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O designer que passou por Sharp, Natura e Boticário veio falar a verdade sobre embalagem | Parte 1

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Episódio completo no YouTube: O designer que passou por Sharp, Natura e Boticário veio falar a verdade sobre embalagem | Parte 1

Maurício Carmim Filho (ex-Sharp, Natura e Boticário) desmonta mitos sobre microplástico, PVC e bisfenol e explica por que cada material tem seu lugar certo.

Principais insights

  • Antes de criar o canal PEC Talk em 2018, Maurício passou por Sharp, Natura e Boticário — a Natura, segundo ele, foi "a minha escola" de embalagens.
  • Já na década de 90, a Natura desenvolvia refis mono-material em polipropileno pensando em reciclagem, antes mesmo de o termo "economia circular" existir.
  • Um estudo de 2024 que encontrou polietileno em amostras humanas foi contestado por uma reavaliação publicada pelo The Guardian, que teria confundido gordura com polietileno.
  • A alegação da WWF de que uma pessoa ingere "um cartão de crédito por semana" em microplástico é, segundo Maurício, sensacionalismo sem base.
  • O baquelite foi criado como substituto do marfim de elefante e do casco de tartaruga usados em pentes e binóculos — hoje esses materiais de origem animal são proibidos.
  • Antes de mudanças de protocolo ligadas à AIDS, seringas de vidro eram fervidas e reutilizadas até quebrar, em vez de descartadas depois de um único uso.

Perguntas frequentes

Quais empresas Maurício Carmim Filho diz que mais moldaram sua carreira em embalagens?
Sharp, Natura e Boticário. Na Sharp ele começou desenvolvendo caixas de papelão; na Natura, que ele chama de "minha escola", trabalhou com plástico, vidro e metal; no Boticário seguiu na mesma área de desenvolvimento de embalagens.
Por que Maurício Carmim Filho criou o canal PEC Talk?
Ele criou o canal um ano antes da pandemia, sem relação com a Covid, com o objetivo de reunir conteúdo didático sobre todos os tipos de embalagem — vidro, plástico, papel, metal — para profissionais do setor e curiosos do assunto.
É verdade que já foi encontrado microplástico no corpo humano?
Um estudo de 2024 identificou polietileno em amostras humanas, mas segundo Maurício Carmim Filho uma reavaliação publicada pelo The Guardian em 2026 mostrou que o método usado confundiu gordura com polietileno, colocando em dúvida o resultado original.
É verdade que ingerimos o equivalente a um cartão de crédito de microplástico por semana?
Segundo Maurício Carmim Filho, essa é uma estimativa divulgada pela WWF sem base científica sólida — ele argumenta que, se fosse verdade, já teria "ingerido" milhares de cartões de crédito ao longo da vida.
Por que as bolsas de soro hospitalares ainda são feitas de PVC?
Porque o PVC oferece a flexibilidade e a segurança necessárias para uso médico. Maurício Carmim Filho contesta o medo do ftalato no PVC hospitalar: segundo ele, se fosse tão nocivo quanto se diz, pacientes internados por meses usando bolsas de soro e hemodiálise estariam desenvolvendo câncer em massa, o que não acontece.
Por que o policarbonato foi retirado das mamadeiras?
Porque esse plástico pode liberar bisfenol quando aquecido acima do seu ponto de amolecimento, cerca de 160°C — o que acontecia quando mamadeiras eram esquecidas em banho-maria. Depois disso, a indústria passou a fabricar mamadeiras em polipropileno, que não carrega bisfenol.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: o que Sharp, Natura e Boticário ensinaram

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje o PodPlástico recebe um cara que atua onde a nossa cadeia se encontra. Enquanto eu falo de economia circular de ponta a ponta do catador, da cooperativa, do reciclador até quem fabrica a máquina e transforma tudo isso, ele fala da embalagem que chega na mão do consumidor e dá sentido a toda da essa cadeia. Mas, mais que isso, ele está ajudando a construir um dos eventos mais ambiciosos que o setor de embalagem já viu no Brasil. Maurício Caminfilho, formado em desenho industrial, mais de 35 anos de experiência, fundador do canal PEC Talk, um dos responsáveis pelo o meeting em Balamundi, 2026. Seja muito bem-vindo e por favor, Maurício, se apresenta aí pro pessoal.

[0:57]Rui, é um prazer enorme estar aqui. Conhecendo pela primeira vez, visto que eu só o conheço digitalmente, né, Rui? O convidei para esse evento em Balamundi também. É sempre um prazer estar falando de embalagem, porque quando a gente fala de embalagens, nós nós falamos de pessoas, e esse é o nosso público, as pessoas, edugar as pessoas, que é o conceito de embalar o mundo, e é o sangue da sua veia, você que presta um serviço fantástico educando as crianças, retirando rótulos, né, rótulos de que o plástico, por exemplo, é um vilão do meio ambiente, quando não é, e como nós já conversamos aqui no making of, não existe o melhor material para embalagem, todos são importantes, 1, com a sua responsabilidade e a sua aplicação. Eu estou aqui, espero contribuir para o seu podcast, podcast PodPlástico, e é sempre um prazer estar falando com você, principalmente agora que eu estou te conhecendo. Ah, muito bom, também, um prazer enorme. E você já trabalhou na Sharp, na Natura, no Boticário, são três universos completamente diferentes, eletrônico, cosmético natural, perfumaria, beleza? O que cada uma dessas empresas te ensinou que as outras não podiam te ensinar? Olha, eu comecei a trabalhar com embalagem, mas eu vou contar um pouquinho da minha história, né? Eu sou formadeza industrial, fiz isso aí na universidade de Guarulhos, também fiz comunicação visual, mas o meu forte mesmo é a parte de projeto de produto, né? Como designer e e também, ao mesmo tempo, como designer, eu também desenvolvo muito a minha parte técnica, porque não adianta você viajar, viajar quando você aterrisa, é enviável o projeto, a gente tem que fazer as coisas viáveis para que elas sejam produzidas em escala, e atender o consumidor final e sermos o protagonista nesse processo todo criativo, tanto é que e essa é a nossa luta, Rui, você também, é fazer no meu caso, que eu brigo muito, é fazer o profissional de embalagem, tanto o técnico como o designer, como qualquer profissional que lide e desenvolva embalagem ser o protagonista nessa história toda, porque muitas vezes esse profissional, ele é absorvido, envolvido, engolido por um processo e ele deixa de ser aquele designer que pensa no consumidor final, que pensa numa estratégia de lançamento, porque ele tem muito conhecimento para isso, e ele fica a desejar, ele poderia produzir muito mais. Mas com essas empresas que você falou a Sharp, o Natura e o Boticário, que foram as três maiores que eu trabalhei, eu comecei na área de papelão na Sharp do Brasil, desenvolvendo balagens, que os produtos vinham praticamente a grande maioria vinham do Japão, a gente tinha que distribuir isso em caixas e especificas, porque os componentes sofiam poderiam se queimar pela estática, então tinha todo um condicionamento específico, foi aí que eu comecei a ingressar no mundo da embalagem com desenvolvendo caixas de papelão, né? E é muito interessante a parte de papelão também, aprendi muito e depois eu fui trabalhar na Natura, onde foi realmente a minha escola.

[4:18]Lá a gente trabalha com plástico, vidro, metal, materiais diversos, biomateriais, vidro, né, e lá que eu conheci, que eu comecei a aprender, que eu comecei a colocar a casa em ordem na partir de desenhos, né, porque não existia um departamento de embalagens, e o Sérgio Tolentino, o meu professor, se ele estiver me ouvindo, eu sempre reconheço, foi ele que me adicionou nesse universo, e foi com ele que eu aprendi muita coisa sobre embalagem, e até hoje a gente ainda leva bastante conversa, somos amigos até hoje, está no nosso grupo Pactoc, depois se colocar aqui embaixo o site do meu canal www.pactoc.com.br e do YouTube também que é meu canal, vocês vão conhecer que eu fiz lives com ele e depois da Natura foi para o Boticário, na mesma área, sempre trabalhando na área de desenvolvimento de embalagens que é o universo, a parte de é um universo assim, não existe um dia, igual o outro, não existe um projeto igual o outro, você vive constantemente em pura mutação.

[5:26]É o mais gostoso, e também o mais dinâmico, e o que te deixa com a adrenalina sempre tópio, é aí que você tem que ser um profissional, raiz desenvolver, conhecer, para discutir com seus fornecedores, as características daquele desenvolvimento, da cara de coração, das características daqueles que você tem, então, é uma reação de cor accuracy. CORAÇÃO, das características daquele material e o que você vai colocar dentro dessa embalagem, então é um universo muito rico em informação constante, você está sempre aprendendo, sempre, sempre, sempre, sempre, no existe monotonia nesse universo.

[5:59]E eu falo que hoje, né, o designer de produtos, ele é o cara praticamente, hoje, ele é o mais importante da cadeia, porque da mão dele, o cérebro dele, vai definir se aquela embalagem é circular ou não. Exatamente. Começa aí, Rui. Vai começar nele. Começa nele. Então, a gente brinca sempre que o cara não pode ser mais designer. Ele tem que ser eco-designer com a entrada da economia circular, né? E que é uma atribuição que é muito apontada pelo Lincoln Seragini. Ele fala muito sobre eco-designer. Então, quando a gente projeta uma embalagem, a gente já tem que estar pensando lá na frente. Que a gente pensa isso hoje, né? Quando vinha a economia e linear, ninguém pensava. Não, nem pensava. Eu confesso a vocês que lá atrás, na década de 90, a gente já pensava nisso na natura. Não estou fazendo merchanal, só estou falando da realidade. A gente desenvolvia já os refis pensando na ecologia, não era esse termo de circularidade, economia circular, nada disso. A gente pensava na ecologia, que esses refis estariam sendo reciclados posteriormente, mas estaríamos impactando e menos o ambiente, como a outra embalagem, porque não existia tanta reciclagem.

[7:19]Na natura eu usava um perfume que chamava Senorene. Ah, mas eu... O Senorene eu entrei na natura, olha só como foi gratado, um belo dia eu recebo uma ligação e era uma menina que atendeu da natura, minha mãe falou, mas eu não comprei nada na na Natura, né? É, não sei o que, eu gostava muito do Senhor Enem, e quem me indicou, eu conheci o Senhor Enem através desse meu amigo que tá aqui, ele usava o Senhor Enem, uma vez eu usei o Senhor Enem e comecei a usar o Senhor Enem na Natura, que ele também tinha aquele...

[7:52]Tinha um refil, que era de partido, era de polipropileno, é, é, é verdinho e escuro, é, ele era escuro fora e o refil, polipropileno natural interno, e já tinha um refil, né, então, ele já se preocupava com esse... Aquele refil era só jogar e moer e fazer outro. Era polietileno de baixa ou de alta, transnústia sem cor, era mais fácil ainda. Era moer ou valeu. Moer ou valeu, moer ou valeu, né?

8:19Como nasceu o canal PEC Talk, em 2018

[8:19]Então. E aí me chega lá em 2018, você desci de criar o Pactalk. Depois de mais de 30 anos dentro das maiores empresas do país, você você poderia ter simplesmente se aposentado bem porque YouTube, porque o canal, o que fez achar que faltava essa voz no mercado? Olha, o canal surgiu assim um ano antes da pandemia, eu não estava pensando em pandemia e nem fiz o canal por conta da pandemia, eu fiz o canal justamente para ser lembrado e tudo precisa ser visto. Eu sempre trabalhei com representação, ainda trabalho, eu represento uma empresa de prototipagem rápida, a Fast Parts, lá em Santa Catarina, em Joinville, e eu tinha a intenção de divulgar o mundo da embalagem, tanto é que o slogan é, tudo sobre todas as embalagens, não tem tudo ainda porque é infindável o campo de embalagem, você e vai sempre adicionando a informação ali. E a minha ideia era fazer vídeo sobre processo de fabricação.

[9:29]Eu comecei, inclusive, com o Itom do Brasil, foi a minha primeira matéria. Na verdade, antes dela, foi um evento que ocorreu em São Paulo, onde se falava sobre cosmética, proteção solar, e o Alberto Cage, eu devia isso a ele, ele me convidou para falar um pouco sobre embalagem. e foi ali, nesse primeiro evento, foi aqui em São Paulo, ali na Avenida Angélica, um sindicato que tem ali, foi o evento, foi ali e ali eu reencontrei antigos amigos que eu só tinha contato na época da natura, que foi o Lincoln Seragini, né, eu falei, puxa, vou dar uma palestra junto com o Top, né, o Papa das Embalagens, e ali nasceu o canal e depois a primeira matéria que eu fiz foi com o Itubu Brazil, falando sobre todo o processo de fabricação de vidros, que é fantástico.

[10:20]Vida é uma das matérias primas que mais me chamam atenção pelo processo Fabril, pela incandescência, porque lá você usa os quatro materiais da natureza, água, fogo, ar e outra terra, a areia vem da terra, o ar para queimar, o fogo e água. porquê? Porque borrifa-se água constantemente na saída da alimentação do forno para não ficar no ar, né? As partículas, então, se joga, é borrifado do ar ali para ela cair com mais constância e não contaminar. Então, o vidro é para mim a matéria prima mais bonita de se ver a produção. Não estou falando que é a melhor, que é a mais bonita, né?

[11:06]é incandescente. O cara é um artesão. Eu tenho duas matérias no meu canal, uma da Whitton e uma de fabricação de vidro artesanal. Você sabe que eu acho muito, eu gosto de, eu sou um cara que eu gosto de todos os materiais, tá, cada um no seu quadrado. Aqui nós estamos usando uma caneca de cerâmica, nós temos uma garrafa de plástico, enfim, então eu acho que aqui tem metal. Tem metal. Então nós temos todos os materiais aqui, todos os materiales se complementam. O que eu acho que tá faltando são os fabricantes de materiais entrarem em um acordo. Esse é o acordo. Porque é o seguinte, não adianta os caras pagar a lobby lá em Brasília pra querer banir o plástico, porque o plástico não vai conseguir banir. E tem que acabar esse lobby e acabar essa briga. Porque enquanto essa briga permanecer, o papel vai falar mal do plástico, o plástico vai falar mal do papel, o ferro vai falar mal do alumínio, o alumínio vai falar mal do ferro.

[12:05]e por aí vai a cadeia, um vai falar mal do outro e o consumidor fica perdido, não sabendo o que fazer com tantas invernades circulando aí nas redes sociais. Isso vem bastante, né? Vem, vem aos rodos. Aos rodos, aos rodos. E aí, hoje o PEC Talk é um canal de consultoria, comunidade, concurso, quando alguém te pergunta o que é o PEC Talk, o que que você responde? Ninguém fez essa pergunta ainda, né?

[12:35]mas o PEC Talk é um canal que tem como objetivo é guardar informações para que elas sejam utilizadas como fundo didático, né, porque esse é a premissa, né, ela tem o fundo didático como você tem o Soul do Plástico, eu tenho meu canal, a importância dele é servir de base para informação para os profissionais de embalagens, para os profissionais que vão ingressar no mercado, para aqueles Curiosos, porque Vidraria é um dos vídeos que mais deu hipope de visualização, porque é muito curioso, lá também tem sobcerâmica, tem vacunform, que é o segmento que você também trabalha, tem metal, tem uma empresa de latas, eu estou tentando abordar todos os materiais e mais amiúdea ainda, eu estou para fazer uma matéria sobre uma embalagem extremamente ANTIGA, ANTIGA, ANTIGA, que os nossos ancestrais italianos, que você tem origem italiana, é japonês?

[13:35]Ah, então, mas provavelmente também tem, é a fabricação de embutidos, os meus avós, bisavós, eles faziam embutidos que era um salame, uma mortadela, sabe, embutido em que tipo de embalagem? Tripa, a própria tripa do porco que eles cortavam, ou FASIL, eu faço charcutaria. Você faz? Então, hoje você encontra a embalagem feita em, acho que é material... Você tem um sintético e você tem a tripa de porco.

[14:12]Você usa a tripa. Então, eu vou fazer ainda uma matéria sobre esse tipo de embalagem. Como é feito o processo? É uma embalagem? Não deixa de ser, né? Muitas vezes a gente esquece disso. Então, eu busco, assim, trazer para o meu canal informações decinível, a última quinta-feira eu falei sobre educação, é uma questão muito importante que o Rui também tem muito cuidado com isso e dá muito importante, se temos que dar mesmo, porque ele precisa educar, nós precisamos educar o povo de que não existe o melhor material ou o pior material, ou então rotular certos materiais como o plástico, é muito vulgarmente rotulado, existe muito cientificismo sobre isso, pessoas que não conhecem em falo mal do plástico sem ter base capacidade para falar sobre ele. Então, esse é uma das metas do meu canal também, deixar as coisas claras, informar com verdade sem grimoche, né?

15:08Por que não existe "o melhor material" de embalagem

[15:08]É, o grande problema hoje são pessoas que estão trabalhando, o nosso maior problema hoje no mercado do plástico, ele está sofrendo muito, apanhando muito porque tem Nung, com bandeira fincada em Brasília, e isso pega, porque quando você vai com uma narrativa que você gasta muitos milhões de reais para aquela narrativa e placar, ela quase que implaca se não tem a gente para defender, então tem o meu canal, tem o teu, tem o do Junior, tem outros, da TalkPlast, tem o Ricardo Cruzioal também, a gente tem um monte de amigos que se conecta e a gente fala sobre, porque todo mundo trabalha com embalagem, existe coisa melhor pra carregar escovas de dente do que caixa de papel, você já viu? Como é que você vai acondicionar pra fazer a cubagem no caminhão?

[16:00]Não tem como. Você tem que pôr em caixa de papel, então a caixa de papel ela serve, mas agora você pegar um salame e colocar direto numa caixa de papel, você não pode. Não pode, não dá nem pra processar o salame. Você não pode, então você tem uma embalagem plástica, hoje você tem carne, por exemplo, e chega a durar dois anos na gôndola do supermercado, porque ela tá lá dentro de uma embalagem plástica que foi própria para aquilo, isso possibilitou as classes CDE a consumir mais proteína porque aquilo foi produzido de larga escala e tá lá assim como o chocolate, assim como os doces, assim como muitos outros produtos, assim como a lata conserva muitos outros produtos também.

[16:43]Remédio. pergúrio, então você tem, cada aplicação, é uma aplicação diferente, é um produto diferente. Um vidro de perfume, puta, é chiquérrimo, um vidro de perfume em vidro, em plástico ele já não fica com a mesma forma. Pede o glamour, né? É, ele realmente perde. Perde, perde. Assim, tem perfume que você pode fazer no plástico, tranquilo, ou sem orene que a gente usava, pô, era legal pra caramba aquilo lá no plástico, só que você vai, por exemplo, uma pessoa vai comprar um chanel, é vidro. É, do senhor N, ele era viável para o desodorante, agora o perfume era em vidro, era em vidro, então eu lembro que eu projeitei esse frasco, então, então você vai para pegadas, tomadas de coisas diferentes, você vai fazer um computador de ferro, não dá, você vai dar curto no circuito, vai estampar ele alumínio, não dá, aí dá um choque, né, então essa narrativa que ela é muito ruim e quando a gente fala de micro, é que eles falam microplástico com a maior falta de sobriedade do mundo, a maior falta de conhecimento do mundo, fala você aspira, você gere microplástico, não é micro amigo, é nano, você não enxerga.

[17:55]Não dá pra enxergar. Aí é nano, então só que você tem nano partículas de terra, você tem nano partículas de aço, você tem nano partículas de cimento, que é o que mais polui, você tem nano nanopartícula de tecido, que tem bastante. Você tem nanopartícula de tudo que você está refém disso todo dia e dia todo. Então, como que você separa uma nanopartícula e fala essa nana é plástico e esse plástico é um policarbonato? Como é que o cara faz isso? O cara não consegue fazer. Então, todos os estudos que tem abertos, existem vários estudos abertos, nenhum que tenha conclusão e seja totalmente aceito pela e comunidade científica. Então a gente fala de plástico com a maior segurança do mundo.

[18:41]A gente tem Cetea, a gente tem Itaú, a gente tem Anvisa, a gente tem profissionais extremamente capacitados, são profissionais assim que eu entrevistei a dona Helena aqui, cara que fantástico, uma pessoa cientista maravilhosa, que como é que você contesta isso? Você pega um cara da Visa, veio uma pessoa da Visa aqui, como é que você contesta aquilo o que a pessoa fala? Eles demoram meses, às vezes anos, para provar um produto. Aí vem o cara e fala, isso aí é, porque pagou, passou. Não é assim. É calcado, em estudo. É muito sério esse negócio. E daí vem. Eu até gostaria de esticar um pouquinho essa parte que você falou, que fica suspensa no ar. Se fica suspensa no ar, por exemplo, vamos esquecer e que existe o plástico. O que fica no ar hoje são coisas da natureza, terra, foligem, fumaça, polém, né? O que o granismo faz? Ele provavelmente já tem uma forma de se proteger, porque a gente tá aqui há muito tempo, então o granismo ele processa e deve, a gente gosta, a gente sua o nariz, então a nariz também, né? Ele tem o seu mecânico de como é que pode o nanoplastico ser não reconhecido por esse sistema e entrar, como eles dizem, na circulação sanguínea?

20:04O estudo que confundiu gordura com microplástico no corpo

[20:04]É impossível. Eu não sei. Você teve um estúdio... Eu estou falando do estúdio de Lego, né? Não, teve um estúdio de 2024 que cravou, que encontrou polietileno no nosso organismo interno, no nosso organismo. Ele cravou o que encontrou. E aí, agora em 2026, a The Guardian, no começo do ano, eles fizeram um estudo que foi publicado na The Guardian, que o método de avaliação foi um método completamente errado, que confundiu gordura com polietileno.

[20:35]E aí veio a outra pergunta, nós só ingerimos polietileno porque? Se o que mais nós consumimos hoje é PET, polipropileno, e não tinha nada disso, só tinha um polietileno. e aí foi ver que foi um processo de pirólise que foi feito e confundiu a gordura com polietileno. Então eles cravaram e descravaram. Isso acontece muito, por exemplo. A WWF fala que você ingere o equivalente a um cartão de crédito por semana em microplástico. Eu já teria gerido dois mil e duzentos e poucos cartão de crédito. Aí você pode cantar aquela musiquinha FANTASIC, é fantástico, homem de plástico, show da vida, pelo amor de Deus, né?

[21:17]Então, são coisas sensacionalistas assim, que é pra chamar a mesma atenção da pessoa, falar que uma garrafa dessa, por exemplo, de PET, que ela é uma garrafa que te traz aí, que ela tem bisfenol, que ela tem desruptor endócrino, que ela tem, não sei o que, que ela tem, cara, não tem nada disso, isso aqui é um PET, é um material monocamada, e isso aqui não tem nada, ela não tem esse tipo de aditivação, ela pode esfriar, esquentar no teu carro, ela não solta, amigo, partículas, ela foi testada, retestada, testada de novo, por várias certificadoras, pelo mundo todo, aí vem um idiota e fala que tem bisfinal aqui, só se ele passa o bisfinal na garrafa dele, mas aí cadão com a sua particularidade.

[22:02]É, as pessoas são lêguers, por isso que existem a necessidade de educar, elas acreditam e vão em frente, né? e só que o que você fala... Essa narrativa, né? O que você fala bom, ele não corre igual o que você fala ruim. Não, é mais fácil o mal marcar mais do que o correto, né? Se você tá passando um canal de televisão, tem um cara tirando no outro, no outro tem um alisando cabelo, você vai ver o do tiro. Exato, infelizmente assim. É assim que você fala. Ah, meu Deus do céu, a gente encorre em cada problema daí. E você, com toda essa experiência acumulada, Sharp, Natura, Boticário, e agora consultoria independente, você defende e o design eficaz equilibra os três pilares, estética, funcionalidade, experiência do consumidor.

[22:44]Na teoria, todo mundo concorda, na prática, qual desses três as empresas brasileiras mais ignoram? Olha, pelo tempo que eu trabalhei e pelo que eu observo, é difícil manter os três. A parte estética, tudo bem, até possível você fazer o que você imaginar, mas quando e tudo vai para a parte de reciclagem ou de economia circular, de meio ambiente. Muitas vezes eu acho que o marketing deveria estar mais unido nessa briga. O marketing tinha que estar junto com o desenvolvimento.

[23:22]Tem que estar junto com o desenvolvimento. Por isso que eu falo, o designer tem que ser protagonista. Não estou aqui criticando o marketing, que eu já trabalho muito com marketing, mas a gente percebe muitas vezes que o Martin passa por cima, né, todo um trabalho feito num projeto é limpo, clín, porque evitou aí um hot-stamp, porque evitou aí uma impressão desnecessária que vai encarecer, que vai dificultar a reciclagem ou por não ter usado uma tampa de um único digital, ela é composta de plásticos diferentes, enfim, é necessário uma integração das áreas, é como você falou, a gente precisa unir o produtor de embalagem de plástico, de vidro, de metal e de cartão, para que eles todos se entendam, porque todos são importantes, não tem o melhor, para que eles parem de brigar, né? E nenhum consegue atender o mercado inteiro. Não, Ninguém vai vencer o outro. Ninguém vai vencer. E fica essa guerra idiota. Encontre, eles poderiam estar trabalhando, vendendo, fazendo o seu marketing como a embalagem ideal para aquele produto. Aí evita-se fazer embalagens de produtos que não tem nada a ver com aquele. Então, a gente pode entrar até em decadência porque aquela embalagem foi feita com material que não deveria. Foi feita somente porque o marketing traduziu isso como um uma coisa interessante para o público. Mas, por isso que nós temos que trabalhar com o público, educá-lo para que ele entenda que, olha, eu não preciso de uma embalagem tão requintada, cheia de frufru, pode ser uma coisa mais simples, mais clean? Esse é o impacto que uma embalagem tem que dar para o consumidor. Um design arrojado, um design inteligente que ele tem que começar na prancheta, no briefing, o briefing já deve vir de ful, que ele vai ter que ser circular, que vai entrar numa cadeia de reciclagem, que deve se pensar em materiais para a utilização já reciclada, pós-consumo, inclusive, se for possível, para que esse projeto já nasça inteligente, que ele não precisa ser depois lapidado, de tal maneira que, ah não, vou querer e que volte, que tem aquele anel, que tem aquela pérola ali, ou seja, todo esse material ele deve ser passado por uma estratégia de briefing, ser bem pensado, o designer tem que ter a capacidade, senão ele não é um designer, né, ele tem que ter ali aquele espírito criativo, né, que impulsiona esse profissional, né, junto com a área técnica, ele também tem que entender, eu sou designer e também trabalhei na área técnica, então essa ASSAOSMOSI, esse sincronismo casado com marketing, todos os três, que vai fazer um projeto eficiente e que vai chegar na mão do consumidor, que vai ficar feliz, porque esse consumidor vai começar já tão pouco, ele já melhorou muito, mas tem muita gente que está falando do bobagem, então a nossa sina que é minha, tanto da do Rui aqui, é trabalhar para e clarear, fazer os horizontes ficarem mais claros, os fornecedores de matéria-prima e também de material acabado, que serem as embalagens, estarem entendendo o melhor, que não existe guerra. Muitos já estão assim, né, Rui? Eu acho que está melhorando, mas a gente ainda tem muito o que fazer. Então, é casar essas três pilares que você falou, de tal maneira que sai um projeto bonito, eficiente, que atende o consumidor, que atenda as expectativas e nativas do produto e que venda, porque tem que vender, se não vender, os três pilares caem.

27:15"Cada material no seu quadrado": o exemplo do talher

[27:15]Você quer ver uma coisa, vou te dar um exemplo, você em um restaurante chique, você vai comer com talher de plástico, não dá liga, você vai tomar água num copo de plástico, agora você vai para um presídio, você vai tomar no vidro, você vai ter um garfo e faca de aço, então é você tem uma coisa no seu lugar. Você deu um exemplo bem? É, é cada coisa no seu lugar. Eu acho que você, os materiais como a gente está falando, eles são importantes, cada um no seu quadrado. E você é eco-designer, você é eco-designer, eu tô na tua, eu tô indo pro seu time, porque eu acho que você é o protagonista do negócio, você tem que bater na mesa, que aquilo ali não é circular, quando vai criar o produto.

[28:05]certamente. Tem que bater, isso não é circular, vamos fazer um negócio circular. Ele tem que assumir, ele tem que ser protagonista dessa bandeira. Chama o cara da fábrica, isso aqui recicla, isso aqui, isso aqui com isso aqui, dá pra fazer alguma coisa, o que a gente vai fazer no final da cadeia, o marketing, vem em cada uma olhada, vamos mudar a forma pra ficar mais bonito e todo mundo entrar naquele sincronismo que eu sempre falo das empresas de cosmético, qual é o problema de uma uma empresa de cosmético ter um produto chamado de eco em material preto, porque eles fazem tantas cores, essas cores se encontram e transformam em preto e você faz um produto eco, isso não é lógico, você não está indo para um caminho lógico, então eles precisam entender essa lógica.

[28:53]Sim, e da mesma maneira, evitar pigmentar PET? PET não, inclusive o cor faz parte de um projeto inteligente, quando você pigmenta e, por exemplo, um PET, você vai estar se separando. Você manda ele pro preto. É, você manda ele pro preto, um PET rosa, um PET verde, então ele não tem valor de consumo e a reciclagem se torna deficiente para esse tipo de PET colorido, né? Aliás, Rui, queria ver com você uma coisa, não sei se faz parte de nosso bate-papo, mas com essa guerra que está EUA, Israel com Irã, o Golfo, o Canal do Ormus, sendo fechado, e tendo o corte de 20% fornecimento de petróleo, que seria utilizado para combustível e produção de plástico, como que fica, como você está vendo, agora sou eu que estou fazendo perguntas, invertir, como que você Você está vendo aí o fornecimento de material reciclado no mercado, porque a matéria prima-virgem está subindo o preço.

[29:58]Subiu e muito. É. Eu só não sei o percentual. O polipropileno e o polietileno, eles subiram bastante, já passa aí da casa dos 100%, passa e está faltando, você compra 100 oneladas, você recebe 50, então a gente já tem escassez de fornecimento de material. dos materiais reciclados, onde eles podem ser utilizados, eles estão sendo, a escala aumentou de reciclagem, está tendo uma demanda melhor, o preço melhorou no catador, melhorou na cooperativa, que é tudo que a gente briga, eu brigo muito por esses caras, eu quero que esses caras ganhem dinheiro, que eles não façam só a ação de rua, eu luto muito para que seja isentado, eu luto como posso com as minhas armas pra que seja isentada a parte de tributação desses caras, que eles são tributados, eu acho que é o maior sacanagem que tem, é tributar o catador, a cooperativa e o reciclador, eu acho que tinha que ser o contrário, quanto mais recicla, menos paga, e aí nós temos como fazer investimento em qualidade de material reciclado. Temos um amigo, por exemplo, aqui do DNA do plástico, poxa, eles fazem material reciclado, maravilhoso, o cara investiu naquilo, eles produzem muito material, nós temos outros amigos que fazem materiais provenientes de resíduo eletronico e tem muita gente falando muito abesteira ao reciclado, a reciclagem é uma mentira no Brasil, é mentira para quem não conhece, para quem é ignorante no assunto.

[31:37]o pessoal só pensa em latinha que recicla bastante, né, a latinha o catador quase não vê mais porque o cara ele amassa na casa dele ele mesmo vende ou a empregada a colaboradora da casa dele faz ela mesmo leva embora então a latinha pouco vai para a rua para o catador não sabia é o que vai para a rua para o catador e para a cooperativa quase não tem o que vai é plástico então é que nem eu entrevistei o bispo aqui da combate seletiva o bispo é um dos protagonistas em catação em sanpaulo Pousa dele foi fundadora da ANCAT, que hoje é Roberto, que tá com a ANCAT, que tá lá fazendo fazendo o politicágenar no governo para abandonimento de plástico também.

[32:19]E o fomento dos catadores, ele chega até 90% da renda, proveniente de materiais plásticos. Nossa. Porque se cata muito papel, só que o papel molhado paga 15 centavos, o papel seco, limpo, paga 30 centavos, o plástico, cê tá ali na casa de 1 a 3, então pra eles o valor maior ainda é o material plástico, latinha que era o bom pra ele, o ótimo é latinha, a latinha discutivelmente, nós chegamos a volumes de reciclagem altíssimos, tamo aí em 97, 98 por exemplo, é reciclado, então todo mundo quer, inclusive quem usa latinha, a pessoa que trabalha na casa de quem usou a latina ir embora ou a própria pessoa leva pra vender essa latina, então ela acaba não passando na mão do catador. Então, quando a gente fala de coisa, de que as pessoas trabalham para o banimento, é que elas são completamente desconhecedoras do tema reciclagem. Eu fiz um react que sai essa semana falando do reciclaçampa. O reciclaçampa foi uma organização que foi montada teoricamente para reciclagem, para ensinar catador, ensinar colete seletiva, e eles estão indo para o caminho enviesado das ONGs de banimento de materiais. Então, no meu ponto de vista, não deveria se chamar reciclaçampa, deveria se chamar Baneçampa, porque você vai tirar o fomento do cara embalagem de uso único, Maurício, o que é o uso único? Você comprou uma camiseta, você tirou ela do saquinho, o saquinho é o uso único, aí você pega o saquinho, tem um cara ali no pari, que ele compra todos os saquinhos de todas as lojas do pari, ele movimenta 300 toneladas de plástico por mês, e é um espaço pequeno, eu fui lá conversar com ele, só que os catadores não quiserem gravar, os catadores ficam meio, né, eu morei no pari, então, mas o cara pega 300 toneladas de material todo mês. O cara que fala que reciclagem é uma mentira, ele não conhece isso. Ele não olha dentro da carroça do carroceiro, ele não visita uma cooperativa. Então, são coisas assim que a gente sabe que dá certo, a gente sabe que funciona e a gente sabe que precisa de educação. Só que em vez do cara ficar investindo em banimento, investindo INFALAMAL, você tem ONG que ganha 60 milhões por mês pra falar mal de produto, porque que ela não pega esse dinheiro e investe em educação, investe na base, por exemplo, Curitiba, onde você mora, tem uma história que eu vi de um amigo que contou, que o cara tava andando na rua e catou um papel de bala e jogou no chão, a criança que vinha atrás pegou, bateu nas costas do cara e falou, o senhor deixou cair, isso ele aprendeu na escola, falou que o cara ficou com uma cara de bunda, foi vergonhadíssimo né, e aí o que que essa criança fez, ela educou o cara, com certeza, e isso que você faz, é trabalhar na base, em vez de gastar dinheiro em banimento, poxa, vamos trabalhar na educação, você lembra a década de 80, Maurício, o pneu, fala do pneu, como o pneu foi criticado, nossa e ainda não é, não sei porque eu peço, hoje o pneu você tira tudo dele, o pneu hoje você tira nego de fumo, você tira óleo, faz asfalto, você tira material para fazer asfalto, usarames, você directo, você faz, hoje o pneu você tem um processo que você ocupa todo ele, agora eu burrão pra caramba, pletamente idiota, parou de gastar pneu no asfalto?

[36:03]Não. Acho que aumentou o volume, né? Com certeza, aumentou a frota. Então tá, e alguém quer andar pé? Não. Então, só mudou a narrativa para a outra? É, é a narrativa que acontece, em todos desses, esses que vão contra, né, eles batem numa narrativa, as pessoas leigas acreditam e defendem uma narrativa sem ter base e é justamente aí que a gente tem que atacar.

[36:25]Antigamente, se andar com uma raposa pendurada no peixe de poço, uma estola, era chiquérrimo, né? Hoje? Hoje, se não fosse o sintético, tava matando o bicho ainda. Tava matando o bicho ainda. Então, aí a gente vai. Você falou alguma coisa aqui, ele tem uns materiais aqui, muito interessante, que ABRAMPA, EMBANEWS, SENAI, ABIMAQ, e era, se fazia assim antigamente. Fazia isso, pente, pizilha. Esse pente aqui, esse não.

[37:22]É o plástico, põe do lado. Esse é plástico, é a mesma coisa. A característica. Que chama pente casco de tartaruga. Que chama pente casco de tartaruga. Esse é feito de casco de tartaruga. Era feito também a armação de óculos. Também. Ainda tem óculos com efeito de casco de tartaruga, mas é feito de mas é feito e é vendido como é vendido como né ele é conhecido como o óculos caso tá tá outro outra coisa interessante que ele tem aqui ó é isso aqui isso aqui é um marfim um um como é binóculo binóculos né feito de marfim marfim é o dente do elefante né e isso aqui gente parece que é marfim mas isso aqui é baquelite né o polopás não me lembro baquelite baquelite o baquelite e foi criado para substituar o marfim, que matava-se elefante para fazer isso. Ainda tem um controle rigoroso na África para que eles não sejam assassinados, estintos, né?

38:21Do marfim ao baquelite: como o plástico salvou espécies

[38:21]Mas por que teve o substituto? Porque teve o substituto em plástico, da mesma forma que o pente. Tem mais coisa aqui que eu quero mostrar. Olha aqui, ó, quantas vezes eu tomei injeção nesse tipo de seringa, meu pai, os mais antigos, é uma seringa, seringa de vidro, o âmbulo, ele sofre uma foscação para dar o atrito adequado e era aplicado, né? Essa agulha aqui nunca foi descartável, ela era fervida junto com todo o componente esterilizado e se usava até quebrar, né? E assim, hoje não. E você acredita que era esterilizado corretamente? Nunca. Nunca, né? O que ficava dentro e tudo do caninho. Mas isso aí, isso aí, ele sumiu mesmo da prateleira por conta do HIV, né?

[39:08]Ah, então, HIV quando veio, né? E hoje nós temos a seringa descartável com êmbulo, tudo é descartável, né? Vai para o lixo especial, né? Mas é lixo. Aí é lixo. O único lixo plástico que tem é o lixo hospitalar. Então, ela veio para substituir. Usa o único. Usa o único. oitocina aqui é fundamental para a saúde, né? Fora as ampolas de remédio, tudo, né?

[39:32]Bolsa de soro, então. A bolsa de soro é PVC. A bolsa de soro é PVC. Até hoje, né? Ela é PVC e todo mundo fala que você tem problema de contaminação com fitalato, que todo o PVC tem fitalato, mas não é todo o PVC que tem fitalato. Ah, então? Mas fala que você tem contaminação por fitalato, e seja pessoa uma pessoa que internada por dois, três meses, ou mais, ou trabalha com bolsa, ou faz hemodiais com bolsa de sangue, essa pessoa então nem tratava, porque ela ia pegar um câncer por causa do fitalato.

[40:04]Com certeza. Então são narrativas, que elas são muito fáceis de ser combatidas. Quebrada, derrubadas, porque só a área de medicina já derruba, todas. Entra numa sala de cirurgia, fala só, pera-se, tirar o plástico, só fica você pelado lá, mais nada. vai morrer, o remédio já vem com a tampa de butadieno, aquele plástico, a borracha, que é o material plástico também, é um termofixo, o vidro, que tem que ser vidro, olha aqui, ele vem numa embalagem a dessa, com as ampolas, a pola é de vidro, ela é de uso único, vá conforme, PET, agora tudo é PET, então não tem como, o plástico, aliás, Mas se tirar o plástico da vida da gente, nós voltamos à idade da pedra, não tem como, eu não estaria usando essa roupa, você estaria espelado, sem celulares, sem óculos, ah, eu não tenho certeza, as obturações do dente, aí entra, eu vou entrar num negócio delicado e se você mastigue aqueles microplásticos, você sabe que é um de mais tem bisphenol NÃO. Em obturação de dente. Ah, não acredito, é verdade? Só que é o seguinte, agora vou explicar do jeito certo. Se você entrar em qualquer composição de correção dentária, tem muito bisfenol. Só que o bisfenol está dentro de uma cadeira e está encapsulado. É como ele é no plástico. O plástico, por que veio a história do bisfenol? Porque antigamente, na década de 80, mais ou menos, tinha as mamadeiras fabricadas em policarbonato. Lembro, e o policarbonato, ele carrega bisfenol, em alguns casos ele carrega bisfenol, em quase todos os casos o policarbonato carrega bisfenol. Então, a pessoa que estava em casa, que ia aquecer mamadeira, nós não tínhamos microondas, tá pessoal? Então era banho-maria, punha CANECA, punha nela dentro do banho maria, aí ia fazer outra coisa, esquecia, acabava a água e a mamadeira dava uma deformada, quando você passa do ponto vícate do policabonato, que é ali 160 graus mais ou menos, ele abre e libera, mas ele libera, é uma proporção que é um traço que você pode tomar duzentas vidas tua que não vai dar nada, mas libera bisphenol, liberou, liberou, liberou, ponto, acabou, liberou, então acabou o que fizeram? Tiraram as mamadeiras de policarbonato e passaram a ter mamadeiras em polipropileno, aí resolveu problema de policarbonato em alimento, hoje você só contrae um policarbonato se você comer dentro de um farol de carro esquentado a mais de 160 graus, o seu prato for um farol de carro, a mais de 160 graus você come e gere o bisphenol. Então o PET não tem bisphenol, ele não carrega os fenol, o PE não tem bisphenol, PEAD, PEAB, e por aí vai. E é o que o pessoal vem falando, essas mídias. Desruptores endócreas, e aquele monte de bobagem que você deixar no cais, quentais friar, que vai liberar microplástico, gente mentira, garrafa de vidro, tem muito MAIS microplástico, dedo de plástico, porque quando você abre a tampinha, a pigmentação é PET, e o PET cai lá dentro, mesmo que você não veja, não é micro, é nano, você pode tomar um milhão de garrafa que não vai te dar nada, o plástico do jeito que ele entra, ele sai, ele não vai aderindo nas paredes, é tanta loucura, então a gente entra num tema que é, putz, é para fazer uma live só disso. Só, só inteira, e se deixar eu falo dois anos. É que o assunto é interessante. Eu gosto muito desse assunto. Eu também. E lá no seu canal você tem um quadro que eu adoro, que é o Causos e Cases. É muito legal. Eu quero um caos ao vivo agora, que já aconteceu de você, se você já reprovou uma embalagem TECNICAMENTE PERFEITA por falha no design, ou ao contrário, uma embalagem visualmente feia que vende horrores?

44:28O causo do estojo de Dia das Mães que quase não saiu

[44:28]Ó, o Rui não me falou nada das perguntas que ele ia fazer. Deixa eu voltar aqui ao que vier na minha cabeça, porque eu já fiz alguns causos e queizes lá no meu canal, em alguns eu participei que foi da linha Mamãe Bebe, né, mas não eu vou falar desse aqui porque já tá lá, aconteceu uma vez no boticário, quando eu trabalhei no boticário, eu trabalhei muito com datas comemorativas, datas comemorativas são basicamente as mais importantes, natal, dia das mães, dia dos pais, às vezes dia da secretária, dia dos namorados, e, às vezes, as secretárias são cinco, mais ou menos, e eu me lembro que, uma vez, em datas comemorativa de Adidas Mães, isso foi, em vágoa conforme, o segmento que se atua.

[45:24]Tem a linha, acho que era a linha li-li, li-li-essense do boticário, era um estojo que continha sabonete, o perfume e mais um íntica, não me lembro agora. Então, como é que que eu trabalhava, né, e assim que acho que todo mundo ainda trabalha, você desenvolve, você faz as disposições dos itens dentro do estojo, de uma maneira que o vá conforme venha a sustentar o peso, as distribuição para que a embalagem que é uma caixa, né, ela não fique pendendo mais um lado do que do, tudo isso gente, é importante saber porque isso faz parte do design inteligente, né, do eco design também, então quando ou você contempla que o peso é distribuído de uma maneira melhor, você vai ter uma queda na parte de rasuras, porque vai pesar mais um lado e esse estojo vai ter mais atrito de um lado, o PET, o peso pode romper mais desse lado porque o peso não foi bem distribuído.

[46:27]Então tudo isso tem que pensar, inclusive quando a caixinha, o estojo, chica na prateleira, meio que de pé, você tem que lembrar que esse projeto vai ficar de pé e você tem que fazer com que a estrutura desse berço tenha nervuras suficiente para mantê-lo de pé inclinado e que ele não venha a cair, então é uma logística que você tem que pensar no projeto, no processo de criação, né? Então eu me lembro que nesse estojo, isso não saiu, foi corrigido para não acontecer. O que que aconteceu? Eu ia sempre fazer aprovação em máquina, lá em Santa Catarina, que eu adorava ir para lá, e fiz aprovação, mas não sei o que aconteceu. Na entrega, algumas cavidades, certas cavidades de certos moldes, elas não vieram completamente termoformada. O que que acontecia? Viveram malformada. A embalagem, ela encaixava ali na cavidade, mas ela porém, o clíque não da para mudar a data do Dia das Mães. Não dá tempo de fazer de novo.

[47:41]Aí você vai ver. Aí entra a expertise. O que eu desenvolvi? Esse perfume tinha BESCOS, no layout do frasco. E como ele não encaixava direitinho assim, e por fita do plafaste, na linha de montagem é uma coisa de louco, não dá, não tem condição, porque aquilo é, né, é uma linha com várias pessoas, comprida, vem um insumo daqui, vem o cartucho, o cartucho é aberto, né, estou já aberto, depois é aplicado o vá conforme, depois vem a pessoa que põe o sabonete, vem a outra que põe o perfume, VELT, e assim vai, né? E quando vinha nessa pessoa, tinha que ter click, o que eu fiz foi o seguinte, a primeira empresa que fez o vá conforme, eles cortaram tiras do PET sem deformar ainda, um pouquinho mais fino, fizemos uma impressão com aqueles mesmos arabescos e bateu dois vincos, então ficou mais ou menos isso, atira, atira ficou assim, assim, assim e assim, então você põe ela dentro da cavidade, põe um produto e puxava o produto por aqui, aquilo pareceu um acessório, então ficou mais bonito do que era pra ver, então esse é um 15 que eu posso estar contando, então é nesses momentos que aperta que a gente trabalha na emoção, na adrenalina que e as ideias aparecem e que você, com o seu conhecimento, inclusive interessante aqui falar sobre a, né, é nesse momento que o conhecimento do profissional de embalagem, que tem interesse em conhecer e aprofundar-se nessa área, né, que é isso que a gente quer, né, ele vai ter informações, né, conhecimento para você utilizar no momento de crise, né, e também são esses profissionais que não criaram os maiores promptes para você conseguir um retorno assertivo, mais detalhado quando você solicita para IAA.

[49:55]Nós temos uma nova IAA aí agora, né? Ah, do Fábio Mestrin, né? O Fábio Mestrin está desenvolvendo uma IAA especificamente para a área de embalagem. E ele está pedindo para carregar dados lá. para carregar dados lá para ela ficar cada vez mais atualizada, com um banco de dados cada vez maior para que ela dê um resposta cada vez melhor. A gente depois pode pôr aqui, eu põe, depois eu põe o link dele, para dar um retorno para ele, porque ele é um batalhador, ele é outro.

[50:27]Ele me mandou, eu achei interessantíssimo. Aliás, ele vai estar recebendo lá o troféu de gente que conecta. Ai que legal. e já fala pra gente aproveitando do seu troféu aí que você acabou de ganhar um prêmio é o jeito que conecta também né foi assim inusitado pra mim né porque o clóvis castanho da flex eu esqueci o nome da empresa mas depois a gente vê aqui ele me entrou em contato eu até fiz a última lábio foi com ele também como agradecimento e com importância e a preocupação que ele tem com a formação de gráficos, Rui, ele está preocupado que aqui, daqui até 2030, daqui a pouco tempo, não vai ter mais gráficos capacitados para trabalhar a indústria de impressão.

[51:16]Acredito. Porque não estão se formando pessoas nessa área. Acredito. E está ficando, cada vez, as pessoas vão se aposentar em breve, não vai ter gente para substituir. E aí, não vai fazer o serviço dessas pessoas? Não, não vai. sim, ter profissionais, e ele está com gap aí de preocupação para fomentar como é legal trabalhar numa indústria gráfica, e é, é um mundo muito, você já deve conhecer, é muito interessante, é muito bacana, né, como todas as empresas de fabricação de barragem são bacana, VACONFORME também é super legal, tem o material lá de VACONFORME também no meu canal, enfim, gráfica também, então é uma das preocupações, porque os profissionais e essa juventude hoje não estão preocupados, não estão entendendo e ele diz até que faltou marketing na área de gráfica para puxar a luna. Tem todas, todas as áreas. Todas as áreas, né? Então, é o que a gente precisa fazer.

52:08O novo curso de termoformagem do SENAI, com máquinas da MTF

[52:08]A nossa educação, ela deixou de ser prioritária já faz muito tempo e a gente está sofrendo de ser reflexo agora. então que nem aqui, em Mariporã, nós estamos abrindo agora no segundo semestre, no SENAI de Terra Preta, o primeiro curso de termoformagem inline que eu conheço, eu acho que é do mundo, das Américas eu tenho certeza. Como que é esse curso? Eu doei dois equipamentos.

[52:36]Inline? É a termoformagem linha. Ah tá, tá. Então o que que vai ter? Vai ter uma vá conforme de corrente para o cara entender a conformação do material. material, porque no vácuo você consegue enxergar, dar tempo de você ver a conformação, como o material chega, o que que acontece, onde dá a ruga, por que que deu a ruga, como você ira a ruga. Se cristalizou o PET, o calor.

[52:57]É, no vácuo conforme dá tempo, aí quando você vai para o segundo estágio daquilo, que é a termoformagem por pressão positiva, aí é tudo encausurado, você não consegue ver. Então, se você não entendeu o processo do vácuo conforme, você não vai entender PD, como tira a ruga lá na frente. Então nós fizemos a primeira jogada agora, é a máquina de vacuumform, que já vai ser instalada agora, para ter o primeiro curso, e a segunda máquina, que é a máquina de purpressão positiva. Então é MTF doou essas duas máquinas para o SENAI, é o único SENAI que tem isso, e aí nós temos agora curso de polímero, nós vamos ou ter curso de injeção plástica, ou seja, terra preta aqui, mariporã, vai virar o polo plástico que era o mario amato.

[53:45]Ah, legal. Porque o mario amato virou faculdade. Sim. Então, aqui vai virar o polo plástico, já está virando. Tá. E está sendo muito interessante o que está acontecendo. Eu estou conseguindo parceiros para doar matéria-prima, para o SENAI poder processar em maior escala, para os alunos entenderem melhor. Aí aqui conecta com o Instituto Soul do Plástico.

[54:06]que a gente vai falar de sustentabilidade, economia circular, então a gente tá envolvendo a cadeia como um todo e passa obviamente pelo designer que vai ter que ter lá dentro de SENAI também. É, porque pra fazer o molde, você tem que saber os pontos negativos, senão você não tira a peça do molde, extração, ponto de... Então é um monte de coisa que tá acontecendo ao mesmo tempo, que tá levando para educação, para a gente conseguir sacar profissional para o setor do plástico, no meu caso.

[54:37]Encantar o profissional de tal maneira que ele se apaixone pelo mundo embalagem, porque é aquele bichinho que pica a gente. Sabe como chama esse inseto? Que pica a gente e a gente se apaixona para um embalagem? Pex Longo. Eu até fiz uma brincadeira uma vez, um pernilongo feito de embalagem, e depois eu te mando. Então vamos lá, isso é exatamente o mercado preciso ouvir. Eu que trabalho com a máquina que produz embalagem, às vezes recebo um projeto para termoformar e penso.

[55:09]Quem aprovou isso? Como é a sua relação com a indústria de máquinas, o designer, fabricante de equipamentos, se conversam o suficiente no Brasil? Olha, é o que eu tenho percebido que os fornecedores estão me falando, infelizmente, por isso que e a gente está começando no embalamento com o conceito de educação, inclusive você está lá, em dois quadros no painelista e nós estaremos lá como mediadores da parte de matéria-prima, a gente vem percebendo que os fornecedores estão encontrando dificuldade em entrar em contato com o técnico profissional do embalagem das empresas, que está bem defasado o nível de entendimento do técnico do fornecedor, ABRAMPA, ABRAMPA, EMBANEWS, SENAI, ABIMAQ, ABRAMPA, EMBANEWS, e balagens. Ele tem que entender para discutir numa aprovação em máquina, por exemplo, no desenvolvimento, que é o momento que o projeto tem um cronograma, quando ele começa e quando ele acaba. Dentro desse cronograma, vai ter momentos que você vai ter que visitar fornecedor de moldes, fornecedor de vacunfome, gráficas, desenvolver a parte de cartucharia, modelos.

[56:52]Basicamente, cartucharia não muda muito em termos de modelo, mas você tem que saber se a sua máquina era uma cartuchadeira automática e você tem que ter ali a especificação, detalhes de construtivos das alvas para que ela não trave no processo de... É, a magra é muito rápida. É rapidíssima, às vezes você não vê, mas geralmente as gráficas que trabalham para essa já têm isso, né?

[57:12]Mas quem não conhece pode fazer bobagens, né? No processo de montagem quando for manual, no processo de montagem de estúgio, por exemplo, já estudar o processo de montagem. o empilhamento de vá conforme, você tem que fazer um detalhe ali pra ele não, como a gente pode dizer, colapsar tanto, que você não consiga ter um do outro, né, dar um vácuo, blocar, né, então você tem que pensar nessas travas pra que isso seja fácil de retirar, como será acomodada dentro de uma caixa, o peso dessa caixa, é um universo enorme, né, então o que eu venho percebendo, e tanto é que eu também dou cursos, tá gente? Eu vou dar um curso agora no mês que vem sobre desenvolvimento em balaço de vidro para perfumaria, justamente para o público leigo e para o público que quer reciclar um pouco de conhecimento. Eu, Leandro, estaremos dando o Leandro hoje trabalhando boticário na área de perfumaria também. Nós vamos dar um curso em maio agora, online, e a visita, último dia, último dia não. Teremos as aulas, né? São 12 horas aula e depois vai ser agendado na Wheaton. Se você quiser conhecer a Wheaton, te convido por vocês juntos. Você vai ficar encantado com a Wheaton também.

[58:24]Adoro fábrica. Então, ele já vai, o meu amigo Vladimir. Então a última aula vai ser lá, vai ser quase que um dia todo, imersivo, vai ter uma palestra do Alberto Pidel, é um mestre, cedreiro, vai falar sobre as características, depois dentro desse processo tudo eles vamos conhecer todo processo de fabricação, desde a areia, a manipulação, a formulação, a areia que não vai só areia né, vai um monte de matéria-prima, e depois ela é levada ao fone e lá nós vamos ver os processos de sopro, prensado, soprado também, pra canecas, pra potes, e toda parte de produção depois de decoração. Então, finaliza o curso com uma visita na fábrica para ver todo o processo teórico que nós abordamos, de construção, de tolerância, de qualidade, de dimensionais, de decoração, depois eles vão ver na prática isso tudo. Então, tudo isso aí, gente, é para que os próximos profissionais, os profissionais atuais, eleve um pouco o conhecimento para que eles estejam no mesmo patamar, para que o fornecedor converse com o cliente da mesma maneira, porque às vezes o fornecedor pode ser mal interpretado, é melhor que ele não entenda, mesmo porque eu vou fazer o que eu quero, não é, é ruim para o fornecedor, porque ele vai ter que explicar para o cliente o que ele está fazendo ao passo que se ele já subesse, a conversa seria mais rápida e não perderia esse tempo em bobagem como se perde hoje.

[59:58]É, mas é verdade, eu acredito em todos os materiais que estão chegando, nós vamos ter muitas novidades de materiais, a única coisa que eu discordo do que está vindo, é material que bate com alimento, material que venha proveniente de alimento, eu sou contra, porque vamos falar em uma lógica, nós temos uma lógica no nosso governo que diz que um terço da população passa fome, aí você pega dióca, você pega soja, a cana nem tanto, porque a cana é mais um substrato lá, mas você pega soja para fazer plástico, acho que não dá certo, né? A gente tem o nosso amigo aí que acabou de falar com Alga, que é uma boa ideia, né? Aí já tá fora do alimento. Então, existem materiais assim, só que eu acho que eles precisam testar mais e mais modelos de negócio, e eu acho que vai dar muito bacana no que tá acontecendo, no que tá vindo, tá vindo uma mudança, a mudança ela vai chegar e a gente vai se adequar a ela e não vai ter jeito pra ficar mais sustentável, pra ficar melhor, a sustentabilidade eu vejo hoje como economia circular, eu também vejo assim, ela já tem que ser concebida pra entrar na economia circular e educar o povo para que ele faça isso acontecer também. E o Estado, né? Alimenta tanta gente, economia circular, é um negócio tão formidável, ela alimenta muita gente que não teria opção de emprego em outros lugares, mesmo porque nós não temos tantos empregos no Brasil, a gente não tem pessoas qualificadas para muitas coisas, vão ter muitas profissões que vão deixar de existir, vão ser criadas outras oportunidades de profissão. Você lembra do Office Boy? Não, eu fui Office Boy! Então, cadê o Office Boy? É o e-mail! É o e-mail, é verdade, é mesmo, né? Então, como Office Boy, outras profissões vão deixar desistir, outras vão nascer, mas a economia circular, ela como um todo, na circularidade de todos os produtos, quando eu falo todos, são todos mesmo, eles têm que ser concebidos pra isso. Sim. E a batalha é essa, agora, o cara que fala em proibição de o que é coisa pra mim já é meu inimigo. Tem que ver bem o que ele fala, né? Não tem, proibir.

[1:02:26]Proibir? Carro, vamos dar um exemplo do carro. O carro, a gente tem o problema de morte por acidente de trânsito. E morre milhares de pessoas por dia no nosso país. Com carro, com moto, com tudo, andando na rua, o que você vai fazer? Você vai proibir o carro? Vai arrancar habilitação todo mundo? Não, isso ninguém quer. Com certeza, não. Não é nem pauta de discussão. Nem dá pra falar isso. Então, poxa, mas é que você faz, você cria mecanismos, você coloca multa, você coloca regra, hoje você já... você vê alguém andar sem cinto?

[1:02:59]Não, isso aí não. Então, eu não vejo. Hoje eu não consigo andar sem cinto. É, você já... automático. É, por constância. Porque se senta até meio desprotegido, né? Se você não põe o cinto. Porque explicou? É, é, é verdade. Você lembra da propaganda do Sujismundo? Lembro, nossa, ele andava as mosquinhas em em volta dele assim, cara, ele tinha que voltar, ele tinha que voltar, se você procurar na internet você vai em protesto, eu peguei vários já, esse cara tinha que voltar, essa propaganda dele, ele hoje que tinha que estar na televisão, exatamente, e não essas novelas pornográficas, que perde, é, suges mundo, nossa, é verdade, fluxa a vida, pessoal, pela primeira vez eu vou dividir o PodPlástico em dois episódios, fiz o episódio aqui com o Maurício e vou te falar interessantíssimo, muito legal, discutimos muitas coisas sobre embalagens, sobre o que está por vir e não deu para ficar em um episódio só, então aqui eu estou terminando o primeiro bloco, o segundo bloco vai para o ar também e muito obrigado por nos acompanhar, já Aproveita antes de ir para o segundo bloco, já clica aí o sininho, ativa o sininho, segue a gente e muito obrigado até o segundo bloco.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.