O PODER DA TECNOLOGIA 4.0 NO MERCADO PLÁSTICO | Com Marcel
Marcel Brito, da Visuri, explica o dosador gravimétrico, a indústria 4.0, o uso de IA nas fábricas de plástico e a falta de mão de obra no setor.
Principais insights
- Marcel Brito fundou a Visuri em 2017 com dois sócios, depois de passar pela Ineal e pela Carnevalli, e fez pós-graduação em engenharia de polímeros para entender tecnicamente o que vendia.
- O dosador gravimétrico é um misturador automático que pesa cada matéria-prima, como PEAD, linear, masterbatch, carbonato de cálcio e material recuperado, e alimenta a máquina; em extrusão de filme, controla a gramatura e o percentual de cada camada da coextrusão.
- Desde o início, a Visuri aposta em indústria 4.0 para não competir apenas por preço: seu sistema vincula perdas e produtividade à ordem de produção, ao operador e ao turno, e a empresa também faz centrais de alimentação com silos e vácuo.
- Marcel diz que monitorar o desperdício reduz perdas, e que IoT, big data e IA generativa já permitem prever manutenção, como trocar um rolamento com 20 dias de antecedência.
- A falta de mão de obra é a principal queixa dos clientes: segundo ele, as empresas terão de se adaptar ao jovem nativo digital e priorizar vontade de aprender, e a IA pode elevar a produtividade em 30% a 40%.
- Ele defende o plástico com base em ciência (canudos de papel, microplásticos, 60% a 70% da renda das cooperativas) e a desoneração da cadeia de reciclagem; a Visuri apoia o Instituto Soul do Plástico.
Perguntas frequentes
Quem é Marcel Brito e o que a Visuri fabrica?
O que é um dosador gravimétrico e para que serve?
Como a indústria 4.0 e o MES ajudam uma fábrica de plástico?
Por que a Visuri evita competir só por preço?
Como a inteligência artificial deve mudar a operação das fábricas de plástico?
Que vantagens um gravimétrico traz a quem alimenta as máquinas manualmente?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Marcel Brito e a Visuri
[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Hoje eu tenho a honra de receber Marcel Brito da Visuri Equipamentos Gravimétricos. Tudo bem, Marcel? Estou obrigado por ter aceito o nosso convite. Estou obrigado pela disponibilidade de tempo e se apresenta para o pessoal aí. Tudo ótimo. Obrigado pelo convite. Parabéns pelo estúdio. Ficou muito bom mesmo.
[0:26]e é um prazer estar aqui, né, trocar uma ideia, falar de plástico, falar de tecnologia, falar do nosso mercado. É isso aí, conta pra gente, como é que começou, como é que surgiu a ideia da Visuri, de onde ela nasceu, de onde você começou? A Visuri, ela, ela aconteceu, vamos dizer assim. então, eu comecei minha vida profissional já nesses termos em inglês, na eco-office boy, você fala hoje para o pessoal mais novo.
1:01Da venda de periféricos à criação da Visuri
[1:01]Quem nunca, quem nunca também. E dali para frente sempre como vendedor, então, vendi de tudo um pouco, assinatura de revista, assinatura de TV, convênio, propaganda em lista telefônica, vendi Thaillair. Então, fiz bastante coisa até os 26 anos, que eu entrei na época na Ineal, para vender periféricos para a indústria de plástico, na época alimentadores, dozadores, secadores, desumidificadores, e tudo que eu conheço de plástico, partiu dessa época. Então, eu estudei, eu fiz mecânica desde oito anos de idade, estudei numa escola em São Bernardo, que é o Colégio do Termo Mecânica, que ele é patrocinado pela indústria, e lá...
[2:02]É como se fosse um senai? não se fosse um SENAI, mas eu peguei o primeiro projeto da escola, que foi em 1990, onde eles montaram a primeira turma e o intuito era formar cidadãos com conhecimento técnico e também com uma educação diferenciada em relação ao que se tinha no estudo público. e aí eu entrei com oito anos de idade na segunda série, então já com aula de mecânica, elétrica, eletrônica, então lá eu estudei um pouquinho de tudo, né, agricultura, cerâmica, aeromodelismo, e aí eu fiquei na termo mecânica até uns 15 anos, saí, fui para o mercado de trabalho, e aí quando eu entrei na Ineal, eu entendi um pouco de mecânica.
[3:00]Ineal era a única empresa que tinha na época daquilo, né? Na verdade, a Ineal vem da Plasti Equipe, né, eram funcionários da Plasti Equipe que formaram a Ineal, até brinco com o pessoal da Plasti Equipe, porque eu já sou neto já, né, deles, né? Da Ineal, né, a Plasti Equipe da Ineal, né? E aí na Ineal, eu vi a necessidade de entender tecnicamente sobre o plástico, e aí e fui buscar cursos. Na época eu tentei fazer FATEC, polímeros, entrei na FATEC, fiz um primeiro semestre, mas como vida comercial, eu viajava muito, eu não estava acompanhando o curso.
[3:43]Como já tinha formação superior em administração, eu acabei optando por fazer pós, né? Eu fiz pós em engenharia de polímeros na Analsol do Cruz para entender mais tecnicamente sobre aquilo que eu estava vendendo. E aí aprendi, vendedor, gerente comercial, aí na época a gente fez uma parceria com a Syncro, que é italiana, aí começamos a produzir os dosadores gravimétricos aqui no Brasil, segundo a tecnologia deles. Essa parceria foi até final de 2014, e aí nesse período, me relacionei muito com os fabricantes de estruzoura, né?
[4:28]Cumpule, Carnevalli, HGR, e aí eu recebi o convite pra trabalhar na Carnevalli. Ah, você trabalhou lá também? Sim. Parece que tinha direto pra visure. Não. Aí eu trabalhei na Carnevalli, 2015, em 2017, eu junto com o quadriano Fernando, a gente iniciou a Visuri, e aí eu passei a representante dentro da Carnevalli, então atuava como representante, ia tocando a Visuri no tempo livre, então o Adriano e o Fernando... O cliente era o mesmo, né?
[5:07]O cliente era o mesmo, ia comprar a máquina, tinha que comprar o gravimétrico, né? Na parte comercial, eu ia assiliando, né? Então isso foi em 2017 que a gente começou. de lá pra cá, a gente conseguiu emplacar o dosador gravimétrico, que é o nosso principal equipamento, e as novas tecnologias foram surgindo por uma necessidade do mercado. Conta um pouco pra gente, já que você tocou nesse ponto das novas tecnologias da indústria 4.0.
5:44Indústria 4.0 e o MES: o diferencial desde 2017
[5:44]o que você tem de solução relacionado a isso hoje com o seu gravimétrico, o seu MES, como que ele conecta? Quando a gente começou, lá em 2017, já se falava muito indústria 4.0. Uma empresa nova iniciando, eu pensei que a gente precisaria ter alguma coisa de diferente para oferecer no mercado. não poderia ser mais um. Provedor de dozador gravimétrico já tinha alguns.
[6:17]Então, para a Visuri e não ser mais um, ela teria que vim com uma história diferente, com algo para agregar e também para não entrar simplesmente na guerra de preço. Então, sou uma empresa nova, começo a fazer termoformadora, vou vender mais barato que o Ruli, vou pegar alguns clientes que estão comprando só preço, aí vem outro, vendendo ainda mais barato, e é uma guerra sem fim, e não consegue fazer nada.
[6:45]Aí ninguém ganha nada, só que todo mundo se matando. Até o cliente, né, porque... Perde qualidade, você está barganhando muito o preço. Você não tem recurso para ter as melhores pessoas, os melhores processos, os melhores projetos. É, tem um monte de clientes que não entende isso, né, que às vezes, por que é um pouco mais caro? É mais caro porque carrega um pouco mais de tecnologia, né.
[7:08]todo dia a gente tem que explicar, que não é simplesmente a matéria-prima, que aço você usa, que pneumática você usa, que eletrônica você usa, então claro, uma boa matéria-prima está na conta. Agora, a estrutura que você precisa ter para conseguir dar o respaldo para o seu cliente no momento que ele precisa... imediato, o momento que ele precisa na hora. Então, para isso você precisa compor uma estrutura, ter pessoas, e isso custa, então gente boa custa. Então, qual que é a história que a gente iniciou lá atrás? Tínhamos que ter alguma coisa de indústria 4.0 na nossa solução para que que tivesse um discurso diferente do mercado.
8:03O que é um dosador gravimétrico
[8:03]Pra quem, só antes da gente falar disso, pra quem tá ouvindo a gente e não sabe o que é um dosador gravimétrico, só desculpa de interromper, mas só pra pontuar, mas o que que eles estão falando, né? Então, o que é um dosador gravimétrico? Um dosador gravimétrico é um misturador automático de matéria-prima. Então, pra fazer um produto, uma embalagem, uma peça técnica, as vezes você precisa fazer uma composição, por exemplo, uma massacola de supermercado hoje, ela leva alta densidade, ela leva linear, ela leva master branco, carbonato de cálcio, leva o recuperado do próprio processo, então o gravimétrico ele pega todos esses materiais e que pesa cada um deles e faz uma mistura conforme a necessidade do produto.
[8:57]São vários silos, cada um com uma matéria-prima, eles descem dosados e faz uma mistura e aí vai para a máquina automático. Ele alimenta, então ele faz a captação através de pressão negativa, então ele puxa esses materiais, até recipientes que estão na parte superior do gravimétrico, pesa cada um conforme a proporção estipulada pelo cliente, homogeniza e descarrega na máquina.
[9:26]Isso você acaba economizando material também, né? Sim. E muita mão de obra, né? Sim. Você melhora sua eficiência, você não corre o risco da máquina parar por falta de alimentação, você não tem oscilação no ano processo porque você consegue a manutenção da blenda do início ao fim do processo e na extrusão de filme o dosador gravimétrico ele ainda controla a gramatura, então ele controla o que entra na máquina de material e com a referência do puxador ele garante que em cada metro de filme eu tenha sempre a mesma quantidade de material. Que aí você começa a entrar no 4.0 com as leituras.
[10:10]Na verdade, o 4.0 entra utilizando essas informações que são geradas tanto pelo nosso equipamento como pela própria máquina. Esse controle de gramatura é estándar do nosso equipamento. Então, numa máquina de múltiplas camadas, uma coex 3, 4, 5, ele controla o percentual de cada camada, às vezes num filme de 60 µm, 40 µm, muito fino. Então esse é o controle principal quando se fala instrução de filme do nosso equipamento.
[10:50]Agora a parte dosagem, a parte de mistura, fazer uma blenda de forma precisa, aí você consegue aplicar também em outros segmentos de transformação, injeção, sopro, extrusão de tubo, chapa, própria chapa de PET. Então, o gravimétrico, ele foi o nosso carro-chefe, mas também a parte da indústria 4.0, a parte do sistema, ela vem acompanhando desde o início. No início, a gente até procurou ABIMAQ, na época que eu falei com o Gustavo, ele me indicou algumas empresas para eu conversar para ver se a gente conseguiria agregar alguma solução 4.0 no nosso equipamento. E aí na época eu conversei com o pessoal da Prodoin, que já tinha uma solução, um MAS, que partia ali de instalar um hardware na MAQ. Mas você conheceu esse pessoal lá na ABIMAQ?
[11:55]ABIMAQ, isso. Ele já tinha um hardware para fazer captação de dados produtivos das máquinas e em cima daqueles dados, eles criavam os dashboards, control de AI, control statistics de processo, ajudava na questão da manutenção, acompanhamento de desgaste de cada um dos componentes das e as maquinas. Então, a gente entrou oferecendo gravimétrico e já com a possibilidade de oferecer no pacote essa solução que na época era uma solução pronta da prova.
[12:36]Então, já é diferente, né? Então, o cliente que estava acostumado a lidar com o fabricante do gravimétrico, ele tinha a solução exatamente nos mesmos moldes que ele tinha do fornecedor atual, claro que o equipamento que a gente iniciou gera equipamento tecnicamente acima daquele vendido no mercado. Mas nenhum tinha ainda o link do Master? não. Pelo menos não tinha divulgação disso e para os clientes era uma novidade. A gente ficou com a prodem durante um tempo e depois, através de um parceiro, a gente desenvolveu uma solução própria. E aí, nesse projeto inicial, o foco era o OE, era o cálculo da eficiência mas você acha hoje que o Brasil, o brasileiro, já a indústria brasileira no caso já aceitou isso ou ainda está vindo gradativamente, a pessoa tem resistência, o que que você vê desse mercado?
13:53Digitalização, IA e a falta de mão de obra
[13:53]Rui, a gente está, a indústria 4.0 já é um conceito que já está até ficando para trás. Se fala hoje muito em digitalização das empresas. E é fato que quem não se abrir para isso vai se complicar nos próximos anos. Então, a velocidade com que as coisas estão acontecendo, a velocidade com que a IA está se desenvolvendo ou você encontra alguma aplicação para melhorar o seu processo ou seu produto ou os dois, ou o seu concorrente e você vai ficar atrás da tua casa. Então, é um caminho sem volta, eu diria que não só as empresas de plástico, mas quem não aderia essas tecnologias vai viver momentos complicados aí, não? A curto prazo não diria nem a médio longo prazo.
[14:49]A ideia, na verdade, é tirar pessoas que não existem, porque você vai contratar um funcionário hoje é meio difícil, não sei, aqui pra gente é bem complicado, como é que tá lá pra vocês? A mão de obra é a grande queixa de todos os clientes, empresários, gestores que a gente conversa, então é um grande desafio essa questão da mão de obra e você tem hoje, eu fui em um evento de tecnologia na semana passada, hoje você tem empresas chegando a nível de unicórnio com 30 funcionários, são empresas valendo um bilhão de dólares com 30 funcionários usando de tecnologia, usando de inteligência artificial para resolver algum tipo de problema.
[15:42]Que é o caminho, na verdade hoje a molecada são todos nativos digitais. sim, eu vim pra cá e eu tava escutando um podcast que chama Gigacast, que um desses, o rapaz que é responsável, ele tava palestrando nesse evento que eu fui na semana passada e eu tô tentando me atualizar em relação aos termos, né, que são usados, mas essa molecada nova já vem com uma configuração diferente. A visão que eles têm, mesmo muito jovens, por conta do acesso à informação em um volume absurdo, faz com que realmente, para a gente acompanhar a gente que é mais velho, seja o desafio muito grande. Na verdade é pegar, agregar e somar, não tem outro caminho. O caminho da Indústria 4.0 já foi, o que você falou.
[16:47]Molecada vem com a cabeça completamente diferente. Meu RH estava reclamando, que trouxe pessoas para entrevistar aqui e ela foi entrevistada. Mas está normal, eu participo de alguns processos eletivos, você é entrevistado, você começa entrevistando, que a pouco você está sendo entrevistado e, às vezes, a pessoa começa e desiste na primeira semana. Você ainda tem que convencê-la, não.
[17:15]Fica aí. Dá mais uma chance. Hoje, antes de você chegar aqui, eu estava com uma reunião com o SENAI e a gente estava abordando exatamente este tema e eu estava pedindo para eles ver se a gente não tem tem uma outra maneira de abordar os cursos, porque primeiro que você chega no SENAI, todo mundo está contratado, você não consegue contratar ninguém.
[17:42]Agora eu consegui, eu contratei três desenhistas aqui, que eu não deixo ninguém jogar perto, porque foi muito difícil, mas a questão dessa mão de obra, o cara sai de um curso de ferramentaria, ele compra um torno e põe na garagem da casa dele e ele é um micro e o empresário. Então, está muito difícil mesmo a contratação de várias coisas, né? E são em vários setores, não é no plástico, né? São em todos os setores que a gente tem problema, né?
[18:13]Sim, sim, é geral. Você vê o jovem, na verdade, nossas empresas terão que se adaptar à nova realidade e se adaptar à forma que o jovem está disposto a trabalhar, está disposto a entregar. então, nesse evento, falou-se muito sobre não contratar quem não usasse inteligência artificial e quem está dentro e não tivesse nenhuma ferramenta utilizada no seu dia-a-dia, que não teria futuro na empresa também, porque a inteligência artificial pode melhorar nossa produtividade, quando eu digo, nossa, não só dos nossos colaboradores, mas a nossa pessoalmente, também, nossas atividades, em 30%, a 40%, o ganho é muito grande.
[19:10]Então, a gente tem que incentivar para que esses jovens venham e tragam também essas ferramentas para mudar a forma com que a gente trabalha e agregarmos aos processos consequentemente aí no nosso serviço entregue. aí, como que você vê, assim, aquele cara que vem e fala, já vou começar, é impossível, não me aguento, né? Aquele cara que chega e fala, o plástico tem que acabar, vai acabar com o plástico.
19:42Quem quer acabar com o plástico: canudos e microplásticos
[19:42]Como é que você vê as tecnologias que estão chegando sem o material plástico? Como elas chegariam, talvez uma televisão com 100kg, como era no passado? Como que você vê essas pessoas que ficam demonizando o material plástico e ele está intrínseco na evolução humana, na evolução das coisas? Na verdade, eu não vejo. Então, como você mesmo disse, quem fala que o plástico precisa acabar ou que o plástico é um problema ambiental, está muito pouco informado.
[20:22]então precisa realmente entender o que tem por trás e de tudo isso. É fato que a gente não pode fechar os olhos para a poluição plástica, isso existe, mas a gente sabe... Aqui eu não chamo de poluição plástica, eu chamo de poluição humana, mas é o que você falou, por que está lá? Eu vou puxar agora o gancho aqui, já que nós chegamos aqui, os eco-chato, isso aqui imagina que são balonzinhos na cabeça deles.
[20:51]os índios são esses, estes, estas criações, a cabeça do poste é mais ou menos assim, a garrafinha indo para a água sozinha, ela está indo feliz lá para se afogar, o canudo está indo lá você vê eles tem perna e braça, eles tem vida, a sacolinha então é alegria dela entra na água, então você imagina os balonzinos na cabeça dos postes são esses caras aqui que você só vê aqui na decoração do PodPlástico, porque o canudo mesmo, ele não tem pernas, e você já imaginou um canudo desse aqui, leve pra caramba, que cumpre uma função única, e o cara me faz um canudo que pesa cinco vezes mais que esse aqui, vem da celulose, acelulose, que é branca? Ou será que tomou susto e virou branco? Eu sempre falo do susto, né?
[21:50]Quando a susta fica branco, não, cara, isso aqui tem muito produto químico, tem muita água, claro, que envolve muita tecnologia, mas dispende muita energia para fabricar isso, que vai cumprir a mesma função disso. Aqui carrega mais CO2, porque é mais pesado no transporte, desacelerar a entrega, o caminhão vai andar mais dentro porque ele caminha mais pesado, gasta mais pneu, ou seja, você está jogando muito mais coisa no meio ambiente do que você está tirando com o canudo, isso aqui foi a pior burrice que eu já vi na minha vida.
[22:28]Tem que contar que é horrível isso. O cara que fez isso aqui, ele não pensou em nada. gosto na bebida, ele dissolve, ele amolece. E aí tá, a gente usou ele na bebida. Ele manda mais de um porque ele já sabe que vai amolecer. Ele vai para reciclagem? Não, ele vai para teros sanitário, tanto esse quanto esse, os dois vão para teros sanitário. Só que esse aqui no ateos sanitário, ele emite CH4, que é muito mais prejudicial do que o CH2, é muito, muito mais mais prejudicial. Então, o cara que fala disso aqui, ele realmente é o cara que não estudou, se deixou levar por uma narrativa falsa, que é a questão do nariz da tartaruga, que depois foi descoberto que não era um canudo e sim um pedaço de fio. Então, o cara que substituiu isso por isso, ele não fez conta nenhuma, ele apenas fez um apelo pelo que estava em bem hype na mídia para que ele saísse bem na foto, só que hoje ele está mal na foto emitindo CH4 com um canudinho de papel. Então, é esse tipo de coisa que me deixa alucinado e que eu defendo o material plástico por conta da ciência. Não é por conta de que eu quero, porque eu fabrico termoformadora. Não, mas é por conta da ciência. Você não tem estudos acima do nível 2, falando que o plástico é prejudicial, os microplásticos, eles falam que vem de embalagem, para qualquer um que separa na rua e fala de onde vem o microplástico, ele fala de embalagem, aí você pergunta por quantos anos dura o plástico, ele fala mil, você fala, pô, se ele dura mil e ele só tem 100, como é que ele virou microplástico?
[24:13]Cara, é de lavagem de roupa, a maior parte, que é só colocar um filtro na máquina de lavar, então, à medida que você vai estudando, você vai ganhando conhecimento, você vê que não tem nada a ver as narrativas dessas ONGs, que recebem bastante dinheiro, que a gente nunca sabe de onde vem, de onde nascem, que aí ficam falando mal do material, emplacando narrativa, e o triste é ver muitas pessoas embarcando nessa narrativa falsa, sem nenhum conhecimento técnico, né?
[24:44]Até comentava com o Junior antes da gente começar, que peguei a postila do meu filho e estava lá. Como sua família contribui pro meio ambiente, o primeiro item era redução do uso de embalagens plásticas e descartáveis. Agora fala isso em um período de pandemia, por exemplo. Ninguém falava. Não, a pandemia era tudo embalado. Se fosse entregar sem embalagem, ninguém iria. E faltou a embalagem. É uma população mundial crescendo, doenças produtos que a gente não imagina, material totalmente nerd.
[25:23]Cara, isso aqui é muito importante, a gente vê um canudo assim, ah, mas tem hora que ele não precisa, poxa, nós estamos tomando água aqui, nós não estamos usando canudo. Então, o recusar é o primeiro, beleza, não precisa, não usa, mas você vai tomar um milkshake, você precisa de um canudo, aí você vai meter um canudo de papel, que ele tem uma contaminação infinitamente maior do que um canudo de plástico, só para falar que você não utiliza plástico.
[25:47]plástico. Poxa, estuda um pouquinho, fala que você utiliza o plástico e o que é o plástico é mais sustentável. Essas grandes redes aí que estão voltando atrás, começando a utilizar a embalagem de novo, essa cultura, essa cultura walk que ela está emplacando em cima de tudo, colocando tudo igual abaixo. Então, isso aqui é muito mais sustentável e tem pessoas que necessitam. Você pensou uma pessoa com dificuldade de mobilidade que, às vezes, está com braços ingessados, mesmo que não tem os braços, precisa de um canudo para se alimentar, como é que faz se acabar com isso aqui?
[26:26]Você sabia que 60% a 70% da renda de todas as cooperativas que nós temos no país são derivados de materiais plásticos? Então você já pensou acabar com o plástico? Quantos empregos vão para o ralo? imagino o potencial de levar esse número, então... É muito grande, é muito grande. Dentro da nossa frente parlamentar, a gente está tentando aprovar algumas legislações e para aumentar o número de material reciclado, que é totalmente possível reciclar, o plástico recicla 100%.
[27:03]Você pega um material ruim plástico, você pega um vírus de mistura, o material fica bom, você conhece mais de aditivo até do que eu. as máquinas e as atitivações estão se desenvolvendo cada vez mais para utilizar cada vez mais o material reciclado nas composições. E eu acho que é o caminho, o caminho é economia circular. A única solução é reciclagem, não, muito pelo contrário.
[27:29]Tem vários outros erros aí no meio dessa economia circular, mas a reciclagem é uma delas e é bem forte. a gente fala aí num número absurdo de catadores que vivem disso, que são coletores de resíduo, na verdade, que vivem disso, então, poxa, não vale nada o trabalho dessas pessoas, vale muito, na minha opinião, a parte da reciclagem, eu sou muito categórico de falar que aquilo ali tinha que ser desonerado, quem recicla não devia pagar imposto, porque já pagou imposto na cadeia inteira, então eu brigo muito por isso, porque ele não tinha para pagar imposto. O cara está fazendo um bem. O material, qualquer que seja ele, tá, plástico, madeira, aço, alumínio, papelão, qualquer material que ele vai parar na terça sanitária, ele é custo para o estado. O estado, quando eu falo, é para o estado brasileiro, para todas as perfeituras. Ele custa. Quando aquele catador vai lá e tira aquilo e coloca no meio de reciclagem, o estado deixou de colocar dinheiro ali. Então, poxa, ele ele deixou de colocar dinheiro ali porque aquela economia é muito maior do que o tributo, então por que que não exonera esse cara aqui dessa tributação?
[28:42]Ele ia ser o primeiro a fomentar essas ações. Exato, porque você recicla mais, o valor sobe, o transformador consegue acabar, paga um valor maior para o coletor, anima o cara, porque se não tem valor, não vai coletar. a garrafa PET mesmo, ela chegou aí a meses atrás aí a 6,50 quilo do fardo, putz, você não via garrafa PET na rua, o quilo da garrafa PET ele é maior, é o valor do que o quilo do papel, o quilo do papel é centavos, o da garrafa hoje deve estar nos R$ 5,00, então a valorização vem vindo, vem aumentando o número de materiais reciclados, você vê a última da ABIPET lá, parece que vai chegar a 80% esse ano de PET reciclado, poxa, é um volume, é um volume bacana, a gente pode ser referência, mas tem que desonerar essa cadeia no meu ponto de vista, no meu singelo ponto de vista.
[29:42]e o que tem valor, fomenta. Então, como você falou, hoje se paga bem pelo fardo de PET. Então, o fato de isso, ter valor, faz com que as pessoas possam viver disso. Mas falta, o problema é que falta. A indústria quer mais e não tem falta. Vai comprar a garrafa, não tem para comprar. Eles não conseguem trazer os resíduos, os resíduos estão faltando.
[30:10]todos eles falta polipropileno, polietileno, PET, falta tudo, falta tudo, todos os recicladores se perguntam, eles têm dificuldade de comprar material reciclado, e lá na esteira de reciclagem tem um monte indo para ter o sanitário, porque às vezes... É dificuldade de retornar com os fechacadeias. A pessoa quando compra uma garrafa de água, qualquer material, uma caixa de papelão, a pessoa, quando compra aquilo, ela é responsável por aquilo.
[30:42]Então, aquilo é dela, como comprar um relógio, como comprar um telefone celular, aquilo é seu. Então, se você jogar no lixo comum, aquilo ali vai para o aterrosanitário. Se você jogar no reciclável, ele possivelmente vai parar numa cooperativa e ele vai retornar para a cadeia. Só que se você pegar um pratinho reciclável, é descartável, né, a gente chama de descartável, mas ele é reciclável.
[31:08]se você pegar ele, bater uma aguinha, ele colocar ele no reciclável, ele vai ser reciclado. Agora, se você mandar ele com o bolo, ele não vai ser reciclado. Se a tua embalagem de bolo tiver uma etiqueta colada que não sai nem com um demônio, aquilo, não tem como tirar, não vai reciclar, precisa de quatro processos de lavagem para reciclar aquilo. Então, poxa, para que aquela etiqueta lá?
[31:32]A etiqueta tinha que ser uma etiquetinha que sai muito fácil. então, são várias coisas, vários temas que a gente está abordando junto com as cooperativas, junto com as indústrias, junto com a frente parlamentar, para ver se a gente consegue fazer voltar mais material para a gente reciclar mais. E cada um em casa fazer o seu papel também, separar, limpar, mandar da forma com que facilite o processo de reciclagem desses materiais.
[32:01]eu acho que todo mundo que tem dúvida se recicla ou não, se gera renda ou não, visita uma cooperativa, visita uma esteira, uma esteira de reciclagem das pessoas separando lá, uma esteira de separação, todo mundo que vai numa cooperativa e vê uma esteira de reciclagem muda completamente o conceito e a visão de mundo, a visão de mundinho que tem, abre a cabeça e fala, poxa, olha como chega isso nas pessoas, as pessoas estão trabalhando lá, chega fralda suja, embalada dentro de embalagem, chega vidro dentro de caixa de papel, quando a pessoa abre, corta a mão, então são coisas assim que não deveriam chegar daquela forma, e as pessoas ficam aqui sentadas falando na poluição, por que polui, por que isso, por que aquilo, por isso que nasceu o instituto para educar, né?
[32:55]Vamos educar essa galera. vamos educar na base, vamos levar na base, porque lá em cima está difícil, você só escuta crítica, e como que você enxerga esse mercado aí, do jeito que está indo, a velocidade que vem vindo daqui cinco ou dez anos, o que você imagina? Qual é a sua projeção? Olha, eu sei que a mudança vai ser absurda, mas hoje é difícil você prever qualquer coisa.
33:22IoT, big data e IA generativa na fábrica
[33:22]como eu falei, todo mundo tem que estar com a tecnologia, com a digitalização presente no seu dia a dia. Nosso, na gestão das empresas, já tentamos usar algumas ferramentas de IA para facilitar nossos processos, para cheirar geradados, para a gente conseguir olhar de uma forma mais ampla para a empresa sem estar presente. informação chega mais rápido para nossa decisão. Em relação aos processos produtivos de plástico, você começa o seu processo de digitalização com o IoT, instalando um IoT e começando a captar informações da sua máquina. A maioria dos fabricantes já já tem alguma solução nesse sentido. O que o cliente precisa ver para que ele consiga enxergar pontos de produtividade, de qualidade? Essa informação gerada pelo IoT ou diretamente do CLP da máquina vai para um banco de dados, vai para um Big Data e esses dados são utilizados hoje se fala muito em ia generativa, então você tinha inteligência artificial que conseguia ler e compilar esses dados e te mostrar uma forma mais acessível, hoje a ia generativa ela consegue te ajudar na decisão, então em cima daqueles dados coletados ela consegue Rui, para você melhorar a eficiência da sua máquina, você vai por aqui e por aqui.
[35:11]Precisa trocar um rolamento daqui 20 dias, você já tem o rolamento em estoque, basicamente isso. Isso é um negócio muito legal que está acontecendo com a evolução da IA, com os RPs, os MES, porque a máquina ruim está fadada a morrer, porque cada vez mais você vai conseguir mensurar a produtividade, quanto a máquina trabalhou, quanto a máquina perdeu e o desperdício começa a cair, quando você fala para um funcionário, isso é um negócio incrível, você fala para um funcionário que a máquina está sendo monitorada e que o desperdício da máquina e até ser monitorado. Cara, só de você falar que o jacaiu caiu 20%. Mas é verdade, não é? É o cliente mesmo, fala isso. Fato de colocar as câmeras, lá no passado, a forma de monitorar que você tinha era colocar a câmera em cima dele, já melhorava a produtividade. Imagina, hoje você trazendo parâmetros de todo o processo produtivo. É, porque você tá lá, fabricando bobina. Então, o cara vai iniciar uma produção, perde 200 quilos para iniciar uma produção, acertar a máquina, não sei quanto perde, estou falando um número aqui, perde 200 quilos, quando ele está monitorado, ele já baixa para 150, se não baixa para 100, né, então é diferente, é muito diferente quando mensura aquilo que vai ser jogado no muinho, né.
[36:41]E hoje, através do nosso sistema, o Visore 4.0, você consegue vincular aquela para a ordem de produção, ao operador, ao turno que foi feito, então você vai direto na raiz do problema. São duas coisas boas junto, né? Você sabe se a máquina é boa ou ruim, e você sabe se o operador é boa ou ruim, né? O operador de máquina deve mudar a característica um pouco com essas máquinas mais tecnológicas, mas é inevitável o operador de máquina.
[37:14]o que a gente faz, o que a gente trabalha com materiais plásticos, sempre tem que ter uma mão humana ali, então o cara não vai perder o emprego dele, mas ele vai ter que se especializar, né? Sim. Na verdade, a gente tá matando alguns empregos e estão vindo outros, né? Por exemplo, o mecânico de manutenção, ele sempre vai existir, o mecânico elétrico, essas profissões, elas não vão morrer nunca, mas existem profissões que sim, que sim elas vão morrer, né? É, eu diria que hoje, né, nas plantas, você consegue colocar essa pessoa para fazer atividades que ela precisa pensar um pouco mais. Então, as atividades mais braçais, elas no futuro próximo, vai baratear também algumas tecnologias. Ah, você tem para o desprezo que tenha os robôs aí, que estão o monte agora.
[38:10]Então aquilo que dava problema do cara pegar, assar, colocar nas costas, isso com tempo vai ser substituído, por novas tecnologias, que vai poupar o ser humano e vai possibilitar ele a possibilidade de aprender outras coisas. Eu fui no SENAI de Guarulho, usou pouco tempo atrás, e tinha um robô desse, inteligente, então ele chega numa posição, alimenta, leva pra outra, descarrega, vai pra outra, vai pra outra, então é um trabalho que seria um trabalho de uma pessoa, você faz ele automatizado, mas você precisa de uma pessoa pra fazer a gestão daquele software, então os empregos eles vão trocar de lugar, né, e o cara que não tiver atualizado.
[38:59]É, o custo ainda de você robotizar uma fábrica... é caro. Por enquanto é. É muito alto. O telefone celular quando saiu era impensável, eu ganhei um, falei, meu Deus do céu, olha o que eu ganhei. Tratava aquilo, era aquele tijolo que até te deixava penso, era caro pra caramba. Só que a mão de obra ela vai ficar mais cara também, né, então. Vai, vai ser. Em algum momento essas situações vão se equilibrar. Equilibra porque você, em vez de cinco, você utilizar um pagando melhor esse um, né, e esses cinco eles vão ter que e buscar um caminho de evolução também, senão eles vão ficar para trás, mas o caminho é sem volta, não tem jeito.
[39:42]Então a gente vê em todos os quesitos na nossa indústria, a gente vê na medicina o quanto está evoluindo, hoje você utiliza e há para desenvolvimento de vacinas, de tratamentos, para diagnóstico, bioplástico. A gente tem que estar preparado para viver mais também. Sim, é verdade, é verdade. E o governo para pagar a aposentadoria foi mais tempo. Aí eu vou te perguntar assim, tem algum projeto que você fez que existe aqueles projetos que a gente faz, né? A gente olha e fala, nossa cara, será? E o que fiz isso? Que negócio me deixou muito orgulhoso isso? Tem algum projeto nesse sentido que você fez?
[40:29]na verdade sempre tem, então eu nunca trabalhei pensando no recurso financeiro que isso traria de dinheiro, sempre pensei em me desafiar, e estar aqui hoje para mim é um grande desafio, falar para cá, falar para mim é um grande desafio, então eu só conquistei as coisas na minha vida me desafiando, me colocando fora da minha zona de conforto para que porque eu me obrigasse a desenvolver habilidades que eu não tinha.
[41:04]Então, nesse sentido, lá no começo, o grande projeto era vender um gravimétrico. Você chegar com uma empresa que não existe, que está começando agora. Vender uma ideia? Um produto. É uma ideia, né? Sim. E fazer o cliente ainda pagar um preço que você consiga fabricar. porque quando você está iniciando, você não consegue nem que o fornecedor te dê atenção.
[41:32]Então, eu lembro que a gente chegava para as caldeirarias para pedir orçamento, eles não faziam orçamento. E a gente ficava implorando ali, o faz orçamento, a gente está começando agora, mas o vai dar certo, a gente é do mercado. Então, com brilho nos olhos, sofreu muitos aqui. e aí ele manda um preço que você fala, joga aquele orçamento pra não fechar, que sabe que fica inviável.
[42:00]Então, no começo era vender um gravimétrico, depois era que o cliente tivesse dois, porque aí consolidou o primeiro, e aí depois era uma planta, uma planta inteira com equipamentos visúre, com gravimétricos visúre, E aí a gente hoje faz muita central de alimentação, onde toda a logística interna da fábrica de matéria-prima ela passa pelos nossos sistemas.
[42:32]Então a gente fabrica os sistemas de armazenagem, os silos onde o material será acondicionado. A gente faz todo o projeto com tubulação, bomba de vácuo, para que você consiga partir de um ponto da fábrica, mandar a matéria-prima para todas as máquinas, sem que tenha palete rodando na fábrica, sem que tenha aquele desperdício do material que vai jogar, que cai no canto da máquina, então hoje a gente já tem alguns projetos instalados, onde toda a central de alimentação feita pela Visuri. E aí já estamos vendo o próximo passo. Então essa questão da robotização é uma próxima etapa para nós, então estamos buscando de que forma que a gente vai conseguir também incorporar. Hoje eu consigo incorporar o robô para rasgar o saco de matéria e a prima através de parcerias, mas desenvolver uma solução própria para isso é um dos projetos que a gente tem internamente. Então, é integração, é você poder cada vez mais deixar seu equipamento integrado com aquilo que existe dentro do Palio de Aplique.
[43:56]O cara que não tem hoje um gravimétrico. Existem empresas que não tem gravimétrico, que alimentam na mão, no balde. eu comecei na época que a gente tinha que explicar para o cliente o que era, né? Hoje a gente já tá num passo à frente e ele já sabe. Mas esse cara aqui, esse cara que não tem o gravimétrico, ele tem nas suas quatro, cinco máquinas e alimenta na mão.
44:18Vantagens do gravimétrico e das centrais de alimentação
[44:18]Qual é a vantagem em assim produtiva para esse cara de ele instalar o gravimétrico? Que é legal você explicar para o cara o que é de bom que carrega dentro disso, né? o mais trivial é o controle da matéria-prima dele. Ainda tem nesses clientes a situação da máquina parar por falta de matéria-prima. Às vezes você não precisa nem ter um dosador gravimétrico, você pode ter um alimentador, você faz ali a sua mistura na mão, ou de uma forma, uma betoneira, um misturador convencional, coloca ali do lado e coloca com alimentador puxando, cliente que não tem nem isso e para aquele que já tem isso e quer dar o próximo passo, o gravimétrico vai trazer mais controle, mais estabilidade para o processo dele, imagina que você vai alimentar uma máquina com matérias primas diferentes, com densidades diferentes, então a própria vibração da máquina pode fazer com que o material mas se separe. O master é muito mais denso do que um PET de baixa e de alta. Então, quando ele traz esse controle, ele tem economia, por exemplo, nos aditivos, que são mais caros, ele consegue manter a estabilidade do começo ao fim do processo dele e isso vai trazer mais produtividade, mais qualidade para o produto, área limpa, menos paradas de máquinas relacionadas prêmios da matéria-prima. Então, como eu falei, antigamente a gente tinha que mostrar. Hoje, o cliente, ele já está educado, ele sabe que ele precisa ter. Ele só não, às vezes, não conseguiu encaixar no orçamento dele. Investir em automação é um caminho, como a gente estava falando anteriormente, sem volta. Você vai ter que automatizar alguns processos para você continuar competitivo.
[46:23]Agora, para uma empresa pequena, você tem esse investimento para fazer automação, um grupo de periféricos para melhorar o seu processo e você tem a possibilidade de comprar uma máquina nova, produzir mais e aumentar seu volume mensal. Então essa conta da máquina é mais fácil para ele fazer, então você vende máquinas, então ele está processando lá 100 toneladas, vai colocar mais uma máquina, vai para 200, 200 toneladas, então ele sabe que vendendo mais 100 toneladas, vai aumentar o fatoramento, a entabilidade que ele tem é mais fácil fazer essa conta, para que ele faça uma conta de automação dos nossos tipos de periférico, ele precisa ter bem claro o que está acontecendo na fábrica dele e nem sempre ele e nem sempre sabe onde está perdendo. As vezes tem produtos que não valem a pena ser fabricados, mas estão diluídos no custo da fábrica. Paga caríssimo e alguns aditivos que vão indo sem noção. No final, fechou a conta sobre alguma coisa, então qualquer decisão que o empresário vai tomar em relação ao processo produtivo dele, depende de informação.
[47:52]Então se ele tiver informação, ele sabe o que fazer. Então o que o nosso sistema, um vidro de 4.0, nossas soluções oferecem é essa informação, esse dado para que com essa informação real, material, ele consiga administrar de outra forma. Se ele precisa mexer em processo, se ele precisa mexer em matéria-prima, se ele precisa, de repente, cobrar mais para um produto que ele está fabricando e a margem dele está muito apertada.
[48:25]Ah, começa a ter noção. É difícil para pessoas mais velhas principalmente, é mais mais difícil, né, para os mais antigos, isso. Tem uns que não, que são bem te abertas, mas a maioria é... A gente tá... A gente tá tendo que se abrir, né, para... É, ir ralando, né, nossa geração ainda tá aí, né. Você, se fosse contratar um funcionário hoje, que tipo de funcionário você gostaria de ter na sua empresa? Que mensagem você deixaria aqui para um jovem ou um funcionário, ou um funcionário que você gostaria de contratar na sua empresa. Quais as características?
[49:08]Eu acho que quando você fala com o jovem, eu acho que o início é que ele tem um propósito claro de vida. Então, às vezes ele está lá, mas ele não sabe nem por que ele está lá. então, se ele tem claro onde ele quer chegar, para onde ele quer ir, você consegue oferecer para ele um ambiente que proporcione que ele dê o próximo passo, vá para a próxima etapa em cima do Projeto de Vida do Vídeo.
[49:44]Que isso já foi, tu, né? Até pelando. Hoje mais vale a pena, né, você pegar alguém que realmente tem interesse, sequer aprender, sequer se desenvolver, do que, de repente, alguém que tem experiência ou que tenha cursado alguma coisa relacionada ao que a gente faz. Hoje é vontade, hoje é disposição, o que eu mais vejo é isso. Então, agora, saindo, mudando de pato para ganso, de alho para bugalho, vamos falar do Marcel.
[50:19]se hoje, Marcel, você tivesse um superpoder, você pudesse escolher, qual seria? Um superpoder, eu podia ter me preparado para essa. Esse é legal, eu sei. Um superpoder, eu acho que seria um superpoder de ler melhor as pessoas. Então, tudo que a gente faz na vida hoje, a gente depende de pessoas. sim, um propósito da minha vida, como eu falei de propósito, é cuidar dos meus filhos, né, da minha esposa e fazer deles, né, pessoas felizes. Então, às vezes a gente tem dificuldade para ler, né, a necessidade de cada um.
[51:09]É, então, acho que ler as pessoas, né, é um super-poder, mas também algo que a gente vai desenvolvendo ao longo da vida. o superpodeira era mais fácil, né? Então, pula do superpodeira, imagina que tem uma lâmpada mágica aqui que você vai esfregar e pode ter um pedido, um pedido. Eu sou muito abençoado, eu todo dia agradeço a Deus por tudo o que Ele me ofereceu, então, se eu tiver que fazer um pedido, talvez não fosse pra mim, né?
[51:50]talvez fosse, né, para olhar mais para as pessoas que estão cegas, vamos dizer assim, que não conseguem olhar como o mundo, ele pode ser lindo aos olhos de quem quer ver, né. sim, então, às vezes a gente consegue tirar uma melhor visão de uma situação no estado de espírito que a gente se encontra. Então, se as pessoas conseguissem olhar melhor o que elas têm, valorizar, ter a gratidão como uma prática de vida, e com isso elas conseguiriam se aproximar mais do conceito de felicidade, que a gente acha que felicidade é você viver sorrindo o tempo inteiro, são momentos que fazem a vida valer a pena.
[52:51]Então eu acho que eu daria olhos para essas pessoas, para que elas enxergassem o quanto esse mundo é belo e o quanto ela pode ter uma troca gostosa aí com uma vida. É um bom ponto. É um bom ponto. E a gente conhece muito o cara pela música que ele escuta. Que estilo que é musical seu, cara. Esse eu sou péssimo. O pior possível. O que que você gosta?
[53:19]Eu escuto tudo que é porcaria. Eu tenho escutado muito a música infantil. O que que toca no seu carro, cara? hoje, no carro, dificilmente, eu coloco música. Então, como a gente se desloca muito e a gente às vezes não tem tempo de pegar um livro, no carro, normalmente, estou ouvindo um podcast, estou ouvindo algum assunto aí de algo que eu preciso desenvolver.
[53:46]às vezes eu estou ouvindo música infantil, eu vim de casa até aqui cantando macacoleta, porque meus filhos foram cantando quando fui deixar eles para a escola e a música gravou na cabeça, mas assim, no momento de descontração, um churrasco, pagode, sertanejo... worthy-jo, né? HIV-F. Eu nunca me fechei pra nada. Nunca fui um conhecedor de música. Então esse assunto eu tô perdido. Acho que a música potencializa...
[54:24]é de acolher. Ela você tá sentindo. Action,ata. Você tem aquela música de deprie, pra cara chorar na cama, e aí você tem as músicas né que são mais e comidas para momentos de contração, para aproveitar com os amigos. E comida, cara? Uma comida que te remeta a um lugar sensacional que você goste muito ou um momento da sua vida? A comida para mim é churrasco, né? Então, desejar de comer um pouco de tudo, mas churrasco é o que envolve o churrasco, né? Aquela celebração ali. Então, as pessoas cojuntas, assunto leve, descontraído, preciando uma boa carne. Acho que o churrasco sempre remete a bons momentos. E a gente, para aliviar o estresse, normalmente a gente tem uma válvula de escape. Você tem uma válvula de escape? Você tem algum hobby, alguma coisa que você goste? Olha, eu gosto de algumas coisas, mas eu não tenho tido muito tempo para fazer. Hoje, no Tempo Livre, eu sou pai de quatro filhos, três deles são pequenos.
[55:46]Então, hoje as atividades no Tempo Livre são com eles. Vamos procurar alguma coisa. Eu gosto muito de natureza. Eu gosto muito desse contato, cachoeira, trilha. Então, sempre que eu polipócio, essa fugida, porque o contato com a natureza me energiza. Então consigo recuperar a semana e levar as crianças pra isso, que é melhor ainda. Claro, sim. Eu tenho desafio que a mulher não gosta muito, então tentando equilibrar.
[56:23]casa tem uma regra né, você quer ter paz, você quer ter razão, então eu opto pela paz cara. Agora você imagina cara que esse podcast aqui vai ser entregue para o mundo inteiro, para oito bilhões de pessoas, que mensagem você gostaria de deixar para essas pessoas, já pensou cara, se chega, nossa senhora, que mensagem você deixaria para essas pessoas?
[56:56]Sejam felizes, procure aquilo que te enche o coração, a gente fazer o que a gente gosta não tem preço. Você acordar numa segunda-feira e falar, vou trabalhar aqui bom, ter um monte de projeto, objeto, montesafio. Gere seus momentos, né? Isso é uma delícia. Então, trabalhe para que você um dia possa fazer aquilo que você quer fazer. Eu acho que o maior sucesso é esse.
[57:28]A gente está assim, caminhando para o final, né? Tem alguma pergunta que eu não fiz de algum tema e que você gostaria de abordar? Sim, meu time, né? e não isso é relevante, isso aí é o negócio aqui. É o mesmo que o meu, mas deixa quieto. Ora tá aqui, ora tá aqui, mas tá aqui do que tá aqui, e vamos lá. Mas a gente tem que viver o momento, né? O momento é bom, ganhamos ontem, então... Tricoloreou, vamos lá. É isso aí.
[58:04]então, Marcel, muito obrigado por disponibilizar o seu tempo, para bater um papo com a gente aqui no PodPlástico. Marcel, ele é apoiadora, a Visuri é apoiadora do Instituto Soul do Plástico, nós estamos fazendo várias ações, vocês vão ver muito movimento nas nossas redes sociais, nas redes sociais do Instituto, e a Visuri é um dos apoiadores, eu quero agradecer aqui a cada um dos apoiadores do Instituto, nós estamos levando educação ambiental e renda para várias pessoas.
[58:38]O mais importante é a gente estar atuando na educação, que todo mundo fala muito de educação, mas poucas empresas estão com a gente na base do instituto. E você que quiser conhecer mais um pouco sobre o instituto, por favor, entre em contato com a gente, está aí, deixa a mensagem no nosso Direct, no nosso Instagram, no nosso YouTube, que nós vamos retornar a vocês explicando um pouco mais.
[59:04]O Instituto se chama Instituto Soul do Plástico. E, Marcel, muito, muito, muito obrigada por você ter disponibilizado o seu tempo, por estar aqui com a gente, por estar apoiando o nosso instituto. Eu que agradeço, acho que para nós é obrigação. A gente retribui um pouco das bênçãos que a gente recebe. E o Instituto, a gente, quando começou a visure, a gente colocou que parte da rentabilidade seria destinada a gente tentar melhorar um pouco o mundo à nossa volta.
[59:37]E essa ação acho que se encaixa perfeitamente nisso. Então conta comigo, conta com a Visuri e muito obrigado pelo convite. Muito obrigado a você que ficou com a gente até agora. Deixe o seu like, deixe o seu comentário se você gostou. se não gostou, deixa o comentário também, que a gente está aqui sempre para evoluir, nos siga nas redes sociais. Muito obrigado por ter assistido a mais um episódio do PodPlástico e nos encontramos no próximo.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
