O QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE SUSTENTABILIDADE! Com Bruna Folster
Bruna Folster, da Ecoventures, apresenta o aditivo P-Life, comenta normas e cases como a bandeja de XPS e rebate a desinformação sobre bioplásticos.
Principais insights
- Bruna Folster é sócia-vice-presidente da Ecoventures Brasil, que representa o aditivo oxibiodegradável japonês P-Life; as informações técnicas do episódio são dela e de seu setor.
- Segundo Bruna, o P-Life, desenvolvido há 14 anos, a partir de ácido graxo de palmeira e estearato de manganês, degrada o plástico em água, CO2 e húmus, sem microplástico persistente, e tem certificações como a ASTM D6954-18 e a SASO 2879.
- Ela afirma que, exposto ao sol, o plástico aditivado se decompõe em cerca de 4 a 6 anos e, em aterro, em 8 a 10 anos, e que continua reciclável; o P-Life, diz, é uma solução para o descarte inadequado, não para jogar na rua.
- Em um case citado, a bandeja de XPS da Copobrás levou três anos e meio de desenvolvimento e passou de uma estimativa de cerca de 900 anos para 16 a 20 anos de degradação.
- Bruna e Rui comparam canudos de plástico e de papel pelo ciclo de vida: o de papel, segundo eles, pesa mais, emite metano no aterro e muitas vezes leva resina com PFAS.
- Os dois defendem educação nas escolas, atuação conjunta do setor e apoio ao Instituto Soul do Plástico, ao qual a Ecoventures doou durante a Plástico Brasil.
Perguntas frequentes
Quem é Bruna Folster e qual é a relação dela com o P-Life?
O que é o P-Life e quais certificações a Ecoventures cita?
Por que o P-Life enfrenta restrições no exterior, segundo Bruna Folster?
Em quanto tempo um plástico com P-Life se degrada?
O plástico com P-Life pode ser reciclado?
Por que Bruna e Rui criticam canudos e copos de papel?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Bruna Folster e a Ecoventures
[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Hoje eu tenho imenso prazer de receber aqui a Bruna Folster, da Ecoventures. A Bruna volei uma mini-bio da Bruna aqui, que não é mini, né? É uma bela bio, né? A Bruna Folster é uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é sustentabilidade, inovação e meio ambiente. Bruna é autista e especialista em sustentabilidade, inovação e meio ambiente.
[0:30]conformação pela PUQ e pela FGV, é sócia vice-presidente da Ecoventures Brasil e possui uma década de experiência no mercado de biotecnologia. Autora de um importante estudo voltado à adaptação da indústria brasileira do plástico à economia circular, Bruna também atua como embaixadora da ONG Florecer, inter, integra o Comitê Internacional do P-Life Japão, tecnologia inovadora que utiliza bioaditivo capaz de acelerar a decomposição dos materiais plásticos, contribuindo de forma concreta para soluções mais sustentáveis e faz parte do Comitê de Lideranças Femininas da CoLife, da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, a FIERGS.
[1:20]uma trajetória que une ciência, inovação e propósito, ela vem construindo pontos entre a indústria, a tecnologia e a sustentabilidade. Sempre com um olhar voltado para o futuro e para uma economia verdadeiramente circular. Bruna, muito obrigado por aceitar o nosso convite, por estar aqui e por favor, dê um oi para o pessoal. Oi pessoal, eu que agradeço, Rui, é uma honra estar aqui nesse estúdio lindo, tenta chique o lugar em Rui. Eu estou muito feliz e vamos, o que vamos, um oizinho para o pessoal.
1:58O estande sustentável na Plástico Brasil
[1:58]Muito bom, vamos falar começando aí da, como é que foi a feira para você, a Plástico Brasil, o que foi aquilo para vocês? Eu vivo estando bombando, lotado. Foi um sucesso Rui mais uma vez, lotado, cheio de gente, de curiosos, de clientes, o nosso stand a gente ganhou como um dos mais sustentáveis da feira, a gente ganhou o selo ouro de stand sustentável, porque a gente já vem com essa ideia já há três feiras, a gente faz todo o material do stand ou ele é reciclado ou reutilizável, e tem uma coisa que eu adoro contar, porque o pessoal que trabalha com a agente da montadora, ele fez o nosso balcão e tal, aí tinha o barril da chopeira, ele, Bruna, a gente vai reutilizar esse balcão para um outro evento, então vai ficar um pouquinho aberto a porta, falei, não tem problema, porque pra gente tem que ser sustentável.
[2:57]Que legal! Pois é! Eu vi, tava bem cheio lá todas as vezes que eu passei, a gente tava falando da feira, pessoal, de março, porque de março pra cá nós não conversamos, não teve tempo, não foi corrido, é, mas foi muito legal, eu vi que vocês estavam bem agitados, o pessoal estava falando bastante e esse selo aí difícil de ganhar lá naquela feira, eu ganhei o prata, eu ganhei agora, você viu que chique, mas muito legal e conta aí pra gente as inovações do P-Life primeiro, explica pra gente o que é o P-Life pra quem não conhece, vamos desmistificar o que é o P-Life, com um aditivo que traz muitos benefícios para a cadeia de sustentabilidade, por favor.
3:46O que é o P-Life e as certificações
[3:46]O P-Life é um aditivo japonês que ele consegue comprovar da mente que no final da decomposição do plástico, ele gera água CO2 e humus sem deixar o famoso microplástico que todo mundo fala. E hoje com muita certificação e muita documentação para provar isso. biodegradação. Que tipo de documento tem Bruna, que prova isso tudo? Olha, a gente tem, desde a certificação, a principal, que é a ASTM D6954-18, que é uma combinação de oxidação com biodegradação e ecotoxidade, a gente tem o SASO 2879, que é uma documentação da Arábia Saudita, e por trabalhar com Japão, a gente tem diversos estudos em outros ambientes, a gente tem estudo marinho, até 50 metros de biodiedade, a gente saiu na Forbes Internacional da Irlanda, da Suécia, porque a gente comprovou, deixa eu falar de uma forma simples, porque muitas vezes o que acontece? Falam-se de microorganismos que consomem plástico. Mas um detalhe é você conseguir que esse microorganismo continue vivo e se reproduza. Então eles fizeram a Universidade de Kyoto, fez um experimento que eles enterraram em 20 locais do Japão, canudos, aditivados, com P-Life, e ficaram observando os micro-organismos e conseguiram que eu brinco que é o vírus da gripe do micro-organismo, porque sempre tem um eco-chato, né, Rui?
[5:16]Sim. Não tem? Muitos. Então... Aí o que acontece? Às vezes viam para me falar assim, mas Bruna, o bichinho do Brasil é diferente do bichinho da Suécia que faz a documentação, que é diferente do bichinho do japonês. então que que eles separaram cinco sepas comuns a qualquer solo? Então, por isso que ele se tornou revolucionário, ele foi publicado na Business Insider dos Estados Unidos, em vários locais.
5:43Proibição no exterior e novos estudos
[5:43]Por quê? Porque a gente comprovou essas sepas comuns ao solo e que eles se reproduzem e sobrevivem, tornando o solo fértil. É, a gente ouve também muito falar que lá fora, em alguns países, o P-Life é proibido. então vocês estão conseguindo reverter essas proibições, esse é o ponto mais chave, porque sempre que a gente fala do P-Life, o cara fala, não, mas lá fora não pode, ali na Europa está proibido, está proibido só o Brasil que pode, então conta pra gente sobre isso, por favor.
[6:16]Isso é algo que sempre me perguntam, é normal, porque o P-Life, por mais que a gente hoje tenha estudos, em aterro, em ambiente marinho, outros ambientes, ele é um oxi-biodegradável. O que falam muito, porque ele começa com a oxidação pelos raios o ver, o sol, o calor, mas ele termina com a biodegradação. E hoje, o que acontece? O que eu sempre falo? Todas as tecnologias evoluíram.
[6:44]Se a gente pega um PLA de 20 anos atrás com o que é hoje, ou com diversos materiais, então, P-Life é um avanço da tecnologia, tanto que ela tem 14 anos, ela começou como uma startup e como um japonês, ele começou a buscar documentações e estudos para validar a descoberta dele, porque o grande diferencial é que ele vem do ácido gracho do ólico, do coco da palmeira, então, quem faz?
[7:13]Então, ele não contém metalpesado. Não, ele é um estearato de manganezas, então ele deixou de ser nocivo, aí para para quem não é do segmento entender, pensa na água de coco, então é mais ou menos a mesma ideia, a grosso modo, para o pessoal entender e por isso que a gente tem o teste de ecotoxidade, ou seja, que a gente comprovou que não contamina nem o solo, nem a germinação de sementes.
[7:38]Que bacana, e referente à lá fora, vocês estão revertendo. Isso, a gente está buscando, por isso que a gente está ao P-Life INTERNACIONAL, ele e está com essa assessoria internacional, por isso que a gente está sendo publicado em várias revistas, mundialmente a gente está com a maior empresa de xá mundial, a Ito En, ela está com o P-Life, então ela também está fazendo muita propaganda sobre isso, então a gente tem buscado muito essa comunicação para buscar a mudança, e aí nisso também tem uma atitude do P-Life Internacional de começar a falar com os órgãos para buscar isso também, e tem também nesse sentido, que eu já posso falar, porque, se o Issaal, que é o pai da bola, que é o japonês, comentou numa palestra que eu estava, eu também já posso falar.
[8:29]Então está saindo a mesma situação que a gente tem, e em primeira mão para você, que foi. Caramba! coração! Como saiu o estudo dos bichinhos do solo dos micro-organismos, eles fizeram o mesmo experimento na praia de Tóquio e eles conseguiram isolar também os micro-organismos marinhos que consomem, sobrevivem e se reproduzem. Então é o próximo estudo que tá saindo e que também vai ser publicado mundialmente. Então na verdade está sendo revertida a a informação que tinha do oxibio antigo.
[9:08]Exato. E eu acho que é isso. O que a gente tem feito muito, que é o mais fundamental do que você tem feito também, é de explicar e desmistificar esse passado. Porque, por exemplo, o que eu falo também. Porque eu falar que meu filho é bonito, eu não preciso falar que o seu é feio. É, exato. Então, ou seja, o que também muitas vezes nos pergunta. Ah, mas Bruna, como que eu consigo entender?
[9:30]Porque tem muitas tecnologias. Sim. e, às vezes, o pessoal não... é difícil entender a documentação. A gente quer do segmento se complica, imagina para o pessoal mais leigo. O que eu falo é tentar entender, buscar onde, qual é o ambiente que funciona, qual os documentos que tem, se a documentação está atualizada, porque, às vezes, se você pega uma norma que é de 2004, 2011, então hoje já tem normas mais atuais. Por exemplo, a 6954 que eu comentei com você, ela foi atualizada agora 24, a gente já tá fazendo testes em dois laboratórios, demora dois anos pra sair.
[10:08]Ah, entendi. Não adianta eu falar que eu já tenho. Entendi. É como... Estão sendo testados. Isso, então aí nesse sentido a gente já tá testando pra mais atual, mas até agora eu tenho a mais atualizada, que era 2018, então uma coisa que às vezes eu falo que é simples, pergunta qual é o ano da norma, da documentação que você recebeu, então mas às vezes é um toque simples que as pessoas começam a buscar.
10:33Gases na degradação: CO2, metano e o canudo de papel
[10:33]É uma pergunta que eu tenho também em relação à emissão de gases. Quando o material com o ecoventuris está em um aterro sanitário, que gases ele emite quando ele está em decomposição? Ele é sempre água só dois e humus. É sempre só dois? É só dois. Ele não vai prometendo. Então se ele não vai prometendo, eu faço uma provocação, eu adoro essa provocação e eu faço com todo mundo, esse cara aqui leva pro metano, esse aqui é um canudo de papel, tá pessoal, esse cara aqui leva pro metano, e esse cara aqui com o P-Life, ele não leva pro metano, e ele comprovadamente, ele se biodegrada, ele pode ser reciclável, ele pode ser reciclável, ele volta pra economia circular, normal, é o canudo normalmente ele vai paranhar até, porque na externa seleção, ninguém pega, né? Então tanto esse quanto esse, só que aqui carrega muito mais coisas, né? As pessoas de marketing. Eu adoro falar do sistema, pessoal. Isso é uma coisa que eu não consigo não falar. Esse cara, ele é oito vezes mais pesado que esse aqui, então ele gasta oito vezes mais combustível, oito vezes mais feneu, o transporte fica mais lento e ele emite CH4, que é o metano, que é um gás, oitenta e uma vezes mais tóxico do que o CO2. Então, o P-Life ele leva para o CO2 e esse aqui leva para o metano.
[12:03]Isso aqui está na conta sua ambientalista, que vai para o aterrosanitário emitir metano, pegue foto aérea de satélites que mostram a emissão de gases, isso aqui vai estar lá na foto aérea soltando metano, tá? Então isso é muito importante a gente falar da emissão de gases, porque a gente fala tanto do aquecimento global, do efeito estufa, e isso aqui é um baita problema. Fora aqui, poxa, sem falar as pessoas que são beneficiasas por isso, que nem a gente está tomando aqui, sem canudo, então é o reduzir nosso, já está aqui, só que a gente vai usar sabão, e aí é um outro ponto, mas a gente vai usar assabão. Então, se colocar P-Life aqui e ele for para o Aterro Sanitário, ele dei grada em quanto tempo? Esse aqui é uma média, porque o que acontece? O P-Life, a gente tem a ideia no sol, se você tem as intempéries, isso aqui vai ser componho numa média de uns quatro, seis anos. Quando ele tá no Aterro, como ele não tem contato direto com o sol, tá? Até seis metros de profundidade ele vai dobrar, então então, uns 8 a 10 anos, ele vai se decompor, porque aí ele se torna um pouco mais lento, mas ele se biodegrada da mesma forma.
13:19Caso Dubai: da garrafa de vidro ao PET
[13:19]Ah, não são mil anos? Não, não são mil anos. Ah, não são mil anos. Não são mil anos. Mil anos é ótimo, né? É, e não geram reciclagem. Exato. Ah, mas é legal, isso é... E aí, falando de sustentabilidade, você falou desse caso, me lembrou um outro caso. Há uns anos atrás, a gente até ganhou o prêmio da Plástico Soul com esse case e de sucesso. Tinha tanto que o pessoal chegou em nós, por causa, eles exportavam para Dubai uma água com pH 10,32, que é aquelas pH alcalina, pessoal de academia vai saber do que eu tô falando, que ela é boa pra saúde e tal. Eles exportavam pra Dubai, porque é uma fonte do Paraná. E eles exportavam em vidro. E aí é exatamente o que você falou, o peso e a logística. E como a gente tem a certificação da Arábia Saudita, daquela região, eles nos procuraram para começar a fazer a garrafinha biodegradável, com P-Life, porque a gente tinha a documentação daquela região e foi exportado por uma tesoura de sancis.
[14:20]Você sabe o que representa, em percentual, o plástico na embalagem e o vidro? Nossa, não. O plástico representa 2% do peso da carga. O vidro representa 45% do peso da carga. Sim. É muito longe, né? Sim. É muito longe. e imagina não... Não, não que o vidro não seja bom, tá pessoal, ó, tô usando vidro aqui, não que não seja bom, mas pra transporte é péssimo, né? E foi uma mudança e foi um projeto, um case de sucesso, super legal.
[14:52]Poxa, é, e são coisas que... Ninguém presta atenção, né? Ninguém presta atenção. E foi engraçado que eles nos procuraram, porque eles, como eles já exportavam pra lá, eles descobriram da nossa documentação, vieram conversar com a gente pra fazer na garrafinha PET. e o que você está enxergando aí, que está falando em sustentabilidade, a gente está na boca da COP30, é só sustentabilidade, sustentabilidade, tudo que é reunião que a gente entra, sustentabilidade, o que você está enxergando aí de desafios e oportunidades nesse momento?
[15:24]Eu acho que assim, o maior desafio ainda é desinformação, e todos os materiais, e principalmente quando se fala, quando se fala no plástico normal, já tem um monte de desinformação. informação. E aí quando você começa a falar de aditivo, de bioplástico, ainda há muita confusão de mercado. Eu acho que esse é o maior desafio. E a maior oportunidade acaba sendo basicamente o mesmo ponto. Por quê? Porque as pessoas, e aí principalmente os transformadores, o pessoal que está envolvido, eles estão querendo entender mais. E aí, às vezes, tanto que como a gente tem uma postura muito ética, Rui, você me conhece, às vezes me ligam, me perguntam de documentação, o que que uma norma quer dizer, o que química e outra norma, como funciona, qual é o ambiente. Então, eu acho que está melhorando o conhecimento das pessoas. E isso, eu acho que é muito bom. Por quê? Porque faz exatamente o que você falou. Plástico, ele não vai sumir. Eu acho que ele só vai ficar mais inteligente.
[16:24]E eu também acabo dando um exemplo, que é interessante, por exemplo, que nem você falou do canudinho. Mas, às vezes, quando a gente tinha no hotel, se você pega dez com 10 anos atrás você voltava com 10 shampoo, que ia vencer na gavetinha do seu banheiro, você ia acabar jogando fora. Então hoje os dispensers acabam sendo também uma solução muito mais inteligente.
[16:44]Claro. Então eu acho que são essas visões e essa mudança que é muito importante. E eu dou um outro exemplo que eu acho que não percebeu, mas por exemplo, a geração mais nova. hoje é chique andar com o copo Stanley, com o copo, e é uma mudança de conceito, que é bom, que é ótimo, mas na nossa época se a gente andasse com uma garrafinha era meio brega, pelo menos quando eu era mais... Não, mas você veja, tudo são adequações, situações e localidade que você está, por exemplo, você vai numa, eu nunca fui, mas eu só você vai numa rave e lá vende uma garrafa de cerveja de vidro, por exemplo, se o cara arruma uma briga, ele mata o outro, então é proibido e tem que ser o tensílio de plástico e nos momentos pandêmicos, nos momentos que tem, por exemplo, esse grande problema que aconteceu no Rio Grande do Sul, você não escuta ninguém falar de plástico, os ambientalistas somem, ninguém fala de plástico, aí eles voltam daqui a pouco com a mesma narrativa e falando, falando, falando que nem o cara da WWF tava na Câmara Federal fazendo uma narrativa e na narrativa não sei se você ouviu a entrevista, a entrevista não, né, ele estava numa plenária e ele falando muito mal de tudo, ele fala mal do oxi, ele fala mal de tudo, da vida, ele fala mal da vida porque ele é pago para fazer aquilo, mas esse cara não tem noção do estudo, é o mesmo cara que solta por aí e fala aos 4 ventos que a gente come um cartão de crédito por semana.
[18:29]Exato. E é aquelas pessoas que não me ouvirem. Eu já teria comido 2.200, tá? Ah, olá? Eu não vi da conta uma deputatura varinha, olha só, ou o que fala, por exemplo, que veio, esses dias me perguntaram, uma amiga minha, perguntou, mas Brui, agora não não posso mais tomar chá, porque o saquinho do TNT continua, não paga, vai no seu chá! Mas o que acontece?
[18:53]Eu acho que nesse pessoal dos ambientalistas, eles não querem te ouvir, porque mesmo que você tente conversar com eles, eles não querem. As ONGs que estão lá no nosso parlamento, elas são pagas por alguém, não sou eu que pago, é você? Não. Quem paga esses caras? e os caras ficam em bons hotéis, em bons restaurantes, eles ficam lá fazendo o dia inteiro lobby dentro do Congresso Nacional, dentro da Câmara dos Deputados, eles estão lá sempre.
[19:23]A última vez, até eu fiquei meio impressionado, porque o cumprimento da ambientalista que chegou com o senhor deputado que estava lá, o excelentíssimo deputado, ela deu um beijo na testa dele, então quando eu vi aquilo, aquilo foi de uma simbologia porque eu falei, olha o grau de intimidade que está com o cara, isso é uma coisa, é o deputado, então o senhor deputado é o mínimo, mas você vê o grau de intimidade da pessoa que vai lá falar, então sempre que entra para falar, você pode ver nessas discussões, eles colocam os fabricantes de plásticos, associações para falar primeiro, aí esses cara saem, aí entram os ambientalistas, a lacra aí acaba. Então, o que que fica na cabeça do espectador?
[20:13]O final. O final. Sim. E é sempre assim. Você pode prestar atenção que é sempre assim. Mas o que eu tenho visto aí é um outro ponto positivo, que o plástico tá tendo esse movimento agora está melhor e mais focado, porque se você pegar uns 5 anos atrás, ninguém falava, ninguém falava e todo mundo se afastava, não havia por exemplo, porque hoje quando se conversa com o pessoal do segmento, tá todo mundo falando, tá todo mundo mesmo com a mesma linha e isso eu acho muito importante. Então, o engajamento que a gente busca, porque assim, se você vê quem fala mesmo abertamente de plástico, são poucas pessoas que vão pra mídia falar porque a gente toma porrada pra caramba, tá? E toma mesmo, toma apurrado do que lado, tem cara que vem falar pessoalmente, tem cara que liga, tem cara que manda umas mensagens mal-criadas, mas assim, dane-se, o meu mercado é o mercado do plástico, eu trabalho no mercado do plástico, não sou vendedor de plástico, mas eu defendo o material plástico porque eu conheço o material plástico, então eu sei que é um caso de saúde pública, você já imaginou, imagina o cenário de proibir uma sacola cola plástica. A sacola plástica, muitas famílias de baixa renda pegam aquela sacola plástica, der para casa e faz o saquinho de lixo, amarra e põe lá. Aí tira a sacola plástica e dá uma caixa de papel. O que vai acontecer? Ela vai pegar a caixa de papel, vai colocar o lixo dentro, quando o lixeiro for pegar, vai rasgar o lixeiro, ele não vai recolher, ele não vai recolher, aquilo vai ficar lá, fora que vai vazar, depende do tipo de de coisa que tiver lá vai vazar no solo, é ruim do solo, quando essa caixa for para ter sanitário, ela gera CH2 na primeira camada e CH4 metano na segunda camada, então o que que é pior, poxa, é muito pior, tirar essa cola plástica, mas os fazedores de lei não nos escutam nesse sentido, que aquilo é um caso de saúde pública, não é simples você viu a lei lá que foi marilha, que proibiu essa cola plástica depois, aí reverteu, mas o cara não consegue parar, chamar alguém que conhece pra debater, explicar, pois isso é um problema de saúde pública, amigo.
[22:39]E eu acho que aí falta muita informação, porque às vezes também há muita cópia do que acontece, sei lá, na Europa ou o que acontece nos Estados Unidos, mas se aqui você vê, o Brasil é um país diverso, aqui são vários países dentro de um sono, então você fazer uma lei de logística reversa, uma lei de circularidade, ou mesmo que seja de uma prefeitura, tem que ter a noção, não adianta você copiar o que está de fora, você tem que trazer para sua realidade, que é copiar o que está lá fora, copia como um todo, você vai colocar PLA, pera aí, vamos colocar PLA, vamos montar a composteira, bateu o PLA, aí nós vamos ter um caminhão, só vai coletar PLA, beleza, você resolveu o problema do PLA, vamos proibir a sacolinha de plástico convencional, vamos colocar o PLAIF na sacolinha, ótimo, vamos tirar o canudo de plástico pro canudo de papo, qual é o impacto? Qual é o impacto? Qual estudo que foi feito sobre ele? Nenhum, é igual aquele estudo que foi feito de centenas de de canudos jogado, que foi um moleque de 11 anos que soltou e virou verdade, porque um repórter publicou aquilo, né? E foi para o mundo aquilo falando do canudo. Então são várias situações que a gente acaba passando porque as pessoas não se informam.
[24:02]Não se informam. E aí às vezes pega a informação que foi dada errada e pega aquilo como verdade. isso eu acho que também é muito pior, porque aí você tenta explicar e não... Mas você vê, tem um negócio engraçado acontecendo na internet, diminuiu um pouco a agressão aos plásticos. Sim. Diminuiu porque existem pessoas rebatendo quem está falando, tá? Eu sou uma delas, e eu sou, os caras falam, nossa, como você nervosinho na rede social, porque tem coisa que você tem que falar com firmeza, porque a gente sabe que é mentira, então pode de desmentir, que é mentira. Aí vou te processar, me processe, que é com provas, e a gente reverte o processo. Então, a questão dessa informação, a dona de casa que está lá no Instagram, ela posta a mesma informação que um médico posta, que um youtuber posta. Qual dos três conhece Plástico? Nenhum. Qual dos três estudou polímero? Nenhum. Então, que propriedade e eles têm pra falar, agora você pega um cirurgião, que vai falar de cirurgia, daquilo, pô, você fala, pô, cara, olha que cara legal, aí você pega uma dona de casa que faz o chocolate na forminha de PET, ela vai explicar como é que faz o chocolate, puta, legal, eu não sei fazer, pô, legal pra caramba, aí você pega um youtuber que vai vim com uma informação bacana, pô, que legal, vamos, vamos olhar, agora você pega esses três que não entende abinado de plástico, falar de plástico, se eu ver, eu vou falar dos três, eu faço react, eu faço tudo. Porque também, você pega o médico, ele vai ter que estudar no mínimo 10 anos para estar falando daquela cirurgia, daquela expertise que ele tem. E o pessoal do plástico, a gente estudou para entender você, né? Estuda, porque ele se não para. Porque são novas tempo todo. Então, nesse ponto, isso é muito importante. Essa expertise, que também, eu acho que há uma falta de respeito com o pessoal do segmento do plástico. Por quê? Porque a gente estudou, a gente buscou esse conhecimento, a gente tenta ajudar e, às vezes, a gente tem uma descredibilidade muito grande. É, então, porque é um material que toma mercado de outros materiais todo santo dia. Então, um gato acuado faz o quê? Ataca! E é o que acontece com a gente. Então, soluções como a solução do P-Life é muito importante a gente passar no detalhe para todo mundo o que é o P-Life, qual as certificações que tem, o que ele dá para fazer, o que ele não pode, o que pode. Não é um material para jogar na rua que nada foi feito para jogar na rua.
[27:00]e nem é o que a gente fala, a gente fala que é uma solução para o descarte inadequado. Se ele não voltar para reciclagem, ele vai se biodegradar, mas a nossa ideia continua sendo incentivar a reciclagem, por mais que a gente sabe que é muito baixa no Brasil, mas essa é a principal e fundamento que a gente tem. Mas você vê que bacana, as pessoas já começaram a entender que plástico é dinheiro, tá reciclagem. Então, hoje nós temos o PET, a 650, o Flake. Então, 650, Flake, 750, dependendo do momento que a gente está vivendo, o alumínio é oito.
[27:38]Tá quase. Então, a reciclabilidade disso esse ano, eu acho que vai bater uns 85% da garrafa PET. Que legal. A tampinha, nós tivemos aqui o pessoal da tampinha legal, pôts, que é muito sensacional. E a tampinha gera milhões de reais para ajudar a causa sociais. Aqui no município nós temos também, nós temos projetos dentro do nosso instituto. Até muito obrigado a Ecoventures. A Ecoventures fez uma doação para a gente lá na feira, que vocês fizeram uma ação de um leilão.
[28:14]sim. Aí vocês são apoiadores do nosso projeto, do Instituto Soul do Plástico, a gente é muito grato, o Instituto está avançando, está indo e a gente vai muito longe com isso ainda, está só no começo, né? É, eu tenho muito orgulho de participar, desde quando eu conheci Rui, você sabe, eu acho que é um projeto muito, às vezes, muito decente, muito, muito crivel, é muito importante, porque ao mesmo tempo você está levando educação e conhecimento, porque às vezes as pessoas não entendem como funciona a reciclagem, como isso é feito, e isso é fundamental não só para o segmento, mas para as pessoas comuns e para os estudantes, então acho que é muito forte, e eu tenho muita honra de participar.
[29:03]no nosso entendimento, a gente tem que agir hoje, o plástico demorou muito para dar resposta, a verdade foi essa, todo mundo estava deitado em berço esplêndido e os caras malhando a gente e todo mundo quieto porque o plástico vende, não adianta, vende, e todo mundo batendo e todo mundo batendo e a gente foi ficando quieto, a gente foi ficando quieto, o negócio tomou uma proporção que começou a sair pro jeito de lei para todo lado e agora todo mundo resolveu ir pra cima e falar a verdade, porque a gente vai falando a verdade, a gente não vai falando que o cara come uma caixa de papelão por hora, ou que o cara come uma coluna de ferro a cada 15 dias, é verdade!
[29:45]E a gente fala de economia circular, que o assunto é economia circular, não importa qual seja o material, é ásforo, alumínio, plástico, papel, são todos os materiais que estejam dentro da economia circular, sempre baseado em avaliação de ciclo de vida. Então, o eco-designer que vai fazer a substituição que não foi eco-designer foi apenas um designer e uma equipe de marketing que levou isso aqui para uma grande rede de fast food que você vai tomar uma Coca-Cola, você pede três canudos.
[30:17]No mínimo. Certo? E no cinema um cinco. No cinema você pede mais, é. Então que um canudo desse que é muito mais leve faria o mesmo papel, e o destino do canudo, infelizmente, é o aterro sanitário, porque na estreia de seleção não separa que ele é muito leve, e não dá tempo, né, porque é muito rápido, a menos que a pessoa não tenha um dispenser próprio, no seu estabelecimento comercial, que ele coloque aquilo que eu acho que também teria que ir para esse caminho, mas é um caminho mais longe da realidade de hoje, e esse canudo aqui também vai parar no aterro sanitário, ninguém recole. A diferença é que esse emite metano e esse não emite metano. Então, quando a gente fala de gás efeito estufa, isso tem que ficar muito claro. Então, não foi um eco designer e não foi uma equipe de marketing formada que fez a substituição. Eu acho muito legal que, no Estados Unidos, você vai lá, tudo é embalado por uma questão de higiene, e é plástico para todo o lado. E o Brasil veio nessa tocada dentro da pandemia, ninguém queria comprar nada sem embalagem. E agora está falando, não, porque o plástico, porque o plástico, aí a gente sempre volta no assunto, entra no hospital, amigo, e pede tudo que não seja descartável para você, ou para o seu filho, ou para sua mãe, ou para o seu pai, ou para sua avó. Você nem começa, porque muita gente nem sabe que o TNT é plástico, né? Então a roupa do médico que ele vai colocar, então é tudo plástico.
[31:50]Então a gente fala muito da questão hospitalar, da questão alimentar, existem alimentos que eles duram dois anos embalados da maneira correta e validados, né? E existem muitas pessoas falando de migração, migração importante, o P-Life tem laudo de não migratório. agência, a gente faz Falcon Bowers, todas as RDCs da ANVISA, o principal ativo tá na lista positiva da ANVISA através do laboratório SGS, ele é 100% atóxico, a gente tem análise de alergia para contato com pele, então a gente tem vários e diversos testes e a gente tá aqui no Brasil, a gente tá tentando também ter testes aqui, então hoje, por exemplo, o SENAI de São Bernardo, ele já faz teste citar aditivado, citar aditivado corretamente, Mario Amato, você sabe que as vezes o pessoal fala que tem, mas nem sempre tem, então hoje eles já conseguem comprovar citar aditivado ou não, citar correto. Até a embalagem do canudo agora é unitária, e quando ela é embalada em papel, aquele papel vai emitir CH4, tá pessoal, é sempre muito importante mas falar do gás de efeito estufa, porque foi um assunto muito debatido da camada de ousônio, né?
[33:12]Sim, muito. E agora a camada de ousônio melhorou, regrediu, então tá bem, ninguém tá falando de camada de ousônio, mas nós estamos falando de aquecimento global. E o gás de efeito estufa, ele é o agente do aquecimento global, um, dois, né? Mas ninguém fala disso quando faz a substituição, esse canudo ou um copo ele não pode ser só de papel. Se ele for só de papel, ele derrete que o papel não tem propriedades para segurar ou reter o líquido que o líquido não amasse ele, né? Então ele tem uma resina, ele tem uma cola ou ele tem um platificante por dentro. Isso é muito comum. Se ele tem uma resina, normalmente essa resina tem AFPS, que é uma toxina também. Então isso a gente sempre fala e eu vou falar em todo podcast porque isso tem que ecoar.
[33:58]pessoal tem que ter o conhecimento, né, conhecer. Tem que coar, isso aí a pessoa tem que entender a troca, se ela é justa ou não. É justa, ou não é justa, leia a avaliação do ciclo de vida, vai lá, digita no chat de GPT, digita no Google, o que tudo que a gente fala tá, é acesso livre. Agora não é um estudo que o cara fala, ah, tem um estudo, que é aquele estudo, né, aí você vai ler o estudo, o estudo é uma nota de jornal, né.
[34:25]teve um que fez, ele pegou uns copinhos descartáveis e colocou no aquário. Ele falou, vamos ver como vai biodegradável. Eu falei, mas não é assim que funciona, é derrissada. Eu vi um ontem que o cara catou um copo, esse ontem eu comentei no telecomo, para fazer a propaganda do copo de papel dele, ele catou um copo de plástico, espetou numa cafeteira, eu acho que o copo era de PLA, tá?
[34:53]aí apertou, botando a cafeteira, o copo fez voof, na hora. Então, com aquela diminuição de tamanho, eu acho que é de PLA, por causa do calor, o PLA não aguenta muito calor. E aí ele pegou, tirou, falou, tá vendo como isso não presta, aí Catô colocou o copinho de papel. Poxa gente, vai fazer propaganda, qualquer regra, um de venda, não fale mal do outro, fale do seu produto.
[35:20]Acabei de falar assim, meu filho, meu filho, é bonito, eu não preciso falar que o teu é feio. É regra um de venda, né, regra número um, é de graça, regra número um, não fale mal do produto do concorrente, fale as características e qualidades do seu. Tem até na latinha de alumínio, da coca, tem que ter, tem que ter, não tem como. Aí veio o estudo agora, esse estudo eu também não sei se foi concluído ou não, mas o estudo veio, que você tem bisfenol de monte nas notinhas que sai da impressora, você viu o estudo?
[35:54]Não vi, você não viu. A impressora de cartão, notinha do supermercado, aquilo ali você pega na mão o índice de bisfenol que tem naquilo, segundo esse estudo, que eu não sei se ele é aceito por pares, eu só sei que tem o estudo, tá? Eu não sou leviano de falar isso mesmo, não porque eu não lio o estudo, mas eu vou ler. ele falou que a notinha, ela carrega muito bisfenol, muito, mas muito com força, então quando você pega a notinha no supermercado, você pega a notinha do cartão, você tá ali, já impregnou o bisfenol na sua mão, já foi pra dentro, e ninguém fala, coisa que tem bisfenol, resina de dente, resina de dentista, tem muito bisfenol, mas o bisfenol tá inerte, ele tá ali dentro, não vai contaminar a tua boca, mais tempos, fenômeno! É que nem o meu material é um esterato de manganês, ou seja, ele deixou de ser nocivo ao ser humano, então é essa diferença, por isso que ele não gera um microplástico. É muito, é muito diferente, assim, a evolução das coisas, elas vêm, cada vez está melhor. Cada vez está melhor, e o entendimento muda. Aí vai descobrindo, ali não funciona, porque que não funciona, vamos ver, vamos estudar, vamos fazer e assim vai, né? E vamos aperfeiçoando, né? Porque é essa a busca, né?
[37:14]Agora a gente tá buscando desenvolver outros segmentos, segmento fashion, por causa do festival, porque ninguém, né? O poliester, então a gente tá tentando desenvolver o fio, a gente já conseguiu e já conseguiu desenvolver as tramas, mas agora, porque o que que acontece? A gente faz muitos testes no segmento de plástico, testes de plástico de embalagem. Agora eu estou buscando o pessoal competente para a gente fazer os testes de tecido, de lavagem, de como isso funciona.
[37:45]Que é o maior problema de microplástico. Exato, e aí vê como isso vai funcionar. Então são estágios, mas é evolução, são novos materiais, mas a gente tem que ter o conhecimento e a cautela, por mais que a gente tenha um problema gigante de de não lançar antes de a gente estar tudo certinho, documentado, né, e conta pra gente aí um case que você falou, nossa, esse aqui foi o espetacular, nosso! Ah, esse ano eu acho que eu tenho dois cases aí que tá, a gente tá com a Biolaeve, a gente tá fazendo todos os copinhos de água da Biolaeve, que legal, já o ano inteiro, e a gente tem a Lola, né, Lola Cosméticos, também já um grande parceiro que tá conosco em em todas as embalagens. A gente tem a Jecti, que tá com as embalagens. Acho que o pessoal viu no TikTok o cebolinha, o perfume do cebolinha que viralizou, a embalagem é com P-Life.
[38:45]Caramba, então já tá em grandes, grandes empresas. Sim, a gente tem desenvolvido, agora tá pra sair uma linha escolar, a gente tá com outros envolvimentos que eu não posso falar, mas alguns assim. Ah, mas você vai voltar aqui. a hora que eu puder, ó, a primeira coisa aqui pra te contar assim, mas são trabalhos assim, Rui, eu posso voltar um que eu sempre gosto, é um case da Copobrás, pra desenvolver a bandejinha de XPS, foram três anos e meio, a gente teve que ter a aprovação...
39:16Cases: bandeja de XPS da Copobrás e outras marcas
[39:16]Ah, já tem P-Life no XPS? Sim. A gente desenvolveu e foi um desenvolvimento do Brasil pro mundo, era uma formulação com o P-Life que não existia, então eu tive que mandar pro Japão, pro Japão molde, aí fazia teste no México, aí voltava. Aí o pessoal da fábrica, o que era legal, porque eles tinham muito, como o P-Life é feito para um ciclo de calor, voltava, 30% do Scrap volta direto, né?
[39:39]Sim. Então eles fizeram testes no laboratório também para ver que funcionava. Então foi um trabalho muito legal de desenvolvimento. E é o mesmo tempo de degradação do... O que ali vai, é 2% de de plástico e 98 de ar. Exato. E aí, nisso, a gente conseguiu uma média de degradação para biodegradação de uns 16 anos, que vai dar uma média de 20 anos para desaparecer.
[40:07]E a gente fez testes com uma bandejinha, para quem não para os leigos, pensa na bandejinha de carne, para a bandejinha de XPS, a gente dava 900 anos indeterminados, sempre life, uma bandejinha comum, porque a gente queria tentar ter uma ideia de quanto tempo daria. Caramba! É um desenvolvimento que até hoje é um... Tudo que você enterra, ele demora mais para degradar, né?
[40:34]Seja plástico, papel, madeira, ou qualquer coisa... E é o problema do ar, né? Então, assim, a bandejinha comum, ela demora de 900 anos indeterminado, e aí com P-Life ela caiu para esses 16, 20 anos. poxa, muito legal, né? Quem usa é a copobrás. A copobrás, hoje a Cristal Copo, a gente teve exclusividade com eles no lançamento por dois anos, depois expandiu.
41:00Políticas públicas e o preço de legislar sem ouvir o setor
[41:00]Então já está em muitos mercados, né? Sim. E em questão de política pública que você vê, que poderia ajudar o incentivo do uso do P-Life? Eu acho que o P-Life é uma grande solução, porque ele pode ser reciclado, porém, ele também pode ser pro aterro, ele é uma solução pro descarte inadequado. Então, eu acho que as políticas públicas, eu acho que hoje, se a gente olhar o de hoje, é o que eu falo, ainda há muita confusão, mas tá melhorando.
[41:37]Então, mesmo as pessoas que me perguntam nesse segmento, eles querem entender os diferentes materiais. e como eu tenho uma postura muito focada nas normas, eu tento explicar as diferentes normas, é o que você falou, ah, vai colocar um PLA, então tá, então você tem que ter uma logística reversa separada, você tem que fazer uma usina de compostabilidade, ah, vai colocar um outro tipo de material, ah, você tem que ter uma usina dentro para retirar esse gás metano, ou seja, você tem várias tecnologias, elas estão aí para todos, mas só que mas você tem que entender como você vai colocar essa normativa e como ela vai atender a situação, seja do estado, da prefeitura, ou seja, de um país como um todo.
[42:23]Entendi, muito... Na nossa frente parlamentar lá, a gente vai debater um pouco sobre isso. A gente está marcando uma reunião aí. Me convida. Não, você já está dentro? Você tem que ir. Não é nem eu vou convidar, você tem que ir. e a gente vai debater sobre isso também, tem muitas coisas acontecendo, o instituto está levando a gente a alguns lugares que a gente não tinha acesso e está sendo bem bacana, o tipo de conversa que nós estamos tendo, as pessoas, os políticos começaram a nos ouvir, que era coisa que a gente não tinha essa interlocução.
[43:03]Eu acho que eles bateram muita cabeça, foram criando leis sem entender o que fazia, aí não podia colocar multa, né? Porque se não tá de acordo, você não tem como multar. Então aí ficava uma lei sem peso. Então eles perceberam o que eles têm que nos ouvir. Porque se eles não ouvirem o segmento, eles vão continuar fazendo as leis que não vai conseguir ter um peso.
[43:25]É, o cara faz a lei e volta pra trás. Faz a lei e volta pra trás, porque cada lei que faz é um problema. É um problema. Mas cada lei que faz, que faz, mata a empresa, né? Sim, muitas. mata-empreza e mata mesmo até eles reverteirem, morrem algumas empresas, né? Exato, e o segmento de plástico emprega muita gente, é muita gente, então hoje eu acho que tem que pensar porque quando você fala de sustentabilidade, SG, um dos pontos principais é pessoa e sociedade, não é porque as vezes o pessoal pensa que é só o meio ambiente, mas a gente tem que pensar sempre no tripé e é importantíssimo, então imagina, ai banir, ou tirar os descartáveis, ou tirar o XPS, que muitas vezes tem...
[44:08]Você tira o descartável, vamos lá. Vou eliminar tudo que é descartável. Garfo, prato, talher, copo. Vou eliminar, porque eu vou eliminar isso aí e vou colocar de papel. Pronto. Aí a gente já voltou a falar do metano, aí a gente volta lá naquele assunto da água. Então, água, quem consome mais? Esse absurdamente e abundantemente mais. qual é o bem mais precioso do planeta? Água? Existe vácuo no mercado? Obviamente que não, se tirar esse, vai entrar um outro, não existe vácuo de mercado.
[44:42]Então, pessoas com problemas de mobilidade precisam do canudo, só que a partir do momento que você elimina o material plástico para determinadas situações, você diminui o consumo, diminui a produção e o que acontece? Aumenta o preço. Aumenta o preço e quebra a empresa. não, aumenta o preço, e o cara que precisa, que vai comprar, ele vai pagar mais caro, por culpa de quem?
[45:08]Por culpa de um cara que não estudou para entender o que é aquilo, e o mal que ele está fazendo. Ai, daqui a pouco a gente vai estar discutindo o camada de Osano de novo. Sim, e volta para o mesmo sexto. Então é um negócio que ele fica girando, girando, girando, girando e não sai do lugar. Não é muito mais fácil discutir coleta seletiva, educação nas escolas, educação, educação, é o básico. A gente fala de educação, a gente nos seminários, tudo que a gente vai, começa falando de educação, no meio fala de educação, e no final fala puta, povo maior educado, tem que educar, e ninguém faz absolutamente nada pra educar. Então o instituto veio nessa vertente trabalhando em educação, mesmo que em brioonário, a gente vai fazendo de acordo com o que a gente pode, porque é muito difícil ter um empresário que apoia, o cara vai lá, ele gasta cinco mil numa garrafa de vinho, mas não quer e apoiar o instituto, que na verdade o instituto é sem fins lucrativos.
[46:03]Exato, é sem fins lucrativos e no final também está nos ajudando, porque todo o segmento você está ajudando? Claro. Porque você está instruindo? Claro, você tem que ir na base. Exato. É muito mais fácil, você educa um adolescente, um jovem, uma criança, e a criança levar informação para o pai e para a mãe do que eu acessar o pai e a mãe deles. eu tive um diretor de um transformador de cosmético, que daí já se tornou um amigo.
[46:33]A gente estava fazendo um treinamento para o comercial deles. Ele veio, Bruce, você não sabe, esse problema da educação, minha filha chegou para mim e falou, papai, o que você faz não é bom para o meio ambiente, por que você trabalha com plástico? Aí você acredita isso que é a filha dele, ele conversou com ela e ainda foi fazer é uma palestra na escola, pra resolver, mas eu achei, assim, você vê como há falta de educação e entendimento. Que é o que nós estamos fazendo. Nós fomos numa escola, nós fizemos uma palestra do primeiro ao quinto ano, do primeiro ao sexto ano, né, primeiro ao quinto e do sexto ao nono, pros jovens e assim, não, falei errado, foi do quinto ao nono e do primeiro ao terceiro. Nós fizemos duas palestras, separadas, falando para esse público.
[47:35]E assim, a gente conseguiu mexer com a cabeça deles. É isso que é o mais importante. A gente conseguiu mexer porque a gente levou informação. É uma escola de freira, e eles não estavam usando plástico, tiraram todo o material plástico para colocar papel. A hora que a gente terminou de falar, a gente vai até fazer uma ação com o itinerante do Instituto lá agora no mês de outubro, a madre falou, poxa, eu não tinha acesso a esse tipo de informação que vocês trouxeram, foi muito gratificante a gente escutar isso e a gente conseguir levar que ela não estava fazendo a coisa correta utilizando o papel por conta do descarte, o papel, quando ele é sujo de óleo, quando ele tem uma sujo, qualquer sugerinha nele, ele não vai ser reciclado, ele vai para o aterro sanitário, o descarte é o aterro sanitário, não existe coleta de copo de papel, você já viu, coleta de copo de papel para reciclar, então, e aí, essas pequenas coisas que a gente vai fazendo, que para nós é o dia a dia, mas a informação para as pessoas é muito diferente, né?
[48:47]e esse é um ponto interessante até, porque quando você está até numa praça de imunitação do shopping, você vê que o pessoal joga o guardanapo que usou no reciclável, e esse é um ponto que é muito errado, porque ele não é, porque você já usou, nem o guardanapo, nem o prato que tem óleo, nada daquilo reciclável, aquilo lá nem deveria ter símbolo nenhum, e as pessoas acham que, na verdade, todo mundo quer um produto que ninguém tem a responsabilidade sobre ele, né?
[49:26]Exato. Usei, joguei, alguém levou e foi, saiu da minha frente. Mas eu acho que isso está melhorando, porque até quando eu fiz o estudo, a gente vê, por exemplo, o plástico, ele surgiu na época da economia linear. Então, se você pensou em 80, 100 anos atrás, ninguém se preocupava com o descarte. E aí não é só o segmento do plástico. Não, foi tudo. Foi tudo. Então, eu acho que na hora que veio, por ser muito volumeoso, foi um que apareceu e deu um bom. Mas é o que eu falo. Eu acho que todas as empresas, se você pensar, sei lá, 15 anos atrás, você tentava falar com alguém de ESG ou Sustentabilidade, não existia.
[50:09]Ou até ter... Ninguém nem sabia o que era. Ninguém sabia o que era, né, no Mulheres que Transformam a Semana Passada. E tem muita gente ainda que trabalha no ESG da empresa que não sabe o que é, tá? Não sabe aplicar. Não, a TV estava conversando com uma diretora de ESG, no Mulheres que Transformam a Semana Passada, ela falou o seguinte, que quando ela começou há 15 anos atrás, o cara você vai falar que bom porque o jardim vai ficar melhor da empresa. Entende? Então, não é por que pensar?
[50:38]Então, você vê que como é a falta de conhecimento. Então, eu acho que hoje já vai melhorando, já está aumentando, e essa busca está cada vez maior. Você vê a reutilização do tempo todo, essa busca para não ter os scraps, a volta. volta, se imagina o desespero do concorrente do plástico, se imagina, é desesperador, é desesperador, porque tudo que você faz vem dele, não tem propaganda, fez e vendeu, e aí essa questão do SG, eu fui em alguns lugares conversar com pessoas de SG assim, que não são de SG, estão no cargo de SG e não sabem o que é SG, você fala com a equipe de marketing que trocou plástico por papel e não entende a questão de consumo de água, energia, de emissão de gás metano, simplesmente trocou, porque estava ali, você vê um monte de gente falando mal do plástico, porque dá muito like, a gente leva uma informação positiva, tem pouca visualização, a menos que você vá pro combate, né, aí dá mais visualização, mas assim, quando você leva uma informação boa, que vai trazer, o cara não discuta.
[51:54]não, isso acontece muito. Muitas vezes, até com P-Life, a gente explica, a gente mostra as documentações, a gente instrui... Você tem que entrar no vídeo gritando e arrancando um pabelo, aí pronto, aí reteu. Ou a pessoa já teve casos, que a pessoa falou sempre a mim, Bruninha, né, porque muita gente no mercado me chama de Bruninha. Bruninha, eu acredito, mas eu não quero cutucar esse vespero, eu falo, ok, mas faz parte, mas aí a gente vai mudando, e vai fazendo acontecer, vai explicando. Se associa o instituto, que eu e o Vespero que precisassem, sem problema nenhum, eu não tenho medo de cutucar esse Vespero, porque eu trabalho no mercado do plástico, eu vivo do mercado do plástico, eu fabrico máquinas para o mercado do plástico, então eu falo de plástico abertamente, quem gostou gostou, quem não gostou, põe açúcar.
[52:47]mas nesse ponto eu também sou meio rock balboa, tá aqui ó, pode bater que a gente continua coitando. Que a gente explica, ué, tá com dúvida, manda, a gente explica, manda, explica. Se a gente não sabe, se o cara me pergunta alguma coisa de pela, eu vou te ligar, vou te perguntar, se o cara fizer uma pergunta mais técnica que eu não sei responder, eu sei pra quem perguntar, né, então a gente não precisa saber tudo, a gente precisa conhecer quem sabe, né, e é isso que a gente faz, são as conexões, e a indústria bioplastico, eu vejo muito a falta de conexão. Um cara não quer falar com o outro, porque o outro é concorrendo do outro, porque aquele cara vendeu no meu cliente, porque a gente está falando do mercado, o mercado é mais do que a briga de ponto de venda, a gente está falando um negócio muito maior, que se passa um projeto de lei que é aquele 25, 24, lá, você imagina o que acontece com o mercado, quantos milhões de pessoas vão ser desempregadas, todas as empresas vão quebrar, mas eu falo até no segmento de biodegradável e olha porque é um segmento ainda muito pequeno, Rui, a gente tá começando, eu acho que por exemplo, se você pegar toda essa empresa, você pergunta pra gente se sabe o que é, fala que não, mas por exemplo, se a gente se unisse por exemplo e todo o segmento do plastico começasse a usar, não ia ter suficiente, você concorda? Então nesse ponto eu acho que é uma abesteira muito grande, ficar brigando entre si.
[54:14]É porque você tem nichos de mercado, o cara fala, poxa, eu quero usar o PLA, ok, eu quero usar o P-Life, ok, eu quero usar o CELERA, ok, eu quero usar o CELERA, ok, não tem problema nem nenhum. A gente não tem, fechou hoje, fala, não pode usar mais, não vai poder usar mais papel, o plástico não substitui o papel, a gente não tem produção para substituir.
[54:40]e não pode usar mais plástico o papel não substituir o plástico, mesmo porque não tem as características, mas também não tem volume produtivo, o vidro não tem volume produtivo para substituir nem papel nem o plástico, então a gente se degradei algumas coisas que era né, porque eu né. Exato, eu acho que esse mimimi do segmento do plástico devia acabar, e daí se a gente se unisse ou tentasse falar a mesma língua, a gente ia ter muito mais força.
[55:12]Você acha? Tem tanta gente boa de conhecimento que não fala, tem cara muito boa, eu converso com tanta gente, você pega um fabricante de copo, por exemplo, e conversa com o cara sobre o copo, puto cara, te dá cada informação que você não sabe, aí você vai conversar com um cara que usa um outro produto lá, o cara que faz um tap power e te dá uma explicação, que você também não sabe, o cara que fabrica pallet de plástico, ele te dá uma explicação que você não sabe, e essas pessoas não falam, eles ficam ali com medo, você fala com o que você trabalha, ele olha para o lado e fala com plástico.
[55:45]Exato. E ainda essa falando do pallet de plástico, ele é muito usado, dependendo do que você vai exportar, tem que ser no pallet de plástico. É, tudo que você mexe com comida não pode ser de madeira. Exato. Eu tenho um cliente que fabrica o de madeira e o de plástico. o de madeira atende a característica que precisa, e o de plástico atende a outra, ele tem os dois.
[56:04]Tem que ter. Poxa, aí vai embora, ó, ok, tá certo? Ele atende os dois institutos de mercado, porque tem mercado para os dois. Exato, eu acho que é isso aí, vai, flui. Aí você fica nessa briga, plástico ou papel, plástico ou papel, cara? Papel, embalagem secundária, plástico, embalagem primária, acabou? Seu vidro. Tá feito? E não tem papel para atender tudo, e não tem plástico para atender tudo. Sempre falta que agora entra fim de ano, os prazos de entrega das empresas vai tudo para 30 dias, 40 dias, se você não tiver programação, você não tem material, então isso indica o que? Isso indica que não existe produção suficiente para atender a demanda de mercado. Mas é isso aí, vamos lá, agora vamos para a segunda parte do nosso PodPlástico. Primeiro vou te perguntar, tem alguma pergunta que eu não fiz e que você gostaria de ter falado, algum tema que você quer abordar? Eu acho que está indo bem, Rui. Está indo bem? Tá indo tranquilo. Então vamos lá, porque agora a gente vai por umas perguntas mais complicadas. Tá. Qual foi o maior desafio na sua carreira até hoje? O maior desafio na minha carreira eu acho que eu entrei no segmento de plástico até engraçado e eu fui aprendendo porque eu não venho desse, eu venho mais na área de comércio exterior e eu vim para fazer uma tradução, fui ficando e hoje eu me tornei sócia do Mark, mas eu acho que o maior desafio é conseguir com integridade ética, porque no segmento A sempre muita briga e às vezes a pessoa usa como que eu vou vender, vou falar mal do outro? Então é tentar ter uma postura, principalmente no segmento dos biodegradáveis, que ainda é menor do que o do plástico inteiro, no no qual eu não tô aqui pra falar mal dos outros, eu tô aqui pra defender o meu produto, tirar o preconceito e mudar. Então eu acho que esse foi o maior desafio, principalmente no início que ninguém conhecia, porque o P-Life, eu lembro das minhas primeiras ligações, sabe, eu só falava com o Tutu, aí o pessoal da nova geração nem sabe quem é o Tutu no telefone, né, é só me cancelavam e me desligavam. Então eu acho que esse esse foi o maior desafio, conseguir desmistificar que ainda tem um longo trabalho, mas ao mesmo tempo ter essa postura.
[58:33]Eu vou te falar que eu erroneamente multiplicava o que eu escutava, que é a mesma coisa, porque você fica fechado sem estudar, sem você estar trabalhando dia a dia ali e você não tem esse tipo de contato que nós temos, né, e falava, oxi-bi eu falava de jeito nenhum, não usa isso que você vai para adjudicar o meio ambiente. Então, depois que a gente começou a conversar, o meu pensamento realmente mudou, tá, mudou e transformou o meu pensamento.
[59:05]Então, eu falo do P-Life para todo mundo, você pode assistir meus podcasts, eu sempre falo, porque eu acho que é uma solução que veio para ajudar o desavisado. e o que eu falo nesse sentido, hoje, eu estou há 12 anos nesse mercado, eu me sinto muito orgulhosa quando eu ouço você ou o pessoal do SENAI que acredita, ou vários clientes que acreditam e falam, pode vir um ecochato que a gente continua, sabe, isso me dá segurança, eu tenho clientes hoje de 10 anos, que são SCAs, então assim, isso me dá, sabe, eu falo, poxa, estava além da pena, e qual é a maior conquista que te enche de orgulho. Ah, eu acho que a conquista, eu vou contar uma boba, porque como a gente, quando começou a gente era em quatro, na Eco, tentando fazer, eu acho que a primeira feira, quando eu fiz a primeira Plástico Brasil, eu brinco que era um cubinho, mas era um cubinho sustentável, já fiz com a ideia da sustentabilidade. Já foi pra ganhar ouro. Já foi, eu falei, né, sim, tanto que o professor nem sabia, mostrei, fizemos, já caiu a ideia de sustentabilidade, pra mim, quando falei, nossa, consegui, porque daí eu consegui mensurar e ver os clientes vindo, porque normalmente, quando a gente não vai em feira, a gente que vai até eles, então pra mim foi um momento que eu falei, poxa, tava além da pena, eu conquistei, e é óbvio, aí a gente vai...
[1:00:38]a primeira feira que a gente vai é sensacional, é muito legal, depois vira a rotina, mas é sempre divertido porque você encontra todo mundo lá. Todo mundo, então pra mim foi porque como há muito preconceito, então você vê as pessoas vindo até você, vindo de outros estados pra te visitar, você fala poxa, está acontecendo mesmo. E que conselho você daria para os jovens que querem começar a trabalhar com tentabilidade e inovação no setor dos plásticos.
[1:01:11]Eu acho que nesse ponto, além de conhecer o Instituto, eu acho que não acreditar em tudo que está na internet e tentar hoje o que eu estava em Santa Catarina mesmo, estou tentando como a gente já tem homologado aqui o Senai Maruamato, eu estou tentando homologar outros os locais também para estar fazendo. E, por exemplo, vários cursos de polímeros técnicos têm fechado por falta de estudante e pessoas querendo se aprofundar.
[1:01:45]Sim, verdade. Então, isso foi algo que mexeu comigo, eu sou muito nerd, eu gosto de estudar. Então, eu acho que nesse ponto, busquem os cursos. Tem a Universidade do ABC, tem você tem aqui o Senado de Guarulhos, tem um baita-curso de polímero, tem uns professores maravilhosos ali. Sim, o Mário Amato mesmo. Também, o Mário Amato agora é universidade. É universidade. Então, assim, eu acho que nesse sentido não tem ainda campo e tem muito curso para ser feito. Então, busque esse aprofundamento, busque esse conhecimento. Não acredite em tudo que você ouve na internet.
[1:02:24]pesquise, ouço podcast, pode plástico também é cultura, aí complete a frase plástico é vida, ele tá ali pra ajudar se você pega num hospital em tudo, ele tá ali pra proteger o alimento, então tá, então vamos lá, esse podcast, se esse podcast fosse assistido pelo planeta metenteiro, por oito bilhões de pessoas. Que mensagem você gostaria de deixar para essas pessoas?
[1:02:58]Mensagem no segmento do plástico? Não, mensagem sua. Da Bruna. A mensagem da Bruna, eu tenho uma frase que está comigo há muitos anos, e se você olhar o meu WhatsApp, é o que está lá. É uma frase de um americano do Andy Stanley, que é, don't make a point, make a difference. Então, eu acho que, o que isso quer dizer, não faça, um ponto faça a diferença.
[1:03:22]então eu acredito muito nisso, acho que às vezes a gente não precisa dar uma palestra, a gente tem que ser um exemplo e buscar fazer a diferença, então essa é a minha frase. Poxa aqui, frase bacana, gostei. Então vamos lá, deixa suas considerações finais, estamos se encaminhando para o final do podcast, uma hora passa que a gente nem ver passar, a gente poderia ficar aqui, bater em papo por horas, mas vamos lá, deixa suas considerações finais para o nosso público.
[1:03:53]Rui, primeiramente, eu quero agradecer a você, ao Instituto, ao Podcast, você sabe que para mim é uma grande honra estar aqui, e ao público em geral, o que vocês estiverem de perguntas, de dúvidas, pode mandar, o Rui me manda, a gente responde, a gente está aqui para ajudar... Qual que é a rede social de vocês? Ecoventures Brasil, você pode pegar Ecoventures Brasil, você já acha todas, ou Bruna Folster também, você já encontra todas, porque hoje em dia está tudo vinculado.
[1:04:24]É isso aí, enquanto muitas pessoas falam em proibir o plástico, em proibições, em acabar com o mercado, você vê que tem muita gente boa trabalhando e desenvolvendo sustentabilidade, melhorando o ecostema, preocupados com o nosso meio ambiente, de verdade, não só em em cima de palco, e aí no chão, trabalhando e desenvolvendo o produto. Esperamos muito o senhor e salvo no nosso podcast.
[1:04:56]Nossa, vai ser uma honra ter o pai da P-Life aqui. Mesmo que de maneira remota, óbvio, que ele está lá no Japão, Bruna. Vou fazer isso. A tradução simultânea, a gente aqui, ele lá, ele na tela, vai ser fantástico. Vai ser fantástico. Vamos organizar isso aí. Vamos organizar. e pra você que ficou e nos assistiu até agora, ficou até o final, muito obrigado, deixe o seu like, deixe o seu comentário, encaminhe esse vídeo pra outras pessoas, isso tem que chegar mais longe, e se você gostou, deixe o comentário positivo, se não gostou, deixa o porquê não gostou, que a gente tenta melhorar pro próximo, a gente melhora a pauta, traz a Bruna de novo aqui, e ela explica de novo e a gente vai sempre tentando melhorar. PodPlástico tá aqui pra isso pra trazer informação real pra vocês. Muito obrigado pela audiência e até o próximo episódio.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
