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Cultura não se fala. Se constrói ou destrói na liderança

1:07:1457 min de leitura
Episódio completo no YouTube: Cultura não se fala. Se constrói ou destrói na liderança

William Lin, do Instituto i9c, fala com Rui Katsuno sobre liderança inspiradora, família, nova geração, retenção de talentos e cultura construída pelo time.

Principais insights

  • William Lin, Head Trainer do Instituto i9c, com mais de 20 anos em desenvolvimento humano, define liderança inspiradora como ser líder da própria vida: autoconhecimento, inteligência emocional e inteligência relacional.
  • Para ele, a liderança começa nas escolhas pessoais e na família, e não é possível separar vida profissional e pessoal: o que acontece em casa afeta a produtividade.
  • Ele afirma que a geração que chega ao mercado tem dificuldade com frustração e com o "não", e que, para reter talentos, as empresas precisam falar de propósito, e não só de plano de carreira.
  • William e Rui defendem cobrança firme, mas justa e baseada em combinados claros: "o que é combinado não sai caro", e a linha entre ser duro e ser mal-educado é estreita.
  • Citam o estudo de desenvolvimento adulto de Harvard, com mais de 80 anos, segundo o qual boas relações são o que mantém as pessoas saudáveis e felizes ao longo da vida.
  • Cultura forte, para os dois, não se impõe: é construída pelo time a partir de valores discutidos e atualizados, e o líder precisa explicar mudanças para evitar o sentimento de rejeição.

Perguntas frequentes

Quem é William Lin e o que é liderança inspiradora?
William Lin é Head Trainer do Instituto i9c e atua há mais de 20 anos com desenvolvimento humano e formação de líderes. Ele chama de liderança inspiradora a capacidade de ser líder da própria vida, o que envolve autoconhecimento, inteligência emocional para nomear e lidar com as emoções e inteligência relacional para se comunicar e se conectar com os outros.
Por que William Lin diz que a liderança não começa na empresa?
Porque, para ele, o resultado profissional nasce na estrutura emocional de quem lidera, que se forma nas escolhas pessoais e na família. Ele afirma que bons técnicos fracassam por falta de inteligência emocional e que "nem um sucesso compensa na vida se existe um fracasso no lar".
Como reter talentos da nova geração, segundo o episódio?
William sugere falar de propósito em vez de plano de carreira, cuidar da comunicação, estabelecer combinados claros e cobrar com justiça. Rui acrescenta que a gratidão entre empresa e equipe é mútua e que o líder deve identificar e lapidar talentos, como quem transforma uma pedra bruta em preciosa.
É possível separar a vida pessoal da profissional?
William Lin diz que não: segundo ele, esse discurso é do passado, porque um problema familiar afeta a produtividade e a cabeça do profissional, e a pandemia mostrou a mistura entre casa e trabalho. Ele também discorda da ideia de equilíbrio entre todas as áreas da vida: quem foca uma delas abre mão de outra, e a base que sustenta é a família.
O que é o estudo de Harvard citado no episódio?
É o estudo de desenvolvimento adulto da Universidade de Harvard, em andamento há mais de 80 anos. William Lin o resume dizendo que o que mantém as pessoas saudáveis e felizes ao longo da vida é cultivar boas relações, no ambiente familiar e no profissional, e afirma que ambientes que promovem felicidade têm equipes mais produtivas, menos burnout e menos demissões.
A cultura de uma empresa se impõe ou se constrói?
Constrói-se. Para William Lin, cultura imposta não é cultura, porque muda quando o líder não está presente. Ele recomenda discutir e atualizar os valores com o time, pois, com valores alinhados, a própria equipe tende a afastar quem não se encaixa, e Rui confirma que isso acontece em sua fábrica.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: a liderança que ninguém vê

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico, e hoje o tema aqui é liderança que ninguém vê e é o que define tudo, né? Tem muita empresa investindo em máquina, em processo, em tecnologia, mas ignorando o principal que está por trás de tudo isso. E aí acontece uma coisa que muita gente não quer admitir, quando o ser humano está desalinhado por dentro, resultando por fora, não se sustenta.

[0:33]Então, eu tenho aqui hoje para falar disso, William Lin. William atua com desenvolvimento humano, liderança, fortalecimento da base emocional das pessoas, entendendo que a verdadeira evolução profissional não começa a no crachar, no cargo ou no treinamento técnico, mas sim dentro da pessoa, na forma como ela vive, lidera, se relaciona e sustenta com a própria vida.

[0:58]ele trabalha justamente nesta conexão de comportamento, família, posicionamento, desempenho, mostrando que muitas vezes o problema que aparece na empresa nasceu muito antes e fora dela. Então, William, seja muito bem-vindo, muito obrigado por ter aceito o convite e se apresenta para o pessoal aí. Eu que agradeço Rui, obrigado pela oportunidade, muito feliz de poder vir participar.

1:23O que é liderança inspiradora

[1:23]eu sei que você fez o contato e agradeço e espero contribuir com a sua audiência nesses minutos que a gente vai conversar um pouquinho falando sobre liderança. Eu gosto muito do termo liderança inspiradora, né? Já ouviu falar sobre isso? Não, já podemos começar por isso. A gente entende que a liderança inspiradora é ser líder da própria vida, não necessariamente ter liderados, mas é quem comanda sua vida.

[1:51]a capacidade de tomada de decisão e fazer boas escolhas, esse é o grande desafio, a gente quer pai, a gente estava conversando agora pouco, você tem filhos e é um privilégio saber que você tem hoje uma empresa que seus filhos participam e gostam que isso é um ponto importante, hoje é muito comum empresas mais familiares estarem formando filhos e querendo que faça a sucessão e poucos querem dar sequência. É uma pena quando a gente tem relatos de amigos que a gente conhece ao longo da nossa jornada, que tem filhos que querem seguir outras jornadas e tá tudo bem também, são escolhas. E a liderança inspiradora é isso, é a capacidade de você se conhecer, o processo do autoconhecimento, de você entender as suas emoções, nomear essas emoções, que eu chamo de inteligência emocional, a capacidade de lidar com as emoções, e a inteligência relacional.

[2:54]Como é que você se relaciona e conecta com outras pessoas? No mundo hoje, a comunicação hoje tem muito ruído, como a gente pode melhorar. E aí a gente entra numa outra seara que a gente pode falar de empresas, na dificuldade hoje do empresário de contratar e reter talentos. steam, muito. O que eu falo muito para os meus filhos é o seguinte, desde que eles vieram trabalhar comigo, o sonho era meu, vocês não têm obrigação absolutamente nenhuma de ter o mesmo sonho que eu, mas se tiverem que ótimo. Então hoje acho que a gente compartilha do mesmo sonho e dos mesmos desejos de que tudo corre bem. E não é fácil não, mas é muito bacana.

[3:40]e aí eu te pergunto, por que você acredita que a liderança não começa na empresa? Eu acho que começa nas escolhas na vida. A empresa é apenas uma parte desse processo. Quando você decidiu, por exemplo, montar a tua empresa num segmento plástico, foi uma decisão, independente das objeções, das dificuldades, dos desafios, que com certeza você deve ter lindas experiências, histórias, desafiadoras que você venceu pra chegar onde você está. Mas foi uma decisão, foi uma escolha, ok? Algumas pessoas acabam caindo no mercado por sincronicidade.

[4:23]Sim. Eu acredito muito, nada é por acaso, eu acredito muito nessa palavra de sincronicidade. Existe uma coisa, não sei se já ouviu falar na psicogeneologia. ele estuda toda a tua árvore genealógica e alguns padrões que se repetem. E acontece muitas vezes que tem talvez algum integrante da tua família na linha do tempo que vem do segmento para que você tenha esse olhar numa escolha para o segmento plástico. Você já parou para pensar nisso?

[4:52]Não. Talvez não necessariamente pai e mãe, mas talvez um avul, um bisalvul. Ah não, eu venho de herança de tio. De tio, olha. Então você já tem essa... quem me inseriu nesse mercado foi o meu tio. E provavelmente você com seu filho ou outras pessoas da sua família, que aí você vê que tem afinidades, né, ok, e a liderança começa exatamente na nossa base, né, a gente que é pai, né, existem as fases da etapa de zero a dois, de dois a sete, eu não vou entrar muito nesse mérito, mas que vai começando a formar um jovem, a identidade, né, esse processo. Como pai, você tem um papel fundamental na educação, na formação dos seus filhos.

5:39Educação em casa e a geração que chega ao mercado

[5:39]E hoje fala muito de presença de qualidade. A gente é uma geração, eu e você, que temos a facetária muito semelhante, que os nossos pais não tinham esse conhecimento. Não. A gente era criado para o mundo, a mãe participava ativamente, o pai era o cara provedor. Ele ia para campo, trabalhar, trazer recurso, e quando a gente tinha a gente tinha a experiência de estar próximo, era cobrança, do que você vai fazer melhor, do que você quer, e ele desbravava e jogava a gente para que a gente pudesse se desenvolver.

[6:12]E a gente tinha que abrir o peito e sair guerriando. É, e era cobrado, e é uma cobrança dura, hoje essa geração já não tem isso. Pegando esse gancho, o que você acha que destrói performance hoje? hoje é falta de resiliência, falta de cobrança, isso vem dentro de casa. Hoje a gente tem, infelizmente, isso é uma leitura, uma opinião minha e talvez possa ser de alguns telespectadores, que é uma geração fraca, porque não teve cobrança, teve tudo fácil, é uma geração que você pede, a gente tem a possibilidade de adquirir e pela falta do tempo de qualidade a gente dá. Hoje o jovem tem um celular oqueita vezes é equivalente ao nosso. Ele tem um tênis com qualidade. A gente queria ter um tênis, você esperava datas comemorativas, e olhe lá, se o tênis devia estar surrado, seu pai não. Quando for teu aniversário, eu compro. For natal, você vai ganhar um outro presente. Hoje não. O jovem quer, ele vai na loja, já compra pela web, manda lá e... A cobrança, PEAD é diferente, né? A gente vai lá e facilita. Então a a gente tem uma geração que nunca ouviu não como nós ouvimos.

[7:22]Ah, não, não para a gente, é normal, não, essa geração... Hoje frustra, né? Eles não sabem lidar com frustrações. Infelizmente, Rui, eu não quero dar luz, mas só um ponto de atenção. Papai e mamãe que estão assistindo, empresário, empreendedor, que deve ter muitos empresários, pais, é um ponto de atenção. Você que tem filhos aí, comece observar como nós podemos formar e educar os nossos filhos dentro de casa.

[7:48]E como não é importante. E o não é fundamental. Tem pai e tem mãe que não sabe dizer não. Ele diz não no trabalho, diz não em algumas questões de ordem em relação, mas para os filhos tem dificuldade. Por questões de falta de tempo de qualidade, ele acha que é a melhor forma de educar. E aí você está criando o monstrinho para o mundo. Quando eu digo monstrinho, são pessoas que não vão ter segurança, por exemplo, no mercado de trabalho, numa entrevista, ou num primeiro feedback, muitas vezes...

[8:19]Vou querer começar já aqui, em vez de começar aqui. Olha, hoje o número de jovens que inserem no mercado de trabalho na primeira dificuldade, na primeira, no desafio dentro da organização de existe, é gigante. Ele toma uma invertida, uma dura, ele não aguenta. Ele, ah, isso não é pra mim, não é um ambiente que eu busco. começa no processo da entrevista, né?

[8:43]É, a entrevista hoje você é entrevistado, né? Você não faz entrevista. É, ele quer saber se pode trabalhar home, se ele tem direito a isso, aquilo, ele vem com uma bateria. Cara, eu tenho um amigo que trabalhava numa multinacional, ele sabe quem é, ele foi receber uma pessoa para entrevistar, para um cargo bom da empresa, e a pessoa chegou, falou, você entrou na mesa, se apresentaram e tal, ele falou, vamos encurtar o assunto, no assunto, o cara falou, por que que essa empresa me merece aqui? Ele falou que ficou olhando, ele ficou sem o que fazer. Aí ele falou um pouco, o cara falou, não, tá bom, qualquer coisa eu te ligo, tchau. Foi por que que a empresa tem que me, que é eu aqui, né?

[9:29]Foi ele que tá procurando emprego, cara. E é assim, é que existe uma questão que muitos pais acham que é o melhor caminho, você dá só feedback positivo. Então não, você é capaz, você pode, eu acho importante, tem que ter, mas num nível do exagero, ele não tem noção da dificuldade, dos momentos, porque a gente tem pais que criam os filhos numa redoma de proteção, de tal maneira que ele não tem, o mundo é perfeito e não não é? E como você vê o empresariado hoje, você acha que ele está tentando resolver o problema errado, do jeito errado, ou tem consciência ainda do que está acontecendo? Eu acho que é uma mudança radical, a gente está justamente nessa fase, a gente tem uma geração que nasceu conectada, e aí vem a IA para ajudar e atrapalhar, então ele acha que é alto suficiente capaz, então ele não se elabora a prepara, eu estava conversando com o professor D. Cabral esses dias, né? E hoje é muito comum. Ele com AI, o jovem aprendeu a utilizar, ele apresenta um projeto, um trabalho totalmente feito pela inteligência artificial. Não tem mais a preocupação de buscar informação, de buscar o conhecimento, de entender. Ele está na universidade para ter o canudo. Isso já há tempos que existe, só que ele tinha um mínimo de esforço.

[10:56]você tinha que dar os seus pulos, porque você tinha que cumprir a carga de horas e ainda ter que trabalhar, e tinha que prestar a prova, você tinha que se desafiar de alguma forma, hoje não, então é uma geração que a gente está aprendendo a lidar, o famoso entender para atender melhor, você como empresário, você vê a dificuldade, você sente hoje na ponta. E hoje nós temos a seguinte possibilidade, ou a gente aprende a lidar com essa geração e falar de propósito, porque se a gente falar de plano de carreira, não conecta. Não conecta, ele não está preocupado com o plano de carreira, ele vive o momento presente.

[11:37]É o hoje ou agora. É o hoje ou agora, e se ele não tiver feliz, ele não tem preocupação nenhuma de se lidar, ele não tem respeito nem gratidão por conta de você ter dado uma oportunidade dele ainda está se capacitando, ele está se desenvolvendo, ele nem espera isso, nem passa pela cabeça dele, ele vive o momento presente, então hoje nós empresários precisamos entender um pouco mais e os poucos talentos que nós temos é criar essa cultura forte, essa comunicação de como a gente pode melhorar essa comunicação para que a gente possa manter o maior tempo possível para que ele se desenvolva, e consciente que a qualquer momento ele pode partir para um novo desafio, porque ele vive só o momento presente.

[12:26]E você acha que tem um padrão de pessoas que não performam assim? Tem. Tem um padrão. Hoje a gente tem a possibilidade de entender um pouco melhor. eu, por exemplo, eu descobri recentemente que meu filho foi diagnosticado, tem todo um laudo com déficit de atenção, ele tem um transtorno TDAH, que no passado isso não existia, e aí a minha ex-companheira fala, ah, você sabe que pode ser editário, eu falei, não precisa falar nada, eu já sei, herdou do pai, fica tranquilo, se a preocupação é essa, eu e o dono pai não vamos sofrer e ficar nessas palavras bonitas querendo, não preciso fazer laudo nenhum, está muito claro, eu reconheço e como é que a gente pode contribuir, e exatamente nesse momento, então hoje meu filho por conhecimento, a gente tem o conhecimento, hoje ele tem um acompanhamento médico, ele toma um medicamento que auxilia ele ter mais foco, mas ele é um menino que é focado em alguns assuntos, aquilo que ele tem interesse. Então eles conseguem separar isso muito rápido.

[13:37]E eu comecei a entender, estudar um pouco melhor isso por conta do meu filho e a necessidade de adaptar. Existe como auxiliar assim essa geração, mas precisa ter esse cuidado. É o famoso entender para atender melhor. De que maneira eu posso auxiliar ao meu filho e como eu posso ajudar hoje os meus colaboradores. Que é uma geração que você precisa ter cuidado na comunicação. Qualquer coisa hoje é a sédio, né? Você tá faltando respeito, então você não pode ter uma comunicação dura, você não pode, será que não pode? Ou perder um pouco? Porque dentro das organizações isso é uma discussão constante.

14:16Cobrança firme, mas justa: o que é combinado não sai caro

[14:16]Cara, eu, na minha opinião, pode. Pode e deve. Eu acho que tem que ter. Eu acho que pode e deve para você estabelecer alguns limites, né? E você fortalece o time. O time cresce. é o pai cobrando, é a maneira de cobrar muitas vezes pode ser dura, mas a linha que separe entre ser duro e mal-educado é muito próxima, é um ponto de cuidado. O que é combinado não sai caro.

[14:42]Exato. Eu acho que sim, tem algumas fórmulas prontas que alguns profissionais gostam de trazer, nas empresas tem que ser assim, não, ele tem que funcionar de acordo com o que é combinado dentro da regra do time. Se funciona e tá fluindo, vambora, vambora. E aí, pegando nessa, se tá falando de seu filho, tudo, qual que você acha? Que é o impacto real, que a família deixa na performance do colaborador ou da pessoa que tá trabalhando ali?

[15:12]Olha, hoje o que eu vejo, performance é cuidado, é acompanhamento, é controle. a gente tentar muito mais próximo. No passado você delegava simplesmente, a gente tinha, o próprio processo andava, entre eles existia essa autocobrança, de eu trabalhar contigo e eu te cobrar e você me cobrar. Pô, William, vamos lá, né? Ninguém chorava. Ninguém chorava. Hoje não, o primeiro chora, o segundo, se ele chora, eu também choro.

[15:42]então, virou uma coisa que isso atrapalha demais. Então, eu acho que hoje a gente também tem que olhar, existe uma lei que a gente tem que respeitar, até que ponto isso vem favorecer ou atrapalhar, né, na formação de time. Agora, voltando um pouco à linha do tempo, o processo eu volto, é dentro de casa, escolhe ensinar matéria, quem dá a formação mesmo de base é pai e mãe.

[16:05]deveria ser, e deve ser. Eu acho que ainda deve ser. Sabe porque se você tem filhos, prepara dentro de casa. É o certo. É o certo. E eu sou super a favor, tem pais que não gostam do que eu vou falar. Filho, filha tem que começar a trabalhar cedo. Quem diz que filho, filha, você só tem que estudar. Você vai ver que você talvez tenha dificuldade na linha do tempo. Você não entende porque tem filhos com 30, 40 anos que não querem mais sair da casa dos pais, né? Então hoje a importância de você começar já na base, né? Tem filhos com 13, 14 anos, põe-lhe pra trabalhar, porque ele gasta, come bastante, tá? Na fase de crescimento, tem uma despesa. Vocês geram com 16, né? 16 anos. É isso aí, parabéns.

[16:58]É um ativo que você tá construindo pra vida deles. Hoje eu conversei rapidamente com Rui Filho, eu vi o vocabulário, a riqueza do conhecimento e como ele consegue transitar bem com pessoas de várias faixas itárias. E aí você vê muitos jovens na idade do Rui Filho que não conseguem, que é o primeiro emprego, tá começando a carreira, o repertório é muito pequeno, porque não tem uma base, uma formação, então as conversas ficam limitadas. Então eu, assim, eu sou favorável, o filho tem que começar a trabalhar assim, o filho tem que começar a trabalhar cedo.

17:33Dá para separar vida pessoal e profissional?

[17:33]Dá pra separar profissional de pessoal? Não. Isso é uma conversa do passado. Não tem como. Rui, se teu filho é tua filha, você tá com problema de um ente querido doente e isso afeta a nossa produtividade, a nossa cabeça. Então esse papo que, ah, eu chego na empresa, desligo a chave, é desafiador. eu acho que tem pessoas que conseguem, não vou falar que não, mas essa conversa eu acho que hoje não, a gente está muito conectado, quantas vezes você não, pandemia viveu isso, trabalhar home você trabalha muito mais.

[18:10]Eu vejo minha esposa, minha esposa é professora, ela é educadora, ela trabalhava da sete da manhã às onze da noite, o horário dela era até meio dia, e de noite ainda as mães, como a mãe tinha acesso ao telefone dela, por conta de chamadas tinham que fazer, ligava de noite, 10, 11 horas, meia-noite, mandando mensagem, que é o tempo que a mãe talvez tivesse dentro de casa, e assim foi um período bastante complicado pra educador, principalmente.

[18:41]Eu vinha trabalhar normalmente todos os dias, eu não parei um dia, então... pra mim, você ficava ansioso por conta do que poderia acontecer naquele dia, né? ou sua mãe, de repente, ficar com Covid, nós tivemos o falecimento da nossa vozinha lá, infelizmente, por Covid, mas foi, e fica, você fica, você fica tenso, né, aquele momento tenso, foi um dos momentos mais tensos que a gente viveu, o que foi esse, né.

[19:08]e aí, você pega esses momentos tensos que você viveu, se você ver o tempo, não tem como separar família, trabalho, tá tudo junto ali, não tem como você falar, agora é o meu momento família, é o meu momento trabalho, é desafiador, hoje eu entendo que a gente é o ser que vive isso, 24 horas. é, eu posso falar por mim, eu corto trabalhando, vou dormir trabalhando, minha cabeça fica...

[19:40]E simultaneamente você também está pensando em coisas relacionadas à sua família? Também. No meio da manhã, no meio da tarde, se liga para a esposa, olha, precisamos fazer isso, fazer aquilo... Você já viu alguém tecnicamente bom fracassar por conta de vida pessoal? Já, vários. Vários? Vários, tecnicamente muito bom e fracassar na vida pessoal, vários.

[20:01]isso é muito comum, é mais comum do que você imagina. Na verdade, a base eu falo que tem que ter o equilíbrio é cada um, falar da palavra de equilíbrio é de cada um, tem pessoas que falar, o projeto de vida tem que buscar um ponto de equilíbrio, não, eu não concordo, porque existe uma disfunção, se você focar um pouco mais o trabalho, tua necessidade, você vai abrir mão de alguma coisa, ou da tua família, ou da tua saúde física, alguma coisa você vai abrir mão, não tem como você focar em algo e buscar e conseguir equilíbrio em todas as áreas da vida, isso eu acho impossível, porque antes a Organização Mundial de Saúde falava que a gente tinha que ter o equilíbrio de todas as áreas, isso era um discurso do passado, hoje não cola mais, existe uma disfunção, e eu acho que a base ainda é a família, não tem como, a base da estrutura, você tem uma estrutura de ordem familiar, isso não significa que não possa ter separação e divórcio, o que eu estou dizendo que a importância dessa base que vai dar sustentação para esses momentos desafiadores, quantas famílias eu vi prosperar e crescer também por conta da pandemia, e eu também vi casais que separaram por conta da pandemia, que a convivência, proximidade, gerodidade, conheceu demais companheira, companheira, conheceu um outro lado, porque a rotina do nosso dia a dia consome grande parte do nosso tempo com outros afazeres, agora quando você não tinha os outros afazeres, uma academia, o teu o trabalho, era dentro de casa, começa a ter ruído em coisas pequenas, começa a incomodar.

[21:31]É, por bobagem. Por bobagem. Se você ver, a maioria começa por bobagem, só que aquilo não é conversado, não é trabalhado, discutido, aquilo vai somatizando, vai crescendo. É, porque quando você pega uma meta, desenha uma meta, a gente que é empresário, por exemplo, você desenha uma meta, aquilo está na tua cabeça 24 horas para você cumprir aquilo, né?

[21:55]que nem eu vou desenvolver um produto, eu não posso pensar no produto simplesmente no momento que eu vou estar na minha mesa ali desenhando ou talvez abiscando ou pensando num circuito eletrônico, eu tenho que pensar macro, então você acaba pensando naquilo demais, né, bastante, e você obviamente deixa de pensar em outras coisas para focar naquilo, isso é natural demais, né.

[22:20]Sim, é então, voltando nesse assunto de fracasso, né. eu acho que se a pessoa, eu tenho uma frase que eu gosto, nem um sucesso compensa na vida se existe um fracasso no lar. Aí muitos me perguntam, William, mas cê divorciou, cara, mas foram 14 anos incríveis, dois filhos maravilhosos e hoje eu tenho uma relação extremamente saudável, o duro é quando você mantém uma relação que é fake, se não tá feliz vai ser feliz, né, então a gente teve um cuidado antes de uma traição, antes de ter qualquer discussão, nós decidimos, em comum, a cor dela seguir a trilha dela, seguir o meu caminho, e a gente cultiva isso, e para a formação dos nossos filhos é importante, foram 14 anos maravilhosos, quantos casais eu conheço, e a gente mantém essa relação saudável, muitas vezes a gente sai, não todos juntos, ela tem um relacionamento, eu tenho o meu, mas quantos eventos nós participamos juntos por conta dos nossos filhos, a gente não viaja juntos ainda, quem sabe no futuro, não tem problema nenhum, porque existe uma coisa de respeito na relação.

[23:30]Agora, é importante a base. Como é que você se relaciona no seu ambiente familiar? Qual é a mensagem que você traz para os seus filhos? Eu acho que isso é importante. Tecnicamente conheço muitos profissionais bons que acabam não tendo êxito por questão de inteligência emocional. Então, no seu ponto de vista, quando o cara está com a base ajustada ali dentro de casa, as coisas se tornam muito mais fáceis para ir. Eu não tenho dúvida, isso é números, é fato.

24:01O estudo de Harvard e o trabalho que gera felicidade

[24:01]Não sou eu que estou simplesmente achando algo. Se você pesquisar no mercado e tem dados, tem um estudo, você já ouviu falar do estudo da felicidade? Não. Não. É o maior estudo de desenvolvimento adulto da universidade de Harvard, que é uma universidade conceituada. Você vê que é interessante. Vou fazer uma pergunta provocativa, tá Rui? Você trabalha tanto para quê? Você já fez essa reflexão nos últimos meses?

[24:27]Não. As respostas são mais engraçadas e possíveis. Deve ter gente perguntando. É óbvio pagar minhas contas. Pagar as contas em dia é um bom negócio hoje. Mas você precisa trabalhar tanto para... não, mas o que eu estou querendo dizer as pessoas têm sonhos. Não é só isso. Não é só isso, mas você pode trazer qual a definição que você quiser. Eu quero viajar, eu quero construir um patrimônio, eu quero comprar uma casa nova, eu quero ofertar uma boa educação, eu quero ter um bom plano de saúde. Não importa, se eu desconstruir rapidamente aqui com você e eu já faço essa pergunta provocativa anos, é pra para viver momentos felizes. Se você trabalha muito para ser feliz, o papai e a mamãe que está aqui assistindo, tem o filho perguntar por que eu tenho que estudar, você fala para ser feliz, filho, porque o estudo vai te trazer coisas que você nem imagina e é para gerar felicidade, porque ele muda. E o pai e a mãe para com esse discurso chato em casa de dizer, aí puto, o pai tem que trabalhar, nossa, que merda, a mãe vai ter que trabalhar, desculpa, falei um palavrão. Ah, eu vou ficar longe, né?

[25:28]e aí o jovem vai guardando na cabeça dele que o trabalho é pesado, é ruim, e você tem prazer, é nítido, porque você me disse, eu chego cedo, eu gosto de chegar cedo, e eu saio muitas vezes tarde feliz, e é exatamente isso, a pergunta é, como foi o seu dia? Foi produtivo, gerou felicidade, golaço, não fez esse exercício, está faltando alguma coisa? Melhora do que gente corrige, porque a gente vive momentos, quanto vale esses minutos que eu tô vivendo com vocês aqui? É isso, essa nova amizade. E ele diz exatamente esse estudo, existe há mais de 80 anos esse estudo, tá? Não, é o estudo que foi lançado agora, está no quarto pesquisador e o... Agora não ia conseguir fazer. Não, não, esse estudo continua valendo, e eu vou dar de presente pra você e pra sua audiência, né? Porque o estudo comprova aqui é o seguinte, o que vai manter a gente saudável e feliz ao longo da vida, sabe o que quer? Cultivar boas relações, boas amizades, você cultiva boas amizades no seu ambiente familiar, no seu ambiente profissional, cultivar boas amizades, porque muitas vezes você tem amizade, ah, mas é de irmão, eu não faço questão, sabe, ele lá, eu mantenho respeito, agora cultivar amizade é muito diferente. Esse estudo é um link aberto? Eu posso te mandar depois eu te mando, tem no meu canal do YouTube, né, eu te passo o link pra você ver um resumo compilado da TED, que ele fala exatamente sobre isso, hoje as empresas investem milhares de dólares pra entender um pouco mais como é que funciona a mente humana, e aí eu vou trazer dados pra você que a empresária entender qual que é o ganho quando você promove felicidade no seu ambiente corporativo, eles são mais inovadores, seus colaboradores, são mais produtivos, eles são mais eficientes, olha o ganho, e o percentual é altíssimo, você tem menos casos de burnout, síndrome do esgotamento, você tem menos demissões, menos demissões, sabe por que? Porque você consegue reter melhor o talento, foi um dos assuntos que a gente começou a falar, como é que você vai reter talentos? Fica a minha contribuição, gere um ambiente que favorece, gere felicidade, gere desafio, cobre do seu time, na intensidade com inteligência e sabedoria, porque as pessoas gostam de líderes que sabem estimular, porque as pessoas se desenvolvem, crescem. Quantos profissionais você tem aqui que estão há anos com você que estão gratos ao Rui? Porque cresceu, evoluiu, se desenvolveu.

[28:01]E a gratidão é mutua, né? Eu sou grato a eles e eles da mim, né? Exato, e isso tem uma troca muito forte e justa, mas a cobrança é importante. Por isso que eu sou a favor de muitas vezes o líder ser duro, mas seja justo. Você não está aqui para ser bonzinho. Você tem que gerar resultado, tem que gerar valor. Você vê que é um negócio interessante, eu sou um cara meio duro assim, meio duro que eu falo, eu sou meio secão, é difícil me emocionar com as coisas, né, e teve um casamento da filha de um colaborador nossa que está comigo já, nem sei quantos anos a gente trabalha junto, a vida inteira, e a filha dele se casou.

[28:42]puxas, grilo, cara, eu me acabei de chorar. Que bom. Olha aqui, que negócio. É o seu lado humano que muitas vezes a gente blinda achando que o homem não chora, porque a gente foi educado, vem numa cultura do passado, que a gente não podia nomear as nossas emoções, era frescura. E hoje a gente pode falar de saúde mental, de dizer que nós temos sim emoções, vivemos, né, e a gente sente e esse é um momento especial, tinha um reconhecimento, é uma filha casando, é uma honra para um pai poder entregar sua filha em um casamento, para uma construção de uma nova família. Isso é nobre.

[29:18]Entendeu? Quando nasce um bebê, isso é divino. Olha uma coisa que emociona, que você está falando, que eu fiquei emocionado quando eu cheguei aqui, foi uma das coisas que mais me inspirou. Que eu gostaria até agora de perguntar do instituto. Cara, que instituto que projeta incrível que vocês promovem? Isso me emociona, isso conecta, tem valor. quantas crianças e jovens, o teu instituto, estão formando pro mundo que o pai e a mãe não têm essa competência ou não tem essa preparação emocional, pais que se perderam, né?

29:50O Instituto Soul do Plástico e a medalha feita de tampinhas

[29:50]O barato do instituto, cara, é que você vê quando você chega no poder público, é muito complicado você chegar no poder público, você precisa do poder público. Eu tento implacar esse projeto aqui, Mairiporã, em uns 10 anos, e eu não conseguia nesse governo, que é do Prefeito Aladim, é um cara muito gente boa, muito gente boa, ele acolhe a gente pra escuta, né?

[30:15]Então ele me linkou com as secretarias dele, a gente linkou a Secretaria da Cultura, Desenvolvimento Econômico, educação, meio ambiente, e aí as coisas começam a fluir, né? E você vê o que você leva pra escola, as crianças, o brilho no olhar das crianças é o pagamento do que você faz. isso não tem preço. Não tem preço nenhum. Aí nós fizemos também, na ETEC, daqui do município, um outro projeto, eu entrei na ETEC e dei uma palestra sobre materiais plásticos.

[30:49]Antes de entrar na palestra, eu sempre gosto de brincar com a molecada, eu pergunto, quem acha que o papel é mais sustentável que o plástico? Tem crianças que levantam as duas mãos, né? Aí eu dou a palestra para eles, converse, bata um papo, fico duas, três horas, eu fico lá. e depois eu abro a pergunta, quando acaba tudo, eu falo, bom, pessoal, agora de coração, quem é mais sustentável, o papel ou o plástico? Os caras levando a mão pro plástico, porque eles entenderam a situação e o que eu propus pra eles, né?

[31:17]E depois que eles começam no projeto, entendem como o projeto funciona, é espetacular, a mudança que você faz, eles começam a enxergar as coisas com outros olhos, aí não é o plástico, eles enxergam as coisas com outros olhos, né? eles enxergam o amiguinho que talvez não pôde participar naquele dia, mas ele tá lá, tá dentro do projeto, eles aprendem a educação financeira, eles aprendem a parte de meio ambiente, indústria, comércio, é um projeto mega completo.

[31:47]Nós fizemos uma apresentação no Instituto Esporte e Educação da Ana Moserá duas semanas ali no centro olímpico do Ibirapuera. foi um barato, cara, foi uma situação tão bacana, assim, divertida, eu levei uma bicicleta, que é um moinho, levei um moinho elétrico, e levei a injetora, né? Aí chegou lá, o moinho elétrico ninguém quis mexer, porque eles queriam pedalar para triturar, virou uma diversão. Todos os alunos que estavam no circuito, eles pedalaram naquela bicicleta, trituraram as tampinhas, as tampinhas foram levadas para a injetora, e injetar as medalhas que eles foram premiados no final.

[32:27]Nossa, olha que processo legal. Pô, muito louco. Aí eles falam, pô, nós fizemos a nossa medalha aqui, ó, a medalha aqui foi feita pela gente. Era uma tampinha, olha a medalha. Então, eu achei um processo nesse tipo de esporte, esse tipo de coisa, eu nunca tinha ido. Foi muito interessante o resultado daquilo e a diversão que aquilo promoveu era um negócio sério, mas foi uma baita de diversão, um gritando do lado da bicicleta e do outro.

[32:54]vai, vai, vai, vai, vai, foi, foi, foi, foi muito interessante. E aí gerou uma coisa que tá no estampado na sua cara, sabe o quê? Felicidade. E a gente trabalha pra isso. Nós vivemos pra viver momentos incríveis. Quantos momentos incríveis nós estamos vivendo? Poxa, né? E se a gente juntar essa inteligência no ambiente corporativo, no ambiente familiar, cara, você vai prosperar. Aí não tem, aí é só sucesso.

[33:21]porque muitas vezes no momento desafiador você também tem sucesso, e a gente para de reclamar e agradecer, muda totalmente o foco, a gente sai daquele lugar escuro para um lugar de luz, então são escolhas. Então quando você traz essa consciência para o seu ambiente familiar, para o seu time, muda completamente, vocês aqui resolvem problemas, vocês são pagos para resolver problemas, e o teu profissional também. Então, quando você traz essa consciência a esse olhar pro teu profissional, ele muda, demora um pouco, mas é hábito. O que é hábito? É como o filho. Foi fácil colocar o Rui filho para escovar os dentes quando ele era jovem? Não. Não. Toma banho? Não. Também não. Várias vezes, vários estímulos, mas existe uma coisa gigante, amor incondicional. E aí, o que acontece no mercado de trabalho? Com o nosso profissional, a gente não tem paciência, deu duas, dura, meu, dispensa esse camarada que não serve. Será que ele não serve, ou ninguém teve o cuidado de elaborar e preparar esse profissional?

[34:20]Olhar ele de forma diferente. Exato. E aí você começa a ver que vem da base. Então, isso é um desafio, você vai falar, pô, mas agora eu também tenho cuidado a essa geração, infelizmente, o que nós temos. E aí eu pergunto, que que é a liderança de verdade no seu ponto de vista? a liderança em identificar esses talentos é lapidar essas pedras que são pedras que precisam ser lapidadas, que talvez se transformem numa pedra preciosa na sua mão e eu tenho certeza se eu pergunto agora Rui, do seu time que está com você, tem talvez umas duas, três que você nomearia rapidamente que vieram aqui que você não daria talvez nada e hoje são líderes aqui dentro da sua organização, tem?

[35:00]então, esse, esse é o papel do líder, esse é o papel do líder, é identificar e trabalhar, desenvolver e investir, porque você está investindo, e o retorno vem, como você falou, eu sou grato, putz, eu fui no casamento da filha do meu colaborador, por gratidão, por respeito, porque esse cara contribui e virou algo para você que vai um pouco além do trabalho, que aí vem a construção de uma outra base, que é a família dentro do ambiente, que você passa muitas vezes muito mais horas do que muitas vezes um familiar seu.

[35:33]Eu falo para eles direto isso. Então, esse seu tempo... Tem funcionário de 30 anos aqui. Eu falo pessoal, o seguinte, a gente passa mais tempo aqui do que com a nossa família. Exato. Então o ambiente tem que ser bom. E tem que ter essa troca, o tempo todo, de olhar pro Rui e falar Rui, e você não tá bem. Vem cá. O que que aconteceu? Ou Rui falar a William, vem cá. O que que tá acontecendo com você? E vai ter dia que eu não vou tá legal. E você vai simplesmente ignorar e abraçar, falar, cara, eu acho que hoje não foi um bom dia pro William. Vamo ver amanhã. Espero que ele esteja melhor. E essa relação constrói e aí forma a cultura forte da tua equipe.

[36:12]Porque muitos falam, eu quero ter uma cultura forte. O que que é cultura forte? Exatamente esses momentos. agente vive hoje aqui na empresa uma mudança de cultura, porque eu venho de uma empresa muito pequena e a gente veio crescendo, aí foi crescendo, você constrói galpão, põe gente dentro, põe máquina, põe, você vai crescendo, vai criando braço e vai fazendo um monte de coisa ao mesmo tempo. E chega um momento de ruptura, que é o momento que eu não consigo descer na fábrica o tempo todo como eu era. Antes eu estava dentro da fábrica, o cara estava eu estava furando uma peça, às vezes eu estava vendo ele furar lá, tinha que segurar a cantoneira, eu segurava para o cara furar, entendeu? Eu não consigo mais fazer isso hoje que eu não tenho tempo. Então, é um momento de ruptura boa, mas é um momento de ruptura. Então, o que que eu fiz sentindo esse momento? Juntei todo mundo, fiz uma reunião, falei, pessoal, vocês me desculpem, mas eu não consigo mais ficar dentro da fábrica. Eu estou aí, precisou, sobe, vem falar comigo, mas eu não consigo mais ficar dentro da fábrica.

[37:16]só que você tem que explicar pro cara por que que não é, né, porque tá lá todo dia, sabe. Se você não explica, ele não entende, sabe que bate? Uma coisa que frustra. Me abandonou. Regenção. Esse é o mal, a rejeição, a pessoa quando se sente rejeitada e ela começa a criar um monstro. Ah, não falou comigo, não me dá mais bom dia, putz, eu vejo pouco, não tem mais tempo comigo, agora eu não sirvo mais pra nada, né, então assim, as pessoas elas começam a criar um monstro e elas não têm essa compreensão. Então, muitas vezes, e o comunicador é responsável pela comunicação, é passar informação e repetir e também ter a paciência de esperar da outra parte qual a interpretação, porque muitas vezes o que nós falamos outro não compreende o que foi dito. O bom líder é aquele que tem a paciência de trabalhar escutativa, dando a atenção plena. Isso é fundamental. Isso tudo a gente treina, isso dá para ser treinado, tá?

[38:16]Treinamento resolve ou é só superficial? Não, ele ajuda demais. Hoje quantos cases nós temos e cada vez mais as empresas entendem do investimento, treinar. Tem um case que você pode falar? Ah, tem vários cases disso. Se eu vou pegar um case que eu adoro, que eu sou fã, soneda, perfumaria, não não sei se você conhece. Estou falando de varejo, porque talvez você tenha um público feminino que assiste também. Então as mulheres vão adorar.

[38:43]A Soneda é um case que eu admiro, hoje eu sou, além de ser cliente, somos amigos, mas eu tive o privilégio de levar o senhor Minoru Kamash, que é o senhor da empresa, para um treinamento há quase 20 anos atrás. Ele só trabalhava com festa, era o que ele mais gostava. Ele compartilha isso. inclusive é um cara interessante pra você trazer aqui pro seu podcast, tá?

[39:04]Só pra resumidamente, ele é um cara que curtia e organizava as melhores festas da comunidade. Eu aprendi a fazer festa com esse cara. Eu tenho uma ONG também, e hoje a nossa ONG vive e o nosso lema é faça da diversão, uma boação. A gente organiza eventos e com o resultado a gente faz os projetos que a gente adota. Voltando, e aí ele vem de uma rede de família, chamada Sumire.

[39:27]Olha só, que interessante, já conhece. a rede sumira é uma rede tradicional, uma rede de família, e ele tinha dificuldade de desenvolver esse trabalho, e até que no momento que ele fez o treinamento, que ele participou de um programa de liderança, trouxe esse start, não é o que eu quero fazer. Mas, cara, tem a minha base, a estrutura, porque lá trabalha a valor família, e em virtude dele ser o mais jovem, ele era o filho que só causava, não queria trabalhar a festa, aquela coisa que...

[39:56]e ele na volta foi quando ele trouxe essa integração da família e ele voltou e ele conta, e eu quero que você dê essa oportunidade, que ele tem uma passagem da vida dele, que é emocionante, que ele fala do respeito, do que ele decepcionou a mãe dele, Minoro Camacho. Seu Minoro Camacho tá convidadíssimo pra vir no PodPlástico, por favor. Esse cara tem histórias incríveis.

[40:20]Vou pegar seu contato e vou te mandar um WhatsApp. pega assim, e foi muito assim, rápido, a mudança dele, quando ele assumiu de ajudar o pai dele e assumir mesmo, ele mudou, e ele vai contar pra vocês, ele não gostava do varecho, ele não entendia, ele não se adaptava, e aí ele foi entender que ele podia gerar felicidade dentro desse ambiente, porque ele podia levar o mesmo trabalho que ele tinha prazer nas festas pra dentro do ambiente, como é que eu trago esse movimento fazendo essa correlação?

[40:52]cara, ele se tornou um queijo de sucesso. Resumidamente, hoje ele é o executivo com a família dentro da SONEDA, eles mandaram a bandeira, depois ele conta todo esse processo. A SONEDA é uma operação de sucesso, ele tem loja na Avenida Paulista, duas unidades, uma na Augusto, outra na Paulista, tem mais de 50 lojas hoje no mercado. E o principal, ele conseguiu integrar a família. Então ele pegou os irmãos, ele uniu os irmãos, pegou os sobrinhos, que eram os herdeiros e ele prepara hoje sucessores.

[41:22]cada um se especializou em alguma área. Você quer ser o cara de marketing, você vai estudar para merecer. E ele traz executivos que fazem a mentoria com esses jovens. São jovens, eu digo isso porque eu vi a maioria desses sobrinhos pequenos e hoje são adolescentes numa fase de desenvolvimento, alguns até casaram, tem filhos, mas estão numa crescente e aí você vê, é uma empresa que eu admiro, mas é treinamento que ajudou ele e lá atrás atrei um despertar, que trouxe um movimento, uma mudança.

[41:55]Eu vou trazer para um outro lado família, tá? Eu tenho outro colega, que é um profissional da área do direito, ele foi sócio da Tozini Freire, que é um grande escritório de advocacia do país, chegou a cuidar de uma operação na Ásia, esposa juíza, bem sucedido à carreira dos dois, e aí um belo dia ele veio participar, entendeu que não era mais a área do direito que ele queria exercer.

[42:20]Ele virou profissional na área PET. Caramba, isso dá ver. Eles montaram junto com outro amigo, né? Que é um cara também muito divertido, Ricardo Chen e o Arkelau, os dois... E o Ricardo e o teu irmão que... Eu vou lembrar o nome deles, são gêmeos. e o Arquelau, que é esse advogado, resolveu juntar e montar uma padaria PET. Poxa. Olha só, você tem PET?

[42:51]Tenho três. Um mercado que cresce de forma exponencial. Três em casa e três aqui. Três aqui. Aqui não é muito PET, não, aqui é... Imagina, tem gente que não quer ter filho, hoje tem PET, tem vários PETs. E é um membro da família. quantos pais de PETs ou mães de PETs compram algo especial para o seu PET, e ele montou uma padaria, até bolo ele fabrica, ele tem cerveja para você tomar com o seu PET, o PET toma a cerveja dele e você toma sua cerveja, ele tem sorvete para você apreciar com o PET e ele vende nas PETs por aí, ele tinha uma loja na feira ele decidiu desativar a loja porque hoje ele fornece pra todas as pés, porque antes era ele, ele era uma boutique que ele vendia e ele começou a distribuir, e o Arkelal saiu do mercado da área do direito, carreira bem sucedida pra empreender, virar empreendedor, olha só que loucura, e o treinamento trouxe esse olhar, aí ele teve a mudança, essa foi a primeira pivotada depois ele conta Arkelal, convida esse cara também pro PodQuest.

[44:00]quelal. Aí você vai ouvir a segunda história, o sonho dele era ser pai. Ele esposa, tentaram algumas vezes, era em seminação, nada, em um momento eu encontrei ele de novo e falei, cara, você vem de novo para o treinamento. Não, mas eu já fiz, eu conheci, falei, não, agora você vai para um módulo avançado num programa nosso. E a esposa dele conversou, ele veio, resumo da ópera, como é engraçado, tanto pai e a mãe não tinham problema nenhum de ter filhos, de saúde pelos exames médicos e não consegui engravidar. Tentaram, se eu não me engano, duas ou três inserminações artificiais e não vingou. E ele veio para o treinamento com uma mente apoderosa e numa das etapas a gente trabalha o nosso inconsciente. Ninguém sai do corpo, não tem nada de coelho religioso, mas é trabalhar e entender um pouco inconsciente.

[44:47]Ele trouxe uma informação rica para ele, foi despertar. Ele saiu desse processo em três, quatro meses a esposa dele engravidou e ele tem dois filhos, de forma natural, sem inseminação e a vida desse cara prosperou, tanto na questão profissional quanto familiar. É um outro case que eu estou compartilhando, eu tenho vários outros, mas eu estou trazendo duas histórias. Vou dar uma tirada agora, vou dar uma tirada agora. Pessoal, o seguinte, tá vendo? Tem muito médico falando aí que é não é por causa do plástico, e não é, tá? Não tem nada a ver, ó, tá vendo?

[45:23]Isso é uma história aí que mostra pra vocês que não tem nada a ver. Posso contar mais uma aqui? Quer do seu segmento plástico, o Junior. Junior da Talk. O Junior ele participou do nosso programa de desenvolvimento, levou a esposa e ele queria levar os filhos. E quer me levar de todo jeito também. Ah, ele falou? Tá convidado. Agora tá convidado mesmo.

[45:44]e a filha dele, ele conta, eu tenho essa gravação num vídeo, que ele fez um depoimento, um relato muito legal, que a filha tentou algumas vezes a medicina, e não deu certo, frustrou, que é natural, de uma jovem, e ela saiu do treinamento decidida, ela terminou o processo, falou, pai, nem que eu demore a vida, eu vou prestar a medicina, agora eu tô decidido, que ela pensou em abandonar, de mudar de área, quando ela viveu o processo de liderança, ela saiu convicta, porque lá a gente trabalha, missão, valores e propósito, de forma distinta, tá? Porque o pessoal mistura um pouco no mercado, com muito respeito a gente trabalha de forma distinta. E ali ela vivenciou algo que trouxe muita clareza pra ela, do que ia trazer uma felicidade plena pra ela, que era a medicina. Ela saiu de lá em três meses, ela entrou em medicina, o pai matriculou, tem um depoimento, o relato, quem depois quiser, me manda uma mensagem, eu mando o relato do pai, tem no nosso Instagram, desses cases interessantes, tanto do Arkelau, que ele tem um gravado isso, o depoimento dele, e eu estou contando histórias porque é isso que conecta.

[46:49]O Junior eu acompanho o crescimento dele e o crescimento do Junior está sendo muito legal e muito merecido. E é um baita profissional. Trabalha pra caramba. É aquilo. Eu sou muito grato. Eu tenho um pouco de contato no mercado, graças ao Junior. ele é o Newton, você conhece o Newton-Bueno? O Newton da Tsong? Não, ele é Newton-Bueno da, nossa, me deu um branco agora o nome da empresa dele. Não. Depois eu te faço um link, é um cara também muito bacana. É, não, pode até ser que eu conheça e eu tenho um problema muito sério de memória, com nome e fisionomia. É. Se eu não vejo a pessoa por muito tempo, às vezes eu passo, o cara fala porra e me deu oi, fala puto, não, não lembrei, eu não vi, eu não guardo, eu tenho esse problema. Eu guardo a fisonomia, nomes, eu também tenho muitas vezes dificuldade. Se você me der um cartão, eu vou lembrar do teu cartão, pela cor e pelas letras. Olha só, você é bem visual. É muito louco, você fala o nome, aí eu vou ligar, eu falo, pô, é um cartão azul, aí vou lá, ah, esse aqui, ó, é bem, é bem interessante. E a diferença de, de líder e chefe, o exame, exemplo, a Rasta, esse é o líder. O chefe manda e você obedece. E muitas vezes ele não tem patia, o chefe ele não tem cuidado, o líder tem patia, ele tem cuidado, ele trabalha escuta.

[48:19]O líder, não necessariamente ele precisa ter liderado. Eu posso separar e ele é um líder que me inspira. Eu posso trabalhar numa cadeira ao lado desse profissional, mas eu tenho ali modelos que me apetecem, que eu olho e admiro. Esse é o papel. Por isso que a gente fala, o liderança inspiradora é pra qualquer idade. O líder começa na base. Hoje eu tenho pais que levam filhos com 11, 12 anos para um programa desses. Caramba!

[48:48]É, que eu não tinha esse público. Antes da pandemia o nosso público era mais de 35. Quando entrou a pandemia, muitos pais começaram a entrar em contato porque começaram a identificar traços e comportamentos de a criança ficar mais isolada, de não se socializar, e aí começava uma pesquisa. Então assim, a dificuldade na comunicação, e aí pais que também levaram para alguns médicos que prescreveram naturalmente medicamentos. Então, muitos pais entraram em contato e falaram, cara, meu filho é muito novo para tomar um medicamento, com dificuldade de dormir, com dificuldade de se relacionar, com ansesiedade, com princípio de uma depressão diagnosticada, então tem vários relatos e começaram a pedir, você não consegue desenvolver um programa para jovens, é um programa tão bacana, vocês têm muito respeito, cuidado, e a gente começou a estudar um pouco mais, e aí eu trouxe profissionais que são da área da educação, que tem uma compreensão melhor, porque a gente sabe trabalhar com executivos, donos de empresa, negócios, líderes e a gente começou a estudar e a gente começou a entender, então começou a vir um filho de um executivo que já vivenciou, um de um empresário que já experienciou, que conhece o nosso trabalho e aí começou.

[50:07]E o pai e a mãe muitas vezes querer refazer o programa para participar desse movimento, cara, que é a coisa mais linda, eu vou te falar, um pai está presente, o pai e a mãe que tem o privilégio de poder vivenciar isso com filha a filha é espetacular, porque porque a gente investe numa melhor educação, mas muitas vezes a gente esquece de desenvolver o soft skills, que é o comportamento, ele tem um conhecimento técnico, mas ele tem a dificuldade na ação, por medo, por insegurança, por rótulos, por ele ter uma ansiedade e não saber lidar com isso, então o programa ele ajuda os pais a fortalecer e a comunicação, o pai também e melhor, porque o processo de desenvolvimento é de ambos, do pai, da mãe e do filho, então, quando o filho ou a filha começa a desenvolver e mudar e o principal saber escolher, tomar decisões, mesmo que seja decisões equivocadas, mas toma decisão dura quando fique em cima do muro, você pergunta o que quer comer, não sei, qualquer coisa, então qualquer coisa é isso, mas eu não gosto, você falou qualquer coisa, ou você aprende a escolher porque o mundo é assim. Se posiciona, né? Exato, faço a escolha. Tem uma frase do Ayrton Senna que eu amo, que na verdade eu vou falar da minha maneira, né? O Ayrton Senna fala, ganhar, acelerando, né? Na reta, isso daí qualquer um faz. O grande campeão é aquele que acelera na curva, que ali tem desafio, ali, né? É desafiador, ali é complicado, porque ali é um detalhe, pésimo, você pode colocar tudo em risco, e ali você tem que ter coragem, você precisa ter convicção, você precisa ser inteligente, persistente, tentar preparado, e o nosso trabalho é o que? Preparar, né? Então o trabalho do meu time, da nossa equipe, a gente não muda ninguém, quem muda é pessoa que quiser, o nosso trabalho é o que? Da estímulo, ferramente, a gente dá ferramente, a gente só dá ferramente, estímulo, para que você teste ou pere e fala, cara, isso funciona, nossa, isso daqui me traz resultado, porque quando o jovem veganho, ele muda.

[52:10]Quanto, no final de semana, ele muda a postura e atitude, muda, porque ele veganho já no final de semana, não tem que esperar daqui um mês. E o executivo profissional também, você não tem paciência, você não quer sala de aula, com muito respeito aos educadores. A gente chega numa fase que a gente não tem paciência para ouvir teoria e conceito. Isso tem na internet um bom livro, não todo desmerecendo, mas tem pessoas que dificuldade, não gosta de ler, não consegue prestar atenção num bom vídeo. Então, o treinamento ele tá ali, é 100% da tensão, foco total, e a gente trabalha o quê? Exatamente isso, tem um mantra que a gente abre falando, distração, destrói, foco, constrói, e aí ele começa a perceber e quando ele pega a essência, ele muda. A mulher que tá lá, o celular tá na mão dele? A gente libera na seguinte condição, celular no bolso e em alguns momentos ele vai pegar. Via de regra é regra, ele não pega. É regra, porque a gente estabelece a cor dos anos, a gente combina tudo.

[53:08]Você quer ver uma coisa interessante, a gente trabalha com o segmento de alimentação, né? Então vem várias margas, sou muito grato. Por exemplo, o Grupo Trigo, China Inbox, Gendais, Poleto, esses caras são parceiros, já tiveram vários profissionais participando. Maníaco Vasco, um baita-particeiro nosso, MEI-MEI. Então o que eles fazem? Eles trazem os líderes executivos para desenvolver algumas ferências.

[53:28]o que é interessante? Você fala com esse pessoal que trabalha com o IB, eles usam adornos, acessórios, as mulheres, e tem que tirar, não pode trabalhar. Então a nutricionista fala, o gestor fala, tem que cortar unha, tem que usar anel, é uma briga. A gente, dentro do programa, a gente começa a trazer com outro mecanismo, porque ele sai do programa, ele fala, cara, olha como é simples, eu consigo ajustar isso sem eu desgastar com o meu profissional? Porque irrita? Quem comunica e quem recebe a informação?

[54:00]Sim. Puta, ela vem de novo lá, o Ilha mexeu o saco. Então ninguém quer ser o chatão, o mala sem alça, o cara que fica cobrando. Porque isso desgasta a relação, né? Então o programa traz esse olhar dos famosos combinados não sai caro. Então a gente faz uma série de acordos antes, pra que flua com maestria, que gere harmonia, e gere ganho. porque se ele ver ganho, golaço, tanto que a gente faz programas de incentivo em algumas empresas que aí a gente desenvolve um programa de desenvolvimento individual e cria um programa para a empresa, eu estou falando um pouco do corporativo, de como ele estimula o teu colaborador a ser produtivo, porque aí a empresa ganha, obviamente, quando ela tem um líder que entende que o colaborador é merecedor, ele consegue fazer um programa de incentivo.

[54:48]de cozinha, cozinha é um negócio interessante, eu estudei cozinha e a premissa principal é mãos limpas, você não pode ter unha cumprida, sua unha tem que estar bem cortada, você tem que lavar a mão, a mão mais limpa de uma cozinha é a mão do cozinheiro, porque ele tem que lavar a mão toda hora e é difícil condicionar isso, é difícil condicionar. Então, na medicina também, isso é o tempo todo, ele tem que genizar as mãos dele, então, olha só, várias áreas têm uma série de cuidados que são específicas daquela área, mas o treinamento é tão abrangente que ele consegue ajustar e auxiliar várias frentes, porque ele trabalha de uma forma que seja amplo para a vida da pessoa. Então, quando a gente fala, por exemplo, de inteligência financeira, que é um assunto que as pessoas muitas vezes têm interesse, só que a gente vai lá na base para buscar. Por que ele ele não tem uma inteligência financeira, porque ele sabe ganhar dinheiro, mas por que que ele não consegue poupar e multiplicar esse patrimônio? O que que falta? Que ele gasta mais do que ele consegue ganhar, porque ele pode até ganhar mais, mas se o gasto subir na mesma proporção, talvez ele possa ter um desencaixe, né? E hoje o que a gente tem, o número de profissionais inadimplentes no mercado é gigante, isso afeta a relação.

[56:10]Aí eu tô trazendo ali, ó, você vê um problema de ordem financeira de falta de conhecimento, ele gera um desequilíbrio. Quantos casais separam por falta de grana? Muitos. Muitos. O amor acaba rapidão. Acaba rapidão. Ou o pai que não consegue prover uma educação adequada para os filhos e começa a ter ruído dentro de casa. Também. Também. Ou também pais que não sabem dizer não. Você tá entendendo que uma coisa tá linkada quando você fez a pergunta lá atrás da família e do personal?

[56:38]está tudo linkado. Então, assim, o nosso olhar é no todo, né? Então, você não consegue crescer sem desenvolver o ser humano. Ah, isso é o tempo todo. E eu estou em processo de desenvolvimento. O desenvolvimento do seu colaborador é constante, da pessoa que está com você, na sua casa. Você quer empresário também. E o empresário também, porque o que você mudou há cinco anos atrás, o que era o Rui, há cinco anos atrás, pra agora?

57:00Cultura se impõe ou se constrói?

[57:00]Não tinha nada a ver. Tinha nada a ver. Há dez anos atrás você não imaginava fazendo podcast? Não, há um ano atrás eu não imaginava. e provavelmente você pegar o seu primeiro podcast agora, você tá muito mais desenvolvido. Putz, cara! Você hoje consegue fazer com maestria, pelo menos seu estúdio aqui tá lindo, parabéns. Obrigado. Então, o meu primeiro podcast, putz, o meu primeiro podcast foi com a Nanny, que ela é professora de, ela dá aula de culinária, que eu tenho um cliente que chama Porto Formas, e esse cliente ele me colocou pra fazer um podcast com ela, que ele achou que que dava legal, nós fomos lá na cozinha dela, eu fiz, mas se eu olhar para aquele vídeo e olhar para as gravações que a gente faz hoje, você fala, caramba, que evolução, travado, travado, com medo, com vergonha da câmera, eu morria de vergonha, você colocasse a câmera na minha frente, eu não falava, eu fui fazer oratória com o meu professor, o Claudio Ayabe, puta, abraço, pessoa incrível, nossa, é fantástico, adoro ele, abraço para o Ayabe, muito muito gentibor, muito gentibor. Eu indico o curso de oratória para ele, para todo mundo, porque ele é muito bom o que ele faz, que é um cara tranquilo, espiritualizado, é um cara que eu gosto muito dele. E a cultura, a gente já falou, mas assim, cravando, eu tenho o meu conceito, mas a cultura, ela se impõe ou você constrói? Constrói. Não tem cultura imposta, porque porque não é cultura, porque quando o líder não tá, muda o cenário. Quantas empresas você vê com o líder estando é uma forma, o líder out é outra, a cultura é o time que forma, tem que ser construída. E a gente tem, envolver sim, inclusive na carta de valores, porque tem muita empresa, que ela tem lá a missão, a sua visão, ok, mas os valores tem que ser discutidos o tempo todo e atualizado. Tem empresas que falham num pequeno detalhe, metalista, empatado na porta de entrada que ninguém sabe e aquilo é valor. E quando você trabalha a questão do valor, muda completamente e eu vou trazer exemplos para que você entenda quantas empresas nós temos, inclusive o próprio case que eu falei da Soneida, é valor. Então quando um colega tem um comportamento que não está dentro e alinhado com os valores, o próprio time vai eliminando o profissional, não precisa ter o líder ou o dono desgastando.

[59:24]eles vão, eles vão espirrando o cara, é verdade. Ele vão naturalmente expurgando aquele profissional que ele fica se ambiente, porque o valor não condiz com a realidade e valor é algo interessante. Você sabe que isso acontece muito aqui, acontece bastante aqui. Que bom, a equipe tira o cara. Tira, exatamente, então quando tem uma cultura forte, time forte, é cultura, tá ali, tem os valores alinhados, tem a missão clara, meu, fui.

[59:49]ele desce na fábrica, às vezes fala, Rui, esse cara não dá, tira esse cara daqui, esse cara não dá, não dá, mas por que, né, a gente vai entender o porquê, óbvio, né, e qual custo que você acha que uma empresa tem por não entender isso? O custo é altíssimo, porque muitas vezes quando ele identifica já é tarde, por isso que eu falo, isso tem que ser constante, a gente não tem noção dos riscos, isso é um risco, né, da empresa, a empresa, ela nasce com risco de prosperar ou não prosperar, e tem alguns riscos que você controla e outros não. Esse é um risco que você deve colocar e controlar.

[1:00:23]Que risco você não controla? Uma pandemia. Não tem como controlar. Aconteceu, nós vivemos isso. No passado você falasse em guerra, pandemia não era uma coisa comum. Hoje a gente está vivendo, vivemos uma pandemia recentemente e estamos agora vivendo assistindo perto uma guerra, certo? que tem o impacto do petróleo. H1N1 aí que tá complicadíssimo, os hospitais estão lotados de novo.

[1:00:47]Mas a guerra, por exemplo, já tá impactando, tava vendo no sul do país já tem falta de diesel, de uma série de combustíveis. Enfim, eu não sou um conhecedor, mas eu não quero trazer notícia ruim, eu quero trazer um olhar para o dono de negócio, para o líder que tá assistindo, empresário, empreendedor, o cuidado que ele pode ter. Desenvolvimento é um investimento constante.

[1:01:07]você não preparar, se você acha que educação custa tempo e dinheiro, faça conta da ignorância. Quanto custa você manter o ignorante aqui dentro da sua empresa, isso vai te trazer um processo maior. A empresa não quebra por falta de estratégia, ela quebra por falta de gente preparada, que deveria estar dentro da estratégia preparada. Exato. A estratégia é fundamental, mas se não cuidar de gente, pode ter certeza que essa conta vai chegar, uma hora vai e vai chegar. E aí você vê a questão do backup, né, eu tava conversando, né, eu tô indo fazer uma viagem internacional agora para um evento na Coreia e nosso bilhete tá emitido por Qatar. O meu bilhete tá louco para ir para a Coreia, cara, a ver esses douramas, putes, querido. Tá feliz. E olha, só para você entender, eu sou contratado numa empresa que sou muito grato, né, a gente presta serviço para eles, agradeceu o Leandro Rattori, que fez esse convite para a Atomeia, uma empresa coreana, e aí vai um grupo de quase 200 brasileiros para lá, e eu faço parte desse grupo que está indo para lá.

[1:02:11]Nosso bilhete está emitido, só que agora a gente está com o risco de cancelar, porque a gente vai por catar. Só o que acontece? A menina da operação da agência disfuncionou, porque alguns clientes sabem conversar, e os que ligam, reclamando, são mal educados, são pessoas que não têm equilíbrio emocional, e ela não foi preparada para isso. Ela disfuncionou, teve um born-out e foi afastada. E não tem backup. Aí você vê hoje o cuidado...

[1:02:38]Aí o cara se sobrecarrega total... Ele está totalmente sobrecarregado. Ele está desesperado. Tanto que eu liguei, eu falei, meu, o que está acontecendo? É um grande amigo, ele falou assim, eu estou desesperado. Aí ele estava me contando que a menina deu uma surtada. mas por quê? Por pressão interna não é externa, de não saber ter autocontrole de também não absorver, porque o cliente ele chega num nível de irritação que tem clientes que não tem um bom senso de se alimentar, que passa do limite do respeito e tem gente que não tem preparo emocional para suportar.

[1:03:11]Cara, eu vou te falar que a gente mais velho assim, a gente lógico que fica estressado com a situação, mas a gente passa mais fácil. A gente lida mais fácil. Você respira, conta até 10. Às vezes você responde na hora, normalmente você conta até 10, depois você dá uma resposta, sempre levando para o melhor caminho para não for a briga. Isso a gente tem bastante também. Te lida com o público, é normal. Tem um com sempre que passa da medida. Aí você traz ele pra dentro da medida de novo.

[1:03:50]Bom, estamos chegando ao final. Tem algum assunto que eu não abordei que você gostaria de abordar? Ah, eu acho que a conversa foi tão gostosa, né? Se deixar a gente ficar horas aqui falando, né? Porque o papo foi muito gostoso, eu fiquei muito feliz mesmo de poder participar, também conhecer um pouquinho mais a tua empresa, sua família, ver o cuidado que você tem, a educação, seu filho está de parabéns, e aí isso é bem de base, é pai e mãe, é educação, então a cordialidade que ele recebeu a gente, o detalhe, a questão de dar atenção enquanto você estava participando de uma outra reunião, de ficar com a gente, de explicar um pouco, de trazer informação, então são essas gentilezas, esses cuidados que hoje a gente repara no detalhe, são pequenos detalhes, mas é um detalhe que faz a diferença. Então, parabéns, espero ter contribuído nesses minutos, né?

[1:04:44]Muito, né? E vou ficar muito feliz, se vocês quiserem acompanhar lá o Instituto i9c, né, pode deixar aqui, ó, os contatos. Claro, por favor. Vou deixar o meu Instagram, é o William Lin, né, Underline Inovici, a lei traí o número 9C de casa, leia-se o Inovici. vou te fazer um convite, eu abri um blog no site do PodPlástico, a gente tem um site, tem um blog, vai subir o nosso podcast lá no site também com o link e você tá convidado, se quiser escrever um texto pra gente, pra colocar no blog, explicar sobre o Instituto, faz um artigo bacana, se tiver vários artigos pode mandar também, a gente publica tudo, eu tô pedindo pra todos os amigos mandarem um artigo pra gente que fala de várias coisas de vários assuntos. Esse é um assunto que eu estou completamente fora da caixa do que eu sempre falo. Eu falo de plástico, eu gosto de plástico, mas é muito importante a gente falar da saúde, do comportamento humano. Isso é muito interessante porque a gente vive isso todos os dias e em casa, na empresa ou em qualquer outro lugar, né? Maravilha. Vou vou deixar o site, www.institutoinovc.com.vc, tá, o final é vc, poder depois deixar ali, leia esse instituto inovice com você, vai ser um prazer, a gente tem uma área educacional, tem uma escola de formação que você pode participar e tem um viés para empreendedorismo, você que é empresário-empreendedor, quiser desenvolver alguns comportamentos, vai ser um prazer receber vocês ali, tá bom? Obrigado mais uma vez e até breve, né?

[1:06:22]é breve, até muito breve, porque eu vou fazer esse... Vai ser um prazer ter recebido. Essa é a imersão. Obrigado. E se esse episódio fez sentido para você, compartilha com alguém que está precisando, porque tem muita gente precisando desse tipo de informação, porque o resultado não começa na empresa, o resultado começa dentro da pessoa, foi o que nós pudemos entender aqui, e a você que ficou com a gente até agora, muito obrigado, se não nos segue e nos siga, ativa o sininho, deixa um comentário, deixa seu like, se for um comentário que precise de uma resposta nós vamos responder e coloca lá se gostou, se não gostou, se não gostou faremos melhor da próxima vez que aqui é evolução constante. Muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

[1:07:11]Obrigado.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.