Luciano Loubet | Promotor de Justiça do MPMS e Presidente da ABRAMPA | PodPlástico #XX
Luciano Loubet, promotor ambiental e presidente da ABRAMPA, explica como criou o Reciclarbono, o 1º projeto do Brasil a pagar crédito de carbono ao catador.
Principais insights
- Luciano Loubet estruturou em Mato Grosso do Sul um sistema de logística reversa que já destinou corretamente 17 mil toneladas de embalagens, com 136 acordos judiciais firmados.
- Criou o Reciclarbono, primeiro projeto do Brasil a pagar crédito de carbono direto para o catador de material reciclável, hoje em fase piloto com 10 cooperativas.
- Apenas 5 estados brasileiros são "lixão zero" — Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Alagoas e Pernambuco — e Mato Grosso do Sul ainda tem 2 lixões e 5% dos municípios sem destinação correta.
- Defende que polipropileno, polietileno e PET são os materiais que sustentam as cooperativas: juntos, respondem por 60% a 80% da renda de uma cooperativa de reciclagem.
- Conta o caso de uma catadora, "Dona Teresa", que precisa jogar fora garrafas PET azuis e coloridas por falta de mercado — e defende que marcas de cosméticos deveriam ter sempre uma linha de produto preto para absorver esse plástico colorido reciclado.
- Critica rótulos colados com cola forte (hot melt) em embalagens de bolo, que exigem cinco lavagens quentes para sair e travam a reciclagem — e cobra um projeto de lei parado há dois anos em São Paulo que resolveria o problema.
Perguntas frequentes
Quem é Luciano Loubet?
O que é o Reciclarbono, criado por Luciano Loubet?
Quantos estados brasileiros já eliminaram os lixões?
Por que garrafas PET azuis ou coloridas são mais difíceis de reciclar?
Por que os rótulos de embalagens de bolo atrapalham a reciclagem?
Como funciona o sistema de logística reversa criado em Mato Grosso do Sul?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Luciano Loubet, promotor ambiental e presidente da ABRAMPA
[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje eu tenho o prazer de receber aqui Luciano Furtado Loubet, é promotor de justiça e coordenador do núcleo ambiental do Ministério Público de Mato Grosso do Sul desde maio do ano passado. Ele é presidente da ABRAMPA, A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente, e reúne promotores ambientais de todo o país. É mestre e doutor em direito ambiental pela Universidade Alicante, na Espanha, professor, autor e membro fundador da rede latino-americana de Ministério Público Ambiental, presente em 19 países. Mas eu quero destacar o que ele faz, não só o que ele é. Em Mato Grosso do Sul, ele estruturou um sistema de logística que já destinou corretamente 17 mil toneladas de embalagens com 136 acordos judiciais firmados. Ele é o homem por trás do reciclarbôno, o primeiro projeto do Brasil a pagar crédito de carbono direto para o catador de reciclável. Dr. Luciano é uma honra e seja muito bem-vindo ao nosso PodPlástico, por favor, se apresente para o pessoal.
[1:16]Rui, estou muito feliz de estar aqui no PodPlástico para falar de um tema que eu tenho estudado muito, que é o tema da economia circular e da agenda de resíduos, especialmente a questão da reciclagem, da logística reversa, da destinação correta dos materiais, da inclusão dos catadores, eu entendo que no Brasil a gente tem um desafio muito grande de colocar para funcionar realmente a política nacional de resíduos sódios e toda oportunidade que eu tenho de estar compartilhando, conhecimento, aprendendo, discutindo, eu procuro aproveitar, e aí não pode o plástico pra gente trabalhar e conversar sobre esse tema tão importante que é como dar destinação correta com o plástico, como trabalhar com uma boa gestão de resíduos ligado ao plástico e a lojas materiais também.
[2:09]Aí quando um empresário do plástico ouve, promotor do núcleo ambiental, ele já e já se assusta. Isso é justo? Bom, rapaz, eu ver o seguinte, a gente, no Ministério público, tem a função de cobrar lei. Então, para quem acha que a cobrança da lei é uma coisa que impede ou que atrapalha, realmente, se preocupa. Mas na grande maioria, especialmente no setor de reciclagem, eu costumo dizer o seguinte, ou em qualquer ambiente do setor de reciclagem. Desde dentro de uma cooperativa, que eu vou muito, até dentro de uma terra sanitária, que não é reciclagem, mas é na área de gestão de resíduos.
[2:53]Mas com as empresas que trabalham com reciclagem material, com a questão da logística reversa, que é essa obrigação que as empresas têm de levar embora, se o material é um pós-consumo, A gente está num ambiente de ganha-ganha. Quanto mais eu consigo implementar a lei ambiental, no que diz respeito a resíduos, mais eu reduzo o impacto, mais eu gera emprego, mais eu gera economia formal, mais eu gera sustentabilidade, menos o material eu tiro do ambiente comum, porque quando eu estou tratando de reciclagem, eu evito extração de miniais, eu evito extração de petróleo, eu evito corde de árvores destinadas à fabricação de papel, eu evito emissões de carbono, eu evito milhões de árvores de litros d'água que são necessários nesse processo produtivo, então eu tenho uma visão que a gestão de resíduos quando bem operacionalizada é uma gestão que todo mundo ganha, bem diferente se você fizer uma má gestão de resíduo, porque aí se eu tenho um lixão muitas vezes não não aparece lá porque o lixão está num local escondido numa periferia causando doença para aquelas pessoas que estão no entorno do lixão e ninguém está vendo a conta só quando ela chega no sistema de saúde, só quando ela chega na coluição, só quando ela chega na contaminação do lençol freático.
[4:17]Agora quando eu tenho uma boa gestão de resíduos reduzindo, reciclando, reutilizando, aproveitando em todo mundo ganha, cria uma cadeia formal de trabalho, que gera renda, gera economia de recursos naturais e destina corretamente os resinos. É, mas um ponto legal, o senhor assume a Brampa e coloca economia circular como prioridade, né? Isso sinaliza para o setor, o que isso sinaliza para o setor produtivo?
[4:51]é uma sinalização ótima, mas assim, em vias de fato, o que sinaliza para o setor produtivo isso? Foi assim, no Ministério Público, a história do Ministério Público, ligado à gestão de resíduos, é uma história muito antica. Só no estado de Mato Grosso do Sul, eu fiz um levantamento quando eu entrei aqui no Nucra Ambiental em 2016, para minha função aqui ajudar os colegas do estado todo a trabalhar na temática ambiental, e eu naquela época escolhi duas temáticas que tinham em todos os municípios. Aqui por ser um estado muito rural, questão de desmatamento, questão de recuperação de inacentes, erosã, esse mundo rural, muito ligado à questão da água, da produção do pôr-performa de inacetes, e os resíduos, porque 80% do estado era lixão, era lixão. Então a gente começou no ministério público com o primeiro, tentando tirar a criança de dentro de lixão, que estava fazendo ação. Às vezes nem era essa questão ambiental, na questão da infância, depois foi pegando a questão ambiental. Então, esse histórico que teve de ações de 30 anos atrás, no Ministério Cúmico do Sul, foi no Brasil inteiro. E como a ABRAMPA, que é a Associação Brasileira e o Ministério Cúmico Ambiental, era com gregos 30 milisterios públicos ambientais que tem no Brasil. A gente tem os 26 status, o Distrito Federal, o Ministério Cúmico federal, o ministério público do trabalho, o ministério público de contas, e todos eles lidam com a gestão de resíduo em alguma forma. O ministério público estadual, um dia a dia, extinção de lixão, coleta seletiva, inclusão de catador, o ministério público do trabalho, especialmente focado nessa questão da inclusão dos catadores, da contratação dos catadores hoje em dia. O ministério público federal, por exemplo, importação de resíduos, questões de contaminação binacional, e o Ministério Pupo de Contas, junto aos Tribunais de Contas, cobrando os prefeitos na melhoria da gestão, por exemplo, na extinção dos lixões, que é uma falta que leva o Ministério Pupo de Contas e também o Ministério Pupo de Contas.
[6:54]Então, esse histórico de atuações resíduos já vinha muito forte, só que aí a gente criou um projeto chamado ABRAMPA CIRCULAR que engloba toda essa questão da economia circular com alguns eixos e três muito fortes, um eixo de extinção de lixões, e aí você tem estados em que para que você tenha uma ideia dos cinco estados brasileiros que são lixão zero, Santa Catarina e São Paulo, os outros três estados tomam o ar-geste e muito por estratégia de atuação do Ministério Público. A gente começou essa estratégia aqui no Mato Grosso do Sul, que foi o seguinte entender que você não consegue extinguir lixões individualmente, você precisa ter grandes ateus sanitais, que são onde vai remeter esse material, e como essa estratégia, a gente juntou prefeitos, associação de prefeitos, ministério público, tribunal de contas, pegando daquelas ações judiciais antigas que estavam atranitando a 15, 20 anos, falando, vamos resolver isso aqui, vamos juntar todo mundo e achar uma solução, e foi aí que a gente começou com a solução distinção dos lixões. Aqui, no Matrô e do Sul, a gente começou com essa estratégia e que foi muito melhor implementada, porque aqui a gente ainda tem 5% de municípios por lixões, ainda temos dois lixões no estado, mas você pega Sergipe, Alargoas, Pernambuco, só Vingano, espero não ter errado, são os três estados de Xão Zero do Brasil que estão no Nordeste que e usar essa estratégia liderados pelo Ministério Público. Só que na minha visão, a gente começou no Ministério Público, claro, era muito focado no maior problema evidente, que era os lixões que contaminavam, mas a gente começou pelo teto, porque se eu tivesse uma boa gestão de resíduos, como a coleta se eu estivesse implementada, com compostagem, com destinação e a questão de colocar o dinheiro direto na mão do catador, como é que isso funciona?
9:07Por que o catador tem prioridade legal na coleta seletiva
[9:07]Olha só, eu sempre falo para os catadores que a lei trouxe a prioridade na contratação das cooperativas, se você falar ou observar a lei da política nacional, ela coloca o catador prioridade na coleta seletiva, com prioridade no grande gerador, que é aquele estabelecimento que gera resíduo acima de um certo volume que tem que dar destinação, ela coloca na logística reversa que é aquela obrigação que a indústria que colocou um material no mercado tem de tirar esse material. Então, por exemplo, a garrafa de cerveja, a lata de refrigerante, embalagem da moemboa, um percentual que essas indústrias colocam depois de consumir delas tem obrigação de retirar e tudo isso tá envolvido catador. Eu sempre falo o seguinte, o catador tem que ser incluído na política nacional de resíduo, na gestão de resíduos, preferencialmente ele não é a solução, é uma responsabilidade muito grande, uma irresponsabilidade muito grande, querer jogar nas costas das cooperativas e associações todo o problema e a agestão de resíduos, como em alguns lugares tem acontecido, inclusive de querendo responsabilizar as cooperativas como o programa do rejeito que chega para elas, como absurdo, mas eles têm que se incluir e a nossa, nós temos trabalhado aqui em relação às cooperativas a que eles entendam que eles são prestadores de serviço, muito mais do que vendedores de material, eles são prestadores de serviço, a principal prestação de serviço da cooperativa é o serviço público de coleta e triagem de seletivo, porque como a lei diz que ele tem que ter prioridade nessa contratação, nos municípios onde houver cooperativas e associações, tem que ser destinadas material da coleta seletiva para essas associações com contratação, porque o que a gente tem mostrado é que o seguinte, com perícia do Tribunal de Pontas e outros levantamentos, não se sustenta para a venda do material, písnios ou negócio da cooperativa é a prestação de serviços, venda do material e receita acessório. Então, a gente tem discutido aqui seis rendas das cooperativas.
[11:26]Contratação pelo Poder público, crédito de logística reversa, venda do material, prestação de serviço ao grande gerador, programas de pagamento de serviços ambientais como tem, por exemplo, no estado de Minas Gerais, do Bolsa Catador, que é diferente da prestação serviço puco, município, e agora, com mais inovação, ainda algo pra ser implementado, o crédito cargouro, né, então isso voltado às cooperativas, mas a gente tem outros temas dentro desse abranta circular, que envolvem as cooperativas e catadores, mas que são muito mais amplos também, como por exemplo, a gente fala reversa.
[12:10]A questão do bolsa-catador, você é uma dúvida minha, ele não corre o risco de virar um bolsa-família do cara se acomodar e não catar e receber aquele dinheiro? Então, no modelo que eu conheço, eu não conheço profundamente na prática, eu estudei a lei do bolsa-catador, que tem minas gerais e outros estados que eu não me lembro direito, e todos eles colocam como condição de uma parte a mais a questão da doença e de produtividade.
[12:43]Mas olha só o que é importante a gente ter em vista. Pensa você como empresário. Se você tem uma unidade de triagem que você já sabe que da venda do material já não se sustenta. Aqui a gente tem dois cálculos muito importantes. uma unidade triagem uma cidade que é uma cidade pujante do agro aqui se chama Maracaju que tem uma unidade triagem muito bem desenhada nível assim é profissional com apoio do recicleiros então a cidade tem uma boa gestão de resíduos se a gente colocar uma ideia de tonelada justa essa unidade triagem entra devendo todo mês se fosse só com a venda do material 27 mil reais e essa mesma conta nós fizemos para as cooperativas de campo grande que estão numa unidade grande de triagem aqui, que elas entrariam devendo 100 reais todo mês.
[13:34]Ah, mas por que que eles estão lá? Porque a gente vive da miséria. O cara ganha menos no salário mínimo, o cara não tem previdência, o cara não tem décimo terceiro, o cara não tem direita de descanso remunerado semanal. Isso viola, inclusive, a lei do cooperativismo que diz que eu não posso ter uma cooperativa que precarize pelo menos o mínimo do mínimo do mínimo da CLT. Então, uma cooperativa era pressupõe que seja mais. Você não não pode ter uma cooperativa de médico que o cara ganha abaixo do piso de médico, não pode ter uma cooperativa financeira que o cara ganha em menos do que o salário do bancário. Então, o que acontece com esses sistemas de pagamento? Você passa a poder exigir um nível mais profissional da cooperativa, inclusive na ter separação e triagem de materiais que tem um baixíssimo custo de venda, que se você como empresário fosse calcular a hora humana, a hora de pessoa de trabalho, não compensaria o tempo da pessoa estar lá, se dedicando a separar aquele tipo de material, porque a venda daqui não pararia nem o mínimo daquilo. A partir do momento em que a pessoa recebe para criar, recebe para prestar o serviço, você pode exigir que ele se separa em todo o material, nem que seja para destinar de graça, tá? Que é o que a gente está chegando em alguns materiais, que o valor praticamente é zero. Você tem material aí que o quilo 5 centavos. Como que você vai dizer que é justo que eu exigir de uma pessoa fazer uma triagem que a venda do quilo é 5 centavos? 3 centavos. Que a venda de uma tonelada é 30 reais. É justo que eu fazer uma pessoa separar uma tonelada de um material para ganhar 30, 50 reais e a hit entra às outras rendas. Primeiro, se ele está recebendo para fazer aquela cada desvio, cada desvio, eu não sei nos outros municípios, mas só em campo grande, cada tonelada desviada do aterro, eu economizo só de disposição final um aterro, R$ 190 a tonelada, fora o que entra na conta da coleta seletiva, o salário do coletor, o gasto com caminhão, o gasto com combustível, pode jogar aí R$ 300, R$ 350 a tonelada. Então, por último momento que eu contrato o catador pelo intestinal material, que tem que vale 5 centavos do quilo, 3 centavos do quilo, mas que tem destinação, eu tenho como obrigar isso.
[15:54]Agora, se eu não pago meu contrato, eu não contrato, como que eu vou fazer exigir da pessoa que ela pague para criar esse tipo de material? Não vai criar só aquilo que interessa. Você vai ter cooperativa com desílio de 20%, 10% daquilo que interessa. Isso é coisa que conta óbvia, né? Tem materiais que, tudo que fala em cooperativa, quando se fala em cooperativa, fala que de um real para cima, é uma valia pena, de um real pra baixo é prejuízo, né? Que é essa conta do cooperativo. Então, essa conta é 30 centavos, 60 centavos isso é prejuízo pra cooperativa, né? Essa conta eu não conheci, então você vai olhar muitos dos materiais hoje que as cooperativas separam, triinvende, tá abaixo disso. E aí o que acontece? Uma exploração do trabalho do cooperado pelos dois agentes que deveriam estar pagando 3, 1, o poder público, porque ele é o beneficiado com isso, ele tem obrigação de implementar cora de seletiva e desviar do aterro e o segundo, o setor privado na logística reversa, que teria obrigação de estar tirando esse material, não paga por esse serviço e está sendo beneficiado.
[17:06]Em qualquer certeza, quando ele lança os relatórios dele, lá de sg, que teve tanto de reciclado ele põe em sua conta, mas não paga conta. Isso não é só para catadores, isso é para toda a cabeça reciclagem, toda a cabeça reciclagem. Uma coisa que não entra na minha cabeça foi esse projeto da LIR, né? A LIR legal, lei dissetiva, eu achei fantástico, só que eu estou vendo muita dificuldade das pessoas conseguirem a LIR, porque primeiro, muitas cooperativas não têm nem a documentação necessária para isso. Aí eles têm que contratar uma e uma consultoria para que isso seja feito. E depois, para passar caneca nas empresas, o catador também não vai lá, ele precisa contratar uma outra empresa para fazer a captação. Então, eu achei que ficou uma lacuna no meio desse projeto de lei que facilitasse e não dificultasse. No meu ponto de vista, a libra foi feita para quem já está estruturado e não para quem necessita de e estruturação, que é a maioria deles, né? É assim, eu vejo que assim, é um processo de maturidade, né, no que diz respeito a ler e também o que diz respeito as cooperativas. No que diz respeito a ler, a gente está no primeiro, agora vamos entrar no segundo círculo, então um processo de aprendizagem. O que eu tenho visto, assim, se você colocar no site lá do MMA, tem muito projeto de cooperativa e a destinação também já teve bastante é claro, aquela cooperativa do interior que não está estruturada, que não vem sem NPJ, que não consegue emitir uma nota fiscal, que não tem o alvará, que está no terreno precário, que não tem o alvará do bombeiro, esse cara não vai conseguir acessar a liga. Compete ao poder público as entidades gestores, justificando essa, tenta estruturar essas cooperativas para que elas tenham a documentação.
[18:57]No que diz respeito a LIR, nessa, no que você disse aí, eu achei dois pontos muito interessantes. Ela prevê, inclusive aqui no Mato Grosso do Sul, o Ibra Park, que é o Instituto Brasileiro já aplicado a resíduos e clima, está usando essa estratégia, ela prevê que uma instituição possa apoiar uma cooperativa ou qualquer uma na captação do LIR, e se sair o recurso, ele ser remunerado por isso, então a LIR trouxe uma coisa que eu e eu acho muito positiva que é legalizar formalmente a remuneração posterior de quem executa um projeto que a gente sabe elaborar um projeto não é algo simples, é algo trabalhoso, então assim, você abre um mercado para várias consultorias poderem fazer um projeto para se receber o dinheiro serem remunerados e também na captação do recurso, ela prevê um percentual lá também, na captação do recurso, ou seja, se eu conseguir com uma empresa a destinação do dinheiro, uma parte desse dinheiro é a remuneração, pelo meu trabalho de ir atrás, conversar e apresentar e convencer, então como não é um edital, é algo que você precisa convencer, isso agora é o meu maior problema na libra hoje que eu vejo, e agora eu sinceramente não consegui acompanhar um projeto de lei que foi aprovado essa semana, que aumentou o percentual da libra, mas eu não sei se ele atingiu expressamente o maior problema que eu vejo hoje que é o seguinte, ali eu concorre com a lei do esporte, na minha primeira leitura não concorrer, mas parece que segundo a orientação geral aí ela concorre com a lei do esporte, do que que acontece hoje?
[20:39]As empresas que já eram acostumadas em destinar uma parte do seu recurso, porque hoje nós temos três leis que permite que eu destine uma parte do recurso e me aproveito por isso, fora a questão de fundos, por exemplo, você tem, não é novidade, você tem o fundo da infância que você pode depositar dinheiro e é batendo em pôr de renda. Mas neste modelo de projetos você tem direto, você tem Ale Juanê, a Lei do Esporte e a Leir. A Lei Juanê não concorre, mas a Lei do Esporte concorre então o que acontece? Aquelas empresas que já tinham essa cultura de investir na Lei Juanê, na Lei do Esporte, em primeiro lugar ela já comprometeu todo seu orçamento que poderia. Então por isso que é muito importante o aumento do percentual da LIR e separar a lei de esporte. Não sei se foi isso feito nesse projeto de lei, confesso que eu não tive tempo de estudar, mas isso é uma talpauta muito importante, porque aí eu passo a ter, eu passo a ter uma abertura de dinheiro de recursos para investir só nisso, porque se além disso tudo pensa com a cabeça de empresário, pensa com a cabeça de empresário.
[21:47]Pô, tudo bem. Se aquele empresário que já tem uma ligação na temática de resí, escatador, ele vai destinar. Mas aquele empresário que tem uma pensamento assim, ''Ai, pô, eu vou investir nesse projeto porque, além de eu estar fazendo uma coisa legal, eu vou ter minha marca vinculada nesse projeto.'' É muito mais fácil se patrocinar uma camiseta de time de futebol que todo domingo vai estar lá no Camping de Futebol, passando, ou um grande time de futebol, ou um grande show do que está lá no interior de uma cooperativa, que está lá numa periferia. Então em termos de visibilidade, é quase que uma concorrência desleal você colocar esporte e resíduos no mesmo percentual, por isso que eu entendo que tem que ser separado e não sei se foi separado. E aí no Mato Grosso do Sul, como se sai do zero e chega em 17 mil toneladas? Olha, eu confesso pra você que as toneladas eu não guardo de cabeça, mas tem um número que eu soube muito cedo. Eu fiz a minha liçãozinha de casa aqui. Então você tá mais informado aqui, mas tem um número que eu acho mais impressionante que é o seguinte, segundo os dados da Central de Custódia, que representa 70% do volume de análise de logística reversa e de verificação, o Mato Grosso do Sul é o primeiro estado percata em recuperação de materiais encicláveis.
23:12Como o Mato Grosso do Sul virou líder em logística reversa
[23:12]e por que eu entendo que Mato Grosso do Sul tem esse título de primeiro estado que mais capta e eu imagino que em breve não será mais porque outros espacios estão se estruturando, porque a gente conseguiu tirar aqui do papel a logística reversa das embalagens geral. Para quem não é familiarizado, o que é logística reversa? Já falei algumas vezes, mas vou falar novamente, aquela obrigação que as indústrias têm, o setor como um todo, indústria, atacadista, comércio, de recuperar o material depois de consumir.
[23:50]Isso não é novidade no Brasil, isso existia há muitos anos. Por exemplo, embalagem de agrotóxico, o fazendeiro que usou o agrotóxico, você não pode pegar aquilo e jogar no lixo comum ou entregar no unidade de ciclagem. Você tem todo um sistema de logística reversa em que ele tem que fazer a tripe estilavagem, ou seja, ele usou o abrotóxico ali no trator dele, ele joga a água lá, joga de novo dentro do tranque do trator, quando ela estiver limpilhar, mas ele é obrigado a levar isso num ponto de recorimento e a indústria é obrigado a levar para reciclar essa embalagem, ou em alguns casos que não é possível, para incinerar pilha e bateria, a mesma coisa, se você tem uma pilha e bateria em cá, você não pode jogar no disco comum, você tem que colocar e devolver lá num ponto, no âmbar, pneu, só que, todos esses sistemas de logística reversa tem uma lógica que envolve o consumidor ser informado, onde ele tem que entregar, naquele lugar de entrega, o comércio obrigado tem que lugar de entregar e a indústria obrigada a levar embora. Qual que é a grande diferencial das embalagens em geral? Que aí aquilo que eu falei, a garrafa de cerveja, a lata de refrigerante, a garrafa PET, a caixa de sabão em pó, a caixa da passa de dente, e tudo isso. O grande diferencial que a lei não foi clara é que este material, em princípio, ele tem que estar na coleta seletiva. Ele não tem uma parte como é... Eu não posso por lâmua da coleta seletiva, eu não posso por pilha da coleta seletiva, eu não posso por vidro de remédio da coleta seletiva, eu não posso por pneu da coleta seletiva, mas eu não tem o que colocar, pasta de dentilatinha, embalagem do todo, tudo que é seco na coleta setinha.
[25:38]Essa é a grande complexidade, na minha visão, da logística reversa, embalagem geral. E aí, no Mato Grosso do Sul, a gente conseguiu implementar um sistema de logística reversa, que se chama SIS-HEV, como sistema e um sistema de informatização também que se chama SIS-HEV, que é como se fosse um imposto de renda da logística reversa da reciclagem. Eu, indústria, digo que eu coloquei 100 toneladas de plástico numa turma do Sul e sou obrigado a comprovar que eu tirei essas 30 toneladas que a neta hoje nacional, 30%.
[26:16]Como que eu comprova isso? Não me interessa se você investiu na cooperativa, num pérvato, só que você tem que me comprovar que esse plástico chegou a uma indústria recicladiva, que esse plástico foi atendido e saiu da coleta seletiva e chegou na eduça reciclador. Então, essa foi a grande mudança. Qual foram os pilares da mudança, da logística reversa no Matoa do Sul, que acabou se replicando em 15 estados do Brasil, acho que já está em 16 estados, que regulamentaram de forma semelhante, que expirou os decreto federais, desde o reciclamais, que foi revogado os outros agora, que essa e logica D. Primeiro, autodeclaratório. Eu declaro quanto eu coloco, eu comprovo quanto eu tiro e o poder público, assim como é no imposto de renda, que vem no fiscalizar se está certo ou está errado.
[27:10]Porque foi a grande mudança. Antes eu tinha um plano de logística reversa, que ia para dentro de um órgão ambiental, que voltava, demorava três, quatro anos que você estava analisado, que os órgãos ES, estão sobre carga de trabalho, para aí ser aprovado e analisado. Agora não, eu tenho que declarar o quanto eu coloco. Então esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, rastrabilidade. Rui se tem algo que o Brasil deveria se orgulhar, é da rastrabilidade, da reciclagem, da logística reversa.
[27:43]G, agente pelo CIS Reve Sábio, CPF do catador de rua, que entregou uma cooperativa no operador logístico, que passou por intermediário que chegou na indústria. Isso é uma rastabilidade que para fins de agenda ESG, agenda de carbono, visibilidade é excelente, a gente conseguiu pegar uma cadeia desestruturada, informal e pulverizada e concentrar no sistema. Concentrar e o sistema do sistema. Então, esse é o segundo pilar, raça de habilidade. Terceiro pilar, diferencial de material. Eu não posso trazer para Mato Grosso do Soul material que não tem reciclabilidade e compensar com a retirada de outro material. Vou te dar um exemplo, senão eu não posso trazer para cá um material que eu não tenho de habilidade de levar embora e compensar com o PET, que hoje uma grande reciclabilidade. E o quarto ponto é a participação inclusiva dos catadores.
[28:51]Esse sistema que foi criado no Mato Grosso do Sul, que depois refletiu nos decreto nacionais, por exemplo, abre algumas exceções para os catadores. Primeira delas, eu aceito nota fiscal de meia de cadeia, que se fala, aquela que eu vendo por intermediário. No geral, não se aceita, porque a operativa não consegue vender direto para a indústria, então aqui eu aceito e eu tenho uma agitagem aqui para fazer, segundo, esgotamento de crédito, enquanto as cooperativas tiveram material de crédito reversa eu não posso comprar, e a indústria não posso comprar, do operador logístico privado, um grande sucateiro, por exemplo, e aí algumas outras, a terceiro, no crédito estruturante eu permito até um certo percentual compensação de um material por outro, porque diferentemente de quem compra na sua porta um material reciclável, aí eu compro PET, mas não compro BLPP, por exemplo, que não tem muita venda, a cooperativa não, ela recebe o material do conneto seletivo, então tem um desbalance até porque os materiais geralmente mais valorizados, que é a gilha do cooperativo, vamos dar exemplo, latinha de alumínio, latinha de alumínio, se não ficou dentro de casa da pessoa mesmo vendendo ou dentro do estabelecimento, ficou ali com um condomínio, ficou ali com o pessoal da limpeza, ou ficou no restaurante com o próprio empresário, com o garçom, se chegou na coleta, ou na rua, ele já tirou, então não chega esse bateratão, é por isso que a gente diz o seguinte, que a cooperativa aditivo business dela, o negócio dela é prestar o serviço. Então tem isso, esse foi o sistema que hoje a ABRAMPA, dentro do ABRAMPA circular, tem apoiado instalação, e aí o sistema CISR, e aí falando mais de sistema de computação, que faz toda essa refrabilidade, apoiado pelas entidades gestoras que fazem intermédio entre as cooperativas, os sucateiros e as indústrias, a verificação de resultado que audita isso tudo, então isso, esse know-how a gente tem entregado para os estados que estão regulamentando, implementando e avançando muito nessa agenda e também trabalhando muito fortemente com o governo federal, porque essa, essa secretaria do secretário Alberto como a Lúvia, com o Eduardo Rocha, com a Karugini, com o Lúvia, com todo o tema, eles têm avançado muito nessa implementação de gestão de resíduo, seja na logística reversa, reciclagem, inclusão de catadores, extinção de lixões, a gente, até para que a gente tiver curiosidade, quiser saber o mapa mais atual de lixões no Brasil, você entra lá no site da ABRAMPA, você vai localizar um trabalho que a gente fez, por município, as destinações corretas e corretas, mas ainda temos mil e poucos dos esforços no Brasil para ser extintos. Então, é isso tudo.
[32:04]Eu tenho uma visão muito clara de gestão de resíduos, que ela envolve, eu tava falando em um tripé, mas eu vou falar que ela envolve na minha visão quatro pilares para a gestão de resíduos. O primeiro envolve educação e conscientização, isso aí é inevitável. nós temos um monte de cidade que tem coleta seletiva porta a porta que a adesão na casa das pessoas seria só separar o que é 5% do novo seco é de 10%, 5%, 20%, 30%, ou seja, o serviço pouco mais desperdiçado no Brasil coleta seletiva, mas essa concentração envolve a concentração do empresário, por exemplo, de melhorar a tecnologia dele, de escolher é uma embalagem que seja mais passiva de ser reciclada. A conscientização do prefeito da necessidade de implementar uma gestão contra a atração do catador, melhorar a questão, a conscientização de todos os agentes envolvidos, não só da população, é uma conscientização mais alta. O segundo pilar é regulação. Se não fosse a regulação no Atlântico do Sul, tem materiais que não saíam. Tem um material, que eu não quero mencionar a qual é, a pessoa não fala que eu estou criticando, que o custo dele é 5 centavos o quilo, 50 reais, atomelada. Se eu não tivesse a obrigação desse material ser retirado na atomelada aqui, eu não teria um crédito de logística reversa que hoje gira em torno de 300 a 500 reais atomelada. O que esse crédito logística reversa representa? A obrigação da indústria tem de tirar esse material daqui e que e pelo preço dele não sai, então tente colocar dinheiro para que esse preço saia, então a recolhação ela permite que a gente avance. Se eu não tivesse uma lei para acabar com o lixão, muito dificilmente, eu prefiro só por consciência e ia deixar de acabar com lixão e pagar o adeus sanitário. Então a recolhação é importante. O terceiro elemento entra a iniciativa privada, o lucro. Quanto mais lucro eu consigo gerar na cadeia de resítuos, mas eu consigo facilitar a implementação da lei sem grande esforço. Por que que eu não preciso, por exemplo, de um grande programa de educação ambiental para alumínio ou para o PET, por exemplo, que tem um grande exemplo? Porque ele tem o valor na cadeia comum. Se ele tem quanto mais valor, ele tem menos resistência, eu tenho que implementar na reciclagem. Todo mundo sabe que jogar maratim de alumínio hoje no lixo comum é jogar dinheiro fora. Jogar uma garrafa PET no lixo comum é jogar dinheiro fora. Esse material tem atratividade. Então, por exemplo, um grande avanço que teve no Brasil com a extinção dos lixões foi a entrada da iniciativa privada em comprar terrenos, licenciar, construir com o dinheiro próprio e prestar serviço para municípios. Isso distravoa e extinguiu um monte de lixões no Brasil. Você pega ESes estados do Nordeste, próprio São Paulo, Santa Catarina, você tem muitos aterros sanitários privados que, construídos com dinheiro privado, licenciados com dinheiro privado, destravar essa agenda de extinção de lixões, porque aí um município que tem um lixão pequenininho e que é enviável a fazer um aterro sanitário, passa a ter que remeter para esse aterro sanitário.
35:29O componente tecnológico: a garrafa que hoje usa mais plástico
[35:29]Então, esse componente. 4ª componente agora, vou ter que mudar minhas palestras para incluir, é o componente que eu defendi muito nesse livro aqui, que é de tecnologia, é o componente tecnológico. Aproxima um pouquinho mais da câmera para a gente ver o... Fazer um jabá com o meu livro aqui. Esse livro foi a licenciamento à obrigatoriedade das melhores técnicas disponíveis.
[35:54]o que é ele traz? O componente técnico e tecnológico na área do direito ambiental. Então, o que que acontece? Se eu tiver uma possibilidade no meu processo produtivo de mudar uma máquina, por exemplo, que ela possa gerar maior reciclabilidade da minha embalagem, ainda que um custo um pouquinho maior, mas que esteja dentro do critério de razoabilidade, eu tenho que trabalhar e com essa mudança de perspectiva. Então, o componente tecnológico e tecniconária da gestão ambiental, do direito ambiental como um todo, é essencial. E vou te dar um exemplo simples, que não está na área de resíduos. Mas a Quarin, a Arparita, há 20 anos, a gente falava assim, nossa, Alemanha tem muita energia solar e é um país que nem tem tanto e o nosso aqui no Brasil não temos energia solar. Você deve lembrar disso. Cara, hoje nós temos energia solar nas casas sobrando até causando às vezes sobrecarga no sistema porque o avanço tecnológico tornou possível e econômico essa utilização de energia solar. Então, assim, é a conjunção da tecnologia com o recurso financeiro. Então, eu mudei uma tecnologia que avançou, que me permitiu deixar de usar outras fontes que é uma fonte gratuita e que tá aí.
[37:24]Oxalá, a gente tivesse uma conjugação de energia solar com baterias em casa, que me permitisse de mim depender do serviço público de energia por 30 a 40 dias, imagina? Se eu tivesse essa segurança, não pagava mais conta de luz. São caríssimas as baterias, eu até cotei, são muito caras ainda. mas será que imagina-se em 10 anos as baterias caem de preço, eu posso ter uma gera, eu posso ter com tanto de sogra então o componente tecnológico e aí falando, falando de resíduos, é essencial essa análise da melhor técnica, não só tecnologia, da melhor técnica disponível na gestão inteira da cadeia de resíduos, você estava me dando exemplo na da nossa conversa antes ali, que você trouxe, sobre as embalagens, por exemplo, de cueca, que ela é feita de um material que não é passiva de reciclagem, mas que se eu tivesse uma mudança de máquina, eu poderia fazer de PET, que é plenamente reciclável. Esse é o melhor exemplo de mudar, melhor tecnologia de proximidade.
[38:39]verdade não, todos esses materiais, eles têm suas cadeias de reciclagem próprias, o problema é a segregação numa estreia de seleção, eles são iguais, então a pessoa que está na estreia de seleção, ela não consegue identificar, porque por exemplo, um polipropileno, a pessoa que, ela é tão hábil, que está na estreia de seleção, que ela pega na moira, já sabe o que é o polipropileno, já joga aqui, que o polipropileno, o polietileno na verdade, o polipropileno, polietileno e o PET são quem mantém as cooperativas em pé, que eles geram ali, esses materiais geram entre 70, de 60 a 80% da renda de uma cooperativa é proveniente de materiais plásticos, o resto vem o resto, aí vem, não em grana.
[39:29]Então deixa eu te dar um outro exemplo de melhor técnica disponível então, que me vem agora. Antigamente, se você pegasse duas garrafas de água mineral, uma com gás e outra sem gás, você apertaria com gás e era a mesma consistência da sem gás, usava o mesmo volume de material. Hoje, você pega uma com gás e ela é mais densa, usa mais plástico, porque imagino que ela tem que ter aguentar a pressão do gás e uma sem gás, ela usa menos plástico. Ou seja, eu simplesmente e a gente mudei uma técnica, não foi nenhuma tecnologia, usei aquilo que a lei da política, que a lei da Polícia Nacional era para não gerar, reutilizar, não gerar, reduzir, reutilizar, reciclar, tratar e disposição final. Eu consegui uma redução só mudando a técnica, que é colocar em uma garrafa com menos plástico, claro que a pura ida deve ter mudado muita e tecnologia também. Então, é um exemplo, claro, de um uso da melhor técnica disponível para usar menos plásticos e milhões de gafas plásticas que antes eram usadas com maior volume.
[40:41]Eu estive na última-feira na CADA Alemanha e lá eu vi uma tampa termoformada já em PET. Se vai pegar ou não, eu não sei, mas assim, se o material virar totalmente mono-camada isso aqui cai no muinho inteiro, com tampa e tudo, é o melhor dos mundos, que é o que a gente fala de material multicamada, hoje tem muito desenvolvimento para monocamada, tem muito material indo para monocamada, mas por exemplo, ah, o saquinho de de salgadinho no recicla, poxa, recicla sim, existe técnica para reciclar, existe aditivo para reciclar, é a escalabilidade daquilo e e, obviamente, a regulamentação que é feita que manda colocar conteúdo reciclado.
[41:29]Essa regulamentação, eu acho que ela foi sensacional de mandar colocar material reciclado. Só que, também, a gente tem que olhar para o outro lado. Por exemplo, o polipropileno lá fora, a FDA aprova para que ele volte para o alimento. A ANVISA ainda não nos aprovou que ele volte para o alimento. então precisava da Anvisa trabalhar em cima disso junto com a iniciativa privada pra que esse material vote pro alimento. Aí você tem uma escalabilidade de reciclagem altíssima, uma valorização altíssima do catador, da cooperativa. Então também tem que ter essa conversa pública privada.
42:12"Provoca a indústria, a indústria resolve": lei x ONG
[42:12]porque eu nunca vi um problema ser resolvido numa bancada com perdão, mas eu nunca vi uma ONG resolver um problema técnico. O problema é a indústria é provocada com lei, com legislação, a indústria sai correndo atrás porque ela não quer perder o osso, então ela vai correr atrás e vai resolver o problema. E assim foi desde a Primeira Revolução Industrial até hoje. Então provoca a indústria, a indústria resolve.
[42:40]OVE, provoca a indústria, a indústria resolve. E isso, esse projeto, esse decreto, esse projeto de lei também que vem vindo de regulamentação, é a provocação na indústria e a indústria já está respondendo, né? Você tocou um assunto, que é um artigo que ele é ignorado na lei da Política Nacional e dos Itisórios, que é um artigo 32, que ele fala o seguinte, as embalagens devem ser fabricadas com que propicinha a reutilização reciclagem e os responsáveis devem fomentar que ela seja estreita em volume e peso, a dimensão requerida para a proteção do conteúdo, projetada de forma que a serem reutilizadas de maneira tecnicamente viável, recicladas e se quando não for possível a reutilização. E aí eu vou te dar um exemplo de pior técnica disponível que eu descobri numa viagem que a gente fez, você estava até junto no polo plástico de Santa Catarina, são, são, como chama a cidade, esqueci o bando, são lujero, são lujero, o reciclador, que recicla milhares de tonelais de plástico e deu um exemplo de péssima pele, pior técnico disponível, aquelas embalagens de, aquelas embalagens de PET, garrafa PET de, de energéticos baratos, que cobrem por fora com outro tipo de plástico, que dificultam por ser plásticos misturados, a reciclagem.
[44:18]É o tipo de coisa que, se houvesse uma orientação com o empresário, ou uma fiscalização nesse artigo 32, porque não existe licenciamento de embalagem no Brasil. Ninguém chega pra empresa e me diz, por que você está escolhendo essa embalagem não é? Por que você está pôndo esse plástico, que é o misturar com esse outro, inviabiliza reciclar, sempre que você mora de isolouro...
[44:40]É que o filme is live, né, o incolível. Isso. Então, por que tem uma justificativa técnica? Beleza. Agora, não tem não, porque eu escolhi porque eu acho mais bonito, porque é um centavo mais barato. Essa questão da design do produto, design da embalagem é algo que a gente precisa investir mais no Brasil, e aí o que eu vejo? Eu vejo que tem uma portaria do MMA, que está em consulta pública, que vai ser um grande diferencial. É a portuaria sobre o índice de reciclabilidade dos plásticos. Se essa portaria for bem operacionalizada, o que vai acontecer? O empresário que for usar uma embaragem plástica, ele vai é uma nota. Desde nota 10 a nota 0. Se ele tiver uma nota 0 em reciclabilidade daquele plástico, o que vai acontecer? Ele vai pensar, bom, ou eu mudo por um plástico mais passível de reciclagem, ou eu tenho que ter uma justificativa e ar-casos de justificativa de empregabilidade, de materiais específicos que precisam ter, que realmente não tenho como eu fazer e vou ter que trabalhar com uma ideia compensação. Então, essa questão do designer nas embalagens, designer no uso do material, como você deu um exemplo aí, eu nem sabia. Então, quer dizer que para reciclar uma garrafa como essa que está aí na sua, eu tenho que separar a tampinha do corpo dela?
[46:11]Na verdade, não, porque a densidade do... separa porque tem, são valores diferentes, as pessoas separam para vender separado. Mas a tampinha é polipropileno, a densidade da ela é menor do que a água então ela aboya ela aboya e o PET ele tem um ponto quatro ele desce então a tampinha aboya eu recolho ela por cima e o PET por baixo e o filme também que está no rótulo agora se o cara pega por exemplo uma garrafa de PET e faz o incolível com PVC ou com o próprio PET ele desce junto aí gera contaminação porque ele tem cor agora e se o cara fizer num BOPP, o SliV, aí não tem problema nenhum, porque ele é leve, ele vai subir na hora que tritura e o PET vai correr por baixo. Então a escolha do material é muito importante. E o que a gente está falando muito aqui, eu participe de vários grupos aqui, que a gente discute em balagens. Inclusive ontem a gente estava numa reunião sobre isso, vai ter um evento aqui que chama Embala Mundo, agora em agosto, que vai reunir os maiores pensadores de embalagem do país.
47:22A garrafa azul de Dona Teresa e o produto preto que recicla
[47:22]e isso vai ser um evento bem grande, vai estar muitas multinacionais dentro desse evento e a gente estava falando exatamente isso, hoje não pode ter um designer de embalagem, ele tem que ser eco designer, porque ele vai definir se aquela embalagem volta ou não para cadeia, por exemplo, aqui a dona Teresa que veiculou o vídeo dela pelo país inteiro, ela com uma garrafa de PET na mão, vinho, o uma água numa garrafa vinho. Pô, caramba, pra que a garrafa vinho, pra que a garrafa azul? Aquilo vai virar preto, não tem tanto consumo de preto e pra ela acumular uma quantidade de colorido na cooperativa dela pra vender, mais barato, é prejuízo. Então o que ela faz? Ela manda pra terra. Aquilo vai correr jeito. Sendo que é um material reciclado, aquilo deveria ter sido concebido em material cristal com um lacre bonito, bem desenhado, portado, um rótulo bem bacana, pode ser um filme livre, desde que seja um material com densidade diferente. Então, o eco designer tem que trabalhar junto com a equipe de marketing e normalmente eles trabalham brigando um com o outro, o marketing que é uma coisa e o cara que é outro não, eles deveriam ser um departamento unido, eles tinham que trabalhar uma mesa de frente com a outra, eles que definem esse material volta não.
[48:45]Isso e a linha mestra nesta análise de econdesign que você está me trazendo é um exemplo concreto dessa aplicação da melhor técnica disponível. Eu tenho que olhar, dentre todas as técnicas que eu tenho para desenvolver uma embalagem plástica, qual é aquela que vai me permitir mais na hierarquia a redução, a reutilização e a reciclagem? então, como a melhor técnica em melhor tecnologia e desde que seja num critério tecnicamente possível, tecnicamente possível e economicamente razoável e aí ainda que seja um pouco mais caro, eu tenho essa visão. Então, mas muitas vezes solta simplesmente essa visão que às vezes, num exemplo desse que você está dando, nem impacta financeiramente na situação. É simplesmente e ignorar a cadeia da economia circular e pensar somente no design do produto.
[49:44]Então, é um excelente exemplo, é até uma ideia para escrever um artigo jurídico, assim como eu escrevi agora sobre a aplicação dessa melhor técnica disponível no mercado de carbono, que a gente pode falar um pouco sobre o mercado de carbono e reciclagem, eu vou pensar em escrever da melhor técnica disponível, conjugada com esse artigo do ecodesigner das embalagens, porque tem que ter uma análise de melhor técnico disponível na embalagem colocada no mercado.
[50:13]No meu ponto de vista, toda empresa de cosmético, toda, tinha que ter um produto preto. Toda ela tinha que ter um produto preto, porque aí o que acontece? Ela faz um monte de produto colorido que não volta para ela porque não serve, porque a cor não vai atingir se eu usar um composto reciclado. então, ela vai comprar o crédito de reciclagem, certo? Ponto. Agora, se ela tivesse um produto preto, ela tem lá 50 produtos coloridos, e ela tem um produto preto que ele vai chamar eco, ele vai chamar bio, ele vai chamar o que ele quiser, porque realmente ele vai ser um produto ecologicamente correto. O que ela vai fazer? Ela vai pegar o conteúdo colorido e vai transformar em preto, e vai ter um produto preto na linha. Poxa, ela resolve um problema da cadeia de reciclagem gigantesco, para o catador, para o reciclador, para a cooperativa, então os maiores geradores de produto colorido, todos eles, eles deveriam ter um produto preto no meu ponto de vista, porque já que ele tem um produto preto.
[51:19]Olha a importância da regulação de novo, com essa obrigação do conteúdo reciclado, pra quem não tá A gente tem algumas metas na área de reciclagem, logística reversa no Brasil, uma é a meta de recuperação, eu coloco 100 toneladas de produto com embalagem plástica, eu tenho que tirar 30 toneladas, eu recupero, outra é o índice de conteúdo reciclado, ou seja, dentro de uma garrafinha dessa, eu tenho que comprovar que tem certo percentual de conteúdo reciclado, não é essa regulamentação que já está vigente, que vai ter que ser prestada contando que vem, e muitas indústrias não estão se atentando para isso, que ela vai ter que ter, porque se ela não tiver o conteúdo reciclado da própria embalagem dela, ela vai ter que comprar conteúdo reciclado de outros, e isso pode ser uma mecanismo de fomentar reciclagem daquela indústria que você dá para fazer 100% de conteúdo reciclado, aquele excedente ela vai poder vender para o outro, mas no seu exemplo, o fato de incluir uma linha de produto com um produto no seu exemplo, você deu preto, vai me permitir que eu possa fazer o seguinte, 100% de conteúdo reciclado nesse produto que vai me compensar o restante que não tem reciclabilidade, então é uma nova, nova questão de...
[52:40]e o caso, por exemplo, vou te dar o exemplo da embalagem de bolo. A embalagem de bolo, o conteúdo dela é 100% reciclado, porque você tem o PIR, que é 30% de dentro da indústria, tá? E 70% você compra de flake de produto reciclado. Então o componente das embalagens termoformadas, que vai pra doce, bolo e vários outros produtos, ele é 100% reciclado. Então esse cara tá exento, porque ele já compra o material totalmente reciclado, isso é o bacana, porquê?
[53:16]O exemplo desse, ele pode vender o excedente dele para aquele outro que não consegue fazer o conteúdo esclato. Esse ele tem o produto que nem o polipropileno, que a própria Anvisa não aprovou ainda, que isso era uma regulamentação, na verdade, que tinha sofrer um pouco mais de pressão, porque lá fora pode, porque que aqui não pode? no Brasil a gente tem a gente tem energia limpa, o Brasil eu acho que é o país que mais tem energia limpa, se não for que tem mais ele tá muito perto de ser, né, a gente pode comparar a nossa reciclagem, a nossa reciclabilidade, como a Europa, por exemplo, com o Japão, eles transformam tudo em energia queimando, né, com biogais, e aí eu tenho uma pergunta e em cima disso também, a regulamentação dos ateus sanitários, serem captores de biogais, serem geradores de energia, quem faz isso? É o Ministério Público que faz essa pressão ou não?
[54:16]Não, vamos lá. Falando de resíduos, a gente tem aquela hierarquia, não gerar, reduzir, reutilizar, e depois reciclar, depois tratar e depois disposição final. O ativo sanitário é o fim do tubo. Em tese deveria ir para o ativo sanitário, os 20% que é o rejeito que compõe o nosso exícito. Se você olhar o exícito comum de uma casa, geralmente, 25% reciclável, 25% rejeito, papel higiene, coabsorvente feminino, filtro de café, e 50% orgânico. Resto de comida, resto de fruta, podeligrama. O que seria o ideal?
[55:12]Primeiro a gente ia evitar gerar. Evitando gerar, a Lei já diz o decreto, que regulamenta a lei já diz que deveríamos ter uma coleta tríplice. Rejeito orgânico reciclável. Estava muito longe disso. A gente só tem entre reciclável e o não reciclável, que aqui entrou orgânico. mas eu diria, então, na hierarquia, o composto orgânico, o ADUBO, é tratamento, eu deveria tratar esse composto e destinar, tá?
[55:39]Nessa hierarquia de matériais, por exemplo, eu tenho lá, primeiro deveria privilegiar o plástico de reuso, de reuso, não de reutilização, uma garrafa plástica intergambiável, né? Ralfe devolva. Segundo lugar, a reciclagem. Terceiro, o tratamento térmico. Eu sei que muita gente não gosta nem de ouvir isso, porque nós temos experiências antigas ruins no Brasil, em outros países, com aqueles incineradores poluentes e tal, mas que hoje a Europa já usa tratamento térmico.
[56:18]de monte. O pessoal fala que os altos índices de reciclagem da Europa é conversa fiada, boa parte do material vai para URIS. O Japão também, gente. Que é queima. Isso, queira ou não queira, gostem ou não gostem, está na hierarquia normativa acima do Atenção Sanitária. e aí eu tenho o Atenção Sanitário. O Atenção Sanitário não é um lixão, o Atenção Sanitário é uma indústria de tratamento de resíduos. E aí eu quero trazer uma coisa interessante que o setor de resíduos é discriminado na minha visão, olha que eu fui fazer um MBA em crédito de carbono pra entender isso. Ah, o setor de resíduos é o maior emissor, o maior não, o setor de resíduos contribui muito com as emissões e e gaso e defeito. Calma aí, cara, o setor, os resíduos contribuíam ao setor de resíduos e ele trata. É o uso que eu tivesse na minha casa, toda vez que vai a diarista eu deixo tudo sujo, ela gasta muito produto de limpeza e eu falo a diarista é a maior responsável pelo consumo de produto de limpeza e isso é essa lógica, entendeu? Então, um ate no sanitário é uma indústria que não vai sumir o recíto, por isso que tem essa hierarquia, ele vai ficar lá pra sempre, tá? Então esse recíto ele é aterrado e o gás é captado e queimado. Essa é a... ele converte de metano em gás carbônico. Quem que acontece na questão do crédito de carbono e agora com a e do futuro, o biometano, que é outra regulamentação importantíssima que passou a ser, a tornar viável.
[58:12]Ao invés de eu queimar um gás metano para transformar em gás carbônico, que é isso que um ateu sanitário básico faz. Ele tem umas chaminés para não sair aquele gás metano altamente poluente e que além de tudo ter aquele cheiro de uvupodo, ele queima. mas a partir do momento em que eu canalizo e se transforma em biometano, a lei do combustível de estrutura de estabeleção percentual que de todo o gás natural que se tem um percentual tem que colocar biometano, isso viabilizou ou estáviabilizando a captura desse gás para virar combustível e além de ter esse incentivo, eu posso gerar o crédito de carbono com queimá-lo num flare mais específico, gerar energia, biometando. Isso vem do quê? Ainda estamos no mercado voluntário, então hoje uma empresa, por exemplo, uma companhia aérea que não tem obrigação de reduzir suas emissões hoje pela lei. Vai ter, já tem a regulamentação, mas não está ainda na fase de obrigação. Vamos dizer que antes da lei do mercado de carbô, ela não tinha obrigação, mas ela queria ser carbô no Zé. Ela não tem como deixar de usar combustível no avião.
[59:26]não tem que trocar de, sei lá, queirozénea e avião para álcool no curso do prazo. Então, ela tem que compensar. Ela compensa comprando créditos de carbono no mercado voluntário, que pode ser de um aperro sanitário, certificado, pode ser de uma proteção de floresta, pode ser de um plantil de eucarito, de um crédito de carbono e de eucarito, e pode ser de resíduos, então isso é o que tinha antes. A partir de agora, com a lei do mercado carbono, as empresas, assim como na logística reversa, uma empresa que coloca 100 toneladas de plástico, no Mato Grosso do Sul é obrigada a tirar e criou todo um ecossistema de remuneração de quem faz a reciclagem disso, a lei do mercado carbono é muito similar, ao invés de eu estar falando em crédito, logística reversa, eu estou falando em crédito de carbono, tá? Então, as indústrias Mostres maiores emissorios no Brasil, elas vão ser obrigadas a reduzir, elas vão ganhar uma cota que elas podem emitir, e se elas ultrapassarem essa cota, elas irão ter que comprar crédito de carbono que no mercado regulado chama CRVLE, certificado de redução, não sei do que lá, então, é o crédito de carbono, oriundo de projetos certificados pelo governo brasileiro.
[1:00:48]Agora o que eu tenho defendido? Que o setor da doresitos e mais especificamente o setor de reciclagem e mais especificamente ainda os catadores de materiais recicláveis tem que ficar atento para essa nova lógica do mercado de carbono, porque isso pode ser algo para fomentar muito mais e valorizar a reciclagem dentro daquela minha ideia de que quanto mais mais dinheiro der reciclar, menos reglamentação eu preciso e mais eficiente fica a gestão de resíduos, porque se todas as nossas embalagens fossem feitas de ouro, na hora de não precisaria ter empresa de coleto de resíduos, concorda comigo, ia ter gente catando, todo mundo ia querer guardar a sua embalagem, o mercado de carbono nacional pode servir muito para mas pode ser muito injusto, porque a gente dá um exemplo, das maiores indústrias, emissoras que foram reguladas para redução, porque a maior das emissões no Brasil, segundo os estudos vendas do setor do agro e ele ficou de fora, a maioria delas só vai conseguir reduzir suas emissões com a inclusão dos resíduos do seu processo produtivo.
[1:02:08]Então, pode olhar qualquer balanço de empresa, de embalagem, que ela vai colocar balanço em exigir, ela vai colocar, se ela não começa reciclagem, eu consegui reduzir tantos milhões de carbono da minha emissão. Você já viu isso? Com certeza em relação de exigir, você conseguiu? mas você pagou a partida reduzindo por dia vamos lembrar que este produto que chegou na sua indústria ao ser reciclado ele passou por um catador de rua ou ele passou por uma cooperativa ou ele passou por um empresário de setor de reciclagem e se eu não me atentar para esta distribuição de lucro que vai acontecer essa empresa que recebeu quantas brasileiras emissão, para 200 toneladas. Se ela reduzir, primeiro, se ela deixar de emitir, hoje ela em emitir 250, se ela reduzir 220, com inclusive os resíduos, ela vai ter que deixar de comprar 30 toneladas no mercado de carbono, ela vai economizando, mas o que é pior, se ela recebeu 200 e se ela e o resíduo no seu processo produtivo e reduziu pra 180 e essas 20 cotas dela aqui que ela ganhou de graça do governo, ela vai poder vender pra outra, mas a pergunta é, ela vai dividir esse lucro na cadeia produtiva da reciclagem ou ela vai se apropriar desse lucro afinal?
[1:03:39]é isso que a gente tem defendido e proposto ao governo federal e vamos ter inclusive um seminário sobre a atuação no MP, em creme carmono, que a salvaguarda social no processo de reciclagem tem que prever que essas reduções de custo ou até esses lucros tem que ser distribuído na cadeia produtiva, seja o que se chama INSET, ou seja, dentro da própria cadeia, seja OFFSET.
1:04:14Reciclarbono: crédito de carbono pago direto ao catador
[1:04:14]Vou te dar um exemplo. Uma indústria de plástico que recicla dessas pequenas, que não vai ser uma grande emissora, porque as emissões serão acima de 20 toneladas por ano, é bastante coisa, uma pequena indústria, porque eu estou vendo ali atrás você, uma vassoura. vamos pensar que esse cara que fez uma reciclagem de vassoura, ele não vai ter que estar no mercado carbono como quem tem que comprar carbono, mas ele está ajudando a reduzir, essa indústria reciclagem poderia deveria gerar um projeto de carbono em crédito carbono para ter um adicional na venda na remuneração e que essas outras indústrias fossem obrigadas COMPRA, entendeu? E é por isso, então, que surgiu, aqui no Atrogrado Sul, um projeto piloto pequeno que sempre eu falo dos catadores. Não achem que isso aqui é salvação da lavoura, não achem que isso é uma estabilização do mundo prazo, mas nós fizemos um projeto piloto com 10 cooperativas, tá? Para certificar o crédito de carbono, entendendo o quê?
[1:05:24]o crédito carbônomo vem de reciclagem de cooperativas e associações, o grande beneficiário tem que ser o catador. Porque ele fez o processo mais difícil de fazer chegar esse material, de triar e ele é o mais vulnerável nessa cadeia. Então nós fizemos essa certificação agora, na fase de certificação, acreditando que o setor privado, CERVA, isso está na área do mercado não regulado, do mercado voluntário.
[1:05:57]São os sonhos de todos os catadores, eu entrevitei alguns aqui, é o sonho dos caras. Então, nossa ideia é que este projeto sirva de experiência para verificar como é o carinha de carbono da reciclagem no mercado voluntário, e aí eu acredito que essas que fazem compensação de carbono voluntariamente e que geram muito resíduos, seria muito interessante que ao invés de comprar crédito de carbono lá de um usim hidreléfico, ela comprasse crédito de carbono e quem está dentro sua cadeira. Então, ES é diferencial. Qual é o grande diferencial desse projeto de cicloarbono? 1. Usam metodologias reconhecidas pela alamôno pela UNFCCC, que são absolutamente inquestionáveis para o setor de reciclagem.
[1:06:49]Segundo ponto, ela tem o arrasteabilidade baseada nesse ponto do CIS-REV, que é isso, eu saber toda a cadeia, eu tenho certeza que esse material chegou na cadeia produtiva, ou pelo menos uma grande probabilidade de ter chegado, que sempre você tem um ou outro problema, qualquer ativa até banco tem problema de anase, mas assim é um grande diferencial de outros projetos, e eu tenho a ideia da tonelada justa, fazer o dinheiro chegar lá na ponta de quem está trabalhando, porque na COP eu ouvi muito dizer que o catador é um agente climático, a reciclagem é um agente climático, mas tá, a remuneração desse benefício da reciclagem climática até hoje a gente não vê, até hoje não existe, até hoje eu desconheço projetos de crédito carbônio em cima da reciclagem. Tem muito projeto de crédito carbônio de aterrosunitários, em cima dos setores resíduos na captação, mas da reciclagem poucos, reciclagem com catadores, tem reciclárbono e tem um da GreenMine, que está sendo certificado, tá? E o da reciclagem como titular do crédito carbônio principal com recebimento de mimino na proposição que e a gente está dizendo que no imínio um 70% do valor de crédito de cada um tem que chegar a mais um.
[1:08:11]Então é a nossa ideia que está sendo trabalhada num projeto de novo ressalto, um projeto piloto pequeno, com 10 cooperativas, mas que tem por objetivo colocar esse assunto em pós-claro. E aí que é importantíssimo de novo a regulamentação. torde que a regulamentação nacional da lei do mercado de carbono tem que entender e internalizar a reciclagem como uma grande contribuinte da descarbonização da indústria e prever as salvaguardas de distribuição desse lucro em toda a cadeia, não só na indústria encicladora que vai induzir suas emissões, porque vamos combinar quem reduz as emissões realmente, excladura, mas você tem toda essa cadeia do pequeno empresário que faz a reciclagem, do operador logístico aqui que faz a separação e do catador, seja o catador de rua, seja a associação cooperativa. Se eu não tiver essa previsão no mercado de carbono de divisão desses benefícios, eu vou ter uma questão injusta e o que é pior eu posso não atingir os índices porque aí eu vou continuar com esses índices baixíssimos de reciclabilidade por falta de valorização comum cara é o princípio do polidor pagador quem vai tá pagando esse carbono quem emite quem vai tá recebendo é a cadeia da reciclagem é o princípio do na questão do carbono assim na questão do carbono, na questão do carbono da reciclagem, vive os dois princípios do poluidor pagador e do protetor recebedor, quem emite muito, que tem que incluir no processo de produtivo a reciclagem para reduzir, paga para este setor, que o pequeno empresário da reciclagem, o grande empresário da reciclagem, o operador logístico, o catador de rua, a cooperativa, e paga com base no princípio do protetor-recevedor, assim eu consigo equilibrar essa cabela.
[1:10:24]E a gente falando um pouco de projetos de lei, eu vejo nesses projetos de lei aí que vem, que tem vários andando, tramitando, não vou pontuar, mas eles usam um pouco a lei da UISO 14.040 que fala de Avaliação de Círculo de Vida, né? o cara, ele coloca o estigma em cima do material sem utilizar a avaliação do ciclo de vida, por exemplo, hoje a gente fala muito que o material é bio ou deixa de ser bio por falar, porque não utilizou a avaliação do ciclo de vida para medição, então uma mentira contada muitas vezes ela quase que se sim. Então, a avaliação de ciclo de vida como medição disso tudo, que é a única coisa que a gente tem hoje para validar o material se é bom ou se é ruim, é a avaliação de ciclo de vida.
[1:11:22]Isso nunca entra na mesa de discussão. O que o Soracha, em relação a isso, de o cara condenar ou não o material usando o instrumento de medição que nós temos mais palpável que são as apoiação de ciclo de vida. Na verdade eu penso o seguinte, o pior coisa que pode existir no direito ambiental, na regulação ambiental é palpite e paixões. O direito ambiental é um direito interdisciplinar. Eu não consigo nem mesmo interpretar a lei ambiental sem que eu tenha, junto comigo, profissionais da área da da engenharia ambiental, da biologia, da engenharia de materiais, depender, por exemplo, no meu doutorado, que eu estudei tutela jurídica na paisagem, que não tem nada a ver com resíduos, bom, te deu para interpretar o que é uma paisagem, o que é uma paisagem protegida, eu vou ter que ouvir o historiador, o filósofo, o arquiteto, o geógrafo, então, nas decisões, nas decisões ambientais, As decisões ambientais tem que ser pautadas com critérios técnicos, não com paixões, não com viésis ideológicos, critérios técnicos, econômicos, sociais, mas que tenham fundamentação. Muitas vezes a gente aparece aí com cortinas de fumaça, cortinas de fumaça que desviam o foco principal, desviam o foco principal, e aí eu vou tocar um assunto por exemplo aqui que pode ser delicado, pode ser chamado Poliplástico, mas você me convidou, eu tenho liberdade pra falar.
[1:13:10]Por favor, talk. A indústria de plástico tem que se responsabilizar em achar as soluções para os rejeitos de cooperativa do Brasil inteiro, assim como os materiais, tá? E aí já que eu falei do plástico, vou falar do material do vidro também, vou dar dois exemplos. Se eu consigo colocar uma garrafa e o ONU-A. Lá no interior da Amazônia, eu não posso depois falar, olha, eu não consigo tirar essa garrafa aqui em reciclagem que é enviável, cara, eu uso, eu tenho obrigação de tirar. E se eu coloco uma embalagem de plástico no mercado, que é o passar na esteira de uma cooperativa, ainda que contratada, que possa fazer a separação do material, ela faz um fardo desse material e não tem o pra onde destinar a reciclagem, se virem a indústria do plástico vai ter que enfrentar esse problema, porque aí você consegue dar destinação adequada, aí você consegue falar não, esse material ele é não só reciclável em teoria, mas ele é efetivamente vai ser reciclado, então isso é um problema que a indústria, todas as pessoas têm que enfrentar esse problema.
1:14:22O rótulo que trava a reciclagem da embalagem de bolo
[1:14:22]Eu vou te dar um exemplo, foi um exemplo que a gente começou falando em off, por exemplo, uma embalagem de bolo, ela é reciclável e qualquer fabricante de embalagem de bolo que ela devolta, porque aquilo vale bastante dinheiro, tá, só que aí a gente depende de pauta pública, a gente depende de legislação, porque ela vai pra padaria do seu João, o seu João o cara tá aqui, ó, põe uma etiqueta nela, inviabilizou a reciclagem, porque aquilo depende de cinco lavagens a quente pra tirar aquele Hot Melt que vai ali, então isso é a inviabilidade da, da, da coisa. Então, para se tornar viável, o cara não vai parar de colar etiqueta, porque etiqueta ele tem que pôr, porque tem que pôr valor nutricional, tem que pôr preço, tem que pôr tudo, que a legislação manda ele colocar. Só que a legislação manda ele colocar, só que ela não manda ele colocar de uma maneira que o produto volte para a cadeia de economia circular. E todo mundo está esperando aquele material para voltar para a economia circular. Só que ele não volta porque a legislação mandou ele por metiqueta. Então, o que que a gente tem que fazer? A gente tem que ler de lá em cima da etiqueta. E um projeto de lei desse é tão óbvio, e ele está aqui no estado de São Paulo, ele é tão óbvio que ele tinha que passar em um mês, só que ele está tramitando, tem dois anos. Então, veja, é um sistema moroso.
[1:15:45]Alternativa nesse caso. Oi? Alternativa nesse caso. Alternativa é o e o cara colocar que não seja hot melt é uma etiqueta base de água que ela saia na primeira etiqueta. Só mudar a etiqueta. É só mudar, não vai mudar preço, é só mudar a etiqueta. Outro exemplo de melhor técnica disponível, cara, essa é a melhor técnica para condenar material. Aí quando a gente vai lá pra, eu vou lá, eu sempre gosto de falar do 14.040, a gente vai para a avaliação do ciclo de vida. Aí o cara fala, olha, vamos trocar uma para uma embalagem aqui, já que essa embalagem está reciclando, vamos pôr embalagem de papel e você vê um monte de catador na rede social falando, essa recicla, essa não recicla, essa recicla, tudo recicla. Só que assim, quando a gente vê a avaliação de ciclo de vida, de uma caixa de bolo para uma embalagem plástica de bolo, poxa, essa aqui, a caixa consome 20 vezes ou mais água, a água é bem mais preciosa do planeta, existem e estudos falando que no futuro, não sei qual será esse futuro, porque tem um monte de estudo que fala do monte de coisa, que fala que a água vai ser vendida igual gasolina na bomba do posto, que vai faltar água no planeta. Então a gente está discutindo um material que na sua raiz ele consome muito mais água e ele, quando cai no ateu sanitário, gera metano. Então a gente tem dois problemas ali a serem solucionados, sendo o que um depende apenas de vontade política, e ele é rápido de fazer, isso já devia estar aprovado, isso já devia estar valendo, mas a gente tem o problema de circulação, de tramitação de projeto de lei, se esse projeto de lei já tivesse valendo, a gente tem certeza que já tinha material mais barato no mercado, a cadeia do catador já estava mais consolidada, a cadeia da cooperativa já estava mais consolidada, só que foi o próprio poder público que enviabilizou a e reciclagem do material. E aí ele responsabiliza o material, sendo que ele é responsável por aquela etiqueta estar lá naquele material. E bastaria uma nova técnica diferente. Eu não condeno um outro material, acho que a gente tem que trabalhar com a ideia de análise do que é menos impactante, escolha do que é menos impactante, soluções do que são possíveis, o componente tecnológico, a questão econômica de buscar cada vez mais instrumentos econômicos que fomentem, ainda que seja na ideia do princípio do poluidor pagador, quem está provocando pagar quem está resolvendo o problema, é muito mais do que simples regulação.
[1:18:31]Quando eu coloco essa componente econômica, foi esse o grande diferencial da logística reversa aqui, por que eu poderia simplesmente obrigar, olha, você tem que vir aqui e tirar 30%, senão você vai se multar, ir multar e fazer isso é muito mais difícil, agora quando eu coloco, olha, você tem que tirar os 30% aqui, e se o cara que faz essa reciclagem fizer por você, você paga ele, é o que a gente criou, é o crédito de logística reversa, então eu fomento que esse cara da reciclagem aqui queira fazer isso, vamos dizer que nessa exemplo do bolo, o o começar a se pader ou receber uma parte do valor ali do que vai ser comprado daquele, vamos dizer que o bolo fosse o alumínio, o valor do bolo fosse do alumínio, que dificilmente ia sair de lá dentro das pessoas, o cara mudaria aquilo ali por uma questão econômica então, e por último, não menos importante a reclamentação, então, essa visão que eu tenho aí de como avançar com essa questão de que é assim, e eu vejo o Brasil como o Brasil Brasil é referência em reciclagem, o Brasil é muito bom nisso, quando é sempre que eu falo, ele tem que ser provocado, a gente, qualquer ele que seja, ele tem que ser provocado, senão ele não vai fazer, é o caso da etiqueta, se o cara da padaria não for provocado, ele não vai fazer, se o cara do supermercado não for provocado, ele não vai fazer, e diferente da Europa, que nem na garrafinha, garrafinha na Europa ninguém vê no chão, porque lá você tem o fund, que é o sistema de cashback, que funciona e muito bem. Só que pra gente fazer um cashback aqui num país do tamanho do Brasil é extremamente complicado de fazer. Dá pra fazer, dá, óbvio que dá. Mas é extremamente complicado. Aí entra a questão, quem vai pagar as máquinas? Quem vai colocar a máquina de captura? Quem vai coletar aquilo dentro do estabelecimento comercial? Então a gente tem muitas diferenças dos países menores que você e, por exemplo, fechar o estado de São Paulo e fazer só o estado de São Paulo, dava certo, se fechar o estado do Mato Grosso e fazer só o estado do Mato Grosso, dava certo, agora você faz um cashback aí de uma garrafa no estado do Mato Grosso, o cara sai daqui de São Paulo, pode depositar a garrafa aí que é mais, vale mais, né, então a gente tem várias barreiras superadas, né, é o que eu falei esses dias, me chamaram na ABRAMPA para dar uma sugestão de resíduo no município de 5 mil habitantes, que está numa comunidade isolada em que eu demoro.
[1:21:36]Eu tenho que pegar um avião até Belém, de Belém, um avião até uma outra cidade, um barco de três dias de barco a gerar... Não tem que ter outra solução em como. Eu tenho que ter outra solução. Então falar de Europa, né? EUROPA, Brasília, Belém, Salvimana, é como Paris, a Berlin, mais ou menos isso, então assim, não dá pra trazer essas soluções. E no que diz respeito, há embalagens em geral, que são essas comuns nossas, eu aposto muito na implementação efetiva da logística reversa combinada com a gestão municipal de resíduos.
[1:22:17]todo o município tem obrigação de ter coleta seletiva, essa coleta seletiva tem que ser onde houver coleta de resíduo comum porta-porta, tem que ter coleta seletiva porta-porta, se eu tenho coleta seletiva, se eu tenho coleta comum porta-porta, PVC, a remeda é conversa-fiada, fazer a pessoa entregar ela no pé da conversa-fiada, agora claro, se eu tenho coleta contentesada, é outra discussão que eu ainda não tenho uma opinião formada, qual é e a eficiência onde eu coloco contêineres em todas as quadras, e aqui no Maduro do Sul tem uma cidade que implementou isso, eu quero entender melhor, ele acabou com coleta porta-porta, como é na Espanha, como é na Europa, nem em geral. Você tem que sair da sua casa e até a esquina, e lá você tem um contêiner do rejeito e do orgânico e o reciclável. Talvez seja até uma solução para a coleta tripe-se. Imagina se eu pudesse ter um contêiner de orgânico e um contêiner de rejeite e um contêiner reciclável.
[1:23:19]e outra coisa. A Espanha é desse jeito. Quando eu morei lá, o orgânico e o rejeito você colocava junto, só que aí você separava papel, de vidro, de plástico, mas aí eu acho que era muito mais uma questão de estruturação da cadeia e reciclagem dele do que realmente uma questão operacional. Eu morei lá quando fiz o NESTRADO, fiquei no Andá, mas isso 2012. Mas, então, eu acredito que a boa implementação da gestão de resíduos no Brasil passa pela regulamentação forte da logística reversa com a conexão do papel do Poder Público Municipal nessa implementação da polieta seletiva, fomento a contratação dos catadores, fomento a indústria da reciclagem e responsabilização da indústria daquilo que não seja passível E aí ele vai pensar melhor qual é o produto que ele coloca, qual é o embalagem que ele coloca em qualquer lugar do Brasil?
[1:24:17]É o eco-designer. Ou ele escolhe o embalagem, mas não só, que tipo de embalagem é o remeto pra onde? É isso aí. Que tipo de embalagem é o remeto pra onde? Porque pode ser que uma embalagem seja muito viável no estado de São Paulo, a reciclagem dela, mas seja enviável lá não parar ou enrolar ainda. para lá, vou envenenhar, mandar um outro tipo de produto, como igual a diferente. Então é isso, acho que a gente vai ter um apoio bem legal.
[1:24:44]Nós temos o Brasil lá. Eu não posso deixar de falar da educação, que tudo que a gente faz, tudo que a gente fala, em todo o assunto, em todo o momento que a gente vai discutir reciclagem, abordar esse tema, a gente passa por educação. Então, eu faço palestras em alguns lugares também, eu sou chamado a alguns lugares, ajudo algumas entidades, algumas coisas, e eu senti a necessidade aqui, eu senti, algumas pessoas sentiram, da gente descer do palco e fazer. Então, nós abrimos aqui o Instituto Soul do Plástico.
[1:25:19]O Soul é Soul de Alma, o nosso slogan é Alma do Plástico é Circular. Então, o que que esse instituto faz? Aqui, por exemplo, em Mariporã, nós temos os cases já funcionando. e a gente trabalha do primeiro ano do fundamental até pós-graduação a gente da palestra para todo mundo e agora quinta-feira a gente vai inaugurar uma sede que é no caso é amanhã quinta-feira é amanhã a gente vai inaugurar a nossa a nossa sede do do instituto com um auditório para 80 lugares e um de economia circular. Então a gente explica o que é uma logística reversa, o que é uma economia circular para os jovens, para os adolescentes e para aquele cara que está entrando no mercado de trabalho, que são eles que vão definir o que vai acontecer com a embalagem. Então a nossa, o nosso tema de tanto a gente falar de educação, falei, poxa, pessoal, a gente precisa falar de educação e fazer pela educação. Então a gente tem um circuito e tinerante de um uninho e de uma injetora, que a gente leva nas escolas, a gente leva em as cidades assistenciais, mostrando que é uma economia circular de verdade funcionando com uma tomada. Então você vai lá, põe na tomada, tá funcionando e tá ressignificando os materiais e dando valor para os materiais. E isso eu acho que é uma pauta que deveria e entrar na política como um todo nacional. Você tem uma pauta de educação ambiental implícita dentro da escola. Você tem que falar disso dentro da escola porque o aluno levar pro pai que não pode jogar um ciclete no chão ou que não pode jogar uma tampinha no chão é muito mais impactante. Por exemplo, o cara que joga uma garrafa de plástico ou ou o cara que joga uma abitura de cigarro, ou o cara que joga uma garrafa de vidro, ele é o mesmo, porque ele tem o hábito de jogar, e o filho falando para ele, poxa, você vai jogar isso, você muda aquilo dentro da casa, e eles trazendo esses materiais para serem reciclados, eles fazem campanhas ótimas aqui em Mariporã, ver o volume de material que eles trazem, que eles tiram, e a gente vai começar a medir agora, a gente está entrando no sistema, que o quanto a gente deixou de emitir nos projetos, então vai ser um sistema, ele é um sistema que vai pegar o Brasil inteiro, em todos os lugares que a gente fizer eduação, eles vão estar dentro e a gente vai somar dentro desse sistema o que deixou de emitir, quanto plástico a gente tirou do meio ambiente deixou de ir para o aterro, isso vai ter um sistema de medição e vai ser bem bacana isso e eu acho e acho que é uma pauta que deveria entrar na educação federal toda ela todo mundo tinha que abraçar a educação ambiental que é o que você fala por aí eu falo por aqui mas que a gente não tem isso na escola né isso a educação ambiental é essencial desde a escola na educação formal e a educação ambiental informal também é cada vez mais levar o conhecimento das pessoas a importância é e, às vezes, quando eu não consigo pegar pelo lado só da consciência ambiental, eu pego muito pelo lado do próprio desperdício de dinheiro, porque a perseguir e pelo lado social do coração da pessoa também, porque, por exemplo, quando ela tem uma coleta seletiva na casa dela, e ela não faz a separação por uma mera comodidade, além da questão ambiental, daqui tá indo com a tegua, às vezes até com lixão numa cidade, ela deixa de, o município está gastando dinheiro a mais em uma coleta seletiva, ele costuma ser três vezes mais caro, e ele está desperdiçando aqui o dinheiro, é desperdício de dinheiro público, então esse é um outro ponto, e além disso ele está deixando de gerar renda para uma pessoa que tem, precisa desse material lá, que é um catador, que está dentro de uma cooperativa geralmente, então eu procuro trazer, era na gestão de resíduos na coleta seletiva, e eu digo o seguinte de novo, o senhor serviço público mais desperdiçado no Brasil, se chama colete seletivo. As pessoas não aderem, as pessoas não separam, e aí é um desperdício de dinheiro público. Você tem toda uma estrutura que poderia estar levando 100 toneladas e está levando 10 toneladas, está levando 20 toneladas, está levando 30 toneladas. Então é desperdício de dinheiro público. E é por isso que educação ambiental, voltada a gestão de resíduos, educação ambiental, voltada a coleta, coleta seletiva, é economia de dinheiro público no curto prazo, não é algo só e claro que também que vai dar um efeito a longo prazo, que as pessoas vão ser mais conscientes, mas no que desespeito, educação ambiental, voltada a coleta seletiva é economia de dinheiro público no curto prazo, que você tem toda uma estrutura gigantesca de coleta seletiva que passa por um caminho diferenciado, que leva menos material em volume do que um Pactador, que passa com um coletor diferenciado, que passa pelo gustei de humanidade e triagem, que passa por um pagamento que tem que ser feito nessa unidade e triagem que gera muito mais dinheiro, que está à disposição da população que não separa e, portanto, vai numa outra linha, num caminhão com um pactador que o município é pior. Além de ter pago toda essa estrutura que não está usando da coleta seletiva, vai pagar para enterrar, vai pagar para e esse resíduo que simplesmente com ato simples de separação dentro da casa da pessoa poderia ser realizado.
[1:31:06]Então, nos projetos que nós temos, as crianças e os jovens, eles são remunerados. Então, depois eu vou até te mandar esses projetos, eu tenho eles bem inscritos, eu vou te mandar para você entender o que que a gente faz no Instituto, que é um negócio bem legal que dá para replicar, a gente está replicando em vários estados. é bem bacana mesmo, porque se não houver a remuneração, o cara não tem, ele não tem vontade de fazer. Isso, infelizmente, funciona desse jeito. Mas, tem alguma pergunta que eu não fiz e que o senhor gostaria de abordar?
[1:31:42]Não, não, na verdade, é só agradecer mesmo a oportunidade da gente bater esse papo aí sobre a questão dos resíduos, que é um tema que eu gosto muito. Obrigado, parabéns pelo trabalho de vocês. muito obrigado pela participação e para você que ainda não nos segue por favor nos siga ativa o sininho para ver quando chegar o outro podcast aí na sua casa no seu no seu smartphone no seu computador e muito obrigado por ter ficado conosco até agora Luciano muito muito obrigado pela sua presença foi fantástico nosso bate papo e até o próximo episódio do PodPlástico

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
