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Enquanto uns querem banir, eles transformam resíduo em arte | Projeto S.I.R.I.

1:08:0254 min de leitura
Episódio completo no YouTube: Enquanto uns querem banir, eles transformam resíduo em arte | Projeto S.I.R.I.

Marcos, Will e Igor, do Projeto S.I.R.I., transformam plástico de praia e cidade em esculturas gigantes e levam educação sobre economia circular às escolas.

Principais insights

  • O Projeto S.I.R.I. nasceu dentro do Estúdio Curva, uma produtora de cenografia e conteúdo audiovisual, com Marcos Zarif, Will e Igor Gramani.
  • A equipe constrói as próprias trituradoras, injetoras e extrusoras, inspiradas no projeto open source Precious Plastic, mas com certificações de segurança que permitem até uma criança de 5 anos operá-las.
  • Já esculpiram animais gigantes (3 a 3,5 m) em plástico reciclado, incluindo uma onça revestida com cerca de 19 mil tampinhas de garrafa lixadas à mão.
  • Em expedição de barco a Ilhabela, com atletas profissionais de surfe, transformaram plástico recolhido do mar em raspadores de prancha em menos de uma hora, direto a bordo.
  • Usam o Terpol, aditivo à base de látex de seringueira, para dar flexibilidade a peças recicladas sem que o material perca a reciclabilidade.
  • Defendem que a resposta ao problema do lixo plástico é educação em economia circular nas escolas, não o banimento do material.

Perguntas frequentes

O que significa o nome Projeto S.I.R.I.?
As iniciais representam os quatro pilares do projeto: Sustentabilidade, Integração, Reciclagem e Interatividade. O nome também remete ao caranguejo-siri, que vive na praia — de onde vem boa parte do resíduo plástico que a equipe recolhe e transforma.
Como nasceu o Projeto S.I.R.I.?
Nasceu dentro do Estúdio Curva, produtora de cenografia e conteúdo visual, depois que Marcos Zarif voltou de um mestrado em Lisboa sobre reciclagem de plástico e impressão 3D. Na pandemia, ele reuniu Will e Igor Gramani, comprou as primeiras máquinas com dinheiro próprio e começou a produzir peças recicladas.
Que máquinas o Projeto S.I.R.I. usa para reciclar plástico?
A equipe constrói as próprias trituradoras, injetoras e extrusoras, inspiradas no projeto open source Precious Plastic, mas adaptadas com certificações de segurança que permitem até uma criança de 5 anos operá-las.
O que é o Terpol, material citado pelo Projeto S.I.R.I.?
Terpol é um aditivo feito a partir do látex da seringueira que, misturado a plásticos reciclados, devolve flexibilidade e elasticidade ao material sem que ele perca a reciclabilidade. Foi usado, por exemplo, no piso da EcoFashion Week, feito de polipropileno, jeans e Terpol.
Como foi feita a escultura de onça de plástico reciclado do Projeto S.I.R.I.?
A peça nasceu de uma baleia de ferro enferrujada, reaproveitada de uma cenografia antiga, que a equipe foi transformando ao longo do tempo em pássaro, depois peixe e por fim onça — com o artista mestre Ever revestindo o corpo com cerca de 19 mil tampinhas de garrafa lixadas à mão.
O Projeto S.I.R.I. recebe apoio público ou de empresas?
Até a gravação do episódio, não. A equipe relata que, mesmo depois de ações reconhecidas — como a visita do governador de Mato Grosso do Sul a uma oficina interativa em Corumbá — ainda não haviam recebido verba pública, e dependem de empresas dispostas a patrocinar o projeto por conta própria.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: quem é a equipe do Projeto S.I.R.I.

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje o PodPlástico começa diferente. Nós estamos aqui com o projeto Siri, eu vou querer entender um pouco mais sobre esse nome, eles fazem a revitalização, eles revigoram o material plástico, faz a transformação, pega o material plástico na praia, pega o material plástico nas cidades e fazem obras e esculturas maravilhosas com os e, então, nós trouxemos aqui para entender melhor um pouco o trabalho do Projeto Siri, e aí, Marcos, o Marcos está aqui, o que papel você tem no Projeto Siri, o que você faz e apresenta os dois para mim?

[0:38]Claro, fala pessoal, beleza? Bom, eu no Projeto Siri sou o cara das máquinas, meio que o doidão que faz o professor Partal, como eles me chamam. E, bom, aqui estamos no time Will, ele também é nosso professor Partal 2, que arrebenta, fica nos processos produtivos. E aqui, nosso TDA... Tá galera? Como é? TDH? Nosso TDH Master, né? Aqui o famoso Venda, nossa, vende até o que não tem. Pelo amor de Deus.

[1:11]bom. Bom, esse aqui é o time Siri. E qual que é seu papel lá, em vez de professor Pardalma na massa? É, o pensador. De tudo, né, desde criar máquinas até desenvolver os projetos e tocar a produção mesmo, cortar na Halter, pensar no acabamento, como vai ser a montagem, botar o pessoal pra trabalhar. E aí o cara chega com uma ideia maluca lá, é com você, né, pra vender a ideia louca, é com você.

[1:39]COMO? Comigo, com eles também, eu geralmente dou umas ideias e eles resolvem como tem que... Você cria o problema? Ele cria o problema. Ele cria o problema. Eu cria o problema, geralmente, joga uma bucha na mão dele. Vendemos uma arara de 3 metros. Puta, velho! Quantos dias tem pra fazer? 3? 2? É meio que assim. Só aí eu me apresentar aqui, Igor, eu sou formado em publicidade, então é isso, eu que acabo puxando um pouco essas ideias meio malucas, acabo viajando, né. Nossa senhora do herói. É, do manso. Tem um, né?

[2:18]Essa agitaria, né? A gente chama de águia, né? É o cara que soa boa, né? Toda hora pensando em coisa. Balão, né? Balão. É, vai tá boa. E aí, só acho que a gente se completa, né? Eu acho que ninguém aqui é igual e por isso que tá funcionando, Rui Katsuno está rolando o Siri, que nem o Marco falou, ele é um cara que tem a força, que faz as máquinas, que toca de frente a produção, o Will, a nossa concentração máxima, sabe? Detalhe, tudo que é minucioso, detalhe, produção, tocar linha de produção é com ele, e aí a gente acaba se completando nesse time aí para tentar...

2:57O significado do nome e os quatro pilares do projeto

[2:57]BRAMIN, Siri, é Siri por causa do caranguejinho, do bicho Siri, é para falar do concorrente do iPhone, é para concordar o algoritmo. Cara, o Siri nasceu de uma vontade nossa, que nem a gente tava falando de fazer a diferença, que a gente vê ainda do áudio visual, da cenografia, e aí as iniciais do Siri, tem dois motivos por ser Siri. Tem as iniciais que querem dizer o S de sustentabilidade, I de integração, R de reciclagem, I de interatividade. E são os quatro pilares que a gente costuma trabalhar dentro do projeto Siri. Que é o que é? A linha de produção a gente atende desde gadget, subjetos, produções menores como troféus, tudo voltado mais para o design, atendemos também cenografias, coisas maiores e tem um lance da educação ambiental, da gente levar isso para escolas, para eventos.

[4:01]Vocês estão palestrando? Também, que é essa parte que eu estou falando, tudo linka a sustentabilidade da reciclagem, mas essa parte de eventos da educação ambiental com escolas entra na parte da interatividade, da integração que a gente... são os pilares com ONGs, com cooperativas, com você, com a comunidade, eu acho que para falar de reciclagem e sustentabilidade não adianta falar da gente, a gente tem que sempre falar do que circula, do que faz essa roda, né, é do todo, mas a pergunta do nome só fazer uma aspa, que nós somos três surfistas, né, a gente vive na praia, a gente sente de perto ver o lixo ali causando os problemas e a gente também tem essa PESINHO na areia. Cara, eu tenho uns bonequinhos aqui, que é o que tem na cabeça do ambientalista, a ambientalista tem essa cabeça aqui, que essa colinha tem pé, tem olho, tem braço, você já viu algum desse aqui na praia surfando, dando um rolê lá, andando, indo em direção ao mar. Só dentro do tubo, só dentro do tubo. Então, mas você vê que alguém jogou lá, infelizmente, por isso a TAPALTA DA EDUCAÇÃO, né? Exato. Total. É totalmente. A gente do Projeto Siri, né? A gente entende que o plástico não é o vilão, né? Isso é totalmente claro pra gente. O quanto ele ajuda a gente no nosso dia a dia, né? Você quer tomar uma água ali? É evolução humana, né? É evolução humana. Chegou aqui. Antes aqui, quando a gente tava conversando na sala, se deu uma aula pra gente sobre o quanto o plástico também ajudou a salvar os animais, né, no século 19, né? Então assim, antes a gente matava Baleia e elefante. A nossa subsistência era a base de animal, tá tudo. Eu acho que os grandes vilões da história somos nós mesmos, né? Você lembra daquele filme antigo que tinha que as mulheres andavam com uma raposa pendurada no pescoço? Sim. Então dá uma dessa aí, uma blogueirinha dessa que fala molde plástico, né? Então você vê como mudou, né? Mudou. Hoje é tudo sintético, né? Exatamente. É até isso o plástico substituiu. Então a raposinha mas está lá correndo no quintal dela, tranquilo. Exatamente. E aí a gente cara veio com esse ideal de tentar fazer diferença, né. Eu acho que o nosso grande objetivo com o Siri é fazer diferente na área que a gente gosta, tem arte, esporte, cultura, tecnologia. É isso, A grande, o que o Siri quer trazer muito e o que a gente traz, o que a gente faz é usar, o esporte, a arte, a cultura, o entretenimento como pano de fundo para falar de sustentabilidade e reciclagem, porque uma coisa que nem você estava falando é você pegar um monte de gente enfiar numa sala e dar uma palestra, a galera, beleza, agora outra coisa, uma pessoa E, por exemplo, uma pessoa tá num evento já se impactada com uma obra de arte 100% reciclada, como oficina do lado explicando como que a gente fez essa obra de arte. Você já impacta a pessoa de outro jeito, o approach dela pra aquele assunto, sabe, ela já começa a enxergar aquele material num lugar legal.

[7:15]e ela já começa a enxergar a possibilidade, você fala meu, mas se eles fizeram sarar assim, uma coelha de tampinha, cara, de duas mil vítimas. Até eu tava vendo você lá em, você estava, onde que era, que você estava? Não, o último evento que você estava com aqueles bichos enorme que vocês fizeram lá. Corumbá. Você estava em Corumbá, você pegou um, microfone, é o nosso microfone, é o nosso microfone, agora é a garrafinha, e aí é isso, corumbá, por exemplo, né, o Will, que ficou tocando lá esse trabalho, né, eu fui lá montar, usarei, foi embora, mas o Will tem imagens lá com a praça lotada, fila pra você tirar foto com as obras de arte, governador do Mato Grosso do Sul passou lá na oficina, viu todo o processo, Viu a gente imprimindo com filamentos 3D feito através da garrafa PET? Viu o processo que a gente faz com as chapas? O filho dele brincou? Falando governador assim porque é uma figura importante que está lá, mas todas as pessoas que estavam lá, os locais, turistas, sabe? Passaram lá. O online é foda, é, impacta todo mundo. Online é exatamente, em real time. É, não tem como, cara, olhar Rui, posso falar uma coisa para você? A gente permeia em lugar e sempre vai, a maioria das vezes, eventos, vamos falar, classe A, B, sabe, são pessoas com alto poder aquisitivo.

[8:46]Sem noção, nenhuma do que dá para ser feito. Exatamente, cara. É isso aí, deixa a gente assim falando, cara, uma pessoa que viaja o mundo, a gente foi para Paraty, Iliabela, a gente vai para São Sebastião, a gente Rui Katsuno, PodPlástico, SENAI, ABIMAQ, você muda a cabeça de qualquer ser humano. Então, assim, se essas pessoas que têm acesso a tudo isso de informação, porque informação também custa dinheiro, que tem acesso a toda essa informação, a maioria não enxerga e não conseguiu enxergar que ainda enxerga como algo industrial, imagina as pessoas que não têm acesso, que são as que realmente podem criar, que são os ouro, que a gente tem que podem criar coisas incríveis, e os artistas do Brasil estão em comunidades, então, assim, a gente precisa levar isso para a escola pública.

[10:01]Tem que levar para todo lado, cara. É, você vê que uniu. Eu acho que, eu acho que você pega, por exemplo, o Instituto pega do primeiro ano do fundamental até pós-graduação, a gente faz presença em todos os lugares que nós somos convidados, festa de rua, que a gente vai fazer da querubita, mostrando como é que é, como é que faz e não tem há, aí eu me dá uma tomada que eu transformo PLÁSTICO. Acabou. Chama papel, chama vidro, chama aço, faz a mesma coisa. Não consegue, tá? Então a gente faz com uma tomada.

[10:32]Exatamente. Não, não. Cada material tem o seu valor e tem a sua aplicação, a particularidade. Tem a sua particularidade e eu não sou contra nenhum material, mas eu sou contra falar em mal do plástico sem ter embasamento técnico e científico para e o rebato com tudo que eu posso, porque assim, você vai falar mal do negócio, estuda, depois você fala mal, não vai falar mal porque é uma ONG falando mal, que quer ganhar dinheiro de uma empresa estrangeira, é isso aí, um médico falar mal de plástico, é a maior hipocrisia do mundo, ele é o cara que mais usa plástico na vida, ou ele usa plástico, ele não entra em consultório, um ambientalista, por exemplo, um biólogo falar mal de plástico, Rui Katsuno, PodPlástico, MTF Termoformadoras, publica, né, pra pra esse quesito, né? Vou, vou, vou te fazer uma pergunta, o governador foi lá e viu o teu projeto, teu projeto eu vi, eu assisti o vídeo, do caraca o projeto de vocês, ficou lindo, ficou sensacional, chamou muita atenção, o governador ofereceu o verba pública pra ajudar o projeto de vocês? Ainda não, ainda não. Então, mano, é o que eu tô falando, é exatamente isso, V, é legal, fala que é legal, mas o apoio público, você tem que pegar canequinha e lá pedir, tá, não tem ninguém que oferece.

[12:20]Exatamente. Ele fala que quer, não sabe como. Assim, é difícil chegar nos caras. O que você me falou com relação à lei da reciclagem, me tocou muito, porque é muito verdade. Porque as pessoas que realmente tem que aprovar essa lei e ganhar dinheiro com isso são catadores e... São uns de baixo, cara, de cima, não. você acha que eles vão ter approach, pra chegar nesse cara que é o dono da empresa lá, pra escrever, você falou, muitos deles, o que ele precisa, ele precisa contratar uma consultoria pra essa consultoria chegar lá, então o que que acontece, você tem uma melancia mordida chegando na tua mão, que não deveria ser assim, deveria estar inteira né, os caras fazem o serviço do município, que é o município que é o pagador de lixo, eu falo do o Estado, o Estado brasileiro, o Estado como um todo. Então o cara vai lá e retira centenas de milhares de quilos de toneladas de tudo que tem na rua, de ferro, de alumínio, de plástico, de papel, de madeira, eles catam tudo. E aquilo ali ia fazer morros em ateosanitário, aquilo ali ia fazer sujeira, o Brasil é um país que tem pouco, a gente tem pouco saneamento básico, então tem coisas que não valem nem a pena discutir e o que tinha que o que fazer? Se eles deixaram você não gastar a grana ali, dá um pouco de dinheiro para os caras. Pega 20% você é gastar, investe num carrinho melhor para o catador, investe ali numa butina melhor para o cara, num EPI, numa máquina para ele prensar.

[13:54]Quem faz isso com muita maestria que eu te falei é o mundano, o instituto dele, o PIMP Maica Roça, que eu estou falando aqui para a galera seguir mesmo, ele pega essa Rui, ele cria carrinhos elétricos. Se você não conhece depois, procura do Pimpe Maica Roça, 20 anos atrás, ele começou a dar uma nova direção de arte para os carrinhos dos catadores e gravitar. Então, Mundano é uma figura totalmente... É importantíssima.

[14:22]Não, o cara tem que vir aqui. O Mundano está convidado aqui. Vem, mundoano, vem que o bicho é inteligente. Tá, convidado aqui, meu. Aí, vamos lá. Vocês pegaram a base, mais ou menos, ali, que é a base que todo mundo pega, que foi o cara, o percussor de tudo, que é o Precious Plastic, né? E dali, vocês foram desenvolvendo, você foi com a sua cabeça lá, arrancando o cérebro e desenvolvendo as coisas, né, você, você. E como é que foi esse desenvolvimento? Como é que começou esse projeto? Como que foi?

14:57Como nasceu o projeto: mestrado em Lisboa e a pandemia

[14:57]Rui, Katsuno, e aí eu fico ali né gente conversou pouco sobre isso depois de um tempo aí eu fui pra Lisboa fazer um mestrado já querendo fazer uma máquina que ajudara que fizesse a reciclagem de páscoa transformassem impressão 3D tal não sei o que e aí rolou a pandemia eu voltei pro Brasil e aí esse cara aqui me liga um belo dia aí foi na pandemia que a gente tava lá antes um pouco antes da pandemia eu e o Zarife a gente é do estúdio curva então aqui não podemos deixar de ser o curva, estúdio curva foi quem abriu todas as portas para o Projeto Siri. O que é o estúdio curva?

[16:01]O estúdio curva é uma das maiores produtoras de conteúdo visual do país. Eles são dos nossos amigos, do meu irmão, meu irmão de sangue também, e eles criam cenografias digitais e também físicas assim incríveis, e até para ações de marca. Eles vieram muito do videomapping que eu te falei que a gente faz, eu preciso te mostrar que é uma piada da faixada com o projetor, se fazer a faixada cair, ativações interativas, sensora, eu e usar a gente trampa no curva, faz coisas com eles até hoje, nunca deixamos que o Siri tomou grande parte de hoje em dia nosso, e a gente começou com o movimento lá dentro de querer fazer algo assim, começou quando o irmão dele chegou e falou, vamos desenvolver, eu quero dar abertura para projetos das pessoas que estão aqui dentro do estúdio, né? Então, quem tiver uma ideia, vamos desenvolver...

[16:54]Eu tenho, eu tenho, eu tenho! Aí eu já falei, eu tava num processo que a gente, pô, eu já tava mais confortável, devido, tal, tinha um dinheiro de guardaço, eu falei, pô, tá na hora de criar alguma, né? Um projeto, quando eu liguei pra ele, aí juntei, dei um berro lá, falei, oi, quem que é? É, é... Quem quer entrar, né? Daí, tipo, uma galera levantou a mão, falei, beleza, tem que dar dinheiro, aí já cai uns braços, assim...

[17:18]E aí, beleza, aí consegui juntar um dinheiro, comprei umas peças ali que... Uma máquina de solda? É, uma máquina de solda. Mas isso aí foi em 2020, em 2021, mas o que eu ia falar, na pandemia, em 19, que ficou todo mundo trancado, aí eu também, com isso na cabeça, já com esse projeto nosso, eu me tranquei lá e criei o nome projeto Siri, que foi o bagulho que me veio, que eu fiquei em um tempo, e você falou, mano, preciso...

[17:48]que a gente tava com isso, mas eu fiquei lá com o Broder, que é meio que de criação também, eu fico lá, dar uma viajada naquele lance, eu levantei a bandeira até Vim mesmo, com você, tal, aí a gente se reuniu, aí gente que queria entrar, bola nome, porque eu tenho a gente venda, a gente venda, que eu falei do audiovisual do cenógrafo do evento, meu cunhado é um dos fundadores do Koala Festival, né, que eu acho incrível também, o Koala, e, tipo, sabe? Às vezes, uma simples figurinha fala muito. Aí eu comecei a pesquisar sobre esse lance, assim, e cheguei num lance, também, assim, por curiosidade de que o Siri, ele tem a fama de ser o lixeiro da praia, né? De que ele... É, do mar ali, que você já viu como ele faz pra cavar o buraquinho dele, ele deixa as baguninhas todo, ele limpe, ele embala... Sim, sim, sim, sim. ...que tira tudo pro lado, tu-tu-tu-tu-tu, sabe?

[18:35]Ele come os orgânicos. É, exatamente. Então, assim, eu já fiquei com isso na ABRISA, o lance da patinha, sabe assim, que pega, eu falei, eu li as iniciais, eu comecei... Acho que vai dar certo isso aqui. Aí ele veio muito de uma vontade, nossa, também, de interligar isso com o evento, que eu te falei, com o entretenimento, a gente começar a substituir alguns materiais que a gente usava em cenografia, por materiais reciclados.

[19:02]Por exemplo, aquele... Vocês fizeram um banco na praia? Vocês fizeram um banco na praia? Rui, o banco está parafusado lá? Foi, mas eles fizeram uma reforma, porque na época a gente não estava ainda com a tecnologia para fazer a estrutura do banco, então a gente fez de ferro velho, de ferro de ferro velho, só que o ferro não aguenta, o plástico ficou perfeito, aí eles acabaram tirando porque o ferro corrou eu muito. Mas o Dilha Bela e até lá, que a gente refei lá mesmo. Enfim, aí trouxe a ideia, ele pirou no nome, ele falou aí, ele falou, cara, mas eu preciso trazer o cara que deu start na gente nisso, um brother meu de facu, não sei o que, nisso o Curva já tinha aberto o espaço pra gente dentro do galpão de cenografia. É que legal. Esse doido já montou a biboca, era um...

[19:57]eu era o cara do galpão. Eu e ele, ele ficava lá, eu produzia, a gente que ficava lá com o outro brother, a gente que meio que ficava lá de ajeira, mas no estúdio do galpão de cenografia, quem tocava a frente, de comprar a máquina, de contratar pessoal, eu era o cara, então reforma de galpão era eu, tudo isso pro curva, aí eu, quando rolou assim, tal, eu falei, nossa, eu já sabia todos os buracos, onde tinha, não tinha, espaço vazio, aí construímos lá um canto, nossa, era o ninho do rato, né?

[20:26]e aí foi o contato, você comecei a fazer uns troféus para rengue luz, né? Saca, e eles são formados em design em uma case, terá mais engaçado. Aí eu já vou mudar a sua narrativa. Eles são o que o Brasil está precisando hoje. Exatamente. Eles são ecodesigners. E quem falou... O Brasil não precisa mais de designer. Ecodesigners. Ecodesigners. Exatamente. Exatamente. Isso eu falo em todo lugar que eu vou. Tem que acabar o designer.

21:14Ecodesign, economia circular e educação nas escolas

[21:14]Ecodesigners. Exatamente. Eles podem salvar o mundo. Como a gente já não tem mais milinear, de berço a túmulo, a gente tem de berço a berço, então isso aqui tem que nascer já com destino, com um reaproveitamento, um rei destino. Desculpa, a minha ideia começa por lei, mas todo esse designer que tem que pensar... É, economia circular, a gente tem uma frente parlamentária em São Paulo de economia circular, só que assim, é a base de tudo, a gente começou falando dela e a gente vai fechar podcast falando dela, que é educação. Obvio. Então, enquanto o governo não entender, governo que eu falo é o governo como um todo, governo brasileiro, o governo municipal, estadual, federal, enquanto não entender que a gente tem que levar economia circular para dentro das nossas escolas, universidades, enquanto isso não acontecer de verdade, a gente não vai ter uma transição correta para onde tem que ir, porque as pessoas você tem que entender se você entra numa escola, se vocês estão fazendo palestra pra caramba, você entra lá e fala, levanta a mão, quem sabe que é economia circular? Vai ficar todo mundo quietinho. Aí você passa a informação, aí você fala, quem entendeu? É rápido de entender, só que você tem que levar a informação. Aqui no município, por exemplo, a gente começou um evento em que a secretaria de meio ambiente me disponibilizou um professor para dar curso de economia circular dentro das escolas, olha que barato, isso é o legal, então é um município trabalhando junto, vai para São Paulo e vê se tem, não tem, entendeu, então você precisa criar uma cultura de economia circular para você poder falar de economia circular, ela está do avesso, você está com um ONG lá em cima no governo federal, falando um monte de merda, pautando um monte de lei abusiva, sem falar de educação, aí está errado, aí eu sou contra, tá, tem muita ONG boa, COA, que ajuda muita gente, e tem muita mesmo, que ajuda muita gente, a gente tem o nosso instituto aqui, que é legal pra caramba, ajuda, não pede nada pra ninguém, só que você tem o problema da ONG que cria o pânico pra te pedir um dólar, tá? E o lance da educação, que você fala, o que eu enxergo também, é o que a gente sempre falou, mostrar toda circularidade do resíduo.

[23:32]O que acontece, por exemplo, minha tia? Cheguei na casa da minha tia lá, outro dia, um saco de TEMPINHA, lindo assim, olha, eu falei, nossa, dá aí, você tá juntando tempinha, eu adorei, hein, pra quem que ela falou, não sei se era praia copatas ou tempinhas que cura, ela falou, eu falei, nossa, que lindo, tia, isso aí, que incrível, você sabe que que vira isso aí, ela ficou, não, não, falei, tá vendo, vem cá, deixa eu te mostrar, deixa eu te mostrar, não, então assim, é a falta de informação, é, é, esse trabalho das ONG são importantíssimos, sustentíssimo. Só que aí pega um instituto que nem o meu, que nem o nosso, eu e os meus apoiadores, muito obrigado a todos os apoiadores do Instituto Soul do Plástico, quando a gente pega o instituto, o instituto potencializa isso aí, o que que a gente faz? A gente fabrica a máquina e doa a máquina para escolas, a ideia do nasser do Instituto Soul do Plástico, o nosso soul de alma, o Logo, a alma do plástico é circular, tá? Que é o que eu acredito. Então, como que nasceu isso? Eu fui dar uma palestra na ETEC, a menina veio com uma tampinha no final e falou, pô, a gente vende por 2 reais e compra uns bolinhos no fim do ano pra fazer a formatura. Como é que a gente valoriza isso aqui?

[24:53]O puta, sair de lá com a cabeça fervendo, né cara? Aí você viaja pra cá, pra lá, vai vendo um monte de coisa, viu o Precious Plastic, viu um outro cara lá na Austrália, viu um outro cara, tem um oi, que nesse projeto, que são projetos abertos que você não consegue colocar em escola, por que você tem que ter R10, R12, enfim tem que ter uma normativa de segurança, para que o jovem ou a criança não se machuque. Então eu fui desenvolvendo uma máquina até chegar numa máquina que uma criança de cinco anos opera, tá?

[25:22]é muito simples. E aí, o que nós fizemos? Com a valorização das tampinhas, eu cheguei 300 reais no quilo da tampinha, um suporte celular, vendido a 10 reais, 300 reais no quilo da tampinha, então eu levei de 2 para 300, com 300 eles têm 100 mil no fim do ano para se formar, é ruim? pra caraca, né? Então quem ganha um projeto do Instituto Soul do Plástico, ganha a formatura do fim do ano, paga e uma baita formatura. Não, fora, tanto que as pessoas já estão e agora a gente tá entrando nos ecopatas da vida eu quero muito fazer um projeto é óbvio que a gente tem os apoiadores eu não decido mais nada no começo eu decidi tudo sozinho agora eu não decido mais nada sozinho eu sou o presidente eu vi o presidente o diretor tem tem tem várias pessoas aí junto com a gente a gente entra em votação e vê pra onde vai eu tenho o maior desejo de entrar não é copatas que eu tô entrando aqui no projeto social de mariporã, que tem um projeto de cachorro, que a gente vai fazer o quê? Pegar tampinha, valorizar ela, transformar num ocinho, eles vão vender o ocinho, chaveirinho na loja, que eles façam R$ 100 com o quilo da tampinha, vai comprar ração, vai comprar medicamento.

[26:36]Então o Instituto ele veio nessa pegada, na valorização do trabalho dessa ONG, que produz. Eu sou a favor de ONG que produz, ONG que não produz, vai tomar pancada, e é o que eu faço todo dia com o ASEAN e WWF que só fala merda lá na Câmara Federal. Então, e a gente tem que falar, o cara fala que você come um cartão de crédito de microplástico por semana, levanta da mesa pra não responder ninguém. Então, isso é a coisa mais absurda e mais ridícula que alguém pode falar sobre os materiais plásticos, porque você ingere micropartículas de tudo. Você tá aqui, tem poeira do carpet, tem poeira da parede, a gente tá aqui na lana, da roupa, você sai pra rua, em, tem o asfalto, você tem o cimento, eu acho que na nossa papo, quando a gente chegou, você fez dozir o que é o conforto, meu amigo, você tá no conforto, conforto tá poluindo, é exatamente isso, e quem não quer conforto? Você matou a pau, você tá no conforto, você tá poluindo, até que hoje já veio pra quê? Isso aí, e se não tivesse plástico aqui, a gente não tava nem sentado com esses microfones, essas câmeras da hora, a gente não tava nem trocando ideia aqui, né, porque não teria condição de fazer isso, perram. Certo? Então, a litrificação do planeta veio primeiro do Bakelite, e depois do Bakelite vieram os outros sintéticos e estamos aí do jeito que está hoje. Problema com como a gente gera ele depois, né? Que é, o que vocês estão fazendo com muito louvor dentro do projeto de vocês, e conta pra mim essa história aí da festa que vocês fizeram com os mega-bichos aí, bichos de 3 metros de altura, como é que foi a construção disso aí?

[28:15]e como vai cair? Vai cair? Como é que transporta? Conta aí pra gente aí. Cada um foi de um jeito, né assim. Na realidade quem... Não, vai, eu falo, vai, eu falo. Vou falar meu lendo. É o nosso Vendas aqui que chega sempre com alguma coisa assim. É, se eu vendi sem saber o que eu ia fazer. docs, chega aí, chega aí, mano fechei em não sei o que. Falei o que ali, 3 bichos de 3 a 3.5m, falei 3 a 3.5, ua, do que você gigante, velho, não dá, mundo de evento é 2.5, 3 ali, pô, 3 e meio não, já era. Aí vai, a gente senta pra desenvolver tudo, a gente tava num galpão antigo, nossa, caramba, era junto com o Dano lá, era num espaço ali na Barra Funda, me não acreditava, né?

29:11Os animais gigantes esculpidos em plástico reciclado

[29:11]Detalharam 10 dias pra fazer os 3 bichos, né? É, era 11, vai, no meio de casa conversa, né? Foi duas semanas, né? É, foram umas duas semanas, bem não. É, mas 3 bichos gigantes, duas semanas já pensando, né, como é que é? E aí é isso, a gente tem que pensar, mastiga o projeto, pensa nos bichos, vamos aí, já fui meio que indo no que a gente tinha, a gente fez aquela baleia da Baleia Jubarte do Instituto de Ferro.

[29:40]É, tem um Instituto Projeto Baleia Jubarte, que a gente fez uma cenografia para eles na Pré-do-Perequê, para onde rola os avistamentos de baleia, onde a galera sai com baleia, então a gente criou uma tenda, criou uns bancos de baleia, assim, de rabo de baleia, a gente fez uma baleia de ferro, MEXELA. Sabe essas séries que você mexe a manivela assim, a baleia vai fazendo assim? Vocês foram pra onda do carnaval, né? Só que aí ela era grande, né, cara? E tinha um monte de tampinha dentro. Só que a baleia enferrujou na praia, né? E aí ele foi lá, recuperou, levou. E aí eu sou o cara também que organiza lá o galpão. Puta, já tá muito tempo aí, vamos lá embora, né? Essa estrutura fideixando, fideixando, fideixando, a gente olhou e falou, nossa, tá ali o tuiuiu. Aí já virou o passarinho, né?

[30:28]o peixe já tinha uma coisa em mente, vamos fazer um peixe saindo da água para parecer ser maior e criar mais imponência, e aí o último, a onça, o leão lá na escola, que é que eu falei, vamos pegar um bicho da, é que é seu, sou meio louco na hora de, chega a bucha, quem pensa nas coisas, como que a gente vai fazer assim junto, o time fala, vamos fazer isso, acaba sendo eu, assim, muito, né, loja de todo mundo trabalha em grupo, mas sobra sempre pra mim, assim, aí eu falei, meu, vamos achar um bicho, e o bicho da Escola de Samba, que tem muito na Escola de Samba, eles jogam fora, eles jogam fora, a gente meu, eu cheguei lá no Rosas de Ouro, coincidência, parei, olhei lá um leão de asas, eu vendi máquina pra todos os fóruns de Samba de São Paulo, no passado, todo assim, eles fazendo alegoria, é tudo termoformado, incrível, mas enfim, aí eu botei o bichão em cima do do carro, ela até zoou, falou, não vou, já vem, eu vou buscar um transporte, já era, aí eu voltei com meu carro mesmo, aí veio o bichão assim, filmando o asa, imagina um leão com o asa, de pé, ele assim, ele ficava de pé assim, um leão ele ficava de pé na nobreela assim, a gente foi, o carro parecia que tinha asa, pegou um marginal, nossa já vim com um braço pra fora, vai, vai, vai, vai, vai, só que aí chegou o leão, a gente falou, a gente precisa transformar ele em uma onça, isso aí tem que ser um cara Foda, não dá pra gente fazer aí, chamamos o mestre Ever, salve mestre Ever, que é um artista plástico.

[32:05]Ah, tem uns cara que fora da rua. Cara, é manualidade assim, pesada, pesada. Aí ele raspou o cabelo da onça. Ele raspou o cabelo do leão, mudulou as patas, e a gente criou o paté. Ele criou o paté e ele falou, não vai ser assim, vamos lixando. você tem que lixar tampinha por tampinha, cara, pra colar aquilo lá, serão dezenove mil tampinhas lixada na mão.

[32:31]Você já viu os escultores de escola de samba nos isopor? Como é que é? É de parentins que vêm pra escola de samba aqui. É animal. É animal. Os caras são os animals, os caras são muito foda. O cara pega os blocos e você volta de tarde e lá tá desculpido. e fica aqui ó, só de chinela e fica assim ó, olha o bloco, pega o fiozinho quente, você vê tá pronto e fala meu, como é possível? A informação, cultura aqui hoje, hein? Vocês sabem porque as baleias jubart, as baleias vocês conseguem avistá-las? Sabem? Por conta do celuloide e por conta do petróleo, que se não existisse nenhum dos dois, não existiriam baleias, estariam extintas, pesquisen.

[33:15]Rui, aula com o doutor Rui. O que que a gente tava falando mesmo, ia completar alguma coisa lá dos bichos? Da unha que você fez lá, que foi colando papinha. Ah, eu ia completar o que? Fica aqui o convite, não vou falar não, mas se alguma escola de samba que tem um gavião lindo, quiser fazer um gavião 100% reciclado pra próximo carnaval, só ligar pra gente, material reciclário, eco-sustentável, retirado do meio ambiente, faltou só dizer que a gente fez dois anos já, aí no segundo ano a gente conquistou o nosso truck, que é essa oficina interativa, igual você tem também da Instituto. Só que a gente coloca o truque, coloca no carro e vamos levar junto com a bicicleta trituradora, injetouro. Vocês vão pirar no que eu fiz. Eu fiz uma empilhadeira só pra carregar meu caminhão.

[34:19]Ah, fez assim? Eu fiz em, nós fizemos em 6 horas. Na 3D também. Não, cara, não. Pô, me mandamos ferro e coloquei um guinchinho de quadre. Eu to achando que o cara... Eu to achando Rui Katsuno, como ele diz, que você está devagar o que você escreve? Se você está querendo, pode deixar o veículo só porque você vai resumir a sua perdição, veículo que você está querendo, sabe?

[34:50]Você vai ser um ingênuo, um ingênuo de um dinheiro, o dinheiro vai ser o que você referência, que nem eu te falei. Uma coisa que a gente sempre teve noção ainda mais por a gente ter feito todo o corre, de fabricar as máquinas, entender o quão industrial é um processo de você fazer um produto para você ganhar dinheiro com um produto, que a gente falou, cara, acho que o nosso lance mesmo é a gente educar, a gente espalhar isso, sabe? A gente, de alguma forma, mostrar porque a gente faz tudo, a gente faz, faz uma luminária linda, faz o cabide, você viu? Mas você sabe que o industrial é panca, né? Tipo, você bancar pessoas pra pagar. É difícil, né? É, mas não é por causa disso, né? Por essa questão, porque se a gente tivesse dinheiro e estrutura pra começar alguma coisa e produzir um produto, tudo. Tem sério, a gente já teria feito e até comprado máquinas maiores, mas não fez e aí a gente também foi para esse lado da educação, que é o lado que a gente acredita, que é o lado que a gente pode fazer mais diferença. Você entende? O grande tudo é fazer diferença, o grande tudo é a gente fazer diferença. Eu falei, se a gente ganhar dinheiro, vai ser escalando a educação. A gente começou com o cenouro gráfico e a gente viu que e o público que é o...

[36:07]Cara, é que na verdade as coisas todas elas se conectam e tudo conecta na educação, a gente vai ficar falando aqui o programa inteiro, nós vamos repetir educação, depois você assiste aqui, você vai ver quantas vezes nós falamos e em qualquer lugar que a gente vai falar de alguma coisa a gente fala de educação, porque a educação ela é a base de tudo, se o cara vai entrar na escola e sai, nunca ouviu falar de economia circular na vida, você vai falar pra ele daqui a pouco, se tiver do jeito que tá essa narrativa, o moleque tem 10 anos hoje, quando ele tiver 20, ele não vai encostar a mão no plástico, ele vai ter nojo, e na verdade o plástico, ele trouxe muito conforto, ele salvou muitas vidas, salva muitas vidas e as pessoas são muito hipócritas de falar um produto que usam muito, então o que que a gente tem que criar? A gente tem que criar e a soluções. Então aquela solução ali para aquele produto não tá boa, vamos acertar, a puta não deu certa solução, realmente aquele produto é um produto que contamina, pô, descarta ele, sai fora, vamos pro próximo, e vamos pro próximo, se começar a falar de materiais, por exemplo, você pega...

[37:21]É só vilão? A extração do aço, a extração do aço, vocês sabem como é a extração do aço, você faz um e reparável, em mata, você faz um dano irreparável em muitos lugares, os dejetos é só ir lá em Mariana e falar com eles sobre dejeto, que você vai ter uma aula do dejeto que solta o aço, do que acontece com o posse, aí você pega o vidro, que você vai tirar a sírica, porra cara, gasta energia pra caramba, usa recurso natural pra caramba, só que é útil, é útil, o aço é útil, você faz obra sem aço, você faz um monte de coisa sem em vidro, você faz janelas em vidro? Não faz, né? Vamos para o papel? O papel gasta aí para você fazer mil litros de, mil quilos de papel, você gasta 100 mil litros de água.

[38:09]Que vapora. É, você gasta no processo. No processo. É, você gasta produto químico, ou seja, você gasta 100 litros a cada quilo de folha sulfite, contaminando o material, com muito, a água, com muitas coisas. então aí eu pergunto pra vocês, qual é o bem mais precioso do planeta que o ser humano não vive sem, a água, então o plástico você usa 500 ml, o papel você usa 100 litros por quilo, a conta não fechou em algum lugar aí, então vamos fazer a avaliação de ciclo de vida, vamos pra avaliação de ciclo de vida, quem que ganha, aí eu vou excluir o papel, porque o papel perdeu não, vamos ver como é que faz pra melhorar o processo do papel, o plástico, o plástico tá poluindo lá, a sacolinha tá poluindo, vamos jogar e ela fica no aterro e ela fica no aterro, se você colocar um aditivo que existe no mercado, para enterrar a sacola e ela virar metano, existe esse aditivo, ele tanto no aeróbico quanto no anaeróbico ele se decompõe, só que ele vai virar metano, que é um gás de efeito estufa, 80 vezes pior do que o seu a dois, então quando você vem para o papel, o papel você não precisa pôr nada, ele já vira metano sozinho no aterrosanitário, enterrou o papel vira metano, vinte anos emitindo metano, então quando você fala de sustentabilidade é muito além do que um simples, ah, num presta, gera micoplástico, gera não sei o que, vamos usar papel, trocar sacola de papel, o papel não é pesado que o plástico, você já gasta no transporte, enfim, você vai ficar falando aqui e vai longe essa conversa, mas você pega, você tem que fazer análise de ciclo de vida das coisas, e é o que as pessoas entende, por quê? Porque não tá lá na base, não tá lá na educação, ninguém nem sabe o que é uma análise de ciclo de vida.

[39:53]O cara chega, você fala, sabe o que é o Exo 14.040? E tá falando de microplástico. Cara, assim, se você pensar que somos natureza, né? Somos natureza. E que a própria natureza, quem falou isso foi sua prima, aquele dia no papo com ela lá. Ela tem uma economia circular dentro dela? Tem. porquê, assim, morre um bicho, o que que é vontade? Na natureza, na secreta, desransforma.

[40:20]Entendeu? Já vira, já vira com cliente pra terra, péssis, urina, saca, tem cara que é milionária porque vem de esterco de vaca, rei do rei da bosta lá, não sei o que, então assim, galinha, esterco de galinha, esterco de galinha, o que a natureza produz, eu fui uma indústria de esterco de galinha, que a natureza produz, ela já sabe, ela é gigante, ela já sabe que vai voltar para ela, que o ciclo dela já está feito, agora a gente, como parte dela, se a gente se considera a parte dela, a gente tem que ter essa economia circular também. Qual é a economia circular que eu te contei? Qual é a maior economia circular que a gente tem no Brasil hoje e não falha num pedal? Você me contou essa?

[41:05]tributária, vem que ponto que não cobra imposto, é só seguir a economia tributária, se acerta economia tributária. E a roda só aumenta. É aquele pneu que vai no asfalto quente e ele só vai crescer. Eu acho que quando o assunto é meio ambiente, quando o assunto é sustentabilidade, do assunto, reciclagem, não pode envolver partido, não existe partido político, é o que é melhor para o mundo, acabou, não tem, não tem cara, é o que sabe assim, se você tem, vai para um partido ou outro, ideologia ótima, ótimo, mas a hora que fala sobre meio ambiente, sobre o que tem que ser feito, tem que ser faltado na ciência, é fazer, mas falar é falar o que vamos fazer? Tem que ser dados pautado em ciência, em dados que você traz muito isso, tem que ter dados. Vai falar de dados, mano, o que está acontecendo?

[42:13]Uma pessoa sem dados, ela só tem opinião. Quanto tempo demora pra essa garrafinha aqui, sabe? No meio ambiente, quanto tempo ela demora pra degradar? Eu já escutei falar em mil anos. Não é. Tem 52. 53. Essa deve ter 1. NÃO, essa tem um, mas a embalagem do carbonatado veio em 1973, então ela tem uma imedade que eu, tem 53 anos. Como é que o cara fala que dura mil e que já está gerando microplástico?

[42:43]Gente, ele nasceu junto com a PET. Ele nasceu no ano que nasceu a PET, o cara é o plástico. e tirou, tirou blister acionado. Esse é um moldado, as impete, esse janta, entendeu? Primeiro que eu sopou concioso, né? Quando minha mãe descobriu que ela tava grávida, eu já falei, pô, me tira daqui que eu tô fazendo aqui. Ah, é muito incrível, cara. Você vê que nada é por acaso. É muito louco, cara. Mas aí a gente vem falando dos projetos de circularidade, vocês mexem com limpeza de de praia também. Eu vi que vocês participam num projeto.

43:24Mutirões de limpeza de praia com parceiros

[43:24]A gente participa de algumas limpezas. Então, como é que funciona isso? Como é que é? Junte uma galera, e vai no catado, como é que é? A gente já participou de vários movimentos de limpeza, né? Começou com um grande dude do Viver de Verão, que eles chamavam a gente para participar de várias empresas. Eles estavam fazendo as empresas em parceria com BITCLINUP, BITCLINUP, BITCLINUP, BITCLINUP, portavozes aí da... ah, eu vejo ele, eu sigo ele. Cara é fera. É, inclusive, porra, ver a barreirinha que ele começou ali, de galãozinho. Foi com plástico. Agora começou com galão com plástico lá, dando plástico e dispoluiu o rio, os galões lá, lá, hein. E aí, nessa catação, vocês catam tudo que acontece com esse material depois. Aí a gente passa pela separação, Abre uma grande lona no chão e joga tudo lá e vai vidro para um lado, faz a ferro outra e faz toda a triagem.

[44:48]E a bituca de cigarro que vocês catam de monte que eu sei? Eu acho que tem um projeto no litoral, eles reciclam a bituca também? Sim, reciclam a bituca, aí o que louco é fazer até papel com bituca, dá para fazer papel com bituca. E aí o que serve para o Siri, né, o que é tampinha, plásticos que a gente acha que servem para o Siri, a gente traz, às vezes a gente guarda esses plásticos para mostrar como eles se deteriorizam e mostra isso, sabe, que é plástico retirado do oceano. Eu tenho uma tampinha colada na parede de lá que tem um coralzinho nas cenas de dentro da tampinha assim a coisa mas em que mais o rui simbólico é tão triste o cenário cara como tá o litoral assim aqui às vezes parece invisível né a gente frequenta ali as praias elas ficam limpas porque é a prefeitura galera do município limpa praia ele e tudo sim mas por exemplo a gente fez um vídeo manifesto depois se olha lá no nosso instagram não sei se olhou com a ringlose que a gente pegou um a barca do Max um BROTHER, nosso da praia, que tem um restaurante flutuante, bem louco, ele pesca os peixes ao vivo, já abri seu chip os caras, coisa mais linda. Bicha é braba, é um cara pirata.

46:05Expedição de barco a Ilhabela com atletas profissionais

[46:05]Barco dele, estruturado com... A gente pegou, pegamos dois, olha esse rolês, vai pirar, pegamos três atletas da Rengluse, o GJ, que é nosso BROTHER, local hero lá, é o rei do mágico, foi campeão brasileiro agora de Longboard, salve GJ, campeão brasileiro nacional. Pegamos o GJ, o Eric Faria e e o filho do, o Eric Bahia e o filho do Fabio Golveia, você já deve ter ouvido falar do Fabio Golveia, que é o Ia Golveia, que é patrocinada Hanglose, botamos cara em cima do barco, pegamos nossas máquinas, botamos uma bicicleta em cima do barco, botamos uma injetora em cima do barco, botamos uma triturada, não a trituradora é a bairca, a injetora e a extrusora, botamos.

[46:46]e a gente fez um moldezinho, levamos um tipo também um workshopzinha dos troféus, as coisas que a gente faz e foi mano, com a barca, com tudo assim em cima, até o outro lado da ilha bela, depois do bonete, que é o lado onde o oceano, o oceano e o humano não acessa e aí o Max e amigo de uns local lá, eles falaram, meu é, ali que juntam um monte de plástico, ali que ficam um saquinho, ficam uma corrente que junta, que vem uma corrente e pensa, maré enche emcheu ali naquelas pedras, hora que seca, é tipo uma peneira, velho, fica tudo nas pedras, cara, a gente chegou lá, sei lá, com os 20, mas 20 sacolas de 20 litros, 50 centímetros, 100 centímetros, 200 litros, 20 sacolas de 200 litros, nem fez com isso, cara, gente, começou a limpar aquele lugar, petróleo, piche de petróleo, e você pegou, você pegou, chegou a ver embalagem gringa, ooo, chinesa, tem no vídeo, depois você reposta esse vídeo lá, é que tá vindo, o atleta embalagem da asia, atravessa o oceano, atravessa e assim coisa assim, aterrorizante cara, a gente quer, sabe, se aquele pedacinho cara, de, aquele ponto assim, de paraíso, e assim, tá, ele tinha uma cachoeira em cima ali assim, que a gente foi em coisa mais linda, né, mais linda.

[48:05]Inclusive, você já achou o embalagem de 1970, sabe, você vê? Olha que louco. logo e data de validade. Antes de nascer o PET. De fora daqui. De fora e daqui também. Então, se a gente foi, aí o que a gente fez? Qual que é a ideia do manifesto? A gente pegou, fomos lá, fizemos uma limpeza com os atletas, tal, uma treta para levar a coisa para o barco, porque não tem acesso, botamos sacolas no barquinho, desse barquinho, levamos para o barco lá, conseguimos levar, chegamos lá, separamos os plásticos que a gente usou, os outros a gente deixou para destinar para o local correto, pegamos as tampinhas, os outros que a gente usa, já pôs na bike, isso já voltando para o bonete, você sabe que bonete ali do outro lado, a praia que tem onda, já voltando em direção ao bonete, já fizemos, pegamos molde do raspador da ringluz e botamos lá, trituramos, botamos na injetora, injetamos já vários raspadores, os moleques já pegaram a prancha, já usaram o raspador, vamos COMPOSURF. Isso pra mostrar o quê? Que sem 20 minutos, cara, assim, em uma hora e tenta, a gente pegou um monte de plástico da costeira, em 20 minutos, a gente criou um negócio que já usamos na hora, de cima do barco, o que que a gente não faz? Vou falar uma besteira aqui, imagina 10 projetos de serino litoral. Besteira? Por que besteira? E é da briga com a plástico, pra achar plástico, é isso que eu tô te falando, mas eu te falei, o nosso maior sonho é um dia falar, meu, tá difícil de achar, que não sei o que tá vendo, como que é agora.

[49:44]Fazer um ranking de 30 mil. E você que falou lá em bonito, lá aqui, tem que acabar as embalagens plásticas, quanto você dorme? Olha, eu não lembro. Olha, eu não lembro. Eu não tava vendo aquele momento. Eu não tava vendo aquele momento. mas olha, algumas embalagens de uso único e de tipo de materiais não recicláveis, eu acho que tinha que repensar e mudar o design dela, né, e fazer um design circular, uma coisa mais amigável.

[50:13]no ser por exemplo assim né vindo na não que ele falou mas tem algumas falo em cidades pequenas talvez em São Paulo não sei se por cidade mas locais que você tem um pouco mais de controle que as pessoas tem um pouco mais de tempo sabe assim na cidade interior tem um pouco né as pessoas geralmente tem mais tempo que as estão no São Paulo pega um trânsito o agranel pode ser que funcione entendeu você comprar seu feijão agranel seu arroz sabe como é em vários lugares como é que você vai levar? Você leva os potes, porque você tem um problema de saúde muito forte quando a gente fala do granel. Antigamente eu comprava pra minha avó, eu ia na vendinha do seu Manoel, e comprava lá, ele tinha os sacos lá e de ráfia e a gente comprava as coisas, levava pra casa, tinha que lavar, então se elevava o arroz, por exemplo, eu somei metidinha o cozimento tira, você tira boa parte dele. Então, o arroz, você pega do saco, você já joga, ele já tá higienizado. Antigamente, eu vou até fazer um vídeo disso, um dia, que eu tenho muita vontade de fazer, e tenho tudo pra fazer, só não fiz. Mas antigamente, quando apagava a luz do lugar, vinha rato, barato, cachorro, gato, porque o cara tinha um cachorro pra pegar o gato, tinha um gato pra pegar o cachorro, e tinha o gato pra RATO, e por aí ia, e você tinha um problema de contaminação dos alimentos, por eles estarem embalados dessa maneira, imagina você ir a um lugar comprar um negócio granel, vamos mentalizar aqui, aí você vai no seu carro com porta-malas cheia de pote de vidro, aí cada pote, não A gente tá falando de single-use, né? Aí você pega, você vai lá e pega um pó de vidro, vai lá e alimenta, alimenta, alimenta, alimenta, bom, você vai precisar de um trator pra levar as coisas pra casa.

[52:37]Se você levar um saco, um pote de plástico pra fazer isso, você vai precisar de um volume gigantesco também. Porque hoje tudo que você compra pra sua casa tem um estudo que diz que 60% é embalagem, seja na papel, plástico ou qualquer outra embalagem, de volume. ai você sabe que polui, ai a gente volta lá na educação, você sabe que polui. Diante dessa informação o que você tem que fazer? você tem que minimizar poluição, como é que você minimiza? por exemplo você compra uma mermitinha fitness, você tá lá no seu dia a dia, você não tem tempo, você compra as mermitinhas pronta, coloca no microondas que pode colocar, não tem bisfenol, não tem disruptor endócnico, quem e o que você tem que falar isso é ignorante, tá? Porque é material mono-camada, normalmente é o polipropileno, polipropileno não tem psifenol, não tem desruptor de dó, não tem absolutamente nada, você pode pôr no fíze, pode pôr no micro-andas e tá tudo certo. Então, você pega essa embalagem, você lava pra descartar? Eu lavo. Tem que lavar. Minimum alíngese assim, deixa lavar a loça. Deixa lavar, cai na aguinha, pá. O que você fez? Você valorizou o catador, valorizou a cooperativa, agora se catar, enfiar tudo num saco de lixo, ali socar, e pôr na rua pro lixeiro fazer seu trabalho, aí tá errado, eu acho que na Europa você já toma até multa, né? Aqui na Europa você tem o fã, é outro esquema, você tem o cashback, o backstage ali quer fazer uma pergunta.

[54:12]pó-grain sobre o ar de todo o amido do arroz e você perde quase toda a vitamina B que tem nele, então basicamente você tá comendo ali só pra fazer volume. Nunca mais lavarei o arroz. Mas se ele tivesse um saco de ráfia, você tinha que lavar, como era no passado, século 20, lavar. Eu tava gastando em dobro. Tá vendo como a informação é? Rui, eu já nunca sei porque eu já fiquei sabendo que a água cengar os matros, os microorganismos, né?

[54:42]É, então já era, né? Vai ter ver, vai, vai, vai, vai tudo. É, mas tem bactéria que não morre, né? É, pega aquele bichinho do porco lá que matou um monte de gente, do porco não, do pombo, morre não. Esquisitou sua, esquisitou sua morte? é um bichinho lá que tem, a bactéria não saiu no nome não, tem um amigo que morreu disso aí, tem ou não, tinha um amigo. Então, cara, é o que a gente fala é sempre isso, né, da circularidade dos materiais, o que vocês estão fazendo, que é um trabalho sensacional, conta com a gente, a gente vai, vai afinar essa parceria aí, eu acho que vai dar bom resultado, porque a gente tem o mesmo, a gente tá na mesma tocada, na mesma estrada, né, isso aí, a gente quer trabalhar com educação, ensinar, mostrar que o material material, os materiais, os materiais, fique claro, os materiais, o aço, ferro, alumínio, todo mundo tem seu papel, que eu sempre falo, cá toma pizza e coloca no embalagem plástica, você vai chegar na sua casa e você vai comer um elástico, agora você põe ela no embalagem de papel, o papel vai absorver os vapores e você vai chegar com a massa fresquinha na sua casa, só que o papel não pode ser reciclado porque tem, pode ter até merda dentro, então tem que ser um papel novo e PLAN VISA. Só que uma coisa que é muito importante, é óbvio que é a gente fazer parte disso tudo, só que o papel das empresas, das indústrias, né, assim, e até de quem corporações, fala até de cara que constrói, condomina, tô falando disso, colocar cada vez mais esse material pra uso, seja em bancos, seja em lixeiras, seja em, sabe, porque as pessoas precisam e quanto mais elas verem em lugares legais, em lugares, estou falando em shopping, ela vai passear no shopping.

[56:35]Posso falar o que eu escuto muito? Não. Dá trabalho. Mas o que que não dá trabalho, mas... Não mexe no lugar. É. Então, o que eu acho, o que eu penso, na minha humilde opinião, que esses caras que estão sentados sem fazer absolutamente nada, eu ia soltar um palavrão aqui, mas eu fui comedido agora, esses caras que estão lá no topo da cadeia, eles tinham que apoiar projetos igual o seu, igual o meu, igual o cara que limpa a praia lá da ecobarreira, o cara que... eles tinham que apoiar projetos.

[57:09]Inclusive, posso fazer a propaganda do nosso Ruanê? Deve. Deve. A gente está com um projeto de lei Ruanê incrível, tá? Se você é dono de alguma empresa, lucro real e tem interesse em apoiar, em patrocinar, em abater do seu imposto, né? É. Seu projeto já está provado, né? Seu projeto já está provado. Já está provado. só, cara, é só você doar o dinheiro, entra em contato com o Projeto Siri, a gente apresenta pra vocês um projeto lindo, assim, que tem tudo pra durar anos aí e mudar o rumo da educação, inclusive da inclusão da economia circular nas escolas.

[57:47]Aí tem umas perguntas, bate rápido aqui, que é tampinha, é ouro ou clichê na reciclagem? Ouro, pepezinho ali, o volume está usar, difícil de voar, a cadeia que está envolvida, hoje as ONGs, estou falando, e skate reciclado, aceita o óleo, é só pra foto, o skate reciclado, aceita dar um drop, só pra foto, não rola, drop não rola, acho que drop não, mas um um rolê ali na hora de panema, acho que ele tem suas limitações, mas...

[58:24]É por causa da liga, né? É, acho que é fibração. Você vai usar o terpó ainda, você vai usar o terpó. Não, é mais a questão da... Você vai usar o terpó, você vai depois, você me fala. Ele dá a questão de rigidez. Depois você me fala, eu vou te dar um pouco. Imagina fazer um shape reciclado. Eu vou te dar um pouco de material, você vai levar. Você te dar, né?

[58:43]Não, mas seria um bolo-se-borgs. Ó, Sidnei! Sidnei da Terpal, meu amigo, ele vê todos os podcasts, Sidnei, ó, os caras estão fazendo um trabalho incrível, a gente conectar o Terpal com eles, o cara, você vai ver o que vai acontecer com esse material que sai de praia seco, você pega aquela sacolinha craquelada, você põe Terpal nela, ela vira de novo sacola, cara, é sensacional o material, vocês vão usar depois vocês me falam, nós vamos gravar um vídeo falando disso.

59:12Terpol: o aditivo de seringueira que dá flexibilidade ao plástico

[59:12]Galera, só pra vocês entenderem o quão importante esse terpol, a gente tá falando desses plásticos que todo mundo fala, né, que não são recicláveis, que geralmente é o... BOPP, que é aquele de salgadinho, sabe, aquele de salgadinho metalizado, multi-camada, é. Não só como também a mistura, né, quando a gente faz uma coleta de praia ou coisas misturadas.

[59:35]A única coisa que não entra é PVC. Então, o piso da EcoFashion Week foi feito com polipropileno, terpol e jeans. E o mais importante é que você, pelo que o Rui falou, que você aplicando terpol para esses resíduos, ele não perde reciclabilidade. Não. Então, começou uma pergunta, Rui, se a gente fizer uma coleta de praia, certo? Certo. E aí criar chapas misturadas de diferentes tipos de plástico e adicionar terpol.

[1:00:03]e aí a gente fez um suporte de notebook que quebrou, tritura de novo, mas tritura eu posso adicionar ele só pp depois ou uma leva só de pp ele vai ficar caliga mas o terpo ele traz flexibilidade porque ele vem da é o material bio ele vem da seringueira então ele traz elasticidade por isso que eu tô falando que vocês vão fazer o shape ele não vai quebrar ele é de fonte renovável ele é bio não é bio degradável ele é por que ele vem de fonte renovável. Cada seringueira produz 7 quilos de borracha por ano. Não depende de água e depende de mão de obra. Então, quanto mais seringueira você plantar, é melhor a captura do céu 2, mais mão de obra vai gerar. Coração, mais uma prova de que a natureza vai salvar todos os dias. É isso aí, cara. A Terpol tem essa patente mundial, desse produto e, assim, pouca gente conhece ainda, é, a gente divulga bastante, eles divulgam bastante, eu divulgo o cara, porque o cara é meu amigo e é um baita cientista, o cara tá sempre aí, você precisa do cara, tá aí, tá?

[1:01:14]Vou fazer um vídeo com esse termoformador, já falava, vou fazer um vídeo assim, a gente pega no transformador, joga mágica, joga o pomágico, você vai ver que negócio interessante que é, vocês vão pirar, é bem legal. A gente estava preocupado, cara, olha que loucura, com esse caldeirão que a gente estudou muito técnicas que usam no Key, né, que os caras fazem um caldeirão, misturam o óleo de cozinha, né, você viu esse lance já? Então tem esse lance, mas aí com o óleo de cozinha ele perde a reciclabilidade, né, então.

[1:01:43]É óleo de cozinha pra não grudar na panela, né? Não, mas ele não mistura o óleo, ele joga o óleo dentro com a... Ele não absorve, ele depois se separa. Rui Katsuno, PodPlástico, SENAI, ABIMAQ, ABRAMPA, EMBANEWS, Braskem, barril de petróleo, faz um barril de plástico? Não, né? Sobra um monte de... Não, você separa tudo, né? Tem azulina... 6% do petróleo vira nafta, que vira plástico. E são os únicos 6% que você pode reciclar e voltar para economia circular. E os outros 90? Quem vai vira os seus dois. Porque são os combustíveis? São os combustíveis.

[1:02:48]e aí já vira vai para dizem então aquela história do plástico petróleo você acha que parar de fazer plástico vai parar de extrair petróleo o cara é muito burro que pensa isso é isso aí gente a gente tá aí puta papo legal acho que falamos um pouco de tudo tem Rui Katsuno, PodPlástico, Soul do Plástico, MTF Termoformadoras,

[1:03:48]só falo das palavras delas minhas, não tenho muito o que falar, só para isso, procurar estudar mais, acho que a gente precisa estudar, ouvir pessoas que têm um conhecimento técnico, científico, antes de querer falar sobre alguma coisa que você viu, não, acho que vamos estudar, vamos reciclar e vamos amar os animais e o mundo, que é a única salvação para daqueles nossos filhos ainda vejam baleias, golfinhos, florestas, eu acho que é isso e a mensagem do nosso mão de martelo. É mão de martelo? É, todo mundo já falou tudo, mas é isso, é consciência em primeiro e querer mudar de dentro para fora. Não adianta só falar o que é aí, não faz e tá na hora de mudar, né.

[1:04:51]E o que eu quero falar aqui também agradecer muito Rui aqui pela oportunidade e ensinamentos para abenizar ele, porque é um cara que assim não tem medo de expor ao conhecimento dele, de falar sobre isso aí não é fácil você ir na internet, falar, responder perguntas, cara, você tem que ter muito conhecimento sobre isso, saca, e ele é um cara que tem, é um cara estudado, é um cara que trabalha com plástico, só 38 anos, eu tenho 40, tá assim, PARABENIZAR, e é isso, cara, estudem, quem quiser, o que vocês não souberam e pergunta para o Dr. Rui aqui, e agradecer essa oportunidade, cara, por estar mostrando quem a gente é mesmo, e que aqui não faz greenwash, não, ver o que o negócio que é sério, não. É isso aí, galera, o PodPlástico hoje foi um puta auto astral demais, obrigado a vocês terem vindo, muito bacana a gente trocar essa informação, já estamos conectados, nós vamos falar muito ainda do Projeto Siri, a gente vai fazer uns eventos junto, tenho certeza vai ser muito legal, a gente vai inaugurar a primeira mão aqui para todo mundo, vai ter inauguração da SED, do Instituto Soul do Plástico, nós teremos uma SED, um projeto de economia circular montado para a escola que quiser vir visitar, já está convidada e o nosso intuito é levar a educação, que a gente falou de educação, educação, desde o começo até agora, e eu falei que eu ia fechar falando de educação, que sem a educação ninguém vai alugar nenhum e nós precisamos educar os nossos jovens, precisamos levar a informação às pessoas curtas e ao mesmo tempo ignorantes, que são várias na internet, hoje tem uma profissão nova na internet que chama Tudologia, que é o cara que fala de tudo e e diabosolutamente nada do que tá falando. Então são pessoas extremamente cultas falando um monte de besteira. Quando não souber, pode perguntar, tem um monte de cara que sabe um monte de coisa boa, hoje você tem informação, você tem chat GPT, você tem Google, você tem Cloud, você tem um monte de lugar que você pode buscar informação, então não seja mais um ignorante. Quando chegar informação lá pra você, não reposta. Olha primeiro que se repostar besteira eu pegar no meu eu vou retrucar e é assim que eu gosto e eu vou fazer sempre pode xingar, pode berrar e nós estamos chegando ao final de mais um episódio do PodPlástico, gostou do nosso bate-papo, curte, compartilha, manda para o amiguinho, não gostou, deixe o comentário aí no que não gostou, no que não concordou que a gente está aqui para levar sensação de qualidade e melhoria contínua. Muito obrigado a todos que ficaram conosco até agora e até o próximo episódio do PodPlástico.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.