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A NOVA ERA DO PLÁSTICO | Com Luiz Rulli - Rulli Standard

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Episódio completo no YouTube: A NOVA ERA DO PLÁSTICO | Com Luiz Rulli - Rulli Standard

Luiz Rulli, da Rulli Standard, fala de extrusão de chapas, PET barreira, reciclagem de PCR, indústria 4.0 e dos projetos de lei de economia circular.

Principais insights

  • Luiz Carlos Rulli conduz, na segunda geração, a Rulli Standard, fundada pelo pai e apontada no episódio como a maior fabricante de equipamentos de extrusão de chapa da América Latina, com roscas de até 165 mm.
  • A empresa verticalizou a produção de peças com centros de usinagem de cinco eixos para controlar qualidade, tolerância e prazo, e entrega linhas com monitoramento de indústria 4.0 desenvolvidas com a WEG.
  • Uma de suas linhas mais bem-sucedidas é a de PET barreira: quatro extrusoras e cinco camadas para bandejas termoformadas de frios, que prolongam o shelf life do alimento.
  • No PET reciclado, a descontaminação ocorre antes da extrusão, com secador e desumidificador, e é complementada pela degasagem na própria extrusora.
  • A Rulli recicla até 30% de PCR na bobina; com coextrusão, o reciclado vai na camada central, em sanduíche, com qualidade superior à da monocamada. Luiz diz que o Canadá já exige 30% de PCR.
  • A Rulli integra o Instituto Soul do Plástico e ajudou a compor dois projetos de lei da Frente Parlamentar de Economia Circular de São Paulo, sobre pigmentação de embalagens e etiquetas.

Perguntas frequentes

Quem é Luiz Rulli e o que é a Rulli Standard?
Luiz Carlos Rulli é diretor da Rulli Standard, empresa fundada pelo pai e hoje na segunda geração da família, com 67 anos de história. Fabrica equipamentos de extrusão de chapas e atende os mercados de termoformagem, automotivo (liners de carros) e linha branca. Tem matriz em São Paulo e filiais em Santa Catarina, Manaus e nos Estados Unidos.
Como o PET reciclado é descontaminado para uso em alimento?
Segundo Luiz Rulli, o flake de PET é descontaminado antes da extrusão, ao passar pelo secador e pelo desumidificador. Na extrusora, a degasagem elimina qualquer impureza restante. Há também máquinas de múltiplas roscas que dispensam o secador. O processo permite obter PET PCR com aprovação da Anvisa para contato com alimentos.
O que é PET barreira e ele pode ser reciclado?
É uma estrutura multicamada em que o PET recebe camadas de barreira e de polipropileno ou polietileno, aumentando o shelf life de alimentos como queijos e embutidos. Luiz Rulli explica que é reciclável, desde que não contenha PVC: as bandejas moídas podem virar, por exemplo, fita de arquear.
Quanto de material reciclado pode entrar em uma bobina e como a coextrusão ajuda?
Luiz Rulli afirma que é possível usar até 30% de PCR na bobina sem comprometer a qualidade. Na monocamada, a qualidade cai mais; na coextrusão, o reciclado fica na camada central, entre duas camadas virgens, formando um sanduíche (ABA) que preserva aparência e desempenho. Ele cita o Canadá, onde diz que o uso de 30% de PCR já é obrigatório.
Por que as máquinas da Rulli aceitam bem material reciclado?
Luiz atribui a fama ao comprimento da rosca, mais longa que a de outras marcas, que deixa o material mais tempo na máquina e melhora a mistura. Para material sujo, como na lona agrícola 100% reciclada, a empresa usa trocadores de tela contínuos com duas placas, evitando paradas. Hoje o desenvolvimento se concentra em perfil de rosca e troca-telas.
Que projetos de lei a Rulli ajudou a compor?
Dois projetos protocolados pelo deputado Bruno Zambelli na Frente Parlamentar de Economia Circular de São Paulo: um sobre pigmentação, em que o PET fica cristal e os demais plásticos recebem cores translúcidas para facilitar a triagem, e outro sobre etiquetas, que devem sair com facilidade da embalagem para viabilizar a reciclagem.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: Luiz Rulli e a Rulli Standard

[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico, hoje temos a honra de receber aqui o senhor da Rulli Standard, o seu Luiz Carlos, Luiz, muito obrigado pela disponibilidade de tempo, participado no nosso podcast, para trocarmos ideias sobre o mercado do plástico, e por favor, se apresenta para o pessoal. Rui, a honra é minha, de poder ter essa oportunidade de estar com vocês aqui, trocando ideia, conversando, trocando experiência e eu sou, como você disse, o Luiz Carlos Rulli, da empresa Rulli Standard, fundada pelo meu digníssimo pai, Luide Rulli, e aqui estamos, na segunda geração, tentando levar esse legado para frente, com todas as dificuldades que o nosso Brasil nos oferece.

[0:53]A Rulli é a maior empresa de equipamentos para a laminação de chapa da América Latina. Sim, hoje Rulli lidera esse mercado, muitos anos já na frente, desenvolvendo tecnologia, tecnologia nacional, já fabricamos máquinas assim, até com um diâmetro de 165 milímetros de rosca, equipamentos bem grandes, inclusive para a indústria automobilística, para para fazer aqueles liners de automóveis, é um mercado bem grande, Rulli tem atendido esse mercado, tem atendido também o mercado de linhas brancas, e aí estamos crescendo no mercado de termoformagem também bastante forte, acho que é um mercado hoje carro-chefe, é um mercado ainda de termoformado. E conta para a gente, na questão do PET, existe que é a dúvida da descontaminação do material no processo de reciclagem.

1:47Descontaminação do PET reciclado e degasagem

[1:47]Vem a garrafa, a gente faz a moagem, a lavagem, vira o flay, que entra na máquina e sai um PET, PCR lá na ponta reciclado pronto para uso em alimento com aprovação de anvisa. Como se dá esse processo com os seus equipamentos? Então, esse processo, Rui, ele praticamente vem antes da linha de extrusão, né? ele passa pelo secador, pelo desumidificador e ali ele é descontaminado.

[2:15]Quando ele entra na extrusora ele já tá praticamente limpo e mesmo assim na extrusora nós temos o processo de degasagem, que aí se tiver qualquer outra alguma impureza ainda no plástico ele é eliminado nesse processo de degasagem. A degasagem eu vejo muito máquinas de fora que vêm e acoplam na sua máquina para fazer o processo de degasagem a vácuo, né?

[2:37]é uma tecnologia diferenciada, onde eles têm um processo de múltiplas roscas na própria roscas da extrusora, uma tecnologia diferenciada que aí se elimina essa necessidade do secador e desumidificador. Luiz, a Rulli Standard com 60 anos ou mais de história, 65, na verdade 67, caramba 67 não é fácil não. Como você descreveria a evolução da empresa, a evolução tecnológica, os desafios que você teve ao longo dessa jornada?

3:1967 anos de história: verticalização e crises

[3:19]Então Rui, teve uma onda muito grande, de primeiro que vamos terceirizar, vamos eliminar mão de obras, vamos terceirizar o material, o serviço e vamos praticamente ser montadora. esse foi o desafio, acho que mais uma década de 80 e 90, e depois, agora, nós partemos assim para uma verticalização total, também, de fabricar todas as peças dentro da Rulli, dentro da nossa empresa, você sabe que aí a gente consegue ter um controle melhor da qualidade, das peças que são fabricadas, tolerâncias que são fabricadas, prazo, prazo, principalmente prazo, e o desafio maior foi esse, hoje nós estamos equipando a Rulli com equipamentos produtos de ponta, de usinagem, vários centros de usinagem com cinco eixos, fizemos investimento bem alto na Rulli justamente para poder não depender mais de terceiros, ter total recursos próprios para a fabricação das peças.

[4:23]E diante do nosso cenário de país que o nosso cenário é aquela montanha russa americana que sobe, sobe, sobe daqui a pouco. É bem difícil, não é? Bem difícil. vocês conseguiram se manter na liderança desse mercado e superar todos esses desafios que vieram ao longo dos anos, aí que saem entre a crise, saem a crise? Rui, eu diria que primeiro é fé, fé acreditar que não vai faltar, que a providência vai chegar que de algum jeito ou do outro você vai receber, uma porta vai sempre se abrir, porque tem momentos que a gente fala, meu Deus, para onde nós vamos agora?

[5:08]Para que direção vamos tomar? Mas sempre tem um escape, sempre tem uma tecnologia, uma demanda nova, um produto novo a ser... que se faz necessário, e aí vem um desenvolvimento de uma linha nova, e, por exemplo, nós não comentamos aqui, mas, por exemplo, a linha de PVC. uma linha de PVC é uma linha que é ainda bastante utilizada para toalhas de mesa, então a gente tem feito vários desenvolvimentos nesse sentido também, ou seja, quando a crise chega muito forte, eu acredito que nós empresários temos que nos reinventar.

[5:47]E a questão da indústria 4.0, nos equipamentos de extrusão, já está bem evoluído, ainda está em fase de adaptação? eu acredito que a gente já chegou num ponto máximo junto com a WEG. A WEG tem nos dado um apoio muito forte nessa indústria 4.0. Todos os equipamentos que nós temos fornecidos, estamos fornecendo já com esse recurso, e aí nós fazemos toda a monitoração, todo o monitoramento desses equipamentos na Rulli.

[6:15]Criamos um departamento só para fazer o monitoramento dessas linhas 4.0 que estão já atuando no mercado. a WEG está me devendo de mandar uma pessoa aqui para fazer um podcast com a gente, para contar exatamente essa evolução que nós, fabricantes de equipamentos brasileiros, fabricantes nacionais, temos a ajuda da WEG, conta com o corpo de engenharia da WEG, para fazer essa evolução, que foi o seu caso também, que foi o meu caso também, mas a gente aguarda a equipe de marketing da WEG que demora só um pouquinho um ano pra liberar um cara pra vir fazer um podcast com a gente, né?

[7:00]Vamos falar lá com o Marcão. É o Marcão que eu quero aqui, porque é o cara que domina mais. Legal. Mas esse corte eu vou mandar pra WEG. Eles precisam mandar, porque a gente precisa falar, né? a gente tem tecnologia nacional, a tecnologia nacional é boa, evoluiu muito, os nossos equipamentos evoluíram muito, só que assim, eles precisam se fazer presente dentro do nosso mercado, comunicando com as pessoas, explicando até o ponto de automação, de sofisticação que nós conseguimos ganhar junto com eles, e eles conosco, né? Verdade, vamos fazer uma pressão lá, então, no marcão, cobrar ele pra vir falar um pouco mais aqui da tecnologia nacional, viu? Vai, esse corte vai lá pra WEG, vai pro setor de Market, quem rosca lá é o Market. Você poderia contar pra gente, assim, um processo mais recente que você tiver uma inovação que vocês têm, ou o que está pra sair, de repente tem um spoiler, alguma coisa?

8:05Embalagem de barreira e a linha de PET de cinco camadas

[8:05]então, Rui, a gente está fazendo bastante desenvolvimento, nós estamos fazendo bastante desenvolvimento na embalagem de barreira, estamos desenvolvendo equipamentos novos para... esses equipamentos que nós estamos colocando na Rui de usinagem é para lançar novos cabeçotes, cabeçotes com mais camadas para barreira. Então, eu acredito que os filmes multi-camadas são filmes, são especialidades do qual nós estamos investindo para poder fornecer no mercado essa tecnologia.

[8:39]É um muticamada para quem não sabe aquele material que ele faz com instrução com outros materiais e ele cria uma barreira para que o shelf life do Alimento suba mais. Exatamente, Rui. Você consiga ter alimentos por mais tempo no agondo, ou seja, evita o desperdício, que é a função do nosso material plástico. Perfeito, exatamente. tem algum projeto, alguma coisa que vocês fizeram ao longo desses anos assim, que você falou, nossa, esse eu me orgulho muito de ter feito isso.

[9:11]É, foi uma linha, é, uma linha de PET barreira, né, para fazer termoformado, principalmente essas bandejas de frios, né, aquelas bandejas que ficam na gôndola, queijo, embutidos em geral, né, essa linha, uma linha de, com quatro extrusores a cinco camadas, onde e passou o PET, passa a barreira e passa polipropileno ou polietileno, e foi um sucesso, essa máquina está trabalhando e foi uma surpresa, está desenvolvendo bastante mercado no setor alimentício.

[9:42]Esse material, normalmente esse PET com barreira que ele veio para aumentar o shelf-life dos produtos e ele cumpre muito bem esse papel, você saberia me dizer se a reciclabilidade dele é possível? sim, é possível, é possível, eu acho que, vamos dizer assim, o Brasil deveria de ter, as cidades, os estados deveriam ter uma política de recolhimento desse material para poder reciclar-lo, é claro que você pega essas bandejas e moem, realmente você consegue fazer fita de arquear, por exemplo, e alguns outros materiais também que você pode utilizar, reciclando eles 100%.

[10:25]é porque não vai PVC aí, né? Não entra PVC aí. No partir do momento que não entra PVC, você pode usar, por exemplo, um terpol da vida, colocar e fazer uma fita de arquear, que eu acho que vai muito bem. Em relação à sustentabilidade, à economia circular, que são temas cada vez mais urgentes, como a Rulli Standard tem contribuído para esses pilares no mercado do plástico? Então, Rui, a gente lançou uma linha de reciclagem, né?

10:55Reciclagem, Instituto Soul do Plástico e projetos de lei

[10:55]e quando eu tenho o material, novamente eu volto a falar que se nós conseguíssemos conscientizar o povo de separar as embalagens plásticas e realmente fazer a reciclagem acontecer 100% do plástico que ele é reciclado, né? 100%. Então, eu vou te dar duas notícias bem boas em relação a isso. Primeiro, que nós temos o Instituto Soul do Plástico, que Rulli faz parte, muito obrigado por fazer parte de instituto, nós estamos levando a educação dentro das escolas para que o jovem leve isso para a casa dele e consiga multiplicar isso dentro da casa dele, obviamente que os pais vão ver isso nas escolas também, e é um negócio transformador, um dia que você tiver oportunidade de visitar com a gente, é transformador. E nós temos também, agora, a frente parlamentar de economia circular, que nós estamos debatendo alguns projetos de lei, o deputado Bruno Zambelli já protocolou dois projetos que nós ajudamos a compor, um em relação à pigmentação de materiais, para que seja separado da maneira correta, e outro em relação à etiqueta. Isso é uma coisa que eu preciso falar muito aqui no podcast, e que vejo que todos têm mais ou menos o mesmo pensamento.

[12:19]A legislação que vem referente à pigmentação do material, o PET, você que é fabricando extrusor, ele detém aí 95% do mercado de embalagem. Aí os outros 3% são divididos entre PVC, BOPS, PLA. Só que não é justo 95% ser comprometido por conta de 5%, contaminarem esses 95%, que 1 kg de PET contamina, sei lá quantas toneladas de, 1 kg de PVC contamina, sei lá quantas toneladas de PET.

[12:53]Então, a nossa sugestão no projeto de lei é deixar os materiais translúcidos, só que o PET fica cristal. Os outros materiais ganham pigmentações translúcidas, pode ser verde, azul, lilasa, amarelo. e aí quando cai na esteira de seleção, a pessoa já bate o olho, já separa, sabendo o que é. Isso a gente traz esse mercado que seria custo para o Estado brasileiro enterrá-lo e ele vira renda, ele volta como renda.

[13:22]Isso está dentro do Instituto Soul do Plástico, o Instituto está correndo bastante em cima disso e o outro projeto é etiqueta. Então a etiqueta é gruda na embalagem, nesse caso não, que essa etiqueta sai com facilidade, mas a etiqueta gruda na embalagem e não tem quem arranca aquilo. Então, enviabiliza o processo de reciclagem. Então, nós estamos colocando um projeto de lei para regulamentar a etiqueta para que ela saia com facilidade para fazer o processamento.

[13:50]Na questão do ESG também, vocês estão dentro do instituto, vocês têm duas letras já dentro do instituto, e esse instituto vai crescer cada vez mais, está indo bem. agora que nós começamos a fazer várias ações em cima disso, e se a Rulli tiver ideias também, por favor, coloque-as para nós. Com certeza. Qual a sua visão de futuro do mercado do plástico no Brasil e no mundo, considerando a crescente demanda por soluções mais sustentáveis e a pressão de menos resíduos?

[14:23]Olha, Rui, a minha visão é que cada vez mais a população crescendo, cada vez mais vão precisar de mais embalagens de alimento, cada vez mais vão precisar de mais plásticos. E a conscientização total, o que nós estamos fazendo é que se vocês estão fazendo, na conscientização na escola é a que vai fazer toda a diferença. Com certeza Rui, um mercado de plástico continua sendo promissor, continuará crescendo, apesar das crises que estamos vivendo agora, crises financeiras, crises de valores financeiros que não conseguem financiar, mas isso passa, isso dá volta por cima e eu creio que esse mercado vai continuar crescendo, Luiz.

15:11Até 30% de PCR e coextrusão em sanduíche

[15:11]Nós vimos que a Rulli sempre coloca que a reciclagem, vocês conseguem reciclar até 30% do material dentro de uma bubina, 30% de reciclado, sem comprometer a qualidade do material, o material vai sair PCR, atóscos e tudo mais. Como você enxerga esse número de reciclagem, se percentual aumentando ou não? Estamos trabalhando para que isso aconteça de uma maneira mais escalada.

[15:44]inclusive, no Canadá, isso já é lei, é obrigatório, qualquer fabricante de plástico que tenha uma extrusora, ele tem obrigatoriamente usar 30% de PCR, tem há um movimento de quem tem mono extrusão, passar para ter coextrusão, para poder utilizar uma porcentagem maior de de PCR, isso é um retorno, um caminho sem volta, haja essa obrigatoriedade em alguns países.

[16:17]Mas usar no sentido de construção para fazer um AB, um ABA, alguma coisa assim? Um ABC, um ABC que aí você pode colocar uma porcentagem maior de reciclado no meio sem comprometer tanta qualidade, que aí você faz um sanduíche no reciclado. Mas mesmo na extrusão comum você consegue fazer ele colocando direto saindo o PCR, mistura no flake e sai o PCR. Exatamente, mistura no flake e sai o PCR, em uma monocamada, a qualidade compromete mais, quando você coloca em uma coextrusão, você consegue fazer esse sanduíche, colocando o maior porcentagem de reciclagem na camada central, então você consegue uma qualidade superior. Entendi, você não compromete aquela visão de vidro. Exatamente, evitando jéis também.

[17:06]Entendi. Existe algum instituto ou iniciativa social ambiental que a Rulli Standard apoia, ou pretende criar para fomentar reciclagem de economia circular, e como você enxerga os materiais compostáveis como o PLA no Brasil, que necessitam de composteiras e não temos ao menos saneamento básico no país inteiro? Então são duas perguntas. primeiro a gente já falou do instituto, mas eu gostaria que você faça se existe alguma outra ação.

[17:38]É, Rui, a gente não tem, a gente apoia qualquer ideia ou qualquer movimentação no sentido de incentivo da reciclagem, a Rulli tá apoiando, né? Se falar que nós temos alguma ideia pra fazermos nós sozinho, não, nós não temos, mas estamos sempre apoiando a quem tiver ideia, quem tem tempo, quem tem as ideias, e é claro, os caminhos, né, a gente apóia financeiramente, inclusive. Agora, qual é a outra pergunta mesmo, Rui?

[18:12]É sobre os materiais compostáveis, porque hoje nós estamos num caminho sem volta, que no meu entendimento é o que deve acontecer no mundo, que é a economia circular. Os materiais mas eles têm que ser todos circulares. E o PLA, por exemplo, que está entrando agora com o embalagem, ele já existe desde 1984, só que nós não temos, ao menos, a terra sanitária no país inteiro, nós não temos saneamento básico no país inteiro e em muitos lugares nós temos lixões abertos. E o PLA, para compostar, depende de uma composteira. Ele ele depende de um ambiente favorável para que seja compostável, então eu queria saber o que você pensa sobre esse material que é um material que vem na economia linear, que é o produção de consumo de escarte e não na economia circular, então eu queria saber o seu entendimento sobre isso, você acha que é o momento, não é o momento, precisa melhorar, não precisa melhorar?

[19:12]É, novamente a gente volta naquele, volta naquele problema, da conscientização, porque o material com compostagem, no caso do PLA, se ele for reciclado rapidamente, tudo bem, eu não vejo maiores problemas, como você falou, se ele não tiver aquele ambiente da compostagem também, não adianta, mas se a população conseguisse ter essa consciência de mandar o material para a reciclagem mais rápido, não teria porquê, recicla...

[19:44]Exatamente, não teria essa necessidade... Ele é economia linear. É economia linear, exatamente. Inclusive, lá na cidade onde eu moro, eu chamo Arujá, ali nós criamos... Eu fui síndico do condomínio onde a gente tinha onde eu moro, né. O lixo era um problema e nós conseguimos fazer com que todos os condômenos fizessem a separação de lixo seco e lixo úmido.

[20:09]comido, e foi um sucesso, Rui, porque todo lixo seco era muito maior do que o lixo úmido, o lixo que realmente é lixo, o resto de comida, e o lixo seco nós acabamos colocando uma unidade de reciclagem lá na cidade e o pessoal fazia a separação dele lá, inclusive houve até inclusão social, porque aquele morador de rua passou a separar material, ele aprendeu a separar material e com isso ele já tinha uma renda, já tinha um salário e foi isso é bem legal, essa experiência até hoje, a nossa cidade recicla esses material, elas trabalham com material seco e úmido, né?

[20:45]É, dizem que 60% ou 70% do que nós compramos hoje é embalagem, embalagens diversas, né? Exatamente, está bem perto dos 80, diria, viu? É impressionante, você tem uma quantidade de lixo úmido e a quantidade de lixo seco é absurdamente diferente. a questão da embalagem, seja ela PET, polietileno, polipropileno, enfim, qualquer tipo de material, eu vou chegar aí no papel, a minha chegada no papel é diferente.

[21:16]Para embalar produtos, até mesmo multicamadas, que a ideia da embalagem plástica é sempre manter o alimento por mais tempo, aumentar a vida útil do alimento, para que quanto mais a vida útil dele, seja maior, mais barato, ele fique. Em escala maior você consiga fazer a distribuição, você consegue aumentar a produção para abaixar o preço. O que você fala para o cara hoje que quer bolir, ele fala, tem que abolir o material plástico de embalagem de uso único, seja ela embalagem de arroz, café, chocolate, você imagina um cenário desce, o que você imagina e o que você tem para falar para essa pessoa que pensa dessa forma.

22:05Copo descartável, papel e o argumento da água

[22:05]Posso dar um exemplo do copinho descartável? Por favor. Copinho descartável. Uma vez eu ouvi de uma diretora da escola que eles iam distribuir canecas, canecas para as crianças para não utilizar o copo plástico. Eu perguntei porquê. Ela falou, não, porque o copo plástico ele polui e eu consegui explicar para para ela, que se ela recolhesse todos os copos plásticos utilizados pelas crianças e colocasse no muinho, todos aqueles copos plásticos, eles virariam qualquer outro tipo de produto, inclusive o copo plástico, novamente, e ela não ia gastar a quantidade de água de detergente para lavar aqueles copos e fora sem dizer a higiene que produz, que te dá um conforto, de dar um copo plástico, onde você utilizar, jogar fora, e você realmente reutilizar e fazer aquele copo virar, copo novamente, que ele pode virar copo quantas vezes necessário for.

[23:04]Enquanto um copo de uso contínuo você tem que lavar, você tem que gastar água potável, tem que gastar detergente, e essa água contaminada pelo detergente vai ser lançada nos lençóis freáticos e tudo mais. e aí ela usou o argumento, então por que eu vou usar a copa de plástico, eu vou usar a copa de papel, pior ainda, porque a quantidade de água que se gasta para fazer a reciclagem de papel é absurdamente maior do que a quantidade de água que se gasta para fazer, para reciclar plástico, inclusive não se gasta água para reciclar um copo descartável, porque a água é um looping, algo que se utiliza, é um circuito fechado, esquenta, ela só trabalha por contato de refrigeração.

[23:53]E volta, então não tem gasto de água. E aí conseguir convencê-la a continuar usando o copo descartável desde que reciclassem todos os copos. É o que eu acho realmente o ponto de educação é um ponto crucial. Falta conhecimento, né Rui? É por isso que nós saímos assim do palco um pouco, Lá no Instituto, hoje estamos eu como presidente, o meu filho como vice-presidente, o Rui Filho, o Júnior é diretor, e o Junior da TalkPlast, o Junior da Terpol, vice-diretor também.

[24:32]então nós acabamos estruturando esse instituto e nele nós fizemos agora dois processos de economia circular e tinerante. Um deles vai fazer Lollapalooza, Detal, F1, nós vamos estar dentro dos maiores eventos reciclando o resíduo do evento ali online para o cara ver que o plástico recicla ligado numa tomada, com pouco consumo de energia, e ele faz a transformação ao vivo sem consumo de água e a provocação fica pessoal do papel, pessoal do aço, pessoal do vidro, façam como nós, pega 3 metros quadrados, uma tomada e recicla pra gente ver, a gente sabe que não dá, então a nossa ideia é demonstrar que o material plástico é extremamente reciclável, se tratado da maneira coeta, vira um mundo, uma infinidade de coisas, e se a gente consegue fazer no micro ambiente, imagina a indústria, no macro ambiente, né, então essa é a nossa provocação, e nós fizemos agora também, estamos lançando o circuito itinerante, por exemplo, seu filho está em uma escola que não quer usar o copo descartável, então nós vamos levar esses equipamentos lá e fazer um dia de reciclagem dentro dessa escola para que ele entenda como é o processo de reciclagem e o professor entenda também como é o processo de reciclagem e mude o pensamento com o conhecimento, porque isso só muda quando conhece, né?

26:11Rosca, troca-telas e extrusoras para material reciclado

[26:11]Exatamente. Como a Rulli Standard vem se adaptando às novas tecnologias, cada vez mais as pessoas querendo trabalhar com materiais reciclados, vocês estão estudando isso para melhorar a performance de reciclagem, melhorar a performance do equipamento, às vezes um filtro melhor ou alguma coisa melhor? Rui, isso é bem legal essa pergunta. A gente sempre teve assim, no mercado, uma fama, vamos dizer assim, de que a máquina da Rulli aceita bem material reciclado.

[26:44]Isso devido ao comprimento da rosca, que é uma rosca mais longa, uma rosca mais longa que as demais, então isso faz com que o material fique mais tempo dentro da rosca e ele pode misturar melhor, ou seja, ela aceita mais materiais reciclados por causa do comprimento da rosca. Os filtros, realmente, os filtros de... quando a gente... vou citar o mercado de lona agrícola, tá? Lona plástica, onde o material ali é 100% reciclado, e ali a gente tem filtros contínuos, onde você tem duas placas, uma de reserva e as duas trabalhando e aquela que suja troca primeiro uma, depois troca outra, então não há parada de máquina por causa do material estar sujo, entendeu? Então o maior desenvolvimento está sendo feito na questão de rosca, perfil de rosca e troca-telas. Dentro do cabeçote, tem algumas modificações também nas hélices, então, quando o material, quando o equipamento já é projetado para trabalhar 100% reciclado, a gente já tem essas modificações já tudo prontas.

[27:54]Que bacana! Então, na verdade, a entrada do reciclado tá, é só mandar material, só o pessoal separar direitinho enquanto mandar material. Exatamente. E eu queria te fazer uma pergunta, eu estou devolvendo muito a evolução do CPET lá fora. Vocês têm algum desenvolvimento, alguma coisa para trabalhar com esse material já ou ainda não? Ainda não, Rui, ainda não, mas nós estamos no nosso departamento de projeto, lá ele já está se movimentando para poder ver qual que é o perfil de rosca, porque basicamente o que modifica é o perfil de rosca para poder atender esse material de CPET. Mas você já está em estudo para trazer tecnologia para cá. E tá bem perto já. Que bom, quero testar esse material.

[28:38]Bem perto, vamos testar assim. O Luiz, sua trajetória, sua história profissional, é inspiradora, mas nós gostaríamos de conhecer um pouco mais sobre a pessoa por trás do senhor. Existe algum hobby, uma paixão fora do trabalho que ajuda a carregar energia e manter o equilíbrio? Rui, eu vou te falar, a trajetória é de uma empresa familiar, então, nesse ponto eu posso falar, eu tenho uma experiência de um paisão, até me emociono um pouco mais.

[29:17]Ele sempre ia ali, fundou a empresa e eu fui trabalhar com ele com 14 anos, então você imagina, a falta que ele faz, teve o período dele, ele cresceu, uma pessoa que trabalhou muito e ele sempre falava, filho, eu cheguei nesse país, país abençoado, país de oportunidade e poderia ter alguém tão pobre quanto eu, mas mais pobre que eu não tinha porque, imagina, chegou da Itália, me perdoou, me emociono um pouco porque é muito forte pra mim, mas ele foi um exemplo de vida pra mim, então ele trabalhou praticamente até os 80 anos, todos os dias, a paixão dele era o trabalho, e ele passou isso para nós, passou isso para nós em uma forma bem forte, e assim, na trajetória profissional, sempre sabia que o pai estava lá, então a gente fazia, trabalhava, fazia, acertava, errava, tudo o que aconteceu, a gente sabia que o pai estava lá, e é claro, é normal, todo mundo nasce, cresce, vive e chega no fim, morre, né?

[30:33]E o dia que faltou meu pai, realmente foi com o dia que eu falei, caramba, e agora. Incrível, né? É incrível. Então, dali pra frente, que eu comecei a desenvolver mais a fé. eu realmente conheci mais a Jesus, eu te falo isso que foi a minha, o meu alicércio, se eu falar que o sucesso, realmente a Rulli hoje é um sucesso, graças a Deus ela cresceu, cresceu em fatoramento, cresceu em número de funcionários, cresceu em todos os sentidos, números de clientes, participação em países, hoje a Rulli tem três filiais, fora a matriz está em São Paulo tem três filiais.

[31:15]onde são? Então, uma em Santa Catarina, outra em Manaus e agora na terceira nós abrimos nos Estados Unidos e tem crescido a empresa, sabe? Então quando você falar pra mim qual seu hobby, eu te diria que o meu hobby é estudar Bíblia, meu hobby é ajudar pessoas que estão angustiadas, que precisam de uma oração, precisam de uma direção de Deus. então eu te diria que hoje o meu hobby é buscar a Deus o tempo todo, nem o meu hobby, acho que é a minha vida, sabe?

[31:50]E aí se você falar assim para mim, Luís, porque que qual que é o sucesso? Eu diria para você o sucesso é fé, é acreditar que vai dar certo, é acreditar que você vai ter a provisão, vai chegar, vai ter a sabedoria na hora certa, vai entregar a solução no momento certo. Eu acho que essa acabou sendo a minha bandeira que eu trouxe do meu pai, inclusive.

[32:12]são dois pontos, um é certamente a Deus e o outro é ser brasileiro na raíza. Exato, ser brasileiro não desiste nunca, mas é assim, foi essa fé que eu acho que o meu pai trouxe para nós, passou e a gente carrega isso, vamos carregar para o resto da vida e espero, com certeza, passar isso para o meu filho e para os meus netos. São histórias assim muito que a pessoa nem imagina, a minha mãe vendo uma bolé PED, caminhão, sertão da Paraíba para São Paulo, que criou a gente sozinha aí na luta.

[32:50]É, é uma história... Não tem diferença, é chegar à saída da sua terra e para outra terra, onde você não conhece ninguém, começar a vida lá do zero, né? Do zero, e é... Pra ver, também progressivo bastante, trabalhou muito com... trabalha com costura, né? trabalham em autocostura, depois teve sua fábrica, sua confecção, quando entrou o plano coloro, faliu, quebrou tudo de novo, e assim, a história é uma história bem, a gente vem bem, bem lá de baixo mesmo, e vem subindo, vem crescendo com, na medida do possível, que ela pode nos ajudar, nos educou muito bem, a gente vê pessoas da nossa idade, que eram nossos amigos, se perderam ao longo do caminho com muito mais oportunidades, mas dentro da humildade dela a gente veio, a gente sobressair, a gente deu certo.

[33:48]Bacana, bacana, parabéns Rui, porque é uma história de superação, porque muitas vezes as pessoas se perdem nas drogas, é incrível como se perdem nas drogas, se perdem em vício, se perdem no álcool, e realmente, como você falou, tua mãe chegou sozinha, na boléia de um caminhão e ela começou a trabalhar e ela cresceu, e ela foi abençoada. Sempre, sempre, todos nós, família inteira, sempre temente a Deus, a gente tem Deus acima de tudo.

[34:23]Amém, glória a Deus, isso que é importante. e eu acho que é muito importante para a gente ter essa visão de Deus e você ter Deus no coração, eu acho importantíssimo isso. É essencial, sabe, Rui, porque se não a vida acaba se tornando somente números, dinheiro, e não é sobre isso, é sobre vidas, sobre vidas, a gente gera empregos, a gente gera sustentação de famílias, a gente gera realmente riqueza, mas tem que gerar também uma paz, uma paz que excede todo o entendimento.

[34:59]Quais as experiências e expertizes fora do setor que mais te influenciaram na sua liderança e uma forma de enxergar o mundo e os negócios? Novamente eu vou voltar para dizer. Na Víbia, que muda muito, são tantas histórias de superação, tantas histórias, tantas ensinamentos do impossível se torna a conhecer, se torna a acontecer, aquilo que você acha que não vai conseguir, você consegue, através de meditação, oração...

[35:37]Pensamentos positivos, sempre, né? Pensamentos positivos, não deixar com que os pensamentos negativos tomem conta de você, tomem conta da sua paz, não deixa que nada tira a sua paz, o que é difícil, porque muitas vezes as dívidas tiram nossas paz, falta de pedidos, muitas vezes tira a nossa paz, a incerteza do amanhã tira a nossa paz, pegar os exemplos mais atuais, aumentou o EFE, nossa, aumentou 50%, agora veio o tarifaço dos Estados Unidos, é procurar ter uma paz de espírito que essas coisas não entra na sua cabeça, não entra no seu coração e você terá paz necessária para poder se reinventar.

[36:23]Agora essa pergunta, Luiz de hoje, qual é o conselho que você daria para o Luiz que estava começando lá atrás, que com toda sua experiência hoje, com tudo que você tem de bagagem, qual é o conselho que você daria para o Luiz lá atrás? conselho que eu daria era, tira o medo do coração, cria mais, tira a ansiedade, a preocupação que era, se eu pudesse dar um conselho pra ele, eu ia falar pra ele, procura uma igreja, procura uma igreja, aprenda a palavra de Deus e acalma o coração, porque é o maior problema do Luís do passado, realmente era insegurança, incerteza, e a ansiedade, meu Deus, ansiedade.

[37:12]eu me matava, hoje se eu pudesse encontrar Luís lá de trás, eu ia falar pra ele, se acalma, se aquieta, que tudo vai dar certo. Eu sou só um pouco ansioso desde que eu nasci, sabe? Quando minha mãe descobriu que tava grave, eu já tava reclamando lá dentro. Pô, o que eu tô fazendo aqui ainda, né? Eu tenho essa... Eu sou muito ansioso com tudo que eu faço.

[37:37]Existe algum livro, filme ou figura que teve um impacto significativo na sua vida pessoal ou profissional? Não é a Bíblia. Não é a Bíblia. Desparada, desparada a Bíblia. O outro é aquele, As Chomas de Zurich, um livro muito bom, aconselho para todos. Filme, nossa, o filme a gente, eu gosto de filme para a gente passar tempo de volta para o futuro. cultura, me divirto com aquele filme, viagem na maionese.

[38:09]Muito bom, muito bom. Legal, e assim, novamente o conselho, bem legal essa pergunta, o conselho que eu pudesse dar por Luís o passado era ser, tira a ansiedade do coração. Não adianta, a gente não consegue adiantar um segundo na nossa vida e nem atrasar. como você equilibra as demandas de ser ansiou de uma grande empresa com sua vida familiar e os interesses pessoais?

[38:37]Ah, então, eu procuro colocar os horários, eu procuro me adaptar com os horários, sabe? Ser bem disciplinado com os horários, ser bem disciplinado com o momento de trabalhar, momento da família, gente, muitos empresários, eles trabalham tanto que esquecem da família. e se você parar para pensar o maior, bem de um homem, é a família. Então, o que eu faço hoje justamente é isso, é a disciplina no horário, sabe?

[39:09]Hora de trabalhar, hora de trabalhar, hora de chegar em casa, descansar, procurar deixar todos os problemas na empresa, e em casa é em casa, você tá na sua casa, tá com a tua esposa, tá com os teus filhos, não leva o problema da empresa pra casa e nem da casa pra empresa. eu vou te falar que eu há uns anos atrás eu enfartei e coloquei dois estentes, estou vivo graças ao plástico.

[39:33]Então, dali também mudou bastante a questão de regulamentação de horário para mim. Trabalhar num fim de semana hoje é muito difícil, só se for extremamente necessário. É a época de feira, não é Rui? É a época de feira. Trabalhar de fim de semana, trabalhar noite, mas são fases. feira, como é que foi a feira para vocês? A feira foi bem legal, a gente está comendo os frutos dela até agora, tem uma carteira de pedidos ainda, está boa devido à feira, a feira é sempre importante, e agora a gente já está se preparando para a feira da Alemanha, que vai ser agora...

[40:12]Você vai fazer a da Alemanha? Vamos, vamos. Eu vou visitar. Legal, é um prazer te receber lá Rui. Eu estaria aí lá. Nós vamos estar lá na feira da Alemanha, já estão preparando o equipamento já para embarcar, que já tem que embarcar meio rápido, e vamos ter mais esse desafio, vamos ter mais esse desafio de estar participando de uma feira internacional, como o da Alemanha.

[40:32]Aquele projeto que nós fizemos da sacola circular na feira, a gente mostrando que o ciclo, ele circula, é circular. Nós fizemos o circular inteiro, dentro da feira mostrando que a sacolinha não é lixo. o que se achou desse projeto, o que contribuiu para vocês de visão de mercado, de poder passar para os seus clientes? Então, Rui, foi bem legal porque aí você pode mostrar como funciona, porque o que falta realmente é conhecimento, conscientização de que todo o material plástico é reciclável, falta conhecimento.

[41:10]Geralmente, a pessoa tem aquela ideia que o plástico usou, jogou fora, está na natureza, não é assim. vai ficar na natureza se ninguém pegar aquele plástico e não colocar ele na reciclagem novamente, e a sacola também, como copinho descartável, ele é 100% reciclável e não perde uma grama, e ali deu para mostrar para muitas pessoas que a sacola é 100% reciclável.

[41:36]Esse foi um ponto bem legal que a gente abordou e a sacola virou o saco de lixo no final, existem lobis aí para falar que não deve ter saco de lixo, então você vai que dizem que você tem que levar o lixo de outra forma, aí você acaba colocando numa caixa de papelão, ela vai emitir CH4 que é 28 vezes pior do que o CO2 quando ela está exalando gases dentro do bateu sanitário.

[42:02]Além do que, quando molha faz aquela, abre o lixo que sai tudo de dentro? a gente tem bastante empresas que foram, migraram para o papel e já voltaram para o plástico, que viram a diferença de comportamento de um material e outro, durabilidade de produto e tudo mais, né? Eu defendo o papel sempre na embalagem secundária, na primária eu não vejo o papel com bons olhos.

[42:30]E estamos igual, devido a uma mesma opinião, também não vejo ainda um. porque tem que classificar, né? Ou invernizar. Aproveitando uma pergunta de bastidor, você falou muito sobre as dívidas e tudo mais, eu queria saber se alguma vez você já chegou e ele tá com uma quebra, da empresa quase chegar ao ponto zero de quebrar e depois ter que começar tudo de novo.

[42:54]É, já... Esse é o Rui Filho, fez a pergunta, a pergunta vai ficar gravada e vamos lá, pode ir? respondendo à pergunta, nós já passamos uma dificuldade muito grande, foi na pandemia, que acredito que todo mundo tenha passado, ficou muito difícil a situação, pedidos de carteira praticamente, eram muito poucos, eu não lembro agora o número certo, mas talvez tinha 30 dias, 60 dias de pedido no carteiro, e era uma incerteza total quanto a sobrevivência da empresa. Essa empresa iria subsistir, ou não mais, porque crédito no banco não existiam, estava tudo fechado.

[43:37]É isso, você está no Brasil, o juros é fácil, crédito é fácil. E aí quando conseguia, era um juros absurdo, era um juros extratosférico, a verdade a palavra era essa, do qual eu tive que pegar esses empréstimos realmente com esses juros altos, mas graças a Deus as coisas foram melhorando, como eu te falei, na base da fé. Na base da fé as coisas foram melhorando, quando você achava que não tinha mais jeito, era aquele mar vermelho fechado, o exército do Egito vindo atrás, não tem saída daqui a pouco, Deus abriu o mar vermelho e a gente conseguia passar, e assim foi indo. E as coisas foram melhorando, foram se sedimentando, conseguimos depois investir, crescer, investir na fábrica, e hoje estamos em uma situação bem mais confortável, investindo sempre pra poder estar sempre...

[44:30]Isso é um negócio louco, Luiz, todo ano eu falo aqui, eu não vou investir esse ano, abri o ano, eu falo, esse ano eu não vou investir, abriu esse ano aqui, falei, eu não vou investir, estou na segunda obra já, o mercado puxa. pesado puxa, e a gente tem esse espírito empreendedor, de pegar, não, vamos crescer, vamos gerar mais emprego, vamos gerar mais faturamento, vamos gerar mais impostos também, consequência disso tudo.

[44:58]Como é que o povo viaja se a gente não gera impostos? Exatamente, mas respondendo à pergunta, realmente já passei por situações assim, bem difíceis, situações das quais eu fui dormir, não sabia como que acordar no dia seguinte, mas sempre teve. Quando dormiu, né? Quando dormiu, exatamente, quando dormiu. Mas no final, sempre tem um escape, sempre vem um refrigério, tem um alívio. Isso aí. E pra gente te descontrair um pouco e conhecer o Luiz da Rulli de um jeito diferente. Vamos para umas perguntas rápidas aí, tipo um batibola.

[45:34]OK. Como você costuma planejar sua semana? Eu costumo planejar minha semana no sábado. no sábado. No sábado, gosto de acordar cedo no sábado e pensar tudo que eu vou fazer durante a semana. Pega o meu smartphone, agenda e já vou marcando ali tudo que eu lembrar, já vou colocando na agenda, agendando todos os compromissos no smartphone. No smartphone, pensou ter que datilografar isso tudo aí numa máquina de datilografar, guardar, arquivar.

[46:07]plástico ajudou um pouco, né? Um livro, um filme ou série que te marcou recentemente? Um livro, As Chomas de Zurich, foi recentemente, uma série, você falou? É, um filme ou série, um livro, o que mais te marcou assim, recentemente foi esse livro. é, foi esse livro e, rapaz, eu tô tentando lembrar o nome do filme que eu assisti recentemente, que foi muito bom, mas não vou lembrar, desculpe, eu sou ruim de nome do filme.

[46:44]Não tem problema. Se você tivesse possibilidade de ter um superpoder, qual seria e porquê? Meu Deus, que pergunta. Pergunta boa. que pergunta boa. Se fosse... eu tivesse um superpoder de convencimento das pessoas. Ui, como eu te falei, tentaria convencer um mundo de que Deus é palpável, é real, e que ele mandou o filho dele para esse mundo, para pagar todos os nossos pecados, os pecados, como eu gostaria que todos pudessem ter esse entendimento e Jesus realmente veio para esse mundo para pagar todos os nossos pecados e a partir do momento que você conhece, tem esse entendimento, não precisa ter poder, superpoder nenhum, porque a pessoa, quando ele tem esse conhecimento e esse reconhecimento, a vida dele muda, muda completamente.

[47:48]superpoderoso. E dentro das nossas andanças, que a gente viaja só um pouco, dentro das suas viagens, dos locais que você conheceu, quais foram os melhores lugares que você gostou, que você voltaria, eu preciso de três recomendações. Meu Deus, a Roma, meu Deus, é aquela cidade, que é a cidade perto da cidade onde meu pai e nasceu Roma, História, tem tantos acontecimentos ali e passar no Coliseu, é uma coisa muito emocionante.

[48:27]Então, quem não conhece Roma, eu sugeriria fortemente para conhecer Roma. Outro lugar seria Nova Iorque, faz tempo que eu não vou lá, mas eu acho que é uma outra sugestão, uma cidade que eu amei demais, e terceira Rui, eu vou te dizer que a cidade e que a minha mulher ama Paris, meu deus do céu, que parece dar-lhe gostosa também. Que bacana, é isso aí, e um conselho que você daria pra alguém que está começando a empreender hoje no Brasil, com aqueles pés fincados no chão ali pra não errar, né?

[49:05]É, tenha certeza, tenha certeza de que você ama o que você faz, de que você tem paixão pelo que você vai fazer, não uma coisa que você acha, que você ama, então tem que amar, como se você amasse a tua esposa ou seu marido, tem que ter amor por aquele negócio, porque ele vai te consumir, o teu tempo vai consumir, os teus pensamentos vai consumir muito de você, você vai ter que dar literalmente o teu sangue nesse negócio.

[49:35]A partir do momento em que você tem esse amor por esse negócio, você acredita que esse negócio é realmente aquilo que é a tua paixão, aí tem a fé e segue em frente, porque como eu falei em uma hora, se necessário for, Deus vai abrir o mar vermelho pra você passar. E tem algum sonho que você deseja realizar que ainda não alcançou? SONSO, são perguntinhos, são tranquilas, né?

[50:10]É, acho que pergunta bem legal. Era construir uma nova sede na Rui, numa sede maior, graças a Deus, graças a Deus, hoje a Rui ainda tá pequena. Que bom. Então você fica... fico menor, espero que fique cada vez mais espremido, passar aí logo e explodir mais ainda. Se você se espalhasse hoje um sonho, realmente seria construir uma nova sede. Você nasceu dentro do mercado do plástico, respira plástico, o teu entendimento sobre os materiais plásticos tem que ser um pouco acima, até para saber o que pode ou não ser produzido, que equipamento ou não produzir, mas se você tivesse a oportunidade de investir em um novo mercado fora do setor do plástico, você o faria e se sim qual seria?

[51:12]Olha Rui, tem muitos mercados, interessantíssimos, interessante, por exemplo, com o mercado de linha branca, impressionante como esse mercado, é bom, o mercado de eletrodomésticos, mercado de fabricação de tanques de lavar-roupa, um mercado... Você já viu aqueles tanquinhos de lavar-roupa? É bem popular mesmo, meu... Eu fiz muita máquina para fazer o tanque.

[51:38]Exatamente. Aquele tanque faz a Cuba. Exatamente. Termoformado para a vida de ponta cabeça e faz o preenchimento. Exatamente, olha, um mercado muito bom, um mercado de eletrodoméstico, um mercado para termoformagem, para indústria automobilística também. Agora, o meu conhecimento realmente está sempre mais virado com plástico, saber que está tudo ligado com o plástico, porque é o que eu conheço na Rui.

[52:06]Bacana. E para a gente fechar com chave de ouro, Luiz, temos três perguntinhas muito especiais para você agora. Já tivemos algumas especiais, mas essas são mais especiais. Luiz, imagine que este vídeo vai ser assistido por todas as oito bilhões de pessoas no mundo. Qual o seu conselho, mensagem ou reflexão você daria para elas? Eu, por todo o nosso entendimento da conversa, desculpa de cortar, mas eu já imagino qual seja.

[52:38]Exatamente. Procure Deus. Coloque Deus acima de todas as coisas. eu tenho certeza que você vai ter uma vida muito feliz. Se você pudesse realizar um único desejo, tipo uma lâmpada mágica, qual você escolheria para o mundo ou para a humanidade? Que a pobreza realmente fosse erradicada, que a fome fosse erradicado, e que todos os países tivessem um trabalho de infraestrutura, de primeiro mundo.

[53:15]como faz falta você ver ruas pavimentadas, jardins bem cuidados, saneamento básico, e isso seria... Qual é a pergunta mesmo, de qual era? De qual seria que você, se fosse uma lâmpada mágica, que você escolheria para o mundo ou para a humanidade, o único desejo. Exatamente, sabe, uma infraestrutura mundial de primeiro mundo. para que todos pudessem viver um melhor, você tem uma ruas faltada, você não ter esgoto a seu aberto, isso é muito triste, sabe, Rui?

[53:53]Meu, a lâmpada mágica, eu ia esfregar e ia pedir exatamente isso, porque, poxa ser, é difícil, vai, por exemplo, quando você, dá um exemplo daqui mesmo de São Paulo, você está na Fernandias quando você chega em São Paulo, você vê, não tem infraestrutura ali, uma casa em cima da outra, uma casa em cima da outra, porque eu te abrida, se eu tivesse essa lâmpada mágica, ia pedir justamente uma infraestrutura para que todos pudessem viver de uma forma digna, de uma forma confortável.

[54:22]Muito bom, e pensando em tudo o que conversamos hoje, sobre tudo o que falamos, tem algum assunto que nós não abordamos, alguma pergunta que eu não fiz, que você gostaria que eu que eu não tivesse feito. Difícil, hein Rui? Você abordou coisas que eu nem imaginava, hein? Não, eu acho que tá bem completo, eu só acho que, hoje nós poderíamos falar um pouco mais do momento que o Brasil tá passando, né, mas que certeza como a própria palavra de estar passando vai passar esse momento de insegurança, esse momento que a gente acaba se sentindo muita... nós estamos presenciando muitas injustiças, muitas injustiças das quais a gente vê e eu gostaria que realmente nós pudéssemos viver num país mais justo, um país onde a gente tivesse mais segurança. Que tipo de segurança? Segurança realmente jurídica, segurança política, de saber que hoje tem uma taxa sendo praticada amanhã, vai continuar imposto retroativo, meu Deus, é só isso mesmo Rui, realmente foi um prazer estar aqui com você, foi uma entrevista bem bacana, teve perguntas das quais me fizeram realmente pensar e muito legal, espero poder ter contribuído aí com... Claro que contribuiu, claro, a ideia do nosso podcast brilhante do PodPlástico, que a gente vai obviamente abordar materiais plásticos, conectar pessoas, trazer aqui pessoas, cada um que vem traz um ensaite diferente, a gente aprende, sai de casa aprendendo todos os dias, e eu acho que a nossa vida é aprendizado até a morte, nós vamos aprender, feliz daquele que sai de casa com o pensamento que vai vai aprender alguma coisa, então você troca informações, ideias e as conexões que nós queremos fazer entre os industriais do mercado do plástico, porque nós falamos muito, nós falamos demais, vamos a eventos, fazemos palestras e tudo mais, mas fica por ali, então o Instituto do Soul do Plástico, que mais uma vez, muito obrigado por Rulli estar contribuindo, nós queremos levar a informação da maneira correta de qualidade para os jovens e para todo mundo que a gente consegue explodir nas redes sociais. Eu cheguei a um número para mim pensado de seguidores, a 10 mil seguidores, puxa muito obrigado a vocês que nos seguem e aí começamos o PodPlástico trazendo pessoas para agregar informações quando veem muitas dúvidas em relação ao plástico, esse plástico carrega psifenol, esse plástico tem desrumpitor endócrino, normalmente quem está falando está falando besteira, nós que somos do mercado, sabemos disso, então a ideia é ter voz para rebater esse tipo de assunto.

[57:38]E levar o conhecimento, porque conhecês é a verdade e a verdade libertará. é isso aí, trazendo pessoas estudiosos, pessoas que entendem, a gente tem uma limitação de conhecimento, então a cada um que vem aqui agrega muita coisa no nosso podcast e pras pessoas e espero que um dia todas essas pessoas que nós mencionamos aqui assistam o nosso podcast. Então Luiz eu queria mais mais uma vez agradecer pela sua disponibilidade de tempo, por ter vindo trocar esse papo com a gente.

[58:16]Foi muito elucidador, esclarecedor, a gente fala sobre extrusão de materiais plásticos, que é um ponto muito importante sobre descontaminação, aprovações, e eu tenho certeza que o público que nos assistiu, também curtiu muito esse bate-papo. Legal. E se você pudesse deixar as suas considerações finais, por favor. Eu que agradeço e parabéns pelo trabalho que vocês estão fazendo, Rui, através do Instituto, porque nós temos obrigação de levar esse conhecimento para a população geral, para que todos utilizam o plástico e utilizem da forma correta, na verdade, porque fica combatendo, eu fico muito triste quando vou numa rede de fast-food qualquer, não vou falar nome, mas você vai numa rede de fast-food e você pega aquele canudo de...

[59:11]McDonalds. Não é, pode ser McDonalds. Aí você pega aquele canudo de papelão, meu Deus do céu, que ele começa a derreter na boca, é horrível. E sendo que um canudo, se ele é reele, ele pode ser totalmente reciclado, quantas vezes quiser, e diferente do papel. mas assim, temos que levar esses conhecimentos, parabéns, parabéns aí pelo esse trabalho que vocês estão fazendo, com certeza, vai trazer muito resultado para o setor.

[59:38]Obrigado. E muito obrigada a você, que ficou até agora assistindo o nosso podcast, que nos acompanhou. Se você gostou do conteúdo, curte, compartilha, deixa seu like, e deixe seu comentário se você gostou ou se você não gostou. nós estamos aqui sempre para melhorar, um podcast sempre vai estar melhor que o outro, vamos adquirir experiência, fazendo novas perguntas, trazendo novas pessoas, e, muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.