Logo PodPlástico

Como Uma Empresa de Minas Virou Referência Nacional em Máquinas e Embalagens

1:01:5043 min de leitura
Episódio completo no YouTube: Como Uma Empresa de Minas Virou Referência Nacional em Máquinas e Embalagens

Márcio Baião, da 4ª geração da família, conta como o Grupo Baião, fundado em 1938 em Ubá (MG), virou referência nacional em máquinas para embalar alimentos.

Principais insights

  • O Grupo Baião nasceu em 1938 em Ubá (MG) com eletrificação rural, e só décadas depois migrou para máquinas de embalagem plástica.
  • O avô de Márcio, Rubens, foi inventor e chegou a patentear uma seladora a vácuo isolada para trabalhar dentro d'água e sistemas de termostato próprios.
  • A empresa foi pioneira no Brasil na seladora a vácuo de bico de sucção, hoje com máquinas de dupla câmara com bombas de até 360 m³.
  • Hoje o grupo soma cerca de 160 funcionários entre a R.Baião (máquinas) e a Baião Embalagens (bandejas plásticas), sendo 100% fabricação nacional e verticalizada.
  • Toda embalagem alimentícia da empresa usa resina 100% virgem — usar material reciclado nesse segmento pode fazer a Anvisa fechar a fábrica na hora.
  • Márcio é 1º secretário da frente parlamentar de economia circular de São Paulo e defende desoneração tributária para catadores e cooperativas de reciclagem.

Perguntas frequentes

Qual a história por trás do Grupo Baião, de Márcio Baião?
O Grupo Baião nasceu em 1938 em Ubá (MG), fundado pelo bisavô de Márcio, Manoel Baião, com eletrificação rural e fabricação de motores e exaustores. O avô Rubens migrou o negócio para seladoras a vácuo nos anos 1970, e hoje Márcio representa a 4ª geração à frente da empresa.
O que a R.Baião fabrica hoje?
A R.Baião fabrica seladoras a vácuo (de mesa, coluna e dupla câmara) e seladoras de bandeja para embalagens com atmosfera modificada (ATM) e skin pack. A empresa também tem a Baião Embalagens, que fabrica as próprias bandejas de PP e PET usadas nessas máquinas.
Bandejas plásticas de PP têm bisfenol?
Segundo Márcio Baião, não. As bandejas de polipropileno (PP) fabricadas pela empresa são atóxicas, não liberam bisfenol e podem ser levadas ao freezer e ao micro-ondas sem risco, ao contrário do que costuma circular nas redes sociais.
Por que embalagens de alimentos não podem usar plástico reciclado?
Márcio Baião explica que, por exigência da vigilância sanitária, embalagens em contato direto com alimentos precisam ser feitas com resina 100% virgem e certificada. Uma fábrica flagrada usando material reciclado nesse tipo de embalagem pode ser fechada na hora pela Anvisa.
Quanto tempo a embalagem a vácuo aumenta a validade de uma carne?
Segundo Márcio Baião, uma carne embrulhada em papel dura cerca de 3 dias na geladeira. Selada a vácuo em atmosfera modificada e refrigerada, chega a durar cerca de 15 dias; selada a vácuo e congelada, pode durar de 6 meses a 1 ano.
Qual a diferença entre bandeja de PP e bandeja de PET com barreira?
Márcio Baião explica que a bandeja de PP é usada para produtos de giro rápido, como delivery, com validade curta. Já a bandeja de PET com barreira é usada quando é preciso um shelf life maior, como em frigoríficos que enviam carne refrigerada para supermercados.

Capítulos e transcrição

0:30A origem em 1938: eletrificação rural em Ubá (MG)

[0:30]Então, Rui, eu sou a quarta geração da empresa, a empresa tem uma história de 88 anos, a história começou com meu bisavô, Manoel Baão e os filhos, na época era um outro segmento, Ele começou com a eletrificação rural, a empresa está localizada no interior de Minas, a cidade de Uba, que é um polo-movelero, e ele começou com um segmento diferente do que vinha crescendo na região, que é o polo-movelero, e ele participou dessa parte de eletrificação rural, de enrolamento de motor, fabricação de exaustor, ventilador industrial, e com com o tempo foi mudando esse foco de produto e começou a fabricar máquinas para embalagens.

[1:31]Mas com ele já? Já foi comer o avô, Rubens, com o tempo os irmãos do meu avô foram para outras cidades, alguns foram para Belo Horizonte, para as cidades no interior do Rio e o meu avô foi trabalhando com sozinho, depois que o meu avô já tinha falecido, e ele começou com, ele deu continuidade, fabricava máquina de sol da ponto, máquina de sol de elétrica, ele era inventor inclusive, ele patenteou algumas coisas, alguns sistemas, patenteou na época máquina de sol de elétrica toda insolada para trabalhar dentro d'água, patenteou alguns sistemas de termostato bem metálico com resistência, então ele tinha algumas patentes na época no nome dele.

2:24Do saquinho de fumo às primeiras seladoras a pedal

[2:24]Que legal, cara! Ele tinha muita essa pegada de tempor mesmo, né, e na época surgiu a necessidade para o fumo, o fumo era muito comum na região e era em saquinho de papel. Então, tinha essa necessidade de preservar o aroma do fumo. O fumo molhava no papel. E perdia o aroma. Então, estava crescendo o saco plástico, o saquinho de pé. Isso aí a gente tá falando em que ano? Isso, mais ou menos, uns 45, 50 anos atrás. Caramba lá no comecinho. Já foi aí ano 70. Que era difícil trabalhar com plástico naquela época. Era difícil.

[3:06]oitocomessando a surgir ali nos anos 70, né? Aí ele começou a fabricar as primeiras celadoras manuais, né? Aquelas celadoras a pedal, né? Na época ela tinha uma estrutura de metalom com fórmica, era, era bem rudimentar, mas foi o que, o que deu início na época. Usava aquelas resistenciazinhas de nickel-chromo, que era difícil pra caramba de comprar, né?

[3:31]existenciam de nico, às vezes sem isolamento, saia já o fiozinho direto, com a moalinha na ponta, fora que ela quecia, puxava, puxava, então assim, o início de tudo foi, foi assaladoras a pedal, legal, aí com o tempo foi evoluindo, foi desenvolvendo outros modelos de assaladoras a pedal, assaladoras portatas de mesa, é a embaladora de filme, que você conhece como embaladora de e, né, para as bandejinhas de Zopo, aí quando foi a 20, os 25, 30 anos atrás, o meu pai fez a primeira seladora avaco, que foi aquele modelo de seladora avaco de bico de sucção, que faz o, o, o açucção dentro do, do saquim, né. Ah, que você põe no saco e puxa o saco e você sela no pedal. Isso, isso é, e se ela tinha um modelo de mesa, depois desenvolveu um modelo de coluna, né, então, a gente foi desenvolvendo essas primeiras máquinas aí, na verdade, a família inteira, professor Pardal, né, vem de desenvolvimento, né, desenvolvimento, essa assaladora Zavaco de Bico foi, a gente foi pioneiro na época assim, né, não existia, existia algum, uma empresa que tinha uma parecida, mas não tinha nada muito desenvolvido nessa parte, né, já existia algumas empresas aí, na verdade, 2 empresas que se instalaram aqui que tinha o modelo de selador avaco, mas nada de bico de sucção a gente foi praticamente pioneiro.

[5:02]Caramba! E o Bá a gente fala tem quantos habitantes lá em o Bá? O Bá tem 120 mil habitantes. Hoje, na época do seu avô, do seu bisavô? Ah, devia ter metade disso, ou menos. Tudo vinha a buscar em São Paulo que ele precisava de insumo? Tudo. Uma dificuldade do caramba. era uma dificuldade, na época não tinha internet, não tinha nada a pesquisar, a dificuldade era muito maior né, a gente tá falando aí de, e mesmo assim desenvolveu tudo lá, 30 anos atrás, 40 anos atrás, quando o cara quer faz né, a gente, como a gente tá no interior né, a gente teve que montar uma estrutura na empresa, bem verticalizada né, pra gente não depender de terceiros né, Então, hoje, o produto da Airbayão de Carpochef são assaladoras à vácuo.

[5:56]Eu vi muito bonitas para o sinal, eu não conhecia, na feira fiquei impressionado com a qualidade do produto, muito bem feito. Parabéns, muito bonita a máquina. Obrigado. Eu vou comprar uma. Sou metidinha cozinhera, né? COMPRA, a gente tem a linha de saladoras menores, saladoras mais compactas, mais leves, as de porte médium e a gente tem máquinas grandes, a gente tem máquinas de dupla-câmara, inclusive a gente tem agora de uns 10 anos pra cá a gente começou a desenvolver as saladoras de bandeja, para as bandejas celáveis, que é um segmento que está crescendo muito.

[6:39]e você já tem ATM? Tem ATM também. E assim, vamos continuar lá na história, a gente entra no técnico daqui a pouco. A história é muito importante. Aí veio teu pai, teu pai veio no desenvolvimento dessas máquinas, aí vem você e seus irmãos, na seguida tocando o projeto, como é que foi isso aí? Como é que é essa transição? Que ainda não foi, né? Teu pai tá lá ainda e muito ativo, né? Conheci teu pai, gente boníssima, cara elétrico ligado no 80. Meu pai tem 69 anos, mas tem muita energia, ele é empresário, ele é atleta, então ele tá muito ativo com a gente lá e vai permanecer, se Deus quiser, muitos anos aí. Então a mistura na empresa aí tem sim, aproximadamente de 27 anos, mais ou menos, eu comecei, eu estou com 42, eu comecei com 15 anos, 99, aí eu comecei de baixo, eu comecei na parte estrutural, né, então, na época assim, a estrutura da empresa era a outra, hoje, né, a parte estrutural é, corte a lesa, dobradeira cnc, né, tem a parte de usinagem, por cento de usinagem, torno CNC, mas na época era um guilhotinas mecânicas, aquelas guilhotinas da Newton, dobradeiras da Newton, antigas, todo mecânico, então eu comecei nessa parte estrutural.

[8:13]Te jogaram dentro da fábrica. É, direto. Minha história é muito parecida com a minha, cara. Foi colocada a prova desde novo, então eu comecei de baixo para ter a noção da da produção e de como o produto nasce, começa na chapa, nas barras para o usinagem, comecei nessa parte, estruturação, usinagem, depois trabalhei em linha de montagem, almocherifado, compras e depois produção.

[8:50]Você vê minha história, comecei com 15 anos com meu tio, trabalhando dentro da fábrica acerrando o aço, mas não é acerrando com serrinha de arco, eu cortava o aço para o cara que montava a máquina, aí depois fui aprender a soldar, depois fui aprender elétrica, eletrônica, eu sou mais ligado na tecnologia, mas aprendi elétrica, eletrônica, pneumática, mecânica, fui aprender, aí ele me transformou num técnico e do técnico, eu virei vendedor, aí ele faleceu e e cabamos assumindo a empresa dele. Mas assim, a história é muito parecida, eu tenho 10 anos a mais que você, então hoje eu tô com 37 anos de termoformagem, acho que tem uma bagajezinha já mais ou menos. E você mesma coisa, quando a gente vem de baixo legal, é que quando a gente vai conversar na fábrica o cara não te enrola, você sabe o que ele tá fazendo, debatimol e sabe se está certo ou errado.

9:49A empresa hoje: 160 funcionários e fabricação verticalizada

[9:49]É, gente, eu procuro, assim, eu não sou, algumas coisas eu tenho mais conhecimento, mas eu não sou especialista a fundo em tudo, né, mas eu tenho conhecimento, né, só tenho que avaliar alguma coisa no setor de usinagem, eu consigo avaliar junto com o pessoal, junto com os enzenheiros, com o pessoal técnico, na parte estrutural e qualquer desenvolvimento, que a gente tem lá, eu participo, então eu participo da parte de pesquisa, desenvolvimento, projeto, junto com o pessoal da engenharia, tem os acompanhamentos de produção, a gente tem lá coordenadores de produção, gerente de produção, encarregados, hoje a gente está aí com aproximadamente 160 funcionários no grupo, somando as duas empresas, que é a R-Bion, que é fabricante de máquinas para embalagens, e a bioembalagens que é o fabricante das embalagens plásticas.

[10:49]Então, a gente tem uma equipe grande, um desafio grande para administrar, mas a gente tem uma equipe bem forte, bem sólida, a gente tem um quadro de funcionários antigos, pessoas experientes, e a gente consegue fazer um trabalho bacana, a gente está sempre desenvolvendo para o novo produto, novas ideias, novas soluções, porque a gente é fabricante de máquina, mas agora a gente é fabricante de embalagens também e uma coisa está ligada a outra, então a gente desenvolve essa solução completa para o cliente.

[11:29]Caramba, você vê, gente, a gente está falando de uma empresa que nasceu em 1938 com bisavô, aí veio o voo, veio o pai, veio bisavô, voo, pai, agora o filho, e já tá indo pra próxima geração, tá chegando, aí cada, eu tava vendo a história, né, cada geração tocou um produto diferente, né, incluiu um produto, tirou um produto, colocou outro, veio migrando a empresa, sempre evolutiva, e tem algum caos assim, bem bacana do seu avô, do seu bisavô, do seu pai, né, Pai, que ficou marcado assim na história de vocês?

[12:12]É, a gente tem essa história do meu avô, da parte de patente, de desenvolvimento, isso trouxe essa questão da inovação, de sempre ter que inovar num produto diferente, pensar o que é diferente do que os outros pensam né então a gente às vezes né meu pai eu a gente procura pensar fora da curva né porque você pensar igual tenta fazer igual todo mundo é a coisa não só vai ser mais um é só vai ser mais um então a gente tem essa essa essa pegada e aí do desenvolver o diferente, a ideia diferente, a própria solução, essa solução completa na parte de assaladoras de bandeja, a gente desenvolveu as máquinas a princípio para qualquer tipo de bandeja, depois a gente viu que isso criava muita dificuldade para o cliente, ele tinha que ir atrás de uma bandeja, ele tinha que procurar o filme Tampa com outro, então A gente começou a desenvolver essa ideia de produzir as bandejas e também o filme Tampa.

[13:32]O filme Tampa a gente compra as bobinas maiores e a gente refila ela na cor, já entrega a bobina e a bandeja para o cliente. E aí, Alim, eu estou voltando no passado porque eu gosto muita história, sabe? A sua mãe entra ali em 1982 e ela é apontada como fundamental para a empresa virar líder NACIONAL, que virada ela trouxe nessa tocada dela? É por trás de todo o grande homem existe uma grande mulher, então a minha mãe sempre foi uma mulher muito forte, muito, uma personalidade forte e pulso forte e sempre foi muito, muito guerreira e muito inteligente, então ela ajudou, ela foi a e a base do meu pai pra isso, né, minha mãe sempre teve uma visão administrativa e financeira, né, minha mãe é a base financeira da empresa, né, então ela trouxe esse suporte que meu pai precisava, meu pai sempre foi mais industrial, né, e minha mãe veio na parte administrativa, financeira comercial. Deixava-lhe solto, vai trabalhar. Deixava-lhe trabalhar, produção, desenvolver, e parte financeira administrativa, e eles foram crescendo na parte comercial, na época desenvolveram um trabalho forte com os revendedores, a gente tem as frentes de atuações de vendas diretas e a atuação com os revendedores e os representantes que é muito forte, a gente tem revendas no Brasil todo, né, representantes, então isso foi criado ali por eles, né, isso lá, ainda nos anos 80 ali, eles ouviam esse trabalho.

[15:23]Eu via daqui, eu pensava que as máquinas de vocês eram tudo importadas, sabia? Pensava mesmo, eu via propaganda de vocês nas redes sociais, eu achava que era tudo importado, quando você falou pra mim que fabricava tudo, foi caramba, aí depois Vendo a história, vei não, precisa gravar um podcast, é uma história muito, muito louca, né. A gente, hoje, o Airbay é um dos poucos, um das poucas empresas desse segmento de máquinas para embalar, que é uma empresa 100% nacional, e a gente não, né, seladoras à vaca, embaladoras, tudo, 100% fabricação nossa, e igual te falei, a gente é bem verticalizado, né.

[16:03]sim, tem que ser, se roda dentro da empresa, você vê isso, você vê a fabricação, a gente fabrica tampa de acrílico né, tampa de 20, 25, 30 milímetros de espessura, é aquilo é um saco para transformar, transforma né, faz a bolha, faz fresa, dá acabamento né, aquele que é um material bem joadinho de trabalhar, e hoje você divide a gestão lá com o Roberto e a Marcela, seus irmãos né, como é trabalhar com os irmãos? Como é esse convívio? É tranquilo, a gente tem um relacionamento muito bom, a gente está bem conectado aos trabalhos, a gente tem a parte administrativa voltada para a produção, que é um escritório que tem dentro da fábrica do Galpão, e o meu e o meu irmão trabalha com a gente lá, então ali a gente tem engenharia, compras, PCP, qualidade, diversos setores ali dentro desse escritório e o meu irmão trabalha comigo ali dentro, o meu irmão faz a parte de comércio exterior, trabalha com compras e algumas coisas voltadas para a produção também.

[17:23]e o irmão trabalha na parte comercial e marketing. Ela trabalha no mesmo parque Fabrio, mas um escritório fora da parte do parque Fabrio, da produção. Aí ela faz esse trabalho comercial e marketing. Como meu trabalho é mais voltado para produção, eu faço essa integração com eles. Então, Tô constantemente, eu fico rodando na fábrica, né? Então, eu tô na fábrica, eu tô dentro do escritório aqui, eu vou no setor, eu vou em outro, eu vou lá no escritório, eu vou começar no comercial, vou no financeiro, vou na contabilidade, porque hoje em dia essa parte...

[18:03]Tá nem fazer academia, né? Ah, não tem que estar bem... Não tem que estar nem fazer academia, tanto que anda, né? É, ando o dia inteiro ali, converse com todo mundo e, enfim, o trabalho é dinâmico, né? Máquinas R.Baião de PVC, e a gente tem, nesse mesmo segmento, a gente tem aceladoras automáticas contínuas, que já seria um nível um pouco acima da aceladoras a pedais, que é aquele modelo com esteira.

[19:00]Aquela esteirinha que você põe no saquinho, ela vai passando e vai selando, vai datando. Então, essa já é uma máquina que a gente desenvolveu, tem uns 7, 8 anos, que já e é um ponto acima. Na linha de desceladoras à vácua, a gente tem máquinas pequenas, máquinas para uso doméstico, comercial, mas sempre máquinas robustas, a gente não trabalha com essa linha totalmente doméstica, que seriam essas máquinas importadas.

[19:31]Eu vi, você pode até marinar o produto lá, né? É, a gente tem essa linha de desceladoras de câmara, que você tem a função de marinácia, pode fazer um vácuo externo, que é um vácuo no pote, ela tem diversas funções. Então, esse é um produto que a gente desenvolveu, que é a linha selar, que a gente desenvolveu dois, três anos, dois anos mais ou menos, e junto com ela a gente tem um produto que ele é muito complementar, que é o sous vide, que é a função do produto embalado embalar a vaca. Então, acompanha muito, porque a pessoa pode marinar o produto e embalar a vaca.

[20:14]Cara, que cozinha que fala que não tem o seu vídeo, cara. Sei que tem o seu vídeo. Pra quem cozinha, né? Seja pra um uso doméstico, se você quiser usar em casa pra fazer. Eu tô gravando uns vídeos de fim de semana, agora eu solto, né? Eu gosto de cozinhar, eu fiz uns cursos de cozinha, e aí eu faço uns pratos e eu falo, mulherada, põe os caras pra cozinhar, faz os caras cozinhar, os caras me ligam na segunda-feira, hoje é dia, pô, e caramba, para de pôr esses vídeos, minha mulher tá encheiro o saco, eu uso o subídeo, eu uso o vácuo, eu uso tudo, é interessante, assim, o processo ali, né, pra quem gosta de cozinhar, vocês são pra uso em casa ou pra uso comercial, né, pra quem tem e um restaurante. É um negócio que tornou-se praticamente indispensável em um restaurante.

[21:07]O cara faz os pré-preparos no sous vide, congela tudo, vai saindo os pratos, ele vai só executando, bem rápido. A gente tem os produtos, a gente tem essa linha de seladoras avaco, as menores, e vai crescendo em tamanho e capacidade de cubagem e bomba. Então, a gente tem uns modelos pequenos, médio e grande porte. São modelos de mesa, aqueles modelos de coluna de gabinete, modelos de dupla-câmera, que aí já seria para a indústria alimentícia maior, para um frigorífico, para um laticínio, para a indústria alimentícia geral. Isso aqui tem um ganho de produção maior. Então, a gente tem até essa linha tende máquinas de dupla-câmara, eu tenho máquinas lá que têm bombas de 360 metros cúbicos, máquinas muito robustas, um barramento de 1 metro e 10, então um máquino pra alta produtividade.

[22:08]Você usa uma cúpula de uns 10 milímetros de espessura? É, a mesa tem uma lá que tem mesa de 6 milímetros com reforço de 5 milímetros, reforço de ou, assim, tem que ser muito bem construído, né? A parte estrutural tem que ser muito bem robusta, né? Toda conformação. O acrílico lá se transforma ali com balão ou com pressão? É com pressão. Você faz o blow, né? Aí a gente faz bolhas lá em acrílicos pequenos ou desde acrílicos grandes, né?

[22:41]Tem diversas... Puta, chegar acrílico úmido lá em é só bolinha que fervendo, né? Quando e material ruim. É, você tem o acrílico e tem os segredos ali pra transformar ele, né? Já apanhei muito com acrílico, conheço bem. Ah, que detalhado. E a gente tem a linha de saladoras, já pegando a linha de saladoras de bandeja, a gente tem as máquinas de pequeno porto, que seriam máquinas manuais com trocas de molde simples, né? Você tira um molde em caixa. É o cara que tem uma rotisseria pequena, que quer embalar. É, o cara que tem a roticeria, que tem um comércio menor, o que ele tem ali um processo dinâmico, né, ele precisa de trocar o molde, ele precisa de embalar essa bandeja com quatro visores, ou precisa de embalar essa com duas, com três, bandejinha menor, então ele tem uma troca rápida, é uma máquina muito versátil, mas com recursos ela tem controle de temperatura digital, temporizador com disparo sonoro, uma máquina excelente.

[23:43]Eu vi que você também tem aquela que ela já desbobina e bobina também. Isso aí, a gente já tem os modelos que são semia-automáticas. Ele é perto de botão, a bandeja vai, cela, o filme já anda. Isso aí, trabalha sempre com o filme, com a bobina, ela dá o passe, ela cela, corta, dao o passo da bobina e a bandejinha e o molde a parte inferior, que é o bercinho, né? Já sai, né?

[24:08]Então, você tem movimentação manual ou movimentação? Hoje, na verdade, você fabrica a máquina, você tem o filme de ser lá em cima, esse filme tem antifog, não? Tem, tem. É um filme isenopia e antifog. Então, gente, pra quem não conhece o antifog, é aquele filme que, quando você sella um produto quente, quente, ou você leva pra geladeira, ele não cria aquele vapor dentro, ele não deixa você estar sempre vendo o alimento lá dentro, você tá vendo ele bacana. E aí você faz, você também vende a bandeja de polipropileno e a bandeja de PET com barreira, né?

24:47Bisfenol, bandejas de PP e certificação de segurança alimentar

[24:47]PET com barreira, aí no PET com barreira a gente tem a... Cara, nessa história todo bisphenol conta pra gente, e o bisphenol no polipropileno... não tem. Essa é uma sacanagem, né? As caras falaram sobre as bandejinhas, sobre o bisphenol, desculpa que eu não podia perder o gancho. É, a bandejinha, o PP, ele é totalmente atóxico, né? É uma bandejinha que você pode levar no freezer, no microondas, não libera bisphenol, né?

[25:12]Não libera porque não tem, né? Tem, é, não tem bisphenol. Os próprios sacavaco também, muita gente tem receio, sacavaco também não tem. são todos homologados e certificados. Tem que ser, você só pode usar para o certificado. O que acontece se entrar uma vigilância sanitária, uma anvisa lá na sua fábrica e você estiver usando sucata para fazer isso? Conta para o pessoal aí, você quer usar o final, você que fabrica o produto, não usar o final, você que fabrica o produto, conta aí para o pessoal o que acontece se anvisa ou a vigilância sanitária entrar lá e tiver material reciclado lá dentro. Não pode.

[25:47]Feste a sua fábrica na hora, não fecha? A gente, como a gente trabalha com a embalagem para o setor alimentício, o material é todo virgem, então o saco a vaca em si já é uma embalagem virgem, as bandeijinhas, a gente tem lá o processo de extrusão também, a gente tem uma extrusora lá da carne eválgica, a gente adquiriu agora pouco tempo e o material é sempre virgem, então a gente compra resina virgem, a gente compra alguma coisa no mercado enterno, mas a gente faz a importação também de resinas, tem a importação grande para chegar para a gente agora e é 100% virgem, assim, pro produto alimentício, a gente sabe que não é uma prática do mercado, pessoal utiliza... Mas é característica de empresa, o cara tem que saber de onde ele está comprando, você tem que comprar de uma empresa certificada, o cara que compra de uma empresa que não é certificada, ele corre o risco, né, você tem lá a vigilância sanitária pra você trabalhar, você tem toda a documentação, né, aí ele vai no Z da esquina ali e compra, porque é 10 centavos mais barato, o risco é do cara, né, porque se a fiscalização vem e vai batendo, pegando os pontos e pegar o fornecedor dele, ele vai junto, a gente, a gente preocupa muito com isso, pô, não só por questão de fiscalização, mas a gente sabe que é o COURRETA, é o certo, então a gente não abre mão disso e é algo que a gente sempre tenta passar para os clientes, que é um diferencial, não só o material ser virgem, mas a padronização, a gente sempre está trabalhando com material conforme, se eu utilizo uma determinada espessura pessura, não fico variando, faltou reduzir o custo ali e subir o material, a gente sabe como é que tá o mercado de plástico agora é mais recente, os reflexos da guerra, então o preço por exemplo do polipropileno subiu absolutamente. Já o PET não, né? O PET já tem uma cadeia mais forte nacional também, reciclagem, então o PET nem tanto mais o polipropileno e o polietileno teve uma alta. Eu estava conversando com o pessoal da ClearPet que a gente fica antenado no mercado, né?

[28:17]Assim, o aumento não foi um aumento robusto, nada aqui. Nossa, aumentou tudo aquilo por causa da guerra. E não tem previsão de aumento robusto para o PET, né? Já começaram lá no Streit também, já estão atravessando carga para o outro lado para fazer acesso pelo outro lado. Então, na verdade, já estão criando rotas, né? ROTAS, a gente está falando com o pessoal da SABIC, eles já estão atravessando o material por outro lado e saindo pelo outro lado, então já há escoamento de material, daqui a pouco tem rota nova aí, que não vai nem depender tanto daquele estreito, claro que o estreito é ali na cara deles, mas eles têm a opção de atravessar, é uma travessia perigosa, mas eles já estão se cercando de meios para que isso aconteça de forma mais punjante, Consistente, eles precisam vender, uma empresa daquele tamanho, várias petroquímicas enormes lá.

[29:13]A gente tem essa bique, por exemplo, que a gente está negociando com eles, e essa ida é toda pelo mar vermelho, então ele já escou para o outro lado, já foi, tem que se criar alternativas. Ele cria, cara, o parado não vai ficar esperando olhando, mas é muito legal a dinâmica, e conta para a gente, para a pessoa que está escutando a gente falar de ATM, de PP, quando você tem uma bandeja de polipropileno, por exemplo, e vai numa roteceria, vou colocar uma carro quente e você é lá. Que tipo de filme que você usa selando em cima?

[29:53]O filme para o polipropileno? É. Geralmente se utiliza um filme de BLPP. BLPP. com antifog. Então o BLPP, gente, é um filme também atóxico, é sempre muito importante a gente falar, o BLPP é um filme atóxico. Quando você tira ele dali, aquela bandejinha, ela pode ser reciclada e ir pra um outro produto. O PP não volta pro alimento, ele não volta mais, mas ele pode fazer vários outros produtos, ele pode fazer cabo de faca, ele pode fazer ABRINQUEDO. É um monte de produtos, dá pra fazer balde, dá pra fazer garrafa, dá pra fazer um monte de coisa com polipropileno que não volte pro alimento. Então, garrafa de candida, essas coisas, tudo pode ser feito com material reciclado, derivado do material alimentício. Então, sempre que a gente fala, ó, lava a bandejinha pra jogar fora, não é lavar, bate uma água, que o e o catador pega aquilo e faz grana com aquilo, então esse material ele é reciclável, essa palavra tem que estar dentro da nossa cabeça, todo material plástico é passível de reciclagem, é o cara falar, ah, mas que nem tava nas redes sociais, tão me cutucando aqui, vem buscar um monte de material em minas aqui, cara, vocês não acharam o caminho da reciclagem, mas ela existe, e o PodPlástico tá aqui pra falar sobre reciclagem, nós temos o nosso do Soul do Plástico, que fala sobre educação de reciclagem, e nós vamos pisar fundo nisso aí pra vocês entenderem que o que a R.Baião fabrica, por exemplo, que são as bandejinhas, são totalmente recicláveis. Tô falando besteira, mano?

31:34Reciclagem, catadores e a frente parlamentar de economia circular

[31:34]Não, de forma alguma, é totalmente reciclável. Você pega ali o filme PP, o filme de BLPP, hoje até o material de barreira tem reciclagem, tem a forma de... PET, PET barreira, aquilo vai pra fita de arquear, tranquilo, tem sair, tem escoamento, tem como trabalhar tudo, então a gente precisa ter uma consciência de descarte e de reciclagem, em grandes centros, igual São Paulo, a gente já tem um trabalho mais bem estruturado em em muitos lugares, mas ainda vai bastante coisa para ter por falta de conhecimento, a gente tem que criar essa cultura, a nossa a nossa luta aqui que nem eu eu estou primeiro secretário da frente parlamentar de economia circular do sábio de São Paulo e antes dessa história de reforma tributária tudo a gente estava estudando um jeito de conseguir desoneirar essa cadeia que é do catador, da cooperativa e do pequeno reciclador, pra que esses caras consigam robustez pra comprar equipamento, porque o cara paga imposto, esse imposto desse cara tinha que tá comprando equipamento, porque ele tá fazendo o trabalho da prefeitura, né, a prefeitura não está carregando no caminhão, não tem o coletor de resíduo na rua, porque o catador já fez esse trabalho, aí vai pra cooperativa, cooperativa faz a seleção, o material não não vai para a terro, por que esses caras pagam o tributo, e todo projeto de lei que entra, eles não são beneficiados por ele, e aí você vê propaganda e fala, não, porque o benefício não é beneficiado nada, esse projeto para as pequenas cooperativas, esse decreto, para as pequenas cooperativas e para os catadores informais, não mudou nada na vida deles, então a gente fala muito de reciclagem, eu acho que a reciclagem tem que estar sempre na nossa pauta, e nós, que pertencemos ao mercado do plástico, temos que abraçar essa a ideia e falar pra todo mundo, né cara, num recicla, mas porque não tem estrutura pra que isso aconteça, tem que dar condição pro cara fazer, né?

[33:44]É, o trabalho do catador e do reciclador é um trabalho de extrema importância e é pouco valorizado, né? Pouco valorizado. Não se valoriza tanto, não tem sentido. Eles estão na mídia, agora por causa de voto, né, mas assim, na rua mesmo, engajamento de rua, de estudo, você só vê oba-oba, você não vê chegar de fato no cara, então a gente está brigando muito, eu não sou candidato a política, não sou candidato a nada, mas assim, eu me importo com as coisas que falam mal do material plástico que trouxe tantos benefícios para o ser humano, para a humanidade, material plástico trouxe muita coisa, o combustível fóssil, trouxe muita coisa, o cimento trouxe muito conforto, hoje morre muito menos gente do que morri no século 19, você entrava no hospital no século 19, você tinha 50% de chance de sair com um corte, você tinha 50% de chance de morrer, você acredita?

[34:48]Porque o médico não tinha nem luva, não lavava a mão direita, lavava a mão em bacia, então ver isso hoje é impensável. Evolução tem que acontecer, e no segmento plástico não foi diferente. Toda possibilidade, tudo que o plástico possibilitou, a gente estava falando mais cedo sobre essa questão da mudança de como que eram feitas os utensílios, as peças, você fazia da casca da tartaruga, você fazia um pente, fazia um outro produto do alefante, o inoceronte, então assim tudo que possibilitou esse efeito sem essa agressão, sem matar um animal para poder fazer isso, e o que eu vejo que tem que ser feito mesmo é um trabalho de conscientização do descarte, da reciclagem, e a gente cobrar os órgãos públicos para a gente fortalecer esse trabalho.

[35:57]Ajudar a gente. Já porque só a gente trabalhando em cima disso não dá, a gente depende da iniciativa pública também. Tem que ter parceria privada em tudo, eu acho que é o que dá mais certo, é o modelo o que dá certo. Quem fazem as leis são eles, e quem sabe o que tem que fazer somos nós. Então tem que misturar. Não adianta você colocar um cara para falar de plástico que não entende de plástico. Tem que juntar os dois. E aí eu vou te perguntar, na bandeja, por exemplo, a diferença de um processo para o outro. A bandeja de polipropileno, quando você você faz o vácuo, isso é a la carne, aquela carne, vamos lá, matei o animal, cortei um bife, coloquei na geladeira, uma semana, numa bandeja de poli... Não, não, cortei a carne, embrulhei no papel, como era antigamente, e coloquei na geladeira, consumo, três dias, quatro dias, uns três dias, mais do que isso, ela já começa a oxidar, né, então... Aí vamos lá para Fiz a sua bandeja, selou no vácuo e colocou na geladeira, só em refrigeração, quantos dias mais ou menos?

37:15Quanto tempo a embalagem a vácuo conserva um alimento

[37:15]Para a carne, cinco vezes, geralmente está uns 15 dias, você pega a carne no ATM com material de alta barreira, então você pode chegar ali umas cinco vezes. Aí vamos para o outro caminho, peguei a sua bandeja, coloquei na seladora a vácuo, selê-la no vácuo e coloquei no freezer. Quantos dias? No freezer. No freezer, ali, da mesas, né? Talvez da ano, né?

[37:47]Da seis meses, um ano, né? Porque aí você tem a conservação do vácuo e você tem a conservação do congelamento, né? Então, aí a validade é enorme, né? A gente tirou por conta do material que você faz hoje, A gente tira de três dias pra um ano, então nós possibilitamos todas as classes sociais até acesso a essa proteína. Porque se não tiver essa forma de conservação, o vácuo é um grande aliado do alimento.

[38:24]Você tem produtos como uma carne vermelha que oxida mais rápido, você tem outros produtos, produtos, por exemplo, essa parte de helogenosas e tal, que perde crocança, perde sabor e tal, que você pode embalar a vácuo também. Então, hoje, essa possibilidade de produtos a serem embalados a vácuo é enorme. A gente fala muito da área alimentícia, que é o foco maior, mas você tem outros produtos aí, a gente tem clientes aí em outros segmentos que embalam a vácuo para da oxidação. Tem cliente que já comprou máquina para embalar rolamento, para evitar oxidação.

[39:09]Então você tem produtos diversos. Eu recebo, a gente tem as impressoras 3D, os filamentos vem embalado a roco, que são os filamentos de PLA, de outros materiais. É verdade, não tinha nem me tocado disso. É um negócio completamente fora da curva do alimento. Tem pessoas que e compram para a compactação, às vezes para embalar lençol, travesseiro, a gente já vendeu seladoras a vácuo de dimensões maiores, o pessoal é embalar um travesseiro para compactar roupa de cama, diminui carga, caramba, a gente vai falando é muito mais, vai muito mais longe né, mais longe, é lógico que o segmento da área alimentícia é maior e tal, por conta dessa necessidade de aumentar a vida útil do alimento, de aumentar o shelf life, né, mas a gente tem diversos produtos que podem ser embalados. E a barreira no PET, por exemplo, quando você usa um PET barreira com atmosfera modificada, qual que é a diferença de usar um PET barreira com a MOTICADA, para uma bandejinha de PET a vácuo. É, o PET... E qual é a situação, né, que você utiliza, desculpa? Você fala em balar com... É, quando você usa o PET, com barreira, e quando você usa a bandejinha de PP, em que situação você usa um e em que situação você usa o outro? É, a bandejinha PP é para um produto de giro rápido, né, por exemplo, a pessoa ou tem o estabelecimento dele, ele vai embalar, ele vai enviar para um delivery ou ele vai colocar na exposição, na revigeração e tal, para um giro rápido, ele vai colocar ali, ele vai vender com dois dias, você precisou de um shelf life maior, o produto pode ficar exposto mais tempo, ele tá fazendo pra vender, a pessoa faz e vende pra um supermercado, pra um estabelecimento comercial, ele precisa de um chef life maior, então o pp é giro rápido ali, a gente vende muito aceladoras de bandeja e as bandejas e pp pra, por exemplo, pra delivery, hoje em dia tá crescendo muito essa questão da madeira excelável, porque muitas vezes Delivery, ele manda na bandejinha com tampa, mas você tem um produto ali que tem um pouco de líquido, que ele mistura, que ele entorna, que ele é violável, você não tem essa segurança se o produto vai ser violado ou não, a gente assim, eu mesmo já pedi já comida em restaurante que chega com aquela bandejinha de zopor com tampa e a pessoa passa o filme e passa papel, passa filme, se for contabilizar o quanto que ele gasta ali, tá com muito mais caro, com bandeja com o filme, e chega muitas vezes, melado, melado, porque torna, vem um feijão, vem um stroganoff, alguma coisa, né, ele não segura, então assim, a segurança de ser uma bandejinha selável, principalmente essas bandejinhas, quando você pede aí um delivery, as bandejinhas condivisória, você tem a porção, o alimento de separadinho, acelagem interna, ela é perfeita, então você não tem o vazamento do alimento de um lado, se você quiser, então assim, essa questão de segurança do alimento, chegar à íntegro ali, de não ter esse vazamento, e até mesmo questão de custo, porque se a pessoa colocar na ponta do lápis, o negócio entorna e tem que voltar para, a pessoa tem que mandar um outro para o tempo.

[43:03]E o tempo, a praticidade interna também. A gente está crescendo muito nessa área das bandeijinhas PP por conta disso, desse trabalho das madeiras celáveis, mas a gente tem a demanda também em cima da tampa, então a gente vai, a gente está começando a desenvolver as tampas, até então o nosso trabalho é e a máquina e a bandeja com filme e tampa, mas a gente vai desenvolver as tampas para o cliente que não quer trabalhar com a máquina, às vezes, ah, vou colocar sua rua, vou colocar aqui e tal e mandar e tal, então assim, tem aplicação para tudo, então a gente está...

43:44PET com barreira, ATM e skin pack para frigoríficos

[43:44]E o momento do PET com barreira usa quando? Aí seria uma conservação maior, então, por exemplo, frigorífico, a gente tem cliente de frigorífico que tem máquinas para o ATM ou para o skin também, que aí você tem um material de alta barreira, tanto na bandeja quanto o filme Tampa, e o frigorífico, ele embalou ali, ele manda para um supermercado, o produto, muitas vezes ele vai ficar refrigerado, ele não vai ficar congelado, então é a mesma lógica da embalagem de alta barreira incolívio para a carne, muitas vezes a carne não está congelada, ela está resfriada, ela fica bonita, ela não perde a cor, então se você tiver um material de média barreira ali ou se tiver um material que não tem barreira nenhuma, a carne não vai segurar esse tempo toda, ela já vai começar a oxidar, então assim para a carne, por exemplo, a pessoa que embala uma carne moída ou outro tipo de carne, existe a mistura correta de gases, geralmente utiliza CO2 com nitrogênio ou algum outro tipo de gás para dar conservação nesse alimento. Aí você pode embalar carnes, massas, hortalícias, diversos produtos você pode embalar no ATM, porque fica o produto fica bonito, fica bem visível, fica seguro e muitas vezes o produto ele é, o produto ele é sensível, você pega uma da massa, você pega uma carne moída, não pode embalar as vezes no saquinho ou no processo de skin, né, porque ele vai amassar. Já o skin já é um produto, uma carne, por exemplo, uma carne mais nobre, um queijo pescado, se usa muito, né. O skin é um saco. Não, o skin seria bandeja, é uma bandeja de alta barreira, são aquelas bandejinhas, geralmente são bandejinhas Pela baixinha que você põe em, e isso ele fica o formato tipo pele, né, que aí você tem a bandeja e o filme que contorna o produto, ali você tem ali um apelo visual do produto, né, ele fica muito bonito a exposição do produto, né, e aí você tem uma conservação ali também, né, e esse pode congelar né, pode congelar também, é muito legal né, isso que impacta crescendo muito também, é o que a gente fala, né, o aumento de vida útil do alimento ele faz total diferença, no bolso do cara lá no final, né. Se você fizer a conta direitinho, você vê que o custo-benefício é muito grande, né. Você paga o equipamento, você paga a embalagem muito rápido.

[46:29]Eu falo por mentalista, né, que não dá pra tirar uma fatia do boi por dia, né. Não tem como. Ah, mas muito legal, poxa. A lá você tem hoje então 160 famílias que dependem do grupo Baião e passa pela sua cabeça você ainda pelo chão de fábrica, você andando lá pelo chão de fábrica se olhando tudo aquilo aquelas 160 famílias que vivem ali dá um orgulho danado ter um negócio desse numa cidade com tão pouco habitante, né?

[47:01]e hoje a cidade é uma cidade muito industrial, o bairro é o principal polo-movelheiro de Minas e o terceiro polo-movelheiro do país. Caramba. Então é uma cidade que tem aí 500, 600 indústrias. E mão de obra lá, como é que tá? A mão de obra sempre um desafio, né? Hoje a gente tem um quadro de funcionários muito estável, né? E a gente vem buscando aumentar o quadro de mas tem a dificuldade, hoje tem dois anos para cá, a gente vem sentindo essa dificuldade maior para aumentar o quadro de funcionários. E tem escolas técnicas por lá assim?

[47:40]Tem o SENAI, tem outras escolas de curso técnico, lá é muito voltado para essa para essa parte marcenaria, mas tem a parte mecânica, tem a parte eletrônica, inclusive quando eu fiz o curso, eu fiz o curso de elétrica eletrônica lá no SENAI, então tem uma base e legal, mas ainda carece de cursos, de cursos profissionalizantes diferentes ali pra região, sabe?

[48:21]Mas a gente sente um pouco mais isso porque a gente tá um pouco fora do contexto da indústria regional ali, né? Sim, uma veleira. Uma veleira. Então, a gente, muitas vezes a gente forma o profissional lá, ele tem uma base de outras empresas, mas ele se forma mais lá. Mas se tivesse que falar para um jovem hoje, faz isso aqui que eu estou precisando lá na Ibaian, você mandava o cara estudar o quê?

[48:52]A parte mecânica ali, a gente tem ali... Pessoal para trabalhar na parte de torno CNC, centros de usinagem, fresadora, a gente, por exemplo, tem essa parte muito forte, por conta da usinagem para as máquinas, para os produtos que a gente fabrica, agora a gente tem aceladoras de bandeir, são muitos moldes, então essa parte de usinagem e a parte de engenharia e projeto, A gente tem alguns engenheiros, se eu tiver a oportunidade de colocar mais, vai agregar muito para a gente, essa parte de engenharia.

[49:36]Então eu penso que engenharia é parte de usinagem, é parte de vendedores, a parte comercial, vendedor mais técnico. e, eu acho que falta também um curso, um curso mais avançado para essa parte comercial também. Comercial é difícil, limarmos a gente, é muito difícil. E tem que ser um comercial técnico, né? E o cara nasce vendedor, né? O vendedor está com aquele bicho na veia, né?

[50:06]É, a gente tem essa parte técnica que exige isso, né? Então, assim, o vendedor técnico, ele é formado lá, né? são meses de treinamento até ele poder vir, por exemplo, participar de uma feira igual. A gente participou a semana passada da APAS, amanhã começa a fiscal aqui no EMB, a gente vai estar com o estande grande também lá. Quando vocês verem esse podcast, já passou a feira, tá? Ou vai estar acontecendo? Vou postar uma semana depois. Mas, poxa, é muito interessante, né? Você tem uma empresa lá de 88 anos. O que você pensa? Onde você quer estar quando essa empresa tiver 100 anos?

[50:50]Qual é a estimativa de vocês? O que vocês estão projetando para 100 anos da R-Baião, que está perto já, né? Está perto, 12 anos, passa muito rápido, né? A gente tem vários projetos aí, tanto um projeto de máquinas para R-Baião, ponto para baião embalagens, né? Então a gente tem esse desenvolvimento de máquinas mais automáticas, máquinas contínuas, porque tem essa necessidade da automação, da redução de mão de obra, então isso é um trabalho para o futuro, vai crescer cada vez mais essa necessidade de automatizar, de aumentar a produção.

[51:32]Então a gente tem projetos dentro desse segmento de máquinas para embalagens, mas a gente e desenvolvimento de projetos para outros segmentos dentro da parte de máquinas e equipamentos. E na Baia Embalagem, a gente tem esse crescente, toda hora a gente está investindo em uma máquina nova, um processo novo, um tipo de embalagem nova, a gente tem aí a parte de impressão também, o pessoal procura muito o saco-avaco personalizado, a parte de bandejas tem outros materiais de bandejas que a gente pensa em entrar.

[52:11]Hoje vocês tem flexográfico lá também ou não? Não, a gente faz o saquinho liso, a procura maior é em cima do saquinho liso, a maioria das pessoas utilizam uma etiqueta, mas tem a parte, por exemplo, a gente atende muita parte de laticínio, então a gente tem o saquinho de médio, de alta barreira pro laticínio, e a maioria das vezes ele é personalizado, ele é impresso, os poucos são etiqueta, então a gente tá avaliando essa questão aí, que por onde que vem aí a gente começa a mexer com essa parte de flexografia. O investimento da hora agora é mais uma termoformadora.

52:55O legado da família rumo aos 100 anos de empresa

[52:55]MTF. E aí, o que você acha que o seu Manoel, lá em 1938, pensaria se ele entrasse na fábrica hoje? Eu acho que ele ia ficar orgulhoso de ver até onde a gente chegou, porque muitas hoje. E se você pudesse deixar uma única frase gravada para a próxima geração da família Baião, que tá indo, tá vindo agora aí, que tá chegando, que que você deixaria gravado pra eles? É, pergunta bomba, né? É, assim, a frase seria resumida em algumas palavras, ES, muita coragem, muita perseverança e força, porque se a gente não tiver coragem pra poder arriscar, a gente fala que a gente corre riscos mais riscos calculados, mas a gente tem que ter muita coragem pra correr esses riscos, e a gente tem que perseverar, porque se a e a gente desistir, muitas vezes a gente pensa, nossa tá difícil, a gente entrou no segmento, né, quando a gente começou com a parte de embalagem e falou assim, por mais que esteja ligado ao segmento que a gente já trabalha, que é máquinas pra embalagens, pra gente foi novo na época, né, então se a gente não tivesse perseverança pra poder insistir naquilo, a gente não estaria chegando onde a gente tá chegando hoje, então assim, muita coragem, muita perseverança e cuidado dos bens mais preciosos, porque a gente trabalha, a gente precisa de crescer, a gente precisa de desenvolver, mas a gente precisa de cuidar da saúde, a gente precisa de cuidar da família, então se a gente não tiver esse tripé muito bem apoiado, que é o trabalho, a saúde e a família, se tiver um faltando, cai e a gente não consegue sustentar. É, galerinho, vocês que estão vindo aí, a responsabilidade de vocês, vocês vão ver esse vídeo daqui a alguns anos, vocês retomam, vai ficar no YouTube, aí vocês vão ver, olha lá, tá vendo, que ele falava pra gente?

[55:52]Esse é um lema do meu pai que eu carrego, né, ele sempre teve muito essa preocupação de manter esse equilíbrio entre a família, o trabalho e a saúde, meu pai é muito pró-saúde, ele sempre foi atleta, né, mas sempre equilibrou isso com a família e com o trabalho. Muitas vezes a gente não consegue dar aquela crescida muito rápida, que muitas vezes a empresa cresce, mas é porque você tem que crescer de forma consciente, porque essa crescer de forma desorganizada, a gente vê em muitos casos que chega num ponto que você não consegue sustentar aquilo.

[56:38]Então, assim, você tem que crescer, crescimento tem que ser constante. Não existe formula mágica, não existe um crescimento muito rápido, que não seja algo sustentável, que seja algo que não vai te trazer certos tipos de problemas, arriscar muita gente arrisca, né gente? Seja arrisca sendo empresário no Brasil, né? COMPRESAR, então tem certos riscos que ao meu ver não compensa, né? Então assim, a gente tem que, é um dia, é uma luta diária, né? Matar um leão por dia mesmo.

[57:12]É isso aí. Vê pessoal, fabricante de máquina no Brasil, fabricante de balagens, lá em UBA, dominando o Brasil com as suas máquinas, tecnologia muito bacana, eu pude conhecer de perto. e quem não conhece, acesse as redes da R-Baião, você pode deixar para a gente as redes de vocês, como encontrar R-Baião? A gente tem um site, R-Baião.com.br, e a gente tem um canal no YouTube também que tem diversos vídeos, a gente tem vídeo de funcionamento de todas as máquinas, a gente tem os canais no Instagram, no Facebook, só procurar a gente lá, R. Bayão, que você já vai conhecer um pouco mais da história dos produtos.

[58:04]É isso aí, Márcio, estamos se encaminhando para o final do nosso podcast. Eu queria te perguntar se eu deixei de fazer alguma pergunta que você gostaria de tocar no tema. Eu acho que nós, a gente abordou aí, acho que a história da empresa é muito importante a gente falar. belíssima história antiga. As pessoas conhecerem a história da empresa, as gerações, o fato de que a gente já está na quarta geração, que é difícil, a empresa chegar até na quarta geração e a empresa crescendo e desenvolvendo, a gente expô os produtos, a gente explicar como é o funcionamento, a linha de produtos que a gente trabalha, a parte da embalagem que a gente está crescendo muito, já tem alguns anos que a gente está em uma crescente, então a gente expôs bem a empresa e o segmento, a gente falou sobre o segmento plástico.

[59:13]Se você tivesse que deixar um recado para o mundo inteiro, tivesse assistindo que e hoje, agora, são 8 bilhões de pessoas. O que você deixaria de recado para esses espectadores aqui? O meu recado é o que eu já tinha falado anteriormente, que a gente tem que cuidar da nossa parte profissional, é muito importante, mas a gente tem que cuidar da vida, a gente o apreço pela vida diminuiu muitas pessoas, tem menos esse calor humano, tem menos essa empatia, então isso é muito importante, a gente vê que na empresa isso é importante, cada pessoa que está ali tem uma vida, a pessoa tem a família, então a gente não pode lidar com a pessoa como se fosse uma máquina. A gente tem máquinas pra trabalhar pra gente, mas a gente tem pessoas, a gente tem ser humano, a gente tem as pessoas com a família, então a gente tem que ter essa visão humana, é lógico que a gente vive num ritmo de vida hoje, que muitas vezes atrapalha isso, a gente perde um pouco desse calor humano, mas isso é muito importante, isso é importante para o trabalho, isso é importante para a vida, e a questão da perseverança mesmo, que eu acho, eu sempre pego muito nisso, porque isso é algo que, se a gente não tiver, se não tiver a perseverança, se não tiver essa garra, não vai, não vai, a pessoa não sai do lugar.

[1:01:01]é isso aí, queria te agradecer muito por ter participado do nosso episódio do PodPlástico, gente, então a gente falou de máquina, a gente falou de ser humano, perseverança, quem não tem perseverança não vai a lugar nenhum, você tem que acreditar no teu sonho, correr atrás do seu sonho e muito obrigada a você que nos assistiu, nos acompanhou até agora aqui nesse episódio do plástico, com Airbayão, quem não segue nos siga, ativa o sininho para receber o aviso quando tiver um novo episódio e muito obrigado por ter ficado conosco até esse momento, até o próximo episódio do PodPlástico.

[1:01:46]Obrigado Rui, obrigado a todos, um prazer.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.