O plástico que devolve a mão de uma criança | Profa. Dra. Maria Elizete Kunkel (UNIFESP)
Dra. Maria Elizete Kunkel (UNIFESP) usa impressão 3D e plástico para criar próteses coloridas e acessíveis para crianças — e conta histórias que emocionam.
Principais insights
- Usa impressoras 3D e plástico para fabricar próteses e órteses personalizadas, entregues em cerca de uma semana.
- Escolhe cores e personagens junto com a criança — o dispositivo vira algo que ela quer usar, não esconder.
- Atendimento pode ser feito por projeto de pesquisa (CNPq/FAPESP) ou pelo SUS, credenciado em São José dos Campos.
- A UNIFESP oferece curso de extensão em modelagem e produção de próteses 3D para quem quer replicar a metodologia.
- Conta histórias reais de crianças que voltaram a escrever, brincar e ir à praia depois de receber a prótese.
Perguntas frequentes
Como funciona a impressão 3D de próteses e órteses de plástico?
Por que as próteses infantis são feitas com cores e personagens?
Quanto tempo leva para produzir uma prótese 3D?
É possível conseguir uma prótese 3D pelo SUS?
Que materiais plásticos são usados nas próteses e órteses?
Por que a equipe não usa sempre o mesmo material plástico?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: o laboratório de próteses e órteses 3D da UNIFESP
[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje o PodPlástico recebe uma pessoa que nos lembra que a tecnologia tem um propósito muito maior do que inovação, produtividade ou avanço científico. Ela existe para servir pessoas, nossa convidada dedicou sua carreira a devolver aquilo que muitos acreditam ter perdido para sempre, autonomia, independência, autoestima e dignidade. Imagine uma criança que nasceu sem uma mão e pela pela primeira vez consegue segurar um brinquedo, imagina um trabalhador que sofreu um acidente e volta a realizar tarefa simples do dia a dia, imagina alguém que recupera a capacidade de descrever seu nome, abraçar um filho ou voltar a sonhar com o futuro. Por trás desses momentos existem a ciência, a pesquisa, a engenharia, impressão 3D de materiais que muitos enxergam apenas como plástico, mas nas mãos da nossa convidada esses materiais se transformam e esperança. Ela é professora da Universidade Federal de São Paulo, pesquisadora reconhecida nacional e internacionalmente, bolsista do CNPQ, coordenadora do laboratório de hortes e prótes 3D da UNIFESP e uma das grandes referências brasileiras em tecnologia acessiva e inovação aplicada à saúde. Sua missão vai muito além de desenvolver próteses, ela ajuda a reconstruir de histórias e devolver oportunidades a transformar limitações em possibilidades. É um enorme honra receber no PodPlástico a professora doutora Maria Lisette Cankel, Maria Lisette Cankel, seja muito bem-vinda, muito obrigado por ter aceito nosso convite e se a senhora puder nos dar a honra de fazer a sua apresentação para todo mundo. Muito obrigada, o som está um e um pouco picado para mim, vocês estão ouvindo bem? Sim, estou ouvindo bem. Então deve ser só na universidade. Eu gostaria de agradecer pelo convite, é um prazer estar aqui participando do seu podcast para falar um pouco sobre os nossos projetos, trabalhamos 100% com plástico, o material que nós mais utilizamos aqui no laboratório e nos últimos 10 anos eu tenho me dedicado a mostrar que o plástico é um material mais adequado para a gente fazer dispositivos protéticos como próteses, hórteses e tem melhorada a qualidade de muitas pessoas. Ah, que bacana. E essas próteses, elas são dedicadas para cada pessoa, tem um tipo diferente, né? As próteses, elas são personalizadas, né? Nós temos próteses, temos hórteses. Então, vou dar aqui dois, começar a cuidar, mostrando aqui um exemplo para vocês. Essa daqui é uma prótese para a criança, para substituir uma parte do membro da criança na sua computação aqui, ou nasceu assim, ou teve algum acidente, algum tratamento cirúdico, precisou remover uma parte do braço, então é uma prótese mecânica, que ela é acionada pelo movimento do cotovelo. Então, com o movimento do cotovelo, ela vai abrir e fechar a mão.
[3:13]Esse aqui foi o primeiro projeto que nós começamos no laboratório, muitos dos nossos modelos som, open source, alguém fez, deixou na internet, criou uma fundação que disponibiliza esses modelos e como eu sou docente na área de biomecânica, nós trabalhamos melhorando esses modelos, implementando para que as pessoas possam usar e agora nós trabalhamos diretamente com SUS, com uma parceria aqui por meio do núcleo de saúde digital da Unifesp e com a prefeitura de São Santos Campos. Nós fazemos o atentimento agora de pacientes do SUS também com os e os nossos modelos. Então essa é uma prótese e a hórtese é quando é um dispositivo que tem que ser utilizado para manter uma determinada posição. Aqui é a parte de uma mão de um bebê, uma criança pequena e teve uma fratura ou precisa de ter mobilizada por algum motivo. Então nesse caso nós temos as hórtese. As hórtese, elas estão sendo muito utilizadas para a reabilitação de pacientes, pós-AVC, por exemplo.
[4:09]ela substitui o gesto? como? substitui o gesto, a hórtese? pode ser utilizado para substituir o gesto então por exemplo esse aqui é um caso né de uma fratura aqui de antebraço é a pessoa precisaria ficar com o gesto ali da peru de tempo para beber é complicado porque o gesto é muito pesado não pode molhar tem uma série de complicações com a hórtese a gente tem um dispositivo que ele é vazado ele é bem mais leve e pode ser molhado também esse aqui é um outro exemplo de um outro PESP, que é um tipo de mobilização para quadril de bebês, então tem uma desplazia de quadril que o bebê precisa ficar mobilizado por 100 dias, você imagina o bebê utilizando essa mobilização com gesso, ele não pode molhar, é muito pesado, um volume muito grande, a gente está fazendo esse dispositivo então que é uma hortase que é feita utilizando um material plástico.
[5:06]tipo de material plástico que vocês mais usam aí? Nós utilizamos vários polímeros, vários tipos de polímeros, utilizamos também resinas, material foto sensível, mas dentro dos filamentos nós utilizamos o PLA, e aí tanto o PLA comum como o PLA com fibra de carbono, o PLA com alguns outros materiais juntos, nós usamos o ABS, usamos o PETG, usamos o TPU, que é o material material flexível e algumas outras combinações. Cada material é utilizado para determinada coisa, por exemplo, as próteses de membro inferior, essa parte aqui, ela é impressa plana reta, então ela precisa ser moldada depois e nós fazemos isso compeliar, porque ele tem uma rica, uma baixa temperatura para fazer a moldagem e já para fazer uma peça que ela tem que ter uma resistência maior, como essa por exemplo, que é uma hórtese de membro inferior, geralmente utilizada para criança, quando a criança tem pararezia cerebral, ela tem dificuldade de manter o pé na posição para caminhar.
[6:10]Então essa hórtese aqui tem que ser mais resistente, que a criança vai andar, vai correr, então para isso a gente está usando o PETG, que ele tem uma resistência boa, tem cores que também são bem interessantes de uso das cores, material mais resistente. Dendo da situação, a gente usa também o ABS, mas a gente tem utilizado muito nos últimos dispositivos, bastante o PETG.
[6:34]PETG é bem resistente, né? E aí conta pra gente, quem era Maria Elizette antes da universidade? PET, por favor, eu corto um pouquinho. Quem era Maria Elizette antes da universidade? Ah, antes da universidade, eu tô em alguma universidade, já faz uns 35 anos, porque eu passei minha vida inteira na universidade, né? Então eu fiz o ensino médio, entrei na Universidade Federal de São Paulo, logo depois que eu terminei o colégio, e eu entrei para fazer o curso de engenharia química, depois eu mudei para física, eu terminei o curso de física. E da física lá, na Universidade Federal do Ceará, eu entrei para fazer o mestrado na USP, em São Carlos.
6:35Trajetória: da física à biomecânica, doutorado na Alemanha e 14 anos na UNIFESP
[7:20]COS. Então, queria trabalhar com essa parte já de prótes e hortes, biomecânica, mas tem poucos pesquisadores no Brasil, isso tinha, né, 30 anos atrás, agora ainda tem pouco, trabalha, se dedica a estudar essa questão de próteses e hortes. Eu fiz o meu mestrado na USP, depois o meu mestrado na USP não tinha doutorado lá no programa, eu fui fazer o doutorado na Alemanha, trabalhei durante 5 anos na Alemanha, como pesquisadora, depois eu entrei e o doutorado da Alemanha, eu já voltei para o Brasil depois de 7 anos, fora, quase 8, para trabalhar na Universidade Federal do ABC.
[7:56]Na Federal do ABC, foi o meu primeiro contato com a manufatura editiva, conheci um pesquisador que estava querendo começar a trabalhar nessa área, por final ele não ficou na universidade, eu fiquei, e depois de dois anos eu entrei na Unifesp, eu estou na Unifesp já há 14 anos. Então, antes da universidade, é difícil até eu tentar me lembrar o que que eu era antes, mas eu era uma pessoa que queria trabalhar. Eu sempre tive muita interesse em trabalhar com desenvolvimento, com tecnologia aplicada.
[8:25]É uma coisa que eu sempre tive interesse de ver as coisas funcionando, não só fazer para ficar na bancada do laboratório. Então hoje nós temos um, eu estou muito orgulho de ter criado um sistema, um ecossistema de desenvolvimento tecnológico, que é o nosso laboratório, de próteses e horteses 3D, e isso que vocês estão vendo, na verdade, era a minha sala de professora, que virou anexo do laboratório, eu fico dentro do laboratório, eu não tenho uma sala, porque eu gosto de ficar trabalhando junto com os estudantes, com os que estão desenvolvendo os dispositivos, é claro, tem muito barulho, por isso que eu vim pra cá, mas, eu sempre quis trabalhar com a parte aplicada, quando eu fui para Alemanha, eu trabalhei lá na Alemanha fazendo vários dispositivos, trabalhei bastante tecnologia, mas ainda não era tão aplicado o quanto eu queria e no Brasil a gente tem uma necessidade muito grande de resolver problemas sociais, de busca de soluções e aí eu pensei, não, agora tem condições de voltar para o Brasil se eu tiver um ambiente, se eu tiver uma estrutura adequada, eu vou ficar muito feliz se eu puder trabalhar com aplicação de tecnologia para para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
[9:32]Então, um dos nossos, os meus objetivos sempre foi trabalhar junto com o SUS, de trabalhar atendendo pessoas com deficiência, porque é uma área que a gente vê que tem uma demanda muito grande, e do ponto de vista de tecnologia tem muita coisa para ser implementado. Então, hoje a gente tem aí o mundo maker, estão pessoas fantásticas que fazem, criam os dispositivos, deixam aí disponíveis na internet, e eu como pesquisadora, meu papel é avaliar se esses dispositivos podem ser utilizados para o paciente, que tipo de retorno pode trazer, como é que a gente pode melhorar esses dispositivos, então a gente foi explorando a partir daquela primeira prótese que a gente fez, que é um modelo parecido com esse lá em 2012, de lá para cá a gente foi trabalhando com outras áreas, outras temáticas, Eu me dediquei uma boa parte ainda hoje, dedico do meu tempo para a captação de recursos, para manter o laboratório funcionando, bolsas para os alunos, materiais, equipamentos, uma boa parte do meu dia hoje é isso, mas nós estamos numa situação hoje que não estou bem satisfeita, todo mundo que trabalha e trabalha com muito boa vontade para ter todos um pensamento em conjunto, né, de tentar transformar um pouco a realidade que a gente tem hoje na área da saúde.
[10:47]o que a gente tem no núcleo que é dedicado para fazer a digitalização do SUS, mas no conceito da manufatura, então digitalizar os processos. Então tudo que nós fazemos aqui é feito por um fluxo digital e isso ele sempre vem do escaneamento do paciente a criar o modelo da prótese e órtese no computador, manda para a impressora, sai da impressora, às vezes CYPRONTOS, isso faz um pós-possessamento e testar com o paciente, e a gente faz esse fluxo na medida do possível junto com o paciente, junto mesmo que ele esteja à distância, mas para fazer a cor que ele quer, do formato que ele quer, que é uma coisa muito personalizada e direcionada para o usuário final.
[11:31]E qual foi o maior desafio nisso tudo para começar a fazer para desenvolver esse sistema na universidade? um grande desafio inicialmente foi mostrar que com impressoras 3D de custo mais acessível nós poderíamos fazer coisas boas então quando nós começamos, quando comecei na universidade Federal de São Paulo, tinha lá na UFBC, na UFBC, desculpa, tinha uma impressora de grande porte profissional e a gente fez a primeira prótese lá, o meu desafio depois foi que eu vim para o Unifest e aqui eu não tinha um laboratório, então o desafio grande foi e criar estrutura de laboratório que a gente tem hoje e mostrar que o que nós fazemos pode ter um impacto final para o usuário. Eu acho que antes tinha uma discrensa muito grande, um certo preconceito de imaginar que se o dispositivo ele é feito de plástico, ele não vai ter uma boa funcionalidade, ele não vai ter uma boa resistência. Então, durante muito tempo a gente tem se dedicado a mostrar que com impressoras de baixo custo, com filamentos de baixo custo, a gente consegue desenvolver dispositivos muito bons. Quando a gente A gente começou lá em 2012, 13, mais ou menos, o custo do filamento era alto, custava uns 500 reais, um quilo de PLA, e era um desafio que era tudo muito caro, mas aí depois começou a ter produção nacional, depois veio a China, os importados tão com valor muito acessível e foi ficando mais fácil também.
[12:57]Um outro desafio foi chamar a atenção para a temática da pessoa com deficiência e a necessidade do gente e do desenvolvimento de dispositivos, de mostrar que a maioria das pessoas com deficiência precisam, ainda não tem no mercado, não tem disponível mesmo se a pessoa tiver muito recurso financeiro, não tem disponível, que essas peças precisam ser muito personalizadas de acordo com o usuário, então um desafio foi chamar a atenção para essa área e e hoje tem editais, recursos para fazer projetos especificamente nessa área.
[13:31]Então, assim, hoje a gente tem uma situação muito confortável no laboratório, porque eu tenho cerca de 10 projetos com financiamento, então eu tenho um recurso suficiente para bolsa, equipamento, material, mas isso foi dos últimos 3 anos. Antes disso, a gente tinha bastante dificuldade. E tem uma fila muito grande de pessoas esperando para receber uma prótise dessa?
[13:53]A gente não tem nem noção, né? A gente está do lado de cá. A gente começou com fazendo essas prótas de membros superior e começou a divulgar, né? O programa se chama Mão 3D, então nós começamos a divulgar quem precisa de uma prótas e criança ou adulto. E a gente vai fazendo sob demanda os casos que aparecem. Mas a pessoa precisa necessariamente estar aqui para receber a prótas.
[14:15]A gente consegue fazer distância, mas ela tem que estar aqui para receber, passar pela reabilitação com o profissional de saúde, né? e saúde. Nós temos uma equipe multidisciplinar que tem pessoas de várias áreas de design, engenharia, informática, terapêutopassional, fisioterapeuta, todo mundo trabalhando em conjunto. Então, a gente tem atendido cerca de 70 pessoas, já receberam as próteses, e as horteses, a gente está atendendo por meio de um projeto de terapia e da parceria com a prefeitura.
[14:44]Essa aqui é uma hortese, é uma hortese típica utilizada para um paciente pós-AVC. PC, o paciente quando tem AVC, o AVC é um distrubo neurológico, então vai ficar com sequelas de membros superior ou inferior e a mão geralmente ela fica nessa posição, então a mão fica fechada nessa posição. As ortas, depois, AVC, são motivos utilizados para abrir um pouco a mão.
[15:09]Então a gente tem uma mão muito fechada, que causa dor, isso não permite limpar e essa pessoa perdeu a mão, ela é praticamente um manputado e não dá para fazer uma prota e transfer situação. Então, o nosso projeto, a gente faz o escaneamento da mão da pessoa. Esse escaneamento, essa imagem escaneada vai para o computador, no computador a gente abre digitalmente a mão e faz a ordaz. Então, no caso do AVC, você tinha perguntado sobre fila de espera.
[15:34]Nós fizemos um projeto inicialmente com a Universidade do Vale do Paraíba, que atende pacientes sus, mas agora nós estamos diretamente com a prefeitura de São José dos Campos. Então, nós pegamos uma lista inicial fornecida pela prefeitura e estamos atendendo e e, à medida que vai aparecendo novos pacientes, a gente vai atendendo também. O meu laboratório funciona hoje como uma oficina de hortas e prótases, só que nós funcionamos totalmente pelo conceito de manufatura digital, porque nós não estamos os métodos convencionais para fazer prótases e hortas.
[16:07]Essa daqui, se eu não me engano, foi ABS, lembre-se, ABS. Nossa, e a senhora se lembra do primeiro paciente que foi atendido aí no seu laboratório e a reação dele pode me chamar de você tá ruim é o primeiro paciente que nós atendemos foi uma nós estávamos na UFA, mas assim era eu dois alunos que tinham tava no comecinho da vendedenharia e a gente fez o modelo de prótase né parecido com isso era um modelo ainda não tão bonito quanto esse era um modelo com mais limitações e a gente tava ainda fazendo e esse modelinho de prótas ia ter uma feira e aí eu falei a gente vai levar essa prótas e para mostrar na feira e a minha aluna falou assim a professora eu tô com vergonha que a gente só tem uma prótas e para mostrar, todos os estados tinham outras coisas de outras áreas, eu falei não tem problema a gente só tem uma prótas e mas ninguém tem essa prótas, a gente era o primeiro grupo no Brasil que tinha feito essa prótas e no outro dia já recebeu um um caso do Hospital das Clínicas de São Paulo, era um adulto que ele tinha perdido as duas mãos num acidente de trabalho na Véspera de Natal, tava ali no feriado de Natal, a pessoa que ficava na prensa saiu, colocaram ele pra trabalhar lá sem treinamento devido, e ele perdeu as duas mãos. E o nosso primeiro desafio, o primeiro paciente que a gente atendeu já foi um caso muito complexo, que era uma pessoa que tinha muito jovem, 30 e poucos dos anos, tinha acabado de perder as duas mãos, ele tinha saído do centro cirúrgico e a gente testou a primeira prota-se com ele, junto com uma equipe médica do Hospital das Clínicas, a Fisioterapeuta Terapeuta Facional, do Instituto de Autopedia e Traumatologia, que foi justamente onde eu fiz meu mestrado, meu projeto de mestrado, foi lá no mesmo instituto. Então esse foi o primeiro caso que nós atendemos e os primeiros casos, e ainda está muito significantes porque a gente no começo na verdade não tinha experiência zero com o paciente, até fazer algo no laboratório mas você pegar o dispositivo, entregar para o paciente e ver a expressão facial do paciente, ver se ele gostou, se ele não gostou, se ele está frustrado, se ele ficou triste ou não, isso é algo que está muito além da parte técnica e com esse primeiro caso nós começamos a aprender muitas coisas, então eu aprendi que tinha que ter uma equipe Intel PINAR, que a gente tinha que ter a opção de cores, de materiais, que tinha que personalizar o máximo possível e um aspecto muito importante para a gente dar empatia, de começar com a empatia, de entender o que a pessoa precisa. Então esse foi o primeiro caso que nós atendemos de prótas de dimendo superior, depois tiveram outros casos específicos para a outra parte do corpo também, como por exemplo, esse caso aqui é um caso que a gente está em atendimento ainda, a gente não concluiu o dispositivo final, é um estudante, a gente sempre faz o biomodelo da pessoa que vai receber pra gente fazer a prototipagem. Esse daqui é o biomodelo de um estudante da Unifesp, ele é cadeirante, ele tem um tipo de atrofia muscular, que ele tem muito pouco movimento e ele tem muita dificuldade de manter a posição da cabeça e tem pouco movimento de membros superior e ele trabalha, ele é da informática, terminando o curso informática, ele precisa se posicionar no computador e a gente tá trabalhando e o desenvolvimento dessa OTAS, que é para ajudar no suporte de cabeça. Então, com esse tipo de problema específico, a gente atende. São vários desafios que vão aparecendo, várias partes do corpo humano com uma demanda específica e que não tem nada no mercado. Então, a gente atende aqueles casos realmente que no mercado, o pessoal não tem um de recorrer. E essa é é uma das grandes vantagens de trabalhar com material com plástico, porque na cadeia dos materiais o plástico está ali no meio, a gente tem os metais que são mais resistentes, as cerâmicas, aí tem o material que é madeira, tem o material que é mais leve, as espumas e os injetáveis, alguma coisa assim, mas o plástico que está aqui no meio é o material que a gente consegue trabalhar de várias formas, então trabalhamos em 3D, tem vários o plástico de impressora, mas a gente consegue maleabilidade nesse processo do plástico. Então que a gente desenhar, a gente consegue fazer impresso e se a gente consegue fazer e a pessoa utilizar e não causar desconforto, for seguro, resistente, a gente já venceu aquele problema que a gente estava tentando solucionar.
16:08O primeiro paciente: perdeu as duas mãos em um acidente de trabalho
[20:42]sim, e aquele primeiro que recebeu as próteses, qual foi o sentimento, o que ele transpareceu para a senhora quando ele recebeu a próteses, para você, desculpa, a gente fez a próteses para ele e aí a gente, quando com a próteses ele ficou bem animado porque ele estava muito frustrado sem expectativa de como ele conseguir fazer pra manipular objetos e eu lembro quando a gente colocou um suporte, colocou a caneta, e pediu para ele escrever alguma coisa, e aí ele escreveu Palmeiras, que era o time de futebol que ele mais gostava, e aí depois a gente perguntou para ele, olha, o que que você vai querer fazer com a prótise, assim, me fala o que é, porque a gente vai fazer uma reabilitação específica para isso, ele falou que ele queria segurar uma lata de cerveja, ele falou, eu quero segurar uma lata de cerveja, se eu conseguir segurar uma lata de cerveja, tá bom, então, assim, a gente foi aprendendo nesse sentido que o que a prótise deve fazer, o que ela deve fazer, o que deve ser bom para fazer é o que a pessoa precisa, que pode ser que não seja a coisa mais importante para todo mundo, mas que para aquela pessoa, para o universo daquela pessoa é muito importante, então a gente foi tendo esses retornos que para a gente também foi, foi muito significativo.
[22:00]E dá até mais ânimo, né, quando tem o contato com o paciente e vendo ele receber aquilo, é uma coisa, deve ser muito gratificante isso, né? é muito gratificante para mim, pessoalmente, é muito gratificante para os alunos principalmente, né, porque eu tenho alunos no meu laboratório, hoje a gente tem mais ou menos 25 a 30 alunos trabalhando em algum projeto no laboratório, eles não vêm toda, toda hora porque nem cabe todo mundo dentro do laboratório, mas eu tenho alunos desde o primeiro semestre até alunos que estão no pós-doutorado, então são alunos que em momentos de fora e diferentes da pesquisa, mas todos eles ficam muito felizes de conseguir trabalhar, utilizando tudo aquilo que aprendeu ali da parte mais difícil da matemática, da física, da engenharia, do desenho técnico, para fazer algo que alguém vai usar.
[22:53]Então, isso para eles, assim, é uma satisfação muito grande, a gente vê que as pessoas ficam muito felizes nesse contexto e tem algo também muito interessante em relação a pessoa com deficiência. Às vezes a gente não consegue fazer o dispositivo exatamente como aquela pessoa precisa, mas eles ficam super felizes de saber que tem alguém tentando. Então às vezes vem algo muito complicado para a gente fazer e a gente pensa assim, não vou fazer, mas aí eu penso também assim, se a gente não fizer, quem vai fazer? Então é um desafio de enfrentar. Então no meu laboratório, o laboratório de próteses e hortes 3D, ele é um laboratório acadêmico do Amifesp, mas nós conseguimos um credenciamento especial que é um credenciamento que permite que o laboratório faça a prestação de serviço.
[23:36]Então, nós podemos cobrar pelo serviço. Então, quando alguém vem com uma demanda que não é um modelo de prótese que a gente já faz, ou um modelo de hortese que a gente já faz algo muito complexo, a gente para um hospital, por exemplo, a gente pode fazer uma prestação de serviço. Então, nós recebemos um pagamento por esse serviço, esse dinheiro vai ficar na fundação da universidade e funciona como um crédito para o laboratório.
[23:59]Então, com esse dinheiro, com esse recurso, eu consigo levar os alunos para o congresso, a gente consegue comprar material para o laboratório, consigo pagar uma bolsa para um estudante que está vindo para o laboratório, então é um laboratório que a gente chama de Living Lab, que é um laboratório vivo, a gente tem desenvolvimento das pesquisas, tem os pacientes suros que são atendidos uma vez por semana, bem aqui para fazer escanhamento, para tirar o modelo, a gente tem os alunos fazendo o seu projeto de TCC, de mestrado, doutorado, temos e essa prestação de serviço para startups, para hospitais, de prototipagem na área de saúde e nós temos também um startup, nós criamos um startup saiu do laboratório, o foco da startup é pacientes pós-AVC, especificamente com esse tipo de hortase, com uma plataforma integrada para ele fazer os exercícios e fazer a reabilitação, tudo que precisa ser feito em casa depois que ele recebe material do hospitalar. Eu estou com um material na mão aqui. Isso aqui pode ser considerado uma hórtese?
[25:04]Você falou que está com uma peça que é usada para a radioterapia, para a mobilização da cabeça. A gente fez, começou um projeto de pesquisa com esse tema junto com um hospital em São Paulo e é uma peça que é utilizada para manter a cabeça posicionada, para que o técnico vem com o posicionamento para aplicar a radioterapia em uma posição específica. Isso pode ser considerado uma horta assim, porque ela dá um suporte e ela imobiliza a cabeça na mesa para receber o tratamento.
[25:38]É o que eu achei bacana, é que a pessoa que tem claustrofobia ou alguma coisa assim, isso é muito mais confortável. A nossa ideia, na verdade, era escanear a pessoa e fazer uma no formato do rosto dela. Porque essa é a tradicional, ela é moldada diretamente no rosto da pessoa. Essa aqui é moldada. A nossa ideia era escanear o rosto da pessoa e imprimir já no formato para ser uma máscara personalizada para cada pessoa.
[26:10]e isso antigamente isso era feito com chumbo né com com outros materiais mais pesados. Sim, muito mais complicado antigamente. E era todo fechado né essa que eu tenho na mão é toda vazada. É, deveria dar um certo desespero né para usar porque eu e a empresa sempre tem que visualizar. Aí para definir o tipo de material que vai ser utilizado, ele é definido de acordo com a posição em que ele vai ficar ou no pé, ou na mão, ou no braço, ele é definido de acordo com o carregamento que vai atuar o tipo de movimento que vai ter, por exemplo, né, as prótases de membros superior, esse material ele não precisa ser tão resistente, porque é uma prótese que não vai permitir de qualquer maneira usar muito peso, mas o movimento dela é esse aqui. Então, pra esse material, o PLA é suficiente, essa parte aqui tem que ser moldada, então é bom que seja PLA. Agora, quando a gente pensa no membro inferior, que tem muito mais movimento, o membro inferior não dá pra fazer com PLA porque ele vai quebrar. E ele vai quebrar aqui atrás e o PLA tem uma característica que é dele, de quando ele quebra, ele fica com um pouco de pontas finas. Então, e essa ponta fina pode machucar também. Então, para membro inferior, o material tem que ter uma boa resistência mecânica, porque se ele quebrar, a pessoa vai cair. Então, a gente tem que ter um material que seja mais adequado. Então, a gente tenta fazer uma espessura aqui um pouco mais específica para ser adequada dessa maneira.
27:49A cadeira de rodas 100% impressa em 3D
[27:49]e, vou mostrar aqui pra você um projeto bem legal, não sei se você já viu alguma outra pessoa fazendo, mas tem algumas pessoas que já começaram a fazer no Brasil. É uma cadeira de rodas, feita toda por impressão 3D. 3D, nossa, que bacana, não, nunca vi. Deixa eu mexer ela aqui no descanso. Vou fazer um pouco mais pra cá aqui na minha câmera. Aí ela é toda personalizada pra pessoa que vai utilizar. Ela é feita toda pra gente com 3D, inclusive essa parte aqui no 5, a vez de pressão 3D, essa parte aqui no 5, PETG, não é FPU, material flexível, essa parte aqui material flexível, as rodas também dela, as rodas elas são feitas todas em em material flexível. Nossa, é fantástico e fica leve, né? A gente usa o material flexível com diferentes chores, um que é mais duro, um que é um pouco mais mole e essa cadeira de rodas foi criada por um grupo lá dos Estados Unidos, eles disponibilizam ela na internet, um modelo e a gente está imprimindo ela para fazer os primeiros testes e vai ser um tema de um doutorado. A gente vai fazer as análises biomecânicas, a implementação, a questão do assento é muito importante que o assento seja personalizado, de acordo com a curvatura, que a criança por deficiência às vezes ela está escoliose, mais acentuada, mas a gente vai fazer várias análises com ela e todas as partes são feitas por impressão 3D. Inclusive as pinos, os encaixes, é uma técnica de modelagem 3D em que as peças são simplesmente emcaixadas e se mantém juntas.
29:38Materiais, cores e por que a estética importa para a criança
[29:38]Sim, e aí tem impressora grande, né, pelo jeito, né? Não tão grande, né? Ela aflita todas as peças modulares que são encaixadas. A impressora que eu fiz, ela foi uma bongo leve, ela é 30x30, o tamanho dela, o volume, pequena, 30x30, é uma impressora do tipo desktop, né, e a peça maior cabe exatamente certinha e o volume dela demora bastante tempo e foi imprimido. Essa daqui demorou, eu acho, três semanas imprimindo praticamente o tempo todo.
[30:14]Muram aí umas 300 horas de impressão. Aí eu vou perguntar pra você, o plástico já foi chamado de vilão, mas quantas pessoas ele ajudou a voltar a viver, né? Nesse caso de próteses, de mexe com tudo na pessoa, uma próteses dessa, né? Isso, a gente consegue ter uma aplicação muito boa, porque tem algumas outras características do plástico também, que são muito boas, por exemplo, as cores, a questão das cores, principalmente para as crianças, as crianças têm muita rejeição ao uso de qualquer dispositivo autopédico, principalmente se não for uma cor muito atraente, então, por exemplo, a para a cadeira de rodas aqui, dá para fazer com as cores que a criança quiser, dá para fazer com as cores especificamente que ela gosta mais, pode ser as cores de um personagem, pode ser um tipo de desenho que ela gosta e tudo isso são recursos que são muito úteis para que a criança realmente vai usar o dispositivo, porque na reabilitação o mais difícil é fazer com que as pessoas realmente usem o dispositivo, porque ele é e desconfortável, ele é feio, ele chama muita atenção, mas com essa possibilidade de ter os plásticos com cores diversas, nós temos uma possibilidade de deixar a parte estética de levar em consideração o que a pessoa gosta.
[31:41]Sim, e hoje se uma criança entra fazendo um pedido de uma hortese, de uma prótese, quanto tempo mais ou menos tem de espera para isso? Dependendo do qual o dispositivo, se for, ela tem uma putação de membros superior e precisa de uma protas e como essa daqui, a gente pode fazer em torno de uma semana, ela já pode poder vir pegar, só precisa ver como é que é rápido, é muito rápido, é muito rápido, precisaria ver como está na lista de espera, a cadeira de rodas leva mais tempo porque ela é realmente toda impressa por impressão 3D, mas a maioria desses dispositivos que eu estou te mostrando aqui são cerca de oito, nove horas, para fazer e o dispositivo está pronto. A grande vantagem da manufatura digital com o uso do material plástico é que uma vez que eu tenho esse modelo pronto, eu faço a impressão. Se quebrou ou precisa de uma outra cor, é só imprimir de novo, porque o modelo já está feito, a pessoa não tem que vir aqui novamente para fazer de novo, para tirar as medidas, porque já está todo no computador, a gente já tem essa peça no portas no computador. Se é, por exemplo, uma hortes e pós-ABC, aí ela tem algumas possibilidades.
[32:53]Ela pode entrar no nosso projeto de pesquisa, que a gente tem um projeto com CNPQ, o projeto FAPESP também. Ela pode entrar no projeto de pesquisa como voluntário, ou pode ser também pelo SUS. Para isso, precisaria estar credenciada no SUS daqui de São José dos Campos, que é onde a gente atende, está registrado no SUS. Mas a gente tem a intenção de fazer com que esse tipo de metodologia seja aplicado em outros lugares também. Então, a gente dá muitos cursos de formação na área. Então, se procurar aí na internet, vocês vão achar um curso de modelagem, produção de prótas 3D, é um curso que é oferecido pela Unifesp, é um curso de extensão, com o que a pessoa pode entrar e fazer. E a gente dá cursos de formação específicas também. Caramba, e uma criança quando recebe e uma prótise dessa. Qual é a reação da criança quando ela recebe uma prótise dessa?
32:54Como conseguir uma prótese: SUS, pesquisa e cursos da UNIFESP
[33:54]Quando a gente faz um dispositivo para uma criança, geralmente a gente pergunta, conhece cores que a criança quer ou se ela não fala, a gente coloca cores bem chamativas para chamar a atenção. Então, para as crianças parece muito como um brinquedo. Então, principalmente se tem um homem aranha, tem uma sereia, uma princesa, alguma coisa. Então, para para criança para ela é mais como um brinquedo, então ela fica muito feliz no sentido de que ela tem é prazer de usar, ela gosta de usar, ela gosta de mostrar, então essa criança fica mais feliz com os e quando há algum caso de uma protas de mão aí realmente a reação da criança é bem macante, porque a gente faz protas para crianças que nasceram sem a mão, então ela nem sabe o que é ter duas mãos, ou então caso de cirurgia, caso de acidente, casos de meningite, que tem muitas crianças que pegam nos membros, o conta da gravidade da infecção, e ela volta a pegar uma bicicleta, ela vai continuar a conseguir brincar de bola, ela vai conseguir escrever novamente, então para a criança é uma alegria muito grande, principalmente para os pais também.
35:01Histórias que marcaram: escrever e beber suco ao mesmo tempo
[35:01]E já aconteceu de uma criança olhar para a prótesa e dizer alguma coisa assim que te marcou muito? TEM. Quase todos os casos, a gente lembra de alguma situação em que a criança falou alguma coisa, em que a gente ficou pensando depois do impacto que teve aquilo. Só um minutinho. Deixa eu lembrar que alguma que você perguntou específico. A gente teve uma criança, por exemplo, que ela falou que queria, não foi nem quando ela recebeu a prótese, foi antes. Ela falou que ela queria, a gente pergunta sempre por que você quer a prótese, ver que você e ela falou assim que eu queria na escola escrever e beber o suco ao mesmo tempo, como os meus amigos fazem.
[35:51]O que ela queria escrever e beber o suco ao mesmo tempo, que é uma coisa que a gente faz sem nem perceber. A gente nem percebe de como é feito isso. E por exemplo, no caso da Hortase, essa Hortase aqui foi feita por uma criança de dois anos, ela caiu, estava andando, aprendendo a andar ainda, caiu e deu uma amassadinha aqui no oço, o médico passou um gesso, ela chegou aqui com o gesso, era uma bola só, então ela vinha assim com a mão pesada, e a mãe dela estava bem triste, a mãe dela falou, nossa, a gente vai pra praia, tinha comprado já tudo pra ir pra praia, era a primeira vez que ela ia pra praia, que a criança ia conhecer o mar, e o médico falou que não pode molhar de jeito nenhum, pra não ficar do gesso, não pode molhar, mas estava tão grande o gesso dela, que a gente puxava assim e ele saiu, ele ficava A gente colocou, é, parece uma lua de box, aí a gente colocou, era segurando uma bolinha simples, que tá com a mão assim aberta, e aí a gente fez o modelo da horta, e fizemos essa horta, essa aqui não pesa nada, quase, quase nada, porque realmente é muito leve, e depois ela mandou as fotos pra gente na praia, brincando, lá porque aqui você pode molhar, vai secar depois e tudo mais, e ela mandou as fotos na praia, bem feliz já, então a gente sempre se surpreende com o que as pessoas vão fazer com os dispositivos que eles recebem, porque eles vão incorporando no dia a dia, das atividades do dia a dia.
[37:18]Isso há 20 anos atrás, o cenário era completamente diferente, mudou muita coisa. Não tinha essa possibilidade, não tinha essa possibilidade. Como eram feitas antigamente essas próteses? era um com materiais pesados, né, era um modelado. A metodologia tradicional de fazer próteses na verdade, de 30 anos atrás e hoje é a mesma, não mudou, então as próteses que são disponibilizadas no SUS, no motor pedia técnica, a maioria não vai usar ainda a manufatura aditiva, a gente está começando a mostrar que dá, que tem resultados, mas as pessoas ainda não estão preparadas para desenvolver, COMPRODUÇÃO. Elas são feitas com um material mais grosseiro, é um material mais pesado, usa ainda muito coro, na confecção é prego, martelo, é uma coisa assim, bem mais manual e as hortes, por exemplo, que elas são feitas, elas até são feitas por um material termo-moldável, mas é uma folha de plástico, do material termo-moldável que é comprado. Esse material ele é bem caro porque ele é importado, não tem produção nacional, então a pessoa vai lá, coloca a mão do paciente, desenha o modelo, recota, coloca na água quente e molde bem rápido aqui na mão do paciente. Isso existe, habilidades que se o profissional não tiver esse passo a passo correto, ele vai perder essa peça. E é uma habilidade que os jovens hoje eles também não querem aprender esse tipo de porque é um trabalho muito artístico, um trabalho, uma atividade manual mesmo.
[38:55]No caso da pessoa com a ABC, que a mão é completamente fechada desse jeito, fica quase impossível fazer uma hortese assim, por essa metodologia que tem que abrir, desenhar e recortar. Então, a gente atende algumas situações em que não tem nenhuma outra solução pelo método convencional. E a outra coisa que incomodava muitas pessoas, incomoda é a cor, que são aqueles dispositivos com aquela cor bege, que lembra muito algo de hospital, e é um bege que não chega a ser a cor da pele de ninguém, porque no Brasil a gente tem vários tons de pele, e também o peso é muito pesado, então o modo de usar o dispositivo, o acionamento, tudo mais, também é complicado.
[39:38]Então a gente pode falar ainda que isso está bem no início, que vai evoluir muito. Tata no início, apesar de eu já trabalho com isso há 12 anos, mas que tá sendo implementado com paciente é agora, é nos últimos anos. Então, ficamos muito tempo só entregando as prótases pra quem precisava, mas o número de pessoas que precisam de prótases não é tão alto assim. Chegou uma hora que a gente já entregou pra todo mundo que precisava aqui da cidade, da região, que a gente conhece, das cidades vizinhas. Mas os outros dispositivos, como eu te mostrei, as prótases, elas são e os dispositivos que tem uma série de patologias em que a pessoa vai precisar.
[40:17]Vou te mostrar aqui um outro modelo que a gente fez. A gente pode, por exemplo, com o uso de uma imagem médica, uma tomografia ou uma ressonância, fazer um dispositivo físico. Então esse aqui, por exemplo, são partes de um coração que foi impresso, feito por um ano-fator aditivo, com base nas imagens médicas. Então, por exemplo, eu tenho um bebê que nasceu com um problema cardíaco, e o coração dele é muito pequeno e precisa ser operado, a gente consegue fazer esse coração um tamanho maior, com corte que for preciso, para que eu consiga ter uma melhor visualização das partes. Esse aqui, por exemplo, é o modelo de um aneurisma, um aneurisma cerebral, então a gente consegue imprimir ele para que o cirurgião possa Planejar, como vai ser o acesso até essa estrutura para fazer o repado. Esse aqui, por exemplo, é um caso de um paciente que nós atendemos. Ele teve câncer em vários momentos, teve que ser operado e ele perdeu uma grande quantidade de tecido ósseo. Então, a cabeça dele perdeu e esse grande quantidade de tecido-osso. E aqui geralmente o médico faz uma hortase e implanta, uma prótase, uma implanta para repou o formato do crânio. Só que no caso dele, ele recebeu tanta radiação que a pele já não assentava, mas nenhum tipo, de material embaixo. Então foi implantado várias vezes e teve que tirar. E ele estava com um problema para dormir.
[42:13]Quando ele dormia, pressionava essa região e estava dando problema na parte da visão, Tava tendo perda da visão. E ele queria um capacete que ele pudesse utilizar para dormir. Só para dormir. E aí a gente perde esse capacete aqui. O original que ele está usando tem até um modelinho dele ali em cima também que a gente fez vários. Ele é vazado, tem vários furos aqui, tem uma parte dentro mais densa, mas esse é o material plástico, é o TPU, flex, o que a gente chama. E ele usa esse capacete aqui para dormir.
[42:45]e essas próteses normalmente eles fazem em PMMA, né, essas que são plantadas. Isso, as internas, as internas elas são implantadas. E aí o que se usa também fazer é pegar a imagem médica, fazer o molde e fazer o PMMA nesse molde e aplicar solidicamente. Caramba, é tanta coisa que a gente nem pensa, né, a gente não vive isso, né? É, muita coisa aqui, mas as pessoas passam por isso, né, e e muitas delas não têm uma solução específica. São problemas muito pontuais de saúde.
[43:22]Os custos são completamente diferentes do que era para o que é impresso. Sim, os custos são completamente diferentes, o tempo de produção também é mais rápido. Por exemplo, o que a gente tem mais demora é essa cadeira que a gente fez agora, a cadeira de rodas. Ela fica pronta em três semanas. Mas mesmo assim, é uma cadeira personalizada com as cores que a pessoa quer.
[43:45]essa cadeira não existia, a gente vai lá imprimindo peça por peça, hoje o valor do filamento plástico, ele caiu muito, então a gente tem preços muito mais acessíveis, está cinco vezes mais barato do que era dez anos atrás, então o custo final da peça também ele cai, e o que que é o processo que a gente usa, o custo maior não é a impressora, não é o material, é a pessoa que vai fazer a modalagem, o desenho da peça.
[44:14]O modelador é a parte mais cara do negócio? A parte mais cara é o modelador. É o modelador. O modelador tem que fazer um dispositivo que atende os requisitos clínicos, ou passado pelo médico, ou passado pelo fisioterapeuta, ou pelo terapeuta ocupacional. Então, o modelador é a parte mais cara. Eu tenho trabalhos de doutorado em que eles estão tentando desenvolver um programa artificial, para diminuir o curso da modelagem, para ficar mais fácil, mais rápido fazer essa parte da modelagem.
[44:49]Porque no nosso processo... E esse relatório, ele é interno do seu projeto também ou ele é terceirizado? Sim, ele é daqui, sempre do treinamento, o meu problema dos meus problemas é que eu não consigo manter as pessoas aqui muito tempo, porque como é universidade, eles estão fazendo a graduação, terminam, ou faz mestrado, termina, ou faz o doutorado termina.
[45:10]Então, eu sempre tenho que pegar alguém e treinar, e vai demorar um tempo para esse treinamento. O modelador, o que a gente tem agora, por exemplo, ele é um designer, um designer industrial. Mas eu já tive engenheiros de materiais, engenheiros biométicos, tem uma fisioterapeuta que faz a modelagem também, que ela é muito boa. É que dentro do processo digital, a parte da modelagem ainda é um pouco tradicional, a pessoa vai lá fazendo manualmente no computador.
[45:41]sim. E no seu ponto de vista, o SUS está preparado para essa revolução, evolução revolucionária, né? Ele não está preparado, direi que não está preparado, mas está se preparando, né, gente, porque antes não se considerava fazer esse tipo de dispositivo para um paciente SUS, achava que era um coisa assim, tinha nada a ver muito longe da realidade. Agora o SUS está abrindo editais específicos com TEMA, buscando pessoas que façam projetos nesse tema. Então, os projetos que nós temos aprovados hoje com o CNPQ, por exemplo, é CNPQ, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Saúde.
[46:21]Então, a gente faz o dispositivo, a Brasília chama a gente para ir lá para apresentar os resultados paciais, porque eles querem em algum momento e prementar para o paciente. E nessa parceria em específico que nós temos no meio do núcleo de saúde digital, A gente está fazendo já para o paciente SUS e assim não tem nenhum motivo para que isso não seja feito de módulo futuro, mas vezes, porque é uma tendência de digitalizar tudo, a gente tem a, desde a pandemia, teve a digitalização da educação, educação hoje está mais acessível, online, tudo mais, do lazer, do trabalho, a gente tem o PIX, não precisa mais ir no banco, mas a saúde, ela ficou ainda um pouco atrás em relação a esse processo de digitalização, e como o SUS é algo gigante para ele digitalizar em todas as suas atuações, demora um tempo ainda, mas já está tendo projetos financiados pelo SUS para esse tipo de desenvolvimento.
[47:19]Por isso que eu te falo que ele não está preparado, mas está se preparando. E já existem outros centros de educação e de fabricação de peças iguais ao que vocês têm aí em outros lugares ou não? e já alguns grupos dentro de universidades, mas eu acho que de membro superior o nosso é um dos mais tradicionais, um dos mais antigos, e o nosso é o único laboratório especifico de prótas e órtas 3D, ativizando o nome de fatura digital. Teve uma chamada do FINEP, dois anos atrás, de tecnologia assistiva, e algumas universidades foram contempladas e por conta disso tem algumas universidades estudando, desenvolvendo, pesquisando prótases e OTS, é que cada uma delas é mais num tema específico, tem alguns que é prótase, mas é prótase com sensores, então eles focam muito na parte eletrônica, o desenvolvimento da eletrônica, aí tem outros que estão fazendo, por exemplo, OTSes, mas estão desenvolvendo OTSes com outros materiais, não utilizando os materiais convencionais. Pra mim não interessa usar novos materiais, no caso do meu laboratório eu quero usar os materiais que tem disponível no mercado, de preferências que têm um custo mais acessível e a gente descobriu o que a gente consegue fazer utilizando as impressoras de custo, nem falo de custo tão baixo, mas de custo médio, né, as impressoras que a gente consegue manter no laboratório.
[48:48]E o Brasil pode se tornar referência mundial nessa área? O Brasil é, de certa forma, uma referência no uso da manufatora aditiva na odontologia, e, por exemplo, eu escrevi um livro junto com algumas pesquisadoras na área da Aldonto e a gente mostrou lá no livro que tá sendo feito já muita coisa utilizando esse tipo de impressora que tá aqui atrás, né, que são as impressoras de resina na Aldontologia. Na Autopedia, o Brasil ainda tá começando a se destacar mais nessa área, mas assim, o Brasil não faz, mas nenhum lugar do mundo também faz tanto. Então, em relação ao que tem de modo geral, eu te digo que o Brasil também, a gente tem e eu tenho uma parceria com a Alemanha e eu dou uma disciplina na Alemanha com o curso de verão todo ano, é o quinto ano que eu vou presencialmente e eu levo sempre alguns alunos da poesia para me ajudar. A gente criou uma disciplina com esse tema e a gente oferece essa disciplina lá na Alemanha e eles me chamam todo ano porque eles não têm um professor próprio com a experiência que a gente tem que possa fazer essa disciplina. Então a disciplina se chama prótases e horteses 3D, é uma Disciplina, que está no catálogo da graduação lá no curso da Alemanha, e os alunos sempre querem fazer. Então, todo ano eu falar, se tiver aluno matriculado, a gente vai. E todo ano tem aluno matriculado. Então, a Alemanha é muito tradicional, no sentido de usar as próteses da Otobock, da Bilônia, que são aquelas mais consolidadas, eles demoram um pouco para implementar coisas novas. Então, assim, nesse sentido da Alemanha estar um pouco atrasada e eu fiz recentemente um pois doc no Chile, tive no Chile, na Argentina, contato com o pessoal do Peru também, lá eles estão com menos desenvolvimento que o Brasil, então assim na América Latina tem o Brasil e da América Latina, considerando o Brasil no geral com os outros países, a gente arrisca mais de tentar implementar o nosso paciente.
[50:51]Eu acho que muito por conta da nossa demanda do paciente SUS, que a gente tem um passeio CELA grande da população, que depende do SUS, então esse desenvolvimento tem de chegar para esse paciente de alguma maneira. Sim, e já chegou algum caso aí que vocês resolveram que parecia impossível de ser feito? Chegou um caso que não era impossível, mas era um caso bem diferente do que a gente está acostumado, a gente trabalha muito com um braço, perna, meu mão, dedo, mesmo superior e inferior, deixa você conseguir pegar ali.
[51:26]esse foi um caso que chegou pra gente do hospital do Dante Pasanelle, de São Paulo. A gente fez o bilnodeiro de um bebê, é um bebê na época que ele tava com um ano e uns dois meses, um pouco assim, e esse bebê, ele nasceu com uma patologia em que o coração dele ficava fora da caixa torácica, porque ele não tinha o osso externo. terro. Ele nasceu sem o oxi-esterno, com várias variações anatômicas, teve que passar por várias cirurgias, uma maior formação atípica e o coração dele ficava pulsando assim, só protegido praticamente aqui pelo tecido mole e pela pele. Não tinha o oxi-esterno para proteger o coração. E o médico dele que fez a cirurgia, que resolveu os problemas internos, o médico falou para citar alguma coisa para proteger aqui na frente. Eu não não estava entendendo exatamente o que é que o médico queria, porque o médico não usou uma palavra auta, o médico falou, não imagina que tem o bebê e eu quero fazer tipo uma tampa de panela para ficar aqui na frente dele.
[52:37]Esse bebê morava na região lá, muito afastada, acho que Roraima, a mãe tinha cinco outros filhos e esse bebê ele tinha que ficar com essa proteção durante um tempo até e a gente fez o scanhamento, a gente fez a tomografia com, por conta da tomografia computadorizada, até dá pra ver aqui a cirurgia, a cicatrizis do IB, com os acessos e tudo mais, tinha que levar em consideração tudo que ele tinha, essas cicatrizis também. A gente fez tipo um escudo que foi esse daqui, só que fizemos vários protótipos, foram acho que 6 ou 8 protótipos, o último que ficou com ele AVASADO, tem um coraçãozinho desenhado aqui no meio e a gente fez com vários tipos de materiais, o último foi com o material flexível que a gente fez, foi o melhor e esse bebê ele ficou bem com o protetor, porque o bebê, como você segura o bebê, você segura assim, então a mãe tinha que ter muito cuidado para não pegar ele aqui no meio, então com essa proteção ela conseguia segurar bem, ela levou ele de e de volta, mas infelizmente ele veio a falecer, ele não resistiu às outras problemas que ele tinha interno de ligação do Figa do Conrinho, era coisas de mal formadas internas, mas foi um dos projetos que a gente não tinha ideia de como é que a gente ia fazer, fizemos esse escudo pra ele, ficou muito bom e ele ficou bem bonitinho, parecido com um guerreiro mesmo, com o escudo aqui na frente e foi um projeto que mexeu muito com a gente, a gente ficou muito feliz por ter ajudado.
[54:14]e o homem de ferro. Exatamente. E qual foi o caso que mais emocionou toda a equipe assim? A maioria dos casos são muito emocionantes. A maioria dos casos são muito emocionantes. Deixa eu lembrar aqui um caso. As crianças, de qualquer maneira, quando a gente vê a criança que ela não tem uma mão e ela pega a primeira vez uma bola, uma coisa muito simples. Pegar uma bola, pegar numa boneca, uma criança que ela ela tem um vídeo que ela pegando assim na boneca e penteando a cabelo da boneca, né, ela fala, agora eu posso pentear o cabelo dela, porque ela não tinha as duas mãos, então são esse tipo de detalhes que ficam, que ficaram aqui na minha memória, dos casos que a gente, a gente tenta fazer o melhor, a gente quer fazer o melhor, eu tenho uma boa noção da tecnologia, sei o que que dá pra fazer, sei o que que não dá, eu tenho que motivar ABRAMPA também os alunos que eles consigam oferecer o melhor deles, de tentar de fazer, mas o resultado, o desfecho depois, ele é muito inesperado, no caso das pessoas que têm AVC também, que a pessoa tem um AVC, e de repente ela perde completamente a mobilidade, ela fica com a mão aqui presa, e se ela conseguir, se a gente conseguir liberar a mão dela um pouco, para ela conseguir abrir a mão, lavar novamente, sentir menos dor, são todos os casos que são muito tocantes, né, Rui Katsuno, PodPlástico, Soul do Plástico, MTF Termoformadoras, e as suas mãos. Então ela veio aqui pra gente fazer as prótas pra ela, então foi um caso que todo mundo ficou bem mexido, porque foi um crime, né, foi um crime recente, o feminicídio é sempre muito, muito lamentável, né, que acontece esse tipo de coisa, e a gente fez pra ela uma prótas e ela usou essa prótas pra andar de bicicleta lá, ela conseguiu sair de casa, isso já faz algum tempo que a gente fez esse caso.
[56:41]mas agora surgiu um outro caso, bem parecido, então é um caso de uma mulher de Chapecó, a região de Chapecó, e ela nos procurou, que ela falou que foi vítima, tentativa de feminicídio, também foi para o TI, quase morreu, sobreviveu, mas ficou sem uma mão, tem computação de menos superior, e ela falou que faz 8 anos que ela não sai de casa, então assim, quando ela falou que ela não sai de casa, a gente achou que era modo de falar, né, que ela não sai de casa, e no caso das próprias, quando a gente vai fazer, a gente faz um atendimento psicológico também dessa pessoa, a gente conversa várias vezes pra saber o que ela quer, o que ela não quer, pra entregar realmente algo que seja aquilo que ela quer, e também porque tem pessoas que não sabem direito o que é que quer, a gente vai dar prioridade pra quem tá precisando mais.
[57:28]E ela falou 8 anos que eu não saio de casa, e a gente falou assim, tá, mas aí, como é que você faz, então ela falou, não, eu não saio nem pra ir no supermercado, eu não vou na escola minha do meu filho, eu não vou nos aniversários da família, quem quiser me ver, vem aqui em casa, porque eu tenho muita vergonha, e ela não queria me mostrar, né, a imputação dela, porque ela falou que tinha muita vergonha, e não é só pela imputação, né, pela situação em si, né, oito anos de trauma em relação a isso, então esse é um caso que a gente estava trabalhando agora, a gente tá com um psicólogo que toda semana conversa com ela, porque a gente quer tirar ela de casa e a gente quer tirar ela de casa do chapécois pra cá, e ela estava falando assim bem triste que sobretudo o que aconteceu, ela contando, explicando e tudo mais, o crime aconteceu, ela estava com um bebê de um mês no colo, tinha acabado de sair do resguardo, tinha um bebê de três anos, o outro de sete, que viram tudo e hoje tem um marido, né, conseguiu casar novamente, ele ajuda muito ela e tudo mais, e aí eu falei para ela, é o seguinte, eu escuto, mas se você não sai de casa, para nada, como é que você vai vir aqui em São Paulo, né, que é longe,
[59:11]e, uma vez ela vem daqui, a gente faz uma, duas, três, o que ela quiser, pra ficar uma prota que ela realmente gosta, porque a gente quer que essa mulher volta e sai de casa de novo. E como que funciona essas campanhas? A gente não faz sempre essas campanhas, só quando a pessoa vem de muito longe e precisa de uma ajuda, a gente já atendeu uma garota da Venezuela, atendeu essa outra mulher que foi vítima de tentativa de feminicídio lá do interior, próximo a Cuiabá, mas são campanhas que a gente faz repontualmente, isoladas. Inclusive, se você quiser ajudar a colaborar, a gente pode, de repente, usar a sua estrutura.
[59:51]Geralmente, quando faz a campanha, são três, quatro alunos aqui do laboratório que falam, não, deixa a gente vai fazer uma campanha, faz uma vaquinha, divulga aqui entre os alunos, coloca na internet e consegue um valor X, nem é muito, é o valor suficiente para ela vir aqui com passagem de avião, 4, 5 dias em um hotel, que é um hotel próximo da universidade, e alimentação, e se manterem esses dias, porque o dispositivo que ela vai receber aqui não tem custo, a gente faz tudo sem nenhum custo para quem vai receber, é mais para uma estrutura para ela vir aqui.
[1:00:23]não, PodPlástico quer participar assim, e se eu puder colocar o PIX até na nossa conversa, na nossa tela, eu gostaria muito de poder estar presente nisso. Podemos combinar então, podemos combinar a Bediuretinha, como é que vai ser feito, porque quando eu soube da história dela, eu falei, não, vamos parar, tudo que a gente está fazendo aqui, que essa mulher é a prioridade, porque ela me escreveu e foi assim, sim, as pessoas me escrevem o dia inteiro, né, então eles acham o telefone, meu WhatsApp, meu LinkedIn, meu Instagram, e eu vou passando tudo para um aluno que é quem responde geralmente por essas coisas, mas ela me escreveu assim, ó, ela escreveu assim de frase, eu quero uma mão, e não disse mais nada, e aí, depois de uns dois dias, eu perguntei, oi, diga, o que é, quem é, ela falou que nem uma mão, de novo, e não disse mais nada, aí eu telefonei, né, porque às vezes a pessoa não tem e nem uma das duas mãos e não consegue nem digitar. E aí eu telefonei, quando eu telefonei foi que eu comecei a conversar com ela, mas no telefone ela falava, eu tenho vergonha de falar, ela tinha vergonha de falar sobre isso, de conversar sobre isso. Então assim, é uma mulher que está a oito anos presa dentro de casa por conta desse atentado que ela e o causador tá preso mas ela parou a vida dela de certa forma e assim pra gente que faz as prótases é uma coisa tão simples fazer a prótase e dar pra ela né porque a gente já faz isso a gente tem tem tem tem todo protocolo pra fazer isso o prótase quando eu vi a ocultação dela que aqui eu falei não isso aí com certeza a gente faz a prótase vai funcionar a gente precisa saber como é que você quer fazer EXATAMENTE. Faça até mais de uma pra ela, uma cor é diferente, se ela não quiser uma cor, a outra.
[1:02:11]Mas esse tipo de caso, quando aparece, ele aparece assim, o que dá muito sentido que a gente faz, né? Porque a gente tá trabalhando pra resolver casos de saúde pública, problemas de saúde, que é o que a gente pode, mas a pessoa tá lá do outro lado do Brasil, muito longe, de lá pra cá. e assim, de alguma maneira, chegou essa informação a ela, a gente divulga bastante tudo que faz, tem os professores aqui da universidade que falam que eu sou muito marqueteira, mas eu seria mais marqueteira se eu tivesse mais tempo, porque eu acho que as pessoas têm que ter acesso a essa informação, então às vezes eu estou mostrando o que eu faço para alguém que conhece alguém que precisa, que vai falar com alguém e eu acho que eu falei aqui no início, as pessoas que têm deficiência, elas ficam felizes de saber que tem alguém e se preocupando com esse tipo de problema, de fazer, buscar alguma solução para isso, e eu estou aqui para isso, estou na universidade para isso, é o meu papel como pesquisador, é o meu papel como educador, é algo que me motiva muito, então casos como esses são casos que a gente fica muito feliz de poder ajudar, de ter como oferecer um recurso para ela.
[1:03:25]eu posso fazer uma matéria aí na universidade? Pode sim, pode sim. Eu vou fazer uma matéria aí, coloco no meu Instagram, eu acho isso muito bacana de divulgar, não muda, não é só saúde, é saúde como toda, saúde mental, é saúde de tudo, uma pessoa dessa receber uma mão, é uma coisa... Tem um impacto que a gente não consegue abranger, a gente não consegue definir, porque às vezes tem algumas, alguém perguntar quantas prótas você já fez, eu falo, fiz tantas, mas às vezes você faz uma prótise para uma pessoa, você muda a vida da mãe daquela criança. Sim. A mãe daquela criança tinha muita proposta naquela criança, mas ela vai fazer que a criança não tem independência e tudo mais, então você mudou a vida da da mãe da criança, da mãe da criança, do pai, dos parentes, da professora, então são pessoas mais próximas, né? Eu gosto muito de conversar com as crianças principalmente e elas não falam tanto porque muitas têm vergonha, muitas já vem com muita vergonha de não ter a mão, muitas já vem meio que frustradas ou traumatizadas de tanta gente que pergunta o porquê que você não tem a mão e a criança, quando ela nasce numa família que ela tem, que ela é muito bem acolhida e ela não tem uma mão, por e, por exemplo, ela acha que vai ter outras crianças que não têm a mão, pra ela, é a família do nosso é pra ela que ela é diferente, ela acha que é muito normal, ela não tem a mão, mas quando ela chega na escola, que ela tá na altura de 30, numa escola que tem 200 crianças, 400 crianças, que ela vê todo mundo tem as duas mãos, e só eu que não tenho a mão, e aí isso já dá um impacto na personalidade dela, algumas crianças não se preocupam com isso, elas ignoram, mas a maioria reage de uma maneira negativa, evitativa. Quando essa criança chega na pre-adolescência, pra adolescência de novo, ela tem outro impacto ali em relação à imagem dela, ao visual dela, que as pessoas estão vendo dela. E as crianças sempre falam assim, ah, eu quero a prótese porque as pessoas olham pra mim com pena. Muitas crianças já falaram isso, muitos adultos já falaram isso, as pessoas olham pra mim com pena. E aí eu falo assim, tá, mas se você tiver com a mão do meu aranha, do bat, do homem de ferro, as pessoas vão olhar mais a rinda pra você, vão e muitos falaram a mesma coisa, mas elas não vão olhar com pena, elas vão olhar achando legal.
[1:05:52]O que a gente quer é que as pessoas nos olhem ou não chamem tanto a atenção e se chamam a atenção, chamam a atenção para algo positivo. Imagina, a gente faz uma prótese que vai mudar o modo como outra pessoa está olhando aquela pessoa. o que é a pessoa. Só que essa pessoa, ela tá sendo olhada todo dia por várias pessoas, o resto da vida. E se o olhar do outro incomoda ela, às vezes a pessoa que tem a prótese, só pra mudar o olhar do outro, ela não, ela, ela tava de boa de não ter as duas mãos, ela tava fazendo as coisas dela só com uma mão, mas ela não quer a outra prótese pra mudar esse modo como eu sou vista. Então às vezes a e tem essa função também. O impacto é gigante, o impacto é monstruoso. É totalmente psicológico, né. E nos próximos 10 anos aí, o que que, o que que você espera, né, inteligência artificial, sensores, prótes inteligentes, bio impressão, impressão 4D, a gente pode esperar muita coisa aí, né. Tudo isso dá para implementar com as próteses. A cadeira de rodas, por exemplo, que eu fiz, a gente imprimiu agora Rui Katsuno, que a gente terminou e montou. Eu olhei pra essa cadeira de rodas, foi a mesma coisa que eu vi desse projeto aqui, da prótase de mão, que a gente começou com ele, que eu olhei pra essa prótase e falei, dá pra trabalhar 10 anos em cima dessa prótase, a gente já tá com 12 e continuou trabalhando com ela. Então a cadeira de rodas foi a mesma coisa, eu falei, dá pra melhorar o assento, dá pra melhorar o sistema de freio, dá pra colocar um acessório com tablet, que a pessoa vai conseguir levar pra escola, vai colocar um suporte com água, o telefone, então assim, praticamente não tem fim, né?
[1:07:35]e a gente consegue trabalhar nessas questões durante muito tempo e a inteligência artificial, por exemplo, a gente usa bastante a inteligência artificial, tanto para melhorar a escrita dos nossos projetos, para conseguir recursos, a conseguir mais recursos, como começamos a usar a inteligência artificial, para conseguir juntar todas as ideias e mostrar claramente a solução. Também na divulgação, a gente usa muito na divulgação dos nossos projetos, A gente está usando a inteligência artificial para melhorar a modelagem 3D, para utilizar uma ferramenta em que o modelador vai ter que fazer menos passos, ele vai fazer um passo, mas isso vai ser melhorado, ele faz outro passo, vai ser melhorado, então a gente vai ter protas em tempos menores e em relação a a gente tem três, quatro pesquisas na área.
[1:08:25]Aí tem a questão do uso dos sensores, que é usar o sensor para fazer a protas captar os dados biológicos para acionar, para abrir, fechar a mão, tanto a hórtase como a prótase, usar as questões da biomimétrica, essa universidade lá na Alemanha que é a do aula, eles têm um custo de graduação em biônia, que em português seria o bimimetismo, que é utilizar formas da natureza para fazer os dispositivos, então a gente está implementando isso também, os dispositivos ficam mais bonitos, ficam mais resistentes, eles ficam mais com um aspecto assim, mais natural.
[1:09:01]Caramba, é muita tecnologia, né? E na verdade a tecnologia ensinou muito sobre o ser humano, né? Muito, muito, bastante, porque a gente cria ferramentas para melhorar a qualidade de vida, mas essa qualidade de vida impacta diretamente nas pessoas, né? Então isso vai gerando novas possibilidades, o que a gente vê o que funciona com o paciente, a gente pode aplicar para o outro paciente, em relação aos materiais em si, estão surgindo os materiais cada vez mais inteligentes, mais resistentes.
[1:09:34]Essa questão de todas as cores que a gente tem dos materiais, o meu laboratório é que, se você entrar, vai ser o mais colorido de todos, porque a gente faz muita coisa colorida, a gente usa muitas cores. E o pessoal fala, nossa, mas nem parece um laboratório, eu nunca sei se isso é bom ou ruim, porque é muito diferente do padrão. Então essa questão das cores, ela faz porque a gente tem muito mais possibilidades de atingir, que realmente as pessoas querem, que as pessoas gostam, combinação de materiais, as impressoras também elas estão vindo com uma qualidade muito boa de impressão, então a gente tem uma impressora que ela usa a inteligência artificial para corrigir os erros dela mesmo, ela mandou a mensagem de madrugada para a impressão que você deixou lá, parece que tem algum fio solto, eu vou parar, você quer que continue, então de casa a gente consegue controlar as impressoras, o doutor fora tem TAMERA vendo o que está acontecendo no laboratório e eu consigo ver o que está dentro de cada impressora também por um aplicativo. Então antes era enviável esse tipo de coisa. Hoje a gente consegue fazer isso com muito mais facilidade.
[1:10:37]E o que os pacientes te ensinaram ao longo desses anos? Os pacientes, os que nós atendemos, né? A gente vai pensar aqui que seria mais interessante para te passar. Tem muitos ensinamentos dos pacientes. Os pacientes ensinaram para a gente que a gente tem muito que melhorar. A gente tem que ter muito melhorar que a gente tem que ter muita empatia para entender o que é que a pessoa precisa, que não é aquilo que a gente faz, que a gente fala, isso aqui é legal, muito legal, vou dar para o paciente, as vezes o paciente não quer isso. Então é escutar o paciente que às vezes o que ele quer pode ser que não seja o mais bonito do ponto de vista estético, mas a gente está fazendo uma parte do corpo dele. Então assim, eu tenho uma frase que eu digo que é uma pretensão muito grande, nossa, imaginar que a gente vai fazer a parte do corpo de uma pessoa com material plástico usando a tecnologia que nós temos. Então é um desafio muito grande, é usar o dia da nossa parte tentar fazer isso, então por isso que a gente tem e uma obrigação de tentar fazer da melhor maneira possível e a melhor maneira possível escutar o que o paciente quer, escutar o que ele quer. Então, por exemplo, tem pessoas que a gente vai dizer, não, a gente pode fazer uma prótese que vai mexer os dias depois, eu não quero, eu quero uma prótese assim, que a gente fez com uma costureira, ela falou, eu quero uma prótese que tenha essa parte aqui reta para eu segurar o tecido na hora que eu estiver na máquina de costura. Então, a prótese dela ficou com isso aqui meio reto, se eu aliando esteticamente nem tá parecido com a mão, mas para ela tá ótima, e eu quero segurar aqui o tecido, o que eu costuro, então quero fazer por isso.
[1:12:15]Vou costurar. Vou costurar, tem um paciente que falou pra gente que queria uma prota especificamente pra dirigir, ele falou que era a mão assim, pra dirigir e aí a gente fez, você olha assim, não parece, não fica muito bonito, uma mão assim, parece uma mão assim, garra, mas ele ficou super satisfeito, ele mora lá na região uruguayana, a gente coloca aqui, ele coloca, ele consegue usar o volante, consegue utilizar, então o que o paciente ensina principalmente para a gente, é que a gente tem que ter a capacidade de escutar o que ele quer, pensar de tudo que a gente já aprendeu, de matemática física, materiais, resistências, de desenho, juntando tudo isso, como é que eu consigo atender o que essa pessoa precisa, de modo que ela fique satisfeita, e a gente aprende muito com o paciente escutando o que ele tem para falar, olha, esse aqui funcionou, esse aqui não funcionou, esse aqui não adianta, não vou fazer de novo, né, o nosso programa aqui na universidade é um programa de extensão, e a extensão é justamente isso, é tirar e o conhecimento da universidade, levar para fora, aprender com quem está fora da universidade, que não teve oportunidade de entrar na universidade e trazer esse conhecimento de volta para a universidade.
[1:13:19]Então a gente trabalha muito com prototipagem, às vezes para um paciente a gente faz 1, 2, 3, 4, 5 protótipos e eu falo para os alunos, mas demora, vocês param, agora parou nesse daqui, agora entrega, porque se não fica o resto da vida e tem outras pessoas explorando também. Isso é a evolução de dignidade, né? Exato, a gente fez uma... teve uma garotinha que ela nasceu com os dois ombros mal formados e uma parte aqui muito pequena atrofiada, deixa eu só dar uma olhadinha aqui, só um... não, achei que tinha alguém chamando, uma parte muito pequena atrofiada e a gente queria fazer um encaixe, né, usando um material plástico que nesse encaixe ia entrar a prótese. E a gente... só que ela bebe assim, três anos e meio, de não quatro anos, vai de idade, pele muito fininha, a gente fazer com o material ficado ASPERO por dentro e tinha que ficar bem apertado e dobrar um pouco o ossinho dela aqui para caber e aí a gente fez o primeiro machucou, o segundo ficou melhor, o terceiro ficou melhor, aí no último a gente fez um que ela mesmo colocou e deu certo e aí ela estava ainda já voltando para a cidade dela de fora, ela estava lá na porta e aí ela voltou e falou assim NÃO, eu quero falar uma coisa pra ela, e aí ela voltou e falou pra mim, se você sabia fazer o que não dói, por que vocês fizeram vários que não prestavam?
[1:14:44]É a sinceridade da criança. É a sinceridade maravilhosa da criança, né, ela falou desse jeito, porque vocês fizeram o que dói se você sabia fazer o que não dói, então que a nossa missão é nos próximos tentar fazer já esse último, né, tentar fazer o que não dói. é isso aí, então a gente vai se encaminhando aqui para o final do nosso PodPlástico, maravilhosa conversa, muito obrigado, tem alguma pergunta que eu não fiz, que você gostaria de abordar, algum tema que gostaria de falar?
[1:15:19]Não, eu acho que eu só posso avisar para as pessoas que é fácil encontrar a gente na internet, A gente tem o programa principal é o Mão 3D. Mão 3D precisa encontrar o site, o Instagram, o LinkedIn. Do projeto de horteses para AVC, chama Rehabilita, 3D, AVC. Então esse também é fácil de encontrar a gente. Nosso laboratório, eu acho que ele tem todas as contas também, o Instagram, o LinkedIn, o laboratório de horteses e próteses em 3D.
[1:15:53]e as pessoas podem entrar em contato com a gente também para pegar mais informações. Se alguém precisar, souber de alguém que está precisando, pode passar o nosso contato. A gente recebe visitas no laboratório, dia de sexta-feira, dia de visita, terça-feira é dia que a gente atende pacientes SUS, então a gente tem uma rotina aqui no laboratório que a gente segue.
[1:16:14]Nós estamos aí em processo de mudança do nosso laboratório, porque foi inaugurar um novo prédio da UNIFESP, o que é muito bom, porque o nosso laboratório já não cabe, mas o que a gente faz lá dentro. Eu comecei tirando os armários para o corredor, já tem coisas no corredor, o bombeiro já está aqui reclamando, mas a gente conseguiu um espaço dobro do tamanho, que a gente vai precisar, que a gente quer fazer mais cadeiras de roda, a gente vai precisar de mais espaço, e então pode ser que nas próximas três, quatro semanas a gente não receba visita, mas a gente está nesse processo de mudança, depois todos serão bem vindos.
[1:16:48]e se você pudesse deixar uma mensagem para alguém que perdeu um membro e hoje está sem esperança o que diria uma mensagem para alguém que perdeu o membro está sem esperança é uma é uma dificuldade muito grande para quem perdeu o membro e geralmente são casos de agressão né são casos de saúde são casos em que a pessoa teve um acidente e são casos que têm ali um segundo um descuido ou um ato de violação que muda completamente a vida da pessoa e as vezes acontece com uma pessoa muito jovem ainda ou até mesmo criança mas a tecnologia hoje ela avançou muito no sentido de oferecer mais soluções para os problemas físicos então os problemas físicos eu acredito que nos próximos anos a gente vai ter mais facilidade para desenvolver esse tipo de dispositivo mas uma pessoa que perdeu membro e tem que se acostumar a viver com essa condição de vida, ela pode ser beneficiada o uso da tecnologia. Então tem pessoas que estão trabalhando, estão investindo seu tempo na busca de soluções. A gente tem um país muito grande, que tem um número muito grande de desigualdades, acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, então são pessoas que, de uma hora para outra, elas têm que ter uma mudança de vida. A pessoa com com deficiência, ela nunca precisa só de uma prótese, ela precisa sempre de reabilitação de fisioterapia, tendimento psicológico, então é sempre uma descoberta de que agora vou ter que aprender tudo de novo, aprender a caminhar de novo, aprender a pegar os objetos, às vezes falar, ouvir, entender, se compreender como uma pessoa com deficiência e nós respeitamos muito o que a pessoa precisa e o que a pessoa precisa tem que ser levada em consideração, porque é isso que vai fazer ela conseguir se encontrar, né, a identidade dela nessa nova condição que ela se encontra.
[1:18:51]É isso aí. Então, hoje nós aprendemos que a tecnologia não é apenas criar máquinas, ela serve criar oportunidades. Aprendemos que a inovação não é feita de equipamentos, ela é feita de pessoas e que um material que muitos enxergam apenas como plástico PodPlástico pode nas mãos certas devolver a autonomia, autoestima e dignidade. A professora Maria Elisette, muito obrigado por nos lembrar que a ciência só faz sentido quando melhora a vida das pessoas, muito obrigado por participar do nosso PodPlástico, nós falamos muito aqui, material plástico e tendo esse tipo de experiência, esse tipo de conexão com pessoas como a senhora que trabalham de outurnamente, melhorando a vida das pessoas com os materiais pláticos, é uma satisfação imensa para a gente.
[1:19:50]Eu que agradeço, agradeço o convite, agradeço a oportunidade, espero poder voltar aqui novamente com outros tipos de exemplos para passar para você. A gente está sempre na busca de trabalhar com melhores materiais, trabalhar com os resultados mais adequados. eu acho que sempre vai ser um oportunidade de voltar aqui. Muito obrigada, Rui. É, eu vou até aí, eu vou gravar uma matéria aí pra gente soltar no Instagram.
[1:20:15]Sim, sim, vai ser muito bem-vindo. Muito obrigada a você que nos acompanhou até agora, se gostou deixa o seu comentário, deixa o seu like, nos siga, ativa o sininho pra quando vier o próximo PodPlástico, e até o próximo episódio PodPlástico, professora, muito obrigado pela participação da senhora, foi uma enorme satisfação. Então, tchau, obrigado também.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
