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"Ele saiu da rua pra criar a Kombosa Seletiva. Essa história vai te parar."

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Episódio completo no YouTube: "Ele saiu da rua pra criar a Kombosa Seletiva. Essa história vai te parar."

Sérgio Bispo nasceu num lixão na Bahia, virou catador de rua em São Paulo e fundou a Kombosa Seletiva, hoje sustento de 40 famílias de catadores.

Principais insights

  • Bispo nasceu dentro do lixão da Canabrava, na Bahia, ficou órfão ainda criança e fugiu de um orfanato para viver catando materiais nas ruas.
  • A Kombosa nasceu de uma permuta com o restaurante Mestizo, da Dona Ima: ela dispensou o carrinho e trocou coleta por serviço, dando a Bispo seu primeiro cliente fixo.
  • Hoje a Kombosa atende cerca de 30 pontos entre condomínios, eventos e escolas em São Paulo, com um núcleo de 12 catadores e renda dividida entre 40 famílias.
  • Defende que 90% da renda dos catadores autônomos vem do plástico — por isso rejeita o discurso de que o material é "vilão" da reciclagem.
  • Cobra projetos de lei que padronizem cores nas embalagens (PET cristal, cores diferentes para PVC, PS e PP) e etiquetas fáceis de remover, para facilitar a triagem na base da cadeia.
  • Critica a ANCAT por, segundo ele, defender publicamente o fim do plástico mesmo sabendo que cerca de 90% da renda dos catadores autônomos e cooperativados depende desse material.

Perguntas frequentes

Quem é Bispo Catador e como nasceu a Kombosa Seletiva?
Sérgio Bispo nasceu dentro do lixão da Canabrava, na Bahia, ficou órfão ainda criança e fugiu de um orfanato para viver nas ruas catando materiais recicláveis. Já em São Paulo, transformou o trabalho de carrinho em negócio e fundou a Kombosa Seletiva, hoje uma cooperativa que sustenta cerca de 40 famílias de catadores.
Como a Kombosa Seletiva conseguiu seu primeiro cliente fixo?
Por meio de uma permuta com o restaurante Mestizo, da Dona Ima: ela aceitou a coleta de resíduos de Bispo, mas exigiu que ele deixasse de usar carrinho ou carroça. Esse contrato de um ano ensinou Bispo a fazer relatórios e precificação, e virou a base para expandir a frota com veículos comprados em sequência.
Por que Bispo Catador diz que o plástico não é vilão?
Porque, segundo ele, cerca de 90% da renda dos catadores autônomos no Brasil vem justamente da coleta de plástico. Para Bispo, o material só vira "vilão" quando é mal utilizado ou mal descartado — não pela sua natureza.
O que a Kombosa Seletiva defende sobre etiquetas e cores de embalagens?
Bispo participa da construção de projetos de lei em São Paulo que propõem cores padronizadas para facilitar a separação de plásticos (mantendo o PET cristal e colorindo PVC, PS e PP) e etiquetas removíveis com facilidade, para que catadores consigam identificar e vender o material sem perder valor por causa da etiqueta.
Como funciona o modelo de negócio da Kombosa Seletiva?
A Kombosa funciona como uma cooperativa embaixo de um viaduto: cada catador tem seu espaço na unidade de beneficiamento, paga de forma rateada os custos operacionais (água, luz, contador), e no fim do mês o total arrecadado com a venda dos materiais é dividido entre as cerca de 40 famílias envolvidas.
Qual a crítica de Bispo Catador à ANCAT?
Ele afirma que a ANCAT, entidade que ajudou a construir ao lado de sua companheira Val, ainda não representa adequadamente os catadores autônomos — segundo ele, a entidade defende publicamente o fim do plástico mesmo sabendo que cerca de 90% da renda das cooperativas e catadores autônomos depende desse material.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: quem é Bispo Catador

[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. E hoje o PodPlástico recebe alguém que não fala de reciclagem de teoria, fala da rua, fala da vida real, da catação e da construção de dignidade através do trabalho. Bispo, seja muito bem-vindo, mas antes da gente entrar nos temas, eu prefiro que você se apresente do seu jeito. ligada pelo convite, Rui, todos e todas que estão assistindo nós, meu nome é Bispo Catador, sou um catador de materiais rescrevos, faço um trabalho com a combosa seletiva com mais 40 catadores e catadoras, hoje a combosa seletiva é um modelo de negócio que é a ideia de fortalecimento e a geração de rendes e trabalho para os catadores e os catadores autômetros. Não sou do São Paulo, mas sou da Bahia, mas sou catador. É isso e quem é o Sérgio Bispo antes do catador? É, eu nasci dentro de um lixão que chamava até o lixão da Canabá na Bahia, então desde pequeno eu já tava catando alguma coisa no vento da minha querida mãe, não conheci ela, mas já tava catando e aí o lixão fechou em 89, eu acabei, tinha pai e mãe, e aí acabava indo para uma assistente social, então, como eu não tinha nem pai e mãe, acabei indo para um orfanato e fui para o orfanato, mas com o orfanato, com todo o direito de sentar até uma cama para dormir, uma boa alimentação, eu me senti um pouco sozinho, então acabei fugindo do orfanato e aí começou a minha jornada como bispo catador e com bosa seletiva.

[1:37]Cheguei em São Paulo 89, 80 dias de Apecarona, mas catando algum resíduo já no caminho da estrada. já vem de lá pra cá pegando. Qual foi o momento mais difícil na sua vida na rua, Bispo? É, o momento mais difícil que às vezes eu ia catar alguma coisa pra poder vender e conseguir um plato de comida, um pedaço de pão, as pessoas me xingavam, eu só queria pegar aquele pra catar alguma coisa pra poder e tal. E aí acho que foi o momento mais difícil e a solidão, então eu caminhava na estrada, então pra minha solidão foi uma parte mais difícil, e a discriminação que a sociedade tem na questão das catadoras e dos catadores, mas conseguimos, através da minha família, da minha companheira, avaldos, meus tressiles, hoje já sou pai de tressiles, já tenho neto, um trabalho, já na logística, na operação, as palavras técnicas bonitas do capital e outros trabalhos na comercialização, e foi isso.

[2:40]Acomboza hoje é uma pequena empresa que presta serviço para condomínio, escolhe eleventos, já temos três veículos, um veículo elétrico também, então estamos aí gerando mais oportunidade para os catadores e os catadores autônomos. O que a rua te ensinou que ninguém aprende na teoria? A Rua me ensinou, quando tem um resíduo jogado ali no chão que você catar ele, ali você está tendo uma oportunidade, então a coleta seletiva, os resíduos foi uma oportunidade, então a Rua ensina que o que as pessoas descartam para um, mas são oportunidade e geração em renda, e trabalho e pão na mesa para outros, mas entendendo que é importante sempre a contratação do trabalho das catadoras e dos catadores, somente os autômetros que hoje são esquecidos por uma grande parte do governo e por algumas entidades dizem que representam a categoria.

[3:34]Quando a catação deixou de ser pra você sobrevivência e virou propósito de vida? Eu acho que a catação pra mim como catador ou a questão das catadores-catadores aí do Brasil e do mundo, quando a gente entende qual a importância do nosso trabalho, que através da catação a gente consegue coletar e através da catação a gente consegue e também melhor condições. Melhor condições de ter uma casa boa para morar, uma alimentação.

[4:03]Acho que falta isso nas pessoas entender qual a importância do trabalho dos catadores. Não só está catando lixo. Para nós, catadores, catadoras, lixo não existe. Oportunidade, empreendimento, é... Melhor as canções de vida, não é? As pessoas, a sociedade, todo mundo tem que entender que a catação não é um meio de vida, mas sim uma oportunidade pra você conseguir gerar mais oportunidade pra outras pessoas, né, e acho que pro mundo melhor aí e tal e construir junto, né, acho que é isso, catação é uma oportunidade, mais uma oportunidade verdadeira.

[4:42]E nessa pegada aí que tá todo mundo agora, tá falando de economia circular, de catador, catadora, cooperativa, tá na voz de todo mundo perto de eleição, fica aquele murmurinho, né, o que mais te incomoda, assim, quando eles romantizam o catador? É, eu acho que essa questão é economia circular, né, bom, aí já vou começar a falar de logística reversa, aí a gente foi entender um novo tal do crédito de carbono, né, e aí o trabalho das catadoras e catadores, isso é mais de 70 anos, hoje eu tenho, eu já tô na casa 0, continuo catando, mas eu catava aquela embalagem lá no aterro da Canabrava, da Basfi, sabe aquela fitinha da Basfi? Eu catava aquela embalagem então, e aí o romantismo, isso é ruim, o romantismo, a questão da gestão do resíduo, não pode trazer a questão do romantismo, a questão prática, o trabalho das catadoras e dos catadores, e a parte técnica é importante, as indústrias e tal, mas aí acaba confundindo, todo mundo fala de ECG e tal, mas quem tá na ponta ali, somos nós catadores-catadoras e uma grande parte ainda pelo menos os catadores-catadoros-automos, não nem sabe o que é logística reversa, nem sabe o que é economia circular, então é uma teoria que ainda é meio vazada, é uma teoria que ainda tem que levar ali na ponta da cadeia, na base, senão fica só um discurso, gente ganhando muito dinheiro e o catador que é o protagonista da economia circular, que mete a mão na meleca, é resíduo, e acaba só sendo uma mão de obra malpaga, uma mão de obra explorada pelo serviço, acho que é isso.

[6:27]Você acha que tinha que ter um pouco mais, o governo olhar um pouco mais de vontade de de educar, de ensinar, explicar o que é economia circular, pra todo mundo, pra entender o que é aquilo. Isso é importante do governo, das entidades que dizem, ONGs, que apoiam com a parte das catadoras e catadoras. A gente tem que entender que o resíduo não pode ser uma questão partidária.

[6:52]Resíduo não tem partido. É papel do governo municipal, papel do governo estadual, papel do governo federal de cuidar do seu reino. O governo como um todo, né? todo, não ser partidário, que é o partido de lá e pra cá, tem que ser, resíduo não tem partida, ele tem que ser discutido com todo mundo, e dependendo da cor, da bandeira e tal, é resíduo, então ele pode estar no resíduo aqui no Brasil, mas é o mesmo resíduo que está na Alemanha, que tem o melhor valor, é o mesmo resíduo que está lá na China ou nos Estados Unidos, então o resíduo tem que ser entendido, e o papel do governo e das entidades, mostrou isso na base, o que é economia circular, agora não falando de crédito carbono, a gente nem sabe o que é economia circular, já estão falando de logística reversa e crédito de carbono, então acho que a gente tem que mudar essas narrativas, uma narrativa mais prática e mais assistente, mais sensível, eu não fui para escola, mais autodidata me ajudou, então tem muitos catadores, que não foram para escola, mas tem o manuseio do resíduo, sabe pegar o resíduo pelo barulho, pela mão, quando caiu chão.

[8:03]Você pode pegar assim, já sabe. Você pega raiz então. Chutou o saco, já sabe o que tem. Já chutou, já sabe. Se tiver muito barulho, pode ser a latinha de alumínio. E tem que tomar cuidado quando chutar o saco, se não ter vidro, senão pode se machucar. Então é importante abrir o saco, se não se machucar, acho que é isso. E aí conta pra gente, Viz, como é que foi a virada de chave da carroça pra combosa?

8:24A virada de chave: da carroça para a Kombosa Seletiva

[8:24]é, a combosa foi avirada como eu catava resíduos na rua e aí puxando meu carrinho e aí eu pegava a jornal e aí eu venho num jornal, empresas e grandes negócios, porra, bagulho meu que não é empresa e grande negócio, o cara tá com caminhão com um monte de PET, um monte de PP, um monte de PEAD, um monte de papelão e é um grande, porra, eu tô com carrinho com um monte de PET, um monte de PEAD, de PP, de PVC, o meu né é um grande negócio, e aí eu falei, pô, então a ideia foi a virada essa de, e aí, como eu fazia evento na Avenida Paulista, tinha um rapaz que trabalhava de dia, ele era divulgado do Silvio Santos, o Juan, ele trabalhava de dia como advogado do Silvio Santos, como eu fazia os eventos na Paulista, naqueles eventos fechados, e aí ele vinha comigo trabalhar à noite, né, viu minha matéria lá na televisão, e aí ele gostou de trabalhar aqui nesses eventos, tinha muitas meninas, né, jovem o Juan, Rui, ele mora em Floripa hoje, e aí começou a catar comigo, e aí um condomínio, um restaurante que eu coletava resíduo, ligou, meu celular falou, a gente quer fazer, que você vem fazer coleta, eu posso, bom dia, boa tarde, tudo bem, sorriso, eu posso fazer uma visita técnica, visita técnica, tá lá no, grandes negócios de empresa, eu peguei a ideia de ir lá, fazer uma visita técnica, e aí fui fazer essa visita técnica no restaurante o que é o cliente nosso, até hoje que é o primeiro restaurante que a gente trabalha.

[9:54]Pode falar o nome pra gente? Pode, restaurante mestizo da Dona Ima, e a Combi começou lá, a Dona Ima falou, você pode coletar aqui, mas não pode vir de carrinho ou carroça. E aí ela falou uma palavra, aí vamos fazer um, como se diz aquela palavra técnica, que me dá um negócio e... é permuta, porque... Uma permuta? É, vamos fazer um rolo. um voo, uma permuta, coletei lá durante 20 anos, durante 1 ano, fui pagando a COMBE, fui aprender a fazer relatório, meu filho foi para a escola, tive oportunidade, me ensinado fazer a precicação, calcula e tal, e aí começou a combose, foi com uma COMBE, e aí tinha outro catador Fabiano que coletava comigo no carrinho na quinta de novembro, falei, Fabiano, teu negócio aqui que dá para ganhar dinheiro, né, e a gente me imagina o que é ganhar ganha dinheiro, ganha dinheiro, tem uma casa legal pra morar, turir, as pessoas vivem, tem uma boa alimentação. E falou, porra, quero entrar também, bispo. E hoje, aí começamos com uma combi, aí a combi começou, eu falei, Fabiano, eu tenho essa combi, essa combi foi em permuta, pra mim comprou outro carro, aí eu passei a combi pro Fabiano, dez vezes de cem, aquela época dez vezes de cem, foi crescendo, Fabiano, cresceu, aí pareceu mais visita técnica, bom dia, alô, boa tarde, faça a visita técnica contra mim, e tal. Aí eu falei, Fabiano, vamos comprar outro carro junto? Vamo, aí não sabia, entrava no banco, pagava três carros, aí pegava uma Combi, comprei um Maducato aí, fomos comprar um Maducato, aí depois comprei um Maducato, aí eu vendi o Fabiano, vendeu a Combi pro Adriano, que hoje tá com a Combi, aí a Ducato foi crescendo, aí comprei outro Maducato, vendi pro Fabiano 30 mil E aí eu comprei um outro aducado, aí foi crescendo mais, aí comprei um outro aducado, vendei-me agora uma 2014 pro Alex, aí foi mais 50 de 2000 pro Alex, foi crescendo devagarzinho, eu já comboro isso, atende 30 pontos na cidade, mas foi um puxando o outro, né, por isso que é importante tudo que eu aprender não guardar pra mim nem ter importante, é isso que eu falo que é dando oportunidade pra outros catadores e catadores autônomos, não não só ter uma figura representativa, mas também ensina o que você aprendeu e dá oportunidade para o outro.

[12:09]Eu vejo que nessa história você só veio agregando o pessoal. Isso é o legado, não é o legado, acho que é o legado de você multiplicar. O Brasil hoje fala muito de reciclagem, mas o que ninguém entende? É, ninguém entende, vamos dizer, hoje tem uma questão com o prássico, o prássico o vilão, mas o vilão, se hoje 90% da renda dos catadores sai do próximo, como é o vilão?

[12:35]Opa, quero entender isso daí, ou... É o vilão onde, né? É, onde é o vilão onde? O próximo, ele só, acho que onde ele é o vilão, quando ele é mausado, né? Então, imagina, estou com uma roupa que ela deve ter alguma resina de próximo. Sim. Se eu tivesse com uma roupa com resina de vidro, eu poderia me cortar, ou de madeira, ou de ferro, mas pesado, eu entro num carro, tem fixinho, então a gente tem que entender.

[12:59]O prasco de todas as suas cadeias, hoje, nós catadores e catadores conseguimos coletar e a média de 8 tipos de prasco, né, que é melhor a muita questão da renda, né, hoje sabemos que muitos resíduos aí, por questões de mudanças climáticas, aquecimento global, tensas, etc. Mas o prasco hoje, ele é o que contempla mais a renda, principalmente dos catadores e catadores autônicos, não é dente cooperativa, não, mas a gente tem que saber como usar ele, né, o problema é que existe uma narrativa aí que traz uma narrativa que o plástico é vilão, mas o conto não sabe usar, se você sabe usar ele não é vilão, se não nós catadores, catadores eu nem estaria aqui, não tem quantos milhões de catadores na rua com seu carrinho, com as suas combes e catando, se o plástico fosse vilão ele não estava na rua, ele estava dentro, estava francado eu acho, né.

[13:50]NUNCATA, né? Onde que o discurso bonito, essa coisa bonita que estão falando aí, não bate com a realidade do que está acontecendo na rua? É, que a realidade na rua é bem basta a gente falar, economia circular, bate com a realidade da rua não, 90% das catadoras e catadores da rua coletam o prático, só vendem, ganham pelo esse valor, não ganham logística reversa, não ganham apoio do governo, não ganham apoio de entidade, nada. Faz o trabalho, tira aquilo que você se recolhe aquilo que seria pago pelo governo para o caminhão de lixo levar, tira aquele negócio e não ganha nada por isso. E aí quando vai vender no intermediário também, eu não estou defendendo o ferro velho nem o intermediário.

[14:41]Acho que está todo mundo resido também, não tem partido e não tem cores. Então a gente TEM QUE TENDER que essa cadeia tem que ser mais justa, então a cadeia é uma pirâmide, então a gente tem que entender, vamos valorizar a pirâmide aqui embaixo, 90% das catadoras e catadores autônomos, desse 90%, 70% são mulheres, então vamos valorizar também, então a gente, quando a gente vai valorizando a cadeia no clipe pé da cadeia, a gente vai melhorando toda a cadeia, então a gente tem que valorizar embaixo para em cima também, já é valorizada, quem tá embaixo conseguir alcançar lá em cima, acho que falta isso, né? Aí que eu falo ECG tem que ser na veia, não só ECG no discurso. Não é no papel, né? Não é no papel, então tem que ser na veia. Aí eu te pergunto, o que que falta mais hoje assim, é estrutura, pagamento ou respeito ou os três? Eu acho que falta os três, mas o principal que é o carro chefe pra nós, catadoras e catadores, especialmente Acomboza conseguiu chegar e hoje foi a questão da contratação do trabalho. Se hoje paga uma empresa, ela tentou do custo operacional de logística, operação, leal, de especificação, também tem o custo do trabalho do catador. E aí o carrinho ele não é movido a dízio nem a gasolina, mas ele é movido com a força do trabalho. Então ele tem que ser contratado também. Então a gente tem que criar ou outras alternativas, vamos criar modelos de negócios, vamos criar modelos de pescação, catador que puxa com carrinho, ele pode fazer uma pescação nesse valor, catador já motorizado numa combi ou no carro elétrico, já tem outro modelo, então acho que é importante, falta os plays ainda, infelizmente o Brasil são 5 milhões de poucos municípios, acho que nem 10% ainda contratam o trabalho das catadoras e catadoras, muitas cooperativas já são CONTRATADA, mas aquele ainda que está ali, sol, chuva na ponta, levamos a catar os resíduos na cidade, ainda são muitos esquecidos, não é a palavra invisível, a gente não é invisível, é um discurso do invisível, mas não é invisível, a gente está ali então, a pergunta está vendo nós, então essa narrativa da gente que não é o catador é invisível, não, ele está catando, ele tem que ser reconhecido, ele não é invisível, entendeu, e o Acomboza tem um estabelecimento, tem um local onde vocês guardam os resíduos da comboza, tudo lá, eu não tive oportunidade de te visitar ainda, mas eu vou lá.

17:14Como funciona a cooperativa embaixo do viaduto

[17:14]A comboza está embaixo de um viaduto, que é uma cooperativa que eu fui primeiro secretário, depois fui presidente e eleito como presidente, é a cooperativa séria e ela trabalha no o trabalho no molheiro diferente das outras cooperativas que tem no Brasil, da Teresa, do Carioca, a Dan Katsuno, é uma cooperativa igual a Nova Glicera, só de catadores autônomos.

[17:37]Então, cada um tem um espaço lá, então Rui, ele tem a sua unidade de beneficiamento, ele vai lá, paga todos os custos operacionais, água, luz, contador, permissão do MTR para emissão do CDF, e aí no final do mês, aquele, são 40 famílias de catadores, catadores, aquele total no final do mês, é rateado entre as 40 famílias, então é um modelo de negócio diferente.

[18:03]Ali tá todo mundo documentado, certo? Todo mundo documentado, todo mundo, algum já saiu do carinho, tem gente já tem caminhãozinho, tem gente que já tem dois caminhãozinho, mas aí já, a maioria já tá trabalhando com a compensação de serviço incondomínio, então é um modelo diferente. associações da modelo, mas a gente pode criar outros modelos de negócio que inclua o trabalho das catadoras e dos catadores autônomos somente, então lá tudo isso, então tem espaço, então tem prensa, tem equipamento, mas e tudo cerrateado, hoje em custo lá de 40 famílias, 40 catadores catadoras embaixo de viaduto, hoje a gente tem um custo de 18 mil reais por mês, e aí você pega aquele 18 mil reais por mês e divide em 40 famílias, hoje uma renda de uma catadora e de um catador, nesse modelo de negócios da combota seletiva, outros modelos, porque cada um tem nome, tem a combota seletiva do nome, tem a firma roxa, que é outro nome, aí tem a família do Tandão, e aí aquele valor é tudo ratiado, e hoje a média de retirada de cada um acho que é uma retirada boa, a média de um até pre-salário mínimo, né?

[19:12]Pô, que bom. Uma renda boa, tá? E 90% é o plástico que tem na renda, então, galera, tá uma cuidada, você fica por exemplo, um catador chega ali num resíduo do McDonald's, ou num resíduo do Burger King, por exemplo, que é tudo papel, aquilo ali tá papel com óleo, tá ali, aquela recicla, aquele e lixo dele recicla? Aquele resíduo que está lá, eu pegava na Avenida Ipiranga, do lado de Marabaio, Atpalácio, cinema do São Paulo, e ali as embalagens, onde é aquela embalagem só de papelão? Ela está muito molhada, quando chega nesse modelo que a gente trabalhou hoje lá no Glicério, esse mais molhado, ele vai para o papelão 2, que paga 15 centavos, e quando é um papelão seco, Rui, ele consegue agregar, mas e aí, então, você consegue, se está com sujo de pizza, ele pode ir com sujo, mas não pode estar com a pizza, só que você não agrega, é igual quando é um exemplo da bandejinha de morango, os caras botam etiquete, eu vou na padaria comprar lá, para a padaria, eu vou parar de comprar pão lá, porque a padaria ter uma etiqueta. Aí eu levo ele pra casa, tenho um trabalho de etiqueta. Quando eu pego aquela embalagem que vem, o pão doce ou o presunto, alguma coisa, consigo comercializar ela. Mas quando tem que a embalagem, milhões de, eu tive um mês passado na Baixada Santita, tem toneladas de embalagem, tudo bagada por causa da etiqueta. E você sabe que a gente tem dois projetos de lei rodando aqui no estado de São Paulo, já tá tramitando tudo bem, que a gente tem a frente parlamentar da economia circular, e eu até gostaria de te convidar para participar da próxima reunião que nós vamos fazer. Nós faltamos um projeto de lei que coloca cores, o PET fica cristal, aí você coloca cores no PVC, no PS, no PP, coloca cores transparentes, mas coloca cores para a pessoa que vai fazer a seleção, conseguir selecionar e destinar para não ter a mistura do material. E um projeto de lei para que a etiqueta seja uma etiqueta que você cola e ela saia com facilidade.

[21:42]Ou pode ser... É, não, nós colocamos no projeto... É que a prensada ela deixa cor, né? Aí ela deixa a tinta ser pede dinheiro no PET. É, então aí se ela for uma etiqueta que você remove fácil, que existe, nós testamos um monte. e o preço é o mesmo pro cara que vai colocar, tá? Não muda nada. E é uma etiqueta que ela remove fácil, aí que vai acontecer. Isso aí vai chegar lá, se você catar uma mangueira e fizer assim a etiqueta pula.

[22:11]E aí é bom pra indústria e bom pra nova. É bom pra todo mundo. Vai diminuir a mão de óbvia, vai diminuir quando você tem as cores, o azul é... Vai diminuir a terra, né? Minuir a terra, isso que é mais importante, né? Então o prasco não é um vilão. Ele é uma alternativa a se mudar as cores, o jeito que ele é usado. TECIDO, PEGA, TECIDO, O que o cidadão acha que recicla, mas na prática vira um problemão lá na área?

[23:04]O tecido é um grande problema, né, para as cooperativas, principalmente na questão dos catadores e catadores autônomos. O isopor, que a gente sabe que 90% de água, como você vai ter uma quantidade de 100 quilos de isopor, é uma sala dessa cheia, nem sei. O isopor é uma grande dificuldade e algumas embalagens que é importante essa questão do próprio e você está fazendo as embalagens de prática já sai com cor e acho que a indústria quando ela for sentar os cara que fazem as embalagens, acho que ele tinha que sentar com a indústria, o cara que é o design, a indústria, os catadores que catam na base, a indústria tá porque aí só senta o cara lá o design e aí ele cria um monte de embalagem, mas não identifica nada, manda botar etiqueta, então acho que a pergunta pro design de todos aí do Brasil, e acho que o design pra construir uma embalagem, ele tem que estar num dia bem calmo, e aí eu vou dar uma dica pros cara do design, quando você for criar uma embalagem, toma um suco de maracujá, vai ficar bem calmo, chama a composa e chama o Rui pra gente construir gente de toda sociedade, senão não, vocês vão fazer um monte de embalagem que aí vai dar aquela questão que o plástico de novo é um vilão porque vocês não fizeram a base num sentado com os protagonistas da cadeia, né?

[24:35]Então, tomam-se, mas é que já primeiro, deporrem. Tomam chazinho? Sim, tomam chazinho, é isso, senão vai ficar tudo errado, um monte de embalagem. Você sabe, Bispo, quando a gente foi escrever esses projetos de lei, a primeira pessoa que eu perguntei se era bom ou ruim foi a dona Teresa e convidei a dona Teresa PLAP, porque eu falei, pô, tem que ter alguém que entende da parada, porque a gente não entende.

[24:56]A PET interesse, né? Eu sei aqui, ó, eu tô aqui, eu não sei, então comecei a visitar a cooperativa, comecei a entender, comecei a conversar com você por telefone, que é pra gente entender onde a gente estava pisando, né? E eu acho que a ideia realmente é essa mesmo, o cara aí tem que tomar uma maracujina e fazer o negócio certo. e quem vai transformar, não adianta eu só montar um negócio pra ter uma pateleira colorida, você vai no mercador, tem que tomar muito cuidado, muitas cores e as cores confundem, reciclamo, reciclamo, e o plástico, quando o cara vai comprar o plástico eu falo, mas descarte, não é descarte, plástico não é descarte, galera, plástico é reciclável, é resíduo, então, quando você vai comprar uma embalagem de plástico, não pode pensar que ele é o descarte, descarte pode ir para qualquer lugar, ele vai voltar para a matéria. Então quando os caras trocaram os copos de papéis nessas grandes redes de fast food, eu não vou ficar falando o nome, eles ficaram bravos comigo, quando eles trocaram os copos de plástico para copo de papel, trocaram as tampas para papel também, isso aí na verdade prejudicou o catador. Exato, que diminuindo.

[26:10]Rui, a questão do resíduo. É, mas você é favoritado do plástico, galera, a gente tem que... É resíduo é grana, né? É grana, é grana. Isso gera, então, se você colocar uma coisa, você tem que botar outra coisa aqui, você tira um papel que vende por 15 centavos, você tira um plástico que vende por 50 centavos, dá um exemplo aqui, bem básico, o caçador que tá na rua, que tá no resíduo agora com o seu carrinho ali, qualquer plástico ele vai catar, o mistão ele vai vender um real, aí você tira aquele plástico de lá, e bota do papel, que ele vai, ó, de 1 real, vai cair pra quem sentar, pô, você tá apoiando o trabalho das catadoras, catadoras, não, você não tá apoiando, você tá apoiando alguma marca, alguma coisa, mas o trabalho de quem tá no sol e chuva você não tá apoiando.

[26:53]E você catou, tá na economia circular, certo? É verdade. Gerou, ele vai virar alguma outra coisa, né, porque catar por catar ninguém vai catar, né? Exato. É isso, senão catar, porque gera, por que o maior, ele dá uma oportunidade, né? o que está vendo aí, um monte de gente falar, um monte de projeto de lei acontecer, um monte de coisa contrária ao material plástico que você está vendo também, você acha, você já respondeu várias vezes, mas eu vou fazer essa pergunta um pouco mais apontada para esse problema, você acha que isso ajuda ou prejudica na base? Que essas pessoas estão pautando isso? Elas conhecem esse trabalho de vocês?

[27:35]E aí, quando a gente traz essa outra narrativa diferente, quando eu furo em algumas bolhas aí, aí fala mais, mas você inventa ali, ele fala, beleza, você já foi no lixão, catar uma embalagem de plástico toda contaminada, você já foi no lixão, você sabe que é, então você tem, o grande problema é muita teoria, a gente tem que mudar, muita teoria, vamos fazer, eu acho que a teoria é importante, a plástica é importante, mas a gente tem está junto, então, os dois têm que caminhar junto, senão um fica puxando para um lado e para o outro, e quem acorda, rebenta para quem a gente vê aí, quer dizer, um das guerras e tal, hoje, Prasco, PET, a 250 quilo, o PET chegou a 6 reais o quilo, por que?

[28:20]Porque o valor da latinha é 12 reais, e por que o Prasco não tem um valor de 12 reais também? Tem que subir, tem que subir, tem alguma, tem alguma narrativa errada aí, que é o mesmo resíduo que está jogado na rua, que eu catei, o quilo do plástico, ele chegou a valer 5, 6 reais prensado, né, prensado, né, na pandemia, nossa, pandemia, pandemia nem todo mundo queria plástico, né, todo mundo queria plástico, a pandemia para nós foi superdifício perderam vários amigos e tal, mas a pandemia foi o melhor, o valor do plástico, né, chegamos como vender PEAD e PPE é 8 reais o quilo, é 8 reais na paneria, por isso que eu falo, qual o valor da latinha, porque a latinha também não tem o mesmo valor do prástico, que é o mesmo resíduo que está na rua, se não for descartar... O valor do alumínio, se eu não me engano, é 30 reais o quilo.

29:19Reciclando multi-plástico com o produto Terpol

[29:19]É, teria uma alternativa a gente criar um multiprástico ou não? Um plástico todo misturado. PEAD, PP, PS, para nós catadores que catamos ali o dia a dia, é um plástico, multi-plástico, não sei, já existe alguma tecnologia? Tem um produto, o bispo, que chama Terpol, que é de um amigo nosso, que é o Sidnei, você pega, por exemplo, PET, PP, PS, PEAD, pega todos os materiais, só não dá para misturar o PVC, você pega, moi todo mundo, coloca um pouco de aditivo, uns 10% de aditivo e você vai colocar 50% de matéria misturado, 40% de PP e 10% de Terpol, você tira o plástico do outro lado, então você vai fazer mourão, dá pra fazer mourão, você vai fazer aquelas ripas pra fazer banco, pra fazer, até mesmo dá pra levantar estruturas com aquilo, dá pra misturar assim, que é o rejeito da cooperativa, que eu peguei lá da dona Teresa, onde você visitar ela lá, eu fiz um pergolado pra ela, e fiz dois bancos com o rejeito dela. E eu vou te mostrar aqui embaixo, eu tenho o banco aqui, eu vou te mostrar, nós fizemos misturando o termoformadoras, então existe solução, só que assim, as coisas delas demoram um pouco, a gente do plástico tá sendo muito atacado lá na Câmara Federal e tá tomando pancada com força mesmo, toda hora o pessoal tá lá da Abiplast, da Abiqin, defendendo TAM PERDENDO COISA, QUE TÁ PERDENDO TEMPO NO MEU PONTO DE VISTA, ENVEI DE TÁ DEZINVOLVENDO COISAS, TAM PERDENDO TEMPO COM NERVOJADO.

[31:28]Mas a gente depende do plástico também, depende do trabalho das catadoras e dos catadores. Todo mundo depende, mas tem ONGs lá que estão legislando, que estão batendo na gente e tem deputado que não entende absolutamente nada e tá pautando o projeto de lei, deputado, senador, então a gente tá aqui do outro lado construindo, que nem eu tô fazendo e agora aqui uma prensa que você pega lá a PP e PE e moe ele e joga de balde dentro e prensa vira uma chapa, aquela chapa ali você faz o que você quiser, você faz banco, você faz mesa e fica um negócio bem bacana, então a gente está partindo para um caminho que eu tenho instituto, o Instituto Soul do Plástico, ele entrou para trabalhar em escola, pra vir falar com a educação, ensinar a molecada o que é economia circular, por que tem que acontecer, o com benéfico isso é pra pessoa ir para o meio ambiente, então pra isso que a gente veio com a pegada do instituto, só que o instituto, a gente tá vendo que ele vai tomar outras frentes, é que a gente precisa de apoiador, é muito difícil o empresário apoiar, é difícil, é difícil pra caramba.

[32:38]acomboda, a gente desproverta na lei incentiva e reciclagem, e aí os caras só imagina que só pode ser cooperativa ou ongue, acomboda, que trabalha catadores-catadores autônicos e não consegue captar, mas o cara que tem uma ongue vai lá e capita, né? Graças a Deus, a gente tem hoje 20 apoiadores que estão nos apoiando e a gente está doando equipamentos para escolas, para fazer economia circular em escola e educar a molecada.

[33:05]Então, só que eu tô vendo a hora que a gente começa a tomar um corpo maior, nós vamos entrar em cooperativa, nós vamos entrar em catador, que é pra valorizar o teu produto lá na base já. Então, por exemplo, se eu consigo colocar uma prensa dessa lá pra você, e você começa a prensar e fazer chapo, fazer mesa, pô, é um artesanato, é um negócio, e fica bonito.

[33:27]E a matéria é prima, direto. é matéria prima direto, em vez de vender a 2 reais, a chapa vai vender a 10, 15 quilo, é muito mais negócio, né? É, já é oportunidade, uma dúvida que mandaram me perguntar pra você, Rui, vou perguntar, hoje vou dar um exemplo de um carro chinês, hoje o carro chinês é o mais básico de outras marcas que tá lançando no mercado, ele custa 70 mil reais, vou dar um exemplo de um básico lá, ou qualquer carro brasileiro da Ford, da Volkswagen, uma grande parte dele, uma A grande parte a gente sabe que é o plástico, do forramento até os para-choques que pode ser pepetal com outro tipo. E aí se a gente for ver a questão da cadeia, né, se a gente pegar cadeia, a PET na rua, a cadeia PET, vou lá e vendo ela, vou dar exemplo de catadora autônomo, né, que é, consegue vender a um real. E aí a indústria vai lá e comprou ou APET e vai botar no carro. E por que, né, se teve a diferença de valor, custam 70 reais no carro, tudo bem, tem mão de obra, tem toda estrutura, equipamento, tecnologia, tal.

[34:35]Pô, mas eu pego a PET, que é o principal, a matéria prima da cadeia, o carro deve ser uma grande parte dos carros e vindo por um real, né. Então, essa cadeia tá meio injusta aí, né. É, e você sabe que os carros, agora, eles têm que fazer logística reversa e já tem projetos de lei que eles vão ter que fazer logística reversa, 30% dos carros que estão na rua, então já o carro já não vai mais ser descartado assim, a montadora tem que fazer logística reversa, usar material reciclado, dos automóveis que estão na rua, isso é muito bom, porque vai valorizar o trabalho de vocês também, porque peças e partes de carro vão ter que ser utilizadas, isso é um podcast de gente.

[35:21]eu to só falando do carro que é 70 mil reais, mas tem carro de um milhão, que uma grande plássica e plássica de um milhão que vale um real, um milhão que cadê injusto, um milhão que vale um real. Na verdade são as pontas, vocês são a primeira, aí vem o atravessador, aí vem o atravessador, aí vem o cara que ganha o crédito de reciclagem e vai indo. e o que a gente fala muito, a gente briga muito é a questão tributária, né? A questão tributária eu sou um dos caras que defendo zero imposto pra quem quer, pra catador, pra cooperativa, porque já foi taxado, já foi taxado, então eu não consigo, não entra na minha cabeça, vocês ir pra rua catar, fazer o trabalho da prefeitura e ainda pagar o imposto, eu quase que soltei um palavrão aqui, e pagar o imposto, as vezes é inaceitável. Essa política pública municipal, federal, estadual, ela tem que ser reconstruída de novo. É o dura que ela tem que vir de cima, do federal. Aí você põe um projeto de lei lá que você quer que isso aqui recicla, ele vai vir com um elefante grudado aqui em cima, pendurado na bolacha. É muito difícil. A questão é como eu falo, o resíduo não Não tem partido, a gente tem que ver a questão da economia circular, dos custos, é, tudo isso, mas infelizmente...

[36:46]E nessa relação da cadeia toda aí, Bispo, os catadores, você acha que são bem pagos? O catador e a catadora hoje que consegue montar o modelo da combota, por isso que eu falo importante se você montar até no básico, um meio, tá pagando imposto, eu também acho que o catador até pra mim não poderia pagar imposto que ele já tá pagando, né, então, teria que tirar, acho que o catador, quando ele é contratado pelo poder público, ele tem uma enumeração, mas ele tem que ser contratado também, hoje em São Paulo tem uma lei, que é 14.973, que diz quem produz acima de 100 quilos diário, tem que contratar uma empresa.

[37:24]Aí você entra lá no SP Regulo, a antiga, a Libre tem, sente, uma empresa, acho que só tem uma cooperativa hoje, que é do Roger lá da Uigrim, mas uma grande parte, que o catador também, que cria o seu modelo de negócio, não pode também, então acho que o catador, pelo resíduo, ele não é bem pago, porque a gente sabe que o resíduo não paga conta, não paga custo operacional, não paga logística nada, o catador, quando ele entendeu o que é, entendeu a importante papel dele na cadeia, ele entender que seu governo, as entidades que diz que apoia as catadores-catadores, em geral, autônomo e cooperativa de situação, tem que fazer formações de como se faz uma aplicação, o catador, a gente vai aprendendo como se faz uma aplicação, como do logístico, aí o catador, quando consegue entender todo esse processo que uma combosa chegou, né, então...

[38:19]Mas aí ele tem que estar num modelo de negócio, ele já não é um catador, ele já não é um cara autônomo, sozinho, ele entra dentro do modelo rodando, né? COMPRATIVA. Como a combosa hoje é a gente fala que tem o núcleo duro e que são 12 catadores e catadoras e tem que mesmo que e vem junto com a cooperativa então a 60 toneladas da combosa que é coletada nos 30 pontos de coleta da cidade, evento, condomínio e escola vende com a cooperativa então consegue agregar mais valores então é isso então acho que tem que entender.

[38:54]mas, pra mim, o catador, primeiro passo dele, infelizmente, nem infelizmente, que bom isso, né, ele tem que ter um MEI, porque qualquer lugar que você vai, tem que ter a nota física aí, eu acho que o governo federal lá em cima tinha que pensar que o catador, que a partir do momento que ele tem o MEI, ele emite uma nota fiscal, ele poderia ganhar pela logística reversa, hoje não ganha, só ganha quem tem a nota de serviço, pô, mas eu tô fazendo um serviço, ou de venda, né, mas não ganho, é muito louco, é muito louco, é muito louco, e não ganha, ele tá fazendo o serviço e não ganha, né? Então quem ganha mais na verdade na cadeia não é quem coleta, quem comercializa, né?

[39:34]Quem comercializa é isso, é. E hoje, por exemplo, vai ter a festa de Nossa Senhora da Queiropita. Exato. A Nossa Senhora da Queiropita pode lá e contratar a COMPOSA, pode contratar com bosa, pode contratar os catardeiros autônomos, né, por isso que tem que ter um mês, né, porque eles pede a tal da nota fiscal, e aí, né, é meio hoje no caso da com bosa, a gente consegue, o nosso grande desafio também é ter um espaço nosso, que a gente possa ter a documentação, que é o tal do AVCB, e aí com AVCB de bombeira, a gente vai conseguir ter uma nota fiscal de serviço, e aí, a nossa da renda de um atlês salarminho, a gente vai começar também a recebê-los de caveiros, mas tem que estar, infelizmente como você falou, vem lá de cima, lá de cima tem que ter umas leis mais que, o papel importante da cadeia, 90%, e as leis mais pesadas é pra nós, e aí, né, então acho que tem que mudar essa narrativa aí, acho que...

[40:32]A pirâmide tá meio de pontacabeça, né? Pontacabeça, a pirâmide tá de pontacabeça, tem que mudar essa pirâmide, né? Porque todo mundo fala que eu apoio os catadores, os catadores no Brasil, é não sei o quê, mas na prática é só uma teoria e quem tá na prática me tem na mão, na massa ali, ainda infelizmente avançou bastante, mas precisa avançar mais. E o que que isso foca mais assim pra vocês? É o imposto, é o atravessador, ou é a da base do sistema, os três juntos, cada um tem um papel importante, ou quatro, que algumas organizações que fazem um discurso, pegam milhões e milhões, e aí pega cem mil e quer passar pro catador dez mil.

[41:24]Dá pra falar em economia circular, sem pagar a base, que é essa a base que a gente tá não dá pra falar, não dá pra falar, você não me assegura. Ela começa ali, né? Imagina, eu não vou ver isso, eu já tô com 7.0 aí, mas já deixando... Tá novão, aí está o interaço. Pegado pros filhos e pros netos, eu acho que... Quantos anos tem o filho? Um já tem 29, um tem 30 e tem o neto já com 15. Caramba! E acho que um dia que nós, catadores, isso eu não vou ver mais, eu acho que um dia vai acontecer.

[41:58]não pode ser aqui, aqui, na Terra, mas já estamos descobrindo que tem um planeta B lá, já estão indo com nós, vai ter catador, catando resíduos lá no outro canto, eu acho que um dia que a gente parasse, a pirâmide quebrava, parava, imagina um dia que nós, catadores e catadoras, parassem em geral, autônomo, cooperativa e tal, a pirâmide, ela ia dar uma chacolhada, aí tinha que, aí a pirâmide, acho que ela ia sair, daquela pirâmide afundando toda a torta, eu acho que ela ia virar uma pirâmide na reta, porque não ia ter resíduo, né, exemplo da pandemia, que eu te falei, né, então, pandemia, resíduo, faltou, né, você catava a papelão, catador não parou na pandemia?

[42:44]Não, não, não, vamos com a massa, a gente teve um bom apoio do colégio Hemos, que é o colégio americano, que a gente começou na construção dele até o final dele, orientamos dos eles que uma grande parte da estrutura tinha que ter resina de plástico, não foi ruim, foi bom para o colégio, que diminui o custo operacional da obra, e foi o colégio que mais apoia nós, nós conseguimos trabalhar até o último dia, que nós não tinha máscara, eles que usaram máscara para nós, as mães dos alunos fizeram máscara, fizeram álcool e tantas, mas tinha caixa de papelão que era de papel branco, não tinha matéria da prima, mas o prasco continua sendo o prasco, não precisa, aí eu vou entrar num outro tema com você porque eu participo de algumas reuniões às vezes e eu vejo lá algumas ongs sentadas à mesa pautando o projeto de lei, eles dizem que eles só defendem, que eles não pautam, quem pauta obviamente é o político, mas quem escreve são eles e a gente vê lá defender e nos catadores a ANCAT. Então a ANCAT, ela te representa hoje?

43:55Crítica à ANCAT e à representação dos catadores autônomos

[43:55]Hoje a ANCAT, só pode dizer, a ANCAT, eu fiz parte da construção com a minha companhia da Val, a Val direndo que hoje é uma representante da Comboa da Seletiva, foi a primeira presidente da ANCAT quando estava começando o BACAT. Quantos anos tem a ANCAT? Quantos anos faz isso? A Val foi a ANCAT em 20 anos eu acho. Foi bem no começo, foi ainda na época, VEIO, PATRULUS ANANÍAS, FOMISER, BEM LATRAIS, e a ANCATI, o papel dela, eu acho que precisa melhorar mais. Hoje a ANCATI faz muito discurso de cooperativa, associações, mas não plaza essa pauta na questão dos catadores autômicos, porque a gente está discutindo como se faz uma publicicação, como se faz, como se opera uma logística operação. Ela ainda vem muito com a questão de ainda, e tem que entender que o catador, ele já, ele é um profissional, ele já tem que trazer outras pautas, eu sei que o papel dela é importante, mas ainda deixa a desejar.

[44:58]Eu acho que a Ancate, qualquer coisa que tiver nas mesmas que ela sentar com cooperativa, governo, ela tem que chamar os catadores do catador do autônomo. Mas a Ancate, ela defende que seja extinguído o plástico, já via ele defender isso. mas se o prásculo é 90% dos catadores autônomos, então elas é contra a nossa, que narrativa é essa, então acho que não pode, como ela é contra o prásculo, 90% das cooperativas, dos catadores autônomos dependem do prásculo.

[45:27]Se hoje muita catadora conseguiu sair da desigualdade, a questão da miséria, foi através do trabalho, da sua força de trabalho, e isso que é o mais importante isso aqui. eu a lembrava que algumas ONGs quando ia lá me avisar puxando o carrinho, participei várias vezes do Globo Repórter, alguma coisa, os caras só queria tirar foto da minha mão, né? É a minha força da minha mão, então valorize essa força aqui dos catadores que é mão, o punho, pra catar resíduo, abrir a tampinha, prensar, cria, eu acho que a cat ainda e ela deixa a dejejar, então ela tem que trazer um trabalho mais, trazer mais catadoras, catadoras autônomos famosas de discussão, não adianta chamar o tal que diz que representa a categoria, mas realmente está representando os catadores, eu não estou dizendo aqui que a combosa representa as, a questão das, a combosa representa a combosa, é a combosa, então estou representando a minha categoria, que trabalha com a combosa, que são catadores ou catadoras, mas eu acho que nessa discussão da mesa dancate do governo, eu bato módulos assim, bom sentido, vou de mão, cumpulho forte também em cima dele, mas fazendo questionamento, e aí eu sei que eu sou conhecido como ovelha negra, né, é o briguento, não chama esse cara, esse cara questiona e tal, mas eu não tô questionando que eu não recebi dinheiro, não tô questionando da categoria, da classe. Da categoria, eu acho, então é clássico. Porque como vocês fundaram Comboza, Comboza tinha um porquê ela ser fundada. A Comboza não, Ancate, quando vocês fundaram ela, ela tinha um porquê que ela foi fundada e o intuito de que? É, para variar com os catadores e catadores, dependendo de cooperativa, autônomo, sustentabilidade. Então eu acho que Ancate, ela precisa, em todas as mesas de discussão, chamar os catadores e catadores autônomos, né? Eu acho que essa discussão tem que sentar na mesa e abrir a esteira.

[47:28]o que é? O que vem para a cooperativa, o que vem para catadores autônomo, o que vem para algumas zongas que diz que apoia os catadores e tal, né? Então... Você vê que legal, veio aqui um amigo nosso aqui, um catador, lá do Capom Redondo, da comunidade do Capom dos Catadores. Eu sei quem é. Gente boa pra caramba, nós fizemos um podcast aqui, ele tem a mesma opinião que você. Só que sabe o que eles fazem lá? Eles fazem um saral da reciclagem. Exato. No último dia do mês, eles pegam são os catadores e catadoras e dão treinamento para os caras mostrando como que deve fazer a qualificação do material. Eu achei sensacional. Eu vou participar do sarau desse coisa.

[48:09]É legal, então acho que a NKT tem que fazer isso mais... Ela tinha que fortalecer o projeto desse, por exemplo. Fortalecer toda a cadeia, justamente a cadeia, no sentido da cadeia dos catadores, não só a cooperativa, a associação. Fortalecer também a base ali. Porque antes de ter cooperativa, ASSOCIAÇÃO, ANCATI, já tinha nós catando, né, tem catador, que hoje aí tá na ANCATI, mas era de rua, e ele não pode perder a origem dele de rua, né, acaba, tem que tomar cuidado, se não começa a perder essa origem de rua, dizer que o prático é vilão, mas o prático 90% vai pra hoje a renda das cooperativas dos catadores autônomo, então é uma narrativa aí que a gente tem que botar na mesa, assentar todo mundo e ir no olho e no olho, né, então, ANCATIA, esses caras que tem um fazer no leio lá, tinha que chamar vocês, né?

[49:00]É, chamar também, tem ANCATIA, tem a FEPACORI, tem a UNICATADORI, tem tudo, então tem que sentar, não é só os mesmos grupos, sentar todo mundo na mesa, é tal. Todo mundo se conhece, né? É, a base da cadeia tá em cima da cadeia, né? É isso aí. O mercado é desse tamanho, ao mesmo tempo é desse tamanho. É desse tamanho, é um mercado grande, mas é uma bolha fechada, né?

[49:20]Então pelo que você me fala, o avanço institucional que tá acontecendo, que tem muito blá blá blá, não tá chegando no bolso de ninguém, né? É, chega em pô, a base mesmo não tá chegando, que as catadores e catadores de autômetro. Aí vai um pra um pro outro, né? Eu vi um post seu e eu fiquei, eu queria te perguntar, eu vi você com um caminhãozinho elétrico.

[49:44]Isso. Da Ambi Parque. Eles ganharam um caminhão da Ambi Parque. É, nós ganhamos um tuk tuk elétrico da Ambi Parque. que legal. AmbiPAR trabalha bastante. AmbiPAR ganhamos dois, por isso que eu faço o fortalecimento da Cateca. Ganhamos dois e repassei outro ponto de cooperativa. Que legal. A ideia é compartilhar. Eu queria AmbiPAR no instituto também, vou convidar ele. Acho que é isso. Acho que tudo que eu aprendo, acho que é o legado.

[50:09]você ganhou dois e aí você passou um... Passou um próprio cooperativa, é o legado, tudo, e aí os caras falam, porra, bicho, você era um cara para estar rico, ganhar dinheiro, eu não quero ficar rico, ganhar dinheiro, eu quero que tenha uma vida legal, quero ter uma casa boa para morar, meus filhos estudando, os meus amigos também, né, então... Todo mundo, tem que valer...

[50:29]É, eu não quero só ter o conhecimento para mim, eu quero... E os caras estão me chamando já em algumas discussões, eu sou o misterêmio da reciclagem, que eu conto todo o segredo, tamo chamando, vamo falar, mistereme, pô, não adianta né, tem que ensinar, que o mistereme ensinava o segredo, mas eu to ensinando que... O mistereme ia lá fazer a mágica, é assim...

[50:50]É, esses caras me chamando já de mistereme, eu tenho que compartilhar, né, o legado, eu vou mor... Eu to aqui hoje com você aqui nesse podcast, conhecendo o espaço, tal, e eu não sei o dia de amanhã, né, então, como eu falo um dia após o outro, então, pra me chegando de passeio também, eu tive várias dificuldades, mas que sempre me fortaleceu, foi minha família, então, eu sou muito grato, minha família e meus amigos, então, eu cheguei aqui porque um cara lá atrás, um português, ele me deu a mão, você quer sair dessa situação, e eu subi na mão dele e firme, consegui chegar, mas oportunidade, você não pode aproveitar, é humildade.

[51:30]mas existem pessoas ainda que ajuda pra caramba né tem muitas pessoas boas tem muitas infelizmente a sociedade ainda é pautada nesse discurso nessa narrativa a gente tem que criar outros é outras narrativas outras contas né que todo mundo ruim que o catador é um dependente químico você teve um processo morei na rua fui dependente do álcool então mas tem um processo o problema que Rui, vai passando ano e a... Não é geral, né? Não é geral. É, não. E vai passando... É o mesmo discurso, né? A galera tá ali no mesmo discurso. Pô, milhões que vêm, mas... Pô, ele não muda, né, mano? Imagina se dá um milhão na mão da Composta. Eu vou conseguir organizar mais 300 catadores na cidade, tudo motorizado com um veículo, mas... Mas vamos caminhando, né? Vamos caminhando. Então, é, por tudo que a gente falou aqui, assim, a sua opinião, pa, que martela. O sistema fortalece, ou ele pulveriza a base, ele afasta a base.

[52:31]É, ele acaba pulverizando a base, né, porque aí todo mundo vai criar a sua, quer ser o Salvador da Párcio, né, todo mundo vai querer, quer ser a Salvador... E aí isso é ruim, né, fraquecer a base, quer ir, um cria, ah, mas essa aqui é não sei, ah, é a federação, é não sei o que, é o movimento, tal, tal, e aí o sistema, ele aproveita esse espaço para começar a ratar lá, né, o time então, então o sistema enfraquece. Polística, a gente tem que estar todos de mão dada e respeitando, né.

[53:01]Cada um tem a sua diferença, né, Rui. Então você tem o seu jeito de pensar e eu tenho, com o outro tem, mas a gente tem que respeitar. Tem que trocar, né, trocar. E no olho e no olho, não adianta falar mal do outro pro outro. Vai lá e fala, meu, isso, isso, eu acho que esse material não é legal. Como eu posso... Ô Rui, eu toco esse plástico aqui. Como eu posso melhorar, pra melhorar na ponta lá da cadeia, não falar que o plástico é Rui, que está prejudicando então. Então a ideia de código de corpo ser foi boa, né?

[53:28]Boa, boa. Até de que é também, né? É, exato, então. Então eu não fizemos erradas. Então está na mesa, né? Acho que tem que sentar na mesa é a biosteira, né? É, isso aí, hein? Então o Brasil, no seu ponto de vista, assim, ele está construindo uma maneira melhor de reciclagem, ela real ou ainda está só na narrativa? Você acha que melhorou alguma coisa lá do passado pra cá? É, eu acho que o reside deu uma melhorada, Mas o Brasil ainda a gente continua na idade da pedra do resíduo, por essas diferenças de questão de que um é um, um é bom e outro é ruim, então deu uma melhorada, mas melhorou para as grandes marcas, nem para a indústria, porque a indústria também, mas as grandes marcas, então hoje eu só venho falar de startup, carinhas, rino para a gente no o mercado, carinhas, olhando pra gente, quem tá escutando a carinha deve saber que eu tô falando das carinhas que tem nas embalagens dos mercados.

[54:30]Sim, sim. E aí, então, vamos fazer essas carinhas, não ri pra gente também, só ri pra eles, vamos ri pra nós também, carinhas, vamos fortalecer a cadeia. E o que você achou aí quando teve essa abertura de importação de resíduo? eu acho que não foi bom, né, porque parece que no nosso caso está ali na ponta, derrubou o valor de, né, quem está na ponta, a galera que está escutando tem que entender, tem a ponta, tá, a gente está na ponta, não, a ponta que acaba passando essas necessidades, então e aí para você não ter essa questão na ponta sentir isso, por isso que é importante a contratação pelos serviços prestados que estão falando hoje de PPA, acho que que é isso, pagamento pelo serviço, mas de finalizar na cadeia, se a gente pegar uma cadeia de 10 andares ou 12 andares, vamos dar um exemplo, o catador faz quase 12 tipos de serviço, eu que ganha menos, então a gente tem que ter...

[55:31]Você acha que tem que mudar urgente, pauta urgente hoje? É, contratação pelos trabalhos e eu queria até dar umas pras grandes marcas aí, vou ouvas um exemplo em qualquer produto na sua marca que for comercializado de qualquer marca aí, das grandes aí, pode falar o nome, pode, vamos dar um exemplo da Coca-Cola junto com aí o reciclo, da Polen, da Bielata, de todas as marcas aí, todo produto que fosse comercializado vendido na embalagem tinha que ter uma porcentagem para os catadores e catadores, uma porcentagem MINIMA, que que é? Tipo um dinheiro de volta, um cashback. Isso, não cashback das máquinas, mas sim. É não, um do catador. E vai para o catador, principalmente para os autômetros. O dinheiro já está lá incluído naquela embalagem, se você devolveu ela, você tem um dinheirinho para pegar dela. Esse crédito iria para o catador, mas aí tem que ir na ponta, senão vai continuar das mesmas grandes marcas, e daí teria que ter uma logística, mais ou menos, de onde levar aquilo para aquilo, tinha que ter uns locais corretos de levar na e aí você pulava a ponta do terceirizador, do atravessador, você conseguiu pular essa ponte, é isso que você fala.

[56:49]É isso, aí você já tem um valor embutido lá, que esse valor poderia ser para a Comunição de Associações, mas a grande dificuldade é os catadores autônomos, então o governo federal, fundações do governo federal, Banco do Brasil, MMA, Ministério, tem que e olhar, com olhar mais a questão das catadores e catadores autômetros, que são o protagonista da cadeia produtiva e é os que hoje tem menos condições de trabalho, muitos ainda estão na situação sem poder vender na janta para comer o almoço, vulnerabilidade total, e vai catar em bala, acho que está ali jogada, então acho que o governo, qualquer governo, pra mim não importa isso, não tem partido, qualquer governo tem que entrar, que for Governo de A ou de B, ele tem que focar na questão da cooperativa, que já tem um apoio.

[57:41]Aqui tem que entender que isso aqui não é política, não é, isso aqui não é bom. É embalagem, embalagem. Só que vai levar sustento para as pessoas, né, então no teu ponto de vista o Brasil ainda não está querendo resolver nada, só está querendo parecer sustentável, né. É, ainda tem um discurso, ainda, dessa narrativa do que eu estou me ajudando, mas na aponta que é a pirâmide lá, a pirâmide e aí. Eu não entendo, Bispo, eu falando com você, falando com um monte de gente de cooperativa, falando com a dona Teresa, que ela fala a mesma coisa que você, do volume de plástico que tem, que vive do plástico, os caras pautando leila em cima pra acabar com o plástico, eu não entendo o negócio desse cara, não da, você falando isso pra mim aqui, ainda reforça mais a vontade de defender o negócio desse, né?

[58:34]Exato, é, porque o prásculo, ele é um vilão que ele não é, ele não é saber no seu usado, né? Então, a gente tem que saber, é, o prásculo, ele não é descartável, ele é um resíduo reciclava, então, até o discurso de alguns aí, é, o prásculo é descartável, ele não é descartável, ele é um resíduo reciclável, galera, não é essa narrativa. O plástico vai virar alguma coisa, vai virar o forro do carro importado, vai virar a janela da minha casa, vai virar o negócio, vai virar alguma coisa, então a palavra descartável tem que sair, eu acho, tem que ser reescreável.

[59:12]Eu vou te fazer uma pergunta de milhão, essa pergunta. Essa é de milhão. Imagina que as companhias aéreas, elas usavam copinhos de plástico. Exato. era normalmente o pés cristal que eles usavam, e agora eles usam um copinho de papel na tua mão. Qual que é melhor? Qual que é mais sustentável? Pra mim, a questão de valor, o papel é 25 centavos. O papel com plástico por dentro tem o mesmo preço. Aquele papel plastificado, que é COPO, é tudo 25 centavos? 15 a 20. Conta em cooperativa é a situação, o modelo da composta que em baixo em baixo, o catador na rua vai tudo pro aterro, né, pro aterro aquilo vai aterro direto, tá, mas não é todo, eu viajo bastante de avião, mas ainda continua do plástico ainda, mas...

[1:00:08]Eles tiraram agora, acabaram de tirar e colocaram, eles estão colocando o papel, por isso que eu falo, as equipe de marketing também tinha conversado com vocês, né? E aí eu não pergunto, você quer ver diminuir? Por isso que a renda diminui então, por causa disso. Agora a gente está vendo a mudança sem sentar na mesa ser ver a dificuldade. Catador que ganhava 1.000, 2.000 por mês, está ganhando 1.000.

1:00:32O impacto de trocar copo plástico por papel na renda do catador

[1:00:32]Em vez de pagar 1 real, vai pagar 10, 15 centavos, aí que derruba, despenca, e despenca também quando a minha circular, porque o cara não vai querer catar, né? Não vai, não vai, não vai, não vai. que o papel tem umas baixas. Eu lembro do prástico que eu coletava nos eventos, a gente fazia muito evento de Carnaval, fazendo muito aí, ninguém pegava o prástico isso 10 anos atrás, agora lá tinha Januá, já nos eventos você vê a galera sem condições nenhuma de trabalho, com o EPI, com o equipamento catando o prástico, vai vender um real, vai vender um mistão real, o grande problema não tem que sentar na mesa, as pessoas fazem a lei, mas não sentam, não descunte quem está na base.

[1:01:14]É por isso que a sustentabilidade tinha que ser um compromisso baseado em negócio, não um negócio com compromisso, é o contrário. É o contrário. Ou não um negócio como assistencialismo, porque também tem muito a questão do assistencialismo. Eu estou dando o resíduo e eu estou pagando na conta. Tá pagando nada, o resíduo não paga conta. é porque é legal trocar com você assim, porque você viveu e vive isso aí no dia a dia, e tem um monte de gente falando, um monte de coisa, metendo um pau em tudo aí, que nunca nem visitou, nunca conversou com um catador, nunca foi numa cooperativa, né?

[1:01:52]É, até essa questão de não sentar, imagina, hoje, com essas questões das mudanças desses caras que estão discutindo, imagina, hoje mesmo um modelo de negócio pequeno na cambosa, hoje são 12 famílias, que dependem, imagina se a cambosa não conseguia andar, SIGIAN, dá? Como as duas famílias, a gente vai conseguir sobreviver. Minha família do Fabiano, do Alex, da Fabiana, do Loran, do Davi, de tantos, imagina, né? Galera, eu vou aí conhecer vocês, hein? Eu vou aí, eu quero conhecer a combosa. Velha, velha. Então, na verdade, Bispo, na tua opinião, o problema não é humano, o problema é técnico. Tem que levar técnica para os fazer a triagem melhor, entender o produto, o que pega, o que não pega, o que vale, o que não vale, né? Tudo, na verdade, o reciclagem tem que pegar tudo, mas ele tem que entender o valor daquilo para não ser engabelado lá na pedra, né?

[1:02:50]É, o problema é que essas grandes, as grandes, as grandes indústrias, a questão da defesa das catadores, exemplo da Unicata, Unicatadores, Fepacore, Conatlec, tem que trazer esse câncimento, não adianta ficar guardado ali dentro de uma caixa, como do avião, caixa preta. Clássica de câncimento é o prazo que agora você já tá trazendo aí os prazos que vai ser por couro.

[1:03:17]Se deu o prezeiro. É, porque o prazo é por couro, já sei que aquele prazo que por couro é PET, se for uma PET cristal, é cristal de R$ 3,00, eu consigo vender a R$ 5,00. Já não misturou com PVC, material limpo, limpo, boca de balança, eu falo muito, boca de balança. Hoje nós trabalhamos a combosa em todos os nossos pontos, antes de fazer a visita técnica, a gente faz um plenamento com os trabalhadores, alguns condominos que a gente tende, a gente faz com os trabalhadores, e depois fazem com os alunos e também fazem ali, né, então é importante a tecnologia e a inovação, é importante, mas tem que estar todo mundo ter uma mesa, tecnologia e inovação, só sentar meia duje na mesa, não avança, aí vai ficar só meia duje.

[1:04:05]Primpurrando essa bola aí. Primpurrando a bola, mas eu estou indo na idade da pedra ainda, é isso. E o que o Brasil precisa entender urgente sobre catador, que o catador é um pai de família, também quer ter uma casa boa para o morar, quer botar seus filhos na escola, quer ter uma vida como todo ser humano tem, como um cidadão, ter o seu direito. A lei não fala lá, direito, os alivogatos que falam, direito pra quem tem direito, eu acho que é isso, mas é o contrário, direito pra quem não tem direito, já faz pra todos, né, direito pra todos, e nós fazes puta do teu trabalho, hoje a questão dos catadores, eu com 70 anos consegui me aposentar por causa da idade, e por causa dos tempos que eu comecei a pagar meia, e daí é interessante, é como bosa aí, eu fazendo, nós começamos com meia, né, tinha que prestar serviço MES, lá no Mestiço, nos colégios, pelo meio. Depois de 10 anos, depois de 2 anos recebemos uma carta. Seu meio foi bloqueado, cês devem 10 mil reais. Nós estoramos o meio e estoramos o meio. Então hoje a Comboza é uma M.E., que consegue ter renda maior, mas estoramos com o meio, tivemos que pagar uma multa de 10 mil, todo meio. Aí estoramos o meio, ou já com boas, é uma M.E., uma M.E., e já estamos saindo do M.E., tomam para lucro, um nome aí, lucro, positi...

[1:05:33]Presumido. É, já estamos entendendo? Legal. É. E aí, então foi isso. Acho que é a sociedade que tem que entender que o catador é o principal da cadeia, entendeu? Tem que ser conhecido. E a questão da apresentadoria, né? Hoje o cara tem catador com 60 anos que já não consegue puxar um carrinho, tem um problema. e, uma coisa que eu sempre quis fazer na minha vida, eu não consigo fazer, que é doar meu sangue, que eu tive hepatitis, como mori na rua, comei muita sobra de comida, né, e então não consigo doar meu sangue, eu tive que operar da minha herna, meus 3 filhos e o Neto perdeu da herna, por causa de peso, né, por chocarinha, colocar o varal aqui na cintura e tal, eu acho que falta a questão da aposentadoria, né, entra a governo e sai governo, e o catador que tá com 60 anos, né, que tem que ser o por ano, faz um trabalho salubre, ou mais, ou a catadora não consegue se aposentar, né?

[1:06:28]O bicho fala um negócio pra mim, por exemplo, uma escola que usa só copo de poliestireno, usa os copinhos todos de poliestireno, se o cara separar aqueles copinhos todos de poliestireno que ele usa, vocês catam? Catamos, é prático, né? É isso. Eu chamo de PP, né? Que é palavra mais técnica, né? hoje a gente coleta em colégios que uma parte usa, se o cara usar o pratinho, se o cara usar o copinho, mas vocês caltam tudo, mas faz até aniversário, vai fazer só aniversário na sua casa, pode chamar a gente que a gente faz a coleta lá, pratinho de bolo, do palito, então a gente trabalha questão da prestação então, resíduo reciclável, vai para reciclar, o resíduo jogando a gente tem uma parceria com a seria composto, que vira a dubbo e o e o rejeito que a gente, que eu nem falo o rejeito, né, por isso que eu falei que a questão do resíduo no Brasil não avançou. Eu clago muito essa narrativa diferente, falo, ainda não reciclável, que ele pode ser reciclável. Vai, um dia vai ser. Ele vai ser, então, ainda não, entende? E vocês atuam em que área, assim, da cidade de São Paulo? Hoje a combosa, a gente atua na Vila Olímpia, a gente faz o quadrilato da cidade, tá, a A gente só não atende as analhetes, que é questão muito longe. Então a gente atende vilolímpia, pinheiros, área central, tudo. Então a gente...

1:07:52Dica prática: como descartar reciclável em casa

[1:07:52]Então vou dar um recado aqui ó, pra você que vai fazer a festinha em casa, pode usar reciclável, chama lá com bosa seletiva que ela vai buscar todo o material reciclável que você usar. O bicho tá aqui, fala que pega tudo e agradece por vocês terem utilizado. é isso. A gente atende em tudo isso. Vamos dar um exemplo até a questão dos sacos de BigBag.

[1:08:19]O BigBag é feito de plástico. Aí o cara fala pra mim que não vai fazer mais um... Vou dar um exemplo do BigBag, que me aconteceu esse dia. Fui fazer um evento, o cara falou ó, eu não quero BigBag. Quer o quê? Caixa de papel? Isso, aí botamos o evento numa balada. solatinha e água, botou umas caixas de papelão, furou tudo, furou tudo, aí sujou o evento, bagunçou, falei, tá vendo, é Big Bag? É claro, é Big Bag, é um exemplo básico, né? É que nem o cara colocar lixo na rua na caixa de papelão, né?

[1:08:52]É, é, é, é, ela vai colocar o lixo lá úmido, o lixeiro pega, aí o coitado de lixeiro que sofre. Isso, é, então, botou lá, falei, não, Big Bag, BigBag ele é um instrumento importante para os cantadores, né? E eu vi que você é um cara que você tem dentro de você que você quer deixar um legado, né? Exatamente. Qual é o legado que você vai deixar para a rapaziada? Acho que é o legado entender a importância do trabalho das cantadoras e dos cantadores e sempre quando você vê um cantador e uma cantadora na ruda, vai lá conversa com ele, ele é um pai de família que quer entender como funciona esse mercado, quer entender como funciona MEDICAL, que cada um vai ter seu tempo, eu demorei tempo, eu não fui pra escola nada, mas o tempo me ajudou, eu acho que tem que é importante respeitar o trabalho das catadoras, das catadoras, o legal é isso, e aí eu falo até pro meu neto, vou, vou, vou ser catador, eu falei, beleza, você vai ser catador, mas vai ser uma tecnologia melhor, você vai ter, já vai ter, já vai bem diferente, você vai ter, clonic, catando big bag, pra lá e pra cá dentro do seu e aí eu falo sempre ser humido e respeitar as pessoas. Eu acho que a Combosa chegou, onde chegou eu, a avó e todo o mundo, porque a avó tem uma história bem longa, né, presidente Dancati.

[1:10:09]Conta um pouquinho pra gente. A avó foi apresentando Dancati, depois saiu da presidente Dancati, acharam que ela não poderia ir trabalhar mais em nenhum lugar, né, porque é uma anelha de 40, mais de 50 anos, né, ela voltou, foi trabalhar com pessoas na situação de rua, TURNA SITUACIÃO DE RUAA, então ela atendia mulheres que era agredida na rua, dentro de casa, né? E hoje ela é uma SEUOU, né? Era SEUOU, a SEUOU, a SEUOU é da COMBOSA, né?

[1:10:39]Aí vai ver que é! E aí hoje a avó é isso, então a avó foi uma catadora que fez, na época, lá atrás, 10 anos atrás, comentei da cidade, a avó criou todos os comentei de catadores e catadores da cidade de São Paulo, a avó rodou toda Aval foi uma das primeiras catadoras mulheres que fez formação de catador pra catador. Aval viajou quase o Brasil inteiro. Aval foi a primeira que criou a rede catabaíra. Nem tinha rede catabaíra. Aval foi a primeira catadora que criou a rede catassampa, que é uma rede de catadores. Aval teve uma história e o melhor ainda, com todo esse trabalho, e ela cuidava da gente, de mim, do filho e tal. Eu acho que ela tem sempre, na combosa, ela sempre vai estar no centro, né, porque, e foi a Presidente Dancati, né, lá no começo, com o outro pensamento, né, foi, então, ela faz parte dessa história, não por isso que ela tem, que sempre ser respeitada, né, e sempre, né, respeitada não de, respeitada porque...

[1:11:50]e o grande problema hoje das cooperativas que está acontecendo somente é a questão do preconceito, dos 60 mais. A galera nova hoje está entendendo que o catador é igual a eu e o outro 60 mais, não tem a mesma importância dos trabalhos. Ele faz o... ele não tem a mesma força. O jovem não quer trabalhar o mesmo tanto. Ele não tem a mesma força, mas ele tem conhecimento.

[1:12:19]o conhecimento, acho que, com conhecimentos, com humildade, a gente vai constituir essa narrativa, né? e a nossa narrativa não pode ser agradável para qualquer um, pode ser agradável ou desagradável, é importante a gente tá bem, cabeça boa, pensamento bom, e nos quentar que o cara fala que é um vilão, mas você não souber usar, vai virar, você é um vilão, se você e você vai ter dois vilão. O vilão que não soube usar e você quer um vilão também. Então tem que mudar essa narrativa.

[1:12:52]E é das pessoas, né, em casa, né, vai descartar, bate uma aguinha antes de descartar, né, não custa nada, deixa ali na pina enquanto tá lavando a louça ali, deixa cair a aguinha em cima, dá uma engasgada aí. mas é por aí, acho que vai melhorar muito ainda esse processo de reciclagem, a gente tá só no começo, né, acho que a nossa parte é isso, né, deixar o legado. Fala Rui fila.

1:13:26Rotina, humildade e o legado de Bispo Catador

[1:13:26]A primeira é acordar às 5h da manhã e gostar o que faz, faz o que gosta, acho que é isso, acordar todo dia às 5h da manhã e gostar o que faz, conversar com as pessoas, né, que eu gosto quando mesmo que eu hoje não faço mais coleta, mas na época de andar carrinho nos veículos, eu desço, né, aqueles prédios que eu ia pedir um copo de água, hoje eu sinto lá e me chama café, me chama de palmoçar pra jantar, né, mas acho que a humildade e acordação enquanto é da manhã, humildade, escutar, querer aprender e fazer o que gosta, acho que não tem segredo.

[1:14:17]e a segunda coisa é a forma de entrar em contato com o senhor, queria que o senhor deixasse aí, por favor, a sua... Ah, a rede social, quem quiser acompanhar a combosa lá, é, a rede social é nossa, é a rouba com bosa seletiva oficial e também o liquidim, a rouba com bosa seletiva oficial, então, entender nosso trabalho. Eu não consigo usar o liquidim, o senhor quer dizer?

[1:14:46]é liquidinha. Então é isso aí, o que te move todos os dias em resumo é gostar do que faz. Que faz aí, poder saber que eu sei que a oportunidade que eu não tive de ter uma casa, de ter filhos, uma grande dificuldade que eu passei também, que eu nem falei lá atrás, que eu consegui superar foi isso. Eu fui criado sem pai e sem mãe, eu tive que aprender com aval como se dar amor e carinho.

[1:15:14]e, então, eu não sabia chegar no meu filho, oi, filho, bom dia, dá um abraço nele, dá um beijo no rosto, e aí eu aprendi com a Val e com eles, hoje todo dia, bom dia, mesmo que ele tá lá na logística, no escritório, e aí, filho, tudo bom, né? Então, pra mim foi um grande desafio saber o que é da amor, porque eu não recebi nem então, mas consegui superar isso também.

[1:15:37]Mudou muito, né? Mudou muita coisa, né? Quantos anos você atacou a Val? aval, aval... Muitos anos já. Nossa, aval é mais nova do que eu, né? Eu tinha 20 e pouco, ela tinha 15 anos, era uma menina. É o meu primeiro filho adotivo, né? Filho é filho. Então eu não sabia diferenciar filho e filho, né? Mas consegui superar tudo isso através Davao. Que negócio bacana. É, ligado. É, gente, sem catador valorizado, não existe reciclagem de verdade, hein. Nós acompanhamos aqui o nosso querido amigo Sergio Bispo, que eu vou visitar lá, se Deus quiser a combota seletiva. E Bispo, por favor, imagina que o mundo inteiro está te ouvindo agora, microfones abertos, olha para aquela câmara e deixa um recado.

[1:16:34]E aí, galera, vocês que estão vendo aqui o mundo inteiro de norte a sul, da Índia, do Japão, da Coreia, da onde for, sempre quando você vê um catador e uma catadora, vê ali que é um pai de família que é trabalhar e que quer também que seja, seja o mesmo direito que todos têm, e é isso, então sempre respeite o trabalho das catadoras e dos catadores, principalmente os autômos hoje que estão aí nas ruas e sem apoio e sem nada, é isso, valeu.

[1:17:00]sim, é isso aí, então chegamos ao final de mais um PodPlástico, Bispo, muito, muito, muito obrigado por ter participado aqui com a gente, foi de enorme... Chama uma vez a Val pra vir aqui, chama, chama, já vi que a Val tem muita história, né, é isso aí, e pra você que ficou com a gente até agora, meu muito obrigado, se gostou deixa nos comentários, Gostou, deixa nos comentários também, porque a gente tá aqui pra melhorar, se não nos segue no siga, aperta o sininho pra receber notificação e obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

[1:17:39]Valeu, obrigado.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.