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Festival Sustentável Existe? Vicenzo Mostra o Que Ninguém Tem Coragem de Falar

1:38:1884 min de leitura
Episódio completo no YouTube: Festival Sustentável Existe? Vicenzo Mostra o Que Ninguém Tem Coragem de Falar

Vicenzo Zaratin, da Ciclo, revela como festivais recuperam milhões de copos plásticos para reciclagem e por que banir material não resolve o lixo dos eventos.

Principais insights

  • A Ciclo já recolheu 2,4 milhões de copos em um único festival de 7 dias no Brasil, recuperando 81% do material para reciclagem.
  • Copos de PLA e PET cristal têm praticamente o mesmo peso específico e afundam juntos na lavagem, então a separação precisa ser combinada com o bar antes do evento, não depois.
  • A Ciclo já atendeu à gestão de resíduos de ativações do Rock in Rio, Tomorrowland, C6 Fest e Lollapalooza, além do Camarote Brahma.
  • Vicenzo é consultor e auditor certificado pelo Instituto Lixo Zero Brasil, que exige desvio de mais de 90% do resíduo do aterro para a certificação máxima.
  • Reciclar tampinhas de garrafa reduz em 85% a pegada de carbono do material, segundo análise de ciclo de vida do projeto Tampinha Legal.
  • Defende que falta de sacolinha plástica gera mais metano no aterro, não menos, porque o lixo úmido acaba em caixas de papelão que se decompõem sem controle.

Perguntas frequentes

Quem é Vicenzo Zaratin, da Ciclo Plataforma Sustentável?
Vicenzo Zaratin é arquiteto urbanista e sócio-fundador da Ciclo, empresa de gestão de resíduos para o mercado de eventos fundada em 2018 com o sócio Caco. A Ciclo também tem uma unidade de reciclagem de plásticos e hoje atende tanto operações de eventos quanto contratos permanentes, como shoppings e hotéis.
Quantos copos plásticos a Ciclo já recuperou em um festival?
Segundo Vicenzo Zaratin, em um único festival de 7 dias no Brasil a Ciclo recolheu 2,4 milhões de copos, dos quais 81% foram recuperados e destinados para reciclagem.
Por que é difícil separar copos de PLA e PET na reciclagem de eventos?
Vicenzo Zaratin explica que copos de PLA cristal e PET cristal têm basicamente o mesmo peso específico, então afundam juntos durante a lavagem e triagem por flotação. Por isso a Ciclo negocia com a operação do bar antes do evento para trabalhar com um único tipo de copo, evitando a mistura dos dois materiais.
O que é a certificação Lixo Zero, da qual Vicenzo Zaratin é auditor?
É uma certificação aplicada no Brasil pelo Instituto Lixo Zero Brasil que mede o desvio de resíduo do aterro sanitário. Tem níveis progressivos — compromisso, rumo e selo lixo-zero (entre 50% e 90% de desvio) — até a certificação Lixo Zero completa, concedida quando o empreendimento desvia mais de 90% do resíduo do aterro.
Banir a sacolinha plástica reduz o lixo dos eventos e das cidades?
Vicenzo Zaratin argumenta que não. Sem a sacolinha, o lixo doméstico costuma ir para caixas de papelão, que vazam resíduo úmido na coleta e, no aterro, se decompõem gerando metano — um gás de efeito estufa mais potente que o CO2. Para ele, o problema é a falta de educação sobre descarte, não o material em si.
Como funciona o sistema de cashback do copo reutilizável em eventos?
Segundo Vicenzo Zaratin, o público paga um valor (por exemplo, R$ 10) por um copo reutilizável mais grosso na entrada do evento. Ao final, pode devolver o copo em um ponto centralizado e ter o valor ressarcido, ou ficar com o copo e levar para casa — o que reduz o descarte disperso pelo evento.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: quem é Vicenzo Zaratin, sócio-fundador da Ciclo

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje eu tenho o prazer de receber aqui o Vicenzo Zaratin, é sócio-fundador da Ciclo Plataforma Sustentável e faz um trabalho incrível na economia circular. Vicenzo, muito obrigado por estar aqui, se apresenta para o pessoal, por favor. Valeu Rui, obrigado, obrigado pela oportunidade. Como eu já havia falado posteriormente para você, e você, eu sou um grande admirador do seu trabalho, acompanho você já há um certo tempo e fiquei também muito lisongiado pelo nosso trabalho ter sido notado por vocês, sinal de que a gente está caminhando no trajeto correto. Eu sou um dos sócios da ciclo, fundado em 2018. No momento que a gente fundou o meu sócio, o caco, a gente escolheu trabalhar com gestão dos resíduos, de uma forma inteligente, de uma forma fácil para o mercado de eventos, tanto porque a gente vem do mercado de eventos, nossa origem é de fato desse segmento e naquele momento, nos momentos prévios da fundação da empresa, a gente enxergou um potencial muito grande porque via as caçambas de lixo e não embora, sem nenhum tipo de segregação, sem nenhum tipo de tratamento do resíduo, e aí então em 2018 a gente escolhe fundar a ciclo para trazer essa cultura, essa conscientização por mercado de entretenimento de live-market.

[1:31]E aí estamos desde então desenvolvendo projetos para trazer a sustentabilidade através da gestão de resíduos mais eficiente, menos custosa, mais prática para o mercado de entretenimento. E aqui para vocês eu vou dar um dado aqui que é extremamente impressionante. Em apenas Nos um evento, eles recolheram 2 milhões e 400 mil copos em um festival de sete dias no Brasil.

1:582,4 milhões de copos recuperados em um festival de 7 dias

[1:58]E o que é mais doido de tudo isso, 81% foi recuperado e destinado para reciclagem. Conta um pouco para a gente sobre esse tema. Cara, a gente, desde o começo, a gente escolheu trabalhar a partir de uma metodologia que e muito maior arquia de tratamento do resíduo. Então, toda vez que a gente vai fazer um planejamento de gestão de resíduos para um projeto como esse, até com um festival, a gente sempre senta com a produção, tenta entender os pontos de gestão de resíduo de cada espaço dentro do evento. O evento, na verdade, é uma loucura, porque você tem montagem, evento e desmontagem com equipes diferentes, com perfis de resíduos diferentes sendo gerados por esse período, e ele tem data e hora para começar a acabar, se você errar no meio do processo, já era, você perdeu tudo, então a gente tenta sempre olhar um pouco do perfil de geração de resíduo do evento, para traçar uma era aqui de ação, então vamos olhar um pouco para a materialidade do resíduo, saber se tem algum resíduo que eu consigo tirar da cadeia, se eu consigo substituir, se eu não consigo, se é muito custoso, muito trabalhoso, vamos trabalhar com a reciclagem dele, recuperação dele, e aí isso também vai se conectar muito com a legislação local de cada cidade, estado, onde o evento está acontecendo.

[3:26]Porque, por exemplo, aqui em São Paulo, no estado de São Paulo como um todo, tem uma lei da polícia militar que eventos que acontecem em arenas, em parques, onde a polícia militar dá o suporte do policiamento, você não pode deixar alguns materiais na mão do público. então por exemplo você vai num show num estádio, não pode ter vidro e nem lata de alumínio, a lata também não também não a polícia não deixa resolução 133 se eu não me engano da polícia militar o plástico o plástico pode e aí qual é a solução para uma situação como essa você tem o alumínio descartado direto no bar que pro processo é muito interessante porque é um controle muito vai por lugar certo exatamente você não tem o alumínio espalhado na mão do público e você dá o copo de plástico a mão do cara Então, cada shopping que o cara vai tomar, cada cerveja que o cara vai tomar é um copo novo, né?

[4:21]Para o processo de reciclagem, ele é muito interessante, porque a gente consegue praticamente recuperar tudo que é colocado na mão do público. Você tem ali uma desvantagem que é, de fato, a geração do resíduo, né? Se você olhar para essa hierarquia que a gente trabalha, o melhor resíduo é aquele que não existe, claro, né? mas se tiver que gerar resíduo, vamos gerar resíduo que vai gerar valor, que eu vou ter geração de valor no uso dele depois. Então a gente faz um trabalho justamente para mapear onde o resíduo é gerado dentro do evento, trazer esses pontos de acúmulo e pontos de descartos intermediários, onde eu vou poder captar a maior parte do resíduo gerado, tanto na operação do evento como na mão do público, de fato, e aí depois a gente vai para uma triagem mais grossa, onde eu vou separar o material por tipo de material, por coloração, por tipo de uso, se o material está muito contaminado ou não, para depois mandar para a indústria.

[5:22]Aqui eu vou parafraziar para você uma frase da dona Teresa, da dona Helena do Cetea, que embalagem por embalagem, ela não deve existir. E eu tenho isso para mim, é embalagem por embalagem apenas e pura, ela não deve existir. A dona Helena fala muito isso. E aí, cara, a gente vai para um negócio que eu vi uma pesquisa da Europa, se eu não me engano, que fala que se um sexto de depósito de resíduo, conhecido como sexto de lixo, tiver a mais de 15 metros do cara, ele vai jogar no chão. Isso é real?

[6:02]Rui Katsuno, PodPlástico, Soul do Plástico, MTF Termoformadoras, SIMA. A gente escreve em SIMA, geralmente é orgânico ou não reciclável, e aí depende muito do perfil de geração de cada evento e reciclável, e aí o reciclável vai tudo misturado, aí vai papel, vai plástico, vai alumínio, depois a gente tem uma central de estriagem que vai trabalhar esse material.

[6:53]ai vou te fazer uma pergunta aqui bem, bem capsiosa mesmo, se eu pegar um copo de PLA cristal e um copo de PET cristal que tá no mesmo evento, vamos falar que usou os dois, ai você tem o reciclável e você tem o orgânico e não sei se você tem compostável, depende do evento a gente vai colocar o compostável, vai pra onde esses dois?

[7:27]Hum. Era isso aí, era essa pegada que eu queria, porque quando você, depois você vai tritular, você vai lavar, eles tem basicamente o mesmo peso específico, eles vão afundar os dois a uma rosa e já era, desculpe, também não, perdeu, é, mas na verdade, Rui, a gente faz um trabalho prévio, porque quando a gente é contratado pra fazer uma consultoria como essa, eu tento entender como que vai funcionar a operação de bar do cliente, tá, e eu vou justamente no questionamento, tá, como que vai funcionar, aqui tem restrição, ah, vai ser chope, pô, chope é só copa na mão, aqui tem restrição, tem, também é copo na mão, aqui não tem restrição. Então, trabalha com um tipo de copo só. Exatamente, aí a gente vai desenhar o modelo de copo. Aí, por exemplo, quando o cliente quer fazer um apelo muito grande em relação a sustentabilidade e a legislação local permite, é usado o copo reutilizável. Ah, aquele copo mais grosso, o cara leva embora, ele pendura num cordão e leva embora para casamento. E tem algumas mecânicas... Meu filho tem um monte desses aí. É, que é PP, né? Que é um copo que dá pra reutilizar muitas vezes, e tem algumas mecânicas que inclusive incentivam o cara a devolver esse copo. Então, por exemplo, o cara paga 10 reais no copo na entrada e ele pode ter esses 10 reais ressarcido de alguma forma ou um cashback, exatamente, se ele devolveu ou se ele quiser levar o copo embora, ele vai levar e é 10 reais. Então, e aí a gente tem um ponto, nesse momento, a gente tem um ponto centralizado de descarte do copo. Puta, que legal. Geralmente, é um estande dessa mecânica para o o cara devolveu o dinheiro e pegar o copo de volta, ou é um tambor na saída onde o cara vai colocar os copos e aí puta, aí você tem um equipamento só com esses copos, aí é fácil processar, então você tem essa custa mais caro, é uma mecânica que custa mais caro, porque o cliente tem que fazer todo esse ajuste de pega o dinheiro, devolve o dinheiro, pega o copo, devolve o copo, é muito mais barato botar o copo de o single user do que a gente ama, que é o copo de uso único na mão do cara e vamos embora, e recicla-se material. Então você vê que louco né cara, você faz isso dentro de mega-evento né, vocês participam de mega-eventos e lá você consegue meio que fazer uma conscientização né, de eles vão jogar no reciclável, muito vai puxão, é óbvio, mas você consegue até mandar, então você foge da média de reciclagem do país dentro de um mega-evento, isso que é a força do trabalho e da conscientização, sem dúvida, aí pega, por exemplo, se isso levasse para o cara dentro da escola, lá no pé, lá na base, se ele vier com isso, até aos seus 18 anos que ele vai 16 anos para o mega-evento, você não ia precisar ter tanto trabalho assim, né?

[10:30]Não, não. E eu não vou nem entrar no mérito do perfil musical, para não polemizar aqui, mas também os estilos de festivais e shows que a gente participa também influenciam na característica da organização do DSCAT. Então você tem shows falando de evento de massa, né? Você tem shows que tem uma galera mais conscientizada, que vai respeitar mais a sinalização das lixeiras, você tem shows que o cara tá nem aí.

[11:02]É o mais velho, né? Que tem um pouquinho mais de paciência, né? nô, não tô falando nem de perfil etário. Égenero musical. Que louco, né? É muito louco isso. E aí você tem de fato uma galera mais conscientizada, que vai respeitar a forma de descartar e que, cara, geralmente, sim, tem um público mais jovem, e, aqui, acho que talvez tenha passado por esse processo de educação ambiental dentro da escola. Meu filho hoje tem seis anos e ele tem educação ambiental na escola. Ah, mas aí eu vou já dar no meio. Porque o filho tem uma educação ambiental que isso aqui é melhor que o plástico. Tem, mas aí serve o pai pro pai... É, mas aí tem o pai. Isso aqui, gente, tá aqui, ó. O que acontece quando você recebe isso aqui?

[11:54]Então, eu até tava comentando contigo, né? Isso aqui pode erroneamente ir para uma com uma lixeira de compostável, ele pode, né, porque na verdade o que isso é lixo, é lixo, né, se você tirar essa laminação, o papel até vai compostar num período maior, mas ele até vai, o problema maior é, são as usinas de compostagem para onde a gente manda o material, que esse tipo de materialidade, quando é identificado na hora de descarregar o caminhão, a usina devolve a carga inteira, então você uma carga bonita de 4 toneladas para ser compostada de um evento que, com muito suor, conseguimos separar o material orgânico, o resto de comida, para compostar, e aí chega um elemento desse, que vai contaminar toda a carga, a usina devolve a carga, você não tem o que fazer, é como você vai trabalhar, você tem que mandar uma carga para ter.

[12:49]Você, cara, você é um especialista em gestão de tecnologia ambiental, na verdade, é arquiteto urbanista, né? Aí você começou a olhar, você já contou um pouquinho no começo, você começou a olhar aquele monte de lixo indo pra onde que lixo é dinheiro, né? Lixo é dinheiro. Na verdade não é lixo, é resíduo. Tem quem enxerga como resíduo, que enxerga dinheiro, e tem quem enxerga como lixo, que é lixo, que é aquele cara que pega, enfia a garra quem é no saco, põe na porta de casa, lixeiro levou, sumiu.

[13:21]Não, e tem que acha que a gente é milionário pro tá trabalhando com lixo, né? é muito louco. Por exemplo, é uma pergunta legal também. Você pega um lixo aqui em São Paulo. Porque, na verdade, é um resíduo, mas para você, ele é tratado como um resíduo, mas é lixo porque você vai ter custo. Sim. Porque você vai pegar aqui em São Paulo e você leva para compostar a gente lá em Campinas. Sim. Você ganha alguma coisa com isso? É prejuízo, né? Você ganha que tá loja, tá no contexto do teu contrato. É, exatamente. Mas, assim, pagou para compostar, né? Pensando unicamente nessa linha de serviço, não é rentável.

13:55Rock in Rio, Tomorrowland, C6 Fest e outros grandes eventos

[13:55]Pessão, unicamente nessa linha de serviço, não é rentável. Mas é aquilo que você falou, tem um contexto, um contrato com mais serviços envolvidos e que uma coisa acaba compensando a outra. E a gente precisa entregar uma performance mental para o cliente também. E quais os shows de maior pote que vocês estão dentro? Cara, a gente já atendeu o primeiro Detal aqui no São Paulo, na verdade a gente atendeu e o serviço de limpeza, patrimonial, mas participo com a empresa de gestão de resíto, que é a Bom Merangue, que é um parceiro do Rio de Janeiro. A gente atendeu a volta do Timor-O-Land Line 2, fizemos o C6 Fest no ano passado, que é um festival grande, que é um banco que tem um apelo ambiental, que é o C6. Algumas ativações dentro do Lollapalooza e dentro do Detal, nos anos anteriores, nos contrataram para fazer a gestão de resíduos, porque tem alguns festivais que exigem que os patrocinadores tenham gestão de resíduos nas suas atividades.

[14:57]Ah, direto? Então eu atendi direto os patrocinadores que estavam lá. Ah, carai, tem os eventos corporativos, tem riosForce, no começo do ano a gente fez toda a gestão de resíduos do camarote Brama, ali no EMB. ABRAMPA tem um shopping agora que é embalado numa garrafa PET. Você já viu? Olha, top, aquele live, muito bom. Eu nunca tomei, é bom? Olha, ABRAMPA, quiser patrocinado aqui, olha.

[15:25]Tá dito, tá dito. E tem muita coisa legal pra rolar agora, né, com as arenas de copa, até algumas movimentações do próprio show business agora para o segundo semestre, ainda tem coisa bacana. Estamos tentando alguma articulação com as ativações de F1, enfim. Eu sei também que vocês estão dentro do processo com o Soul do Plástico, Soul Plástico, né?

[15:47]É, o Soul, o Soul entra exatamente nessa pegada aí, que é pra te deixar mais tranquilo, né? Vai deixar empresas como a sua. O que que a gente fez no Soul? O Soul, a gente tem um kit de máquinas, que a gente doa pra escolas, tem as empresas do... Algumas poucas empresas do mercado do plástico, que estão realmente preocupados com educação, não só na língua, estão ajudando a gente no Instituto Soul do Plástico para fazer esse movimento.

[16:16]Então, a gente doa dois equipamentos para escolas, de preferência escolas técnicas, tá, ou em locais de baixa renda. E aí, dou um moinho e uma injetora de cunha educacional, que dá para fazer bastante dinheiro. Então, eles pegam tampinhas, embalagem de omo, polietileno e polipropileno, que dá para misturar e fluir bem. e aí eles moem aquilo, joga lá e faz suporte celular, medalha, agora nós lançamos uma pulseirinha, chaveiro, eles fazem um monte de coisa da pra fazer, e eles vendem aquilo, quando eles fazem isso, eles pegam óbvio que dentro do projeto social, eles pegam a tampinha que vale 2 reais o quilo, trituram, passam pelo processo, e lá na ponta eles vendem por 10 reais cada produto, ele levou o preço da tampinha de 2 reais pra 300, Então, ele ressignificou o material, ele revalorizou ao extremo material, teve educação ambiental, aí ele vai ter educação financeira, você tem fortalecimento do grupo, então você tem um baita-aumente de autoestima nessas crianças impactadas, desses jovens impactados, e ali você tem de toda comunidade, você tem toda comunidade envolvida nesse processo, que eles vão doar e tal, senta com altruísmo, só tem coisa boa no projeto, é muito legal. E a gente tem o nosso itinerante, que o itinerante é mais para educar, o que eu gosto do itinerante, vai num lugar, por exemplo, que o cara fala que odeia o plástico, que o plástico é o demônio dos SETMARIS, que o plástico vai matar todo mundo, bisphenódio, repitoridócio, tudo que é bobeira que eles gostam de falar, que eu adoro rebater. Então a gente pega esse kit e leva nesse lugar, e faz um dia de reciclagem. Então, eu levo em escola, eu levo em associação, eu levo em feiras, em eventos e a gente faz ali na hora a transformação do material que tá rolando dentro do evento. Por exemplo, você vai fazer um evento que tem copo, você vai ter copo de IPP. Vamos lá, chama a gente, sem fins lucrativos nenhum instituto, instituto não cobra nada, tá? Muito pelo contrário, eu só ponho dinheiro nesse instituto, mas é o meu prazer esse instituto, tá? Então a gente leva o instituto para o evento e aqueles copos que vão ser gerado ali, a gente já vai triturando, já vai passando pelo processo de extrusão, injeção e vai distribuindo brinde para a galera, então você vai fazer uma corrida de rua ou vamos fazer um tênizinho, vamos fazer um chaveiro no tênis ou vai para um campeonato de tênis, vamos fazer uma raquete, a gente faz o molde e ali e a gente contextualiza lá com o evento e a galera entende que com uma tomada você recicla plástico, aí eu falo pega uma tomada e recicla papel, recicla aço, recicla vidro com uma tomada, então é a gente mostrar a circularidade que destinou para o lugar certo, ele dá certo, ele traz renda, então essa é a nossa narrativa e o nosso eslogan do instituto chama instituto Soul do Plástico, o nosso Soul de Alma, então o eslogan é que a alma do plástico é circular.

[19:31]É legal, a gente tem algumas operações que com certeza se encaixariam com essa mecânica e eu acho que alguns clientes que com certeza topariam abraçar esse tipo de iniciativa ABRAMPA dentro do evento. Agora, de fato, é impactante para o cara enxergar, tá circulando no evento e ele vê que o copo de plástico que ele tá tomando ali, o show-up dele, virou um brinde para ele levar embora para casa. Ele tá eternizando uma marca do projeto.

[20:01]É isso aí. É um negócio bem... É assim, é impactante você ver na escola, cara. Na escola é uma transformação. Vai aqui na ETEC, nossa aqui de Maripurã, chega e fala que você quer falar mal do plástico, qualquer coisa, fala qualquer coisa na porta já, que você vai lá pra dar uma palestra de papel, os caras tipo pra fora, porque eles entenderam a valorização do negócio, é diferente, é uma das coisas que a gente mergulhou agora, Rui, acho que, eu vi, nós vamos falar disso aqui, eu vou já te cortar porque eu ia te perguntar isso, porque no meio do caminho aí, em 2019, você abriu a VZ, né?

20:41Como nasceu a Ciclo Resinas, o braço de reciclagem

[20:41]É, que na verdade é a empresa de reciclagem nossa, na verdade é ciclo resinas, que a gente é uma, é uma... Você viu o braço? O braço, você falou, tá indo muito material aqui, vão fazer dinheiro aqui, né? Exatamente, é na verdade assim, o início da, da, da ciclo lá atrás com o meu sócio, eu fico brincando que eu sou o cara que ficou pirando nas ideias e meu sócio, o caco, ele é extremamente operacional.

[21:10]e ele é o freio teu. Não, ele é o cara que faz o negócio acontecer. Então eu falo para o Piro aqui tocar, tocar aí que agora faz o negócio acontecer. Mas tem que ter o freio, quem é o freio? Não, ele freia, ele freia, muitas vezes ele freia, ele fala calma, Zaratá, vamos olhar para isso, vamos uma coisa de cada vez, aí te dá uma diminuída no ritmo. E aí lá atrás nossa ideia sempre foi trabalhar com circularidade do material, então eu não sabia qual material a gente iria chegar. Então a Então, a gente começou lá atrás a desenvolver no estudo sobre as materialidades, olhando para as cadeias produtivas, né? Então, olhou para a cadeia da reciclagem do papel, olhou para a cadeia da reciclagem do alumínio, olhou até para a cadeia da reciclagem do orgânico, o que a gente acha que ainda é um mercado defasado dentro do nosso contexto e, cara, não tem como se negar, né? O plástico ele é, ele ainda tem muito oportunidade e os ingredientes do mercado. Você não está limpo ainda, você tem água boa para navegar. Para navegar é um mercado que tem muita carência de produto final também, então você consegue, você tem muita oportunidade, você olhar para o alumínio, para o papel, são mercados consolidados. Sim, já tem muitos anos. E tirando o investimento, o capex para você poder rodar um negócio daquele ali, você olhar para o plástico, o moinho, uma lavadora, uma secadora e uma explosora. Você está fazendo o plástico. Você está, exatamente, reciclando o plástico. Então, a gente olhou para isso e foi tentando desenvolver o processo para começar a trabalhar os materiais que a gente processava, triava nos eventos e nas nossas operações permanentes também, porque no 2020, com a pandemia, a gente parou de operar em evento, porque o mercado de evento foi o primeiro a parar e o último a voltar, né? É verdade. Então, foi um, foi uma mas ali você tava com reciclando, reciclando você não parou, né? É, na verdade a reciclagem ela veio de dois anos pra cá, a gente acabou se encontrando numa outra solução na época, fazendo umas limpezas mais especializadas e aí deixou de operar com resíduo e aí naquele momento a gente identificou que a gente não podia só atender o mercado de evento, a gente foi pro mercado permanente, começou a atender shopping, começou a atender hotel e hoje a gente tem um volume de resíduos praticamente fixos ali, né, tendo evento ou não, porque o evento ele é um mercado muito sazonal, tendo evento ou não, eu tenho um resíduo entrando dentro da fábrica, que é desses contratos permanentes, então, shoppings, hotéis, locais de grande acúmulo de pessoas, né, e aí a gente olhou para isso, a gente atende de uma gráfica também, que é ligado ao mercado de eventos e a gente olhou para os materiais ali e e a gente processando muito plástico, muito plástico pra puta, vamos entrar nesse mercado porque é um mercado que não é tão caro de se investir os equipamentos e tem muita oportunidade, e aí desde então a gente começou com um munho pequeno, aí foi já para um munho grande, aí depois...

[24:17]Você está excluindo que tipo de material? Hoje o meu forte é PE de alta, mas eu comecei com PEP e PS, que viramos também. Você está bem agora com esse problema no estreito lá, você está vendendo tudo, né? na verdade a gente não está pegando mais pedido porque está reciclagem tá muito bom aqui ó esse aqui ó você tem uma ideia a gente faz a festa de Nossa Senhora da Queiropita com o nosso evento lá do Soul do Plástico tem um parceiro lá essa nós fizemos a medalha da festa junina aí pra festa da Nossa Senhora de Queiropita mesmo nós fizemos o suporte celular essa foi um pedido do que ele queria uma medalha comemorativa, e esse ano, que faz 100 anos, a festa de Inocenada Quero Pita, a gente vai estar lá também com o Instituto. Esse aqui é a medalha que nós fizemos, na verdade, quem fez foram...

[25:05]Ah, mal caramba, bichiga, né? Falei bestia. É, no bichiga. Os alunos lá do Instituto do IE, do Esporte de Educação, da Namozer, a gente tem umas bikes que fazem a trituração pedalando, né? Então eles pedalavam, trituravam e as tampinhas que as levaram e a prejetora e cada um injetava sua medalha. Isso aqui foi uma medalha comemorativa do evento que todo mundo ganhou, então nós já fizemos um monte de medalha dessa.

[25:34]Essa materialidade é legal, eu estava falando para o teu filho, ele estava mostrando. Isso aqui é bacana, né, porque você... Cara, você precisava ver... Mostra da onde veio o materialidade. MULÉQUE, CAMEDALHA NO PEITO, eles forem embora, CAMEDALHA NO PEITO, não é um negócio que eles pegaram e colocaram no bolso e guardaram, todo mundo com a medalha, porque cada um fez da sua, a levei minha tampinha e fui com a minha medalha, eles trocando, porque tinha a tampinha vermelha, a tampinha azul, a tampinha branca, eles trocando, sai colorida.

[26:04]Isso é legal, acho que a gente chegou até a conversar sobre aqueles ingleses lá, preciosplastic, né, que eles ensinam a fazer as mãos? É, então, na verdade, a ideia que nós pegamos, a primeira foi do preciosplastic, porque isso surgiu num bate-papo que eu fui fazer no ETEC, e a menina veio com uma tampinha na mão, que ela vendia pra pagar uns bolinhos, uns salgadinhos, que eles faziam no fim do ano pra comemorar a formatura, e se não tinha como valorizar aquilo, pô, fiquei com aquilo na cabeça. Aí você começa a ver um monte de vídeo, um monte de vídeo, um monte de coisa, viagem, ver bastante coisa fora, na feira da Alemanha tem bastante coisa, só que o que eles fazem lá não se aplica ao Brasil, por quê?

[26:50]Porque primeiro imagina um adolescente de 15 anos puxando uma alavanca de uma máquina daquela, não puxa. Não, você imagina um adolescente rodando uma roda daquela, não puxa, pôndo no forno, tirando do forno, colocando, não faz. Tirando as oficinas, né? Se você ver os vídeos dos caras, as oficinas, é... rudimentar. Não, não é rudimentar, é a coisa de louco, né? A gente não tem, eu quando era moleque eu não tinha acesso a uma oficina daquela. É que o meu parquinho é melhor aqui, né? Muito legal, seu parquinho, muito legal. Mas é você, é uma fábrica, né, é diferente. Aí, o que que aconteceu? A gente foi modelando um negócio pra um curso mesmo de economia circular dentro de escola. Então, quando você fala em escola, você tá falando de crianças, tá falando de jovem, você tá falando de perigo, risco, segurança, aí no no Brasil, você vai fazer uma máquina, primeira coisa você tem que pensar, NR12. Então NR12, machucou com petua. E a gente também não quer que a criança se machuque. Então nós fizemos um negócio pensando no NR12, aí começou na alavanca, eu fiz a primeira alavanca igual a da Prestus, falei cara, eu tenho dificuldade de puxar, uma criança não vai puxar. Aí fiz a de roda, olha, também não vai dar certo. Aí falei, vamos fazer uma, sei lá, vamos e fazer um de outro jeito aí, e faz a rosca rodando na manivela, também não deu certo.

[28:11]É, botou o motor, botou o motorzinho do cavalo lá atrás, se não botou. Aí colocou o motor, aí ficou mais ou menos, porque o motor demorava pra rodar a rosca também, então aí foi puta, vamos pôr o motor num cadinho e fazer um tiro pneumático, aí ficou show, porque aí você fica depositando lá, você vai fazer na extrusão, ele deposita, aí você dá o tiro, ele já tá aquecido, ele entra, homogeniza lindo, então foi o que nós fizemos, aí deu certo, foi pronto, mas demorou um ano pra gente fazer, e foi legal, deu muito bom, foi legal, e assim, o apoiador, ele quer ver resultado no instituto, o apoiador quer ver resultado como se eu fizer um aporte alguma coisa, eu quero ver resultado, só que assim, a gente estava num período de desenvolvimento, de transição, e custa caro pra caramba fazer desenvolvimento, sem dúvida, e aí o que nós fizemos, agora nós vamos entregar um monte de kit de máquina, tudo junto, tá indo um monte pra fora, tá indo pra Manaus, tá indo pro Ceará, tá indo aqui pra Campos do Jordão.

[29:11]O kit é o moinho, a injetora, e aí vai uns moldes juntos, não? E o molde, a associação, a escola, escolhe o molde. Normalmente a gente faz uma competição pra agulçarem eles a entender o que é injeção plástica. E depois desenvolve o modelo de inscrição. Mas o modelo em cima do time campeão ganha um presente, ganha um blusão do instituto, no máximo 3 pessoas por time. E aí você consegue agregar eles já lá no início.

[29:39]Aí eu ouvi também a forma de sacar o produto depois do molde. Lá nos caras lá você tem que esquiar da ponta da extrusora. ABRAMPA. É uma injetora. É muito bom. Eu gostei do projeto. Achei bem legal. E eu acho que para o mercado efêmero dá para a gente tentar replicar para várias coisas. Eu tentei me aproximar um pouco do pessoal que produzou algumas máquinas aqui no Brasil. Eu acho que lá em Cotia tem uma... Tem uma Precious lá. Eu até esqueci o nome do rapaz. Mas enfim, só que assim, é um modelo interessante, mas na hora que a gente pensa em escalar, é mais complicado, né, cara?

[30:22]É, no escala. E aí... O nosso nós estamos fazendo o negócio já, eu tô de olho, na verdade, no governo do Estado, tá? Tá. Porque a gente já tá conversando no governo do Estado, porque do jeito que a gente tá indo, todo mundo falando de circularidade, todo mundo falando de economia circular, só que nem, eu sei o que é economia circular, você sabe o que é economia circular, o jovem não sabe e o adulto não sabe, se você perguntar o que é um modelo de economia circular, modelo de economia linear, ele não vai saber falar, só que se a gente não levar para dentro da escola, os professores não sabem, os professores não sabem, tá?

[30:57]Então, poucos sabem, porque a gente também dá palestra para professor, então poucos sabem, quando você leva o tema de economia circular, aí eu vou abrir o leque, economia circular como um todo, alumínio, papel, plástico, aço, qualquer material dentro da cadeia de economia circular. A gente fala muito de eco-designer, você não pode ter designer mais, você tem que ter eco-designer e esse cara, esse cara designer, ele tem que conhecer a ponta da cadeia. Ele precisa entender de materialidade. Ele tem que trocar ideia com o catador, ele tem que falar com a cooperativa, eu acho que isso tinha que estar dentro do curso dele, tá?

[31:35]e, assim, quando a gente vai palestrar para a faculdade, para a pós-graduação, tem coisa que os caras falam, caramba, meu, é simples assim, então são informações, a gente tem, mas o mercado não tem, por isso, o meu empenho, a minha luta que é ardua, porque eu não ganho nada pra fazer isso, a luta é ardua pra chegar no governo do estado, eu quero e vai chegar no governo do estado. Porque não, o governo do estado tem um centro de tecnologia dele mostrando economia circular, porque eu estou montando aqui o Instituto Soul do Plástico, aqui dentro do MTF, ele vai ter agora uma sede, que vai ter uma sala de aula de 50 alunos, onde vão vir os palestrantes, eu vou trazer palestrantes, já tem um monte de gente, porque cara, eu tenho muito amigo dentro do mercado que gosta muito do mesmo tema, então a gente vai trazer a rapaziada para ter uma palestra com um profissional, e do lado a gente vai ter um circuito inteiro de economia circular, a gente vai ter a moagem, a extrusão, a granulação, a injeção, porque não sopro, a gente vai ter vários equipamentos lá dentro desse e o cara vai entender a circularidade do material plástico como um todo, que é eu falo de pala-palete, economia circular, mas eu falo sempre puxando para o plástico, sempre vou puxar. Ok, é o meu mercado. Não tenho que negar. Tem um cliente que fala, que ele tem uma máxima, que é o designer, ele trabalha com o designer, e ele fala, o designer pode salvar o mundo, ele tem essa possibilidade, só precisa ter as pessoas de forma bem educadas e bem conscientes do que estão fazendo, não adianta nada você desenvolver uma embalagem que ela não vai ter outra função era não ser só invasar o produto. Você falou agora, né, da...

[33:24]da... Adonelena? Adonelena, né? Que embalagem por embalagem ela não deveria existir, né? Então o cara que tá desenvolvendo o produto, o cara que tá desenvolvendo o produto, o cara precisa entender o que vai ser isso aqui depois do uso principal dele, né? Cara, pega uma da dona Teresa da cooperativa Vivabell. Que ela fala das cores? Que ela fala da garrafa de... Ela falou pra mim também, a gente conversa bastante, dona Teresa é uma querida, da embalagem em pet, vinho, porra, caramba cara, o cara vai embalar a água, por que ele pôs na embalagem vinho cara, a embalagem é bonita, a garrafa é bonita, se ela fosse transparente ele ia ser bonita, pode enchar uma bag daquilo, vai demorar um ano né, ela fala isso, então por que o cara não põe um filme em sleeve em cima então, vinho, aí ele sai, hora que moe ele vai pro lado da garrafa, vai pro outro, reciclou, ninguém vai falar mal da garrafa dele, mas faz pigmentar o pet né, mas ali faltou o que, faltou o designer conversar com o marketing, você tem dois problemas, né? Você tem o designer que quer de um jeito, o marketing que quer do outro, aí no meio eles se bicam e quem decide é o megaboz, né? Esse aqui, mas assim, o designer com os caras de marketing, eles tinham que trabalhar muito juntinho, a mesa tinha que ser do lado.

[34:47]Não, sem dúvida. E aí você tem um impacto, um outro impacto na cadeia, né? É muito daqui o que se fala, é que é um conceito muito radical, dependendo de quem olha, né, o cradle to cradle, do berço ao berço, mas é justamente isso, a gente tá trabalhando ou a reutilização da materialidade, né, nem da embalagem, mas é da materialidade, o que vai ser depois disso? Porque ela não pode deixar de simplesmente existir, porque vai ser um lixo sobrecarregando até o sanitário, né?

[35:15]gente, nós temos aqui em Mariporã, de berço a berço, aqui em Mariporã, nós estamos dentro de uma área de manancial, é a maior área de manancial do estado de São Paulo, nós temos a última reserva de água antes de chegar na cidade de São Paulo, se acabar a água aqui, acabou a água de São Paulo, tá, e nós temos cadeia produtiva local do plástico, ESG do plástico e os projetos de sustentabilidade dentro da escola, então para quem não não conhece Maire Poran, vem aqui entender o que a gente tá fazendo, a gente tá fazendo programas com garrafa, programas com tampinha, ensinando educação ambiental, a Secretaria do Meio Ambiente disponibilizou um professor pra ficar batendo de escola pra dar aula de meio ambiente, a Secretaria de Educação foi extremamente receptiva com o projeto, prefeito, então, Aladdin, cara, nem se fala, esse cara ele é fora da curva, tá?

[36:08]É comprado com a curva. e você pega o Jorge da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, abraçou também a Secretaria de Cultura porque no projeto envolve cultura, então você vê quando o poder público se mexe, se movimenta junto com a, com, com nós, da iniciativa privada, só dá certo, eu, eu, eu falo sempre isso, escrevi até agora, escrevi um livro que eu vou lançar daqui dois meses falando do óbvio, do plástico, que, que, que você, você não como fazer um projeto se ele não cair na educação. O que mais você precisa e o que mais está prejudicado no nosso país é a educação e não existe lixo, existe resíduo. O lixo, se eu não me engano, eu vi um gráfico de lixo mesmo que a gente gera, se eu não me engano, 15%, o resto é resíduo. Material que dá pra te reaproveitar, né? No todo, que é o que você faz com compostável, reciclável, as madeiras que a gente gera também, porque você tem uma particularidade nos momentos de evento, então na montagem você tem muito resto de cenografia, tem muita madeira, alona, desmontagem também, tem até mais, e a gente tem que procurar justamente fazer o maior aproveitamento disso. E aí Rui, você comentou numa coisa que assim, a gente vende desde 2018 e, quando a gente abriu a empresa, tentando vender e imputando a cultura dos nossos clientes, do nosso serviço, a importância do nosso serviço, no começo era até um apelo de redução de custo, porque você ia trabalhar melhor o resíduo, diminuir o volume de caçambas e hoje a gente já consegue trazer para justificar para o cliente que a gente está agregando o valor para a operação dele. Mas muita coisa mudou a partir do momento em que e a gente tem o poder público imputando algumas ações mandatórias para o mercado. Então, uma das linhas, por exemplo, que a gente trabalha lá...

[38:07]Toda a democracia tem que ter um pingo de ditadura. Tem, cara, porque se não o cara não consegue abrir essa linha na planilha dele, se você parar para pensar, o evento tem uma planilha e tem que caber lá o orçamento do evento como um todo. Olha que começa a falar de inventário de emissões de carbono, gestão de resíduos e não sei o que, puta, vai onerar a linha do cara e muitas vezes o cara não consegue monetizar, tem cliente que vende cota de patrocínio de sustentabilidade e aí essa linha ela é de fato remunerada por uma grande marca que está assinando a sustentabilidade daquele evento.

[38:41]Isso é ótimo, né? Isso é ótimo, mas também tem local onde o cliente está fazendo evento que exige algumas ações de sustentabilidade, principalmente de inventário de emissões de carbono e gestão de resíto. A gente atua para evento nas duas linhas, então eu tenho um time lá que faz inventário de emissão de carbono, com mitigação e eu tenho meu time técnico que cuida de toda a parte de gestão de resíduos das operações e aí desde a volta da pandemia a gente vê algumas movimentações do poder público em alguns locais específicos, então por exemplo, parques do município de São Paulo, eles têm algumas ações mandatórias voltadas ao meio ambiente.

[39:19]Muitas delas erradas, mas vamos lá, mas tá se mexendo, tá se mexendo e tá agirando demanda para empresas como a minha trabalhar com sustentabilidade e aí a gente traz gestão de residuos e aí a gente traz... Mas você consegue levar ideias, né? Exatamente, mas o cara abre essa linha na planilha dele, sabe? Isso é o exer. Coisa que lá atrás não tinha, né? São coisas que estão fazendo a gente movimentar algumas coisas e aí assim, você pega, por exemplo, alguns locais de reunião que a gente chama, que é local de evento, né? Que também já estão exigindo dos os clientes terem algumas ações de sustentabilidade. Então, por exemplo, você pega eventos no Parque Vila Lobo, os eventos no Parque da Alga Branca, que fazem parte desse complexo, acho que foi uma concessão hoje, eles pedem lá um PGRS, uma separação mínima de caçamba, então já tem uma necessidade de apresentação do comitão. O Soul vai de graça junto com eles aqui para fazer um evento desse aí vocês vão ficar louco. E aí tem clientes que já vem um pouco com a ideia pronta. Então, por exemplo, o Kazakor eu faço há cinco anos, esse é o quinto ano, se eu não me engano. Kazakor é uma obra dentro de um evento e aí você tem toda uma dinâmica de obra para tratar o resíduo, materialidade e tal. E, cara, já é uma então já é uma cultura implantada desde o primeiro ano que eu comecei a trabalhar lá, o próprio evento imputa essas culturas, então você tem esses perfis, tem cliente que chama a gente porque tem um patrocinador que quer ver alguma ação de sustentabilidade, você tem cliente que chama a gente porque está fazendo evento num local que exige alguma coisa e você tem cliente que já tem isso aculturado na sua estrutura e aí a gente consegue disseminar e a nossa nossa conhecimento, nossas ideias para tentar melhorar o mercado. E eu tenho outras empresas também concorrentes aí nossas que também têm feito bons trabalhos e tem ajudado a isso ser disseminado, né? Mas de fato, você só para concluir meu pensamento, quando você olha para uma gestão adequada de resíduos, para uma operação efêmera, e aí você fala de muita gente, muita gente concentrada num espaço, específico no curto espaço de tempo. Então, você tem muita geração de resíduo, cara. E aí, trabalhar bem isso, trabalhar bem feito, isso você acaba alimentando a cadeia, a cadeia de valor que vai consumir esses materiais. Isso é muito importante. O evento, a gente fala, o evento do processo só ele já é sustentável, porque o conceito de sustentabilidade é gerar valor com o mínimo de recurso possível e garantir a não escassez do recurso natural para gerações futuras.

[42:12]você tem essas duas vertentes da sustentabilidade, você gerar o valor com o mínimo de recurso possível e você garantir recursos naturais para gerações futuras. É porque se você pega aí a reciclagem do papel, por exemplo, o papel é um material que leva muita água na sua produção, ele pode chegar a 100 litros de água por quilo de papel transformado, mas quando você leva o papel para reciclagem, esse volume ele cai pra 50 litros, ele cai pra 40 litros, então você tá reciclando o papel, você tá jogando lá pra baixo a carga de consumo de água dele, desde que recicle, né?

42:48A origem da sacolinha plástica e o mito do banimento

[42:48]É, exatamente. O problema é que hoje você vai em alguns supermercados ainda que ainda é puta cara, eu não vou nem falar o nome desse político que me dá vontade de xingar ele, tem um político que pôs uma lei em São Paulo de Sacola de Canudo, que ele sabe que é um careca abençoado e assim que tem supermercado que entrega caixa de papelão quando a caixa de papelão vai é um você tem um problema de saúde pública você não tem a sacolinha então o cara coloca o lixo úmido lá quando o coletor de resíduo vai pegar metade fica no chão e a caixa vai parar na teosanitária e vai virar metano e vai jogar um gás potente de aquecimento global que tanto se fala vai jogar lá o metano pra gente por falta da sacolinha plástica e você sabe você sabe quem por que inventou a sacolinha plástica? A sacolinha plástica foi inventada por um ambientalista chamado Stintland. Ele inventou por conta da derrubada de árvores que ele via desenfreada para fazer saco de papel. Ele inventou a sacola plástica, foi inventada para resolver um problema ambiental, você acredita? E ela pode ser feito com material exclado?

[43:56]TAMPINHA LOGICO, tudo pode, conhece o projeto TAMPINHA LEGAL, TAMPINHA LEGAL da CIMARA, lá do Instituto Sustemplácio, eles fizeram uma análise de ciclo de vida quando você recicla TAMPINHA, você tira 85% da pegada de carbono, é aquilo que eu comentei na mesa, é uma cadeia que tem muita oportunidade de trabalho, ainda tem muita carência, então eu acho que olhar para o plástico como vilão, é errado, porque a gente ainda não tem uma cultura bem definida, a gente tem uma cultura definida de como tratar o plástico como resíduo, cara, isso aqui vai ser infinitas possibilidades de exploração.

[44:43]Você já pensou, em vez de investir 60 milhões de reais por ano numa ONG, você colocar isso na educação e colocar um projeto de sustentabilidade dentro de cada escola, e o que é que você acha que não muda a cultura? É muita grana. É importante. Você vai começar a se sentir efeito nas gerações futuras, que é o trabalho que você tem feito. A Dinamarca, você não me engano, posso falar errado, mas eu acho que foi a Dinamarca.

[45:14]Ela colocou o efeito de cobrança das sacolas por um período pra conscientizar a população que a sacola podia ser usada mais de uma vez, que não era pra ser usada e descartada. para ser usado e descartada. Então, que não era para você colocar um produto por sacola, você podia colocar mais, porque quando você vai ao supermercado, você quer o saquem de lixo, e a sacola é de graça, você põe um em cada uma para você levar muita sacola para casa, né? Isso é normalíssimo, e no mundo inteiro. Então, o que eles fizeram? Eles cobraram a sacola para educar a população a usar menos, eles educaram a população, aí eles tiraram a cobrança, não tem mais a cobrança, e a população ficou educada, venho de onde? Vem da base. Porque ele vai lá na escola, ele ensina na escola, o cara vai crescendo e ele vai tomando esse tipo de educação, o pai e a mãe sentem no bolso, entende e aí você tem uma educação transformada. Por que ele não dá certo no Brasil? Não dá certo no Brasil porque ele não tá na escola. Sem dúvida. Porque o cara que joga um plástico no chão, ele joga um vidro, ele joga uma bituca de cigarro, ele joga qualquer coisa, ele joga o chiclete. Ai, pô, joga o chiclete, o chiclete, passarinho pega o chiclete, fica ali com o chiclete, morre com o chiclete no bico. E ninguém fala nada do chiclete que tá no chão? Não. O problema não é o exíduo. O problema é a cultura, exatamente. Mas eu acho que é transformador as ações de educação e iniciativas como o que a gente vem tentando fazer e a própria iniciativa do Soul do Plástico também vai surti efeito no futuro, você vai ver. A gente vem acompanhando, pelo menos no mercado de evento, a gente vem acompanhando esse aumento de vontade de tratar o resíduo de forma diferente, sabe? E tem muita coisa legal acontecendo, né? Você tem, por exemplo, você tem grandes festivais, os festivais da Rock World, que é da Rocking Hill e Palusa, não sei se que Lola Palusa próximo ano não vai ser mais, mas não sei, eu posso estar falando Besteira aqui, que eles tem lá um plano de sustentabilidade que todo patrocinador e funcionalista tem que seguir, sabe? Isso é maravilhoso, é o que deveria ser.

[47:18]E aí isso ajuda justamente a trazer qualidade para o resíduo dele. Eu fui com a nordética, minha esposa, e eu aluguei um quadriciclo para andar na praia e tal, e a gente passou, era de manhãzinha, a gente passou no local que teve um evento Rui Katsuno, MTF Termoformadoras, e aí você fala, problema é o material? Não, ali tinha tudo que era tipo de material, tinha garrafa, aí você fala, problema é o material? Não é, cara, você olha para aquilo, você vai por, é a falta do caramba, ia falar palavrão, é a falta do caramba da educação, né? Mas às vezes também, Rui, é a falta da infraestrutura, né?

48:21O que é ser auditor da certificação Lixo Zero

[48:21]Também, lógico, não, o evento tinha que ter um jeito de, uma condição, mas o poder público tinha ter cobrado ele, porque quem vai limpar lá pra ira depois? É o poder público? Quem, quem, o dinheiro sai de onde? Sai do horário público, né? Então é isso, é exatamente. E aí eu queria que você entrasse um pouquinho pra gente, o que é, cara, ser um auditor do lixo zero? Conta pra gente um pouquinho do lixo zero. Bom, o lixo zero foi uma das metodologias que ajudou a gente a pautar diretrizes básicas para a empresa. Lá atrás, o lixo zero é uma certificação voltada para ali, só para contextualizar. É uma certificação que aqui no Brasil, ela é aplicada a partir do Instituto Lixo Zero Brasil, mas hoje já tem outras certificações voltadas para restão de resíduos, só para restão de resíduos.

[49:14]Mas como é? Só explica para quem não entende, eu sei mais ou menos, mas tem um monte de gente que não entende o que a gente está fazendo. o que é a certificação, o que é você ser um auditorio? Vou explicar. Hoje ela aqui no Brasil tem um respaldo internacional, um instituto internacional que respalda a existência dela aqui no Brasil. E o que é a certificação?

[49:39]Eles preconizam que você traga ações e aí tem inúmeras ações dentro do estándar da certificação, para que haja o maior desvio de aterro possível. Então, a ideia é que você trabalha o resíduo de forma inteligente, para que esse trabalho reflita num desvio de aterro efetivo. E aí você tem níveis de certificação, então você tem lá compromisso lixo zero, que é apenas um compromisso entre as empresas, entre o instituto e a empresa que ela vai implantar ações lixo-zero dentro da empresa dela, você tem o rumo lixo-zero e o selo lixo-zero, que é um medocaminho entre 50% de desvio de aterro até 90% de desvio de aterro, então é uma certificação intermediária e a certificação lixo-zero, de fato, que é quando o empreendimento está a mais de 90% de desvio de aterro, bom?

[50:39]Então, quando ele trabalha, tudo o refrigerante consegue, e a gente consegue aplicar isso Prevento também. Então, por exemplo, o Kazakor, ela é lixo-zero desde o momento que a gente entrou, não, até um ano antes que a gente não tinha trabalhado, eles são lixo-zero, eles passam pela auditoria. A gente fala que isso, por poder público, por município, é maravilhoso, né?

[50:59]É, existem, inclusive, cidades de lixo-zero aqui no Brasil hoje, se eu não me engano, Furanópolis é lixo-zero, uma cidade de lixo-zero. E aí, para a cidade, é uma estanda diferente, né? mas aí o que que quais são as ações que eles mais tem relevância dentro do estándar né primeiro a parte de redesigning quem chama que é como o lixo ele é organizado dentro do empreendimento então comunicação visual lixeiras é cor de saco de lixo é desligar aqui o ligação no meio do podcast sacanagem né Tragicuelo. Então, ele foca muito no redesigning, como o lixo ele trafega dentro do empreendimento. Então, desde o momento que ele é descartado, desde o momento que ele é gerado, descartado, até uma acomodação prévia antes de ele ser coletado. Além disso, toda a parte de palestras, treinamentos de toda a equipe que vai trabalhar com resíduo e vai gerar o resíduo dentro daquele empreendimento, ações de você substituir um um resíduo reciclável por um resíduo reutilizado ou uma embalagem reutilizada, então, por exemplo, trocas de copo de plástico por canecas reutilizadas, tudo isso são ações que você acaba contribuindo para a certificação.

[52:24]Além disso, se você manda para compostagem um resíduo orgânico, se você manda para reciclagem um resíduo reciclável, se existe algum tipo de recuperação energética de resíduos que tem a possibilidade de serem recuperados energeticamente, com a madeira, polisíneo, né? Tem empresa que móia a madeira e transforma em MDF depois, né? Biomasa. Biomasa também.

[52:46]Biomasa, MDF. E aí você vai trabalhar no diagnóstico do perfil de geração de resíduo do cliente, e aí vai traçar o melhor plano para que o resultado final, falando de lixuzéres especificamente, seja de fato esse desvio de ateu. Tem uma outra certificação hoje no Brasil, mais recente, Global Zero Waste, que é muito parecida, que ela vai focar muito em como essa construção acontece. O lixo zero vai trabalhar muito no resultado efetivo.

[53:14]Então, como a construção acontece? Como é a parte de governança da empresa? Como que essas ações de sustentabilidade são implantadas na empresa? Como é que funciona? Aí você cai na casa, dentro do ESG mesmo? Mas muito focado em lixo mesmo, ingestão de resíduos. E aí, quando eu tive o primeiro treinamento lá atrás, eu trabalhei no estándar do lixo zero como um estándar pra mim dentro da empresa, então meu time de consultoria, ele é muito pautado nessas diretrizes pra que, porque eu sei que é uma diretriz mais rígida, mais rigorosa, mas que vai trazer um resultado legal, então a gente busca sempre trabalhar nessa hierarquia do, por exemplo, a hierarquia lixo zero, preconisa lá né, esse material aqui, esse material não, mas vamos pegar um copo plástico, o plastico vai de água, esse material que ele pode deixar de ser usado, pode, então primeiro é o recusar, depois o recusar é o re-usar, depois do re-uso, não consegui nem recusar, nem re-usar, então vamos mandar para reciclagem, se eu não conseguir reciclar, vamos fazer recuperação energética e depois o atero, então você tem um caminho... Não tem sentido você tomar um chope com o canudo, né? Não, e você tem um caminho também para tentar transformar a e aproveitar ela antes de mandar para ter um sanitário. Então, a gente trouxe essa metodologia para dentro, me ajudou quando eu fiz o curso de constor, então hoje eu sou um constor homologado pelo Instituto e também sou um auditor, depois de um tempo eu fiz o curso de auditor, eu audito algumas empresas que estão buscando a certificação. E é legal, porque a auditoria, quando você está do outro lado, aí você tem um intercâmbio de informação muito bacana, né? Eu costumo brincar, que eu falo para a galera da auditoria do Instituto, coloca empresas novas porque quero entender como eles trabalham resíduos. Esse intercâmbio de informação é muito bacana. Esse negócio de ele vai muito além do que muita gente pensa. Eu tenho aqui gente que escreve na nossa página que reciclagem é uma mentira, que reciclagem é uma besteira, que reciclagem não funciona. Aí eu respondo sempre da mesma maneira visite uma cooperativa, visite um reciclador. O que você tem para para falar para o cara desse. Não, cara, é o que eu tenho para falar, meu, vamos marcar um dia, vou te levar em 10 sucateiros, não vou nem falar de cooperativa. Vou te levar em 10 sucateiros e você vai entender a história do cara, você vai entender o que que a sucata trouxe de conquistas para esse cara. Porque assim, pelo menos lá na fábrica, quando a gente começou a trabalhar, a fábrica, graças a Deus, ela tem uma capacidade produtiva maior do que eu entrego de resíduo com os meus gerenciamentos. Então, o que que eu faço? Eu compro matéria COMPRO SUCATA DE SUCATEIRO. Então, eu conheci gente, começou a conhecer muita gente que trabalha com isso há 30, 40 anos, Rui, sabe? Tipo, há 40 anos, eu tenho 36 anos, o cara, antes de eu nascer, o cara já trabalhava com sucata, sabe? Então, o cara passou por inúmeras fases de valorização e desvalorização da sucata, ah, puta, vendia aparas cristal a 10 centavos, 20 centavos, hoje vende a R$3, então você conversa com esses caras, aí puto, o cara tem filho, formou filho na faculdade, tem carro, tem apartamento, tem sítio, tem, não sei o que, cara, tudo sucateiro, que trabalha, não sei quanto tempo no mercado, estruturou a vida dele com isso.

[56:34]Você vê o próprio Bispo, cara, o Bispo veio aqui, uma pessoa incrível, cara, o Bispo da Combosa, que cara genial, ele assim, você tem uma ideia do tamanho do cara assim que eu falo, ele ganhou dois carrinhos elétricos para fazer coleto de resíduo. Legal. ele ficou com um e doa um, você vê que louco, ele contando assim, eu falei você dê um, ele falou eu dê um porque eu só precisava de um, eu ajudei o outro cara que precisava, eu falei que louco, o cara trabalha com isso, o cara é catador, ele falou nesse negócio cara a gente tem que se ajudar, não adianta, sem dúvida, sem dúvida e puta, na hora que você vai, eu tinha contato com grandes empresas Rui, para vender esse material na hora que a gente tinha uma geração de resíduo muito grande, uma operação, então. E muitas vezes eu escolhi fazer parcerias com cooperativas, então a gente trabalhou, já trabalhei com o pessoal da Viralata, lá perto da Raposo, já trabalhamos com a Viva Bem, com a cooperativa do Tietê, então são algumas cooperativas parceiras que a que a gente já transitou, mas eu não tinha tido contato ainda com a galera da sucata, né? Então...

[57:52]É, a galera da sucata é diferente. E aí depois da fábrica, cara, aí, puta, realmente, aí eu vou reafirmar aqui. Terceira vez que eu vou falar isso nesse podcast, o mundo do plástico ainda tem muita oportunidade, cara, muita oportunidade. E vai ter mais. Eu tenho certeza. E aí, puta, e aí você existe antes de eu ter nascido, né? Então, puta, cara, você imagina como isso devia ser.

[58:14]e agora, cara, tem um desenvolvimento, porque a gente sempre fala, né, é uma fala que eu adoro falar, você quer ver o negócio da certo, provoca a indústria. Vai lá e provoca a indústria, cara, vai dar certo. Não adianta provocar um ONG não que não vai dar nada, provoca a indústria, cara. Aí você provoca a indústria e vem. Então os caras estão vindo, eu estava vendo uma empresa, a Valgroup, ela está lançando um pão de monocamada.

[58:40]Então, você já pensou um pão de mono-camada, que ele tem barreira, tem tudo, mas ele é mono-camada? O que você vai resolver de problema de reciclagem, de ressignificação, de valor agregado, de trazer dinheiro para o catador, de trazer dinheiro para a cooperativa, de trazer dinheiro para o reciclador, o que eu não concordo e não consigo concordar e que eu brigo muito para que isso mude. Eu não sei como é que vai ser agora depois da reforma tributária.

[59:05]teve o decreto agora, ok, que veio aí um estímulo tributário, mas o estímulo tributário que veio do governo, ele veio pra quem é lucro real, ele não veio pra... Você fala do Pisco Fince? É, ele não veio pro catador, ele não veio pra cooperativa, ele veio pra ninguém. Até porque esse cara não nem emite nota, gente. É, então, muitas vezes ele é informal, né, e mesmo o MEI, tem o MEI também.

[59:26]Mas pra ele também, tanto faz, não vai chegar nele isso. E agora, o que eu não consigo entender, cara, a gente paga muito tributo, isso é do Brasil, nosso inferno tributário, tá, beleza, a gente vive nele, e é assim que vai ser, pronto, e não gostou, põe açúcar. É desse jeito, né? Então, você precisava desonerar, cara, esse cara aqui que tem essa meia, e ele é reciclador, ele é o catador, ele é da formiguinha, ele é o agente que faz acontecer, que o catador é o agente que faz acontecer, esse cara não tem que pagar nada de imposto, aí você vai levar lá pro ferro velho cara, o ferro velho não tem que pagar imposto, você vai levar pra cooperativa, cooperativa não tem que pagar imposto, aí você caiu no reciclador, aí beleza, aí você tributa, você caiu no reciclador, aí tributa cara, mas o cara que faz a coleta, ele vai lá e tira o trabalho da prefeitura, a cooperativa vai lá e tira o trabalho da prefeitura, o outro vai lá e tira o trabalho da prefeitura, porra, em vez de você pagar o cara, desonero, cara, você não ia pagar pra enterrar, não ia gerar volume, ia ocupar espaço, você ia gerar um monte de problema, desonero, cara, é um negócio tão simples e tão idiota e tão fácil de entender que eu não sei como a nossa massa política não consegue entender, e aí você tem, e aí é muito louco que você tem os créditos de reciclagem, você pega, por exemplo, empresas como eu reciclo.

[1:00:52]Sim, ele veio aqui. Ele veio? É. Eu já tento, em alguns momentos, fazer como venda de matéria-prima. É um processo que, ok, precisa ter rastrabilidade, precisa ter certeza que esse material foi de forma correta processado, mas eu, como empresa, tenho condição de gerar uma nota, para MTR, pedir para o cara dar baixa no MTR gerado, para isso poder virar uma documentação comprobatória para gerar o crédito. Eu como empresa tenho. Mas e a cooperativa, que muitas vezes não tem esse apoio, né? Não tem. E o ferro velho, e o sucateiro, que muitas vezes não tem, eu tenho sucateiros que trabalham dentro da minha cadeia produtiva, que trabalham há 30 anos, e no MTR não tem nota até hoje, né? Então tudo não... Não consegue, do dinheirinho ali também. Exatamente. Que vai pagar o carroceiro, é dinheirinho, dinheirinho.

[1:01:46]Você tem vinte centavos a mais no plástico pra vender, pô, legal, mas cara, é um processo oneroso, né, documentalmente falando, você tem que gerar uma nota, você tem que gerar um MTR, você tem que pedir pro destino final da baixa no MTR e tem um CDF, aí você junta tudo e aí você consegue ter o crédito. Cara, você vê a diferença quando a iniciativa privada entra ajudando, tem a AmbiPAR, a AmbiPAR ajuda cooperativa pra caramba, eu tenho um amigo nosso de mercado que é o Marcos Iorio, não sei se conhece, o Paul Iorio é, você falar pra ele de circularidade, eu acho que é um dos nomes do país.

[1:02:24]Ele tá numa dessas, dessas companhias, o Alar Plástico ou na bumera? Ele tá na AmbiPAR, deve tá no cooperativo. eles entram na cooperativa toda ferrada, toda bagunçada e eles organizam a cooperativa, você precisa ver quando eles saem da cooperativa como fica a cooperativa, então assim tem jeito, tem cara, só que precisa ajudar os caras, tem que fazer investimento, então eu falo muito e bato muito nesse prego do Poder Público ajudar, do Poder Público olhar, porque está desonerando o Poder Público, está melhorando o nosso meio ambiente, a gente vai parar para de falar um pouco de emissão de gases, a gente vai parar um pouco de falar de jogar coisa no rio, porque no rio você tem sofá, você tem ferro que não boia, você tem garrafa de vidro que não boia, você tem pneu ainda, apesar que o pneu tá numa reciclagem em uma alta boa pra caramba.

[1:03:15]Traga da pirólise, você trouxe os caras aqui da pirólise? Trouxe, trouxe, o DNA do Plástico aí. O DNA do Plástico aí. Bom, o cara tira até o nego de fumo, cara, que o nego de fumo, você só consegue e material conneio de fumo vindo da China, ele tem um lego de fumo lá, então você vê, e os caras manjam muito de reciclagem, aí você vai, eu acho que ajuda que esses caras tinham que ter, tinha que ter um enfoque diferente, um olhar diferente para esses caras, né, que a gente não consegue ter, então tinha que ter uma comissão séria, que olhasse para esse cara, e não olhar para banimento, ah, eu não gosto daquilo, vou banir, porque, pô, eu não gosto dessa caneca, vou banir a caneca, pô!

[1:03:53]Mas é a forma mais fácil de nos te frustrar, né, Rui? Não, isso é... Não quero, então sai da minha frente, né, temos que enfrentar o problema. Você pega um deputado do Rio de Janeiro, eu até fiz um post com ele, deputado, foi bacana o post de um engajamento legal, esse deputado, cara, ele, todo feliz, que ele proibiu o pratinho e os talheres recicláveis, né, que eles não reciclavam, mas recicláveis de poliestireno, que ele proibiu nas escolas públicas e agora nas privadas para isso também.

[1:04:26]Pô, você já imaginou quanto dinheiro que a empresa que fabricava isso deixou de faturar, quantas pessoas foram demitidas, quantas pessoas na ponta da reciclagem foram impactados com isso? Agora você vai em um refeitório de uma indústria que usa o prato de porcelana e os talheres e metal. Ok. Tá errado? Não. Aí é gosto, gosto do discute. É critério. Quando você tem que raspar o prato lá no final, que você é educado pra isso dentro da indústria, você raspa, você põe o prato semilimpo. Aí você pega o talher, você solta ele e caija numa solução de detergente com água e ele já sai pré-limpo, né? Então a pessoa PASSA, ou lava aquilo na mão, talquei. Vamos voltar para essa lógica abençoada desse deputado?

[1:05:24]Você pega o plato de plástico semilimpo e põe ele lá, já é resclável. Opa, já tirou a contaminação. Já é resclável. Aí você pega o talhé e joga numa solução com água e sabão. Já é resclável também. Na outra ponta você pega chama, se você não quiser fazer. chama um catador, você quer isso aqui? Cara, cara vai rindo, feliz que ele vai pegar aquilo, e aí ele beneficiou uma cadeia inteira, o que que ele fez? Ele pegou uma caneca, com aquelas caneca feitas com coco e resina, é fibra de coco com resina, que não recicla, aquilo vai virar lixo, quebrou, vai pro lixo, é lixo, você vai usar água detergente pra lavar, pra higienizar, né? Então, aí aquilo vai pra onde? Vai pro e vai para os afluentes porque não tem tratamento de água nesse telólogo, na escola não tem tratamento de água, aí vai para os afluentes, isso é ecológico?

[1:06:21]É, cara, eu brinco muito em algumas discussões, qual é o balanço sustentável mais vantajoso para esse tipo de ação? Você prefere lavar sempre o material reutilizado ou gerar receita com reciclava? como a gente vem de uma premissa lixo-zero, a gente sempre olha para a hierarquia do re-uso. Se eu posso tirar o resíduo, eu vou re-usar. Então obviamente, ok, vou gerar, vou gerar influente, vou usar água e tal. Então não é tão sustentável como a gente imagina, mas eu prefiro não gerar o resíduo do que gerar e ter problema com ele depois. Isso é uma... mas, de fato, se não estruturar aqui é o que você faz. Exatamente, isso aí. Essa era minha conclusão.

[1:07:10]então a gente precisa de fato estruturar essa cadeia. E assim, a gente tem muito falando de PS, a gente tem muito problema de PS e pós-uso, pós-consumo, né? Juntamente por conta disso, da contaminação. Se existisse essa... Raspadinha, né? Esse cuidado com a qualidade do material ia ser uma puta cadeia legal. Eu tenho dificuldade hoje a material que eu não consigo reciclar, porque quando vem, cara, vem muito sujo. Ah, mas vem sujo exatamente... Pela falta de cultura, vamos lá pra escola, vamos pra escola é fácil, criou sadinha, né, é isso aí de fato, em vez de você proibir e falar pra ele que ele pode gastar água, pode gastar detergente, pode jogar água pra tudo que é lugar, que é o, a gente não tá falando de água, você vive sem água, não, água não é bem mais pessoas do planeta, você já viu alguns estudos que falam que em dois mil e setenta vai ser a maior crise que vai ter, vai ser pior do covid, você já viu alguns estudos desses, eu já vi, eu acho meio meio catastrófico demais, né, que a gente vê e vários, mas eu já vi várias pessoas falando que não seja de 2.070, que seja de 2.100, eu não vou ver, não tá aqui, tá tudo certo, mas vão estar meus filhos, vão estar meus nesses, mas assim, se a água é o bem mais precioso do planeta, cara, vamos olhar direitinho, vamos olhar a avaliação de ciclo de vida daquele material, vamos começar por ela, a gente vai fazer um estudo, vamos falar do quê? Ah, vamos falar de plástico, papel, vidro, papelão, vamos, então beleza, traz a avaliação de ciclo de vida, vamos pô na mesa, abre 10 avaliações de ciclo de vida, e olha, pô, pera aí, não é bem assim, quando o cara olha a avaliação de ciclo de vida, ele fala, caramba cara, eu não pensei que era isso, por que? Porque não tem um apto de olhar, você já viu algum parlamentar falar que leu uma avaliação de ciclo de vida e alguma coisa? Então tá aí o problema, aí leva, você leva com uma ONG bonitinho, tem uma ONG, essa eu falo o nome com Málgos do Mundo, a WWF, ela entra numa reunião, eu vou fazer exatamente o que o cara da WWF faz.

[1:09:06]Ele está sentado aqui, aí ele está falando mal do plástico, mal do plástico, mal do plástico, mal do plástico, capeto demônio, e por aí vai, aí ele pega e fala assim, e te digo mais, nós comemos o equivalente a um cartão de crédito por semana em microplástico. Tchau da licença que eu preciso de pauta de êxito. É assim que ele encerra a união dele. Então foi feito um estudo, pago por eles, não foi feito estudo, minto, foi aberto um estudo em uma universidade com esse tema que fala que é de 01 a 5, tá? Aí ele pegou a máxima do 5 e levou pra aquela pauta do mida um dólar, né?

[1:09:50]E isso é pauta de me dar um dólar. Nivelou por cima, né? É, então ele nivelou aqui em cima. E logo que eles fizeram esse seu do estudo, eles já foram rebatidos por toda a comunidade científica. Então a comunidade acadêmica acabou com o estudo deles. Só que ele toda a sessão, ele fala a mesma coisa. Aí uma vez eu perguntei até por um secretário do governo, do meio ambiente, falei como é que vocês deixam o cara falar uma bobagem dessa, sem embasamento, ele vem aqui no púbito e fala um negócio dele, eu pensei que era 1 a cada 10 dias, você fala, ah, Deus me lê, porra, você não tem noção do que você está falando.

[1:10:30]Já que você tem essa entrada política, você tem visto algumas movimentações em relação à LIR, lei de incentivo e reciclagem? Cara, tem movimentação, mas assim ela é muito restrita ainda, ainda não é um negócio que está ali pra qualquer um de bairro. O pessoal do Instituto Luxo Zero Brasil tem um núcleo que eles formaram pra receber projetos da comunidade, né, dos associados, e aí formatar o projeto pra que ele seja aceito.

[1:11:03]Aí ele chega lá e não anda. É, então. É, não, é isso mesmo, tá desse jeito. Então, na verdade... Tá todo mundo com a mesma encamação. É, então, a gente, tipo, eu leio muito edital, achei bem legal a lei como um todo, mas parece que eu não vi, e eu posso ter errado até hoje, hoje é dia 20 de maio, eu não vi até hoje, de novo, posso ter errado, né, projetos serem aprovados até na primeira fase, que a primeira fase é uma fase de pré-captação, né, não sei se chegou a ver, mas quando o projeto ele é aprovado nessa primeira fase, você tem um percentual que você precisa captar do valor total do projeto, 1 milhão, você tem que captar se não ligando 200 mil nessa primeira fase, depois você entra de fato em uma variação mais técnica, e eu não vi, eu achei a lei como um todo fantástico.

[1:11:50]É muito legal. Mas eu não vi as coisas andando. Eu também, eu estou escutando muita gente falar que não consegue a progressão. E isso é de novembro de 24. É, mas tem muita gente falando, tem gente que pegou, mas tem gente, muita gente falando que não consegue, que é muito difícil. E é legal, porque é um projeto para a cooperativa, é um projeto para você...

[1:12:09]A cooperativa tem que contratar um consultor, amigão. Onde que ela tem dinheiro para contratar um consultor? Mas tem muita gente que entra, e aí eu não quero defender, mas assim, tem muita gente que entra no êxito, sabe? Cara, não é o seguinte, você vai botar uma linha da projeto aqui de 20 mil reais, que é o meu serviço de consultor. Entrou no êxito, beleza, vamos para cima, senão, não. Mas você consegue comprar equipamento, você consegue comprar veículo.

[1:12:32]e o que é mais fácil? Tem, tinha. Você tinha que ter um consultor, aí eu volto de novo lá no governo. Tinha que ter um consultor do governo que vai lá na cooperativa, ele é chamado, ensina, fomenta, vê se tá certo, dá certo se não dá, ele ensina a fazer só dá dica e vai embora. Até porque é um dinheiro que não é do governo, que não é do governo. É a renúncia fiscal. É a seria do governo. Seria do governo mas não é, né? Mas aí você pega a renúncia fiscal que é o dinheiro que é poder. É, exatamente.

1:13:01Terpol: misturando plásticos que não se reciclam juntos

[1:13:01]e o dinheiro que pôtei. E é um porcento, né? É um porcento de ARPJ então. É pouco, é pouco, pouco, pouco. É, mas a gente falando de material reciclável tem tanta coisa bacana acontecendo, a reciclagem está aumentando no Brasil exponencialmente, mais uma vez, quer que resolve, provoca a indústria, a indústria vai pra cima, tem um amigo nosso que eu todo podcast eu falo dele porque eu acho ele fantástico, que é o Sidnei da Terpol, o Terpol é um aditivo que você pega, por exemplo, PET, com polipropileno, com polietileno, com nylon, nós já fizemos tanta coisa junto, você mistura todo mundo, põe interpol dentro e tira plástico do outro lado, pra você fazer aquela limitação, aquelas ripas de plástico imitando madeira, cara, é fantástico, eu tenho a máquina aqui embaixo, a gente mistura tudo, tritura, coloca o interpol e tira as ripas do lado do outro lado e fica bom, você faz banco, lá na na Viva Abenaça, é um pergolado de dois bancos, até me pedir umas dois bancos, vou levar para a senhora, dona Teresa. É muito legal o que dá para fazer com esse aditivo e tem muita gente que não conhece. Vai ser blenda os materiais? Eles se conversam, eles se homogenizam. É muito louco, cara, é muito louco. E ele jeta a peça em tudo que é feira que a gente está, ele vai com a fábrica de injetora com a Attsong e eles estão injetando alguma coisa que interpol, CV5 materiais que não se conversam, pode que é bonato, CV5 que não conversa e tira material plástico do outro lado.

[1:14:34]Isso é legal, Rui, sabe por que? Porque a gente tem algumas fases dos processos de gestão nosso, que a gente tem justamente esse tipo de material que é gerado. Então, por exemplo, a senografia usa muito o PS, o PS aí, que é o material até que a gente processa hoje, hoje a gente, só fazer um parênteses no assunto que eu e hoje a gente criou uma cadeia de economia circular dessa gráfica que eu atendo em diadema, eu coleto PS, eu mol, granulo e vendo grão para o fornecedor de chapa dele.

[1:15:04]Ah, que legal! Então o cara fica aqui em Guarulhos, chama MMS, é uma galera que faz chapa. Conhece? Conhece. Então eu vendo grão para o Rafael, o Rafael faz as chapas e vende para a gráfica. colar a coleta, a chapa já em aparas, a coleta-chapa em apara, processo significa o material ou recupera o material de forma técnica, e vindo pro Rafa, o Rafa vai lá, faz a chapa e a gente fica devolvando pro cara e fica no seu... O PSA ele é tricomposto, então a camada central dele ele usa material reciclado. Então voltando um pouco no nosso assunto, a gente tem vários típicos de plástico que são gerados principalmente de cenografia, que eu não consigo gerar um volume grande para vender. Então, por exemplo, o policarbonato, o próprio PES, a única coisa que não vai com aditivo é o PVC. A PVC eu tenho um pouco. PVC não vai. Mas a gente poderia fazer uma blenda desses materiais. É fácil, eles têm um centro tecnológico que eles usam lá, cara, é animal, é muito louco. É muito louco. Esse tipo de...

[1:16:08]e vou te apresentar eles é muito louco e eles são tudo doido cara é tudo doido você ele é o instituto ele é um dos diretores de instituto e geralmente são peças para extrusão né então de baixa fluidez você pode você é ele vai deixar o material numa fluidez única né então você pega de alta de baixa ele vai ficar na fluidez única não é um produto que você vai poder fazer um copo nada você vai mas você pode fazer uma rípa extrusada você pode fazer você pode Fiz um monte de coisa, pode fazer um brinquedão, você pode fazer um monte de coisa, Guenis. Dá pra fazer bastante coisa mesmo.

[1:16:41]Sabe aquela sapateira que ficou com o tênis embaixo e em cima? Então, eles pegaram o material sem interpol e fizeram. Você faz assim, clac, aí você pega e aditiva 10% interpol, você cata e não vai. É muito legal, é muito legal. Eu tô precisando, porque de vez em quando pingam os materiais lá na fábrica que a gente não consegue rodar nem a pau. Rui, ele tem um cara lá, que é o Leo, o Leo achar o PET de tudo, você está com dificuldade de extrusão, conversa com o cara, ele vai lá, faz com você a composição, muito legal.

[1:17:16]Eu ia falar alguma coisa em relação à fluidez do material, que a gente estava falando... Ah, não sei nem se eu posso falar isso aqui, mas eu vi um HotPrez lá embaixo sendo Lá em cima é o Instituto Soul de Plástico, e já os estítulos de overlap estão feitos, vocês vão fazer uma chaparia, né? É, ali vai sair as nossas carteiras da nossa sala de aula, com rejeito de cooperativa.

[1:17:46]Legal. Legal. Nós vamos fazer 50 carteiras para a nossa sala de aula do nosso instituto, que vai ser todo... Ah, vai ser as mesas do próprio instituto, do seu ensinamento que você vai fazer aqui A gente tá trabalhando junto agora, trocando informações, que assim, os projetos tem muita sinergia, eu convidei ontem o projeto Siri, conhece o projeto Siri?

[1:18:12]Se eu não me engano, eles usam as metodologias do precious patch também? É, eles fazem, mas eles fazem muita coisa, contampinho, caramba, eu convidei eles pro podcast, eles vão vim aqui, ainda não marcam a data, mas assim, eu acho esse tipo de iniciativa muito louco, porque a gente quebra muita narrativa com isso. que nem o que você faz, cara, é sensacional. E esse ignorante que tá ali do outro lado falando que a reciclagem não funciona, porque pra mim é ignorante, é um cara que não lê, é um cara que não estuda, é um cara que fica ali pautando coisa que não...

[1:18:44]Pimitamente não sai na rua, né, porque, cara, você sai na rua, você vê caminhão de sucata, você vê um monte de coisa sendo movimentada, né, cara, do mercado. O cara não sai na rua. Se ele andar num centro industrial, numa cidade pequena, ele vai AVMA cooperativa. Se no Brasil, se no Brasil a gente tivesse o projeto que tem na Europa de cashback ia ser um estouro, cara, ia ser um estouro, você vai lá na Alemanha, compra uma garrafinha de água, ela custa 1 euro e 25, 25 é do cashback, então quando você vai devolver lá, você pega 20, porque 5 é taxa administrativa, se não me engano, tem uma taxa administrativa, que eu não me lembro ao certo quanto é, mas você devolve a garrafa, você pega o seu dinheiro de volta, entra no supermercado e faz a compra. Agora, se você quis destinar para outro lugar, você pagou 25 centes de euro, né? Então, porra, pega uma garrafinha dessa, custa 3 reais de água e põe 25 centavos. Eu quero ver onde você vai ver uma garrafa dessa boiando no rio. Eu quero ver. E aí, o que falta? Vamos e não vamos voltar lá de novo, falta vontade política, porque técnico para fazer isso tem, me chama, te chama, chama, chama o nosso amigo lá, o Marcos Iorio, que é um professor e vai lá, ele vai dar uma aula disso aí, como é que funciona, e você chama o Sidnei, cara, tem um monte de gente que pode chamar, chama o Paulo Presidente da Abiplast, chama Simone da Abiplast, puta, tem um monte de gente que pode chamar, você tem um monte, um monte de gente que tem que lidar com economia circular, e assim não precisa estudar para falar já já já fala só fala e falando de plástico né cadêta pronta cara cadêta pronta acho que é de papel também você mesma coisa pega uma caixa de papelão no supermercado de que embalou sabão sei lá que sabão é embalou o óleo embalou sabão você pega aquela caixa lá e aquela caixa ela vai te custar um real aí se você destinar ela para o supermercado de volta lá você vai pegar seu real de volta eu duvido onde você vai PAPELÃO DE JOGADO na rua. Então, são ações extremamente simples que você chama PIFANDI da Europa. São soluções simples de se fazer. Se você aqui nem você fala pra mim que tem o cashback do copo utilizado. Do copo. Pô, que ação incrível. Que que você fez? Replicou que já existe. É, e é obviamente numa escala muito menor, mas é, né? Muito menor, mas é enorme, vai ter ali 50 mil pessoas num show, é muito menor, mas são 50 mil copos jogado no chão, é deixado de ser jogado no chão e indo para um processo de reciclagem já estruturada, né, é isso aí, e aí assim, aí tirando essa dúvida em relação à hot press, a tua ideia, você falou é rejeita de cooperativa, coisas que eles não conseguem revender, valorar, vou meter terpo, vai ficar coloridão, vai ficar legal, a gente já tá, tem um vídeo que a gente vai soltar que não me deixaram, eu editei o vídeo, o Junior falou que foi uma porcaria, acabou comigo e não deixou soltar. O que o Sidnei fez pra mim? Porque tá, esse negócio do, entra, é, tem, agora nós temos uma profissão nova que ela se chama tudologia, tá? Então nós temos médicos muito bons e nós temos médicos agora pós-graduados em tudologia polimérica, tá? É, os caras são foda.

[1:22:11]e o povo cara se formar e não é fácil, tá? E tem alguns que me bloquearam, os caras me bloqueia, cara. Que você dá pra fazer os comentários educativos aí. É, não, eu só explico como é que funciona. Aí entrou essa semana falando do saco de salgadinho. Que o saco de salgadinho não recica, porque o saco de salgadinho é uma merda, e falou um monte. Aí eu peguei ele pro Sidnei, na hora que eu vi aquele post, falei Sidnei, faz um favor pra mim, eu não perguntei se ele fazia, falei Sidnei, você pode fazer um favor pra mim?

[1:22:37]Favô pra mim, eu falei claro, Rui, fala o que você precisa, foi catarim uns 10 sacos de salgadinho, pica eles, coloca aí com o terpó um pouquinho e recicla, faz uma placa reciclada e manda o vídeo de volta pra mim, cara, não deu, acho que 40 minutos ele me devolveu o vídeo, eu tinha pronto provavelmente, não, ele tinha lá o saco de salgadinho, porque eles fazem isso no Vietnã, eles só tem um produto, que a terpó tem um braço no Vietnã e lá eles fazem reciclar gente de sacos de salgadinho com terpó, eles fazem produtos com o saco de salgadinho, que é realmente um produto, produtos que não é tão simples de reciclar. Sem dúvida. Mas eles têm uma planta dessa lá no Vietnã que já faz isso. Então ele tinha lá já, eles pegaram, cortaram, colocaram o terpaul e ele ficou filmando o processo pra mim. Aí ele filmou o processo e tirou uma placa de feita de...

[1:23:23]De BLPP com alumínio. É, com o PP junto, que você tem que pôr um pouquinho de PP também. Pra dar uma aditivada. Então cara, assim, o cara fala, não tem solução, fala, tá aqui a solução, como que não tem? então esse tudólogo precisa estudar um pouquinho mais que é o mesmo tudólogo que fala que aqui tem BPA dentro da água não tem BPA na garrafa de PET a garrafa de PET que ele compra deve ser a garrafa incomendada né porque o BPA fora da lei né como a BPA funciona no Brasil você pode ter um produto com BPA pode você pode pegar BPA pode pode você vai lá no seu carro arranca o farol dele aí você C, lava, um farol do carro, coloca comida dentro, leva no micro-ondas, espera chegar a 160 graus, que o policarbonato vai atingir o ponto vícate, aí ele vai amolecer, aí a macromolecola, abre, libera, mas é rápido, tem que ser rápido, aí você tira, antes dele esfriar você come, porque ele liberou um pouquinho de BPA, você não pode deixar ele esfriar, porque ele e capsula de novo. Então, a menos que você coma dentro de um farol de carro, você não tem a menor, acima de 160, você não tem a menor possibilidade de ter nada com BPA. Aí, o cara vem numa garrafa dessa aqui e uma pessoa que eu queria falar um outro palavrão, eu estou comedido hoje pra caramba. Que bom, né, Rui? Dá bem que era no meu episódio.

1:24:52Desmontando o mito do BPA nas garrafas PET

[1:24:52]Hoje eu estou seguro. E o cara vem e fala que você tem que escrever aqui, BPA free. e, cara, é um mono-camada, não tem BPA, não tem desvitoridó, não tem microplástico. É, ingerir polímeros. Foi estressado pelo Cetea, lá no Itaú, no Cetea, os caras fazem estresse isso aqui, se vai carregar 60 graus, os caras põem 100, se ele vai ficar exposto 10 horas, eles colocam 50, e então, você falar que isso aqui não tem segurança, você imagina uma empresa com uma coca-cola, tomando um processo, porque você está ingerindo microplástico, e sinceramente acha que uma coca-cola ia querer correr esse risco?

[1:25:30]Olha o coca-cola, se quiser patrocinar também, tô pidão hoje, hein? Não, e outra, quem fala isso não consegue nem entender que isso aqui tem uma cadeia da reciclagem totalmente diferente de um plástico comum, como o PP e como o PD. Você tem o flake lavado, você tem o flake super lavado e você tem um outro tipo de tecnologia para descontaminar o PET.

[1:25:51]E volta para o alimento. E volta para o alimento porque é o único que pode, exatamente, porque o processo A contaminação desse cara aqui, ela está nos gases voláteis. Então, o que você tem hoje? Você tem as extrusoras, você tem uma degasagem que ela retira todos os voláteis, que é a contaminação do material e o material sai lá do outro lado, PCR limpo. Aí você pode usar no alimento, aí você tem FDA, você tem a União Antega, você tem anvisa, você tem todo mundo que valida, o mundo inteiro anvisa, o mundo inteiro valida, então o mundo inteiro está errado, eu estou certo, o mundo inteiro está errado.

[1:26:30]Mas aí a galera achando que é conspiração o processo, e não é brincadeira, é alimento, você põe isso aqui para dentro, não tem o que fazer. Aí eu vou te fazer uma pergunta, a gente já está chegando no tempo do nosso podcast, nem sei quanto tempo a gente está, mas que já passou de uma hora ou que tem? Já está meio uma hora e meio, que passa rápido, legal, quando passa de uma hora a gente e vai se deixar ficar cinco horas. Você já chegou num evento, no dia da montagem teve que rasgar o projeto inteiro, já teve caso desse assim, conta um caso, não precisa dar nome de ninguém, mas conta um caso que você bolou, estruturou, chegou lá, não era nada daquilo e, puta, tem que fazer de outro jeito.

[1:27:13]NOS 45 DO SIGUNDO TEMPO, NÃO, GRAÇAS A DEUS, mas a gente tem projetos que a gente desenha o plano e ele é muito bem recebido pela produção e porque a gente busca não ser uma peça que vai onerar a produção, entendeu, eu preciso trabalhar junto com o produtor, eu não posso falar não aqui não, não, isso aqui você não pode, porque aí o cara vai me mandar merda nunca mais trabalho, né, assim, então meu time ele dialoga muito bem com o time de produção do evento para a gente criar um projeto viável e que traga resultado também para o evento, porque o cara está contratando uma consultoria de gestão de resíduos, então ele precisa ter um resultado diferenciado, então tem projetos que são muito bem recebidos, mas muitas vezes eu entro nos 45 segundo tempo contratados, sabe, em cima da hora e aí eu não tenho tempo para executar uma série de ações que eu poderia ter executado lá atrás, exatamente. Então, o que acontece muitas vezes é isso. É uma linha aqui, eu falo, linha da planilha, né? É uma linha de planilha que geralmente não tem muita prioridade, ou ela é motivada por um patrocinador, como eu te disse e tal. E aí os caras vão deixando, vão deixando, vão deixando, pô, tá o lixo, o que a gente vai fazer com o lixo? Não, tem a ciclo aqui, ó, o que quer trabalhar com o lixo e tal. Chamos cara, então, vamos bater um papo, conhece. Ô, mecau, você tem 24 horas. É, isso aí.

[1:28:37]legal, tá aprovado, sério, montagem começou hoje, puta, mas e agora, puta, vamos, se vira aí, e aí você tem uma lista de ações que você gostaria de ter feito pela característica do evento, pelo diagnóstico daquilo que a gente traçou e que não vou conseguir fazer, aí eu tenho que ir cortando, cortando, beleza, muitas vezes, por exemplo, eu tento muito trabalhar com triagem no local do evento, porque me facilita a parte logística, o material e muitas vezes o cara não tem no espaço pra isso né, me dá aqui duas tendas de 5x5 ou pelo menos duas tendas 10x10, ali perto da área das caçambas e tal, que eu vou montar um pranchão, vou botar meus bags em volta, vem meu time pra poder triar e tal, e aí o cara me dá um espaço de 5x5, eu falei não, esquece, aí eu vou botar as caçambas aí e vou mandar triar nas usinas, aí tem algumas usinas aqui que me atendem com triagem automatizada, ter um parceiro em Guarulhos, que eu mando só o lixo seco, e ele tem 11 sensores da estádula.

[1:29:36]Legal, será que ele deixa de fazer um vídeo lá? Os caras são bem abertos, cara. Legal, depois me conecta. E aí facilita um pouco nesse momento. Eu preciso reciclar esse material seco, como que eu faço? Ah, meu, põe tudo na caçamba e vou mandar para lá. A gente cria, quando eu não consigo segregar por tipo de material, eu crio por grandes classes que a gente chama, então eu vou ter uma coleta para orgânico, eu vou ter uma coleta para rejeito e eu vou ter uma coleta para reciclável.

[1:30:06]Aí na montagem e na desmontagem a gente vai ter a madeira, o isopor, são coisas que a gente acaba tendo contato nesses momentos específicos, lona, bagunha, essas coisas, mas o grande volume é isso, não tem espaço, então é isso, reciclável, lixo seco, Rui Katsuno, lixo úmido e rejeito. E aí, o que facilita para a gente? Pô, não teve tempo para entrar com triagem e tal, estruturar, a gente preconiza pelo menos um padrão de cor de saco de lixo, isso facilita a nossa vida. Então, as lixeiras de reciclável vão ter sacos azuis, as lixeiras de orgânico vão ter sacos marrons e as lixeiras de rejeito, saco preto. Então, tudo que chega na área de caçamba, que é azul, vai para essa caçamba aqui, tudo que chega na caçamba é preto, vai para e o rejeito, e o orgânico, que é o saco marronte, vai acomodar lá nas bombonas, fechar para não gerar cheiro, e depois mandar para compostagem, isso facilita a vida.

[1:30:59]A gente compra muito saco de lixo de fábrica, posso te conectar com alguns parceiros nossos. A gente quer um apoiador para o projeto, para andar com a gente, né? Acho que tem muita gente que faz. E eu queria te fazer uma pergunta também, que até passou e eu não fiz, como é que você faz a medição, a mensuração do que você coletou? você tem um sistema que faz isso? Hoje a gente tem uma plataforma digital que o cliente tem acesso quando ele contrata o nosso serviço e ele tem tempo real as coletas que estão programadas para acontecer que aconteceram ou que vão acontecer naquele dia mesmo ali em tempo real ele vai ver porque é um sistema onde minha logística também controla apesar de eu não ter caminhão eu não ter caçamba eu não tenho essa estrutura eu tenho um time logístico que conecta com os meus fornecedores, os meus parceiros logísticos. E aí, nesse sistema, o cara vai ter acesso ao MTR, o MTR é gerado automaticamente em uma API lá para o Sigour.

[1:31:59]E ali ele tem essa análise grave métrica, de acordo com as coletas vão sendo realizadas, a gente vai alimentando com o peso de balança, com o peso do que foi coletado, e aí ele vai ter acesso a um dashboard onde tem lá os volumes de resíduo conectado. da pegada de carbono, dá tudo? Cara, a gente ainda não fez essa, eu tenho essa formulação de redução de emissões, mas eu não implantei isso no plataforma, mas é uma das próximas features que a gente vai colocar na plataforma. De qualquer forma ali, ele tem todo o acesso à parte legal, então ele vai ver os MTRs e os CDFs das coletas dele, vai ver os volumes também coletados com peso, vai ver os tíquitos de pesagem das balanças e tem uma aba documental que ele vai conseguir enxergar toda a documentação, licenciamento do transportador e do destino final.

[1:32:48]Legal, ele vê a cadeia inteira. Ele vê a cadeia toda. Então, puta, nós estamos mandando para o ATRUX, ele vai entrar lá, o ATRUX vai estar vincuado, o contrato dele. Vai saber quanto o ATRU recebeu. Exatamente, e vai ver, puta, o ATRU está legal, está com L.I.O. em dia, está com toda a parte legal funcionando, está tão legal. Então ele vai ver toda a parte legal do processo ali na plataforma.

[1:33:07]e aí vai tão dashboard bonito falando de tratamento, de resíduo, de volume, isso é bacana, tanto pra cliente permanente, tanto nos contratos permanentes como pros clientes deseventuais aí, nos eventos, e aqui vocês veem que eu normalmente coloco uma pauta pra gente falar, né, e quando você chegou aqui eu falei pra você que a gente não ia descorrer pauta, né, você pega minha pauta aqui, cara, ó, nós não usamos uma pauta, zero pauta, né, zero, é fluido, é, não tem, quando o assunto é, e o que é um assunto que a gente trata no PodPlástico direto e vem uma pessoa que nem você que entende do negócio.

[1:33:46]Gente, o resíduo todo tem jeito, não é lixo, é resíduo, ainda mais quando a gente fala de material plástico, se o material plástico está no lixo, ele está no lugar errado e vocês vão escutar eu falar isso até eu morrer, porque eu sei o valor que tem isso aqui. então, a gente está com uma pessoa que trabalha com isso e vive isso todo dia, dorme com isso na cabeça, então é um negócio fantástico, trabalha de vocês, parabéns, parabéns as empresas que contratam a sua empresa, que zera essa pegada de lixo, e essa narrativa tão, que enche o saco, vamos falar de, que é só narrativa, é cara que fala e não faz, né, então parabéns as empresas que tomam esse tipo de INICIATIVA, de contratar uma empresa que nem a sua, e tem alguma pergunta que eu não te fiz que você gostaria de abordar? Cara, não, Rui, acho que a gente tratou sobre todo o processo de evento, toda a materialidade gerada, a gente falou dos projetos de economia circular que a gente tem, cara, pra princípio foi um papo muito bom, muito proveitoso, agradeço antes de você encerrar, mas agradeço novamente aí o e o convite foi muito agregador pra gente e eu espero que tenha sido agregador pro seu seguidor, pra galera que acompanha o PodPlástico.

[1:35:12]Então já deixa um recado pra galera aí que não conhece, que quer te conhecer, suas redes, seus contatos. Legal. Bom, a ciclo é possível conectar com a gente a partir do nosso site, ciclo.life, LEFE, de vida em inglês, só isso, ciclo.life, ou através do e-mail, contata, rouba ciclo.life, ou no nosso Instagram, ciclo-platforma sustentável, certo, ABIMAQ, ciclo-platforma sustentável. A gente fala de plataforma porque é justamente um conjunto de unidades de negócios, resinas, eventos e mercado permanente. E o recado final, cara, é só reforçar um pouco do que a gente tratou aqui, o resino ele precisa de fome, e, de fato, ser olhado com mais cuidado, tanto pelo poder público como por esses grandes players que movimentam os nossos seguimentos de atuação, grandes patrocinadores, grandes promotores de evento e, novamente, o poder público, para que a gente consiga cada vez mais diminuir as saturações desse recurso natural artificial que são os aterros, mas que a gente também, e ao mesmo tempo em paralelo consiga movimentar uma cadeia de suprimentos, uma cadeia produtiva que vive a partir da reciclagem, esse reciclador que está a 30 anos construindo a vida dele, isso é muito importante para todos nós e cada vez mais a gente vai ver na evolução, mas ainda tem muita coisa para ser feita e para os eventos, o evento é uma grande oportunidade para a gente trabalhar com isso, de uma forma para muito eficiente e não é algo que vai onerar a cadeia produtiva do evento. Acho que muitas vezes até vai facilitar esse processo de descarte de lixo dos eventos. Então, a ciclo está aí para isso e obviamente tem uma disposição. Obrigado mais uma vez pela oportunidade de fala. Então, tivemos aqui com Vicencio Zaratin. Muito obrigado por você ter aceito o nosso convite. Foi um bate-papo extremamente bom e fluido, né? Foi bem legal. Foi bem legal. E a você, que ficou com a gente até agora, meu muito obrigado, se não nos segue no siga, ative o sininho pra receber mensagem, sempre que a gente tiver um novo podcast, você vê que a gente tá sempre com assuntos atuais de reciclagem e esse papo é pra você aí que fala que reciclagem não vale nada. Cara, revê seus conceitos, lê alguns livros, visita alguns recicladores, algumas cooperativas, que você vai entender um pouquinho melhor e eu tenho certeza que você vai conseguir dar uma virada de chave na tua cabeça e entender que o que você está falando não é o que a rede, o que você está falando é o que a rede social está falando, você apenas está replicando uma besteira, então pensa, repensa, estuda e bora lá, muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.