Você só vê um copinho. Ana Zanatta revela a força e o legado por trás da Copaza!
Ana Zanatta, diretora executiva da Copaza, conta como assumiu a fábrica de copos e potes do pai, em Içara (SC), e o que pensa de reciclagem e educação.
Principais insights
- A Copaza nasceu em 1991 em Içara (SC), fundada por Domerval Zanatta, e hoje fabrica copos e potes de PS e PP com cerca de 360 a 380 funcionários.
- Ana voltou à empresa em abril de 2023 como diretora executiva, depois de oito anos afastada desde a morte do pai, em 2015.
- Defende que "o plástico tem bula": o polipropileno vai ao micro-ondas e ao freezer, o PVC não, e os produtos para alimento passam por certificação da Anvisa e do Inmetro.
- Para ela, a economia circular só avança com educação nas escolas e política pública: "o brasileiro não é mal-educado, falta informação".
- Critica o decreto de conteúdo reciclado: o polipropileno reciclado não pode voltar a embalagem de alimento, o que leva a indústria a comprar créditos de reciclagem, e a cooperativa, diz ela, "fica com a menor parte".
- Compara copo de papel e de plástico: segundo ela, o de papel pesa pelo menos oito vezes mais e consome cerca de 1.000 litros de água por quilo, contra cerca de 10 litros do plástico.
Perguntas frequentes
Quem é Ana Zanatta e qual é o papel dela na Copaza?
Quando e onde nasceu a Copaza e o que ela fabrica?
O que Ana Zanatta quer dizer com "o plástico tem bula"?
Por que Ana Zanatta considera o decreto de conteúdo reciclado difícil de cumprir?
Copo de plástico ou de papel: qual a posição de Ana Zanatta?
Qual é a meta de crescimento da Copaza?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Ana Zanatta e a história da Copaza
[0:00]o nosso podcast, hoje, fala sobre a Ana Zanatta, que está à frente da Copaza, uma das maiores fábricas de copos e potes recicláveis do mercado de Santa Catarina. Esse podcast ficou incrível, não perca, estamos soltando logo após a nossa vinheta. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico, e hoje eu recebo aqui uma convidada que carrega uma história de família, de coragem e de muito trabalho dentro da indústria do plástico.
[0:56]Lá no sul de Santa Catarina, na cidade de Içara, nasceu em 1991, uma empresa chamada Copaza. Quem fundou foi o seu Domerval Zanatta, um homem que acreditou nas embalagens plásticas quando muita gente ainda nem imaginava o tamanho desse mercado. Mais de três décadas depois, a Copaza leva seus produtos para todo o Brasil e países da América Latina. e quem está no comando dessa história é a filha dele, a única mulher entre os irmãos, que assumiu não só uma empresa, mas o compromisso de manter vivo o legado do pai.
[1:32]E tem mais. Muito em breve, ela sobe ao palco de mulheres que transformam aqui em São Paulo, como um painelista, levando sua experiência para inspirar outras mulheres que estão construindo o futuro do nosso setor. é uma alegria enorme receber aqui no PodPlástico, Ana Zanatta, Ana, seja muito bem-vinda, muito obrigado por ter aceito o convite de participar do nosso podcast, que a gente só fala de plástico, e por favor, se apresenta pro pessoal.
[2:03]Olá, tudo bem Rui, obrigada, obrigada você pelo convite, né, de estar aqui participando do PodPlástico, e é realmente assim, muito importante pra mim, e levar, não só o nome da Copaza, mas o trabalho que a gente tem feito desde que eu assumi, depois que meu pai se foi, oito anos depois disso eu estou voltando para empresa como diretor executiva e a ideia é que a gente traga sustentabilidade para a empresa, que ela se perpetui muitos anos porque nós temos toda mais de 300 famílias dependendo da gente.
[2:41]caramba, e quantas vezes a pessoa pega num copo plástico, bebe alguma coisa dentro e não sabe que é da Copaza, né? Exatamente, nós brincamos que isso todos os colaboradores, né, onde a gente vai, que a gente toma, a gente já vira, a gente acaba de tomar. Ah, isso é coisa de platiqueira, né? Pra ver de quem é, né? E quando não é nosso, eu já bato fotos, já mando pro meu comercial, ó, vamos atrás, pra...
[3:06]Tá vendo? Você não tá vendendo aqui, ó. Eu tá vendendo aqui, exatamente. mas é um barato, lá vocês trabalham tanto com poliestireno, quanto com polipropileno. Isso, a gente trabalha com o que a gente chama PP, o PS, e é um trabalho assim que a gente, mas o que eu quero mostrar para as pessoas, principalmente que compram, que por trás disso tudo, são muitas pessoas trabalhando, então não é o plástico em si, é tudo o que envolve o nosso trabalho.
[3:37]é uma cadeia de emprego gigantesca. Muitas famílias vivem disso, né? Direto e indireto, né? Porque nós temos só nós lá, nós temos mais 360 funcionários. Depois tem as outras empresas, depois tem os indiretos, tem as cooperativas, então é muita gente fazendo parte dessa cadeia. É, aí eu quero te fazer uma pergunta lá pelo começo agora. Antes da empresária, tinha uma menina vendo o pai construir uma fábrica, né?
4:07Da fábrica do pai ao começo em 1991
[4:07]qual é a primeira lembrança que você tem da fábrica do seu pai? Aquele terreno ali não era nada, porque a gente tinha uma metalúrgica que era do lado, e aí ele foi comprando e foi construindo. Ele já tinha sido sócio de uma outra empresa, então ele de mercado de plástico, ele já tinha mais de 50 anos de... Nossa senhora! Ele teve uma outra empresa, depois ele saiu e resolveu fazer uma carreira solo, conosco, né, da... eu e meus irmãos, e a minha mãe, lógico.
[4:37]e aí a gente começou em 1991, quando a empresa realmente começou bem pequenininha do zero, com algumas máquinas que ele tinha saído da outra empresa, e foi a melhor coisa que aconteceu. Naquele momento poderia parecer que não, mas foi, porque a partir dali a gente começou a fazer o nosso núcleo empresarial. Você sabe que tem um negócio que eu aprendi, eu fiz um curso com um amigo, agora é amigo, que é o Lin, que é, chama líderes inspiradores. E tem um negócio que ele fala que, numa história, que ele conta que mudou o meu jeito de pensar, né? Você fala, puta, acabou a sociedade, meu Deus, acabou minha vida, nossa, não sei o que eu vou fazer, aí você espera um pouquinho, as coisas acontecem, as coisas vão melhorando, aí você olha pra trás, você fala, puta, será? Depende do que vem tudo depende do que vem depois. Exatamente. E aí nisso foi numa época que teve várias epidemias e meu pai sempre olhou muito pela saúde das pessoas e ele quis continuar porque quando começou a primeira empresa a ideia foi essa, era trazer saúde e praticidade para as pessoas e quando ele saiu da ele nunca pensou em fazer outra coisa, ele queria continuar, que era um processo que ele conhecia e ele dominava, o pai sempre foi muito comercial e graças a Deus. Mas o plásticoiro tem esse problema, né? A gente toma uma picada aqui que eu não sei qual é, que a gente não consegue largar depois do material plástico, né? Que eu acho que a gente entende coisas assim como os benefícios que o material traz, muita gente não vê, eu tenho o professor Mestriner fala que a embalagem é o sistema oculto de sanidade que ninguém vê, é o sistema que está ali e ninguém percebe, ninguém vê, que nem o vídeo que eu passei na falestra da criança, por exemplo, a criança nascendo, ninguém percebe que tem plástico ali, e o plástico traz a vida, a criança em volta nele já, aquele monte de instrumentação e eu acho que é essa a capacidade do material plástico é trazer saúde para a vida das pessoas. Eu gostei muito daquele vídeo, porque fala bem sobre isso. O início dele, inclusive, que quando passa a menina chegando e querendo eliminar o plástico, de repente começa a sumir e, sobretudo, porque a gente não presta atenção que a gente está rodeado por plástico e só vão sentir falta disso quando não tiver, e aí pode ser tarde mais.
7:25"O plástico tem bula": uso correto e mitos
[7:25]É, na verdade, não vai sentir porque não vai acontecer, né? É o que nós queremos, né, mas eu digo assim ó, é importante mostrar isso porque as pessoas têm que entender que tudo hoje em dia, e é um produto durador, né? É, claro que é. Só que tu tens que saber trabalhar com ele. Eu costumo dizer que o plástico tem que, ele tem bula, né? ele tem uma bule igual à bule de remédio. Eu não vou tomar um laxante para dor de cabeça.
[7:53]Então eu não vou colocar um PVC no microondas. Exatamente. Eu tenho que colocar um polipropileno. Ele serve para o microondas, ele serve para o freezer, ele foi feito para isso, ele tem laudo para isso, tem anvisa para isso. Então, na verdade, aí vem essas campanhas aí que a gente vive debatendo, que é um monte de ignorante falando que tem bisphenófita lá, disruptor endócrino, que aí teve que fazer um estudo agora, o professor de Merval da Universidade do ABC, junto com a USP, para falar o que não tem, que a gente sabe que não tem. Então teve que gastar dinheiro para testar uma coisa que não tem, que a gente já sabe que não tem, no monopolímero. E mesmo com esses testes, o pessoal ainda fica tentando disseminar uma uma mentira e o nosso papel é levar a verdade para as pessoas, só que as pessoas têm que ir atrás das informações.
[8:49]Mas é difícil, porque a informação ruim corre muito mais rápido, pegar uma cena de um cara dando um tiro no outro e uma cena de um fazendo um carinho no outro, que deu o tiro da cinco milhões de views e a outra da dois views, então é mais ou menos isso e pessoas se aproveitam disso, sabendo que a hype do momento é falar mal de plástico, que dá muita visualização, o cara nem se importa, ele vai lá e fala, sem responsabilidade nenhuma, e falei, né? E aí sai a gente correndo atrás, que nem louco tentando explicar, né?
[9:26]É, a internet foi muito boa, ela é muito boa para as pesquisas, mas o problema é que ela muitas vezes é usada de uma maneira errada, né? e aí as coisas ruins se propagam muito mais rápido do que as coisas boas. Sim, isso é uma dificuldade que a gente está tendo de comunicação e eu sempre falei que a culpa foi nossa, porque nós deixamos isso acontecer, nós deixamos os outros materiais que estão desesperados, por exemplo, antigamente só existia copo de vidro, antigamente só tinha vidro, quando entrou as fábricas de copo de plástico, quantos cópios de vidro deixaram ser fabricados? Muitos, né? A indústria do vidro ficou desesperada.
[10:12]Antigamente, você só tinha tapóé de vidro, aí entrou o tapóé de plástico. Quanto que o vidro perdeu? Ficou desesperada. O lobby do vidro foi muito grande, né? E é do papel. Ah, do papel é a maior ainda. Então, quantas embalagens por dia o papel não perde pro plástico? aí te pergunto, você já viu propaganda de compre meu plástico na televisão? Você já colocou uma propaganda de copro na televisão? Você já precisou fazer isso?
[10:39]Não. Por quê? Porque é bom, vende sozinho. Exatamente. Então... E o papel tá o tempo inteiro, eles estão pagando matérias, mas tu tens razão, a culpa é nossa, nós começamos muito tarde. Ainda não começamos, eu vou falar que ainda não começamos, porque são poucas pessoas falando, eu falo, você fala, o júnior da TalkPlast fala, o Ricardo Cuzziol fala, o professor Polímeros fala, mas são falas assim, muito ainda insipientes ainda, a gente fala pouco, a gente fala para um público muito pequeno, muito fechado, normalmente a gente fala para dentro da nossa bolha, para estourar a bolha, é difícil, isso é verdade, a gente fala no nosso, tem a feira de plástico, se fala lá, mas lá todo mundo já sabe, né, nós temos que levar isso para fora mesmo, divulgar mais isso aí, é que foi a ideia, quando eu escrevi esse livro, o vilão que salvou o mundo, foi uma estourada de bolha.
[11:36]Foi para as pessoas entenderem, então eu coloquei uma comunicação bem simples, aí por um menino de 16 anos de entender, né? Então, a ideia de furada de bolha, ela é legal, mas ela é bem difícil. E eu falo que se o mercado não se unir para fazer isso, não vai furar. O que foi feito lá em Santa Catarina, que foi a audiência pública do Senado, com os senadores pediam a mim, infelizmente ele não foi reeleito, mas assim, foi fantástico aquilo, tava todo mundo junto lá, né?
[12:08]E é isso que tem que acontecer mais ações desse tipo, né? Mas tem que acontecer no país inteiro, né? Tem que acontecer no país inteiro, né? Foi a primeira vez que foi uma audiência pública fora, né, de Brasília, e foi muito importante para o setor, e foi a primeira vez que eu vi todo o setor unido, né, o setor, o poder público. então foi muito importante aquilo ali, e nós não podemos deixar morrer, a gente tem que fazer mais ações daquelas.
[12:30]É, aquilo ali não pode morrer ali, aquilo ali tem que continuar, tem que ser um negócio que vá mesmo, e não tem esse negócio de, ai, quem é o pai, quem é a mãe, né, a gente escuta muito isso, né, quem é o pai, quem é a mãe, quem é a mãe, quem é o pai é o plástico, gente. Exatamente, não importa, o protagonista tem que ser o plástico, não tem que ser a pessoa x, y, z, tem que ser o plástico para a gente poder justamente proteger ele e dar a devir importância, né?
13:02Economia circular começa na escola
[13:02]A gente tem que explicar para a população, na verdade, o que pega hoje é economia circular, né? A gente, obviamente, eu, você, outras pessoas que mexem com plástico, sabemos que existem muitos desafios ainda em relação a reciclagem. a gente está lutando para que a economia circular venha de maneira mais robusta e isso está crescendo exponencialmente, mas existem algumas dificuldades que têm alguns materiais e o que for greenwashing eu acho que tem que sair fora mesmo, mas a questão da economia circular ela tem que e ser pautada dentro da escola, né? A gente não tem pauta pública, né?
[13:51]Exatamente. Nós temos um projeto lá que a gente fez durante dois anos em escolas, demos uma parada agora para poder melhorar o processo, mas a ideia é essa, é da educação nas escolas e começar pelos pequenos, né? Que eles que vão continuar esse processo. Porque os grandes às vezes já estão convícios, a gente tem que mostrar, igual você fez ontem, né?
[14:14]com a agurizada que estava aí, que foi bem bacana, e eles vêm com uma mentalidade, com uma ideia e saem com outra completamente diferente. É que você vê as mãozinhas, né? Fala, o que é mais sustentável? Quem acha que o papel é mais sustentável é que o plástico é mundo... Aí fala, levanta a mão, gente, fica canhado, não, daqui a pouco você vê todo mundo com a mão levantada, né? Exatamente.
[14:33]Aí quando você termina o circuito, a explicação, tudo, aí você pede para levantar a mão, ninguém levanta a mão, né? Porque entendeu. Exatamente. e depois toda aquela apresentação que você fez depois de fora também, né? Ali faz tampinhas, o que a gente pode fazer, e isso aí abre a cabeça deles. É porque, na verdade, como não tem a política pública, como não existe isso dentro da escola, ele não sabe, ele não tem obrigação de saber.
[15:03]Exatamente. Ai, ai, eu quero a economia circular. Pô, você quer? Beleza, vamos começar lá na escola. Tudo é na educação. Sim. porque quando a gente entra, por exemplo, você vai entrar numa palestra ou você vai entrar no bate-papo, a gente faz aquele speech de três, quatro pessoas conversando, é muito difícil, mas é muito difícil, a palavra educação não aparecer, não é? Sempre, sempre aparece, só que o pessoal fala em educação, mas não executa, na prática não funciona, só se fala, se fala muito, não se faz nada.
[15:39]e a ideia agora é justamente essa, que a gente mostra na prática como é que funciona. E eu acho que, eu acho não, eu tenho certeza, esse negócio de eu acho que acabou da minha vida, eu tenho certeza que se o privado junto com o público unido vai muito mais longe, não adianta a gente privado só querer fazer, eu faço aqui, a gente tem o Instituto Soul do Plástico, nós estamos atendendo aí de 100 a 200 jovens e crianças por semana. A nossa ideia é atender muito mais pessoas.
[16:15]Só que se o público está junto com a gente, é muito melhor. Aqui eu tenho no município público o nosso prefeito aqui é bem engajado, mas bem engajado mesmo. A gente tem cadeia produtiva local sumida no município, do plástico, então é assim, a gente tem o apoio público, se a gente tivesse o apoio público-estadual, seria maravilhoso, federal, então, aí que seria maravilhoso.
[16:38]Mas não coisas pontuais, tinha que ser um programa sólido e robusto, e não pode, de maneira e de jeito nenhum, entrar ambientalista no meio da nossa jogada, porque aí não ensina nada. Não, porque ele só quer falar palavras ao vento e eles não mostram nada, não explicam nada. E destrói. E destrói tudo, porque é fácil para eles, né? então, e é nisso que a gente entra, quando a gente se une, a gente consegue apresentar soluções e ter ideias, mas a gente precisa construir isso junto, com toda a cadeia, não vou nem dizer só do setor de produção, mas toda a cadeia que envolve.
[17:19]É todo mundo, tem que vir da resina até o final lá, e assim o cara fala, mas o consumidor é responsável? Cara, no Programa Nacional de Resíduos Sólidos é responsabilidade compartilhada. É todo mundo, todos os agentes. O produtor da resina, o produtor da embalagem, o logista, o consumidor, a responsabilidade é compartilhada. O consumidor é o ator principal da jogada.
[17:50]porque quando, por exemplo, eu pego o meu telefone celular, eu vou lá e comprei o meu telefone celular, ele tem plástico, não tem? Ele é meu, não é meu? Se alguém pegar ele de mim, vai dar uma briga da nada, porque ele é meu, não é? Então eu sou responsável por ele. Qual é a diferença do meu telefone em posse de uma garrafa d'água? Nenhum. Se eu comprei, ela é minha. Agora, se eu não tenho tem uma informação que a garrafa d'água vai reciclar e que ela vai, se eu não reciclar ela vai bater o sanitário, que vai gerar problema, vai gerar cúmulo de material, se eu não tenho essa informação, eu vou pôr no saco de lixo, o dinheiro vai morar, a partir do momento que eu tenho informação e faço, aí já muda a história, né, porque ela é minha, então se eu destinar para o local correto ela vai ser reciclada, ótimo, então eu só que, a criança não tem essa informação.
[18:46]a criança tem informação que tem um saco de lixo, e enquanto não vira a política pública, não adianta ficar discutindo. É isso que a gente falava, o poder público nesse papel é tão ou mais importante, porque no final, quem vai fazer todo o trabalho é ele. É o poder público. A gente ajuda. A gente ajuda, a gente pode dar treinamento, a gente pode falar sobre o material, a gente pode divulgar, mas quem vai realmente coletar e dar o destino correto e acabar com tudo indo parar no lixo, no lixão, é o Poder Público.
[19:23]Enquanto o Poder Público também não se preparar para isso, ele pode contar com as empresas, todas estão querendo ajudar nesse processo. e falta material no reciclador. Eu entrevisto recicladores aqui, todo mundo reclama de falta de matéria-prima, e a matéria-prima pode ter o sanitário, mas ela está indo... Aí você fala, é o brasileiro mal-educado? Não.
[19:45]Não é o brasileiro que é mal-educado. O brasileiro não teve informação. Eu sou contra falar que é mal-educado. Falta a educação. Não é que é mal-educado. Se a gente não leva isso para dentro da escola, se a gente não leva isso para dentro da universidade, para dentro das escolas, para dentro do colégio infantil. Como é que a criança vai saber? Como é que o jovem vai saber?
[20:08]Por que Curitiba deu certo? Curitiba deu certo, porque Curitiba educou. É o primeiro mundo já, a gente falou, né? Por que Coréia? Coréia era um vilarejo. Olha o que é Coréia hoje. Olha o Japão pós-guerra, pega a sujeira no chão, não tem nem lixo na rua, o cara leva o resíduo para dentro de casa, trata o resíduo para pôr ele para o descarte. É só voltar naquela copa lá que depois apareceu o japonês todo juntando lixo de todo o estádio, e não era nem lixo dele, só era de todos.
[20:43]Cultural. Cultural. É, cultural. É, não, mas isso é, mas volto a dizer, enquanto o poder público não pegar junto, o negócio não vai para frente, porque a gente consegue fazer até um ponto. É, a gente tem a limitação. A gente tem a limitação. A gente não entra na escola. exatamente. A gente entra com o poder público junto. Exatamente. Mas a gente entra, se deixar, a gente entra.
[21:04]Se deixar sim, mas o poder público tem que abrir. Tem que abrir. E como é que eu vou chegar lá e invadir uma escola pública? A prefeitura tem que nos abrir as portas. E ela tem que dar depois o destino nessa escola que a gente fez lá na Içara durante dois anos. O lixo arrecadado, porque a gente fazia jincana, a gente que levava para a cooperativa, que teria que ser um papel da prefeitura. Mas a ideia era mostrar que funcionaria.
[21:35]É, aqui a gente está trabalhando mais, eu estou indo um pouco mais além disso, eu estou indo para centrais de catadores e cooperativas, porque se o poder público pega aquilo e leva para o destino, não vai para a cooperativa ou para o catador, não vai gerar renda para ele. então a nossa ideia dos projetos, todos os que a gente faz, a gente faz pra levar pra cooperativa ou pra levar pro catador, então a gente recolhe as coisas e pede pra eles vim buscar.
[22:08]É, mas lá eles não tinham como buscar ideia, a gente levava pra eles na cooperativa, era o que a gente fazia também. Aí você precisava do agente público pra pegar lá e levar pra eles. É, mas aí como não tinha, porque eles maltem pra eles pra passar nos baios, então a gente levava. hoje a gente começou também lá dentro da empresa com, a gente montou um eco-ponto que é justamente porque, tu vê, nós temos 380 funcionários por aí, então praticamente 380 famílias.
[22:39]O que a gente faz? Eles levam o lixo deles porque não passa lá o caminhão de coleta, não passa todos os dias, então eles levam para lá e nós levamos para a cooperativa. Quer dizer, não é... não vai resolver, mas a gente está tentando fazer a nossa parte. Ajuda muito. Se cada um fizer a sua parte. Se vocês orientam eles, passar uma aguinha no material, antes de colocar lá no resíduo.
[23:03]Orientamos, a gente tem esse trabalho internamente na empresa. Então tudo que está ali está limpinho, já vai para a cooperativa. É dinheirinho para a cooperativa. Mas tu sabes, Rui, que nós visitamos uma empresa naquela época daquilo de projeção do Gero. agora a muda de recicladora para recicladora. Uma falou que não precisaria estar totalmente lavado.
[23:28]Por que? Porque ele passa pelo processo de lavar lá dentro internamente. Por que eu digo isso? Porque tu vai comer um açaí na rua. Tu vai levar o teu copo para casa para lavar, para depois pôr. Ninguém faz isso. isso. Não. Tu vai descartar se tiver um lugar adequado na rua, que é a prefeitura que tem que colocar, então tu vai colocar ali. Então nem tudo lógico, facilita, melhora para o catador, para a cooperativa, melhora.
[23:59]Mas quando vai para a recicladora, eles têm todo o processo deles de lavagem dos materiais. assim, com certeza, lá, por exemplo, tem a arte plastic lá, que é sensacional. Justamente, só que eles tinham máquinas paradas por falta de produto também. É, exatamente, falta de produto. Aí, o que a gente fala aqui muito no PodPlástico, pra você bater uma aguinha, mandar, é porque eu faço bastante visita em cooperativa.
[24:28]Chega fralda suja na esteira. é um negócio assim, é uma falta de respeito com a pessoa que tá lá, cooperado, é muita falta de respeito, chegar a arroz podre, embolorado, feijão, isso gente, poxa, é só passar alguma coisa dentro, passar mão na água, não é para lavar, é só para tirar aquilo e mandar sem resíduo, não é? Ah, não, isso sim. É, porque junta barata, junta um monte de coisa, o lugar fica em salubro, porque é isso que a gente fala de passar a aguinha só por isso, né? Mas o acabou de comer o açaí, ele pode por reciclagem também. E vamos falar na linguagem curto e grossa, né? Ninguém gosta de mexer em merda. É, isso aí. Digamos assim, falar, né? Que sendo curto e grosso. Então, se nós não gostamos, não pode querer que os catadores, que eles passam de cooperativa, também tem o que está passando por isso.
[25:28]É cheiro, é ruim. Então, se a gente tem que se colocar também, até essa empatia também com o pessoal, porque a gente precisa deles, é importante que eles passam. Se não tivesse eles, não tinha reciclagem no Brasil. Exatamente. A reciclagem só existe porque existe a cooperativa, existe os catadores e isso é muito importante. e a cadeia é robusta, eu vejo muita gente entrar nas redes sociais e falar que a reciclagem não funciona, a reciclagem não adianta, a reciclagem é isso, a reciclagem é aquilo, é o cara que não conhece, que nunca saiu de casa, é o ignorante para mim, é o ignorante, é o cara que fala isso, porque são tantas famílias envolvidas, você que trabalha com plástico e vive essa verdade de entender recatadores, recicladoras, você conhece várias, está no meio, é importantíssimo esse trabalho.
[26:20]A nossa região, ali mesmo, naquela região de São Ludgero, a cada esquina tem uma cooperativa, tem uma recicladora. É impressionante o número que tem lá. E volta a dizer, tudo isso tem famílias por trás. Sim. Tem pessoas por trás, famílias inteiras que sobrevivem daquilo ali. então, não é só pensar no produto em si, é o que ele vai trazer também de retorno, e não, e tem as famílias, depois tem outras famílias, porque tudo isso vai voltar para o processo produtivo e vai se transformar em novos produtos, e isso aí gera riqueza, gera renda.
[26:58]E o ciclo infinito. E o ciclo infinito, exatamente. É isso que a gente fala, por exemplo, um produto teu, você vai lançar um... qualquer produto que vai em contato com alimento. Você tem que ter certificação do seu material, não tem? Você solta algum produto sem certificação? Não, tudo é certificado, todo material, a gente passa pelo imétro também, a gente tem que ter isso.
27:25Biodegradável, P-Life e microplásticos da roupa
[27:25]Você tem que ter anvisa imétro no teu caso? Sim, porque é produto que vai alimento. E uma coisa que é bem importante a gente falar, o dia a palavra muito em alta é biodegradável, só que assim, eu sempre digo, a gente tem material também biodegradável, a gente também faz produtos biodegradáveis e 100% biodegradáveis com certificações, só que se não ele estiver no meio adequado, também não vai adiantar, e é 100% reciclado também.
[27:59]então, no final das contas, o que importa é que ele volte pra cadeia produtiva. Então, não adianta tu pegar um produto biodegradável e achar que tu vai jogar no chão e ele vai desaparecer, não é assim. Você pega, por exemplo, um aditivo, eu vou dar nome, porque eu não tenho problema nenhum em dar nome de nada aqui, você pega um P-Life da vida, que é um aditivo que você coloca 1%, ele degrade ao material.
[28:25]e se voltar para a cadeia de economia circular, ele se dissolve no canhão da máquina e você tem que aditivar de novo. Esse tipo de material, no meu conceito e no conceito também da P-Life, é um material que, se ele escapar da reciclagem, ele é biodegradável. Ele não é para ser jogado no meio ambiente, só que você tem um problema gigantesco quando você escreve biodegradável, porque o cidadão que lê biodegradável, ele tende a jogar aquilo no chão.
[28:57]E aí, esse trabalho, a gente fala bastante sobre isso. O biodegradável, se ele não estiver num ambiente adequado, o propício para isso, ele não vai se degradar. E até onde eu não uso P-Life, eu uso outros materiais. Eu dei o exemplo do P-Life, mas existem outros. tem alguns que nem são 100% biodegradáveis, se transformem em micropartículas, o que fica pior ainda, porque você não enxerga, é igual o que tem na roupa.
[29:28]Sim. Roupa é um... É o maior emissor. É o maior emissor de micropartículas, e a gente não vê, é muito pior do que o plástico em si. Galera, olha o seguinte, eu vou dar de novo, eu vou colocar aqui, e a hora que lançar isso aí eu quero, eu quero uma graninha aqui no PodPlástico. Quer resolver o problema do nanoplástico que sai da roupa para, para os nossos vias fluviais? Coloca um filtro na saída da máquina de lavar roupa, gente, é só pôr um filtro ali, ó, e é um produto que você vai vender com recorrência, olha aí, ó, o Whirlpool, que é cliente nosso aqui, ó, coloca lá, ó, um filtro na saída da da magia de lavar a roupa, e aquilo é recorrente, porque a hora que entupiu, o cara tem que comprar outro.
[30:17]Ó, Rui, eu tipo pra mim aqui, hein, não esquece. Você vê, é um negócio fácil de resolver, não é difícil, da roupa é fácil de resolver. Mas cadê que faz o filtro? Não, é que o pessoal ainda não caiu, na real, e nem todo mundo sabe que a roupa solta micropartículas, tá? Outra coisa que... José Cochato sabe que eles falam bastante. Ah, mas eles falam, mas não, mas falam...
[30:41]fala, mas não dá solução. Mas não dá solução. Aí também não resolve. Pineu. Pineu é outra coisa, mas vai fazer o quê? Lembra da década de 80? O pneu, como ele apanhou? Sim. Os caras queriam colocar roda de ferro no carro, porque o pneu apanhou até, não sei aonde. Hoje é difícil comprar uma caça de pneu, não tem? Não tem. Recicla tudo. Exatamente. E agora que ainda que de uns anos pra cá tem pessoal que coleta a pneu porque a gente ia me desfistar. Nós temos uma frota de camiões e eu me lembro que uma época fui eu que até fiquei administrando ela. Nossa, era difícil descartar o... Ninguém queria.
[31:21]Agora dá briga, né? Agora dá briga. Então, mas quem resolveu o problema? Foi a indústria ou foi o ambientalista? Não, foi a indústria, né, que vai procurando sempre soluções. A indústria do plástico, se vê, porque ela foi cutucada agora, faz pouquíssimo tempo que ela foi cutucada aí. Colocar o dedo e torcer o dedo na ferida foi agora. Mas já veio logo um decreto, né? Decreto, parte foi bom, parte foi bom e parte foi ruim.
31:51Decreto, crédito de reciclagem e reforma tributária
[31:51]Por exemplo, você fabrica material, esse ponto é um ponto importantíssimo do decreto, porque eu acho que ele não se fecha, né? você fabrica produtos para alimento, você usa polipropileno, vamos falar, o polipropileno ele não pode voltar para alimento, ele foi, ele vai ter que virar um outro produto e você só fabrica material para alimento, como que você vai colocar um índice de material reciclado que hoje é 22 mil por cento a partir de 2027 dá 32 mil por cento, como que você vai vai pôr o material reciclado dentro do teu produto, se é proibido pela Anvisa. Você vai respeitar quem?
[32:33]Você vai respeitar a Anvisa ou você vai respeitar o Decreto? Como é que você age diante disso? É complicado, mas nesse primeiro momento eu sou obrigado a seguir o Decreto, né? Você segue o Decreto, obviamente, aí você compra a crédito de reciclagem. então eu decreto, te dei a dificuldade, e aqui eu vim e te vendi a facilidade. Exatamente. Então a dificuldade tem a facilidade.
[33:02]É, o próprio governo fez isso. Ele lançou o decreto, já lançou o óleo. Mas ele não tinha que normatizar o polipropileno como há em outros países, para ele voltar para o alimento, que já pode em outros países no Brasil ainda não. ele normaliza para voltar para o alimento e o seu produto vai ficar mais barato e vai ter conteúdo reciclado dentro dele e você, em vez de você comprar o crédito, você reúsa o produto reciclado.
[33:28]Esse seria o correto do decreto, certo? Sim. E não criar dificuldade para vender facilidade. Então, eu sempre falo muito disso por conta dos interesses, é exatamente que esses interesses deveriam ser o interesse em relação à economia circular, que a gente volta a falar de educação. Então, a gente vai falar de educação até o final, a gente vai falar de educação.
[33:54]E só vai entrar quando tiver política pública disso. O cara que vai fazer isso aí, tem que estar cá na indústria do Plástico, sentado na mesa. Ah, vai ter que fazer isso, vai ter que fazer aquilo. Tá, mas como? Qual é o processo? Como que vai fazer? O cara vai definir uma alteração numa aeronave? as indústrias de aeronave estão na mesa. O cara vai definir um negócio da indústria automobilística, a indústria automobilística está na mesa. Agora o cara vai fazer um decreto do plástico, a indústria do plástico não está na mesa. A gente tem representantes da indústria do plástico na mesa, Simgnen, a Abiplast faz um trabalho maravilhoso, a gente tem, tem algumas associações, assim, o cara que vive aquilo ali não está na mesa. Não está na mesa, exatamente. E tinha que estar.
[34:43]E justamente porque ele que vai dizer como é que funciona na prática, né? Exato. Porque eles não sabem, então é fácil ficar lançando decretos e políticas que a gente... Não consegue cumprir? Não consegue cumprir, é difícil. Mas não consegue cumprir porque você não tem... a Anvisa não aprovou, você colocar, como é que você vai colocar? Você vai contra eles? Então você não pode.
[35:06]aí você tem a facilidade vendida lá na sua porta, né? Dada pelo próprio governo, e assim, hoje a gente compra esses créditos, mas na prática, depois disso, eu perdi o acompanhamento, eu sei que vai lá pra esses, eu não sei como é que chama, se órgão, se uma empresa que vai nos vender esse crédito e depois eles repassam para as cooperativas, mas repassam como?
[35:37]Eles compram da cooperativa, documento e te vende. Mas realmente ajuda eles, realmente é um valor que vai ajudar, porque deveria, porque a quantidade de empresas que estão comprando esses créditos... Olha, ajuda sim, ajuda cooperativa sim, mas a cooperativa fica a menor parte. Quem faz o trabalho fica a menor parte. e está errado, né? A maior parte de quem faz são eles. São eles. Eles ficam com a menor parte. Você pode ter certeza absoluta disso.
[36:13]Eu já perguntei e perguntei e todo mundo descorrega dessa pergunta. Todo mundo descorrega essa pergunta. É, não é. Eu estou falando isso porque eu já fui atrás também e eu não consegui nenhuma resposta. Todo mundo descorrega essa pergunta. Que bom, pelo menos eu estou pagando, mas está indo para alguém e tal. não, que vai, uma parte vai, ela vai, mas assim, a nossa briga que nem a gente tem uma frente parlamentar aqui em São Paulo de economia circular, que agora no ano que vem a gente retoma ela com um pouco mais de força, que tem que entender agora o que vai acontecer com essa reforma tributária, a reforma tributária vai tributar a na cadeia de reciclagem com força e não vai ser legal. Eu entrevistei aqui o Presidente da FEPACORE, ele deu umas informações aqui que são aterrorizantes, é você fazer tributo nisso. Na nossa opinião na frente parlamentar, você tinha que romper essa cadeia tributária quando ela entra no catador cooperativa e pequeno reciclador, quando vai vender para indústria tributa, mas essa ponta aqui, ela obviamente tem que ter um controle documental de documento rigorosíssimo, mas assim, essa ponta ela não pode pagar tributa.
[37:35]Com certeza, na realidade isso aí eu já nem sei mais se é bi-tributação, tributa, porque tudo isso que eles estão pegando já foi tributado. Não, se você pegar, você tem acho que umas 7 ou 8 tributações em torno do ciclo, da economia circular. Mas esse pedaço tinha que cortar, concordo contigo. Isso é uma briga que a gente vai abraçar ela com força agora.
[38:02]Acorda que a grande maioria ainda desses catadores, é tudo muito informal, né? Sim, mas quando entra na cooperativa já tem formalidade. E tem hoje, já aqui em São Paulo, as cooperativas velhas, não sei se as cooperativas pequenas e também já é formalizado? Tem bastante que sim, e o governo tinha que ajudar eles. Com certeza. Tinha que fazer um lastro para que eles consigam tirar os alvarás.
[38:31]Aí eu volto para o lado da indústria, da indústria também tem que ajudar. Porque eu acho que todos os catadores são fichados? Não, mas ele pode fazer via CPF, podia fazer um sistema via CPF. Mas para facilitar para eles. não para ele pagar imposto, ele não vai pagar imposto, porque ele fica no mercado informal, se a pessoa abre uma merda e paga imposto, então que coisa chata, está errada.
[38:56]Por isso que eu digo da informalidade. É, mas o cara já ganha uma miséria, aí ele vai recolher imposto da miséria, quer dizer? Exatamente. Então está errado, mas você tem aqui associações de catadores, que nem tem a Kombosa Seletiva abrigo do bispo, um abraço bispo, gente boníssima, que ele cuida desse pessoal, ele tem os documentos, ele faz projeto de ler, existem as associações que lidam com essas pessoas e ele é tributado, então ele não podia ser tributado, aí tem as cooperativas, elas não podiam ser tributadas, elas tinham que ter incentivo de PTU, de ISE, esse é o tipo de tudo, e ainda tinha como é que ganhar uma tachinha ainda da prefeitura por tonelada porque não foi poteu?
[39:44]Ainda porque eles têm que se... como é que eles vão se modernizar, comprar equipamentos? Não conseguem. Não conseguem? Não conseguem. E a indústria que usa eles também tinha que contribuir. Eu sou muito favo, muitas empresas grandes fazem lobby falando que tá ajudando. Aí manda lá dar um cursinho de empoderamento feminino. as pessoas na esteira lá, tudo escuro, aquele ambiente, sabe, que não é legal, aí você vai lá dar um curso de empoderamento feminino, pelo amor de Deus, gente, vai lá e dá iluminação do telhado, dá a pintura do chão, não é? É verdade. O dinheiro que gasta para pagar a pessoa que vai dar empoderamento feminino, troca a stela, troca as lâmpadas, dá para trocar, pega o salário de seis e as pessoas trocam as lâmpadas. É muito mais negócio do que dar empoderamento feminino.
[40:49]E outros cursos que dão, que eu não vou ficar falando aqui, senão daqui a pouco vou entender. Daqui a pouco tem gente me xingando. Mas esse mercado é robusto e complexo, desafiador. E nós, que eu sei que você está na mesma luta, estamos trabalhando para isso. a tua palestra, a tua fala, inclusive, no Mulheres Inspiradoras, fala mais ou menos dessas coisas, além do empreendedorismo, óbvio, mas fala dessas coisas também.
[41:23]Principalmente, a fala maior vai ser assim, como a gente pode inspirar outras pessoas, outras mulheres, mas como a gente pode fazer a diferença na vida das pessoas? essa vai ser a maior pauta lá, vai ser sobre isso. É sobre fazer a diferença. É que se você fizer uma coisinha, você já faz uma diferença. Exatamente. Se cada um fizer uma coisinha, faz uma diferença enorme.
[41:51]Exatamente, eu falo muito sobre isso. Quando eu falo em setor, quando eu falo nós, eu sempre tô pensando no setor. Se cada um fizer uma ação para o menor que seja, no final das contas, que é aquilo que o que tu falou no início, né? Que a gente tem que fazer um negócio em conjunto, a gente tem que dar voz, tem que levar isso para mais pessoas, não só na nossa bolha, que hoje acontece, a maioria das vezes que a gente conversa sobre isso, é na nossa bolha, no nosso núcleo, que já conhece esses problemas.
[42:21]Então a gente tem que ir aonde, não se fala sobre isso, onde as pessoas não têm essas informações. Mas você sabe um negócio interessante? a gente está pensando em fazer um seriado do plástico, a gente está pensando e está estruturando para fazer, nós vamos fazer, e a gente vai chamar algumas indústrias para dentro disso, porque obviamente isso gasta dinheiro, porque vai ter que pegar a locação, vai ter que viajar para mostrar, vou ter que lá mostrar Copaza, como funciona a Copaza, aí tem que ir lá no Rio Grande do Sul mostrar como é que fabrica uma peça técnica, como é que fabrica um cateter, como é que fabrica um equipo, tem que mostrar a cadeia como um todo para que o espectador não seja o mercado do plástico, para que o espectador seja um todo.
[43:13]A Netflix fez dois seriados descendo a madeira no plástico, então a gente tem que fazer um seriado agora mostrando que tudo que eles mostraram é mentira e que a gente depende do plástico. Só que para isso precisa ter o envolvimento e em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a gente consegue aceitação. A gente vê que lá já está formando um núcleo mais unido.
[43:41]Quando você vem para cá, é mais difícil. As pessoas não pensam da mesma forma. é muito louco, porque o mercado é o mesmo, e as pessoas pensam diferente, você tem que trabalhar no convencimento e gastar saliva, ficar ligando, chamando, tem, óbvio, tem empresas assim, mas as empresas que mais podem são as que menos fazem, que a gente tem empresas enormes, gigantescas aqui, que poderiam ajudar, mas são as que menos querem, e aí você vai entender, você fala, por favor, mas tá falando do a gente já tá beneficiando o cara, a gente fica meio vendigo.
[44:19]E é por isso que o setor acaba não se unindo, falando tudo numa voz, porque aí começa a um dizer, ah, por que eu vou fazer isso se o Fulano não faz? É isso aí. E isso aí é uma coisa que eu critico, porque aí que tá, nós temos que mostrar que ele também vai perder. Vamos fazer todo mundo junto. Exatamente. União, união de setor. A união foi da força, isso já é uma coisa que já se repete várias vezes.
[44:44]pós-consumo, pós-consumo, pós-consumo, pós-consumo, tudo. Isso é verdade. Mas no que depender da gente, a gente vai estar junto com vocês também, mas já me comprometo aqui, porque eu acho que é muito importante. E eu acho que, como você falou, lá no Sul tem certeza que mais empresas, mais empresários... Já tem um monte de gente falando com a gente, já tem bastante gente falando.
[45:33]O nosso sindicato é muito atuante, o do Rio Grande do Sul, lá com Alfredo também. Espetacular, espetacular. Da Serra Gaúcha também. pessoal do Espírito Santos também, que tem conversado, também é tão bem engajado. Eu achei, a gente tinha que fazer um negócio bem robusto assim, que ele tem que ser um negócio que não dê para você contradizer o que está ali, porque você põe e põe o estudo científico, põe e põe o estudo científico, põe e põe o estudo científico.
[46:02]Contra estudo científico não tem argumento, né? Não tem. Agora, as falácias que tem, eles têm estudos abertos, estudos fechados, você não vê nenhum, quando o cara vai falar de plástico, ele fala de bisfenol, de fitalato, essas coisas, não tem um estudo fechado. É, mas eles falam, mas não comprovam. Então, o nosso papel agora é justamente mostrar as comprovações, né?
46:24De volta à Copaza e a liderança feminina
[46:24]Exato. E deixar eles de carão, né? E deixar eles... Exatamente. Aí, voltando lá no nosso começo da conversa da Copaza, em que momento você percebeu que aquele negócio também seria seu caminho? na realidade, eu sempre quis trabalhar com meu pai, desde novinha, então eu fiz a faculdade trabalhando, como eu te falei, era metalúrgica, ele trabalhava em outra empresa, mas lá também tinha muitos sócios, aí quando tem muitos sócios, você já sabe como é que funciona, é meio complicado.
[46:58]E aí depois, acabou que a vida levou para uma outra situação, ele saiu e começou a montar. e eu sempre gostei porque meu pai sempre foi um cara assim, ele era do comercial, ele era do financeiro, ele era da indústria, ele entrava na máquina, eu não tenho esse nem esse conhecimento que ele tem, o meu lado sempre foi mais comercial, meu viés, mas ele era o meu influenciador, digamos assim, porque...
[47:30]ou se hoje seria um mentor, né? Seria um mentor, exatamente. Não tem uma pessoa que eu acho que não chegasse conhecê-lo, né? Não. Mas não tem quem não tivesse conhecido que não falasse, ele era assim, eu ia dizer que sabe de médico que louco todo mundo tem um pouco, meu pai era assim, eu entendi de tudo. Falava de direito, eu entendi, falava de medicina, eu entendi, ele era um cara assim, fora de série e eu eu admirava ele assim, como ninguém, então eu sempre quis trabalhar com ele, e aí a gente começou depois disso, eu me formei trabalhando, eu trabalhava de dia e fazia faculdade noite, depois um período me afastei para fazer direito em Itajaí e não cheguei a terminar porque ele é casei, voltei para Criciúma, acabei não terminando direito porque eu vi que eu não ia, o direito era mais assim para ter um conhecimento a mais, e acabou que eu resolvi ficar na administração também.
[48:29]E aí fiquei com ele, junto com o meu irmão mais velho, era eu e o Rodrigo. Você tem dois irmãos. Eu tenho dois irmãos, mas quem trabalhava com o pai era eu e o mais velho. o mais velho já estava mais tempo, então ele sempre estava mais à frente e eu sempre fiquei mais no lado comercial mesmo. Aí, quando ele faleceu em 2015, eu saí, meus filhos também estavam começando a época de ensino médio para se preparar, vestibular.
[48:59]Não era o que eu queria, eu tive que sair porque foi determinação da empresa. o meu irmão mais velho também saiu, porque ele vendeu a parte dele e eu fui acompanhando os filhos, né, até eles faziam vestibular e passar, enfim, e nisso se passaram 8 anos, aí em 2023 teve uma nova reformulação dentro da empresa e aí eu voltei em final de abril de 23 e voltei como diretor executiva, né, não foi planejado, foi mais, a situação naquela hora eu não tinha como escolher, era aquilo ali e deu, e era arregar essa manga e trabalhar.
[49:45]E aí o primeiro ano foi entendendo como é que a empresa tava, porque foram oito anos longe, fora do operacional, porque a gente acompanhava, mas acompanhava mais números, não ali dentro da empresa, e o dia a dia faz a diferença. e ainda em 2024, então, final de 2023, 2024, a gente começou a fazer algumas alterações, mas o mais importante disso era que para fazer essas modificações, eu tinha que olhar primeiro para as pessoas, quem estava ali, o que precisava ser feito, e é o que a gente está fazendo agora, porque não adianta se a gente não crescer, e as pessoas crescerem junto conosco, o negócio não vai, não vai. E saber se as pessoas certas estão nos lugares certos também. E aí estão trabalhando, desafio, depois é um meio, é um setor, tá aqui. Olha, 99% é masculino, né? Então é complicado porque eu fui de uma maneira que era assim, meu exemplo. Eu sempre gostei de me meter nas coisas.
[50:57]Então eu pedi para o meu pai, deixa eu ir contigo no sindicato para começar a entender, só de ouvir mesmo, né? As conversas, não, só tem homem. Era assim? Era assim, só tem homem. Ah, deixa eu viajar contigo. Não, só tem homem. o que você vai fazer lá? Só tem homem. Então, ele foi presidente do Criciúma Esporte Clube, no nosso clube de lá de Criciúma.
[51:25]Ele nunca me levou no estádio. Caramba! Nunca! Eu fui no estádio agora, pouco tempo. Então, eu ainda, em alguns momentos, eu ainda tenho essa barreira, sabe? Parece que eu estou ouvindo ele dizer, não, só tem homem. porque tá ali, né, tá aquilo, foi criado, né, ao longo dos anos, né. E aí em 2024, eu vou, eu vou, mas vou assim, só disser pra ti que eu vou 100% segura, não.
[51:55]Mas eu vou porque eu tenho que, não tem outra pessoa pra mandar em algum lado. É que hoje tá muito diferente, né, pegava a gente em feira antigamente, era muito difícil realmente ver mulheres coordenando empresas, né. hoje é muito comum ver mulheres esconder na empresa. Normalmente a mulher mandava no dono da empresa, a mulher mandando no dono da empresa. O cara é o presidente, mas a presidente mesmo está em casa.
[52:23]Está em casa. Isso sempre foi assim. O cara fala, não sou eu, né? Nada, você manda quem está em casa. Sempre foi, sempre será. Mas assim, hoje é muito comum a gente ver o mercado com mulheres à frente. eu vendo máquina pra todo mundo e nossa, vendo máquina, hoje tem muita mulher, dona de empresa, que tá à frente, que você vê que pega valendo mesmo e vai pra cima e bate de frente e tem muita gente firme, né?
[52:54]Falando, e é um mercado extremamente conservador, o nosso mercado, ele é muito conservador. Eu falo pros meus filhos na última-feira que teve, o meu filho falou, ah pá, eu vou colocar um terno e vou colocar tênis. Eu falei, não vai, não. Aí eu falei, por que não? Tá legal, todo mundo se veste assim e falei, não vai. Você vê um negócio besta, você vai colocar um sapato e vai de sapato.
[53:23]Se você chega na feira e vê alguém de terno e tênis, aí no outro dia você pode ir. Se você não vê, você não vai mais, tá bom? Tá bom, não sei se foi nessa feira, na feira passada? Foi nessa, né? Foi na passada. Aí chegou na feira e ele começou a prestar atenção, ele veio para mim e falou, verdade, não tem ninguém, é todo mundo de sapato, foi então, tá vendo?
[53:45]O nosso mercado é conservador, vai mudar, mas é conservador, agora você vai na feira já, é normal, o cara aí de ter nintendês, mas não ia, é um mercado conservador e ele vai mudando muito devagarzinho. Mas sabe por que que é assim? Porque ainda são as pessoas que já têm uma certa maturidade, porque hoje em dia eu digo isso porque eu tenho filhos de 21 anos, no caso, na realidade, eu tenho um, né, um menino e tem três meninas.
[54:13]E aí, eles vão, hoje em dia, em baile de formatura de terno e tênis. Terno e tênis. Que, de certo, é porque os teus meninos são novos. Sim. Então, para eles, está tudo certo. É que para nós ainda não está. né? As minhas meninas vão para festas, vão com vestidão no meio do baile, pôs sandália de dedo, lindas, maravilhosas, pôs sandália de dedo. Agora, quando que tu pega uma pessoa numa idade, que é difícil pôr sandália de dedo, não vai sair do salto nunca. É verdade. Então, é porque, mas com certeza vai mudar, porque essa geração tá vindo. Tá vindo, tá chegando. Essa geração tá já chegou, né? Então, ainda eles mesmo vão fazer essa transição.
[55:05]O Backstage quer dar uma palavrinha ali. Eu queria aproveitar que você começou a falar um pouco sobre seus filhos. A gente entende um pouco do seu CPF, do seu CPJ, mas a gente queria entender um pouquinho mais do CPF também. Eu queria que você falasse quem é a Ana fora da empresa, quem é a Ana mãe, a Ana vida, a parte de treinos. Eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso também.
[55:26]ah, eu falo, Rui, eu tô com 50 anos de idade, assumi a empresa, faz 3 anos, né, e num determinado momento, como eu falei, eu saí na empresa e fiquei só com meus filhos, coisa que eu nunca tinha feito, porque eu sempre trabalhei, sempre tive liberdade de sair. Então, eu tenho 4 filhos, eu tenho uma de 28 anos que tá trabalhando comigo na empresa e tá indo muito super bem, melhor do que eu esperava, porque ela fez...
[55:54]Ah, que bom! É, ela fez dois anos... Como é a nome dela? Vitória. Olha, Vitória, você já pode pedir aumento! Ela fez arquitetura, dois anos, e depois mudou pra moda. Aquela coisa, as amigas todas estavam fazendo moda, queria fazer moda. Minha fez também. E aí, quando ela fez moda, viu que não ia pra lugar nenhum, porque nós não temos nada de moda na família, né?
[56:18]Eu não conhecia nem ninguém, hoje eu já conheço, mas... eu, assim, olha, Tony, eu falei assim, tu vai trabalhar, porque ficar em casa com 25, né, porque ela tava com 25, né, sem fazer nada e dormindo até a media não vai dar, tu vai trabalhar. E achei que ela ia reinar, que não ia durar um mês. Quebrou a cara. Quebrei a cara, tá, então foi uma grata surpresa, ela tá indo super bem, eu meio que tiro o couro dela, né, porque eu sou bem mando...
[56:45]É, aqui não é diferente não. É, eu sou bem mandone centralizador e cobro, mas ela está me surpreendendo mesmo. E aí eu tenho trigêmios de 21 anos, eu tenho um menino e duas meninas, eu achei que tu soubesse! Que legal! Eu tenho trigêmios, que eu amo todos eles, e as meninas estão estudando aqui em Campinas, fase medicina, e o Guilherme está terminando a faculdade de administração, na SAG, na Estadual de Florianópolis, pra voltar, acho que até onde que vem...
[57:27]Eu até falei pra ele, ó, quer fazer um estágio em algum lugar? Um estágio, um intercâmbio. Agora é agora, porque depois de começar a trabalhar, não tem mais. Mas eu tô achando que ele já quer ir pra empresa, assim, né? Ai, que legal! E aí já tô programando, porque eu já tô programando, né? Qual a trilha que ele vai ter lá dentro? quais cursos, que eu já quero que ele comece com o PDD, depois tem que fazer a obrigatoriedade a fazer uma pos por ano.
[57:55]Então a vitória, ela entrou, ela fez o PDD, já está na segunda pós-graduração, fez umas lideranças de gestão, na área comercial, está fazendo outra agora pela Getúlio Vargas lá em Cristima também. Então a obrigatoriedade é essa, o ano que vem, como esse curso que ela está fazendo essa pos agora, termina em meados do ano que vem, então, lógico, termina primeiro aquele, mas tem que estar sempre estudando, sempre fazendo alguma coisa, para estar sempre melhorando e, às vezes, e é o que eu digo, a próxima que ela vai fazer, vai ser até aqui em São Paulo, porque ela busca conexões e, às vezes, o curso em si nem vai te dar tanta bagagem, mas o network que você vai ter, às vezes a troca é muito melhor. E aí eles dizem que o SOMEI se mandou, isso mesmo.
[58:50]Eu acho que já vi meio do meu país, eu digo assim, enquanto eu mandar as coisas tem que ser do meu jeito, quando eu estiver pagando as contas. Então é mais ou menos por aí. Não gosto academia, né, e amo bit-tênis, né, é o meu, aonde eu me desligo, então todos os dias eu acordo às 6 da manhã, às 7 eu vou treinar de segunda à quinta, sexta-feira eu não tenho tendo, porque eu não achei nenhum professor ainda que me desce, o treino é 7 senão eu faria também, porque eu já tô pronta pro dia, sabe, sim, e eu já chego assim com outra energia, é fácil individual porque eu gosto, porque deu, né, eu vou brigar comigo mesmo, né, não tenho parceiro, mas e porque o o habitantene me faz melhorar. Eu gosto de técnico, de disciplina, e aí eu levo isso para a empresa também.
[59:45]Mas Ana Zanatta, eu não sou de viajar, eu gosto de trabalhar, eu gosto de ter esse compromisso com a empresa, não sou de sair, de festa, o meu negócio é eu vou trabalhar e vou jogar o habitantene e está tudo certo. devão estar bom. Tá bom, é isso aí. E que lição do seu Domerval você ainda aplica todos os dias ou toda semana? A lição, é estar sempre aberta para ouvir.
[1:00:14]Meu pai era assim e eu procuro manter isso. Minhas portas são sempre abertas, isso para qualquer pessoa, não precisa marcar horário, sabe? Tem gente que perguntar, não tem que ter uma... não, não quero secretar nenhuma. eu quero, sabe, ter essa facilidade. Pessoa, minha vida, Ana, eu preciso falar com gente de qualquer gente, se não puder, ah, daqui 10 minutos, daqui 15 minutos, e tá tudo certo.
[1:00:39]Mas o principal que eu vi dele é isso, é o compromisso com o trabalho, o compromisso com as pessoas, e está sempre aberta para receber qualquer pessoa lá. E quando diz qualquer pessoa, é qualquer pessoa, de dentro e fora da empresa. e aí o mais complicado no início é quando há uma transição, as pessoas acabam ficando bem inseguradas, o que vai acontecer?
[1:01:03]Igual entra um governo frente, sai todo mundo de confiança, e eu fiz diferente. Você se inseriu? Eu, exatamente, eu me inseri. Dizer que eu não troquei algumas pessoas, não, troquei, mas à medida que as coisas foram se encaminhando, e aí, né, existe um alinhamento, existe uma estratégia, tal, então nem todo... Cada um tem uma maneira de gestar. É, eu sempre digo que não tem assim muito certo e errado, existe o que dá certo, o que não tá, o que está dando e o que, né, mas, é, mas principalmente as pessoas têm que estar alinhadas, quando não há esse alinhamento, às vezes fica difícil realmente manter, né, o trabalho com essas pessoas, mas foram poucas de modo geral. A grande maioria, principalmente do operacional, ficaram todos.
[1:01:50]porque normalmente o cara que tá ali no operacional já é um cara de confiança, o cara já domina o processo, domina a máquina, é ruim de treinar outro cara. E o meu pessoal, ele é bom, como eu falo, o meu pessoal que está lá já era da época do pai. Ah, tá, mas tu vai. Teve gente que me questionou, tu vai manter porque daí trabalhou com o teu irmão, era um jeito diferente.
[1:02:16]certo? Agora é o meu jeito. E vamos trabalhando a pessoa sendo de confiança. E se ele quer crescer junto com a empresa, ele vai se adequar também. E eu também vou me moldando. Eu também tive que me preparar, eu também tive que treinar, também voltei a fazer cursos, fiz poligração, fiz treinamento. Estamos com desenvolvimento de liderança na empresa. Eu participo também, porque eu também tenho que estar em constante...
[1:02:47]Acabou trazendo ferramentas novas que não tinha dentro da empresa também. Exatamente, eu acho que o grande ponto foi esse mesmo, que a gente não tinha esse trabalho dentro da empresa. Às vezes você tem uma desconexão, é tudo muito disperso e você com alguns cursos consegue trazer todo mundo pra dentro, a gente tá fazendo isso aqui também, que fica tudo muito solto, a pessoa sente que tá abandonada por você, né?
[1:03:14]Às vezes você passa por um funcionário e não dá bom dia, o cara acabou o dia dele, né? Eu, particularmente, sou uma pessoa que se eu tô num hotel, não é porque eu conheço, eu não conheço, mas eu encontrei uma camarera, eu dou bom dia, eu dou boa tarde, eu dou boa noite, sabe? não importa quem é. Tem pessoas que não. Passa, né? Que passa. Às vezes até está distraída, não vou dizer que seja por...
[1:03:43]Mas tem gente que faz aí porque passa mesmo. É, mas assim, eu sempre tive esse perfil, sabe? Porque eu acho que todo... Você vê isso, né? Não, e assim, para a gente estar naquele hotel limpo, organizado, tem alguém para deixar assim? todo mundo tem o seu mérito, a gente tem que agradecer a essas pessoas por fazer o seu trabalho. Todo trabalho é importante, importante que a pessoa esteja trabalhando e não na rua.
[1:04:16]Fala para o coletor de lixo para trabalhar, a gente vai ver a falta dele. Exatamente. Então, assim, não é porque o cara está lá, não pode dar um bom dia, boa tarde, não é invisível. então eu acho que isso é muito importante, eu estou tentando trazer isso para a empresa, bem que vou te dizer que lá na empresa o meu pessoal é top, tenho muito orgulho da minha equipe, não todo.
[1:04:40]Olha galera, que coisa bacana aí, a chefe está levando a moral em cima. Mas eles merecem, porque a empresa não estaria onde está e eles vibram com cada conquista, sabe? não é? É lógico que eu trouxe um pouco disso, né? Eu tô tentando deixar a empresa assim, tudo numa página só. Inclusive, a gente tá fazendo algumas alterações, existia algumas, eh, comemorações, ah, um exemplo, Halloween era o escritório, fazia. Aí a gente, nesse desenvolvimento de liderança, de pesquisa, a gente, né, tá com uma empresa de fora pra trabalhar as pessoas, a gente começou a ver que pessoal da fábrica também quer participar, e tá certo, porque a gente fala em time, time, né, então que time é esse que tem um grupo aqui, um grupo ali e tal, então não se quiser fazer no seu horário intervalo, como o pessoal do escritório, tá tudo certo, então a gente vai tentar trabalhar isso, já estamos fazendo isso na realidade, né, para que a gente fique tudo na mesma página, porque quando a gente atinge um objetivo, a nossa meta, a gente não fez sozinho, para a gente atingir ali no comercial não é só os representantes, é quem tá ali na escritória, é quem tá lá na fábrica produzindo, porque se eu não tiver produção.
[1:05:55]Não adianta vender o que não interna. O que não tem, é, exatamente. Se não adianta entregar e não administrar, é tudo ligado, né. Você tá lá na sua sala às vezes ocupado, se não chega um café, é uma água também. A gente depende disso, a gente depende da limpeza do nosso ambiente. Exatamente, aí tem a senhora do café lá, que faz um café todo nisso, que o melhor café é maravilhoso.
[1:06:19]ah, eu vou lá tão aí! Vai, vamos esperar lá! Eu, por exemplo, não... A única pessoa que eu peço às vezes para pegar um café para mim é minha filha. Ela está ali, né? Oh, filha, vai lá, veja um café para mim, quando eu estou assim muito atrapalhada. Mas isso, ela está na minha sala. Mas eu gosto de sair da minha sala e eu ir lá na copa, pegar um café, porque enquanto eu vou passando nas salas, eu vou ver na movimentação, vou conversando, vou dando um bom dia, sabe?
[1:06:45]indigo pegar todo esse movimento e o clima da empresa é importante. Legal! E fala pra mim, qual é o produto queridinho da Copaza? Ah, os kits de congelamento e freezer. E aí, SENA, a gente lançou o BALL, que é outro produto de PP também pra congelamento, também tá sendo muito bem-quisto. Depois nós temos os e o queridinho, o queridinho, qual é o queridinho? Ah, é o Kit, é o Kit Marmita. Ah, os personalizados também.
[1:07:22]Tô tendo aqui, alguém tá me soprando. Mas é que assim, o personalizado na realidade é o meu querido também, porque assim, o que é o personalizado? O personalizado são os copos impressos, copos e potes impressos, né, com a sua marca, que é ter uns copos personalizados por PodPlástico. Eu quero! É bem legal, agora a gente até diminui o continuado. Eu quero aqui, já que eu falei, gente, eu quero.
[1:07:51]Anota aí, Elane. Eu sou suspeita porque lá na empresa foi o setor que eu mais fiquei. Hoje está minha filha. mas eu adoro porque tu vê arte nova todo dia, é um produto muito bacana, é bom ver as marcas querendo se desenvolver, agora nós lançamos, nem trouxemos na Ilâni, que nós fizemos agora dos 35 anos da Copaza, então a gente fez assim uma foto do meu pai e uma trilha ao redor com a fábrica, e assim é a arte do cliente, então se tu quer fazer uma festa, nós não fizemos festa de 35 anos, mas a gente fez para usar lá dentro da empresa até no dia a dia para comemorar esse ano todo dos 35 anos. E eu vou falar um negócio aqui, que pena, que pena as companhias aéreas cair na lorota do papel sustentável. Ah, nem me falo, depois porque antes a gente ainda me falou uma coisa que eu não sabia daquele do produto químico que vai ao PFAS, é que eu não sabia pra mim ainda era químicos eternos. É, eu não sei, pra mim ainda era película de plástico, todo mundo fala do. Não, tem um plástico e tem um verniz, o verniz tem PFAS, PFAS tem químicos eternos. É, pois é, então, né, ó, o pessoal da das empresas aéreas, vamos rever aí esse conceito de vocês. Você sabe que é um negócio é tão maluco que hoje a gente tem muita informação disponível. Então vamos falar do copinho. O copinho plástico, ele recicla, sim, ele recicla, ele pode ser reciclado, ele é reciclável, sim, desde que tenha destino correto. O copo de papel é reciclável? Sim, ele é reciclável, depende do que tem nele, se colocar gordura nele no recicla, assim como embalagem de pizza. Então, depende, é tudo relativo se sim ou se não. Mas, ele pesa oito vezes mais, no mínimo, do que um copinho de plástico que vai fazer a mesma função que ele. O copo de plástico não precisa de verniz com químicos eternos. O copo de plástico não precisa ser platicado porque já é de plástico. Ele e também não precisa da quantidade e o volume de água utilizado, se a gente vê hoje globalmente falando, todo mundo fala, organizações mundiais falam que a gente vai ter uma crise hídrica no futuro gigantesca e a gente está falando de um produto que usa mil litros de água para fazer um quilo de papel desde lá da árvore até sair o papel, mais ou menos mil 1 litro de água contra um produto que usa 10 litros. Então, quando a gente fala de água que é o bem mais precioso do planeta, a gente já discutiu, não precisa discutir mais nada, porque eu não vivo sem água, você não vive sem água, a gente vive sem outras coisas, mas sem água a gente não vive. Então, a gente está discutindo um produto que usa 1.000 litros e um produto que usa 10 litros. É muito distante o que a gente está falando.
1:11:09Papel x plástico: ciclo de vida e as companhias aéreas
[1:11:09]fã de início e fim de cadeia. Aí, quando você enterra um copo de papel, na camada aeróbica, ele emite só dois. Quando ele vai para anaeróbica, ele emite CH4, metano, 80 vezes mais potente só dois. Então, nós estamos falando uma coisa que fiquei emitindo por 20 anos metano, que é um gás de efeito estufa gigantesco. Aí vocês aí que gostam de ficar falando efeito estufa, efeito estufa, aquecimento global, tem um mundo, gente, falando um mundo de besteira, mas tem as pessoas que falam muito sobre isso. Pô, a gente tá falando metano, gente, metano é 80 vezes pior. Então, vamos pegar a equipe de marketing das companhias aéreas, colocar eles dentro de uma sala de aula, falar, gente, lê a ISO 14040, lê a avaliação do ciclo pós-consumo de vida, vocês voltam para o plástico em menos de 3 segundos, mas não tem nada que substitua o plástico que seja mais sustentável desde que destinada para o calcorreto.
[1:12:13]Mas aí volta a dizer, Rui, o pessoal vai para o papel, porque o papel é isso, o papel compostável, o papel... só que quando você vai entender esse processo... O cara tem que entender, lá da rancada da árvore nativa, até o final, quando sai o papel, pega o ciclo de vida dele, não é quando descarta, o ciclo de vida dele é já dele nasce. Quando ele nasce, exatamente.
[1:12:43]E é o que os caras não veem, eles querem ver a falta de responsabilidade aí, é que entra a responsabilidade compartilhada. Exatamente. Ele quer não ter a responsabilidade, ele quer ter na cabeça lá, ah, aquilo lá, ele vai se degradar sozinho, eu não tenho responsabilidade. E não é isso que a gente está falando, a economia circular não fala disso. Exatamente. E o papel, além de tudo, é muito mais caro também, né?
[1:13:11]Também. Além de todas essas coisas... Gasta mais combustível para transportar? Tudo. Você gasta mais pneu, demora mais tempo, porque é mais pesado? Sim, é mais pesado. eu tenho uma amiga que uma vez ela montou um negócio de salada e tal e aí eu perguntei para ela assim tá, e tu vai vender no que né, qual é a embalagem e tal, porque ela é um papel, porque o papel compostável, eu senti certeza, dei, eu peguei vários materiais e mudei para ela, né, eu lógico, no final eu não tinha aquele produto que ela queria em plástico, mas depois ela falou, eu não sabia disso tudo, só tava na onda do papel ser compostável assim. Pois é, mas sim, pesquisa, se forma. Não é porque é bonito, todo mundo tá falando, né? Porque não é assim que funciona, não é assim que a banda toca.
[1:14:05]É, e ó, gente, hoje vocês aí de marketing, vocês designers de embalagem, o Mestriner fez uma IA, IA. Ela é destinada para a embalagem. Ela foi premiada com uma melhor IA do mundo de embalagem. A gente tem essa IA é nova, tá? Eu não tenho o link dela aqui, mas eu vou deixar para vocês aqui nos nossos comentários aqui embaixo. A IA do Mestriner, que é sensacional e traz vários insights desse para para que você entenda sobre sustentabilidade, sobre pegada de carbono, sobre o que é legal, o que não é legal. Eu vou colocar isso aqui, vai ficar aqui embaixo, escrito para vocês, entra na SEA e façam perguntas para ela, porque vocês vão ter uma surpresa do que vai vir de resposta para vocês. Desconhecia-se aí? Não, já, eu estou aqui olhando peilante para ela notar. É nova, não, eu vou colocar aqui embaixo na descrição do vídeo, sensacional do Mestriner. Você faz umas perguntas, ela te ajuda a compor em balagem.
[1:15:20]Ah, bacana, eu já vou querer saber isso aí, que já vou começar a pesquisar, porque realmente a gente tem muita informação nova que a gente não tem. E essa IA não foi carregada pelo que tem na internet. Ela foi carregada por mestres, por professores, por profissionais do setor. ela foi carregada por gente que entende do assunto. Não foi aí que o negócio pegou lá do chat do GPT e colocou lá dentro, não.
[1:15:51]Aí a deles é fantástica. Vou pesquisar isso aí depois. É muito bacana mesmo. Pra gente que é do setor, é importante saber, né? Até pra poder discutir. Qual foi a incomenda mais inusitada que já chegou pra vocês? Ah, não sei, me ajuda, Eleni. e alguma coisa que chegou meio maluca lá? As artes que chegam. Ah, é mais arte, né? Porque encomenda dentro do que a gente já tem.
[1:16:22]Mas as artes, é que as artes não fogem. Você fala, nossa, que coisa maluca, mas vamos fazer porque é pedido. É, normalmente as artes veem já, nós imaginamos que o marketing da empresa do cliente é que elaborem, então deve fazer um sentido, às vezes não faz sentido para a gente, mas faz sentido para eles, né? Aí vou te perguntar lá no Mulheres que transformam, qual é a mensagem que você quer que a mulherada leve para casa assim, da Ana assim, o que que a Ana quer, transmitir para a mulherada que crave nela e elas levem para casa?
[1:17:11]agora tem apenas um difícil, mas eu acho, eu acho não, eu acredito, eu acredito que seja que a gente tem que meter a cara mesmo. Ah, tá com vergonha? Vai, que eu faço isso, eu faço, eu tenho feito algumas gravações, alguma entrevista, eu não me assisto depois, mas não importa, eu tô lá. essa aqui você vai assistir, né? Não. Mas é que assim, é importante justamente por isso, porque as mulheres estão entrando no mercado de trabalho, estão competindo de igualdade, tem muita coisa pra gente fazer, tem, mas já existe muita gente boa, muitas mulheres querem se admirar. Onde é que foi que a gente estava numa palestra? Ah não, eu fui sozinha, aqui em São Paulo, na Fundação Dom Cabral. Ela era uma senhora de Brasília. Olha, mas ela deve ter, nossa, ela deve ter aqui, acho, até uns 20 anos, mas velho aqui eu. Aí ela ainda faz parte do conselho, mas precisa ver o que ela já fez. Eu disse, meu Deus, eu quero chegar lá e atuante. Eu acho que era alguma empresa de área médica, sabe, de, acho de seguro, tipo inimédio, alguma coisa assim. Eu não me recordo. Mas eu fiquei impressionada com ela, sabe? Agora que ela saiu, ela fizeram toda uma transição, governança. Então eu acho que eu quero que as pessoas, como eu falei, eu já tô com 58 anos, tem gente que me acha que essa mulher ainda tá fazendo aí. Não, a gente tem muita coisa que fazer e tem uma experiência, tem uma vivência que a gente que a gente pode levar. E eu noto assim, hoje, cada vez que eu faço uma entrevista, as minhas funcionárias, principalmente mulheres, e de dentro da fábrica, não é nem discussão, elas mandam mensagem no meu Instagram, sabe?
[1:19:24]Ah, esse dia é até um motorista, essa é minha patroa. Então é bacana ver que estamos assistindo e que a gente pode fazer diferença na vida das pessoas. Porque, às vezes, a gente pensa e digo porque eu já passei por isso. Eu não tenho nada interessante para falar. Não, a gente sempre tem alguma coisa. Só o fato de estar à frente de alguma coisa já é uma influência na vida das pessoas.
[1:19:55]Então, eu acho que é mais ou menos isso. Acho que a gente tem que se preparar, trabalhar e que nunca é tarde para tocar um projeto adiante. É o que eu sempre falo para a molecada que vem aqui. Se você ficar parado, o que vai acontecer? Nada, né? Se você dar um passo, você dar um passo, você dar outro. E estar em movimento. Nós até fizemos uma camisa, como é que é? Copaza em movimento, né?
[1:20:21]É justamente isso. Nós somos uma empresa agressiva, mas a gente gosta de dar um passo de cada vez. e é esse passo de cada vez que vai fazendo a gente ir adiante, que vai fazer a diferença. E vamos lá, a gente encaminhando já para o finalzinho do nosso podcast aqui, perguntinha rápida. Café ou chá? Café. Um defeito que virou qualidade. Defeito que virou qualidade? Temosia? Pode ser temosia?
[1:20:53]É, pode ser, claro. Uma palavra para definir seu pai. uma palavra para definir meu pai. Ele era fantástico. Eu cada vez que eu falo nele, eu ainda me emociono. O plástico em uma frase. O plástico não é vilão. É vilão que salvou o mundo. Um sonho para Copaza por os próximos dez anos. e nós queremos crescer. A minha ideia é que a gente cresça 10% ao ano.
[1:21:43]Que maravilha! E a gente tem conseguido, um ano foi, outro ano foi um pouquinho menos, esse ano a gente já tá em 11. Que legal! A gente tem conseguido. Como eu falei, eu tenho um time assim, guerreiro sabe, que quer ir atrás, que vibra com as conquistas, e isso desde o discrutório até na fábrica. e isso é difícil, hein? É difícil, mas é o meu povo lá, e assim, aquele que não se encaixa, ele mesmo não quer ficar, entendeu? Não preciso nem eu tirar, ele mesmo não vai se enquadrar, porque a grande maioria quer. É, então, você quer deixar algum comentário, algum ponto de vista que a gente não tenha falado aqui, abordar algum assunto, deixar um recado para os seus colaboradores, os seus amigos, seus seguidores. Acho que vou deixar para os meus colaboradores. É um agradecimento a cada um que faz acontecer todos os dias e é isso que a gente precisa, as pessoas engajadas e que queiram o mesmo que a gente crescer, trazer ideias. Eu estou sempre aberta a novas ideias e o meu pessoal é é fora de série. Então, eu agradeço a cada um e que a gente continue crescendo juntos.
[1:23:02]Parabéns. Muito bom. Eu deixo a vocês aqui uma frase de Cora Coralina, que combina muito com uma história de legado. Feliz àquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. Muito obrigado, Ana, por ter participado do nosso episódio do PodPlástico. Foi fantástico. você chegou aqui falando que não ia falar nada que ia travar. Muita mentira! Você tá soltaça pra falar!
[1:23:32]Muito obrigado mais uma vez. Obrigado a você que nos acompanhou até agora. Quem não nos segue, nos siga. Ativa o sininho pra receber sempre que tiver um novo podcast. Deixa seu comentário se gostou. Se não gostou, deixa também. Se tiver pergunta aqui que eu não souber, eu ligo pra Ana, pergunto pra ela. ela responde, eu coloco aqui e até o próximo episódio do nosso querido PodPlástico.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
