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A evolução dos automóveis através do plástico | Com Edson Orikassa, Jairo Souza e Sidney Nasser

1:40:1766 min de leitura
Episódio completo no YouTube: A evolução dos automóveis através do plástico | Com Edson Orikassa, Jairo Souza e Sidney Nasser

Edson Orikassa, Jairo Souza e Sidney Nasser mostram como o plástico deixou os carros mais leves e seguros e o que falta para reciclar veículos.

Principais insights

  • Edson Orikassa (35 anos em engenharia e certificação veicular, ex-Toyota do Brasil) e Jairo Souza (professor de arquitetura veicular na FEI) explicam por que os polímeros são centrais em segurança, leveza e eficiência.
  • Segundo Jairo, trocar uma arquitetura 100% metálica por uma mista reduz a massa do veículo em 10% a 20%, e a espessura da chapa de aço caiu de mais de 1 mm nos anos 60 e 70 para cerca de 0,5 a 0,6 mm.
  • Os convidados desmentem o mito de que carro antigo era mais seguro: a deformação programada, com polímeros nas zonas frontais, dissipa a energia do impacto e também protege pedestres e ciclistas.
  • Sidney Nasser (Protec/Terpol) descreve um projeto com montadora japonesa que une para-choque de PP e forro de teto, hoje irrecicláveis, em uma peça com 25% de plástico de veículos em fim de vida, cerca de 8% de Terpol e 67% de PP virgem, sem baixar a especificação.
  • O carro elétrico pesa 150 a 200 kg a mais que o a combustão, e peças aerodinâmicas poliméricas ajudam a compensar o consumo; Edson afirma que a vida útil da bateria acompanha a do carro e que já há remanufatura e segundo uso.
  • A indústria automotiva é regulada por programas como o MOVER, construídos com a indústria na mesa; para os convidados, o setor de embalagens deveria seguir o mesmo caminho.

Perguntas frequentes

Quem são os convidados deste episódio sobre plástico na indústria automotiva?
Edson Orikassa trabalhou 35 anos na engenharia automotiva, com certificação e regulação veicular na Toyota do Brasil, e hoje é consultor. Jairo Souza é professor responsável pela cadeira de arquitetura veicular na FEI e tem 30 anos de indústria, incluindo passagem pela Suécia. Sidney Nasser é CEO da Protec e responsável pela tecnologia Terpol, compatibilizante à base de borracha natural.
Por que os plásticos ajudam na segurança dos veículos?
Segundo Jairo e Edson, os carros modernos têm zonas de deformação programada: grade, faróis, para-choques e preenchimentos poliméricos absorvem energia e reduzem a desaceleração sentida pelos ocupantes. Esses materiais também protegem pedestres e ciclistas, exigência dos testes de segurança como o NCAP. Para Jairo, a estrutura que não se deforma, comum em carros antigos, transmite toda a energia ao corpo.
Quanto os polímeros reduzem o peso e o consumo de um carro?
Jairo Souza afirma que, comparando uma arquitetura totalmente metálica com uma mista, a redução de massa pode ficar entre 10% e 20%, o que melhora diretamente a eficiência energética. Ele lembra ainda que a chapa de aço caiu de mais de 1 mm para cerca de 0,5 a 0,6 mm e que a eficiência é regulada, com incentivos fiscais para quem a supera.
O que é o projeto de reciclagem de para-choque e forro de teto com o Terpol?
Sidney Nasser conta que a Protec uniu duas peças incompatíveis, o para-choque de polipropileno pintado e o forro de teto, que mistura fibra de vidro, poliuretano, cola e tecido. Com o compatibilizante Terpol, o material atingiu a especificação da peça usando 25% de plástico de carros em fim de vida, cerca de 8% de Terpol e 67% de PP virgem. O trabalho será apresentado a uma montadora japonesa, cujo nome ele não revelou.
Carro elétrico é mais pesado, e como o plástico ajuda?
Edson Orikassa diz que um veículo médio elétrico ou híbrido pesa de 150 a 200 kg a mais que um a combustão por causa das baterias. Peças poliméricas de aerodinâmica, como as que desviam o vento junto aos pneus, reduzem o arrasto e o consumo. Jairo Souza acrescenta que a tecnologia de baterias é recente e deve diminuir de tamanho e peso nos próximos anos.
Quais desafios de reciclagem ainda existem no setor automotivo?
Os convidados citam a fibra de carbono, sem tecnologia de reciclagem hoje, e a separação do cobre dos chicotes elétricos, que no Japão é feita em grande escala. Sidney Nasser também aponta o desafio de reaproveitar peças multimateriais, como forros de teto, e Edson destaca a remanufatura de baterias, que ainda sofre com falta de baterias disponíveis.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura e apresentação dos convidados

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje nós vamos falar aqui sobre economia circular na indústria automotiva, segurança, leveza, eletrificação e compatibilização. Se eu tirar o plástico de um carro moderno, ele fica mais pesado, menos eficiente, menos seguro e isso não é opinião e engenharia, por isso nós temos aqui hoje eu sou Rui Katsuno, empresário na na transformação de pláticos há mais de 30 anos, especialista em termoformagem e fundador do Instituto Soul do Plástico.

[0:35]Aí nós temos aqui a honra de receber o senhor Edson Orikassa, responsável por certificação e regulação vehicular na Toyota do Brasil, professor Jairo Souza da FEI, especialista em engenharia mecânica e arquitetura vehicular e o Sidney Nasser que já é nosso prata da casa aqui, que é CEO da Protec e responsável pela tecnologia do Terpol. Então, por favor, muito bem-vindos, obrigado a todos por estarem aqui. Por favor, Sr. Edson, se apresente, que eu fiz uma breve apresentação, porque o currículo é extenso.

[1:16]e muito obrigado. Obrigado pelo convite. Realmente eu trabalhei muito tempo na indústria automotiva, 35 anos na engenharia. A minha última função foi realmente a parte de certificação vehicular, todas as partes de testes e vehiculares e hoje estou no mercado como consultor. Muito obrigado pelo convite. Bacana, vamos lá, Jairo. Primeiramente muito obrigado pelo convite aqui, ter um prazer encontrar aqui com vocês. Tem um papel extremamente relevante na sustentabilidade da sociedade brasileira. O tema reciclagem é um tema central e é um prazer estar aqui.

[2:01]Então, fazendo uma breve apresentação, meu nome é Jairo Souza, sou professor no Centro Universitário FEI, responsável pela cadeira de arquitetura vehicular. Então, o nosso o trabalho é entender as tendências futuras, ajudar os engenheiros do futuro a criar estruturas que protejam a vida, que melhorem eficiência energética, que tem reciclabilidade e acima de tudo, que entregue uma boa habilidade futura e sustentável para o nosso país.

[2:38]Minha trajetória foi de 30 anos na indústria automotiva, trabalhei alguns anos na Suécia, como gerente de engenharia de produtos, desenvolvimento de motores, trabalhei também como pesquisador na Universidade de Estocolmo, no KTH, sobre a supervisão do professor Hans-Erik Ångström, naquela época nós tínhamos alguns dilemas com relação ao futuro, o futuro naquela época é o pré-ouro.

[3:05]Em Jairo, essa tua experiência na Suécia, quanto tempo atrás e o que você via naquela época, hoje, você vê no mercado, na prática? É, sim, sim. É bem interessante, né, porque trabalhando em laboratórios e pesquisa e desenvolvimento, a gente vê uma série de tecnologias que, naquele momento muito incipiente, a gente não sabe aonde vai dar, né. e costumando dizer que pesquisa, ela é mal comportada, né? Isso eu aprendi com o professor.

[3:38]Mas quer pesquisa é mal comportado. Mal comportado, né? Porque muitas vezes você acha que você vai para uma direção, mas no final você acaba indo para outra, né? Então você não tem muito controle. Mas as tecnologias que foram trabalhadas naquela época hoje são tecnologias presentes nos produtos, nos veículos, na mobilidade. e se demonstraram soluções sustentáveis. Eu adoro comparar os dias de hoje com os filmes do Jornada Nas Estrelas. Só falta o teletransporte.

[4:15]Os Jetsons. É o Jetson também. Provavelmente vai se tornar realidade no futuro, em algum momento. e você, meu amigo, todo mundo te conhece, jamais manda bala. Obrigado, um detalhe, hoje é sábado, todo mundo aqui. É, o programa nosso é gravado, tá? Sábado, hein, pessoal, estamos aqui, né? Então, apesar, a gente fala, uma hora e meia de bate-papo, é, dificilmente alguém ouve uma hora e meia, mas fica o arquivo pra depois a gente ir conversando.

[4:47]Então, obrigado do convite, eu sou Sidney Nasser, ter um trabalho com a indústria automotiva porque nós temos uma indústria química que fornece aditivos químicos pra borracha, especialmente pra borracha, e aí envolvemos guarnição de carro, retentores, buchas, anéis ou ring, ou seja, toda a parte de borracha, mangueiras, nós temos participação porque nós temos um laboratório de aplicação, então nós temos uma mini fábrica de borracha, e os ASTMs, D2000, tudo aquilo lá, a gente trabalhou muito com isso. Eu trabalho com isso desde 80, desde os 14 anos. E um pouco antes da pandemia, nós desenvolvemos a tecnologia Terpol, que é a base de borracha da seringueira, borracha natural, como modificador de plásticos e compatibilizante. E isso para a economia circular dos veículos é muito importante, nós vamos conversar aqui. Então, obrigada a oportunidade.

[5:51]e só fazendo, o Jairo nós tivemos aqui há uns três semanas atrás, há três semanas, né, e quando você saiu, Jairo, eu peguei um guardanapo, falei, Rui, vamos parar de babar aqui, porque aqui nós aprendemos esse homem aqui em duas horas, eu não aprendi na universidade o tempo inteiro, e aí o Jairo falou, não, eu vou trazer outra pessoa que é o Edson, é, e, então é um grande prazer dividir essa manhã de sábado aqui com vocês.

[6:20]Se você me permite fazer um comentário aqui, o Edson é um grande amigo de Longadat, é um professor, tem uma carreira de sucesso. Eu costumo dizer para as minhas turmas na universidade que eu tenho a felicidade de ter, ao meu lado, ele participa nos semestres, na feita, no palestras, e a gente tem a oportunidade de trazer algo do nível do Edson. Edson chegou a representar o Brasil junto com as autoridades federais em várias delegações e visitas a outros países e também representou o Brasil lá no Congresso americano para falar sobre tecnologias brasileiras, como o híbrido flex.

[7:05]e fez parte da equipe que criou o primeiro veiculo híbrido flex comercializado no mundo, né? Então... Que ano foi? Eu gosto de falar de datas, fazer o que que era lá atrás e onde estamos hoje. Bom, na indústria que eu trabalhava, o veiculo desenvolvida aí, o híbrido flex, ele e surgiu lá em 2019. Esse evento que o professor Jairo mencionou de eu participar lá nos Estados Unidos foi que os fabricantes de etanólogos americanos tinham interesse em saber porque a indústria automotiva ela não fabrica combustível, certo? Mas existe uma correlação muito grande, combustível veíco veíco combustível.

[7:57]cada indústria precisa seguir em frente, um sem outro não adianta, um não consome e outro não roda, é verdade, então os produtores detalham lá dos Estados Unidos que eles queriam saber dessa tecnologia, que tecnologia era essa de ser híbrido e ser flex, então pra eles entender um pouco mais, ex-convidar alguns representantes aqui do Brasil, e eu fui como representante da indústria, expliquei lá para eles como é o veículo, qual é a tecnologia que o veículo usa, foi basicamente isso aí, e o professor Jaira ele aumentou muito, assim, a minha pergunta.

[8:43]Não, é motivo de orgulho, nós temos visto vários profissionais brasileiros com projeção internacional, então é importante a gente valorizar os nossos profissionais, o conhecimento, com certeza, não só a academia, com certeza é forte, mas também valorizar os profissionais e incentivar aqueles, a gente está falando aqui no canal aberto, aqueles que tem o empreendedorismo na alma, que venham para a academia, que venham para a indústria, para que a gente e possa alavancar a economia e o setor industrial brasileiro.

[9:20]Nessa linha do professor, como ele mencionou, em tempos e em tempos ele me convida para fazer uma apresentação para os alunos, os formandos, na FEI, como ele é professor, na FEI, e tem uma parte da nossa bate-papo lá que sempre a gente fala pouco da experiência no exterior, como esse engenheiro trabalhando lá fora. e como eu tive essa experiência também, né, como não tão completa como do professor aí, mas fiquei por três anos, né, lá no Japão, trabalhando na engenharia de uma grande montadora, então acho que a gente compartilha às vezes com os alunos para poder motivá-los ou mostrar essa, como é a vida de ver... Os horizontes, né, os horizontes.

10:07Economia circular na montadora: da engenharia à reciclagem de veículos

[10:07]e, como a gente fala muito aqui, o nosso PodPlástico, a gente sempre introduz o tema plástico, porque é a alma do nosso negócio aqui, é o plástico. Então, na economia circular das montadoras, Edson, ela nasce ali, obviamente, na engenharia, né, quando se desenha uma peça, para que ela seja, ela entre na cadeia da economia circular, mesmo porque tem uma de ter reciclado dentro da indústria automobilística, né? Mas isso começa lá na engenharia, né?

[10:46]Sim. Inclusive, é claro que toda indústria automobilística ela tem um gatilho muito forte que é a parte de legislação governamental, né? De partos regulatórios. Então, isso aí que puxa muita tecnologia, né? tanto a parte ambiental, a parte de emissões, como reciclagem e coisas ligadas a parte tecnológica e ambiente também, certo? Então, por exemplo, tem países como Japão que as montadoras criaram, vamos dizer assim, uma rede de reciclagem de veículos, muito grande.

[11:35]pleta, eu visitei e tinha a oportunidade de visitar uma dessas plantas e naquela época estava reciclando por volta de mil veículos por dia, caramba, mil veículos por dia e aí é feito toda a separação né, todos os materiais, nossa quase 400 mil veículos por ano, impressionante né, e essa montadora na época tinha três indústrias dessa de reciclagem, então seria três mil veigos por dia e estava reciclando lá.

[12:05]Caramba. Então multiplica por três. E são processos muito complexos que assim que por exemplo aqui no Brasil seriam inexequíveis ou não? Não, não é muito complexo. Eu diria que ter alguns materiais do veículo, do veiculo que é difícil de você separar. Por exemplo, cobre dos fios da parte do ficoate. Isso aí você vê a uma indústria dessa, uma fábrica que separa isso, realmente é difícil você fazer essa separação, né? Então achei assim que talvez esse é o tipo de material mais difícil você separar durante e tem solução lá. Tem, tem, tem. Aí você vê assim aqui desfardo, né, de pedaços quase microscópio de cobre. É uma coisa muito interessante e realmente separa tudo. E o Japão não tem recursos naturais, então isso é uma matéria-prima que vale ouro, né? Exatamente. Mas essas iniciativas, elas partem da montadora para obrigação governamental ou o governo faz exaporte e apoia para que eles fazem isso, para que eles façam isso lá.

[13:26]É origem, vamos dizer assim, 100% qual foi a motivação, eu não posso te afirmar aqui, mas como foi dito, como o Japão não tem matéria prima, eles realmente tem uma situação bastante complexa, até fazendo um paralelo aí, Japão está querendo proibir de exportação de veículos usados lá, porque os veículos usados do Japão é bem exportável para vários países, principalmente os países que usam o volante do lado contrário, nossa, o volante do lado direito, mas tem países que importam carros usados do Japão e faz essa troca, inclusive tem países aqui da América Latina que faz isso.

[14:07]Eu vi muito isso na Colômbia, no Perú, no início das décadas de 90, você pegava, vou falar uma marca que não é japonesa, é coreano, masda, que adaptar o volante pro lado certo e ficou todo o sistema do outro lado. É muito interessante isso. Então, essa preocupação do governo de manter a matéria-prima dentro do país pra que isso possa continuar produzindo. Acho que essa preocupação da indústria automobilística de ter condições de de produzir é muito importante. Inclusive, essa maior montadora hoje do mundo decidiu de fazer a primeira unidade fora do Japão fazer aqui no Brasil por causa da matéria prima brasileira. Eles aí, 50, 60 anos atrás, eles sabiam que o Brasil era o país que poderia acontecer qualquer coisa no mundo, guerras e tudo mas aqui era possível produzir um carro e foi por isso que eles abriram aqui no Brasil a primeira filial fora lá do Japão. Daí a gente vê que a importância da matéria prima. A gente tá falando da Toyota? Sim, da Toyota. Bandeirante né? Na época que eu entrei lá a gente fabricava o bandeirante, mas... que era metal puro. Metal puro. Panser.

[15:34]e se realmente as espessuras das chapas lá eram bem diferentes da chapa de hoje. Aquela época que usava até 4, 5 milímetros de espessura. Hoje ele vale mais do que ele valia lá no passado. Comprar um mandeirante é caríssimo. É cara, cara. Olha a mudança quando você estava falando, Rui, da parte da entrada do plástico. É, a entrada do plástico mudou, virou o jogo.

[16:00]Quando ele consumia de pneus, quando ele consumia de combustível, e o parado hoje com o carro. Vamos pegar um bandeirante que é um trator, né, um... Ah, qualquer um da época, né? Mas vamos pegar o teu Maverick. É, qualquer um da época. É, da década de 70. O que você tinha de plástico lá dentro? Nada, nada, nada, nada. A evolução que veio com a entrada dos materiais plásticos, hoje se fala muito em aquecimento global, de efeito estufa, o CO2 é um deles, né? Então, no seu ponto de vista em tudo que você viveu, vivente de ou, o que mudou em relação à entrada dos materiais plásticos no automóvel?

[16:43]É, a sua pergunta é até bastante interessante, né? Reflexão. Porque o seguinte, a atividade humana no planeta, a atividade antropogênica, ela causa, né? Ela causa impacto ambiental, . Então, assim, só existência do ser humano no planeta, causa, influencia o meio ambiente e o ecossistema. Nessa indústria, nós testemunhamos aí, ao longo dos anos, uma evolução muito grande. Então, é como Edson citou, existem vários requisitos legais e quando se pensa arquitetura veicular no conceito de conceber um veiculo se pensa em vários fatores, então meio ambiente é um fator preponderante, legislação naturalmente é o primeiro da lista, porque antes de se conceber um veiculo se pergunta, onde é que eu vou produzir, para quem eu vou produzir, qual é o arcabouço legislatório, essas são as primeiras perguntas que definem aí muitas vezes as plataformas e inclusive a decisão do estabelecimento das instalações das fábricas. Onde vai ser? Onde vai ser? Como vai ser? Quais são os fornecedores mais importantes que tem a proximidade da cadeia? Então são esses fatores. E ao longo do tempo que nós Vimos que partimos de arquiteturas ou estruturas basicamente metálicas para estruturas mistas, por uma série de fatores, então o plástico tem um fator preponderante, ele é muito importante do ponto de vista de segurança veicular, eficiência energética, consuma de combustível e redução de peso, de massa. Então, a gente viu ao longo dos anos uma série de evoluções nos materiais não só nos materiais metálicos, mas como os não-metálicos, como nós chamamos na indústria, os polímeros de engenharia, porque são produtos, são materiais desenvolvidos especificamente com propósitos específicos. Existe uma ciência que vocês dominam até melhor que nós, nós somos os usuários dessas tecnologias, vocês são os especialistas, mas nós procuramos usar esse conhecimento que vocês têm com relação aos elementos químicos, as estruturas, as propriedades, da melhor maneira possível para entregar uma mobilidade sustentável e segura para os cidadãos.

19:34Segurança, crash test e deformação programada

[19:34]e economicamente inviável, né? Exato. Um ponto de um ponto assim do cara quando ele vai comprar um carro hoje ele já a primeira pergunta quando ele entra ele olha, acho o carro bonito, quantos quilômetros faz com litro? Essa pergunta ela tá sempre na ponta da língua, né? Se fosse lá no Maverick e fala dois, três, depende do seu pé, né? E você deixa o Maverick e que ligado no pôs de gasolina nunca encho Interessante também la levantar e que está muito relacionado com os materiais, é sobre estar muito relacionado com N-Cap, que muita gente hoje em dia vai comprar quer saber se o Vico é cinco estrelas no crash test, no Termo de Segurança e ter um requisito que bem recente de proteção ao pedestre. Então esse requisito, se você fizer o teste com o bandeirante, com a verique, porque uma das um dos testes é você testar o impacto na perna e a cabeça do pedestre. Então é muito importante, ali se tivesse um material muito rígido de e realmente não sobraria nada, realmente. Agora, com esse requisito de proteção, o PDESRI, e é um requisito que o consumidor hoje em dia, principalmente os europeus, o pessoal de Estados Unidos, o pessoal da Europa ou mesmo o pessoal da Ásia, eles querem saber se o veículo é cinco estrelas ou não no teste de segurança.

[21:12]meu carro me dá a cada susto, ele vem quando vai passar alguém, eu to dando ré, ele dá aquela frenagem brusca assim, para, você fala, puta que paramos, olha a hora de ter uma pessoa passando, é, isso aí, tudo, tudo vem dessa classificação, né, e dessa corrida entre as montadoras e a melhor atender o consumidor final, né, de ter um veículo realmente que... Eu tava vendo essa semana no Netflix, o Fangio, a história do Fangio, né, da década de 50, como eram os carros de corrida, inclusive do acidente do Senna para hoje, hoje o Senna pilotando um carro de hoje ele possivelmente estava vivo, possivelmente, com toda a proteção, exatamente, isso é evolução, o que nós estamos falando que é muito interessante, eu queria até colocar aqui a mesa, justamente com uma das maiores os maiores montadoras japonesas que eu não posso por NDA e abrir o nome. Nós temos um projeto exatamente em cima da economia circular dos veículos, porque na Europa, a partir de 2021, já existe uma normativa de 25% dos plásticos dos veículos serem reciclados de veículos de uso e isso tem que se comprovar. Então o que que nós tamos e já concluímos a fase de desenvolvimento e vai ser apresentada no Japão ainda esse ano? Só dei, não falei o nome da empresa, falei o país, né? Aonde nós tamos...

22:57Projeto Terpol: para-choque e forro de teto com 25% de reciclado

[22:57]puxa minha língua, não que eu falo! Rui, a gente tem que controlar, Rui, a gente tem um botão que põe o muti aqui, que se não ele vai falar, né? Mas tudo bem, aqui é um bate-papo gostoso. E o que que nós desenvolvemos? Nós estamos pegando duas peças não compatíveis do carro, que é o para-choque, que é polipropileno, pintado, com um produto dentro do carro que é irreciclável, que é o liner, que é o revestimento do teto, onde a gente encosta a cabeça. O revestimento do teto, ele tem fibra de vidro, tem tudo, poliuretano, plásticos, cola, tecido, tem tudo. E nós conseguimos com a soma dos dois da vinte e cinco por cento, com mais oito da nossa tecnologia do Terpol para aglomerar tudo isso e e foi combinado com 67% do PPVIRGEM e atingimos a especificação de uma peça que eu não posso falar qual vai ser a peça do carro, porque se não ficar, né, mas atingimos a especificação dessa peça porque não reduziu, não baixaram a altura do sarrafo, ah, vai usar 25% que a Europa exige, mas vamos folgar um pouquinho a que a especificação?

[24:20]Edson, Jairo, Rui, não reduziram a altura do sarrafo, ou seja, tem que atingir aquela especificação e nós conseguimos entregar acima dessa especificação com 25% de plásticos oriundos de carros no final do ciclo de vida. Quando fala do Japão, é uma escola, essa indústria de reciclagem, né? Exato. Inclusive, o Brasil está fazendo um paralelo com os países desenvolvidos, que existe o programa MOVER, que já estamos agora na terceira etapa. Começou lá com o Innova Aralto, depois entrou o Rota 2030, e agora o programa MOVER, que está trazendo também a necessidade, a obrigação de usar materiais recicláveis.

[25:17]circular, esse percentual, não está dividido, mas porque a exigência é de recuperação e reciclagem em 80% e recuperação e remanufatura em 85%, então qual é qual, mas está seguindo o Brasil também. Uma tendência mundial. tênisse mundial. Acho que tudo isso aí vai levar a uma melhor imagem do veículo hoje em dia para o consumidor. Mas você vê que interessante na montadora, diferente do que a gente está vivendo, a montadora ela está olhando tudo, como um todo. E o nosso governo está olhando para o plástico.

[26:01]Então nós tivemos um decreto agora em outubro, nós tivemos um decreto exclusivamente para plástico. e não pautou mais nada, só plástico. Ou seja, a vida do plástico ficou um pouco mais difícil, mas eu te vendo uma dificuldade, eu te mostro a dificuldade pra te vender uma facilidade. Então você tem que colocar 30% do seu produto, você fala meu produto não absorve 30% porque não tem validação. Mas você pode comprar crédito de reciclagem.

[26:34]ndoformagem. Legal, né? Mercado negro. Então é, mas são coisas assim que eu tô fazendo um paralelo, porque a indústria de embalagem é completamente diferente da indústria automobilística, né? A indústria automobilística, quando ela tá olhando, ela tá olhando por um todo do carro que vai ser reciclado ou vai ser remano faturado, né? É, é justamente o que nós e do berço ao túmulo, Edson. Agora é berço a berço, né? É, agora é berço a berço.

[27:05]Vai voltar, né? Você vai voltar depois do túmulo e você vai voltar. Resuscitado. É que a gente vinha na tocada da economia linear que era do berço ao túmulo, né? Agora o túmulo não existe mais, né? Então para o túmulo é berço a berço, né? e queira ou não, nós que trabalhamos por bom tempo na indústria, percebemos que a evolução tecnológica depende desses marcos regulatórios. Com certeza. Já vi isso aí, airbag, ABS hoje é obrigatório em todos os vexos do país, porque enquanto é um item opcional, a A competição, principalmente nos veículos populares, fica meio difícil você introduzir. Você colocar um dispositivo no veículo que vai aumentar dois, três mil reais, peça muito no preço e a competitividade.

[28:07]Eu aprendi uma frase muito legal disso. Em dezembro eu estava visitando o amigo Sérgio da Ambiental Reciclagem, ele trabalha com reciclagem de eletrônicos, inclusive segunda-feira está aí lá, em Budazartes aqui em São Paulo, e ele fala que isso chama-se corrida dos ratos, ou seja, aquele negócio que, um real, o cara não vê de um carro, não é verdade?

[28:35]e competição muito grande. Porque não era legislado. A partir do momento que legisla, que é obrigatório ter por segurança o airbag e tudo isso, muda, né? Mas não tem imposição, né? Quando você vai falar com uma indústria automobilística, o governo ele é cheio de dedos para falar com uma indústria automobilística. Ele não chega lá e fala assim, ah, faz! Mas é obrigado hoje o airbag? É obrigado, né? Sim, sim. É mandatório. É mandatório? Hoje em dia até. E a BS também. A BS também.

[29:06]e também o controle de estabilidade hoje, também é obrigatório. É, na suspensão, mas eu não sabia, eu só não sabia. Então, o veículo realmente tem evoluído em materiais, em tecnologia, sempre puxado pelos marcos segulatórios, inclusive essa parte ambiental, emissões por exemplo, é um grande evidenciador desse processo de governo vai estabelecendo, vai mexendo sarrafo de emissões, e aí todo mundo precisa ser... Quando vem de um carro, nunca notei isso. Por exemplo, você vai comprar uma geladeira, o maior condicionado, dá lá o verde disso, o vermelho daqui, o carro tem essas informações... Tem consumo energético, porque dependendo, o consumo energético hoje é um programa do inmetro, que você precisa fazer um teste comparando com a categoria dos seus veículos, então paga todos os veicos daquela categoria aqui no Brasil, são várias faixas, aí comparem você vai classificar se ela é A, B, C, D ou R. Então é competindo que você vai fazer essa classificação. E essas informações vem na hora da conta? Vem na etiqueta, obrigatória essa etiqueta é o programa de rotolagem do veico, que hoje é obrigatória a parte de consumo, você vai ver lá, igual o consumo energético de geladeira e tudo mais, vai entrar também agora a parte de segurança, vai entrar não, já é obrigatório também a parte de segurança, os dispositivos de segurança do meio, os parâmetros de segurança, tá lá escrito para você, para o consumidor, facilmente poder comparar, entender e comparar 2 veículos, além do programa Enicap também que faz essa classificação, mas você pode ver nessa etiqueta tanto o consumo como a parte de segurança e quais itens de segurança aquele veículo tem, então isso é obrigatório.

[31:14]Com indiferencião. Então essa é a etiqueta, essa informação que você está mencionando, hoje é obrigatório. E ela vem no veículo zero quando você vai numa concessionária, você vê no para-brisa, sempre do lado direito. é a primeira etiqueta que a gente arranca. Então essa é a primeira, então a etiqueta que vem lá evidencia a eficiência energética traz os valores do consumo, tem padrões, essa etiqueta é padronizada e aí embaixo, logo embaixo você já vê a segunda etiqueta que é a etiqueta de segurança veicular. A pergunta que eu queria voltar lá no crash test do carro, o que que mudou com a entrada dos materiais na segurança de impacto? Porque vocês fazem muitos testes dando impacto no carro para ver o cockpit ali. O que que aconteceu com o motorista, com o passageiro?

[32:08]O que teve de evolução lá? Vamos falar do meu Maverick. Vamos tirar a base do meu Maverick para um carro atual. e o requisito legal está no contragop que o zucupote tem, então para que não danifique os e os órgãos internos e tal. Então, essa deformação programada, se for uma coisa muito rígida, então, esse contragolpe vai ser muito forte, e, então, realmente, as montadoras tiveram que fazer esse desenvolvimento, fazer de tal forma que o veículo deforme, mas absorva a energia que os ocupantes não sejam para a choque do veículo. Isso aí, realmente evoluiu bastante, e esse assunto, nós falamos sobre a proteção dos PDS, está ligada a isso também, para não ferir o PDS de forma violenta, mas esse requisito de que a frente do veículo, a parte traseira também, principalmente para proteger o tanque de combustível, tem, existe o teste traseiro também.

[33:31]Eu testei um já. Na pior maneira possível. Você foi a vídeo ou você foi o? Eu rodei aqui na Fernandes e parti de ré numa pedra. O banco de trás ele chegou em costolo meu aqui, amassou. E o tanque não? Não aconteceu na graça. Não teve vazamento também. E eu ainda tentei não dar partida para sair com o carro. Muito bom, muito bom. Então é isso, hô. Então essa h hôbur realmente uma necessidade e voce melhorar bem essa parte dianteira do VIK, que a parte trazila também, de absorção de energia, nesse caso, é do impacto. Então o contragoupe no ser humano, por vod, de uma tonelada. Tem que ser, no máximo, que voce, que os órgos suportaria.

[34:23]A diferença de um carro antigo daquele para um carro de hoje mexeu em um quanto nisso, mais ou menos. O que representou isso? Ah, sim. Bom, em percentórios difícil você dizia, o quanto que está, o quanto estabelecido essa força máxima, esse contragolpe máxima, foi baseado na, vamos dizer assim, na manutenção da vida ou da proteção física dos ocupantes, certo? Então, o que as montadoras fizeram naquela época que tinha o para-choque, usava-se o trilho de trem na frente com o para-choque, realmente isso foi dependendo da velocidade, o cara tava lá sofrendo 3, 4, 5 toneladas de de baixão musa, né, segurando o para-choque, é justa ver pra ele não, a pancada era na pessoa.

[35:18]Exato. Então hoje com advento desses novos materiais, principalmente os sintéticos plásticos, fez com que o veículo realmente absorva essa energia de impacto e protege, ou seja, esse e os materiais proporcionam essa sobrevira dos ocupantes. Então foi baseado na... porque a despesa dos países com acidentados de trânsito era muito alta. Era muito alta, Sidney, né? No Brasil ainda é alto, né? No Brasil ainda é alto.

[35:53]eventualmente por negligência do próprio motorista, mas é a parte técnica de modificar os materiais na parte frontal e na parte traseira dos veicos realmente salvaram várias vidas, e foi o importante, a contribuição desses nossos materiais nesse processo. e Jairo Souza lá na universidade. Sim, sim, complementando então o que o Edson falou é exatamente nessa linha que a gente trabalha para a formação dos engenheiros do futuro. Então, primeiramente, né, é um mito, né, de que os veículos, muitas pessoas falam, ah, o veículo de antigamente era mais seguro do que o veículo atual. Não, é o contrário, né. O fato da estrutura não se deformar, então você pega um dos anos 90, anos 80, anteriores a anos 90, por exemplo, a gente vê aí alguns casos, né, pessoa publicando Instagram, publicando redes sociais, né, falar, ó, bati o meu carro aqui, meu carro é dos anos 70, 80, né, e acabou com um carro, né, a frente do carro é mais novo, né.

[37:07]Vocês na engenharia falam ainda bem, né, graças a Deus, né. porquê? Porque o fato da estrutura não se deformar ele leva à consequência de que toda a energia cinética do movimento ele é transportado para o corpo dos ocupantes, então era muito comum nos acidentes do passado a pessoa bater um carro antigo, bater o carro a estrutura permanece intacta, a pessoa sai bem inicialmente, mas depois...

[37:38]toda arrebentada. Tem problema. O passo dele é emorragia. É, emorragia, exato. Vai morrer, vai morrer, depois não sabe nem porque o tranco é seco, né? Exatamente, exato. Mas desaceleração. Ah, desaceleração, exato. Por isso que a gente fala que existe, é uma deformação programada, né? Então a arquitetura, a estrutura do veículo, ela é concebida de forma que você tem zonas de deformação programada, né? Então, e aí são a combinação de vários materiais, entre eles os poliméricos. Se você olhar o fronte do veículo atual, dos mais recentes, você vai ver que o conjunto óptico, a grade, faróis, etc. São todos poliméricos. Muitas vezes, poliméricos e inclusive com materiais de enchimento também, poliméricos, poliuretano, e, por exemplo, justamente para proteger, no caso de, se for um caso de atropelamento, para proteger tibia, fêmur, bacia, no caso de atropelamento, e no capô, por exemplo, existem algumas tendência de materiais, então, pode se utilizar, por exemplo, assos especiais, mas entre aspas macios, mas resilientes, flexíveis, para absorver o impacto da cabeça, do pedestre contra o capô. Tiveram experimentos no passado também utilizando materiais poliméricos naquela região, mas nesse momento da colisão o nosso foco principal é a proteção da vida das vítimas. A rolagem deles. Tanto da vítima do pedestre, que a gente chama de e o vno r0ld, os usuários vulneráveis podem ser ciclistas, pedestres, só usando a micromobilidade elétrica, patinet, etc. E pode ser também abatido em outro veículo. Então, você deforma todo o fronte do carro. Ali, muitas vezes, o fronte, ele se estiaça todo, você perde todos os peços.

[39:53]exame, exato. Você tem o para-choque, uma primeira sessão onde fica normalmente pacote de refrigeração, radiador, etc. E aquela zona é a primeira zona de deformação, justamente para você ir dissipando energia. Depois você tem a segunda zona, que é uma zona mais robusta para evitar motor, exato. Existe inclusive... Também o corpo do motor mudou, né?

[40:17]Sim, a estrutura, o comportamento, a encoragem, os coxinhos... a obrigatoriedade que o motor ainda não pode ir em direção aos ocupantes, ele precisa ir por baixo. Exato, então existem todas essas técnicas que são utilizadas na concepção da arquitetura para proteger os ocupantes e aí depois tem também o airbag, são outros componentes internos e aqui também. Probro banco, banco e PEU, o banco que era ele...

[40:53]E você tinha o efeito de cote, você não tinha aquele... Exato, um gosto de cabeça, exato. Uma coisa que afetou inclusive na parte que o professor está dizendo, é do design do carro, porque teve uma tendência que o capô, a pessoa estava fazendo na parte frontal do veículo bem baixinha para fazer efeito cunha, e abaixando o mais possível o capô em relação ao motor, cabeçote ali na parte superior do motor, e divide essa exigência de proteger o PDS, porque quando o PDS, um caso de um acidente no atropelamento, ele bate a cabeça no capô, ia bater no motor, bateria no capô e depois o capô logo encontrariam uma peça muito rígida ali, né?

[41:43]e, então, isso aí, afetou o design, que você precisa fazer o capô um pouco mais deformável, um pouco mais longe, e boleado, né? Arqueado. Arqueado para que absorva essa energia e não cause neve. É interessante, porque daí ele vem... Também é, exatamente. E ele escolhendo. Esse primeiro impacto da cabeça no capô, realmente veio através desse requisito.

42:07Leveza, aço e a eficiência energética regulada

[42:07]o que nós estamos aprendendo? A questão de leveza, o carro veio diminuindo e espessura de chapa, mudando o tipo de aço utilizado, entrou muito, muito, muito material plástico, assim como nas aeronaves, e isso possibilitou a gente sair ali de um consumo de 5 litros por quilômetro para automóveis hoje com 30, 30 e poucos litros por quilômetro, né? E com os híbridos, a bateria, então ainda a gente supera ainda mais isso. Se ele não ganhasse essa leveza, isso seria possível?

[43:01]Bom, a evolução natural dos materiais levaram, de vários materiais levaram, a arquitetura chegar nos níveis de eficiência energética que nós temos hoje, aliás, a eficiência energética ela também é regulada, então a montadora, quando homologo os veículos, ela informa o governo, através das autoridades competentes, qual é o nível de emissão de CO2, então a gente pode usar, por exemplo, uma montadora A, ela tem, ali, é uma concessão de comercialização anual, né, baseado na eficiência energética que ela atinge. Então, se ela tiver uma eficiência energética superior ou melhor do que aquela prevista na legislação, ela ganha uma bonificação.

[43:51]Um rebate ou alguma coisa? É, um rebate, uma incentiva, um incentivo fiscais justamente para promover a evolução dos materiais. E esse é uma ferramenta, um mecanismo muito importante e o governo brasileiro foi muito inteligente nessa política, que, aliás, mais uma vez aqui eu tenho que citar que o Edson participou da construção dessa política. Então, e essa política é bem interessante porque ela lia ali também a cooperação no desenvolvimento dos materiais, não só internamente na indústria, mas a cooperação da indústria com a academia. Então, além de ela promover a melhoria da eficiência energética e redução de consumo, promove também a transferência de conhecimento, a troca de conhecimento.

[44:43]Exquisa. Exquisa exatamente. Bom, falando dos materiais específicos, então a gente pode primeiro para abordar os materiais metálicos, então os nossos colegas do setor de produção de assos, eles fizeram um grande avanço tecnológico, grandes desenvolvimentos com materiais que são assos que têm maior resistência, então existem assos microligados, existem assos que se comportam, por exemplo, durante a deformação, ele tem um processo de liberação de energia em forma de calor e aí o material vai mudando a sua estrutura e ao mudar a estrutura ele vai ingecendo. Então você programa ali, por exemplo, a deformação até um ponto determinado exatamente. Essa inteligência está nos materiais do aço e essas tecnologias possibilitaram inclusive que a indústria diminuísse a espessura da saúde.

[45:46]pomozo da um gauge que chama que é reduzir a espessura. Então existem tecnologias onde você vai ver que no veículo você pode ver lá o pilar A, que é a região da porta, ou mesmo coluna A, o coluna B, que na mesma chapa você pode ter tanto diferentes espessuras na mesma peça, quanto diferentes estruturas de material também na mesma peça. Isso faz com que você tenha flexibilidade de programar as regiões de maior carga, por exemplo, com maior resistência, e as regiões com menor carga, você tem outro material, não necessariamente com a mesma espessura onde você vai ter a carga maior.

[46:29]Então, isso já promove uma otimização. e aí tem os materiais não metálicos e aí a gente olhando para, tem um alumínio, que é o outro material extremamente importante, né, e olhando aí os não metálicos, aí tem os poliméricos, os poliméricos eles são chave para a melhoria da eficiência energética, porque dependendo do tipo de arquitetura, comparar uma arquitetura 100% metálica com uma mista, né, pode ver uma redução de 10, 15, dependendo da arquitetura até 20% de redução de massa. Reduziu a massa, automaticamente melhora a eficiência energética, é direto, é contra direto.

[47:18]Você mudou um pouquinho a espessura, você vai ter... A menos peso, melhora a emissão de gases, melhora o consumo de pneus. e se comparar essa espessura aí, os carros aí da década de 60 ou 70, a chapa utilizada era acima de um milímetro, um ponto dois, mais ou menos, era a chapa utilizada. E agora, 0,5, 0,6, metade, metade, exatamente, metade de espessura. E uma outra contribuição muito grande que teve também de usar os poliméricos, foi na parte de design, porque uma laterna, que hoje tem aqueles formatos totalmente modernas, espaciais, exatamente, só é possível porque ele é polimérico, se não fosse, não narei por fazer.

[48:12]E o carro às vezes vende por causa disso, o cara vê a frente do carro e acha que linda aquela grade, real gril frontal, que é a grade frontal, que é normalmente ABS, acho que ABS, é pintado e fica o radiador, lá aparece um Ford 29, foi agora teve uma new blazer, né, que foi lançada, que a frente do carro dela toda é a grade, cara, é a new blazer, né, ela é pô, a grade é enorme, o carro ficou bonito, a imposição do carro está na grade, embalagem do carro, exatamente. Mas isso aí só é possível com materiais poliméricos. Exato. A introdução desses materiais permitiu, que houvesse um avanço de engenharia. Exato. E também a contribuição com várias propriedades mecânicas, né, para a absorção da energia, né, no caso de colisão, por exemplo, né. A gente costuma dizer na universidade, e mesmo os colegas da indústria, que sem essa flexibilidade, provavelmente nós não teríamos os veículos como nós vemos hoje. E esses materiais são os materiais que vão ajudar, por exemplo, a mobilidade do futuro, porque pensando lá no veículo voador, aí a gente olhando lá lá em frente, a questão da massa do peso vai ser mais importante, como é na aviação, então vai ser mais importante. Então a tendência natural é de que esses materiais é uma bandeira que toda a indústria, a sociedade adotou e levantou, vai trazer ganhos lá no futuro para mobilidade que provavelmente a gente, espero que a gente tenha oportunidade.

50:04Eletrificação, aerodinâmica e o destino das baterias

[50:04]Ah, eu quero ver se ele é. Eu quero ter que ver. Eu quero ver. Eu quero ver. Eu quero ver. Eu quero ver. Eu quero ver. Eu quero ver. Eu quero ver. a elitrificação do veíco. A elitrificação já tá mais voltada, a parte de consumo energético, que era não o veíco elétrico, ele é bem mais pesado que o veíco a combustão. Quando das baterias. Que percentual tem essa ideia, Edson?

[50:36]1 veiculo, vamos dizer assim, 1 veiculo tamanho médio, ele aumenta próximo de 200 kg, 150-200 kg a mais quando o veiculo é totalmente elétrico ou híbrido. Então, aumenta realmente, sei lá, 3 passageiros a mais, 3, 4 passageiros a mais do veiculo. Por isso que foi necessário também você melhorar muita parte de design, mas de redução de arraste, o coiscente de atrito, que a gente se fala, e os poliméricos?

[51:18]Atrito em relação ao vento, então aerodinâmica. A gente percebe o seguinte, tem umas peças que nós chamamos na indústria de aeropartes, aeropartes, aeropartes que significa. Esses aeropartes são feitos, são peças poliméricas, que melhora o fluxo do vento, o carro vai andar contra o vento, certo? E ele vai melhorar o fluxo do vento. Então os veículos hoje é uma preocupação muito grande para saber por onde o vento vai passar. Isso aí hoje em dia, você pode perceber que...

[51:57]e uma flash. É, você pode perceber que todos os veicos hoje tem uma pequena peça polimérica ali, né, o plástico, em frente dos pneus. Sim, percebeu, né, exatamente que lá para desviar o vento que vai no pneu. O pneu ele tem uma área muito grande de frente, então as pessoas quase não percebem, né, mas no indo assim por baixo do veículo tem todo o fluxo de que é canalizado por essas peças.

[52:28]e faz com que... E no caso do elétrico tem que mudar o design disso? Sim, o pessoal coloca abuso desse tipo de tecnologia, dessas peças para que reduza o consumo. Compensos 200 quilos de peso a mais. Nossa, é bastante. Mas devem estar trabalhando também para o futuro, redução de peso das baterias. Sim, esse é o grande desafio de hoje. e aí, com relação a peso, massa de baterias, eu costumo sempre abordar esse tema da seguinte forma, a gente precisa ser justo com os elétricos, porque a nossa tendência é comparar o veículo convencional, a combustão, que tem mais de 100 anos de história, mais de 100 anos de desenvolvimento, a base do motor, ele é exato, a arquitetura como um todo ela evoluiu, e se você comparar, por exemplo, um carro dos anos 70, 80, se fazer uma comparação da reserva de energia, então olhando tanque de combustível, um carro dos anos 70, com tanque de combustível de um carro atual, você vai ver que provavelmente o seu Maverick deve ter o que no tanque, 100 litros? 70 litros, com autonomia de quanto? De nada.

[53:53]Exato, ele faz três quilômetros, dois, depende do peso. Exato, duzentos quilômetros, né, então assim. Meu deus. Aquela arquitetura, né, que a arquitetura dos anos 60, o projeto provavelmente é ano 50, né, que normalmente o ciclo de desenvolvimento é em torno, se for uma... 15 anos? É, depende, porque se for uma plataforma completa, né, que aí entra toda a parte industrial, tecnologias e produtivas, aí em torno de 10 a 15 anos. Se for um Facebook facelift, facelift é um tempo mais curto, coisa de 2, 3, 5 anos dependendo do tipo da modificação, mas voltando ao tanque de combustível, nos anos 70, se você olha os carros, os tanques eram grandes, grandes voluntos, 70, 100 litros, 120, tinha até o galaxi, petroleiro, lieno, pesa, frum autonomia ir de duzentos e trezentos quilômetros, hoje você pega um carro moderno, tanque tem quarenta e oitoditros, quarenta e cinco, quarenta e dois quarenta e cinco?

[54:58]Quarenta e cinco para uma autonomia de oiticentos quilômetros. Oitocentos quilômetros. Oitocentos quilômetros. Então se a gente olhar o tanque de combustível como um pacote de reserva de energia, nós vimos ao longo desses últimos 100 anos, que houve uma grande evolução de forma que o pacote diminuiu, a eficiência aumentou, o pacote diminuiu, certo?

[55:19]Emissão de CO2 foi lá no chão. Exatamente. A mesma regra vale para os elétricos. Então vejam só, os elétricos, como tecnologia em larga escala, eles começaram aí nos últimos, pai, tendendo no máximo 30 anos, né? de 10, 15 anos, certo? Ou seja, toda essa tecnologia de baterias começou a ser desenvolvida há muito pouco tempo, né? Então os pacotes são grandes.

[55:48]É, se tem um de 100 anos, um negócio de 10 anos. Você pega um pacote de 85 kWh, por exemplo, e vai pesar aí 300, 350 quilos, dependendo do tipo de tecnologia da bateria. Mas vejam só que essa tecnologia é uma tecnologia nova e está embarcada no nosso celular. E é uma tecnologia que já nasceu na era da inteligência artificial, na era da digitalização, o que não aconteceu com os tanques de combustível.

[56:22]Planilha. Exato. da plonilha. Então, a evolução natural dos sistemas de armazenamento de energia, como as baterias que são novas, elas já são conectadas e já são inteligentes, porque um tanque de combustível lá nos primordes não era, né? Então, a bateria já nasceu inteligente, você consegue monitorar ela remotamente, né? Então, o curso natural é que a eficiência energética das baterias melhore nos próximos anos, provavelmente numa escala exponencial por conta dela fazer já parte desse ecossistema de inteligência artificial, datascentes, pacotes BES, por exemplo, para acumular energia para geração eólica. Então, o curso natural dessa tecnologia, ela melhora muita eficiência energética. Durabilidade. E aí, o caminho natural vai ser diminuir o tamanho do pacote. E hoje existe alguma preocupação, por por exemplo, com o fim da bateria, onde ela vai parar quando ela fica inativa, já está tendo algum trabalho em relação a isso, todo mundo pergunta isso, onde vai parar a bateria a hora que ela não serve mais?

[57:35]Esse é uma discussão que houve muito recentemente, o que vai se fazer com a bateria depois do fim da vida, o que nós costumamos dizer, a indústria costuma dizer o seguinte, que A vida da bateria é a vida do carro. O que na verdade acontece é que a bateria vai perdendo a eficiência. É como a gente percebe no celular. Acho que ela carga que era suficiente para três, dois, três dias de uso do celular, ele começa a diminuir, você tem que com mais frequência recarregar. Isso acontece com a bateria dos veículos também. Então, o que vai acontecer é que a bateria vai perdendo performance, mas a pessoa não obriga a atualidade de você trocar aquela bateria. Você vai dar mais cargas, né? Inclusive, né, logo no começo dos veicos híbridos, né, que já tem uma bateria razoável, né, tem um programa lá nos Estados Unidos, que uma grande montadora adotou o parque Yellowstone de usar essas baterias dos veicos para iluminar o parque à noite. As baterias, enfim, de ciclo? É, espegava essa bateria dos veicos híbridos e que utilizavam lá, né? Fazia uma, uma, porque as baterias dos eicos híbridos, né, é, é feito por células, né? Você, quando danifica uma bateria, ela não danifica toda a bateria. É uma célula. É, você pode trocar aquela célula, né? E inclusive você se compra na internet essa, essas células dessa bateria. E o que aconteceu? É, o volume de bateria que, para fazer a sua utilização, a posterioria, e depois do veigo usar em estacionário, não está tendo bateria suficiente para fazer essa eliminação. Por que? Porque, na verdade, não há essa necessidade de troca de bateria assim.

[59:39]No imaginário das pessoas, fala, acabou a bateria interna. A gente acha que em um ano, dois anos já tem troca. Então, mas nesse sentido, a gente já está arrumando mais uma profissão, né? Que é o cara que vai remano faturar essa bateria. tem gente que trabalha nisso e falta a matéria-prima e falta a bateria na verdade a bateria é como trabalhar nenhum como eu trabalhava na uma montadora que tinha o veículo híbrido então a nossa preocupação foi de fazer fazer uma tem uma parceria com a poli de fazer um processo em remanufatura de baterias, reaproveitamento. E aí houve, né, o Apoli mandou um especialista lá para os Estados Unidos fazer, porque lá estavam praticando isso há mais tempo, não, no mercado americano estava se fazendo a remanofatura de baterias, né, então ele foi lá, aprendeu, voltou e fez todo um procedimento para como você vai ter que fazer essa troca dessas células, só que faltava as baterias. Não tem bateria disponível. Mas temos, eh, colegas...

[1:00:49]Às vezes a gente fala de um problema que não é tão... É, não, é, eu imaginava um problema muito diferente. Eu imaginava uma resposta completamente diferente, certo? A ideia de que você é brilhante n isso, de convidar pessoas capazes, é o que a gente aprende. É muito. Hoje eu vou sair daqui. Cada podcast é um... hoje eu vou sair daqui olha pessoal recomendo é assistir esse podcast porque tá sendo uma aula de assuntos diversos de conhecimentos diversos que é do nosso dia a dia e às vezes nós temos informações erradas né hoje de manhã nós eu amanheci com o Rui falando no no instagram dele eu fui lá e o Rui falando, uma médica, fala um monte de absurdo do plástico sem conhecimento algum.

[1:01:43]Eu falei, Rui, convida pra vir aqui. Você tem a história da Freira que eu sempre peço pra estar pra ele. A história da Freira é muito legal. Tem uma madre de um colégio do Ipiranga, que foi eu e o Junior lá fazer uma palestra. Júneira Nossosso do Soul do Plástico, da diretoria do Soul também. E aí ela me pegou e falou que ela era completamente contrária aos materiais plásticos. A gente ia fazer a palestra que a gente tinha sido convidado, mas ela não poderia não me falar aquilo, que ela era contrária aos materiais plásticos, totalmente não entrava nada de plástico na escola, copos de papel, copos de vidro, coisas de metal e nada de plástico, mas tudo bem, a senhora não quiser, a gente não faz a palestra, ela fala não, eu quero que faça porque é importante, a gente escutar, né, e aí o Junior fizer uma palestra bem leve, porque era para alunos até do 9 no ano, o o vinho era até muito melhor do que eu para falar para os mais jovens eu sou mais incisivo na fala e aí nós terminamos a palestra ela me pegou e falou assim nossa onde vocês estavam que a gente não tem acesso a essas informações para não pode deixar que eu vou dar acesso para a senhora peguei e mandei um livro para ela o paradoxo dos plásticos que é um livro que ele desmente muita coisa e e tudo que é escrito pelo crise nele, ele ta lá no fundo do livro, todos os estudos científicos comprovando aquilo que ele ta falando, né? E aí eu peguei e mandei um livro pra ela, ela leu, ela falou olha, bacana hein, vem pra minha feira de ciências, aí eu levei o conjunto do instituto de máquinas pra lá, fizemos a reciclagem com a molecada durante o evento da feira de e aí todo mundo enlouqueceu, porque eles levaram tampinhas, as tampinhas nós transformamos em suporte de celular ao vivo com uma tomada, a máquina precisa de uma tomada.

[1:03:51]Tudo em NR12? Tem que ter NR12, porque a molecada que apertava o botão da máquina e aí nós fizemos a transformação e ela já mudou o pensamento. e peguei e mandei o livro do Narloch para ela, que é o indico muito, que é o guia politicamente incorreto do meio ambiente. É muito legal o livro dele e também ele fez a mesma coisa no final, ele coloca todos os estudos, as fontes de pesquisa, que eu acho que o mais importante é você falar e provar aquilo que você está falando.

1:04:28Desinformação, microplástico e os cuidados com a ciência

[1:04:28]Exato. Assim, a gente, na academia, como pesquisadores, a gente aprende com a ciência de que não existe verdade absoluta. Não. Sempre existe um contexto, e a gente, eu tenho, eu sou muito agradecido por estar num ambiente, numa universidade que é referência no país, e ali tem profissionais que me ajudam a crescer, tecnicamente, mas também profissionais muito maduros, com uma história de vida que são histórias inspiradoras, mas nesse processo todo de crescimento, o que a gente percebe é que você faz um doutorado, faz um pós-doutorado, você se aprofunda em uma determinada área do conhecimento, ajuda a estender essa área do conhecimento, mas a gente nunca tem um conhecimento pleno, então a gente tá sempre estudando, sempre aprendendo, por isso que é importante algumas máximas, as vezes nós ouvimos alguns comentários de redes sociais, que muitas vezes não são baseados em dados científicos, e veja só, o fato de também estar baseado em dados científicos pode ser que não seja uma verdade, não, pode ser que mude, né, o o conhecimento daquele momento, aquelas condições, aquelas condições que um grupo de pesquisador confundiram polietileno com gordura, está falando que estava o microplástico andando no nosso corpo e era um tipo de gordura que no exame, fizeram um exame de pirólise e a gordura se comporta da mesma forma do polietileno, então eles encontraram no estudo na verdade que é o que tá circulando na internet, eles encontraram só polietileno. Então, se nós estamos aqui, respirando um ambiente, nós vamos aspirar nanopartículas, não só um micropartículas, são um nano. Então, nós temos poeira, nós temos a poeira do carpete, nós temos os plásticos, nós temos as madeiras, nós temos nanopartículas de tudo, e eles só encontraram o polietileno.

[1:06:49]e então só é fabricado polietileno não aí foi feito uma investigação a fundo por outro outro grupo de cientistas que falam não pera aí o tipo que vocês estão fazendo de exame tá errado é e isso é bastante comum aliás as teorias que são lançadas né pelos pelos cientistas pelos pesquisadores normalmente a gente é obrigado a publicar justamente por isso porque as teorias não elas precisam ser debatidas precisam ser discutidas, é exatamente com outros colegas e assim do ponto de vista acadêmico, quanto maior o debate em torno de uma determinada área, determinada teoria, mais robusta ela pode se tornar no futuro, ou ela pode cair, se a gente cair e falar, olha, não esse entendimento naquele momento, era aquele entendimento naquele momento, mas hoje mudou, né, mudou e tem um problema, Jairo, desculpa só um comentário que eu queria aproveitar, o celular hoje tem uma força de informação muito grande, só que pouca gente está preparada para absorver as informações que estão lá, a gera pânico total, o pânico por exemplo, eu estava até vindo pra cá, pânico da like, então você pega uma pessoa que não sabe às vezes nem ler, nem escrever direito, tem 50 milhões de seguidores, aí ele vai falar que na praia e se bater uma ventania, a areia vai trazer a urina do cachorro que fez lá, tal, vai criar um pânico, e todo mundo vai olhar para o cachorro diferente, é, é, é, então esse cuidado com a informação e com a recepção da informação é muito grande, que é o que você tá comentando, que foi o que aconteceu aqui nessa onda de febre amarela com os macacos da serra, mataram o macaco pra caramba aqui na serra, mas mataram por que?

[1:08:46]porquê houve o alarmismo nas redes sociais e o cara não tem a informação bem num jeito que o cara não pesquisa, o cara cata aquilo como verdade e vai lá e mata o macaco. Exato, a gente chama de superficialidade do conhecimento, né, então essa é muito perigoso. É importante quem, todos nós navegamos nas redes sociais, faz parte do dia a dia hoje de quem está conectado. Você recebe uma série de informações, mas é muito importante filtrar, entender e procurar se aprofundar. Muitas vezes as pessoas colocam lá nos headlight, nos títulos.

[1:09:28]Palavras que chamam a atenção justamente para cativar e chamar atenção. Mas a qualidade da informação que normalmente vem depois precisa ser analisada e checada, né? Olha, eu que não sou cientista, eu muito longe disso. A primeira vez que eu escutei a WWF fala que eles fizeram uma um projeto de pesquisa pago em grau 1, né, antes de avançar que você me um cartão de crédito por semana de microplástico. Eu já comi milhares ao longo da minha vida e todos vieram ser em crédito. Mas aí eu fui investigar a fonte. Falei, poxa, que que esses caras estão falando? Que chama a atenção, né? Aí eu fui investigar a fonte. Fizeram numa universidade lá nos cafundó do Juda que não tem credibilidade nenhuma. Foi um início de pesquisa, então existe a pesquisa, eles falam, tem uma pesquisa tal que indicou tal, aí você vai lá naquela pesquisa, ela tá no começo, ela não entrou nem captação de verbo ainda, ela entrou no começo, os cientistas já vieram, já rebateram aquela pesquisa logo de cara quando ela foi lançada, mas o cara fala, ele aponta sempre que tem a pesquisa que você come um cartão de cartão de semana, só que aquilo já foi refutado, já foi rebatido e continua na mesma narrativa, sem punição nenhuma, muito pelo contrário. Quando um cara vai e coloca isso aí, ele tem 100 mil likes.

[1:11:09]Ele fala o saco de arroz vai te matar, não compra mais arroz no saco de plástico, porque o saco tá dando, enfim, né? Ele ganha 100 mil likes, 200 mil likes, ganha seguidor, o aviãozinho vai para lá e para cá. É esse tipo de coisa que a gente tem na internet que nós vemos não em todos, mas em grande parte dos nutrólogos estão fazendo isso, eu rebato todo mundo, eu sou bem ativo na rede social nesse sentido de rebater, fazer react, porque ninguém fazia.

[1:11:43]Agora, Rui, o que é legal da indústria automotiva é que ela é legislada. Exato. Ela é normatizada. É verdade. Não dá pra se inventar coisa. Mas são legislações construídas, né? É, o mundo de embalagem é diferente. o nosso agente é chamado para a mesa, mas vai dois plastiqueiros na mesa, ou duas associações, e dez ONG. Mas não é... Você viu uma reunião na Câmara Federal há pouco tempo atrás, há poucos meses atrás, que a pessoa da ONG entrou e deu um beijo na testa do deputado.

[1:12:19]Eu olhei pro resto do pessoal, falei, o que vocês estão fazendo aí, vocês já perderam, sai daí, cara. Veja só que o ambiente automotivo, o ambiente da mobilidade que a gente costuma dizer, ele é um ecossistema extremamente complexo, ele é multi-complexo e multifacetado, facetado porque ele tem interações com diversos segmentos da sociedade e a cadeia também é longa, então nesse setor eu acabei de fazer uma migração para o setor energético e eu vejo que a dinâmica no setor energético está caminhando para a mesma direção, é de que há uma grande interação entre os players, as empresas, tanto as montadoras, quanto os sistemistas com a academia, com as organizações não governamentais, para construção de políticas de longo prazo. Então é uma construção visando, olhando o desenvolvimento tecnológico, geração de emprego, geração de renda pro país, e isso fortalece a cadeia. Esse é um dos pontos fortes da cadeia automotiva, por isso que ela é bastante representativa na economia do país.

[1:13:34]Eu entendo que com a evolução do regramento das políticas públicas para os outros setores industriais, que ela vai ver naturalmente, porque não adianta a indústria automotiva receber uma série de requisitos de meio ambiente, por exemplo, como você citar no setor de embalagem, não ter nenhum requisito específico, né? Então, esse é um caminho natural, né? Aí é importante o papel das associações, né?

[1:14:07]Da academia, porque certamente existem profissionais, pesquisadores, professores, acadêmicos que trabalham nas dores do setor. Esse ecossistema unido pode construir uma legislação futura que seja mais sustentável. É um ecossistema melhor. É o que eu acho bacana disso da indústria automobilística. É a construção de projetos, de lei. A gente já fala, é a construção.

[1:14:40]e, como vocês são convidados a darem explicações técnicas que o governo não possui, as pessoas que estão legislando lá, eles não tendem absolutamente nada de carro, eles não entendem nada de plástico, eles não tendem nada de nada. Não. Eu falo porque eu participo de algumas reuniões e assim... Se você deixar o Edson falar, ele sai preso. Eles chamam lá, mas ele não entende nada. Aí vem o presidente, acorda, o presidente república acordou, aí ele fala assim, a me dá esse papel aí que eu vou assinar, e o cara assim, um decreto em cima do plástico, que assim, é aberração, ele não podia ter sido aqui, não podia ter sido um decreto, tinha que ser uma nova construída, e isso eu falo de pra qualquer coisa, não só pro plástico, mas tem que ter, tem que existir a construção. Exato, e aí remeter ao seu ponto, é muito importante, né, lembrar, A gente ajudou a construir essa política industrial, o Edson, como falei, fez parte do time, foi um time muito bom, e a gente ajudou o governo a construir a política industrial vigente, né, para o setor, para a cadeia. E o que, eu pelo menos posso dizer que eu vivenciei, várias reuniões em Brasília, de que os técnicos do governo são extremamente capacitados.

[1:15:57]os técnicos. Porque, na verdade, quem constrói a base dos programas industriais são os técnicos. Os técnicos são profissionais de alta patente, são muitos com pós-graduação, com relações internacionais, com órgãos certificadores fora do Brasil. Mas eles estão à mesa na discussão da construção. Estão na mesa na construção. Por isso que eles são muito competentes. Perfeito. Então, assim, é natural que o produto que entregue depois para as autoridades políticas, porque a construção sempre passa, primeiramente, pelos técnicos e inclui...

[1:16:39]Grivo técnico. É, construída pelos técnicos. Pra ver, ela tem que ser palpável, né? Ela tem que ser executável. Aí, depois, ela vai naturalmente, dependendo da política, vai para a votação no Congresso, né? Aí é teclação. É, aí, assim, existe de uma hierarquia no processo governamental e os representantes do povo, que são os responsáveis por modificar, aprocar, etc. Aí esse é um outro momento que foge o controle dos técnicos, né? Exatamente. Acontece muito isso, né, que a pessoa fala assim, os jabutis que aparecem nos regulamentos, né? Como o professor Jari e isso é um debate, uma discussão em longo tempo, para deixar tudo esclarecido e tudo mais, mas chega lá na hora da aprovação, entra, assuntos eventualmente totalmente diferentes daquilo da matéria principal, desconexos do que teria que ser, e aí a necessidade de aprovar esse regulamento que foi amplamente debatido, já está bem discutido, e acrescentar em tirar mais nada, mas vem um outro viés político, vem outro item que é agregado a esse lobby e acaba desviando o objetivo principal dessa desregulamento, você vê que hoje, por exemplo, colocar dois extintores, colocar a caixinha de primeiro socorro, alguém ganhou e o dinheiro daquilo. Eu não sei como é que nós estamos de tempo. A gente estourou faz tempo.

[1:18:23]Eu gostaria de colocar aqui como uma observação justamente nessa parte final da nossa conversa para não estender muito. É que eu não sei quanto tempo a gente teve até agora de podcast porque a gente vai batendo papo de boteco. aqui a pauta que eu coloquei aqui, ó, esquece? Não, esquece, mas o que eu queria é o seguinte, olha quantas caixas nós temos nesse podcast, pegar o timeline desse podcast e separar em caixas, o que que a gente abordou aqui de conhecimento, é um prazer estar aqui com vocês, é muito conhecimento, aqui nasce um novo relacionamento, né? E como eu te falei aquele dia, Jairo, quando a gente convidou e você teve a e felicidade de nos trazer a toda a tua capacidade e do Edson para nós aprendermos, é como isso vai virando no network. Então, por exemplo, dificilmente alguém assiste uma hora e meia, duas horas de podcast, a gente sabe disso, mas dentro do nosso relacionamento, olha, olha a parte desse podcast aqui, o que se fala e aí a gente vai divulgando isso. Então, é um grande prazer.

[1:19:35]muito, a questão que eu tava falando da construção, a construção do decreto, quem estava, quem estava rebatendo ele, as associações como a biplástica, a bikini que são muito ali eficazes no que fazem, associações serisimas, mas quem que tava na construção do outro lado, ONGES, ONGES mas não são ONGES, você tem ONGES por exemplo, que muitas delas, a maioria delas são ONGES produtivas, que nem nós temos o instituto, que é o instituto extremamente produtivo, existem muitas ONGs produtivas, que tem muitas pessoas que passaram por elas e hoje estão em situações muito melhores, porque passaram pelo projeto, né? Só que você tem ONG que não produz absolutamente nada, que aquela ONG que eu chamo... Aquela ONG que põe em girafa no Amazon. Eu chamo essa ONG de ONG cancerígena, tá? Que é aquela que vai lá, ela é paga pra arrebater e você vê que é pago mesmo e eu não tenho medo nenhum de falar porque você entra lá nas pesquisas e vai vendo quem patrocina. Aí você vê fulano, Beltrano, Ciclano, você vê que são os inimigos daquele determinado material que paga aquilo. Então esses caras construíram uma legislação, cara. Eles nunca entraram numa indústria, eles não sabem o que ter um funcionário, eles não sabem absolutamente nada da cadeia de transformação e do impacto que isso pode gerar. Obviamente, não vai ser do jeito que está, porque foi feita uma imposição, agora as associações se juntam e começam a se articular para que aquilo mude alguma coisa.

[1:21:16]Começa a colocar, você coloca uma pensa aqui num projeto, você coloca outro em outro, cria-se um novo projeto para chegar no marco regulatório. Que a cadeia do plástico tem ser circular, eu sou o primeiro a falar que tem que ser circular, eu apoio a circularidade do material plástico, tanto que a gente estava falando ali de materiais compostáveis, e eu sempre pergunto em todo lugar que eu vou, é compostável, o biodegradável é compostável, o cara fala compostável, você fala é compostável e você composta onde esse material, é a primeira pergunta que eu falo, existem composteiras no país para fazer isso, você existe uma estrutura logística de logística reversa pra que seja compostado o seu material, ele fala não, ele é três vezes mais caro que o outro e não tem composteira no final da vida dele, ele vai ter o mesmo comportamento do plástico, então ele não tem razão dele estar aqui, é a colocação, ele teria razão de ser se ele tivesse o final desejado que era composteira, aí seria o melhor dos mundos, aí você faz a segregação é um exemplo que é biodegradável, qualquer pessoa e eu sem conhecimento pegaria isso e jogaria na estrada, achando que daqui a seis meses sumiria, não é nada disso, a regulamentação de vocês ela é completamente diferente, é um negócio a parte, né, é a parte, em breve esperamos Jairo e Edson e Rui que nos carros naquela etiqueta que você falou que joga fora do ladeireito, sei que falou, tá gravando. É a primeira etiqueta que tira, não falei que eu já ouvi, falei que eu tiro. Escrever quanto tem de plástico reciclado ladeiro, qual que é o negócio legal? Essa informação para o pessoal saber é legal.

[1:23:11]Talvez nesse programa de rotulagem, como nós mencionamos, tem a parte de consumo energético, consumo de combustível, tem a parte de segurança A parte da acabamento de portas, bancos, próprio teto, tal. Foi possível retirar o extintor de incêndio, porque esses materiais evoluíram e não são propagadores de fogo. É tudo anti-chama. Tudo anti-chama. Então isso proporcionou a retirada do extintor. E o que aconteceu?

[1:24:18], uma passagem que eu tive foi que essas ONGs, que tava defendendo o extintor ABC, fizeram um evento lá dentro do Congresso Nacional, pra debatei e se queria voltar o extintor. e. E tu fala aí. Então, nesse evento, na mesa principal, estavam lá vários políticos, deputados e tudo mais.

[1:24:53]Na plateia, estavam algumas pessoas, dentre elas, estava o presidente que representava os fabricantes de veicuos e eu estava representando o engenharia automotiva aqui do Brasil. E o assunto era por que pode se tirar o xintor e a massa que estava lá para a terra principal era o pessoal que estava defendendo, o pessoal da indústria de xintores e tal. E o meu ponto e foi exatamente esse, que é uma evolução, as matérias primas adotadas no veiculo, realmente não precisava de ter o extintor, e aí colocaram lá o pessoal trouxeram um vídeo, apresentaram um vídeo, colocaram um veiculo lá da década de 50, 60, pegando fogo, aí eu falei, puxa vida, mas esse veiculo aí... Melhor gancho do mundo, né? Esse veiculo aí, nós estamos falando na era do veiculo autônomo, e esse filme da manivela, vamos trazer o veiculo, vamos mostrar um veiculo que hoje atende, tudo requisito de fravabilidade e faz um teste pra ver, mas aí obviamente desistiu, mas isso aí acho que principalmente os materiais poliméricos realmente colaborou muito, tem essa evolução, tanda parte segurança, parte de economia de combustível, né? É, normalizado, né? Você tem que atender o teste da flumabilidade. Exato. E auto extingível, né? Que na realidade é auto extingível. Exatamente. Então eu acho que essa indústria realmente colaborou muito, né? E a indústria com certeza tem que agradecer, né? É, exato. Por exemplo, quando a gente vai lá para o passado, esse binóculo aqui, ele é de marfim.

[1:27:00]o animal morrer o aí, né? Certo. Isso aqui é o baquelite que substituiu o marfim, qual a diferença? Olha, é. Então aí nesse caso o plástico salvou os animais, né? Eu tenho um outro exemplo, aqui ó, o cláxico. Leu que tá dentro aí. Aí no triângulo aí, aqui no meio. Aqui no tartaruga. Genuinamente, genuinamente tartaruga, né? Que é isso? É isso, é tudo caso tartaruga.

[1:27:34]o casta-tataruga. Aí a gente tem aqui um pente de plástico com a mesma pigmentação que de um animal deixou de morrer salvando os animais para ter isso aí. Então isso acontece desde sempre, desde que o plástico nasceu, que ele nasceu com esse intuito. Nós temos aqui, isso aqui é baquelite, um telefone de baquelite, isso aqui era feito com chifre de animal, com e obras de arte que eles tinham na época, por exemplo, eu tenho uma serva maravilhosa aqui, aqui é uma escultura de marfim, morreu um animal, hoje você pega uma injetora plática, você faz centenas de milhares disso aí. Igualzinho. Irreciclável, hein. Irreciclável.

[1:28:24]Então a gente vem nessa tocada defendendo os materiais pláticos, mostrando tecnologias novas tecnologias relacionadas aos materiais pláticos. Por exemplo, eu tava vendo uma reportagem que hoje o peixinho do avião é de polímero. Ele era feito de alumínio, então não podia colocar umidade na cabine porque oxidava o alumínio. Então você com aquele ar seco, você chegava mais cansado. Hoje o peixinho polimérico você consegue colocar umidade na cabine, então a sua sensação, a sua experiência do voo é muito melhor. Isso aqui, por exemplo, são fibras de PET que substituem o aço na concretagem de piso. Então você pega isso aí, joga dentro do caminhão. Só que esse PET não é animal, certo? O PET é polietileno tereftalato.

[1:29:20]e, hoje em dia, você fala PET, não? Que nem isso aqui, a gente... Eu sempre trago isso, você não tem como... Essa dá medo. Você lembra disso? Dá medo. Você usou, o que eu usei, você usou. Injeção, né? Olha como mudou muito. Isso aqui, isso era vidro. É vidro? É vidro, né? exusou muito aí. Esse é de vidro. Essa aí também. Esse aqui também. E essa aqui foi a substituta.

[1:29:50]Agora, pede para o ambientalista pegar e tomar uma de vidro dessa aí. Não toma? Não toma. Esse cara que não defende o plástico, fala para ele usar uma dessa, em vez de uma dessa, para ele levar uma de casa. Não vai? Outra coisa que a gente fala muito de materiais plásticos, por exemplo, essa nota aqui, de 10 reais, Existe mais circulação no Brasil. Ela deu muito certo, economizou muito dinheiro, porém faltou tecnologia nacional para que isso aqui continuasse no mercado. Saiu por que? Porque deu certo. Então nós estamos no Brasil. Aí nós temos aqui uma nota inglesa, né, uma libra, que ela é de plástico há muitos anos. E a durabilidade disso é infinitamente e é superior a nota de papel e lá funciona e é até hoje. Aí você pega aqui o chileno também é de plástico e é de difícil falsificação. Aí pergunta você, já viu uma nota dessa jogada no chão? Já viu um cartão de crédito jogado no chão, telefone celular jogado no chão? Pois é, é tudo de plástico, né, só que tem valor, então a pessoa guarda. E a gente fala da garrafinha, a partir de você comprou uma garrafa é sua, você tem que saber o que você tem que fazer com ela, e é nessa tocada desse tipo de educação que não que o nosso povo seja mais educado, ele foi mal informado até hoje, nós temos o instituto que leva esse tipo de informação para jovens, para crianças na base.

[1:31:23]Na base, porque daí já formata na base. Você vê, por exemplo, o víquio Jairo que estava com o tapete aqui de um veículo, tapete veículo lá, lá no Japão, praticamente todos os tapetes que eu colocava no veíco é de PET. E na empresa que eu trabalhava, fiquei um bom tempo lá na nossa matriz também, que era lá no Japão, todo o uniforme do pessoal, de todo reciclado, era de matéria de PET.

[1:32:00]cabedal do tênis, cabedal superior do tênis, hoje é tudo plástico, PET, outros materiais, olhamida, mas são fios que permite a reciclabilidade que vai ser um item da economia circular. Uma coisa também que seria talvez importante é que eu vi lá no Japão, é uma combinação com a indústria imobiliária, porque alguns produtos, não só do veíco, como produtos gerais, é possível, né, você agregar na construção civil. Posso te contar um exemplo disso?

1:32:41Aplicações na construção: Wolf Termoplásticos e o desafio da fibra de carbono

[1:32:41]Dois exemplos. O PISA é um, hoje o maior fabricante de revestimento de pisos de estádio para shows, que é a Caprimar, 99% dos shows eles que tem, é PP reciclado com terpó, porque não quebra. E eu vou fazer aqui uma sobre essa parte em araraquara, wolf termoplásticos, que é do filho da dona da lupo, tá pegando as meias da lupo, que é poliamida, os resíduos, 200 tonelados por mês, e fazendo dois produtos.

[1:33:20]1 é o e-fiber, que são essas fibras que vão no concreto e elimina a malha metálica usando 2% terpol, porque quando você coloca anti-chama e o vê no plástico, você destrói as propriedades mecânicas, cai muito, o terpol com 2% corrige isso, e está injetando blocos para construção de casa como se fosse lego, a partir de resíduos das meias. e muito legal esse trabalho. Inclusive, eles já estão com uma planta montando agora na Arábia Saudita, porque algumas casas para a construção do maior shopping do Oriente Médio, as casas já estão sendo feitas de blocos, de resíduos, de meia. E o terpaul ele entra para melhorar a resistência por causa do UV e do anti-chama. Quando você põe o UV, principalmente o UV, você caia propriedade ao impacto.

[1:34:20]e você pode agregar tecido também. Você pode agregar dezerão ter pó com jeans. Então, isso já existe. Falo aqui pra vocês visitarem a Wolf Termoplásticos, Wolf, de lobo, que fala nisso. Wolf, tô esperando você no instituto, tá? Eu tô esperando ele no instituto. de Ssandro Gadelia. O Ssandro Gadelia me prometeu a entrada no instituto, estou aguardando a sua assatatura. Esse vai ser um break que eu vou fazer um corte do nosso podcast quando é pra ele. Fiz propaganda tua cara, mas você vai vir aqui. Muito bom. Eu só queria aproveitar o gancho, então, em já deixar que um desafio tecnológico na indústria automotiva, nesse setor, um dos grandes desafios é a reciclagem a base de fibra de carbono. Não é reciclado. Hoje fibra de carbono é edson.

[1:35:22]Não tem tecnologia. Não tem tecnologia. É um grande desafio. Está colocado aqui o desafio. Vamos passar esse desafio para todos que estão nos assistindo e nossa equipe. Nós temos uma equipe que eu comentei com vocês, tem dois engenheiros de materiais de 25 anos de idade, não de experiência, que é o Bruno e o Tomás da HyperNano, envolvido com grafiano e nanotecnologia, fazem parte da nossa equipe, onde a gente utiliza o, eles estão incubados aí no caso da Universidade Mackenzie, nós temos lá um laboratório de polímeros, que é o Terpol, a bastante, fibra de carbono, hoje eu já vou passar para eles.

[1:36:13]Certamente existem outros segmentos também da indústria que necessitam, tem essa mesma dor. Estou pesquisando muito grafeno, tecnologia de grafeno da engenharia plástica e estamos entrando agora numa área nova que é lubrificantes. Pessoal, já estou tomando aqui uma puxada de orelha, está ficando muito longo, está quase duas horas e passa bem rápido. Então a gente tá chegando ao final do nosso PodPlástico.

[1:36:43]Por favor, deixe uma mensagem, olha direto praquela câmera, como se você estivesse sendo assistido pelos oito bilhões de pessoas que existem no planeta. Que mensagem você deixaria? Bom, primeiro eu gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui e aprender tanto nesta, neste período aqui, num sábado de manhã, muito agradável, né? E gostaria de deixar a mensagem relacionada a reciclagem. Reciclagem de fato é um movimento muito importante para que a gente tenha sustentabilidade industrial, sustentabilidade para a sociedade, né, para o nosso país e a gente acha que essa iniciativa aqui desses dois grandes estes empresários vai certamente contribuir com a melhoria do meio ambiente e com a destinação mais nobre de muitos materiais que hoje são considerados resíduos.

[1:37:46]Senhor Edson, vamos lá, a mesma pergunta. Igualmente, você já agradecia a oportunidade de estar aqui e eu só queria parabenizá-los de ter tanta energia para trabalhar nessa área que eu sei que às vezes não é muito valorizado aqui nesse país, então que acendo a luzinha aí na mente dos nossos jovens para trabalhar nessa área de nossos materiais, de reaproveitamento desses materiais existentes ou desenvolvendo nós materiais tão sucesso para vocês e Sidney eu queria que você olhas para aquela câmera ali ó eu tenho um biólogo que falou que a reciclagem não vale nada que a reciclagem não presta e que ela não serve para absolutamente nada que você tem para falar para o cara desse é talvez eu fale muito duro mas tem que ser e nasça outra vez! Rui, mais uma vez, agradeço, agradeço a oportunidade, Jairo, Edson, do conhecimento que vocês nos passaram, nós cariamos aqui o dia inteiro, semana inteira e é justamente o podcast que nos traz sempre conhecimento. Agradeço essa oportunidade de sair hoje diferente do que eu entrei aqui.

[1:39:20]OK? Obrigado Rui mais uma vez e equipe aí de suporte e ao Jairo e ao Edson de virem aqui no sábado de manhã conosco, né? E um grande prazer. Então, Jairo, muito obrigado. Muito obrigado, Sidney, obrigado mais uma vez. Podcast foi espetacular e muito obrigada a você que nos deu audiência até agora. se não nos segue no siga nas redes sociais, temos o nosso podplástico, temos o nosso instagram e manda aviãozinho pro amiguinho, clica no sininho, se não nos segue no siga, curta, deixe o seu like e deixe o seu comentário que você achou, se gostou, se não gostou, se não gostou diga por que não gostou pra gente poder sempre melhorar para o próximo e muito obrigado e até o próximo episódio do podplástico.

[1:40:14]Obrigado.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.