A embalagem é um problema ou uma das grandes ferramentas de desenvolvimento da sociedade moderna?
Fabio Mestriner apresenta a 1ª IA do mundo dedicada à embalagem e explica por que ela sustenta, invisível, a vida dos 8 bilhões de habitantes do planeta.
Principais insights
- Fabio Mestriner lançou a Inteligência de Embalagem 5.0, criada com apoio técnico da AWS/Amazon e treinada com quase 30 mil teses de mestrado e doutorado sobre embalagem.
- Segundo o presidente da Abiplast, citado por Mestriner, a embalagem está presente em mais de 90% do PIB brasileiro.
- A embalagem representa cerca de 29% do lixo urbano no Brasil — bem menos do que os mais de 50% que a maioria das pessoas imagina; o resto é majoritariamente resíduo orgânico.
- De 90% a 93% do lixo que chega aos oceanos vem de rios da África e da Ásia, sem saneamento básico — o Brasil responde por uma fatia pequena desse total.
- Cerca de metade das embalagens produzidas no Brasil hoje volta para as fábricas para reciclagem, e a cadeia de reciclagem já movimenta mais de R$15 bilhões por ano, sustentando cerca de 2 milhões de brasileiros.
- Defende que a maior parte do nanoplástico não vem de embalagens, e sim das fibras sintéticas liberadas pela roupa a cada lavagem na máquina.
Perguntas frequentes
O que é a Inteligência de Embalagem 5.0, criada por Fabio Mestriner?
Qual é o peso da embalagem no PIB e na economia do Brasil?
Qual é o percentual real de embalagem no lixo urbano do Brasil?
De onde vem a maior parte do lixo plástico que chega aos oceanos?
Quantos catadores de material reciclável existem no Brasil e quanto eles ganham?
De onde vem realmente o nanoplástico, segundo Fabio Mestriner?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: quem é Fabio Mestriner
[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje o PodPlástico recebe Fabio Mestriner, um dos maiores especialistas em embalagem do Brasil com mais de quatro décadas de setor, professor da ISPM desde 1990, onde coordenou por 11 anos o núcleo de estudo da embalagem, foi presidente da ABRI e representou o Brasil no Conselho da World Packaging Organization.
[0:28]Os livros são adotados por mais de 30 universidades brasileiras. Seus projetos já conquistaram a mais importante premiação mundial da embalagem e foi ele quem desenvolveu a primeira inteligência artificial do mundo dedicada exclusivamente ao setor de embalagem. E é sobre isso que a gente vai conversar muito hoje. Fabio Mestriner, seja muito bem-vindo ao PodPlástico. É e o que é uma honra tê-lo aqui? Bom, primeiro lugar é uma honra pra mim também, né, Rui? É, cara, o trabalho que vocês estão fazendo aqui tem muito valor, sabe? Então, é um prazer, uma alegria estar aqui. E aí, Fabio, tem, a gente tem muitas perguntas sobre essa IA que você tá construindo, que ela tá livre aí deitado, tá frio pra dar um load, tá frio pra todo mundo usar e o povo tem que aproveitar um pouco mais essa IA que ainda tá pouco divulgada, né, a gente vai falar muito sobre ela. Conta um pouquinho pra gente, um cara que trabalha com embalagem há tanto tempo modificou tanta coisa, por que ir pro digital agora, o mundo tá precisando disso? Bom, Rui, na verdade isso é uma história simples. Há dois anos atrás, eu e meu parceiro, o Dudu, que é um especialista, ele é um estratégista de Web, ele é uma pessoa do mundo digital e a gente já vinha trabalhando junto nos projetos anteriormente. Nós descobrimos que o futuro da inteligência artificial é a Agencia Artificial Dedicada a um tema, a um assunto, porque as generalistas, elas já estão dominadas e essa é uma competição que vai lá na frente desembocar em dois ou três concorrentes, que vão ser os donos da IA Generalista, tá?
[2:27]A gente descobriu que o futuro é a IA dedicada e que não tinha nenhuma IA dedicada ao setor de embalagem como um todo. Nós tomamos um susto que fala assim, como pode uma coisa dessa? Embalagem é o item industrial mais produzido no mundo. Como que não tem uma IA dedicada à embalagem? Na verdade, existem várias IAs que tratam do tema embalagem. embalagem. Existem IAS para desenvolver design de embalagem, existir A para fazer cálculo de cubicar a embalagem, cálculos de embalagem, cálculos estruturais específicas em funções da embalagem, mas que abrangesse o ecossistema de embalagem, não tinha nenhuma. Então, Nós desenvolvemos um projeto e entramos para o programa de start-up da AWS, que é da Amazon, e como participantes do programa de start-up, nós recebemos apoio e tecnologia da AWS.
3:39Como nasceu a Inteligência de Embalagem 5.0, com a AWS
[3:39]Então quem está por trás da nossa IA, quem fornece toda a tecnologia e o apoio para da nossa IA, é a Amazon através do programa Activate da AWS. E aí nós começamos, faz dois anos já que nós estamos trabalhando. E eu recebi uma mensagem falando que é a primeira do mundo hoje, né? Então, os testes... Não, ela é a primeira do mundo a abranger o setor como um todo, ela já nasceu desse jeito já, né? Porque quando nós informamos com isso para AWS, naturalmente, foram ver se era mesmo, e é fácil de saber, é só procurar na internet, se vocês acharem alguma, apareceu depois da nossa, eu não achei até agora, mas vai aparecer, isso aí ninguém é dono de nada, né, só que o que acontece, ela vem passando por testes, ela vem ganhando músculos desde que a gente começou, e ela vem passando por testes de avaliação. E existem dois tipos de teste. Um é o teste de acuracidade, que isso é feito pelos engenheiros da AWS, usando tecnologia própria para fazer esse tipo de teste. E ele avalia a precisão, a acuracidade nas respostas. Nesse quesito, nós já estamos com 92.46% 100% de acuracidade, que segundo eles é um número muito bom, porque nenhuma e a chega nem perto do 100%.
[5:15]Todas elas chegam perto do 100%, mas não muito. Em dois anos é muito rápido. A gente já está nesse grupo, né, das que chegam mais perto. Além disso, nós fazemos testes comparativos com as outras IAS, porque as outras IAS, elas estão, as generalistas, elas estão evoluindo muito e muito rapidamente, é assustador o que elas estão evoluindo, sabe? Então até pouco tempo atrás elas conseguiram ter respostas melhores do que a nossa, no nosso tema embalagem. Agora a gente já ultrapassou as outras, os últimos testes, nós estamos no Katsuno V4, a versão V4 do teste, nós estamos muito à frente das outras já. Então nós podemos dizer o seguinte, Rui, essa que foi criada no Brasil, o Brasil tem hoje a melhor IA de embalagem do mundo.
[6:12]Então eu espero que todo mundo use, aproveite, o acesso é gratuito, vocês podem fazer quantas as perguntas vocês quiserem e eu posso afirmar para vocês que é o seguinte, faz diferença vocês usarem a IA no assunto embalagem, seja para desenvolver projetos de embalagem, antes de começar um projeto vocês podem fazer uma série de perguntas para a IA, vocês vão receber em sites, vão receber informação que vai tornar seu projeto melhor, vai evitar erros comuns e vai gerar sim, mais conhecimento. Agora, eu tô me alongando um pouquinho. É importante dizer isso o seguinte, a IA não vai fazer o trabalho por você. O que a IA faz é fazer você saber mais sobre o que você tá fazendo, você como profissional de embalagem, saber mais sobre a sua profissão, saber mais sobre o segmento onde você trabalha, qual é o futuro dele, quais são as perspectivas desse setor para você saber se o seu emprego tem futuro, para você saber para onde está indo o negócio, para você que tem liderança em setores da indústria de embalagem, você pode saber quais são as perspectivas de futuro e principalmente onde estão as oportunidades para o seu negócio nesse futuro, ou seja, ela é uma ferramenta que presta um serviço inestimável pra quem trabalha nesse setor.
[7:55]É isso aí, pra você que ainda não nos segue, nos siga, ative o sininho e vamos continuar com isso aqui. Mestriner, fala pra gente aí sobre o nome da IA, né, que o povo já deve estar curioso se coçando lá pra acessar, né, como é que faz pra acessar essa IA? Bom, essa IA se chama Inteligência de Embalagem 5.0. Por que ela chama 5.0? Porque a indústria 4.0 é Automação e Robôs.
[8:27]E a evolução dela, que é a indústria 5.0, é tudo isso, mas com supervisão humana. É a supervisão humana que é o 5.0. A nossa IA não funciona no automático, não acessa a internet, tem uma curadoria humana especializada que separa, seleciona, pesquisa e seleciona conteúdo qualificado de fontes confiáveis e atualizadas. Para vocês terem uma ideia, o conteúdo da nossa IA tem quase 30 mil teses de mestrado e doutorado sobre embalagem das principais universidades dos cinco continentes.
9:21Design como componente integrador da cadeia de embalagem
[9:21]Caramba! Esse é o principal alicerce do conhecimento que a nossa IA tem, é o conhecimento produzido por pesquisadores e cientistas que se dedicaram ao assunto embalagem. E depois, assim, as publicações do setor, livros sobre embalagem, sobre assuntos que implicam e impactam o conhecimento sobre embalagem, tem milhares. Então é que você vê, é um cara que desde 1990 envolvido embalagem, tá lá desenhando, formando pessoas, formando designers, né, que agora a gente também podia falar um pouquinho sobre esse designer, você, você pode melhorar muito a sua categoria de designer quando você desenha hoje um produto circular, que hoje não é dia de você desenhar uma embalagem, embalagem por embalagem é melhor não ter, né, então você tem que ter um conhecimento pra voltar pra cadeia pro ciclo e ela ser uma embalagem circular, e todas as embalagens estão indo para esse caminho, que é o caminho sem volta que é a economia circular. Então, mestreino, fala pra mim que você que já formou, sei lá, quantos designers, a gente falou um pouquinho sobre esse eco designer hoje, né? Bom, primeiro lugar é o seguinte, eu sou designer, tá, de profissão originalmente, meu trabalho, né, foi por isso que a gente falou que enganhei os principais, eu conquistei os principais prêmios de design mundiais, é com design de embalagem, eu escrevi os que apresenta o método, a metodologia do design de embalagem e formei gerações de designers, né?
[11:06]O que acontece? Poucas pessoas sabem que o design é o componente integrador do processo na produção de embalagens, ou seja, se você pegar um frasco de shampoo, por exemplo, você vai ver que o frasco o plástico, ele é soprado, foi feito numa fábrica, a tampa é injetada, pode ter sido na mesma ou em outra fábrica, em outros lugares, em outro estado, aí tem o rótulo que é feito em outra fábrica, com outra tecnologia, cada um desses componentes tem uma tecnologia própria, depois eles vão numa caixa de embarque, eles precisam rodar numa linha de produção que tem terísticas específicas de invase, tem as máquinas de rotulagem, todos esses elementos, eles convergem para a linha de produção, guiados por desenhos que foram feitos lá atrás e que dimensionaram cada um desses elementos. Quem faz isso? O design, tá? Então, o design não é só estética, a beleza, o visual, o design é o componente integrador do processo, o valor dele para a indústria de embalagem é enorme, né, então é a minha recor...
[12:29]Eu vou te cortar, mas ele é o cara que define se ela volta pra cadeia ou não também. Sem dúvida ele pode fazer esse papel, deve fazer esse papel e com o uso da IA ele vai ter elementos, ele vai ter orientação, ele vai ter informação pra fazer isso de forma muito mais qualificada, muito mais eficiente, você lembrou bem Rui, esse é um momento em que a reciclagem da embalagem, a circularidade, o que vai acontecer com ela no ciclo de vida pode ser previamente definido e encaminhado.
[13:05]e na tua fala que eu vou trazer o professor Cabral aqui, ele fala que embalagem é um sistema, né, você deu uma cadeia inteira e deu um 360, como surge uma embalagem, né, exatamente, o Cabral ele é o mestre do sistema de embalagem, né, eu conheci esse sistema com ele, porque eu estou junto com ele a 21 anos na Mauá, né, então, mas os designers precisam entender isso, que eles não estão só na e desenho. Eles vão além no processo e no sistema. A participação deles é fundamental e com esses novos requisitos da nossa sociedade, que são a questão da reciclagem, da circularidade, do fim de vida, das embalagens, o que vai acontecer com elas, a interface com o consumidor, a conveniência, o uso, etc. Tudo isso, o designer precisa entender isso. E agora ele tem uma ferramenta que que vai ajudá-lo a entender mais de embalagem, saber mais sobre o que ele tá fazendo, sobre o trabalho dele, sobre a produção que ele vai fazer, sobre a metodologia do design de embalagem, o que tem de informação sobre design, sobre design de embalagem, sobre circularidade, sobre análise de ciclo de vida, todos esses aspectos que podem tornar muito mais rico, mais eficiente e melhor, o o trabalho dos designers. E o marketing tem que andar junto com isso, né? Eles têm que andar de mãos dadas, né? Não adiantam um em uma direção e outra na outra, né? Então, sabe que qual que é a grande função daí no fim desse processo? É o seguinte, ela converge todos os profissionais que atuam no que a gente chamou de ecossistema de embalagem, de como você citou o marketing, o designer, ou o engenheiro de embalagem que opera na linha de produção, acompanha os procedimentos de invase, etc, o pessoal da logística, o pessoal de compras de embalagem, o pessoal da engenharia de alimentos que converge pra isso, toda a ciência envolvida na questão da embalagem, todo esse pessoal, o conhecimento de todo esse ecossistema, hoje, ele está disponível Nível e integrado na inteligência artificial. A inteligência artificial passou a ser o centro de convergência do ecossistema de embalagem, onde todos se encontram e todos têm informações uns dos outros e que podem ser utilizadas no seu trabalho.
[15:45]Caramba. E aí você tem um grupo de estudos, você, o Lincoln Cabral e o Ricardo Sastre. A gente se reúne toda semana e o nosso principal objetivo é, como é que a gente pode contribuir para o Brasil com o tema embalagem? Por quê? Porque a embalagem, minha gente, ela é a infraestrutura invisível do país. Segundo o presidente da Abiplast, está em mais de 90% do PIB. Pois é, eu achei excelente essa colocação, tá? Eu não tinha esse número, achei excelente, foi o horroris, né?
[16:28]horroris, que falou, é muito bom, eu acompanho sempre os ativos dele, etc. Então, é o seguinte, a... ela é infraestrutura logística do país, ela faz com que os alimentos cheguem na mesa das pessoas, os alimentos que são processados nas fábricas, os alimentos que... você não consegue comprar COS e nem feijão. Você não consegue fritar um ovo sem embalagem. Os ovos não conseguem sair da granja e chegar na sua casa. O leite não sai da vaca, não chega na sua casa. A água mineral não sai da mina, não chega aqui nessa mesa. Então, toda a logística que existe para conduzir todos os produtos para e os 5.700 municípios do Brasil é conduzido pelas embalagens. As pessoas não percebem mais a presença da embalagem nas suas vidas. É muito comum, né? Tá lá, tá fácil, acho que vai lá, pega no supermercado. O supermercado chega a ter 200 mil ítens, um hipermercado.
[17:31]Esses 200 mil ítens são 200 mil embalagens diferentes que saíram de todos os lugares e foram conduzidas até aquele lugar por um sistema de embalagem que movimenta a economia do país. Vou dizer uma coisa, Rui, ninguém acha que eletricidade é um assunto do setor elétrico. A mesma coisa embalagem não é assunto do setor de embalagem, embalagem é um assunto do país, da economia do país, da vida dos brasileiros, a onde ela está presente e onde ela é um componente fundamental.
[18:16]Rui, a gente não consegue vacinar uma criança sem embalagem, a gente não consegue vacinar uma vaca, vacinar uma galinha, combater as pragas que destrói as lavouras e os alimentos. A ONU tem estudo, a FAO, que 30% dos alimentos são perdidos entre a lavoura e a mesa, por falta ou deficiência de embalagem. Baixou 10, que era 40. Sim, as embalagens melhorou muito, a logística de embalagem.
[18:47]Por quê? Porque a embalagem é um dos principais fatores para a preservação dos alimentos. Você se lembra quando a Uva vinha naquele ingradado de madeira, tinha muita reportagem e aí a Uva você aproveitava da metade pra baixo da caixa e já tava esmagada. É o teu caso do tomate, né? É o tomate, a Uva, as frutas mais sensíveis. É o seguinte, a principal função da embalagem é sustentar a vida humana dos oito bilhões de habitantes do planeta.
[19:22]e aí fala uma coisa pra mim, o cara, o cara que briga, martela, que tem que acabar embalagem, embalagem tem que sumir, tá uma briga constante agora em cima disso, a gente vai pra luta, tá brigando, só que é assim, hoje, se não existisse a embalagem, o cara da, vamos colocar a classe C, DE, teria acesso a bolacha de água e sal? Não teria acesso a quase tudo, principalmente uma porção de municípios pequenos. Eu tô falando do item barato. Eu entendi. É assim, existem municípios pequenos no Brasil que ainda estão na estrada de terra. Mas o biscoito chega lá, o refrigerante chega lá, a carne congelada chega lá. Gente, é o seguinte, a embalagem, olha pra mim, a embalagem não precisa ser defendida. Quem precisa se defender é quem fica atacando a existência da embalagem e a utilidade que ela tem para a vida humana. Essas pessoas é que precisam se defender, porque a embalagem é o seguinte, você não consegue nem escovar o dente sem embalagem, tá bom?
20:36Embalagem, PIB e o livro "O Vilão que Salvou o Mundo"
[20:36]Então é o seguinte, vamos bola para frente, o que nós temos que pensar daqui para frente é como que a embalagem ajuda e contribui para o desenvolvimento do nosso país, para tornar o Brasil mais rico e diminuir a pobreza no Brasil, então vou dar um exemplo simples aqui, o Brasil é o maior produtor de alimentos e exportador, desculpa de alimentos do mundo, mais de um milhão, um bilhão e meio de pessoas no mundo recebem alimentos vindos do Brasil, Brasil hoje é o celeiro do mundo, só que a MAO parte da nossa exportação agrícola é exportada na forma de commodities agrícola com baixo valor agregado. Se a gente conseguir processar e industrializar uma parte maior da nossa produção agrícola, ninguém pega a gente. Não, a gente muda o PIB do país, a gente deixa de ser um país tão pobre e a gente fica mais rico. Quando a gente fica mais rico, meu filho que é velejador, ele dizia assim, pai, quando a maré sobe, ela levanta o iate do milionário e o barquinho do pescador, então, se a gente se tornar um país mais rico, todo mundo vai junto, tá?
[21:55]Por quê? Porque pra fazer o país processar mais os alimentos e industrializar e tal, vai ter que ter mais mais produção, vai gerar mais emprego, mais indústrias, é mais, é por adição, é mais, mais, mais, mais, tá? Então, é o seguinte, aí você vai poder tomar sua cervejinha. Rui, deixa eu falar um negócio importante aqui, é o seguinte, ó, a embalagem, ela é um item importante do PIB do país, tá? É como você pegar no pulso da economia para você entender o nível de atividade econômica. O consumo de embalagem, ele determina o nível de atividade econômica. O que acontece com a embalagem no Brasil? A embalagem só cresce, só cresce. Esse ano nós vamos chegar perto dos 200 bilhões de reais, é o tamanho desse negócio. Acho que é um número razoável para a gente discutir, né? Então, esse Número, o número em si é uma coisa fria, mas quando você transforma isso em pessoas, você transforma isso em fábricas, você transforma isso em empregos, você vai ver que quem tá achando que tem que acabar com isso, que tem que diminuir, enfim, toda crítica que é feita em relação à embalagem, ela tem que se esforçar mais, tá?
[23:24]Nesse tempo você sabe que eu vou fazer meu jabá que já vou aproveitar, você sabe que eu estudei um pouco para escrever esse livro que é o vilão que salvou o mundo, eu aqui falo de plástico, então eu fui estudar o que o material plástico trouxe em benefício para a humanidade, então a gente tem a história do cimento, o cimento trouxe uma maior longevidade apesar de ter uma poluição enorme dos das micro partículas, e o plástico veio na mesma tocada, então o plástico vem ali, a gente começa no século 19, o surgimento do primeiro semi-sintético ali, aí depois vem já entrando no século 20, a gente tem já o primeiro sintético, e aí vai desbravando, então eu fui vendo a história do plástico, o que me chamou a atenção para escrever esse livro, é que eu estava estudando sobre isso por curiosidade, e depois veio a ideia de escrever o livro em cima disso, porque cada nascimento de um material plástico veio para resolver um problema ecológico, que nem, veio lá para resolver o problema do marfim, veio a substituição com um semi-sintético, depois veio a transmissão de energia, o primeiro sintético, e por aí vai, aí vem na medicina, então o cara que fala para mim de banir um material, e o banimento de um material, ele tá pedindo pra gente voltar pro século 19, que é onde a gente tinha 50% de chance de sair vivo do hospital e tomar um ponto no braço. Então, o Brasil ainda até que demorou muito, porque o Brasil veio na tocada dos descartáveis depois do HIV. Quando veio o HIV, todo mundo ficou transtornado e aí começou a usar o descartável em massa. Antes era vental de seringa de vidro, eu tomei injeção pra caramba de seringa de vidro, eu tive um problema na infância, eu tive reumatismo infeccioso no sangue, é um passo antes da leucemia, e eu tinha que tomar besetacil pra caramba, e eu tomava seringa de vidro.
[25:29]Já que fervei ela na água, né? É, então, e aí, né, fervei na água, eu tenho no instituto, eu fiz uma sequência e lógica do desenvolvimento do material plástico e para que que ele veio em cada momento que ele veio e eu eu mostro isso para as crianças e é bem bacana, ficou bem didático para entender — só não entende quem não quer. É a mesma coisa desse livro aqui que eu lancei, ó: só não entende quem não quer. Rui, deixa eu dar um depoimento sobre esse livro Eu ganhei esse, você me deu esse livro? Claro. Eu li esse livro. O que que eu falei pra você? Seu livro é muito bom, trouxe informações excelentes e as pessoas, assim ó, você fica sabendo mais e não menos, tá? Então, quando você entende melhor sobre embalagem, você conhece mais, você fica sabendo mais e não menos. Sim.
[26:30]quando você usa, ah, você fica sabendo mais e não menos, tá? E o que acontece hoje é o seguinte, cara, chega, a embalagem precisa parar de pedir desculpa por existir, sabe? Vamos embora, vamos só acabota, porque nós fizemos um estudo, eu coordenei o núcleo de estudos da embalagem da ESPM, tá? e aí, nesse núcleo, nós resolvemos fazer um estudo aprofundado sobre o futuro da embalagem.
[27:04]A gente reunia um grupo de professores, o Cabral, o Lincoln, tava todo mundo lá, era um grupo, o professor Paulo Carameña, que é um dos maiores especialistas em comportamento do consumidor pesquisa, ele era presidente da GFK na época, nós contratamos a GFK, nós e vocês émo um baita de um estudo sobre o futuro da embalagem. Isso em que ano? Ah, lá, não lembro. Mas enfim, foi antes de 2012, 2010 talvez. Mas aí é o seguinte, o que que nós descobrimos, qual foi a conclusão desse estudo? No futuro vai ter mais embalagens. Então, meus amigos, PREPAREM, porque no futuro vai ter mais embalagem. Por que? Porque vai ter mais gente no mundo e a embalagem existe para suportar a vida, a existência das pessoas. Uma pessoa que mora numa grande cidade hoje, ela mora mais longe da horta e do galinheiro e mais perto do supermercado. Se a pessoa não for ao supermercado, ela morre, tá bom? Então, a segunda coisa é o seguinte, as pessoas, vai ter mais gente, as pessoas estão vivendo mais tempo, graças aos avanços da medicina, graças aos avanços do conhecimento sob saúde, se você entrar no YouTube hoje, você vai ver um monte de canais de médicos, de especialistas, A gente hoje, Rui, a gente sabe o que faz mal para a saúde e o que faz bem para a saúde. A gente não sabia isso antigamente.
[28:55]É, mas tem muita besteira aí também, tem muito nego falando de microplástico aí. Hoje eu vou gravar um react de um que fala que microplástico entra pela roupa e entra no seu corpo. esse cara, ele é um completo desinformado jogando besteira no ventilador, e assim, desculpa, doutor dentista, mas eu vou falar um pouco da sua área. Tá bom, então só pra não perder o fio da minhaada aqui, mais pessoas vivendo mais tempo nas cidades, longe da horta e do galinheiro e perto do supermercado, e tendo uma renda per capita melhor porque a economia vai evoluindo sempre, mesmo que cresça pouquinho, ela sempre cresce, tá? Se a gente pegar os gráficos da embalagem, aquele, né? Na pandemia, sabe que aconteceu com o consumo de embalagem? Continuiu crescendo. Blockchain Down fechou tudo, só que o consumo de embalagem aumentou. Por quê? Porque a vida continua. Então, é o seguinte.
[30:00]e o medo da contaminação, não é? Exato, é, no futuro vai ter mais embalagem, medo da contaminação e durante a pandemia apareceu um negócio muito sério que eu acompanhei que foi a insegurança alimentar, sim, porque se vai quebrando a cadeia de produção vai faltar comida, a comida não vai chegar, entendeu? Sabe que as pessoas começaram a fazer? As pessoas começaram a fazer estoque e as pessoas começaram a estocar embalagens que apresentavam o maior e isso mudou aquele gráfico de pizza que tem todos os tipos de embalagem, esse gráfico mudou, por que? Porque as embalagens que tem maior shelf life começaram a ser estocadas pelas pessoas, eu me lembro na época, eu acompanho um canal da Alemanha, o canal da Alemanha mostrou, falou assim, ó, nós recebemos esse documento aqui do escritório de prevenção a desastres proteção social da Alemanha, que eles mandaram esse documento aqui falando pra gente fazer estoque de alimentos para 14 dias. Eu tenho isso aí, Rui. Então, o escritório de proteção social e auxílio a catástrofes da Alemanha durante a pandemia mandou um documento pra todos os alemães fazer estoque de alimentos para 14 dias. Por quê? Porque havia esse risco. Aonde tem um escritório que nem esse dedicado ao assunto que ele se dedica, ele entendeu que se você fecha tudo, desorganiza as cadeias produtivas, a chance de faltar alimento que não existia, passa a existir. Mas você viu que louco na pandemia, eles mandaram fechar tudo, né? Mas as indústrias que geravam embalagens foram prioridade, não precisavam fechar. Eu, como eu trabalho fabricando e dando assistência a técnica das máquinas, eu também não precisava fechar, o produtor rural não precisava fechar, então quer dizer, o lockdown foi meio seletivo, né?
[32:06]Ele foi principalmente para o comércio, né? Ele foi muito seletivo. Então ele atingiu muito o comércio. Agora, as atividades fundamentais continuaram. Bom, então, continuando nessa jornada com relação às críticas que são feitas contra embalagem. Eu fiz uma pergunta para a nossa IA que eu recomendo que vocês façam também, tá? Olha a pergunta que eu fiz para os meus alunos para usar nas minhas aulas. É assim, ó, quais são as críticas negativas, equivocadas, injustas e desonestas que são feitas contra as embalagens e como que eu eu ensino os meus alunos a contestá-las com dados corretos e científicos. Vocês mesmo podem fazer essa pergunta, tá? Vocês vão ver que muitas das críticas que são feitas contra a embalagem, elas não se sustentam. Nenhum. Elas não se sustentam. Algumas tem, algumas sim, mas assim. É muito difícil. Algumas sim, mas elas são o peso delas.
33:18De onde vem o nanoplástico de verdade
[33:18]enfim, façam essa pergunta, vocês mesmos e cheguem as suas próprias conclusões, tá? Não, é isso mesmo, você pega esse monte de gente, tá falando um monte de besteira, colocando um monte de projeto de lei e falando muita besteira, por exemplo, nanoplástico, da onde vem o nanoplástico? Ele, na sua maior parte, vende da roupa que a gente muda. Ibrastêsteis.
[33:40]Ok, olha que oportunidade de negócio, eu vou dar uma oportunidade de negócio pra vocês. Se a gente colocar um filtro na saída da máquina de lavar roupa, você resolve isso? Sim. E por que que não tem? É um produto a mais, é um negócio. A gente não bebe água filtrada? Sim. E se colocar o filtro ali, o cara da máquina de lavar roupa vai ter um produto novo, substituível e recorrente.
[34:02]Eu acho que vai acabar acontecendo isso, Rui, a sua sugestão é excelente. Atenção, fabricantes de máquinas de lavar roupa, coloquem um filtro para segurar os nanopartículas de tudo na verdade, né? Nanopartículas das fibras, testes na máquina de lavar, o que show, hein? Aí pode mandar depois aqui, falou, vou apoiar o PodPlástico, tá? Isso vai gerar uma indústria de filtros para o plástico, e é recurência total, né?
[34:36]é uma coisa que precisa resolver antes disso, que é o seguinte, chama saneamento básico, por que? Porque as embalagens e tudo isso vai parar no mar, por falta de saneamento básico e por causa da miséria que ainda existe no mundo, porque a miséria, ela vive, ela mora ao lado dos rios, eles não agoto, eles jogam tudo no rio e vai parar no mar, tá? Então, vamos parar de hipocrisia de achar que a culpa é só da embalagem, tá? O saneamento básico, ele resolveria boa parte do problema. Você já viu uma embalagem Rui, eu vou dar um exemplo muito simples, o rio mais poluído do mundo era o rio Tâmesa, em Londres durante a época da revolução industrial, era uma água preta, outro dia saiu uma matéria e no times de Londres que um pescador pescou um salmão de 12 quilos ali em Londres eles estão pescando no Rio agora então gente é o seguinte dá pra salvar tá não é assim que tudo é uma desgraça que não tem solução tem solução precisa trabalhar tá aquilo que foi deteriorado por culpa do homem pode, por seu trabalho, ser restaurado. Mas a bala, eu acho que ela tá apontada pro lado errado.
[36:18]Não, eu vou chegar lá, mas é o seguinte, essa frase que eu acabei de falar, vou repetir. Aquilo que deteriorou por culpa do homem, pode, por seu trabalho, ser restaurado. Essa frase vem do Ishingi, que é um livro que foi escrito mil anos antes de Cristo. Tem três mil anos esse livro, os caras escreveram essa frase, tá? Então, é o seguinte, o Rio Tames é um exemplo disso. É possível ir restaurando as coisas, mas para fazer isso, não basta só combater o efeito, só combater a causa também.
[36:56]É que a gente fala aí, tem vários estudos que levam a isso, de 90 a 93% dos lixos que estão nos mares e nos rios, eles vêm da... da terra, né? Não, eles são na, estão na África e na Ásia. Sim. Que eles fazem despejo de caminhão direto nos rios. Sim, ele vem da terra e vai parar no mar. É, e nós, nós aqui, fazemos parte dos 10 ou 7% do restante do mundo. Então, nós não somos os principais responsáveis como algumas ONGs apontam. Eles têm que acertar a bala lá na causa, lá no problema e não aqui que é o problema menor. Mas a culpa é da embalagem, é sempre assim. Por que? Porque é mais fácil combater a embalagem, porque a embalagem tem forma definida, tem nome de empresas importantes que aparece nela, grudado nela, entendeu? Tem indústrias enormes que estão na cadeia de embalagem e a embalagem é o item industrial mais produzido no mundo. Então, eu fiz uma pesquisa quando eu fiz essa pergunta das críticas da embalagem, a minha próxima pergunta é, de onde vem essas críticas?
[38:10]Cara, tem 5 mil ongues dedicadas, tem como tema a embalagem. Pegar essas 5 mil ongues e ver qual que produz alguma coisa? Não, mas não é só isso, é o seguinte, eles precisam ter um argumento para serem monetizados. Sim, óbvio. Qual que é o argumento? TAMOS PROTEGENDO PLANETA E COMBATENDO AS EMBALÁGES, PRONTO! Ninguém conta essa cadeira que eu tô sentado, ninguém conta esse microfone, ninguém conta seu computador aí na sua frente, seu relógio, seu celular, ninguém conta esse forro, ninguém conta esse carpete, ninguém conta o banco do carro, ninguém conta o painel do carro, o para-choque, o sopar, gente, o televisor, o computador, ninguém conta o plástico, vamos ser sinceros, pessoal é contra embalagem de plástico, tá bom? Tá? É isso aí.
[39:36]Não, mas é isso mesmo. Não existe hoje a menor possibilidade do cara que vive no centro urbano, dele acordar e não colocar a mão em alguma coisa de plástico ou algum plástico condutor de alguma coisa. Não, a cama que ele dormiu. A cama que ele dormiu, ele não vai querer dormir num de palha, aí a gente vem pra energia elétrica que chega encapada em plástico, a internet do cara que está falando do bestê, o cano de água de plástico, aí você pega a internet, são milhões de quilômetros, levando fibra, que se não tiver o revestimento plástico, ela não aguenta, ela está no oceano, há muitos metros de profundidade com uma compressão altíssima.
[40:20]Nós estamos pregando no deserto, é o seguinte, vamos mudar de atitude. A embalagem precisa mudar de atitude, o setor de embalagem precisa mudar de atitude, o setor de embalagem precisa trabalhar no sentido da sua contribuição para o país, para a vida humana, para o desenvolvimento e a riqueza da nossa nação, para a democratização do consumo, para fazer os produtos, os alimentos chegarem na casa do mais pobre, habitante do Brasil, que mora lá em uma estradinha de terra, lá longe.
[40:56]NOS PRECISAMOS MUDAR DE ATITUDE, NOS NÃO PRECISAMOS MAIS DEFENDER A EMBALAGEM, A EMBALAGEM ELA SE AUTO DEFENDE, O QUE NOS PRECISAMOS FAZER, É MOSTRAR A CONTRIBUIÇÃO QUE ELA DA PARA A SOCIEDADE, O NOSSO PAÍS PARA TODAS AS PESSOAS, TÁ, CHENTE TEM QUE MUDAR O NOSSO POSICIONAMENTO, CHENTE TEM QUE MUDAR DE ATITUDE, TÁ, BÃO? o duro é você colocar, por exemplo, você pega uma audiência no Senado ou uma audiência na Câmara dos Deputados, você colocar uma ONG que não produz absolutamente nada, que é as que estão lá, para debater sobre assunto de embalagem, o que a gente estava debatendo lá não era isso, é como salvar esses 30% de alimento que estragam no meio do caminho ainda para que chegue na da da das classes mais desfavorecidas num preço mais acessível, porque se parar de perder ela vai ficar mais barata. Não tem a dúvida e quando eu estava no núcleo, coordenando o núcleo de estudos da embalagem da ESPM, eu produzi um artigo que existe uma coisa que se chama resíduos sólidos urbanos. Sim, tá? Então você pergunta, eu perguntava isso nas classes, você pergunta isso para as pessoas, quanto que você acha que é a porcentagem de embalagem no total do lixo urbano, dos resíduos sólidos urbanos, mais de 50% ou menos de 50%?
[42:32]Eu acho que é 60%, eu li alguma coisa sobre isso? Não, é 29%. É 29%, por que? 29%. Ah, atenção minha gente, a embalagem ela é 29% da composição do lixo urbano, dos resíduo, sólidos urbano, 52% naquela época, tá? Tá, isso aí sim, mas hoje precisa ser atualizado esse número, tá? Mas é o seguinte, 52% são resíduos orgânicos, ou seja, é resto de comida, você vai comer uma banana, soba uma casca, que é metade da banana, você vai tomar um suco de laranja, só aquele e metade, sabe? Então, para produzir os alimentos, existe uma perda enorme, depois existe o que sobra de comida, depois só aquilo que você esqueceu na geladeira, que meio depois você lembra de jogar fora, resíduos, vai tomar uma água de coco, você joga um coco fora.
43:31Quanto lixo urbano é realmente embalagem
[43:31]Eu li uma matéria que fala que 60% do que você leva pra sua casa é embalagem, do que você leva pra sua casa. Essa conta tua, ela é muito mais complexa, né? porque você tem que gerar o resíduo que vai ser compostável ou não, que vai pro lixo, isso aí, agora é o seguinte, ó, 13% dos resíduos sólidos urbanos do lixo no Brasil, 13 não são coletados, são dispostos no meio ambiente, tá? Aí existe uma outra porcentagem, que acho que é 17, 18% você não me lembra exatamente esse número, mas é... é peneu velho, é objetos que as pessoas jogam, joga sofá, joga... Olha, é um monte de coisa que não é embalagem, fralda, descartada, papel higiênico, puta-monte de lixo, que não é embalagem, tá? Esses 29% 32%... naquela época, hoje é mais, tá? 32% desse lixo, desse contingente de 29% de embalagem, volta APAS FÁBRICAS para ser reciclado. Hoje esse número é bem maior e tá chegando perto de 50% das embalagens que são produzidas, elas voltam para as fábricas para serem recicladas. Graças a coleta seletiva onde tem, onde não tem a ação dos catadores, das cooperativas de reciclagem, etc. Quantos milhões de catadores tem no Brasil?
45:04Catadores, cooperativas e os R$15 bilhões da reciclagem
[45:04]dizem um milhão, catador e catador. Tem milhão e duzentos, tá? Aí cooperativa de reciclagem, quantas tem? Oitocentas. Tem mais de mil, tá? A Coca-Cola tem um programa pra ajudar, eu tinha, não sei, pra ajudar, já atuou nesse campo, pra ajudar a montar a caixa econômica, o Cebrá. Todo mundo ajuda o Banco do Brasil a montar cooperativa de de catar cooperativas, ok? As cooperativas, elas são integradas também com a coleta de lixo das cidades.
[45:35]A minha cidade, por exemplo, eu sou de Vinhedo, a minha cidade tem uma cooperativa que toda terça-feira se anda no meu condomínio, toda casa tem um saco verde na frente, tá? Então, isso se alastrou pelo e hoje a reciclagem de embalagem, ela movimenta mais de 15 bilhões de reais. Gente, isso aqui, não esquece só os números, não é um número, é gente, é empresa, é um monte de coisa que produz esse número. Então é o seguinte, tem um milhão e dois e mais ou menos, um milhão e milhão de catadores, tem 2 milhões, pouco mais de 2 milhões de pessoas que na cadeia da reciclagem inteira, incluindo cooperativas, incluindo as indústrias da reciclagem, incluindo a coleta, incluindo, gente, é o seguinte, tem 2 milhões de brasileiros que vive das embalagens depois que elas foram...
[46:36]São os profissionais que pegam as embalagens para transformar, aí você pega esses 2 milhões 1 milhão de pessoas, muitos deles estariam pedindo esmola, através da reciclagem de embalagem, eles estão sendo resgatados para a sociedade, tendo a, como é que diz, a autoestima dessas pessoas, a dignidade dessas pessoas restauradas. Ah, mas ele é catador, ele é catador mas ele não está pedindo esmola, ele é catador mas ele está trabalhando numa cooperativa, ele é catador mas ele alimenta a família dele com isso, com esse trabalho, então é o seguinte ó, 15 bilhões de reais por ano é o que movimenta a reciclagem, 60% desse valor vai para os catadores, tá? Então é que é o nosso agente de reciclagem principal, né?
[47:34]Então, isso aí é uma coisa, isso é uma cara, ó gente, isso aí é uma característica do Brasil, tá? O Brasil, ele tem uma cultura de reciclagem que vem do tempo do império, se vocês pegarem o trabalho do Debre, que pintou o Brasil, fez a reportagem visual do Brasil colonial, vocês vão ver que tem umas pessoas andando na rua, com cesto na cabeça, cheio de garrafa, o cara passava gritando, garrafeiro, comprava garrafa, tempo do império, perigo, eu sou de Ribeirão Preto, quando eu era criança, eu e meus amiguinhos, a gente juntava coisa pra ir vender no ferro velho, pra juntar dinheiro pra comprar camisa de futebol pro nosso time, tá?
[48:16]Ah, é? Então, eu já participei de isso quando era, isso faz parte da cultura do brasileiro. É um arranjo, a gente chama assim, ó, isso é um arranjo informal que produz um resultado recepcional. É que nós, diferente, não dá para comparar nunca a gente com a Europa, porque Europa põe fogo em tudo, né? É, mas isso aí não é uma coisa ruim, tá? Então, o seguinte, vamos, vamos voltar aqui, um ponto importante, existe uma coisa que se chama reciclagem energética das embalagens, eles não põem fogo em tudo ruim, o que eles só fazem é o seguinte, o Japão, por exemplo, não existe lixão. Não. Na Suíça, não tem lixão. Também não. Nesses países, não tem lixão na Suécia, etc. Eles fazem mas energia com os resíduos sólidos urbanos, mas antes de pôr fogo e gerar energia, eles tiram as embalagens que podem ser recicladas, porque a embalagem não é lixo, embalagem é uma matéria-prima que pode ser reciclada gerando valor, trabalho e renda, é importante a gente lembrar disso.
[49:25]você separa, ele já tem o hábito, a educação, de separar o resíduo, né, eles são coletados em dias diferentes, Alemanha tem um fã de né, a Alemanha cobra a taxa, eles tem um fã de, agora o seguinte, vou dar um exemplo, no Japão, eles gerem energia elétrica, tá, sim, aí na Suécia, eles desenvolveram essas usinas de reciclagem energética, elas são circuito fechado, então porque quando eu falo isso, ó, eles queimam todo, eles tiram as embalagens e eles queimam tudo para gerar energia elétrica. Aí sempre tem alguém na classe que fala assim, é professor, mas é fumaça. Então deixa eu explicar, tem que ter paciência, não é ser professor, tem que ter paciência. Então o seguinte, circuito fechado, a fumaça, ela é liquefeita e ela volta ao circuito para ajudar na queima, como combustível da queima, porque é um gás, a fumaça é um gás, então esse gás é lico efeito e volta como combustível da queima, só que essas usinas são enormes, são caras, etc.
[50:34]Aí a Suécia desenvolveu um tamanho de usina menor e esparramou pela Suécia, que aconteceu, acabou com o lixo da Suécia. autoresido. Entra no YouTube e bate lá, Suécia importa lixo. O que Suécia teve que decidir? Ou a gente desliga a usina ou a gente importa lixo? O que começou a acontecer na Europa? Alguns países, quando viram isso, começaram a passar lei proibindo o país de exporta lixo. Por que? Porque o lixo está virando uma riqueza, ele gera energia, qualquer coisa mais importante que tem para usar energia.
[51:18]Já pensou se os nossos aterros sanitários tivessem captação de metano? É, acho que tem que acabar com aterros sanitários. Tem que formar. Por que ainda não, né? Não, mas é, por que não? Não, porque não investe nisso, né? Não, é assim. A gente tá falando de saneamento básico que não tem. É assim, ó, já tem projeto para duas dessas usinas, tem uma. Mas é.
[51:39]da UZINA VERDE, funcionando no Universidade do Fundão, no IL. Mas é privado, né? É, uma UZINA EXPERIMENTAL, mas já tem, chama UZINA VERDE. Agora, o seguinte, uma viagem de mil quilômetros, gente, ela começa com um passo. O dia que fizer uma UZINA dessa, depois faz a segunda, depois faz a terceira. Eles já estão falando que tem projeto privado para cinco dessas já?
[52:05]vai acontecer. Por que? Porque isso é o futuro. Por que que nós vamos jogar no lixo uma coisa que tem valor e que pode gerar energia? O que é a coisa mais necessária do que energia? Não é? Na Europa, a energia não é só para acender a luz. Eles morrem de frio no inverno, vocês não tiveram energia em países frios. Então, isso... Por exemplo, você falou de usina eólica, etc.
[52:31]e essas coisas, tem limitação porque depende do clima, etc., né? Então, o lixo urbano não, é uma coleta diária, né, que vai abastecendo. Japão é exemplo disso, cara. Japão, é? Tem documentário, cês podem assistir no YouTube, mostrando como é que o Japão faz isso. Aí, uma coisa, um dos problemas da reciclagem é o filme plástico, tá? Porque como existem vários tipos de plástico que não podem ser reciclados juntos, surgiu uma alzina na Noruega, acho que é na Noruega, se não for na Noruega é na Suécia, chama Tonha com M, Tonha, procure na internet, a Tonha desenvolveu um sistema de computacional que ele analisa a linha e ele consegue separar 13 tipos de e separa. Então eles estão, acho que é na Noruega, eles estão convergindo o lixo plástico pra esse lugar, que esse lugar consegue resolver esse problema. Então nós temos várias categorias, a população na verdade conhece na sua grande massa de 1 a 7, só que dentro do 7 estão os plásticos mais especiais mas não abrica, né? Sim, então é o seguinte, eu acredito que os grandes problemas da humanidade, eles têm solução, tá? Todos, não existe problema que não tem solução, só que é o seguinte, coisas complexas não têm solução simples, tá? Sim. Exige investimento, exige tempo, exige ciência, exige tecnologia, mas problemas que antes afligiam a e alguns dos que afligem hoje, que não estão resolvidos, já se sabe como que resolve. Então, por exemplo, o problema do lixo urbano já tem solução. Mas a gente provoca quem? A gente provoca a ONG ou a gente provoca a indústria? Já tem solução, já foi resolvido nos países mais desenvolvidos e é o porquê que nós não resolvemos ainda? Porque nós temos que resolver o saneamento básico, primeiro.
[54:52]É a primeira coisa. Depois a gente tem que resolver o problema da saúde, tem que resolver, nós temos um monte de problema para as da educação, temos um monte de problema para resolver, então vai na fila, tá? Só que é o seguinte, o problema tem solução, a solução já existe, já foi aplicada e o problema já foi e resolvido nos países desenvolvidos. O que fazer com o lixo não é mais um problema da humanidade. É um problema de lugar pobre, de lugar desorganizado, de lugar que tem muita corrupção, de lugar que não tem gente honesta tentando resolver problema sério, de verdade e assim por diante, tá? Então, vamos deixar de declarar isso aqui.
[55:37]A só o que as embalagens na verdade trouxeram pra gente de levez as embalagens mais modernas, né? Você pegava por exemplo uma garrafa de vidro que levava leite, ela pesava 580 gramas, hoje você tem uma embalagem de 12 gramas que faz a mesma coisa. Sim, e a própria embalagem de vidro hoje já foi um vidro lightweight, que já diminuiu bastante. e todas elas estão evoluindo. 2% da carga em relação a 50% e tantos por cento.
[56:08]Cara, você consegue embalar 5kg de arroz com 17, 23 gramas, não sei quantas gramas. Você pega, por exemplo, essa água que ela tá carbonatada, a embalagem é mais grossa. Você pega essa que é não carbonatada, a embalagem é mais fina. O cara fala, nossa, mas a embalagem tá muito mole. Caramba, cara, o efeito dela é só pra levar água pra você. É isso mesmo. Quer tomar água, pessoal? Então já sabe, né?
56:30Por que o PET pode voltar a virar embalagem de alimento
[56:30]ou você vai na mina onde nasce a água mineral ou você abre uma garrafa, quer tomar água mineral? É assim. E você toma ela, fecha a garrafinha, não tem problema isso aqui, todas as agências reguladoras do mundo aceitam o PET como uma embalagem perfeita. Ele é o único produto que pode voltar para o alimento, aqui no Brasil, é o PET, já nos Estados Unidos você já volta com o polipropileno, né? Aqui ainda não. Então, mas o futuro é o seguinte, vários materiais que hoje ainda a legislação e o processo de retorno dele, a usabilidade do mesmo material para alimentos, isso tá em processo. Então, você tá dizendo o seguinte, o PET já está, agora entrou o polietileno já nos Estados Unidos, depois dos Estados Unidos e vai para outro lugar e assim vai evoluindo. É que tem algumas pessoas que eu costumo chamar de ditodólogos, tá? É o cara que ele estuda pra fazer uma coisa e ele acaba entrando em outra área que ele não entende bolhufas do que ele tá falando. Que fala que uma garrafa dessa com tempos fenólogos e disruptor endóctil, fitalato e ó, o PET é um material que não tem nada disso, você pode rafinha dentro do seu carro, não tem problema nenhum, porque ele não contém essas, esses toxinas, né? De vez em quando surgem umas coisas assim, né? Não, é, de vez em todo dia, né? Tá bom.
[58:05]E eu sigo pessoas que, assim, você olha o conteúdo, você fala, nossa, que pessoa curta e solta uma pérola dessa, você fala, não é possível. É porque é o seguinte, o ser humano, e cada vez mais, ele é contaminado pelas ideias que são espargidas nas redes sociais e que são esparramadas, é do ser humano, isso aí não tem jeito, Rui, nós vamos resolver primeiro o problema da reciclagem e depois o problema do ser humano equivocado.
[58:37]Você pega, por exemplo, a gente montou um instituto, que é o Instituto Soul do Plástico, e nós estamos aqui trabalhando mais efetivamente aqui dentro do município e os municípios vizinhos já estão começando a vir para cá. Nós montamos um auditório com 100 lugares, então a gente pode atender crianças, jovens, faculdades, a gente pode atender todo mundo para falar de economia circular, então são 100 por aula. E isso é uma coisa que eu acho que devia ser adotado no ensino do estado, no ensino do estado como um todo, eu falo, tinha que ter economia circular, o cara tinha que entender o que é, porque a criança leva aquela informação pra dentro de casa, é fantástico, por exemplo, Curitiba, Curitiba é um exemplo que a gente tem, né, tá andando na rua, você joga um papel de bala no chão, vem uma criança, puxa o tio, deixa o Caí esse papelzinho, pô, se desmonta o cara, e é uma questão de educação que todo mundo fala, mas não coloca em prática, né?
[59:41]Mas isso tudo é processo, é processo, então, por exemplo, existia esse instituto com esse auditório pra poder fazer isso, agora existe, foi muita luta pra fazer, é assim, é uma gotinha, mas vai arrombar, vai indo, então, o seguinte, eu acredito na evolução constante da humanidade, tá? Então, assim, ó, tem coisa que ainda não conseguiu ser resolvida, mas será, tá? Ah, mas será que vai ser resumido? Algum dia vai ser resolvida? Vai. Sabe por que?
[1:00:20]Porque está sendo, tá? Porque a gente, se a gente quiser pegar bons exemplos, nós temos milhares de bons exemplos. Ah, mas se a gente quiser pegar exemplos ruins, a gente tem 10 mil exemplos, então é mil contra 10 mil, então predomina na mente das pessoas, na comunicação e tal, os exemplos negativos. Eu tenho uma filosofia de vida que é assim, mais vale acender uma vela do que mal dizer a escuridão, e eu passei minha vida Rui acendendo VELA. Essa inteligência artificial agora é outra VELA que eu atendi pra ajudar as pessoas a saberem mais sobre embalagem, a fazerem embalagens melhores, a aprender mais sobre a circularidade, a saber que pode fazer isso e não pode fazer aquilo, não deve, etc. Eu escrevi livros didáticos.
[1:01:26]eu dei aula a vida inteira, dou aula, tá? Então, eu faço o que eu posso, aquilo que tá ao meu alcance, eu faço. Então, mais vale acender uma vela do que mal dizer a escuridão, tá? O nosso problema é que hoje nós temos muita gente, mas muita gente mesmo mal dizendo a escuridão e pouca gente acendendo vela como você tá fazendo e é por isso que eu tô aqui, tá? Porque eu vi que você é um cara que acende vela, você tá fazendo um trabalho que tem mérito, tem valor, tá? Então conte comigo.
[1:02:05]e a gente com com essa frente parlamentar também que nós temos no estado de São Paulo a gente vai discutir muito sobre circularidade de materiais né que eu acho que o caminho não tem outro caminho mais né é um caminho sem volta falar de circularidade né e a pessoa tem que tem que entender a circularidade e observar o que a gente sempre fala gente vai mudar em balagem uma embalagem e outra, avalia, pega lá, entra na IA, pega um estudo de avaliação do ciclo de vida, vê o que é mais sustentável, vê o que não é sustentável, embalagem, eu dou exemplo sempre do perfume, você vai comprar um perfume, aqueles perfumes maravilhosos, pô cara, colocar em uma garrafinha dessa aqui, você matou o perfume, a apresentação você acabou o perfume, agora você vai pegar uma embalagem, para colocar água, nada melhor do que uma embalagem dessa.
[1:03:00]é o seguinte, todas, quando eu fui presidente da ABRI, uma coisa que eu vetei lá, mas eu vetei forte na ABRI, falei, isso aqui é a casa da embalagem, aqui dentro desse lugar ninguém fala mal de embalagem nenhuma, tá? Não se fala mal de embalagem aqui, porque quando você fala mal de uma embalagem, você fala mal de embalagem, tá? Sabe aquilo, sabe aquilo que eu acabei de explicar aqui, ninguém é contra essa cadeira, o plástico, e, etc., o pessoal encontra embalagem, então a gente não pode ajudar esse discurso, Rui, eu acho que a gente tem que defender embalagem e a gente tem que defender todas as embalagens, só que o ponto que eu cheguei até agora é que a embalagem não precisa mais ser defendida, a embalagem ela já tem o lugar dela na sociedade, ela já tem a posição dela na indústria, ela já tem a posição dela na economia do país, tá?
[1:04:00]e até no pós-uso dela, ela já tem um lugar que é com a reciclagem, que ela alimenta o valor, que ela valor, trabalha e renda, que ela gera para milhões de pessoas, mesmo depois de ter cumprido sua missão de entregar o produto. Você sabe que tem um número que é, são números assim que eu fiquei assustado, eu entrevistei aqui presidente cooperativa, presidente de associação de catadores, catadores e assim, o catador tem de 70 a 80% da sua renda proveniente de materiais plásticos, cooperativas em média 60 a 70%. Eu achava quando eles vieram aqui que eles iam me dar números astronômicos do papel em cima, porque o maior volume é papel, mas não, eles vieram com números assim que eu falei caramba tudo isso, eu não imaginava isso.
[1:04:54]Eu conversei com o presidente de cooperativa um tempo atrás aí e ele me falou que normalmente as pessoas pensam que o maior volume de receita da cooperativa vem da lata de alumínio, porque a lata de alumínio tem um valor muito alto, mas que o produto que gera mais valor para eles é o PET, inclusive eu liguei para o presidente da BPET, porque a BPET patrocina, apoia institucionalmente a nossa IA.
[1:05:23]ABIPET e mais doze, não mais treze, são quatorze entidades que apoiam institucionalmente a nossa IA e ela não só apoia institucionalmente, como boa parte do nosso conteúdo vem dessas entidades que são as que mais entende do assunto específico da área dela. Então, quem entende de lata de alumínio é a Abralatas. ela tem conteúdo, que é conteúdo de valor, qualificado, etc. Quem entende de papel é a ABIMA, a ABIGRAPHE e assim por diante. Então essas entidades nos apoiam com conteúdo, por isso que eu falo que essa e a, ela só tem na base dela, conteúdo qualificado de fontes confiáveis.
[1:06:22]Rui, ele entregou o PDF do livro dele, que está integrado na base de conhecimento da IA, o o conteúdo que ele produziu e agora ele vai fornecer uma série de documentos aí de conteúdo de ACV que ele tem. Então, a gente depende muito também. Ah, eu não esqueci de falar um negócio importante, peço desculpas a vocês integrantes do nosso comitê de, nós temos um comitê de especialistas de imbalagem, que tem 148 dos, você tá também, você já tá no comitê, nós temos um comitê com 148 especialistas em embalagem das diversas áreas da embalagem, então em diversos pontos do ecossistema de embalagem, cientistas, gente de marketing, gente de produção, engenheiros de alimentos, pessoas que nos apoiam. Esse pessoal, eles acompanham o desenvolvimento da IA, eles participam, eles ajudam, eles apoiam, eles, por exemplo, quando a gente lançou a versão beta dessa versão frica e está no ar lá atrás, o comitê de especialista testou, avaliou e fez uma série de sugestões de melhorias que a gente passou para os engenheiros da AWS e aí nós demos um upgrade na versão beta, aí o upgrade da versão beta, que a gente chamou de beta 2, voltou para eles, para eles revisarem de novo e assim mesmo eles ainda fizeram mais ajustes, e essa semana, por exemplo, uma pessoa do comitê mandou uma sugestão excelente para a evolução da IA.
[1:08:24]O que eu faço? Eu pego e faço assim, mando para os engenheiros. Dá para fazer isso? Foi sugestão desse comitê. Quanto conhecimento não está dentro desse comitê? É a elite do pessoal de embalagem do país, participa desse painel, chama painel de especialistas, eles são especialistas em diversos e vamos falar aqui, vai estar vários deles, vão estar em Balamundi, agora em agosto, vai ter em Balamundi, que vai ser um mega evento de embalagens, né?
[1:09:00]É mesmo, vai ser muito bom, mas estaremos lá. Estaremos lá, eu estarei em dois painéis. É, eu tô em um só, você... Não, eu tô no painel com você, e depois eu tô como mediador com Maurício num outro. O Rui ganhou de mim nessa. BOM, é muito bom estar aqui com vocês, se deixasse a gente, nós vamos até de noite. É que aqui, o que eu fico muito chateado é que eu preparo uma pauta maravilhosa e eu nunca uso essa pauta, essa pauta, ela fica aqui porque vai embora. Se deixasse a gente, nós vamos até de noite aqui.
[1:09:37]e mestre, deixa uma mensagem aí, bem bacana para o nosso, para o nosso espectador, para o cara que está assistindo a gente aí, bom, meus queridos, todos os que tiveram paciência, a generosidade de nos acompanhar aqui, de ouvir nossas palavras, né, ouvir o que nós dissemos, se por acaso eu disse alguma coisa que vocês não concordam que eu fedeu alguém, peço desculpas, mas eu, eu sempre falo o que eu penso, eu procuro ser o mais verdadeiro possível em tudo que eu faço, tá? E isso nunca me arrependi disso, eu já tô, ó, já tô nessa estrada faz muito tempo, né? Já tô com uma certa idade, vamos dizer assim. Então, eu quero agradecer o Rui ter convidado e eu quero deixar claro para vocês o seguinte, embalagem é o INDUSTRIAL MAIS PRODUSIDO NO MUNDO, porque ele é necessário, não é porque a indústria gosta, já achou bonito fazer embalagem, tem uma frase que eu gosto muito, que é de uma poesia, desculpa não citar o autor, porque eu não me lembro aqui no momento, mas ele diz o seguinte, o sapo pula por precisão, não por belezura, então a embalagem, ela não é o item INDUSTRIAL MAIS PRODUSIDO NO MUNDO POR BELEZURA. Ela é o item industrial mais produzido no mundo porque ela é necessária para suportar a vida humana dos 8 bilhões de habitantes do planeta e vocês nunca se esqueçam disso, tá gente? A embalagem ela tem uma contribuição enorme para a sociedade, contribuição dela para a sociedade supera em muito, mas muito mesmo, o eventual problema que ela causa nas questões ambientais, a contribuição social dela é muito maior, por isso que eu acho o seguinte, a embalagem precisa parar de pedir desculpa por existir e começar a afirmar a sua contribuição, o valor da contribuição que ela tem para a sociedade. E as questões ambientais estão sendo tratadas por 5 mil hongues no mundo que estão botando o dedo nisso aí e exigindo que as indústrias, que os governos, que as autoridades tomem providências para minimizar o impacto das embalagens no meio ambiente, tá? Isso está acontecendo, isso também é a contribuição são dessas ONGs, que elas contribuem para isso, para apontar o problema, tá? Só que muitas vezes o que nos deixa nervoso aqui, chateado e triste é que muitas vezes esse apontar de dedos é desonesto, tá? Muitas vezes a gente vê isso. Então eu quero deixar aqui meu agradecimento, muito obrigado, contem comigo, tá bom?
[1:12:40]e no meu ponto de vista as embalagens elas têm que aumentar mesmo e cada vez que as fazem assim para a gente o quanto os dedos estão apontados para eles então é um negócio que leva a vida útil do produto qualquer que seja ele a maior dá as classes menos favorecidas conseguem ter acesso imagina uma sacolinha plástica putos que besteira proibir de São Paulo aí colocar um produto um pouquinho e o mais caro que alguém ganhou alguma coisa, mas assim, a sacola plástica, ela faz um papel de saneamento básico ferrado, porque quando não tem a sacola plástica, você não tem onde colocar o lixo, aí você vai ter que comprar um saco de lixo que é mais pesado que a sacola plástica, e hoje nós temos aditivos que fazem o trabalho de decomposição desse material, então tudo tem solução, como a gente tá falando aqui, e que aula Aula, que nós tivemos aqui hoje. Essa aula foi gratuita, a IA vai estar o link aqui na descrição, vai estar o link aqui embaixo, acesse essa IA, trabalhem com ela, pesquisa, em perguntem, mandem sugestões.
[1:13:56]Se você gostou do nosso podcast, deixa aqui o seu comentário. Se não gostou, deixe o comentário também. aqui eu sempre falo pra vocês que evolução continua, não nos segue, por favor, nos siga, ativa o sininho pra receber o próximo e muito obrigado por ter tido a paciência de ficar conosco até agora nesse episódio do PodPlástico e um abraço a todos.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
