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MITOS E VERDADES COM ULISSES FONSECA - MULTIBLOW

1:09:2559 min de leitura
Episódio completo no YouTube: MITOS E VERDADES COM ULISSES FONSECA - MULTIBLOW

Ulisses Fonseca, fundador da Multiblow, explica os processos de sopro, a reciclagem do PET e as dificuldades dos fabricantes de máquinas no Brasil.

Principais insights

  • Ulisses Fonseca fundou a Multiblow em 1995: começou representando sopradoras italianas, passou ao retrofit e, desde 2005, fabrica as próprias máquinas; hoje exporta, inclusive para os Estados Unidos, e a segunda geração assume a empresa.
  • O sopro está em frascos de leite, detergente e xampu, galões de água e embalagens industriais, por três processos: extrusão-sopro, injeção-sopro e injeção-estiramento-sopro, em um ou dois estágios.
  • Segundo ele, a logística reversa das embalagens do agro, coordenada pelo inpEV, recicla 95% a 97% do material, e barreiras de nylon ou EVOH são rastreadas e viram tubo corrugado.
  • A garrafa PET de bebidas carbonatadas passou de cerca de 500 g, no tempo do vidro, para 36 g; o PET é o único plástico que volta ao alimento, e Ulisses estima 70% a 80% de reciclagem no ano, contra pouco mais de 50% no anterior.
  • Fabricantes de bens de capital enfrentam falta de financiamento: o Finame caiu de 80% para 10% das vendas dele, as garantias do BNDES são inviáveis e a importação de máquinas chinesas paga apenas 11,2% de imposto.
  • Máquinas com 15 anos de uso consomem 40% a 50% mais energia que os modelos atuais, e o próximo passo da indústria 4.0 no sopro é automatizar o fim de linha, com teste de estanqueidade e embalagem.

Perguntas frequentes

Quem é Ulisses Fonseca e o que a Multiblow fabrica?
Ulisses Fonseca é fundador da Multiblow, fabricante brasileira de máquinas sopradoras criada em 1995 e que completou 30 anos em 2025. A empresa começou como representante de máquinas italianas, passou por retrofit de equipamentos usados e, a partir de 2005, projetou e passou a fabricar as próprias sopradoras, que vende no Brasil e exporta.
Quais são os processos de sopro de plásticos?
Ulisses cita três: a extrusão-sopro, em que um tubo de polietileno ou polipropileno desce, o molde fecha e o ar sopra o frasco; a injeção-sopro, em que a mesma máquina injeta uma pré-forma e a sopra; e a injeção-estiramento-sopro para PET, em um estágio, na mesma máquina, ou em dois, com a pré-forma injetada em uma máquina e reaquecida e soprada em outra.
Por que a reciclagem de embalagens do agro é tão alta?
De acordo com Ulisses, o agricultor é obrigado a devolver os galões de defensivos e fertilizantes, e o inpEV organiza a logística reversa, com reciclagem de 95% a 97% das embalagens. Ele destaca que até barreiras de nylon ou EVOH são rastreadas e recicladas, virando, por exemplo, tubos corrugados de eletroduto.
O que mudou no sopro com a chegada do PET?
O PET migrou embalagens do polietileno e do vidro, o PVC praticamente deixou de existir e o polipropileno diminuiu. Ulisses lembra que a garrafa de bebida carbonatada passou de cerca de 500 g para 36 g, o que reduz combustível e pneus no transporte. Ele também aponta riscos ao PET reciclado: PET branco e PET com nylon podem prejudicar a cadeia.
Quais são as dificuldades dos fabricantes de máquinas no Brasil, segundo Ulisses?
Ele cita a falta de financiamento (Finame, de 80% para 10% das vendas dele, e garantias impossíveis no BNDES), juros altos, insumos como servo motor e drive 30% a 40% mais caros que na Europa, imposto de importação de 11,2% e a concorrência de máquinas e embalagens chinesas subsidiadas. Ulisses também critica a fiscalização do MDIC, que exige comprovações da indústria nacional.
O que Ulisses Fonseca pensa dos produtos compostáveis?
Ele considera o tema prematuro: segundo Ulisses, cerca de 60% dos municípios de São Paulo não têm composteira, e o Brasil ainda nem universalizou o saneamento básico. Para ele, o foco deve ser a economia circular, em que o material volta à cadeia, e não materiais que seguem a lógica linear de produzir, consumir e descartar.

Capítulos e transcrição

0:01Abertura: Ulisses Fonseca e a Multiblow

[0:01]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Hoje eu tenho imenso prazer de receber o meu amigo Ulisses da Multiblow. Ulisses, muito obrigado por ter disponibilizado seu tempo, por estar aqui com a gente, compartilhar um pouco do seu conhecimento. E se apresenta para o pessoal, por favor. A disposição. Oi. Prazer. Obrigado pela oportunidade e eu agradeço muito pela oportunidade.

[0:27]de reciclagem. Bom, como o Rui me apresentou, eu sou Ulisses, tenho uma empresa chamada MultiBlow. Nós somos fabricantes de máquinas sopradoras, fabricantes de máquinas sopradoras. A empresa completou em maio passado agora a 30 anos. Eu sou fundador, era profissional do mercado, dessa área, desse segmento, e saí montei a empresa em 1995, e durante 9, 10 anos nós ficamos mais no de só comercializando máquinas. E depois de 2005 para frente, nós começamos a fabricar.

[1:01]Fizemos os projetos e começamos a fabricar. Hoje nós somos uma empresa em líder em tecnologia de máquinas sopradoras. Vendemos aqui bastante no Brasil e exportamos para vários países, inclusive Estados Unidos. Estamos lutando no mercado para tentar sobreviver as dificuldades omas, com mais de 30 anos estão partindo para segunda geração, meus filhos vão dar continuidade.

1:27Do retrofit à fabricação própria de sopradoras

[1:27]Muito bacana, conta para a gente como foi o início dessa empresa, the challenges, a saída de venda para fabricação, o que te motivou a fabricar a máquina no Brasil? A gente tem condições meio complicadas para fazer investimento na indústria, na fabricação de máquina, até mesmo que na época a tecnologia era mais difícil, né? É, exatamente, Rui. Na verdade, assim, nós tínhamos uma empresa de representação, começamos a mutiblow, começou com a representação, na verdade chamava multi-pack, multi-blow passou aí nos últimos três anos, né?

[2:03]E nós tínhamos uma representação, nos dedicávamos a trazer máquinas na época, que era o top da tecnologia, anos 95, máquinas italianas, máquinas operadoras italianas, e tivemos muito sucesso nessa atividade. mas aí, com o advento do dólar, que o dólar foi o real já começou a se valorizar, as dificuldades de importação, as dificuldades e tudo mais, começou a nos levar a buscar outros segmentos, aí nós passamos a fazer muito retrofitting de máquinas usadas, então nós pegávamos as máquinas usadas que tinha no mercado, muitas vezes recebidas como parte de pagamento, alguma negociação e retrofitávamos, esse foi o primeiro passo para começar a para conhecer um pouco mais de como fabricar uma máquina. No ano de 2000 e 2004, mais ou menos, nós estamos trabalhando, 2013, 2004, nós estamos trabalhando com um grupo multinacional que tinha uma fábrica no Brasil, que era o grupo SAG, que eles tinham, debaixo da Asa, eles tinham a Cáutex, né, grupo Cáutex. E em 2004, esse SAG decidiu fechar todas essas fábricas, aí fechou, inclusive na Europa e tudo mais, e nós ficamos praticamente e sem opção. Nessa época que eu conheci meu atual socio, que era o Mauro, diretor de engenharia desse grupo, né, uma pessoa muito experiente, o Mauro, o Mauro tinha passagens pela líder de mercado aqui no Brasil, que foi uma empresa alemã, tinha passagens nesse grupo Caltex lá na Alemanha, no grupo Uniloy, lá na Itália, e fizemos um convite, uma parceria entre nós e falei, Mauro, você é uma pessoa que conhece muito de projetos, né, nós vamos fazer, vamos tentar fazer um projeto e achar um Messenas, né, que o capital de agir à dificuldade. E foi aí que partiu, porque realmente no mercado tinham poucas opções.

[3:41]Nós tínhamos a low-technologia e a medium-technologia, e nós resolvemos partir para uma máquina com uma tecnologia melhor, que nós conseguimos competir no mercado mais barato, essas coisas todas. Então foi o começo, o Mauro fez um bom projeto e nós encontramos um cliente parceiro que na verdade nos ajudou a começar esse projeto, a vender as máquinas do mercado. As máquinas eram fabricadas mediante encomenda e o cliente nos antecipava pagamentos demais porque capital de giro não existia. Na verdade isso não existia. E começamos assim, bem devagar, tendo um cliente no começo que praticamente nos segurou nos primeiros dois, três anos de fábrica. Muito legal. E para o nosso ouvinte, para o nosso espectador deitado que tá aqui nos assistindo. Explica um pouco do universo de sopro, o que é falando simples assim, né? O que é o universo de sopro? Onde o sopro tá presente na vida da gente?

4:39O universo do sopro: onde ele está no dia a dia

[4:39]Ai, eu acho que se você olhar no teu dia a dia, dificilmente você já não começa o dia pensando no sopro, né? Na gente no dia a dia não vê isso, mas tá ali, você acordou de manhã, você vai pegar ali o primeiro frasco de leite, por exemplo, e já tá no sopro. Você vai pegar o frasco do detergente, já tá no sopro. Muitas vezes ali o shampoo, essas coisas todas, tá no seu sopro. Então, dia a dia, a embalagem soprada tá presente aí em vários itens da sua casa, né? E isso no teu dia a dia, né? E também no universo industrial, também que a gente não enxerga isso também, né? É muito difícil de ver no universo industrial, mas no invés do dia-a-dia, na sua casa, o sopro está presente todo dia.

[5:23]Galão de água. Galão de água, o teu produto de limpeza, na tua pia da cozinha, no teu banheiro, estão presentes aí todo dia. Aí tem a parte industrial que a gente não enxerga, que hoje é um grande mercado, por exemplo, a embalagem do água, é imenso esse mercado, é um mercado muito grande que a gente não enxerga, mas é um mercado imenso onde o sopro está presente. E em relação à circularidade de materiais, por exemplo, no agro, o agro tem um...

[5:54]ele é obrigado a fornecer o galão do fertilizante, o cara é obrigado a devolver aquele galão de fertilizante para ser reprocessado. Ele volta para o sopro? Volta, isso é um assunto muito interessante no sopro, porque o Brasil está na vanguarda, isso por incrível pareça indica do mundo. Hoje a embalagem agro no Brasil é reciclada em um índice altíssimo, 95% a 97% da embalagem, e foi criado um instituto, chama instituto inpEV, convido a todos para procurarem ver, é muito interessante o trabalho que eles fazem, conseguindo fazer um projeto muito interessante de logística reversa, onde hoje nós temos esse índice alto de reciclagem. Então, e o que acontece? Toda embalagem que ela vai para o campo, ela retorna como embalagem para o campo de novo. Então, hoje, você pegar, vamos dizer, um galão que, o produto que tem defensivo agrícola dentro, ou fertilizante, ele já foi galão uma outra vez. Então, eles têm um processo de reciclagem, eles têm uma fábrica muito grande, um reciclatora sem embalagem, e essa embalagem vira nova embalagem novamente.

7:00Extrusão-sopro, injeção-sopro e estiramento

[7:00]Esse é um ponto muito importante. E o processo de sopro, assim, existe um único processing process, ou são vários processos de sopro? Olha, são vários processos de sopro, hoje você divide o extrusion blow, onde você pega o polietileno e ele é processado, ele passa numa extrusora, numa rosca, onde ele plastifica e sai ali para virar um frasco. Esse é o extrusion blow.

[7:28]Ele desce um tubo, fecha o molde e sopra. Esse é o extrusion blow. Aip você tem um processo do Injection Blow, o Injection Blow é uma injetora onde você gera um corpo que chama uma preforma e esse corpo depois é soprada na mesma máquina e vira um frasco, esse é o Injection Blow. Aí é na mesma máquina a injénica que sopra? Exatamente, você injecta na mesma, falamos em processo de polietileno e polipropileno, a gente parte para o PET, nós temos dois processos, um estágio e o dois estágio, um estágio você tem as máquinas de Injection Stretch Blow, a máquina ingeta e sopra estirando, então você faz uma pré-forma, você ingeta uma pequena pré-forma, essa pré-forma...

[8:19]É aquele estubetinho, parece que tem que estar, é? Exatamente, só que isso ainda nesse processo de um estágio é na mesma máquina, você emjeta, e depois só para uma máquina que tem uma injetora e uma sopradora ao mesmo tempo. Então esse é o Injection Stretch Blow, Stretch por que você tem que estirar esse corpo, além de soprar você estira ele, tá? E nós temos o dois estágio, onde uma injetora faz esse tubetinho que você falou e depois ela é vendido, espalhado para todo o mercado, onde você faz a sopradora, por exemplo utilizado muito para água mineral, refrigerantes, então você vai numa fonte de água mineral, você vai ver uma supradura onde ela pega aquele tubetinho, reaquece ela, ele e sopra, esse é o terceiro processo, então esses são os processos que a gente encontra hoje no sopro, tá?

9:06A chegada do PET e a reciclagem da garrafa

[9:06]E você, assim como eu, passou muito pelo desenvolvimento de novos materiais, antigamente a gente tinha muito poliestireno, polietileno, o PVC, nós tínhamos vários tipos de materiais, da entrada do PET foi um frenese e uma desgraça pra gente desenvolver equipamento pra PET, assim, como eu sofri um pouco no tempo formado, você deve ter sofrido um pouco no sopro, né?

[9:34]É, exatamente. Na verdade, assim, houve uma migração muito grande de muitas embalagens do polietileno pro PET, né? Nós atuamos nos três mercados, né, que é nos três sistemas de sopro que a gente de falo, mas ainda o maior volume para nós é o sopro extrusion blow, o volume. Mas realmente a entrada do PET migrou muito, PVC deixou de existir, o PP diminuiu bastante e fomos para a migração do PET onde criou um mercado imenso que também não existia, porque, por exemplo, a bebida carbonatada foi todinha para o PET e isso era vidro, se vocês lembrarem, era vidro, e isso foi tudo para o PET, né?

[10:12]Nós saímos de uma garrafa de 500 gramas para uma de 36 gramas, né? 36 gramas, agora vamos ver essa semana que passou, anúncio de uma garrafa de água de 7 gramas, vai ser difícil você segurar lá na bala, né? 7 gramas, né? Mas é uma tendência, né? Mas o PET é uma revolucionária muito boa aí no mercado, aí mudou o perfil do mercado realmente, né? Então, alguns mercados que não tem como um regredir, né?

[10:36]no PET, não vai ser muito difícil voltar para trás, né? Vamos entrar na área de sustentabilidade. Eu gosto muito de falar. Você já me imaginou o garrafão de água de polipropileno, aquele galanzão, 20 litros, né? 20 litros. Que ele é um galão retornável, ele vai e volta, o uso dele diminuiu muito o consumo de combustível. Essa garrafa, por exemplo, que é uma garrafa que a gente está falando que pesa 30 gramas, essa pesa menos, porque é uma parte de 600 quilos, então isso aqui diminui o transporte em relação a uma garrafa que pesa 500 gramas, então você gasta menos pneu, você gasta menos combustível, e outras particularidades mais, que aí você conhece muito melhor do que eu, no sistema de sopro do que no sistema de fabricação de vidro, né?

[11:27]Exatamente. Existe uma economia grande de energia, principalmente nesse sentido do retorno da embalagem, a embalagem não tem retorno. E assim, vamos dizer que a entrada do PET criou um mercado muito grande para reciclagem do PET. Hoje você pega uma garrafa de bebida carbonatada ou mesmo de água, você vai ver que a bebida está escrito lá, que ela está feita com um material reciclado. Realmente é feito com material reciclado.

[11:51]reciclado, então isso a cadeia do PET hoje diria assim que tá até mais envolvida do que a cadeia do polietileno para reciclagem, então hoje você tem muito PET reciclado, você tem uma condição muito boa de fornecer a própria garrafa já reciclada, isso acho que foi um passo muito grande também que nós demos aí no mercado, tá? Então isso foi um ganho muito grande, tá? Eu acho que em relação ao PET, esse ano aqui deve bater alguma coisa perto de 70, 80% de reciclagem, o ano passado de 50 e pouco, e o volume está aumentando cada vez mais, porque todos entenderam que a reciclagem é muito boa, é um bom negócio e conseguiu descontaminar e conseguiu aprovação na Anvisa para voltar para o alimento, que o PET é o único material hoje que volta para o alimento, o polipropileno não volta, polietileno não volta, mas o PET está voltando, então os carbonatados em si, eles estão usando isso, está até faltando o garrafa no mercado, exato. Não, a cadeia do PET é bem organizada nesse ponto, tá aumentando a reciclagem, né?

[12:54]Tem alguns pontos aí que nós estamos ainda aqui discutir, por exemplo, que é o PET branco, que tem uma problemática complicada de reciclagem, tá entrando na cadeia uma coisa perigosa aí, que é um PET com nylon também, isso pode atrapalhar um pouco a cadeia do PET, que tá muito bem organizada, tem que ser observado isso, que a entrada do PET com nylon tá começando a entrar em domo sanitário, isso é um perigo também, porque pode atrapalhar a cadeia de do PET também, mas hoje o PET é uma cadeia muito interessante e reciclagem dele é muito boa no mercado, tá?

[13:20]Quando sempre que você usa materiais compostos assim com barreira, que você faz colaminação ou mesmo extrusão com coestrusão, são materiais que dificilmente vão para reciclagem, né? Eu entrevistei uma pessoa de equipamentos eletroletrônicos e reciclagem de equipamentos eletroletrônicos e a mistura hoje do acabamento da televisão, ele é até sanitário, porque tem muitos materiais compostos aqui, que eles não é difícil de reciclagem, então a indústria não recombra, e se isso acontecer realmente na garrafa de PET vai ser um problema, né?

[14:01]Exatamente, no PET está entrando aí, isso nos domos sanitários, né, e isso tem que tomar muito cuidado, na minha opinião tem que ser verificado, porque não tem como de reciclagem, e aquilo vai acabar entrando na cadeira a reciclagem do PET. No caso do coestrudado no polietileno, se você tem uma ideia, hoje a gente tem o mercado no agro, tem muito produto que necessita de barreira, e a barreira muitas vezes é feita com náilo.

[14:30]Nós temos a barreira floretada, que não é problema, mas a barreira com náilo, muitos clientes exigem a barreira com náilo, e a barreira com náilo, esse instituto inpEV, desenvolveu tão bem que ele consegue separar na reciclagem tudo que foi utilizado com barreira com nylon ou EVOH, que são barreiras, ele consegue rastrear, isso vai separado e isso é reciclado hoje, vira para o cisterinho uma ideia tubo-corrugado, tem uma fábrica lá em Maringá e eles pegam esse material desse instituto e transformam em tubo-corrugado que você põe na parede da sua casa, que você põe para fazer conduite, então hoje é completamente rastreável isso aí pouquíssimo material tô falando gente no sopro tá que usa materiais desse tipo vai para a terra hoje tá e você vê o agro é nossa alavanca motriz do país e dando exemplo de circularidade de materiais né exatamente acho que o repito esse instituto inpEV aí tem que ser verificado todos vocês que estiverem vendo pesquisa em instituto né é muito interessante o trabalho que é desenvolvido por eles é muito de reciclagem, e de reciclagem. O Brasil devia aproveitar esse exemplo para passar para outros prosseguimentos. E em questão de visão do futuro, Ulisses, na sua visão, o Brasil incentiva de verdade quem quer montar uma indústria, investir em máquinas, qualidade, gerar emprego ou os financiamentos e apoios ficam muito concentrados a poucas empresas que na verdade necessitam financeiros. Na verdade, Rui, eu não quero polemizar nesse caso.

16:05Financiamento e o abandono dos bens de capital

[16:05]Não, mas aqui nós temos que polemizar. A verdade, assim, não vamos falar de governos de nada. Os segmentos estão, nossos segmentos estão abandonados há muito tempo, né? Nós temos uma indústria, você sabe, e hoje nós estamos abandonados de financiamento. Hoje a minha indústria, por exemplo, eu tinha um volume aí, há dez anos atrás, de 12 anos atrás eu vendia aí 80% do que eu vendia com o finame, né, que era o financiamento arroz com feijão pra todo mundo. Hoje eu vendo 10% com o finame.

[16:38]Que a gente tinha lá o tal PSI, né? Tinha o PSI, tinha o finame, esses ficaram todos inviáveis, né, porque isso passa com juros altíssimos, né, então muitos clientes hoje que tiver capitalizado prefere comprar. E aquele que comprar nisso vai ser muito difícil porque vai pagar duas vezes mais, então nós estamos abandonado. Hoje não e não há incentivo nenhum. Tanto por fabricantes, como para aquele que quer fabricar, né, para o fabricante de máquina de penses de capital, não existe financiamento.

[17:04]Isso, nenhum desses governos tem sido sensível a isso, estão sendo abandonados, o mercado de penses de capital está sendo abandonado por falta de financiamento. Aparece muita coisa, você sabe disso, fala-se nisso, vem PNES, mas não existe. Enquanto o financiamento passar na mão do agente financeiro, não existe financiamento. com, quer explicar, BNDES passa pelo banco e o banco não dá finançamento pra ninguém.

[17:27]E o engraçado é que se uma multinacional, não vou dar nome aqui, mas se uma multinacional vai buscar o recurso em valores altos, ela consegue pegar direto no BNDES sem o agente financeiro. Nós que precisamos mais disso, não conseguimos, né? Não conseguimos. Eu, há pouco tempo atrás, o BNDES me procurou pra fazer um projeto de inovação, mas as garantias que o próprio BNDES pedia são impossíveis, então esquece, não existe.

[17:53]o banco também te pede muitas garantias e na verdade você tem que ter uma linha de crédito interessante que pudesse ser viável, lógico que os riscos tem que ser analisados, mas a tua situação, além de tudo que está de juros, o cara pede tantas garantias que não existe indústria que consiga financiar, então hoje a indústria nossa de base capital tem que ser olhada com mais carinho, porque senão nós vamos ser extinguídos há pouco tempo.

18:19Importação, NCM e a concorrência chinesa

[18:19]e um ponto bem interessante, que vivemos no mesmo mercado de equipamentos, temos um protecionismo de mercado que nos protege contra a entrada de produtos chineses, que, na minha opinião, deveria ser mais efetivo, em relação aos NCMs, os tipos de equipamento que tem em fabricação nacional, nós temos uma proteção para que se venha um equipamento de fora, ele pague um tributo porque aqui tem a fabricação nacional.

[18:57]Como você vê isso desse órgão que ele nos massacra com perguntas e nós somos os caras que... Os vilões. Os vilões e não os caras que querem trazer, a gente tem que praticamente tem que ter e um departamento respondendo a esses organismos, não é? É, na verdade, Rui, assim, quando a gente se for sendo critérios, um extraifário, um período de extraifário. Na verdade, o cara que está trazendo quer porque quer trazer e o MDIC não trabalha a nosso favor, né?

[19:29]O MDIC é um órgão do governo que trabalha, na verdade, trabalha contra aí, tá sempre querendo provar, querendo mostrar. Então, eu tenho casos, muitas vezes, tem que contestar 2, 3 vezes a mesma coisa, porque o cara não aceita e não aceita, então é muito complicado. Hoje nós temos uma imposta de importação que tá 11,2%. Fala pra você, na verdade, Rui, é nada contra a China, tá? Esse 11,2 não é nada, é miséria pra eles, né? Porque assim, o Brasil tinha um mercado falando de bens capital, nós tínhamos indústria da bens capital de média qualidade, era do Brasil, era do Brasil, nós tínhamos o produto de média-qualidade. O high-quality, a alta-quality era Alemanha, era Itália, era Europa, que fazia e a média-qualidade o Brasil mandava. E hoje nós estamos perdendo esse mercado, foi um momento em que nós perdemos para a Coreia, perdemos agora estamos perdendo para a China e com a China a briga vai ser muito mais feia, porque você sabe lá que tudo é subsidiado, você sabe disso, o governo é subsidiado, as regras não são claras em termos de trabalhistas lá, não temos nada de regras trabalhistas, então muitas as vezes aí quando fala-se de parceria, os governos vão lá, fazem cara de paisagem, o que é exigido de nós lá não é exigido nada. Então aí é fácil você trabalhar. Eu já tive a oportunidade de visiteis fábricas lá, você também deve ter fabricado. Você olhar a fábrica, ele faz um produto interessante, pode fazer, mas em termos de realidade de vida lá da pessoa é zero, tá? Em termos de leis trabalhistas, é muito, muito, muito, muito ruim. Então, fica muito difícil. Você tem subsídio e não tem exigência, você não tem como competir, entendeu?

[21:06]e um sumercado fica muito difícil. Nós temos produtos de qualidade muito boa, eu esporto para Estados Unidos, a gente tem produtos, o que nosso primeiro prevê. Você esporta para Estados Unidos até quando eu não sei, né? É, até quando eu não sei. Eu estou com uma negociação de 3 milhões de dólares, que acabou de parar essa semana, acabou de parar, 3 milhões de dólares, eu estou para fechar um cliente lá, então assim, o que acontece? Nós temos qualidade, só que nós somos vistos aí como, nós massamos abandonados, então a gente tem que brigar com as próprias forças, né?

[21:37]É, e o que eu vejo muito, por exemplo, na China, quando a gente vai lá, eu entrei numa fábrica, o cara tava de cócoras, com uma chave de feina na mão de chinel e bermuda, apertando, montando um painel elétrico, vamos falar assim, o banheiro em posições precárias. Não existe. aqui no Brasil, se acontece um negócio desses, nós vamos presos. Então, a comparação, ela deveria ser feita de outra maneira. Para o cara vender aqui e ter o benefício tributário ou ter um benefício tributário menor, um extra de fário ou um extra de fário reduzido, ele tinha que estar trabalhando no mínimo nas mesmas condições que nós. Esse é o meu ponto de vista, meu mero ponto de vista, mas em relação ao MDIC, por exemplo, eles mandam uma termoformadora no meu caso, aí o cara coloca termoformadora com PLC, com fio de ouro, com no seu queijo, ele põe um testão enorme lá para no final escrever termoformadora, aí o MDIC fala para mim, você tem esse equipamento? Aí eu pego, meto lá o documento, falo, tenho, dequeça, equipamento. Ele fala mais do cara tem isso aqui, isso aqui. Aí ele fica me inquirindo, né? O cara não tem que provar nada, porque o dele não tem, mas você tem que provar. Você tem que provar. O cara não tem que provar nada. Ele escreve um monte de coisa num papel, né? Nunca trouxe nenhuma. Aqui você tem que dar até a nota fiscal. É isso aí, você tem que dar até a nota fiscal. Isso é absurdo. Isso é absurdo. Foi criado, isso é absurdo, porque você tem que provar, né? Você tem que provar. O cara que quer entrar...

[23:14]O cara que quer entrar... Eu já vi pedir ex em um papel escrito a mão. Já me mandaram isso e e os caras têm a mãe de mandar, e você não, você tem que mandar nota fiscal que você fabricou. Então, na verdade, o cara pode mentir você não, você é realista, você tem uma empresa, você não mente. E aí, Ulisses, o cara, vamos falar que é uma prática comum, a gente sabe que é uma prática comum, o cara muda o Ncm.

[23:36]O cara muda o Ncm de máquina de sopro para uma máquina de desentortar banana que não tem no Brasil. e não tem controle. Aí ele muda, chega lá no porto. Cara, o fiscal vai saber? O fiscal vai conhecer? É, eu acho que eu não queria nem entrar nesse fator aí, porque ele conhece. Não, mas nós temos que entrar, nós temos que entrar. Eu acho que ele conhece, né? É lógico que ele conhece, por isso que existem os engenheiros que são auxiliares dos fiscais da fiscalização.

[24:03]E como é que passa, cara? Que passa que a gente sabe que passa? Então, Rui, passa. Você já andou na 25 de março? É, é. Então não precisamos falar mais tanto. Você já andou na 25 de março, no chão, ali, daça, no maior porto do Brasil, do mundo, o maior do mundo, do Porto Santos, como é que entra tudo aquele... Então, aí a gente é melhor, a gente... Mas é um negócio que nos ataca...

[24:24]Acontece em máquina também, exatamente. Todos os dias, isso não ataca. E um tema polêmico mais necessário assim, a entrada agressiva de máquina chinesa aqui, que é máquina chinesa cada vez mais, eles estão buscando de procurando o nosso mercado, e nós não... a máquina vem barata, mas se você vai comprar um insumo lá, um insumo etarifado, supertarifado, ele tem trocentos impostos para você trazer um insumo para montar sua máquina, e a máquina do cara não é dessa forma, isso eu acho desleal também, né? Nós tínhamos que trabalhar na mesma paridade, né?

[25:01]É, exatamente, Rui, nós precisamos levar um atamento, você tem a ver, nem com de regina. Hoje, hoje, um concorrente meu italiano, ele paga um insumo da máquina, vamos dar um exemplo aí, vai uma coisa oficina bem, bem práticos, né? Um servo motor e um drive. Custa pra ele, do mesmo fabricante que eu compro aqui no Brasil, de 30 a 40% menos na Europa. Na Europa.

[25:26]Na Europa. Ele paga mais barato que a gente. Por quê? Você é obrigado a comprar aqui, intercamping da própria companhia. Mas você tem toda a tarifação, todos os impostos. Então o insumo lá. Agora você imagina os chineses como é que ele compra lá, entendeu? É muito, muito mais barato. É difícil competir. Se é assim, eu sei que o Brasil tem como maior parceiro comercial a China por causa do agro. Eu não sei que maneira que nós vamos nos proteger, porque a indústria de máquinas é muito débil perto disso. E se o Brasil tem que ceder e, por causa do agro, eu não vejo com bons olhos o futuro da indusimáquina no Brasil, sinceramente.

[26:06]Aí nós vamos ter cada vez mais parques fabrizes ruins, né, diminui a competitividade do nosso cliente, a nossa, porque nós também não conseguimos atualizar o nosso parque, é que eu comprei um monte de máquina de usinagem agora, mas, é muito difícil você conseguir modernizar da empresa por conta da taxa de julta alta, e a gente não pode imobilizar capital de giro pra fazer isso.

[26:35]Não, não, negativo, você tem que, todo mundo cresce com financiamento, é aqui no Brasil não, aqui você tem que ter a capital de giro, você faz o seu galpão, você tem que pegar o seu capital de giro, você investe no teu parque, você tira o seu capital de giro, quer dizer, então, e hoje nossas margens estão muito expremidas, né, depois da pandemia, o fator marge de contribuição caiu muito depois da pandemia.

[26:58]nós tivemos aumentos custos elevados nos componentes e tudo mais, que não retrocederam, você pegar o preço do aço, não voltou aos níveis de pré-pandemia, nunca mais, nunca mais voltaram ao nível de pré-pandemia, subiu, baixou, mas voltou, então você pega aço, componentes eletrônicos que tá em falta ainda no mundo inteiro, o fogo componenteiro, então nós estamos pagando hoje um custo muito elevado, e nós temos que bancar todos os envolimentos da empresa com o capital próprio, tudo com o capital próprio.

[27:21]e você vê até os nossos clientes sofrendo também, porque os materiais, os insumos, os pellets, as resinas lá fora são muito mais baratos que aqui e existe, nesse caso, existe um dump e um protecionismo altíssimo para que não entre esse material aqui e não danifique as nossas petroquímicas que são poucas. Então aí você tem um protecionismo e e o cara manda a embalagem da China pra cá mais barata do que o cara produz aqui, porque aqui tem o protecionismo. Então, você vê a máquina, a indústria, que trabalha com bem de capital, sofre, e o embalageiro não consegue ter o preço do cara que manda um caminhão de vento cheio de embalagem pra cá, ele não consegue combater um cara desses, como é que pode?

[28:10]de rei-pensar, e até antes eu vi um cliente e ele me mostra uma embalagem que está trazendo direita à China. Eu fiquei abismado porque assim, você imagina se é trazer frasco num container, se está trazendo vento, você está trazendo vento. Ele consegue trazer e fazer mais barato do que ele produzir ou comprar aqui no Brasil. Então eu vejo isso aqui, o fator China é lógico, o mundo vai ter um desafio muito grande, mas nós temos que estar preparado. O Brasil tem que se organizar melhor. Nós como fabricantes e nossos clientes, como consumidores, tem que tomar muito cuidado para onde vai, porque assim, num primeiro momento, pode surgir essa, essa, essa, você ser seduzido, ah, eu vou trazer uma máquina barata, mas fique esperto, na próxima momento eles vão começar a trazer a embalagem para cá, o chinês é um desenvolvido, mas ele não põe o pé no país para fazer fábrica, como foi o europeu, eles vêm para vender, eles querem vender o produto deles e acabou. Eles não querem se puder vender o acabado melhor. Acabado, então hoje ele vem e vende uma máquina, amanhã ele vem e vai vender o produto. Ele põe um contêneo de bombona, ele põe um contêneo de frasco. Eu vi isso ontem. Há um custo impressionantemente barato, o cara consegue trazer contêneos da China.

[29:22]E vamos voltar lá na pandemia que foi aquela coisa horrorosa que aconteceu para todos nós, mas assim, da pandemia para cá aumentou muito e produtos soprados também, igual os termoformados? Sim, ruim, aumentou muito, nós viemos uma crescente aí, é impressionante, em 2019, 2020 achava que o mundo ia acabar, né, aí 21, 22, 23 foi arremate anos de muita, muito crescimento do soplo, principalmente porque a pessoa usou mais o domo sanitário, né, limpeza, foi um apelo grande e acho que isso também habituou o cara a usar isso e manteve, tá, então esse mercado de domo sanitário cresceu e muito, muito, muito. Agora, o que acontece também, que você deve ter passado por isso ruim, em 2022, vendemos muito, mas o custo também subiu barbaridade, e isso foi um fator que pegou todo mundo, porque você tinha uma carteira grande, você teve reajuste e não teve como repassar, né? No meu caso, foi um ano muito assim, vendas vendeu bastante, mas o resultado foi um ano de prejuízo, na verdade, porque você não teve como repassar, você tomou quilo lá na cabeça, aumento do aço absurdamente, componentes eletrônicos sumiu e não tinha, então isso a gente não tinha como repassar para os nossos clientes, porque a carteira ficou longa, e se eu explicar para o cara, não tinha muito problema, uns entenderam, uns entenderam, a gente acabou sendo um ano de um prejuízo não grande e pequeno, mas foi um prejuízo.

[30:40]Vamos dizer que foi um empate, que a gente tinha um empate, mas foi difícil. Mas aumentou muito o nosso volume numa maneira geral que não retrocedeu, né, vieram novas embalagens. e não, realmente não retrocedeu. O volume de máquinas vem se mantendo aí, 23, 24, foi muito bom, eu estou sentindo, não sei você, agora um refecimento agora em 25, 25 já, a gente já está entendendo que a coisa tem nuvens pela frente, né, a tempestade pela frente, né, vamos entender, eu acho que todo mundo no geral fabricando em máquinas veio com uma carteira razoável desde a pandemia, né, mas nós estamos vendo que para 26 aí a coisa pode ser um pouco diferente.

[31:19]e o que eu senti aqui no meu mercado de termoformagem, a gente estava no mesmo mercado, gente, que é o mercado de plástico, plástico, embalagem, mas assim, mas são mercados distintos, o mercado sobre o mercado termoformagem. Mas sem embalagem, né? O que eu senti no meu mercado foi que nós brasileiros não paramos na pandemia um segundo, eu trabalhei direto, você também, como todos os nossos parceiros lá da ABIMAQ, todo mundo trabalhou direto e nós e melhoramos absurdamente em pouco tempo a nossa tecnologia. As máquinas ficaram mais automáticas e elas estão ficando cada vez melhores e os nossos clientes que não estão atualizando fábricas, eles estão ficando para trás, então eles nos buscam para a atualização máquinas novas mais rápidas, está acontecendo isso o seu mercado também?

[32:12]É, Rui, ainda acontece bastante, isso tem muito clientes atualizado, né? Mas o que oi, com o que é que se a maior problema que eu vejo no cliente, muito, muitas vezes, ele vem buscar, quando ele vê o valor de investimento, ele desanima, porque ele não tem um financiamento, né? Então nós temos um potencial de crescimento muito grande. Hoje eu não sei, mas o meu parque Fabriu, a cálculo hoje em vocês devem estar meio igual, é uma idade média de 15 anos atrás, né? A idade da máquina, são 15 anos de idade... É, por aí. É muita coisa, né? É, por aí. Existe uma absolessência muito grande em termos, por exemplo, você pegar uma máquina de 15 anos atrás, você pega hoje, eu tenho por exemplo um modelo lima, meu modelo de máquina, eu tenho ela assim, consumindo 40 a 50% menos de energia.

[32:49]Parece um fuzquinho abermidável, né? 40 a 50% menos de energia, entendeu? Então, o cara pensar, pô, comprar uma máquina e consome 50% menos de energia, é excelente, mas não tem, tem a dificuldade do financiamento, do investimento, né, Rui? Mas existe uma busca grande, porque o parque é obsoleto, né? É obsoleto. E o Brasil tem um mercado muito grande de máquinas usadas, usadas, usar, usar, quer dizer, aquilo ali é refúgo do refúgo, vai ficando e vai virando.

[33:15]Então, você sabe que o mercado de máquina sopradora, sopradora começou no Brasil aqui em 60, mais ou menos, né? Exatamente, nos anos 60, mais ou menos. Tomou força ali por 80, mais ou menos. 80, mas 70 e pouco 80, aí foi o boom mesmo, realmente, né? Você vê o termoformado não, o termoformado ele é mais jovem, né? o termoformador tem 50 anos e o boom do termoformador mesmo foi há poucos anos aí se tem no máximo 20 foi o boom no máximo 20 15 20 anos foi o boom do termoformador então você não vê muitas máquinas usadas termoformadas no mercado soprador você vê bastante tem muita como injetora também é que a injetora por exemplo é um advento do chinês enviar visuóis antes ainda anos 50 começou mas 60 foi o grande quanto autobubilística, quem puxou muita injeção foi autobubilística, mas hoje o mercado usado na injetora diminuiu muito pelo fato que a máquina chinesa entrou, é muito barato também, não sei dizer em tecnologia, mas é muito barato, mas vou fazer um parente para você, termoformado é antigo também, não sei se você é da época do ODD, detergente chamava ODD, então se você lembrar era termoformado, duas metades deir, e que o termoformadoras...

[34:35]Eu não lembro dele. Para fazer um frasco termoformador, ele fazia um lado e outro, juntava as duas placas e depois ele enxia e fechava. Caramba! Era um negócio maluco, porque eram duas metades termoformadas, o ODD. Era o começo do termoformador dos anos 70, aquele do vidro, o detergente veio para o plástico e não era soprado. termoformado era. E você vê o plástico, cara, o plástico ele surgiu pra resolver o problema ambiental na época, né, que era a morte de animais. Genei, né, também, o plástico veio pra crescer, na verdade você sabe aí, eu não tenho dado exato, mas a vida do ser humano aí com o plástico aí cresceu o tempo de vida, né, da pessoa que cresceu em 10, 12 anos aí, né, mais, né, mais, né, mais, é mais, então eu não tenho recidado, mas o plástico realmente. Você pega ali na década de 60, eu estava lendo esses dias, a estimativa de vida era 65 anos. Hoje você tem gente com 100 anos aí, tranquilo, óbvio que vieram as medicações que melhoram, que curam doenças que na época não curavam, mas a contaminação ela deixou desistir, hospitalar, porque você tem os produtos descartáveis, de um único produto descartável, um produto hospitalar.

36:00O plástico não é vilão: destinação e políticas públicas

[36:00]Eu queria deixar aqui uma provocação para você e eu queria que você falasse com o seu coração de fabricante de máquina, de pessoa que vivencia o plástico há mais de 30 anos, que recado você daria para uma pessoa que está tentando implementar um projeto de lei para abolir o plástico ou essas pessoas que falam que o plástico tem que deixar desistir, que é o que eu escuto e rebato todos os dias.

[36:25]oi. A gente sabe que o ataque ao plástico é um modismo muito bom, porque todo mundo que quer ganhar seguidores, ou quer ganhar likes, falou do plástico, a gente sabe que cresceu agora dele. Então existe modismo, principalmente entre os jovens. Mas isso é assim, eu acho que é muito pregada a desinformação. Então na verdade, o ser humano não vive sem um plástico. Se acontecesse isso, nós viemos regra-trocedê e até um problema absurdo de sobrevivência do ser humano. Mas o que falta de se falar hoje no mercado sobre o plástico é a destinação. Eu acho que o grande problema é a reúso do produto. O plástico hoje tem que ser muito claro, é 100% reciclável. Esse papo de microplástico, isso aí é muita coisa que tem falado de modismo. Mas se você pegar um produto, essa caneca, esse de frasco, que estão em plástico, você vai lá e pega eles e reprocesa, ele vira caneca de novo, ele vira frasco de novo. Então não existe essa história, uma sacola que estão falando tanto do mercado, ela volta a ser sacola, gente. O que tem que ser trabalhado e isso está faltando é a política de destinação. E isso está ligado às políticas públicas.

[37:38]Hoje, você bem claro, o governo faz cara de paisagem, ele prefere aprovar uma lei química, bolha, sacolinha, mas ele não vai trabalhar em fazer um trabalho de coleta seletiva. São poucas as cidades que tem e isso é a destinação depois da coleta seletiva. Então o plástico, gente, coloca na cabeça. É muito útil na vida do ser humano e ele é 100% reciclável.

[38:00]Pronto, ele volta e acabou. Então meu recado principal é esse. Não faça o plástico vilão. Pense na utilização do plástico depois de o uso dele, a reutilização. nós falamos muito da questão, em todo lugar que a gente vai, Ulisse, você vai em qualquer palestra, em qualquer lugar, fala-se muito de educação, porque o Brasil, diferente de outros países, que já estão um pouco mais evoluídos, aqui sempre tem um delay de lá de fora, o Japão por exemplo, eu vou soltar um vídeo por esses dias aí, que a pessoa tem que lavar a embalagem para colocar no lixo, não é no lixo, é no descarte de coleta seletiva, ele tem que limpo.

[38:47]Eu tenho visitado cooperativas para entender até um pouco mais o que eu posso, o que eu não posso falar, o que é verdade, o que não é verdade. A gente tem que se atualizar da informação para entender o que está vindo das redes sociais também, né. E a gente está fazendo um trabalho bacana para que isso aqui tudo não seja rejeito, que muita coisa a gente sabe que é ejeito, mas como fazer para não ser ejeito? Então o que nós entendemos, que tudo nasce no desenvolvimento de produtos, no design da embalagem. Se o cara fizer um design mal feito, que ele não seja um design circular, a embalagem vai, o destino dela vai ser até sanitário, porque ela não foi pensada na circularidade, que até hoje nós tivemos uma economia linear, que é a de produção, consumo e escarte.

[39:37]Agora veio a economia circular que muita gente nem sabe o que é economia circular, por isso que nós precisamos de educação e aí nós fizemos o Instituto Soul do Plástico que estamos trabalhando nisso. Você que ainda não conhece o Instituto Soul do Plástico, entre Arroba Soul do Plástico ou Souldoplástico.com.br Souldoplástico.org.br é uma instituição sem fins lucrativos que e leve educação para jovens e crianças. Para a gente sair um pouco do palco e para ação e mostrar o que é e como é. Então, a questão de colete seletiva, o jeito que o material chega na esteira, a esteira de seleção, eu acho que é a coisa mais desumana que tem, é a pessoa estar lá e receber um lixo no meio daquilo lá que é um produto e o que vira dinheiro, né? É ruim, a gente volta naquilo que você falou, primeiro de tudo é conscientização e eu não vejo uma conscientização, se não dependendo de políticas públicas. Hoje nós temos zero política públicas aí. Não, tá vindo. Vindo? Pô, mas tímidas, né? Tímidas.

[40:49]Nós temos que trabalhar muito na educação, porque o que você falou, você falou um exemplo do Japão. Qual a dificuldade de você pegar uma embalagem e separar ela e jogar da correto. Hoje, você falou nessas cooperativas, né? É você, por incrível que pareça, ao lado, pegar da minha empresa tem uma cooperativa. Eu oro da minha janela a abertura do fardo de, quando abre aquele fardo. É vergonhoso aquilo, entendeu? Porque ali vem tudo misturado. Fralda suja, vem fralda, vem tudo, no lixo reciclado vem tudo. O reciclado ali eu diria que chega num 60%, né? Então, nos anos 90, nós já tivemos aquela numeração que caia nas embalagens, um, dois, três, isso abandonou, porque isso aí na verdade era o destino correto da embalagem, que custa você chegar a levar no seu supermercado, o produto já no supermercado numa cooperativa é já jogar exatamente o que é polietileno, que é PET, o que não é, entendeu?

[41:43]Não é difícil para a população, é só educar e falar, olha gente, pegue o seu plástico e jogue, vamos economizar energia. Nós temos grandes empresas hoje reciclando materiais, a própria Braskem hoje que player de plástico no Brasil, tem uma divisão só para reciclagem, né? Então, nós temos que trabalhar. Hoje, a grande dificuldade reciclagem é ter material. Não tem material para reciclar.

[42:05]Falta material. Falta material. E o material sendo destinado ao terro sanitário. Nós não podemos ter plástico no terro sanitário. Isso tem um ponto final. Plástico não vai para terro sanitário. É um absurdo um país ter plástico no terro sanitário. de reciclagem. A questão da educação é muito importante, muitas pessoas falam, mas pouquíssimas pessoas saem da área da locução para a área da execução. Nós fizemos essa experiência aqui na ETEC de Maripurã e foi fantástico, foi sensacional. Agora nós estamos mandando para o Ciara, nós vamos mandar um projeto, nós estamos mandando um projeto para Amazonas, que é para, já que a gente não consegue pegar cara da minha faxetária, da sua faxetária e educar esse pessoal, então vamos ver se a molecada consegue fazer essa educação, então vamos lá na base buscar esses caras para que isso aconteça.

[43:05]Já no lado público que você tocou, nós fomos chamados na Secretaria de Educação do estado de São Paulo. Fui eu e o Junior da Talk, que o Junior é diretor de instituto também, eu sou presidente da diretor e o Sidnei da Terpoia Diretor. Então, nós fomos convidados para entrar num projeto que eles estão fazendo de circularidade, de economia circular, para educar jovens e muito possivelmente o nosso projeto vai estar inserido nisso, que o governo do Estado de São Paulo, está querendo colocar mais cursos técnicos, já aumentou bastante e eles estão querendo aumentar mais. Isso é um ponto muito positivo que tem que ser falado, porque eles fazem os estudos, eles fazem as coisas, mas pouquíssimo é divulgado.

[43:55]É bom divulgar, exatamente. Isso eu achei um ponto mega interessante a gente ser convidado e participamos já de algumas reuniões com eles e fomos muito bem recebidos em relação a eles. e tudo isso, porque hoje que você falou de se não tiver educação, não tiver no jovem passar essa parte da educação ambiental, é uma coisa que você falar da educação, mas você educar, explicar como pode fazer, os caminhos para fazer, é fácil chegar numa escola, falar, não usa plástico, tá bom?

[44:24]Aí o cara que agarra a fina, mas aí na casa dele tem plástico, ele tem que comprar, entendeu? E ele tem que saber o que ele tem que fazer com aquele plástico na casa dele. e aí você pega os caras falando pra trocar, você vê muito pra trocar plástico por papel. Isso, cara, em embalagem primária, isso é greenwashing, porque você tem um material que, quando jogado num aterro sanitário, ele emitir CO2 normal, ele vai emitir CO2.

[44:52]química. Quando ele está lá no aterro movimentando, ele passa a emitir uma coisa 18 vezes pior, né, que ele manda metano pra cima. Metano. E a própria, você sabendo o consumo que ninguém fala muito, mas tem que ser falado, né, é o consumo energético pra produzir um quilo de plástico e um quilo de papel, né. E de água. A quantidade de água que você usa no papel, absurdamente, você pega a rio, você rio para fazer por mais que o cara falar que não polui o rio, a fábrica de papel é um poluente de um rio, 100% poluente. E o plástico tem algumas vantagens, agora nós estamos partindo, esse é um projeto bastante interessante no Brasil, do plástico verde, é o green, I'm green, isso é interessantíssimo, lógico que a produção é pequena ainda, mas olha, é um plástico que vem totalmente de origem vegetal, totalmente, a produção do eteno é um processo pioneiro do Brasil que ninguém tem lá fora, é interessantíssimo, e, quer dizer, você tem opções muito grandes. Então, na verdade, hoje você tem coisas muito grandes. Mudar para o plástico, para o papel, gente, toma a mão. Qual que tipo de coisa que você pode fazer? Nada. Exato. Se você não platicar, você não pode colher. Exato. Aí vem aquelas embalagens aí que está muita gente colocando aí, o stand-up, as coisas todas. Cinco, seis camadas, você sai do plástico, você está pior ainda.

[46:11]Então, isso tem que ser explicado, né? Porque nem foi para o copo, o copo de de papelão, mas é parafinado, é um veneno aquilo, né? Você pega avião pra caramba que nem eu, que a gente vai visitar cliente, os caras, eu vou falar o nome aqui porque eu tenho que falar, a Latam trocou tudo que era plástico por papel, legal, ótimo, o cara que fez, aí a gente cai no desenvolvimento de produto, o cara lá do marketing, do desenvolvimento de produto, ele catou um tema polêmico na internet, e jogou pra companhia e o cara aceitou aquilo, só que ele não entende ciclo de vida, avaliação do ciclo de vida. Quando você fala de avaliação do ciclo de vida, não dá pra comparar plástico com papel de jeito nenhum, o plástico ganha em tudo.

[46:58]Mas isso aí, na verdade, eu acho assim que o plástico, minha opinião, tá mal representado, porque falta explicar isso, porque o plástico ganha em tudo. Na verdade, é uma jogada e muito grande marketing que está acontecendo aí e está ganhando mercados que estavam se extinguindo e estão ganhando mercado novo. Fabricação de copo de papel, essas coisas todas, mas ninguém explica. Outro dia também eu fui numa grande cadeia de coisa, discutia até com gerente no IBS. Ah, não temos água em PET. Ah, legal, você não tem água em PET. O que você tem? Nós temos água em tetrapaque. Meu Deus, meu amigo, você sabe o que terapáquio, terapáquio é zero reciclável, é zero, não tem terapáquio, balagem de papel cartonado com anailo e com polietileno, alumínio, tá, exatamente, é extremamente complicado, né, extremamente complicado, então vai falar o que, vai falar o que, né?

[47:48]Esse cara aqui, ó, é o Suicida, esse aqui, ó, esse é o meu canuto Suicida, esse cara é o cara que corre e se joga pra entupir nariz de tartaruga, né? e o que aconteceu? É pragmático isso, né? Todo mundo sabe que jamais entra no nariz de uma tartaruga um cano de aquele jeito, né? É. Aquilo foi colocado, tem que ser falado isso, foi colocado. Não, na verdade... Aquilo foi uma revolução no mundo, é uma mentira muito grande. Na verdade, não a pessoa que viu, que pegou aquela tartaruga, ele nega que é canudo, ele fala que ele não sabe o que é. Existe uma reportagem que ele e fala que ele não, não é ele que falou que foi canuja.

[48:32]Seja lá o que for, tá no nariz martal de taruga, não entra daquele, assim, se alguém tem um pouquinho de convívio com a natureza, sabe que é impossível, né? É impossível, não tem como ela entrar e virar. Então, gente, é umas coisas assim, você sabe que, por exemplo, né, o pessoal de pesca detesta a taruga, que ela estraga a rede e tal, então o cara faz isso, acabou, sabe? É como achar um golfinho com uma tampa, bem no cois dele no respiro dele, uma tampa PCO-28 que era água, gente, é impossível, é impossível, entende?

[49:03]Mesmo porque são coisas que acontecem, então isso, uma criança mídia hoje gostou muito, porque deu mídia, né? Deu, deu bom. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. Dá like. ou um galão, ou alguma coisa, e ele, pra televisão, fazer propaganda da garrafa do galão? Não, não, não.

[49:31]Ele faz o produto, o mercado fala, nossa, que negócio interessante, diminui peso, olha que legal, vai economizar combustível, vai economizar pneu, e começa a usar, e elimina o vidro, ou elimina o tetrapac, daí é óbvio que vem as ofensivas. Quem paga a ONG, você sabe, quem paga as ONG, que tá fazendo projetos de lei? É, exata, exata. De onde vem? De onde vem esse capital?

[49:54]capital, é uma coisa muito complicada. As pessoas ficam em bons hotéis, eles pegam bons locais em bons locais. Exato, é muito complicado essa cadeia. Na verdade, assim, como o plástico é muito grande, é fácil de atacar, porque até ele se mexer, ele é um dinossauro gigantesco, então você mora mordendo o rabo dele, morde um dedinho dele, demora muito para ele se mexer. A cadeia do plástico demora muito para se mexer. Nosso aqui somos profissionais hoje que estamos conversando sobre esse assunto, mas nós temos nossas vidas. Então, se e um ataque bem, você tem um ataque errado, isso até que você explique que não está errado, já aconteceu.

[50:27]Já foi, né? O objetivo era likes, aqui no primeiro momento deu like e depois some, vai lá para baixo e desaparece, então é complicado isso, mas é assim, eu sou incisivo, não porque eu trabalho nisso, mas eu acho muito interessante que a cadeia do plástico tem que ser valorizada gente, tá? Então voltamos aí, educação ambiental, tem que ser prioridade.

[50:48]Me parece que São Paulo está tomando algumas atitudes, aí colocou coleta seletiva em toda a cidade, é um primeiro passo, lógico que a gente fala, vai para a cooperativa aquele fardo, bagunçado, mas pelo menos tá catando lixo, não vai para a terra, né, primeiro. Então parece que isso é verdade, não sei se verificar, tá sendo anunciado, né, a gente entra em anúncio e acontecer, a gente tem que analisar, né, mas você pega aí, o viagem muito, você também é ruim, você pega as cidades pequenas que é zero, coleta seletiva, o viagem para a cidade é zero, coleta seletiva, entende, e não tem essa gente, é dinheiro que tá sendo jogado, você imagina assim, que hoje, pra vocês terem de uma ideia, um quilo de plástico reciclado para a reutilização custa oito reais, um quilo de plástico reciclado custa oito reais, você fizer uma conta do que você joga, você vai ver no ano quando você joga no lixo da sua casa, um quilo de plástico já reciclado é oito reais, que o seu não custa oito, mas pelo menos dois reais custa o quilo daquilo que você joga no lixo, hoje um quilo de plástico no lixo.

[51:42]imposto, que a gente fala muito aqui, o lixo, ele é custo para o estado, quando eu falo estado, é estado é município, estado e estado Brasil, é o estado como um todo, o lixo custa muito caro, sem dúvida, então o que a gente defende aqui é que quem mais recicle menos paga imposto, isso é uma coisa que a gente fala, porque se o cara recicla para mais, o estado para de enterrar, para de ter custo, e isso reverte imposto lá no final, mas ele não tem que tributar o cara que está lá pegando, reciclando, ele vai tributar o produto final. Então, a nossa meta de trabalho, inclusive nós temos a frente parlamentar de economia circular, que estamos debatendo alguns assuntos, como o assunto que é o mais que a minha vida é a termoformagem, então nós começamos por pautas em cima da termoformagem, tem dois projetos de lei lá que já estão na CCJ, espero que sejam aprovados que vão ser extremamente benéficos para o meio ambiente e espero que os deputados analisem aquilo com muito carinho, o Bruno Zambelli, quem é o dono da frente parlamentar, ele que que abriu a frente parlamentar pra gente, e nós envolvemos todas as associações ligadas ao plástico, as maiores associações estão dentro dessa frente parlamentar, que ela vai abrir pra todos, ela já está abrindo, a gente já está inserindo outras cadeias, que são as cadeias do eletro eletrônico, a cadeia do papel, a gente já está começando a trazer todo mundo, porque quando se fala de economia circular, a gente fala de um todo, a circularidade para todos os produtos, que é o que a gente quer, a gente é do plástico, que é a nossa vida, mas eu não sou inimigo do papel, eu acho que a garrafa tem que ser embalada numa caixa de papel para ser transportada, então, circularidade também.

[53:45]Só que o papel, eu vejo o papel na embalagem secundária e não na embalagem primária, porque na embalagem primária ele tem que ter proteção de plástico ou de uma resina tóxica. Mas tem um volume muito grande mesmo na secundária, você sabe disso, tudo o que e você e teu cliente faz, ele embala demais. É grande, e na pandemia faltou, faltou tudo. O papelão a gente sabe que o mais faltou, né? Aí eu faço a provocação, na pandemia faltou por que? Porque importação não veio, né? Exatamente. Então, o Brasil, se o Brasil segura um pouquinho e deixa o mercado interno trabalhar e os nossos governantes não dos atrapalhos, fala aí o que que a gente vira, Ulisses?

[54:29]Exatamente, vir uma potência, hoje que se deixasse a gente trabalhar tranquilo, hoje a gente tem uma tributação muito elevada, uma série de leis que só atrapalha, então se não fosse na verdade o governo deixasse nós trabalharmos em paz, era paraíso. E a pandemia mostrou isso? A pandemia mostrou isso, exatamente. Que todo mundo trabalhou pra caramba, vendeu pra caramba para um mercado com suas das exceções, é óbvio, os comércios que foram penalizados, as indústrias de alimento também, de alimento que eu falo são os restaurantes, entreterimento, vamos dizer, a indústria de interimento foi muito prejudicada, a hotelaria foi péssima, não é assim dizer, mas pra indústria foi bom pra caramba, a indústria trabalhou muito nesse período aí que foi o que ajudou o sair da pandemia, né, e evoluiu e ajudou o sair da pandemia, né, com tecnologias financeira, e a direção da e tudo está muito perto de acontecer, já aconteceu? Na sopradora, hoje ela já trabalha, você pode trabalhar tranquilamente, não diz o quanto para o zero, teve uma evolução muito grande na parte do controle dos CLPs, e você tem que trabalhar totalmente em 4.0, hoje você controla completamente a distância, o produto, totalmente, então nós já temos clientes hoje trabalhando em si, o que é o problema maior hoje da sopradora é o fim de linha, o que sai da sopradora, o que ele vai fazer, como ele vai fazer. Então essa automação do fim de linha, que ainda às vezes é um empecilho por 4.0, então tem que vestir muito hoje no pós-linha, então é a máquina que depois que sai, é testar o produto automaticamente, fazer um teste de estanqueidade, por exemplo, e depois já embalar ele automaticamente. Existe a disponibilidade no Brasil, hoje existe máquinas muito boas para fazer isso, mas investimento. Então muitas vezes o cara, ele controla toda a máquina dele, mas ele não controla para o fim de linha. Muitas vezes no fim de linha tem uma moça pegando na mão, pondo num saco, plástico, isso aí estraga toda a cadeia. Então, na verdade, hoje tem que existir um investimento muito grande no final de linha, na automação do final de linha. É um caminho que tem.

[56:46]Mas hoje a máquina controla... Tá próximo. Tá próximo. Hoje, para esterem de ideia, a máquina faz o produto. Ela, por exemplo, toda a parte de... Se tiver rebarbas, ela já cai, já realimenta a própria máquina e já utiliza no processo. Então, se um frasco tiver que tirar a rebarba, ela já tira toda a rebarba, que antigamente era feita na faquinha, a mulher cortava na... hoje não, ele tira a rebarbado, aquela rebarba cai no misteira, ela cai no moinho, esse moinho já moe e já realimenta a máquina. Então, hoje não existe processo de rejeição. Se dá uma garrafa com defeito, ela cai na cisteira, já vai pro moinho, moe e vai volta. Então, isso já é controlado.

[57:20]e então dentro da indústria de sopro ela é extremamente sustentável porque ela não polui absolutamente nada. Negativo, negativo, exatamente, né? E hoje também nós tomamos um cuidado na nossa indústria, nós somos parentes é interessante, nós estamos hoje praticamente em fabricação todas as máquinas, nós colocamos a disposição do cliente à carbonetralização daquela máquina e ela é carbonetralizada através de créditos de material reciclado. A gente pesquisa parceira que faz isso pra gente, tem um selo, e ela dá a máquina completamente carbonetralizada, toda a emissão que você gerou na cadeia produtiva da máquina, você compra a carbonetralizar, e esse parceiro nosso carbonetraliza com material polietileno reciclado.

[58:02]Caramba, que bacana. 100% reciclado. Interessante. Exato, exato. É carbonetralizada. Ulisses, tem algum tema que nós não abordamos aqui, que você gostaria de abordar, de falar? eu acho que foi bastante amplo aí, eu acho que a gente não pode ficar muito específico, porque nós estamos falando para um público geral, então acho que para entender um pouco o mundo do que que é do sopro, a pessoa tem mais dimensões, eu me coloco a disposição das redes sociais para esclarecer quem precisa de mais específico, material mais específico, mas é essa ideia.

[58:36]Eu acho que assim, nós estamos falando de sopradora, frasco, embalagem sopradas, mas eu gostaria para muito deixar focar muito na economia circular. Isso é uma coisa que o plástico para sobreviver vai ter que investir muito. E eu acho que o meio ambiente agradece, porque é muito ruim, acho que hoje todos nós aí que olhamos, um dia de chuva você olha no Rio de Tietê ali o famoso, o que que você vê em cima é só embalagem do boiando, né?

[58:59]Aí isso é culpa do soprado, tá? Porque o soprado é o queboia. É o queboia. É o único queboia. O queboia é fácil de recolher. mas exato, gente, então se chega ali na, como é que chamam, em tu, né, sal de tu ali, né, você vê aquela barreira ali, várias máquinas recolhendo aqui, e você sabe que aquilo é reutilizado gente. Claro. Porque precisou ir pro Rio, entendeu gente? Então fica essa, a minha, o meu desafio é, gente, nós temos que investir muito, muito em políticas de, de economia circular, nós temos que investir nisso.

[59:29]nós temos uma frente parlamentar aberta que ela está lá para todos nós darmos opiniões, sugestões, é pautar, ajudar na construção de projetos de lei que beneficiem a cadeia da economia circular e isso ali foi um negócio maravilhoso que nós conseguimos, portantíssimo eu acho que o deputado nos acolheu de uma maneira fantástica e a gente tem que aproveitar e isso, isso seja pro usuário que tem uma ideia, pro próprio reciclador que tem uma ideia, só que os caras tem que se aproximar da gente pra que isso aconteça.

[1:00:10]Exatamente, exatamente. Tem que ter essa proximidade, tem que ter essa sinergia pra gente que, pra isso, aconteça, sabe? Que fique bem claro, hoje, o plástico não é um inimigo do meio ambiente, o inimigo do meio ambiente é o homem. Não é o plástico, é o homem. É aquele exemplo famoso, né? a faca mata sem o homem pegar ela na mão. Não, mas ele precisa da faca e matar o outro, né? Então a faca não é uma arma, né? Na verdade, quem é, o arme é o homem, né? Então o plástico é a mesma coisa, gente. Se você não pegar isso aqui, jogar ali, não descartar corretamente, ela vai poluir o meio ambiente, né? E fica assim, hoje isso aqui já foi garrafa um dia, o frasco de shampoo que você usa nessa casa já foi frasco um dia, hoje já tá assim, o frasco do demanda, teus produtos de limpeza, todos já foram com certeza frasco um dia ou qualquer outra coisa, então hoje já está, você pode dizer que você tudo que você está usando já tem uma parte de reciclagem, tem que ser maior.

[1:01:02]É o que pega agora também, que eu gostaria de falar, é sobre os, nós não falamos sobre os produtos compostáveis, né? Os produtos compostáveis aí que estão vindo, eles estão tentando invadir o mercado de de todos os lados, como tem que ser, tudo que é bom tem que ser emplacado, mas nós não temos composteiras, então eu acho que é um mercado que está vindo, ele vai chegar, mas hoje nós não temos sequer saneamento básico no país inteiro, então o que você acha dessa parte desses produtos compostáveis sem que tenhamos as composteiras antes?

[1:01:44]o grande problema maior hoje, o Brasil está longe de ter uma eficiência dos aterros sanitários, você pega, por exemplo, Estado de São Paulo, que é o mais evoluído aí, eu acho que tem 60% dos municípios não tem uma composteira própria, um local de compostagem coeta, então acho muito difícil falar nisso, o Rui ainda, porque é muito prematuro, nós temos que crescer nos envolvidos básicos de saneamento e tudo mais, não temos hoje, não temos e assim, então, eu acho assim, nós estamos indo pro top da coisa antes de investir na infraestrutura, né?

[1:02:16]É que esses materiais, eles não vão de encontro à economia circular? Não. Porque eles não são circulares, eles estão interessados na economia linear. No linear, eu acho que tem que ser evitada, minha opinião, a economia linear tem que ser evitada, minha opinião é a economia circular, isso vai mover o mundo, tá? Tem que ser investido na economia circular, tem que ser muito investido, nada pode ser jogado no lixo.

[1:02:38]outro dia eu li uma reportagem, um grande problema no mundo hoje, sabe o que que é? Roupa. Roupa é terrível. Terrible, porque hoje investiu-se na roupa econômica, né, de giro rápido, voltando de um mercado chinês, né, e não tem o que pôr isso. É um grande poluente no mundo, a pessoa usa uma temporada, aquela roupa joga no lixo, quer dizer. Então, é lógico que é menos que uma embalagem, mas é embalagem também, nós temos que investir na economia circular, e é prático, é fácil de fazer, não é impossível, gente, tem que trabalhar nisso, círculo. Eu acho que não vão partir pra esse caminho de compostar. Eu acho que isso é prematura. A gente tem que trabalhar na economia circular. E é completamente viável, não?

[1:03:15]É que tem a mesma opinião. É, é completamente viável, gente. Vamos trabalhar isso, vão abandonar isso. O governo tem que ser sensibilizado. Por exemplo, você começou com parentes. Por exemplo, eu tenho conhecidos que tem empresas de reciclador de plástico, né? Cara, ele paga o mesmo imposto que o outro. Não é impossível isso, gente. Ele teve que catar, de sal, lavá, moê, fazer... não pode, tem que ser isento, nem porça, esse cara fez um benefício para o meio ambiente, sabe? Ele conseguiu catar aquilo, fazer... e não, paga a mesma coisa, paga a mesma coisa, entende? Então muitas vezes essas empresas acabam ficando pequenas, na ilegalidade, porque é mais fácil do que ficar na legalidade, e não incentiva, não incentiva. Então, é essa provocação para o nosso... para você que está nos dos assistindo, nos ajudem a construir uma proposta de projeto de lei para que ela chegue à nossa frente parlamentar, a economia circular, e que nós consigamos convencer os nossos políticos a aprovar em um projeto de lei desse, porque hoje, meus amigos, tudo passa pelo estado de São Paulo.

[1:04:25]Então, o que nós regramos em São Paulo, a gente acaba regrando o Brasil inteiro. Sem dúvida, sem dúvida. Eu acho que você tem corretíssimo na sua colocação, Rui. Vamos regrar aqui, que o nosso estado, e vamos tentar passar isso para o Brasil inteiro, porque é muito importante. E você vê, Santa Catarina, que é um polo plastiqueiro importante também, é completamente a favor de tudo isso também.

[1:04:46]Eles podiam entrar com a gente e dá para somar, dá para somar. É, nós temos tudo para fazer isso. É que o duro é que a gente não tenha muito tempo, né? em, exatamente, nós estamos aqui falando, daqui a pouco nós estamos na nossas mesas, tudo o que nós conversamos aqui, mas é importante que isso que valar o público, que veja isso, trabalhe nesse sentido, entenda essa parte da economia circular, é muito importante pro Brasil.

[1:05:09]Não só como você falou, não, pra cadeia do plástico, não, pra todas as cadeias, tudo, todas as cadeias, desde um móvel velho que você joga fora, de um sapato velho, nós temos que trabalhar pra isso, gente, porque o volume é muito grande e o Brasil e hoje é ínfimo nisso aí, nós temos que ter uma política eficaz contra isso, sabe, para que isso funcione, venha a funcionar, sabe, eu dou sempre esse exemplo do mercado agro, mas existem todos os mercados que possam ser utilizados, né, tá.

[1:05:37]E aí eu vou começar com você a primeira vez que eu faço essa pergunta, quem você acha que nós devemos entrevistar no PodPlástico que nós deveríamos convidar para participar do PodPlástico? capital. Quem nós viveram convidada? Puxa, vou ficar... Quem você queria ver aqui? Quem eu gostaria de ver aqui? É, eu gostaria de ver, talvez esse deputado da frente parlamentar aí que nós estamos trabalhando com ele aí, eu gostaria de ver ele. Bruno? O Bruno. Eu acho que seria muito interessante ele vir falar, explicar para nós o que que ele está fazendo, porque eu vejo ele, eu conheço ele, mas eu acho que ele é assim, ele é um pingo d'água no oceano lá, eu sinto isso, eu não sei se é isso, então eu gostaria de ouvir ele, acho que ele é muito interessante ele vir aqui e colocar, pós-consumo, biotegradável, biotegradável, biotegradável, a vida, pelo particular. É interessante ouvir ele, seria muito bacana.

[1:06:56]Então, nosso querido deputado Bruno Zambelli está convidado a participar do nosso PodPlástico, vou entrar em contato com a sua assessoria, para que vem aqui conversar com a gente sobre a frente parlamentar de economia circular. Estamos em excesso parlamentar, mas assim pôr-vontar, receberá o nosso convite e eu tenho certeza que o deputado virá porque o deputado sempre foi muito solisto às nossas pautas.

[1:07:27]E Ulisses, por favor, deixe suas considerações finais para as pessoas que estão nos assistindo. Olha Rui, primeiro eu quero agradecer acho que o trabalho é muito bacana que você tem desenvolvido, é muito bom realmente, eu acho que você é uma voz ativa nesse de trabalho pelo plástico, e o que eu acho interessante ao público geral é você ter essa análise do que o plástico é na sua vida. Eu gostaria de deixar essa mensagem. Você analise o que o plástico é na sua vida e se é realmente ele o vilão da natureza, como tem passado para a gente, mas muito pelo contrário, ele é o amigo nosso. Vamos trabalhar para que isso seja desmistificado e venhamos a trabalhar numa situação de que eu não economia que a gente trabalha pela economia circular, eu sempre bato nessa tecla, vamos trabalhar em cima da economia circular, porque se a gente não trabalhar, nós vamos ter problema entrando no nosso mundo inteiro, o mundo futuro vai ser muito complicado, tá?

[1:08:23]E falando do plástico, vamos trabalhar no plástico na economia circular. E, muitíssimo obrigado, Ulisses, por ter dispendido um pouco do seu tempo para com a gente pra nos dar essa aula de equipamentos de sopro, a gente debateu um pouco sobre os temas de plástico e muito obrigado a você que ficou até agora, que nos aturou até agora falando sobre plástico, muito obrigado e se você gostou do conteúdo, curte, compartilha, segue, indique pro amigo, deixe o seu comentário e se não gostou, deixe o seu comentário também e me fala porque não gostou, porque nós estamos aqui sempre pra melhorar, cada podcast vai ser melhor que o outro, trazendo pessoas completamente elucidativas, tá, nós vamos trazer sobre todos os temas ligados aos materiais plásticos, mais uma vez, muito obrigado e até o próximo episódio.

[1:09:22]Obrigado pessoal, obrigado Rui.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.