sabe... Tem certeza que é a PET, que não tem colinha, né?
[44:36]Aí eu vou lá na cooperativa, a gente vai olhar o resíduo que tá lá, fazer uns modelinhos, faz um treinamentozinho, separa, falar, essas embalagens aqui vocês podem separar. Porque, por exemplo, você tinha embalagem de tomate? Até pra gente ver volume também, porque às vezes a gente fala assim, pô, a PET, bandeja, ela é reciclável, tem gente interessada e pode gerar renda pra cooperativa.
[44:59]e você separar lá durante um mês. Aí deu lá 200 quilos de PET bandeja, por exemplo. Vale a pena manter isso na linha de produção da cooperativa? Então a gente teste, serve tanto para a indústria, teste, serve tanto para a indústria quanto para a cooperativa. Faça o apoio, isso daqui é um material que já está entrando no dinheirão a mais na cooperativa e umas toneladas a mais que estão deixando de hipotecão sanitário. Vai gerar também da reciclagem, a gente vê todos os fatores e indicadores que podem dar para a gente a certeza de que é um material que a gente pode espalhar para as cooperativas, pode começar a separar. Pra você ter a ideia, você tinha certeza que a embalagem de tomate era em PET? Absoluta. Hoje você não tem mais? Não tem, porque agora... O que que entrou uma empresa grande fazendo em PLA. Por que cargas d'água ele foi para PLA? Eu não sei, porque ele foi para um material entendendo que... Eu acho que o entendimento dele foi um entendimento raso, conseguir fazer um convencimento do entendimento raso. O que ele fez? Quando ele foi para o PLA, na nossa conceito da embalagem tomada, ele estava fazendo uma embalagem descartável, né? Então, mas no nosso esquema aqui que nós vamos fazer da embalagem, será que na legislação descartáveis isso não entra também? Ele condenou embalagem de tomate, ele condenou ela quando ele pôs o PLA, não vai poder reciclar, já não tá no nosso meio embalagem de tomate, agora a embalagem de uva tá no nosso meio, a embalagem de ovos, que é um volume absurdo, já tá no nosso meio. E de bolo? Bolo também, a bolo não. É lá.
[46:45]não, porque é o seguinte, tem uma empresa no mercado, uma empresa que faz em BOPS e você não tem como controlar, aí eu tenho o meu projeto de lei rodando lá na frente parlamentar, consegui colocar cor que aconteceu, o bolo entrou e o tomate entrou, aí você começa a dar escalabilidade para o negócio, aí você vai indo, você vai trazendo, então esses projetos de lei e que estão pautados lá, eles são extremamente importantes e vocês da FEPACOORE pode dar uma força grande pra gente pra eles ser pautados mais rápido.
[47:24]Quer fazer um pilotinho menor, tamo lá com a operativa cresceira de disposição, quer fazer uma coisa de um pouquinho mais... Não, nós vamos fazer um piloto daqueles 2 mil quilos, primeiro eu vou lá, eu vou lá com vocês, a gente vai ver o que é PET, o que não é PET, o que a gente tem certeza e repete, vamos separar um piloto, vamos mandar para os caras, as caras falam, ui, beleza, isso aí, então aí... Vamos escalar. Aí você escala, aí é com vocês, né, aí...
[47:51]A gente pode montar até um sistema de pré-beneficiamento, vamos dizer assim, de repente, de flecagem, já facilitar a vida do cara. É, um controle bom de qualidade. Eu acho que dá jogo bom, vai dar um jogo bom. Vamos destar, conte connosco. é ótimo e vamos falar um pouco aí sobre a questão do vidro eu queria entender, quanto você, quanto você recebe no quilo do vidro?
48:18Vidro: o resíduo que dá prejuízo
[48:18]Varia de 15 a 20 a 30 centavos, de 150 a 300 reais à tonelada. Paga conta da triagem? Não paga nem o gás da empilhadeira que você usa para virar o vidro na caçamba da para a recicladora. Ele é um resíduo que está prejuízo para a cooperativa. Ele não gera renda, ele não dá posto de trabalho, não ajuda com nossas contas e nós temos praticamente as cooperativas hoje estão pagando para destinar os vidros para a reciclagem. A indústria do vidro não está nem aí com a reciclagem a logística reversa das suas embalagens.
[49:07]As marcas que utilizam vidro não estão nem aí com as cooperativas de catadores e catadoras que estão no início da cadeia da logística reversa das embalagens de vidro. Eles não estão. Eles cumprem a legislação com embalagens retornáveis, vamos dizer assim, e preferem e utilização de matéria-prima, extraída do meio ambiente, areia, etc., o que é mais barato para eles. Infelizmente, e o vidro você sabe que tem muito descartável antigamente, você para você comprar um refrigerante, você tem que levar a garrafa lá para você pegar o refrigerante. Hoje em dia é uma praga, o vidro virou uma praga e para nós de cooperativa que temos responsabilidade ambiental, a gente acaba investindo para destinar, isso em vez de paterro sanitário, para destinar para reciclagem, mas ele não paga, a gente estava falando no caso do papel, que representa 50% do volume, 25% do faturamento, do plástico, que é o contrário, 25% do volume, 50% do faturamento, o vídeo representa 30% do volume e 2% do e faturamento.
[50:22]Deus do céu! É absurdo! Quer dizer, a cooperativa está pagando pelas marcas, pela indústria de vidro, para a logística reversa das suas embalagens. Eles não estão preocupados. Grandes marcas que utilizam vidro, as grandes indústrias, poucas indústrias de vidro que temos aqui, elas não estão nem aí em cumprimento da política nacional de residuições valorizando e priorizando o trabalho das cooperativas de reciclagem.
[50:50]é uma pena, mas a gente vai ter uma atuação, como a gente está dentro lá do CS, que vamos ver assim, nós vamos pedir uma revisão do decreto do vidro, porque ele foi feito praticamente para atender os desejos da indústria e em detrimento das cooperativas e das recicladoras de vidro também que estão sendo prejudicadas. e aí vai o meu recado pra você aí que fica colocando aí, doutor, doutora, ambiento chato, eco-chato, vocês todos aí que ficam falando que a embalagem de vidro é melhor, que a embalagem de vidro é isso, a embalagem de vidro é aquilo, você tá escutando esse relato aqui, esse relato é o relato da vida real, isso aqui é vida real, não é a sua vida do apartamento, que você coloca o saco de lixo e o cara leva embora e para você foi, tá?
[51:47]Não é não, isso aqui é relato real, então revejam as narrativas de vocês, hoje por exemplo uma garrafa dessa aqui tem valor e ela é leve, isso aqui representa 2% do peso da carga, o vidro representa 56% do peso da carga e a valorização disso está alta e a valorização do vídeo tá baixa, então vamos entender um pouquinho o que é economia circular antes de você ficar colocando beceira na internet aí, tá?
[52:17]Evita a embalagem de vidro, por favor. Caramba, agora você foi fundo. Exatamente, por favor, o vidro não vale nada, é o que dá mais acidente de trabalho na cooperativa por conta dos cacos e tudo mais, gera muito trabalho, 30% do nosso trabalho da nossa produção, é vidro e ele não representa praticamente nada, não paga nem um gás nem piladeira que você, como eu disse, que a gente utiliza para virar o vidro na caçamba da recicladora.
[52:45]O vidro hoje, se não houver uma mudança na legislação, uma revisão, uma atualização, um aperfeiçoamento do decreto do vidro, vai chegar uma hora que o vidro vai começar a ir para a terra sanitária. inclusive nós das organizações de cooperativas já estamos começando a pensar em algum momento se não tiver uma mudança nesse cenário do mercado do vidro e começar a deixar o vidro passar direto na esteira para ir para a terra sanitária, porque está insustentável já.
[53:17]Aí deixa eu te fazer uma pergunta. Você preferir a embalagem PET, a garrafa PET, ela está bem valorizada no mercado em detrimento do vidro, por favor. a brama, até a brama, vou falar da brama, mas tem outras empresas também, que lançaram um shopping na embalagem PET com uma garrafa ámbar, não bebe, né? Aquilo ali recicla, você tem venda pra aquilo? Não, é outro lixo, vai poder o sanitário. PET você recicla só a PET água, que a gente chama, que é azul, a verde e a incolor, as outras embalagens coloridinha, laranja, rosinha... E se no nosso decreto lá, a gente tivesse...
[53:58]Essa daí não dá volume e o valor é insignificante, então nós que temos como prioridade a geração de trabalho e renda... Óbvio. Não vamos ficar pegando um resíduo que não tem valor nenhum e não tem destinação comercial que já lhe renda para cooperar com ele, então isso é um rejeito, é um lixo para a gente. Que é a mesma coisa daquele post que a dona e, por isso, a garrafa é vermelha, é a mesma coisa.
[54:21]Minha amiga Tereza foi perfeita naquela poste dela. Então, a garrafa cristal, aí eu pego o Shope Brama, que é um... De preferência, ainda, aquelas marcas que não usam rótulos grudados, porque hoje já estão começando a retirar os rótulos da embalagem. Não, mas beleza, imagina que o meu Shope não pode pegar a luz, porque ele é de ámbar por conta da luz, né? Mas na latinha de alumínio. Não, pera aí, não vamos tão longe assim. Eu não preciso ir lá, eu tô vindo pra cá. Imagina que eu tenho essa garrafa, tá? E eu coloco aqui um filme sleeve em cima dela de outro material, de um polipropileno, por exemplo. Polipropileno, de um PE, né?
[55:05]De um polietileno que ele tem uma densidade diferente. Sim. E eu peguei e coloquei aqui igual do toadinho, do nescal, do nescal é assim, ela é transparente e você coloca um sleeve, resolveu e vai ter destinação, gerou valor exatamente, que aí você vende tanto o sleeve quanto o PET, então gente, evite o colorido e usa o sleeve, eu tô falando desse sleeve pra vocês há 50 milhões de anos aqui, eu tô sentado aqui falando do sleeve, tá e está vendo aqui, o Sleeve é um bom negócio. Ecodesigners, que vocês agora são ecodesigners.
[55:46]Pensem muito nisso, vocês que trabalham em indústria também de beleza, usa a garrafa cara, vai usar o pp, usa o pp natural e põe um Sleeve, fica lindo, usa o PET, cristal e põe um Sleeve, faz uma e educação linda no sleeve, né? Isso aí, isso aí. Chama atenção na gôndula e é reciclável e gerando trabalho em renda. E cria um produto preto, né? Exatamente. Cria um produto preto eco. Isso aí, né? Isso aí. Em vez de usar uma embalagem colorida que não vai ter destinação, que vai parar no ateu sanitário. Isso quando vai para o ateu sanitário, né? Nós estamos falando aqui do mundo ideal. É quando não vai parar no rio, no oceano, no lixão, etc. Porque o ele joga a garrafa de plástico no chão, ele joga de vidro, ele joga o papel, ele joga qualquer negócio, embalagem de pizza num reciclagem a cultura da reciclagem, embalagem de pizza num reciclagem, embalagem de pizza vai pra reciclagem, vai pra reciclagem desde que ela não tenha resta de pizza nela ali, pelo menos a tampa você consegue destinar lá com um papelão misto com gordura não, aquela engordurada não, infelizmente, pode contaminar a carga e a gente tá falando aqui desses caras que falam muito que o material vai parar no oceano, esse material existe obviamente, aqui ninguém é hipócrita, a gente vê que tem resíduo indo pro lugar errado, próprias embarcações descartam inadequadamente, tá no mar, né, e acabou vindo pra praia, e tá ali, eu tô falando que o pessoal da ECU faxina, nós vamos fazer um trabalho junto que eu acho que vai ser um trabalho incrível, que a gente e a gente vai fazer ali em São Vicente, Santos, ali, a gente já tá conversando bastante e acho que vai dar um trabalho bom junto com o Instituto. E vocês aí que estão ouvindo também, conheçam o Instituto Soul do Plástico, o Instituto, nós estamos levando a educação ambiental para as escolas, é tudo sem fins lucrativos, tá, só que a gente depende de apoiador porque a gente doa equipamento, a gente pega a escola, vai lá, doa um moinho e de uma injetora de cunha educacional, a escola faz grana com aquilo para pagar formatura, para pagar viagem, para pagar o que quiser no final do ano, desde que tem o projeto escrito lá na escola. Então isso a gente escalou já para outras coisas também. A gente colocou ali em, se eu for aqui em Campo de Jordão, lá no Teleférico tem um conjunto do Instituto que eles dão aula de educação ambiental, eles dão o projeto capivari, instituto capivari, eles dão aula de educação ambiental ali, pra todas as escolas ali que tem, então eles fazem a coleta do material, fazem a ressignificação, faz um brindizinho, um molecada leva o brinde embora e entende como é que recicla e que o resíduo vale dinheiro, pra quê?
[58:45]Pra conscientizar, pra ir pra cooperativa, pra não introduzir. da cultura da reciclagem, da economia circular, da educação ambiental, tem que ser permanente realizado principalmente com as futuras gerações. Aí nós fizemos um auditório aqui, nós fizemos um auditório de 100 lugares aqui embaixo que a gente está dando toda semana, a gente está dando palestras para os jovens, até para os professores também, a gente gosta muito de dar palestra para o professor.
[59:13]Bom que forma a gente multiplica, né? e a gente montou uma indústria de reciclagem aqui embaixo que você vai ver, então o cara moe o resíduo, o cara ele faz a injeção plástica, a gente também tem a extrusão que a gente tira a rípa de plástico, a gente tem a prensa que faz a chapa que pode fazer mobiliário e agora a gente vai escalar isso que a gente ganhou uns equipamentos novos, a gente ganhou ingetora grande, a Plastilânia nos doou uma ingetora de 160 toneladas para o instituto, então a gente quer fazer piso de show com um rejeito, a gente quer pegar rejeito e fazer produto com o rejeito, e assim a gente quer fazer no sentido de o instituto não ganha dinheiro com isso, a gente vai vender nada para ninguém, a gente dou a hora de máquina para quem quiser usar, por exemplo, sei lá na FEPACOORE, você tem rejeito que não tem o que fazer, aí a gente tem um cara dentro do nosso, do nosso diretorio do instituto, que é o Sidnei da Terpol, o Sidnei cata esse rejeito e mistura o terpol dele, faz a mágica dele, faz um blend ali, ele faz um blend e solta produto, então, o que a gente quer com essa rejeitura? Catar o teu rejeito, fazer o blend, a gente vai ter a máquina de macarão, transformar algum produto, tencilho. E vai transformar num piso, vai transformar num produto que não precisa de anvisa, não precisa de nada disso. Perfeito. Então vai transformar num produto e você vai vender o produto. O produto é seu. Você vem aqui, você usa o instituto. Produto, revolve produtos, levem bola e vende. Então aqui vai estar disponível para quem quiser fazer. Algumas escolas aqui já estão vindo fazer isso e está dando muito certo, a molecata está entendendo.
[1:01:04]que aí você reserva um período, por exemplo, sei lá, três dias na semana. É, você pega ali, fala, Rui, quarta-feira eu vou usar duas horas a máquina. Beleza, aquela quarta-feira duas horas é duas. Aí você pega, traz o teu resíduo, já faz aqui o que tem que fazer, duas horas e passa. Passa material do instituto para a gente, que é o que eu coloco tanto a comunicação da FEPACOORE, quanto da COMPILIARCITIVA crescer, para divulgar e da notoriedade, vamos para ação de vocês. A ação está bem crescente, está legal, está vindo a apoiar...
[1:01:36]Já fica aqui o meu convite para que nós, o Instituto e a Federação, celebrem, em breve, um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de projetos, parcerias, enfim, seja para educação ambiental, seja para trazer algum resíduo que hoje tem no porrejeito para para a cadeia produtiva, para a economia circular, a gente pode estar celebrando esse acordo de cooperação técnica para a gente desenvolver trabalhos em conjunto e em parceria, o que você acha?
[1:02:05]Vai ser espetacular, já está feito para mim, já está feita a caneta. Aí o que que acontece? Abrir uma audiência pública do Senado lá em Braço do Norte com com o pessoal lá levaram o senador Esperidião Amin para a gente discutir pautas sobre plástico. Eu estive presente lá com um sim de plástico que é o sim de sindicado do Plástico de Santa Catarina e estava todo mundo envolvido, estava o Rio Grande Sul, Santa Catarina, estava o pessoal da Abiplástica, estava todo mundo dentro disso e assim eu achei fantástico que aconteceu lá, foi desruptivo, tá, o que aconteceu lá a gente discutindo e Santa Catarina, está envolvidíssima nessa questão de reciclar ou que não recicla. Por isso que eu estou te falando que a gente...
[1:02:54]Incluiu que reciclaou. A gente já está com parceiro pegando esses materiais desafiadores e tocando o projeto para a frente. O pp flexível. Exatamente, é aí que a gente está chegando. PS, leite fermentado, PS, yoghurt, para não falar o nome de marca, PS também, eles têm um desafio muito grande para nós que estamos no início da cadeia produtiva, por conta da, enfim, além da questão da contaminação no resíduo, que junto a litro, mais atraí, vetores, etc.
[1:03:29]Ele não gera renda para cooperativa, assim como o vidro hoje, esses tipos de embalagens recicláveis, eles são recicláveis, são, tem destinação, tem, são, desde que limpo, né? Gera trabalho, gera renda, não, então assim, nós da cooperativa, a gente sempre tem que estar colocando isso na ponta do lápis, senão nós que somos, vamos dizer assim, o elo mais fraco da cadeia, que tá no início da cadeia, tem que se assumir a responsabilidade que deveria ser compartilhada, né, de acordo com a política nacional, de residui sólidos, e a gente tem que assumir a responsabilidade sozinhos. Então o poder público não aparece, a marca não aparece, o fabricante, o importador, o comerciante não aparece e aí ficam nós e os recicladores tentando dar um jeito numa embalagem.
[1:04:17]Aí vai aquela pergunta bomba, essa pergunta é a bomba. A indústria é responsável sim. o poder público é responsável, sim. E o consumidor? O consumidor é o comerciante. Responsável, sim. Exatamente. Então, eu estou na minha casa. Tanto é que é previsto a inclusão da taxa do lixo, vamos dizer assim, justamente para incentivar a cadeia e o retorno disso para a logística revertida, pagamento de serviços ambientais e tudo mais. Eu falo, por exemplo, na cidade de São Paulo não tem pagamento de serviços ambientais, mas em guarulhos tem, em ubatuba, você estava falando de litoral, em ubatuba, prefeitura, através das taxas ambientais que eles cromam lá dos turistas, eles remuneram as cooperativas em R$ 6 mil por tonelada reciclada.
[1:05:09]Que legal! Quer dizer, você vai lá 100 toneladas, você vai receber R$ 600 mil, quer dizer, é você consegue manter a sua cooperativa funcionando, remunar bem seus cooperados, iluminada, cheirosa até você deixa a cooperativa, entendeu? Com ar condicionado. Aí eu te falo, eu tô lá na minha casa e eu vou fazer a separação do meu resíduo, tá? Lixo, porque o nosso lixo só não me engana, é 20% é lixo e 80% é resíduo, certo?
[1:05:40]Deberia ser, né? É, os recicláveis, as embalagens plásticos no metal para a pele, eles ingirem em torno aí de 35... em quilos, né? Tá. Estou falando em volume. Não, tu fala em volume. Ah, em volume, é isso aí. e a gente pega e vai separar. Aí eu, bestão, cátua, saco de lixo e coloco tudo dentro, põe na rua. Resolveu meu problema, né? Porque o lixeiro vai levar embora, né? Aí eu vou reclamar que aquilo não reciclou, que aquilo tá contaminando, que aquilo tá indo pra ter a sanitaria, aí vai um cara menos bestão, pega o potinho de iogurte e coloca ele dentro da pia enquanto ele lava a louça, tá?
[1:06:23]Aí aquela aguinha que tá ali, dá uma passadinha besta ali no potinho, mandou pra cooperativa, recicla, recicla. Ajudou. E muito, né? Não levou vetor. Não levou vetor. É um poliestireno. Exatamente. mesmo assim por conta de volume, de peso, de tamanho, enfim, vários fatores, a indústria precisa sair desse ciclozinho de ficar comprando crédito logístico à reversa para compensar as embalagens que ela coloca no mercado e começar a investir na adicionalidade, tirar a embalagem dela da terra sanitaria, investindo na educação ambiental, na logística, na coleta, nas cooperativas e nos recicladores, é fomentar a cadeia, investir na cadeia para que a sunha embalagem retorne para a cadeia produtiva.
[1:07:10]Tá todo mundo na mesa aqui, ó, a gente tá aqui com a educação, a gente tá aqui com a educação, o instituto tá aqui para educar, a gente não cobre um centavo de ninguém para educar, tá, então você que pode apoiar o instituto, tamo aqui, ó, a gente tá aqui em FEPACOORE que ajuda a fazer legislação e entende pra caramba, agente tá aqui com as cooperativas na mesa, agente tá aqui com um catador na mesa, agente tá com todo mundo na mesa explicando pra você que recicla, que o material dá pra dar destino, que você pode fazer renda, que sustentam um monte de família, desafios existem sim, pra quem não viveu a década de 80 não participou da discussão dos pneus, que era um terror para a discussão do pneu. O pneu era o contaminador do mundo e ia matar o mundo. Não matou, aumentou o volume e deu cadeia de economia circular. Exatamente, assim como as baterias, vários outros tipos de resíduos desafiadores discutindo, conversando, pensando. Cutucando a indústria, não é? O governo criando legislação, regulamentação, acaba se resolvendo, assim como esses plásticos que hoje são desafiadores e eu tenho certeza que com o decorrer do tempo e parcerias entre a nossa, por exemplo, a gente vai conseguir chegar a soluções sustentáveis que gerem trabalho e renda e minimiza os impactos ambientais.
[1:08:40]E você que fica falando de reciclagem aí, sentadinho, bonitinho, assim, não vai condicionado, delícia, né? Fica lá, e fala, eu falo, e não investe, e não investe em educação, não investe em porcaria nenhuma, falar um palavrão de novo, segurei, não investe na cooperativa que você pode apoiar pela LIR, então já tem projeto pela LIR que você pode ir aí apoiar.
[1:09:07]Nós temos 14 projetos apobados na LIR e falta incentivador, em execução, nos finalmentes, e inclusive a segunda etapa de entregas do projeto vai ser uma empilhadeira, um caminhão, coisa chique, pilhadeira elétrica, olha só, a cooperativa pensando inclusive nas emissões dela mesmo, dentro do nosso programa de gerenciamento de resíduos e de emissões, no próximo dia 15, com participação de todos os incentivadores, e nós temos projetos para todas as demais cooperativas da FEPACOORE, que estão no momento de captação.
[1:09:43]e reciclagem. Se você está procurando investir na cadeia de logística reversa, na reciclagem, geração de trabalho, renda, impacto socioambiental, na veia, pode procurar pela FEPACOORE que nós temos projetos espalhados por todo o estado de São Paulo. Tem projetos lá para Talbate, tem projetos aqui para zona leste, tem projetos para zona sul, nós temos todas as cooperativas da rede da FEPACOORE, praticamente, tem projetos aprovados em captação de incentivo reciclagem, então é a oportunidade de você pagar um imposto que iria pro governo federal, né?
[1:10:16]Que a gente não sabe o destino que vai ter de pular. Lá você sabe. É que sabe. Não sabe. Você finge que você não sabe. Amanhã tem uma viagem, lá você vai saber onde foi esse dinheiro. Pode investir com renúncia fiscal até 1% do imposto devido, pessoa física que tá com a grana, até 6% do imposto devido e pessoas jurídicas, a física eu não sabia, física com até 6% do imposto devido, vai pagar lá milhão de imposto lá, você pode pegar 6% e investir num projeto aprovado na lei de sentido reciclagem e até 1% pra pessoa jurídica que esteja no lucro real e aguardando nós, se tudo é certo, tá no senado, uma ampliação de 1% para 4% do imposto devílico e eu sim acredito que vai dar um boom toda a cadeia.
[1:11:10]Deixa eu te fazer uma outra pergunta, com esses projetos todos que estão acontecendo com tampinhas plásticas, tem um monte de projetos com tampinhas plásticas, tem projetos com cachorrinho e tal, que é o que a gente valoriza aqui embaixo, eu uso muito no Instituto Tampa Plástica. Mesmo assim, vocês ainda têm muita tampinha na cooperativa? garrafas, praticamente todas, vêm com as tampas.
[1:11:35]E para você, por exemplo, em uma cooperativa... Nós podemos colaborar também. Viabilizaria você ter um equipamento para fazer chapa de tampinha plástica? Algum tipo de produto pode ser uma alternativa de renda e até de educação ambiental. Você pegar a tua tampinha da tua cooperativa, eu estou perguntando financeiramente se viabiliza, porque vem um insight para mim aqui, da gente pode fazer um outro tipo de teste também, de você fazer chapa e de repente fazer mobiliário com essa chapa, ou você vende a chapa pro artesão que faz o mobiliário, porque o preço da tampinha é baixo, quando você faz a chapa você valoriza ele, um monte de dinheiro, é bastante, a valorização é absurdamente alta.
[1:12:24]e a gente verificar toda a cadeia, desde a tampinha, moagem, a produção da placa, ou o marcineiro, enfim, quem vai fazendo esse produto e depois colocar isso no mercado, acho que isso a gente desenvolveu um projeto nesse sentido, interessa sim, a gente pode inclusive fazer um projeto que atenda a todas as cooperativas. A gente podia fazer um piloto numa cooperativa tua, não podia?
[1:12:45]Vamos fazer um piloto para testar, dentro do nosso acordo de cooperação técnico já está aí um projeto aí para ser executado e testado. para fazer um piloto para ver como é que fica esse piloto. Vamos ver. Eu acho que vale a pena tentar. Porque o que a gente está fazendo aqui no Instituto é micro, é micro, porque eu não sou indústria de reciclagem. Eu estou...
[1:13:06]Você está utilizando isso como uma ferramenta de educação ambiental? É uma ferramenta de educação. Então, a molecada está se dando muito bem com isso, porque a molecada vai ter formatura. Eu estou preocupado com a formatura da molecada. e poderes, mas é muito legal, porque acho que a escola pública tem que ter formatura e ter grana para ter e assim dá para ter que a tampinha.
[1:13:27]Olha que legal, a gente desenvolve um projeto chamado Ser Mais Ser Juntos, A FEPACOORE, idealizadora e realizadora desse projeto, envolve 15 cooperativas de reciclagem para dar educação que vai desde a alfabetização, nós temos uma turma de 25 catadores e catadoras e desfazendo a alfabetização. Nesse momento está tendo aula numa das cooperativas, a Viva Bem da Therese é uma das cooperativas que participa desse projeto.
[1:13:52]Que legal! Eu acho que se não me engano são oito, sete, oito pessoas lá da Viva Bem que participa dessa alfabetização. Fundamental um, fundamental dois e ensino médio em parceria com SESI, com SENAI. Estamos na terceira turma. reformamos mais de 80 pessoas que têm concluído presidentes de cooperativas que fizeram o fundamental, fizeram ensino médio e hoje já estão buscando um ensino superior, então o projeto chama SER MAIS SER JUNTOS. Nós estamos com uma turma agora com 75 pessoas, incluindo uma fapelização fundamental em ensino médio. Já vou colocar essa turma à disposição para a gente vim para fazer uma visita no instituto, aproveitar esse auditório lindo, maravilhoso que você tem aqui, para a gente de repente fazer já um trabalho de sensibilização de quem está na cadeia, são os catadores e catadoras cooperados e cooperados de 15 cooperativas daqui, principalmente do estado da cidade de São Paulo, Igorulhos, que participam desse projeto, e já fica e jáquio convite também para você estar presente na formatura deles, dando o que vem que a gente faz na auditoria da OCSP, na organização das cooperativas do Estado São Paulo, já formamos a Turma 2024, formamos a Turma 2025, agora a gente está executando a Turma 2026 e esse é um dos projetos aprovados na lei de cintiva reciclagem.
[1:15:20]Se você quer investir em educação cooperativa, impacto social ambiental na aveia, você e pode ser um dos incentivadores aí do programa só se educação não ser mais surgido. Cara, que legal, nós vamos fazer um mistão legal aí, hein? Vamos fazer um barulho. Poxa, que legal, muito bom isso aí. E essa questão da educação, ela me pega muito. Eu acho que é parte daí.
[1:15:45]É um projeto maravilhoso. Você não tem noção. A gente não consegue mensurar o impacto desse projeto. Até me mostrou quando eu falo dele. Aqui eu tomo um choque de emoção, bravo aqui em baixo É, não é acreditável, não é acreditável É, porque pega uma classe que jamais pensou que poderia atingir, né? Nosso, em 2023 nós fizemos uma laminese pra entender deles o que que eles queriam que nós oferecêssemos, 70% falou que era o termina da escola Puta merda Não pude lá atrás, porque eu comecei a trabalhar muito jovem, tive filho muito cedo, enfim e uma série de razões não conseguiram estudar. E a gente, meu Deus, eu estou há 20 anos no cooperativa e não saquei que eles queriam estudar, entendeu? O projeto é incrível, que vale a pena vocês conhecerem e vale a pena a gente trazer essa galera que pode conhecer no Instituto. Nós somos em 75, hoje, alunos, mas equipe técnica, professores, psicólogos, etc. Eu recebo 100 aqui e embaixo. A gente pode organizar pro fim do ano, pro começo do ano que vem, que é aquela momento mais parada, que voltou das férias, a gente de repente pega um buzão e traz a galera aqui, faz um lanche, faz um cofre, traz essa galera aqui pra conhecer o instituto e também esse programa de repente a gente pode até tá lançando essa parceria de algum projeto piloto que a gente venha fazer, lançando aqui a gente convidar esses alunos e, por isso, a gente pode também fazer um encontro, posso trazer, por exemplo, os presidentes dirigentes da cooperativa aqui para conhecer o instituto, enfim, a gente está totalmente à disposição para correr junto, vamos dizer assim.
[1:17:33]É, porque assim, existe, obviamente, sozinho, no cooperativismo, a gente diz que sozinho você vai mais rápido, e junto a gente vai mais longe. É isso aí, é a verdade, é a pura verdade, né, as civilizações não foram criadas por um indivíduo só, né. e, exatamente, a sociedade. Então, essa questão do Instituto é óbvio que o meu Instituto chama Soul do Plástico. O Soul é Soul de Alma. Então, é Alma do Plástico e Circular, é o nosso slogan. Então, romantizar plástico? Não, eu não romantizo não. Eu, aqui, nesse podcast, já dei umas cacetadas nos três, quatro aqui. Então, eu vou dar cacetada em mais. Plástica legal, e essa preocupação do que vai acontecer com ele depois do uso, né, posse consumo.
[1:18:24]É o que a gente tá brigando pra que dê certo, é a gente dar destino e o pessoal, tem um pessoal de reciclagem preocupadíssimo com isso, a indústria, volta a falar, foi cutucada e começou a se mexer. Finalmente. Só que foi cutucada, cutucada mesmo, foi cutucada agora, então você tem o tempo de resposta, né, tudo tem o tempo de resposta. e a hora que esse tempo de resposta chegar, e a resposta chegar mesmo, eu acredito que vai ser um negócio extremamente rentável. Eu vejo a reciclagem no Brasil ainda, eu olho assim um oceano com três barcos navegando naquele oceano enorme ali, então vai ter muita novidade acontecendo, existem muitos polímeros sendo criados, coisas novas surgindo, e, assim, os greenwashing, amigão, desculpa, mas vocês não vão conseguir me convencer, a menos que eu enterrei aqui, eu vi na, chegou pra mim, no Instagram, um saco compostável.
[1:19:28]Saco compostável. Um saco de lixo ecologicamente correto, compostável, que ele vinha junto com uma esponja feita do, sei lá, da casca do Quelá. Eu falei, pô, eu vou comprar essa, e me disseram de 10 meses. Desapareceu, se enterrou ele. Aí falei beleza, então eu vou comprar, paguei um rolinho assim, 45 reais, veio com uma esponjinha, paguei, tá aí, fiz a foto do dia que chegou, o vídeo, cavei um buraco, coloquei folhas dentro né, pra ter um material orgânico dentro.
[1:20:03]Pra ajudar na composição. Interrei, está enterrado e peguei um outro saco, coloquei e folhas dentro e espetei do lado de fora da terra. Porque quando você fala que o material é compostável, o que você fala pro seu consumidor? Você tá falando o que pra ele? Meu, joga no chão e tchau, tá tudo certo, a natureza faz o trabalho dela. Pode pôr no lixo comum.
[1:20:28]Não é essa a ideia? Então tá, então eu enterrei e daqui três meses eu vou desenterrar e vou ver o que que aconteceu com ele. Eu espero. e ele é reciclável? Não, ele é compostável. O papel ele também se decompõe, mas ele é reciclável agora esse produto. Ele é reciclável, mas assim, se você pega a avaliação do ciclo de vida do papel, ela é complicadíssima, né? Sim, sim, mas tem balagem que você enterrou.
[1:20:56]Então, essa não é. Então, tá, mas ela tá lá, enterradinha, bonitinha. e a gente ia tocar nota, guardei o documento, eu quero saber em quanto tempo ela vai se decompor e se ela vai se decompor, depois eu volto pra falar, fiz o vídeo, não soltei, tem cor, tem e tudo, tem tudo isso aí, mas a narrativa tá lá e o cara tá vendo, vai virar um composto orgânico, o cara tá vendo, por 45 reais, porque a plantinha ela começa a se foriver de ser verde, começa a folha azul, folha preta, beleza, pelo menos tem uma planta lá, né, é diferentona. Cara, fantástico, não se bate papo aqui, eu vou visitar você, eu queria já agradecer muito você ter disponibilizado o seu do tempo para estar aqui com a gente, para a gente poder falar abertamente sobre reciclagem.
[1:21:55]Eu acho que a gente abordou os temas mais importantes e mais uma vez para você aí que fala que num recicla você sentadinho cabunda no sofá com ar condicionado e o laptop de plástico na mão ou gravando vídeo com seu celular de plástico na mão falando merda para, presta atenção, existe uma cadeia robusta de reciclagem, milhares de pessoas vivendo disso, tá? Tá aqui o Jair que não me deixa mentir sozinho, né, a gente mente junto, a gente mente junto, e assim, é uma cadeia robusta que existem desafios sim a serem enfrentados, e esses desafios e ele se estão sendo enfrentados e vai criar uma robustez maior vindo esses decretos, vindo esses projetos de lei, que o que não regulamenta fica solto, infelizmente, da problema, é ajustar o que eventualmente não está funcionando, tirar esses greenwashing que tem no mercado e assim, é uma jornada, né? É uma jornada interminável, permanente, mas que nós e, mais, estamos nela para fazer direito, para fazer decente, para fazer com honestidade, com sinceridade.
[1:23:12]Mas a gente depende de todos esses materiais, né? Depende de todos esses materiais, depende de todo o elo da cadeia, como eu já falei, a responsabilidade tem que ser compartilhada, então, participe da coleta seletiva, separe, consuma, está para chegar ao dia do consumo consciente de 15 de outubro, consuma conscientemente, Refira que a PET em vez do vidro, por favor, nesse momento, e eu gostaria de deixar um recado aqui também.
[1:23:41]Por favor. Conheça mais a FEPACOORE, nosso Instagram é Arroba, FEPACOORE com 2 Os, Federação Polícia de Co-operativas de Reciclagem, visite nosso site FEPACOORE.coope.br, conheça Cooperativa Crescer, que é CooperativaCrescer.org.br nosso site, nosso Instagram é Arroba, recuperativo a crescer e conheça também o projeto ser mais serjuntos que eu falei aqui nós temos um perfil próprio dele que é a rouba ser mais serjuntos lá vocês vão conhecer e vão visualizar esse projeto incrível realizado por nós em uma série de parceiros né nós temos a tetrapaque, coca-cola, papiros, o sésio Senai, a OCESP, a Novelles entrou agora nova como nova parceira ABPAC também é uma para uma parceira desse projeto. Espero que na próxima edição o Instituto seja um parceiro e também a gente já está estreitando. Então conheça um pouco mais o nosso trabalho e ficamos à disposição de tirar dúvidas e agradeço muito pelo convite e foi um prazer estar aqui participando do PodPlástico. Tô obrigado, Jair. E você aí que tem uma empresa, tem em uma indústria, tem o seu ecodesign, sua equipe de marketing e quer entender um pouquinho mais sobre materiais plásticos, o porquê surgiu o material plástico, a história do material plástico e como se dá uma cadeia de economia circular, você tá convidado, vem aqui no instituto, é só ligar pra gente, marca, manda um direct aí, coloca no Instagram, coloca no nosso YouTube, é onde você quiser, vocês estão convidados a vir aqui conhecer e nossa estrutura do Instituto é bem legal, não paga nada, não precisa paga nada, não se preocupa com isso, vem aqui até um cafezinho que a gente serve e é de graça o cafezinho, claro que não tem almoço grátis, a gente tem os patrocinadores que são os caras que estão preocupados realmente com a economia circular, eu quero deixar aqui o meu agradecimento a todos os nossos apoiadores do Instituto que aqui nós temos apoiadores, eu quero e vou deixar o meu muito obrigado a todos vocês e mais uma vez, os apoiadores são os que menos podem dentro do mercado tá, quanto o cara mais frágil cara é, mais o cara apóia e as indústrias grandes que podem apoiar com força, ó, zero apoio, não tá nem aí pra porra nenhuma, mas a gente tá aqui de peito aberto esperando vocês pra poder levar para esse assunto da economia circular, aqui o meu livro, o vilão que salvou o mundo, a gente conta a história do plástico, por que que o plástico surgiu, tem assuntos bem interessantes aqui, para quem é do mundo do plástico, já conhece muita coisa que está aqui, mas tem algumas opiniões pessoais minhas que só lendo o livro, e eu te dou esse livro aqui pra que você possa entender um pouco melhor a minha linha de raciocínio, ela tá toda aí dentro desse livro, vou fazer minha dedicatória ainda que eu fiz.
[1:26:49]Eu quero que com dedicatória eu sou leitor, assíduo, adoro ler, vai ser um prazer conhecer e depois eu dou minha opinião. É, eu quero que... E na próxima, na próxima livro que você foi lançado, esqueça de convidar a gente pra participar. O próximo livro a gente vai falar sobre reciclagem, como ela é e não como e como acham que ela é. Eu li uns livros de reciclagem aí que eu até dei algumas boas gargalhadas de como é a avaliação de 5 divido de alguns materiais. Então, para você que ficou com a gente até agora, meu muito obrigado, se não nos segue, nos siga, ativa o sininho e curte, compartilha, deixe seu comentário se gostou, se não gostou, aí que você tem que deixar mesmo que a gente melhoria contínua, se tem pergunta coloca, porque e a gente vai responder, porque se eu não souber, eu vou ligar pro Jair e falar, Jair, perguntaram lá, precisa responder, vamos responder. Então, meu muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
