Logo PodPlástico

Os bastidores da melhor feira do plástico do Sul do país com Richard Spirandelli.

1:15:1761 min de leitura
Episódio completo no YouTube: Os bastidores da melhor feira do plástico do Sul do país com Richard Spirandelli.

Richard Spirandelli abre os bastidores da Interplast: como a feira do plástico de Joinville neutraliza carbono, atrai 30 mil visitantes e disputa espaço com a China.

Principais insights

  • A Interplast nasceu por volta do ano 2000 como uma célula dentro de outra feira, a Intermáquinas — e hoje é maior do que a feira que a originou.
  • Na última edição (2024), a Interplast recebeu cerca de 30 mil visitantes de 17 estados e 8 países; a organização espera superar esse número em agosto de 2026.
  • A feira neutraliza o próprio carbono: no credenciamento, pergunta como o visitante chegou até Joinville e compra créditos de carbono (ou repassa a um patrocinador) para zerar a conta.
  • Negociando com a prefeitura de Joinville, a organização conseguiu reduzir o ISS cobrado sobre o evento de 5% para 2% — o mínimo permitido por lei.
  • Das cerca de 400 empresas expositoras desta edição, em torno de 60 são chinesas — mas nenhuma indiana ou turca confirmou presença.
  • A indústria brasileira de máquinas injetoras praticamente desapareceu com o fim do ex-tarifário: hoje a Romi é praticamente a única fabricante nacional.

Perguntas frequentes

Como nasceu a feira Interplast?
Segundo Richard Spirandelli, a Interplast surgiu por volta do ano 2000 como uma célula dentro da Intermáquinas, outra feira organizada pela mesma empresa. Com o crescimento do mercado de plástico e apoio de entidades como ABIMAQ e ABIPLAST, essa célula virou uma feira própria em Joinville (SC), hoje maior do que a feira que a originou.
Quando e onde acontece a Interplast?
A edição de 2026 ocorre de 25 a 28 de agosto, em Joinville, Santa Catarina, das 13h às 20h, com credenciamento antecipado e gratuito pelo site da feira. As palestras, workshops e o congresso também são gratuitos, mas exigem inscrição prévia por causa do número limitado de vagas.
Como a Interplast neutraliza o carbono da própria feira?
No credenciamento, a organização pergunta ao visitante como ele chegou até Joinville (por exemplo, de avião) e cruza essa informação com a distância percorrida para calcular a emissão de carbono gerada. No fim, a conta é neutralizada com compra de créditos de carbono ou repassada a um patrocinador, que recebe um selo.
Por que a indústria brasileira de máquinas injetoras praticamente desapareceu?
Segundo Richard Spirandelli, o fim do ex-tarifário sobre injetoras importadas tornou inviável fabricar essas máquinas no Brasil. Hoje a Romi é praticamente a única fabricante nacional de injetoras plásticas — no passado havia cerca de dez fabricantes brasileiras no mercado.
Quantos visitantes e expositores a Interplast recebe?
Na edição de 2024, a Interplast recebeu cerca de 30 mil visitantes vindos de 17 estados brasileiros e 8 países, com aproximadamente 400 empresas expositoras de países como Itália, Alemanha e China. A organização espera superar esses números na edição de 2026.
O que é o projeto Tampinha Legal apresentado na Interplast?
É uma iniciativa de reciclagem de tampinhas plásticas que, segundo dados citados no episódio, reduz em até 85% a emissão de carbono a cada quilo de material transformado. Na feira, o projeto roda ao vivo em parceria com o Instituto Soul do Plástico, mostrando a transformação do resíduo em tempo real, "ligado numa tomada".

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: quem é Richard Spirandelli e a Interplast

[0:00]que sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje eu estou aqui com Richard Spirandelli. Hoje o PodPlástico recebe uns nobres que ajudam a movimentar literalmente a indústria brasileira, um homem que acompanha de perto o crescimento, as dores, as transformações e os bastidores das maiores feiras do plástico da América Latina. Vamos falar de indústria, circular, tecnologia, desafios do Brasil, sustentabilidade sem maquiagem e o futuro do setor.

[0:31]Richard, seja muito bem-vindo ao PodPlástico, por favor, se apresenta pro pessoal. Obrigado Rui, obrigado pelo espaço, é um prazer estar aqui no teu podcast falando do plástico, esse importante material da nossa economia e especialmente falando da Interplastic, que é um evento importante no cenário da indústria no Brasil, e para amenizar pelo teu trabalho aí.

[0:51]Obrigado, hoje é a Interplast figura entre uma das maiores feiras no Brasil, nós temos duas, a Interplast é um player bem grande, todo mundo está dentro dessa feira, já tem fila, fiquei sabendo, né? É, a gente já está com ela comercializada desde novembro do ano passado, a feira cresceu em representatividade, em visitação, em importância, e isso é fruto de um trabalho dos expositores também, o evento tem uma importância bastante grande na economia da região sul, e também dos paulistanos e paulistas que vão lá fazer negócio.

[1:22]Vocês aumentaram mais um pouco do que foi a versão anterior? É, de 2022 para 2024 a gente fez uma ampliação para atender a demanda toda e aí permanecemos com aquele tamanho de pavilhão. Infelizmente o nosso pavilhão lá por não ser um eixo Rio São Paulo, a gente está deslocado, mas é um pavilhão interessante e que abriga bastante tecnologia também. e antes da interplástica de tomar essa proporção que tomou, né, o que, como nasceu a ideia dessa feira, como foram os percalços para colocar uma feira lá em Joinville, né?

1:55Como a Interplast nasceu dentro da feira Intermáquinas

[1:55]É, a interplástica ela começou dentro de uma feira, nós organizamos outras feiras, uma delas é uma mecânica, né, uma intermáquia chama, e lá em no ano de 2000, a gente percebeu o crescimento desse mercado, dessa necessidade de um evento de plástico dentro da intermáquia, Então, começou a surgir uma célula dentro da inter-mark, a gente destacou essa célula e criou a feira do plástico.

[2:15]Com isso, a gente teve apoio de várias entidades da região sul e também a nível nacional, como ABIMAQ, ABIPLAST, e a feira, hoje ela é maior do que a feira que agirou na época, e é o nosso carro-chefe. Ela acontece no estado de Santa Catarina, que está no centro da região sul do Brasil, uma região altamente industrializada. Altamente plastiqueira, né?

[2:40]e que distante ali entre Curitiba e Rio Grande do Sul, então em um raio de 200 quilômetros a gente tem várias empresas automotivas da linha branca, da embalagens, então a feira tem essa representatividade nesse mercado. É a última, eu participo da feira, a última estava bem cheia mesmo, qualidade do visitante foi bem boa, e esse ano vai ter, fizer muita mídia para fora, é bastante cara de fora do país. A gente fez a maior edição na última edição e agora o slogan é depois da maior virar melhor. Então a gente tá elevando a expectativa do mercado porque nós conseguimos, eu acredito que o momento que a feira vai acontecer agora no mês de agosto vai ser muito positivo em relação ao mercado. A gente passa nesse momento em algumas dificuldades em relação à matéria prima, mas no entanto, a questão da reciclagem vai estar, da economia circular vai estar muito forte nessa edição.

[3:39]da feira, a gente vai bater muito nessa tecla, vários expositores trazendo soluções, especialmente de matérias primas, aditivos, enfim, tudo que faz o plástico voltar novamente a ser reutilizado. É, que hoje a gente tem bastante coisa diferente já entrando no mercado de aditivos, é, tá uma gama de produtos bem grande agora, a oferta, tá aumentando cada vez mais, né, tem uns greenwashing aí, mas tem uns que não são, né.

[4:05]Tem, tem. e você imaginava ali na... depois da pandemia, assim, você imaginava, putz, essa feira vai crescer muito ou você nem imaginava a proporção que ia ter, porque vocês pegaram uma lá logo depois da pandemia, né? É, a gente fez uma em 2018, depois veio a pandemia, 2020, a edição foi cancelada, que foi um transtorno para todos os organizadores de eventos, né?

[4:25]Mas, no entanto, a gente conseguiu fazer uma excelente feira em 2022, que acabou concentrando todos os lançamentos de quatro anos, né? de 2018-2022, e depois fizemos em 2024, e tem sido muito bacana porque a nossa feira não é tão grande quanto a feira de São Paulo, então ela acaba concentrando do ponto de vista do visitante, ela acaba concentrando os principais lançamentos, então isso é muito bacana, porque quem visita otimiza o tempo da visita, então ele vai ver a melhor máquina da MTF, ele vai ver a melhor terá uma melhor máquina da Engel, da Arborg, então isso é muito bacana porque evidencia todas essas tecnologias.

[5:05]É bem diferente fazer a Feralá mesmo, a gente, ela é mais compacta assim, tá todo mundo muito perto. Como eu não consigo competir com os pavilhões de São Paulo em tamanho, a gente compete em tecnologia, então a gente busca filtrar as melhores soluções. Então isso é bem bacana, e a característica também que por não ser um centro tão grande quanto São Paulo, tão caro, deslocamento, tempo, a gente consegue trazer desde o chão de fábrica até o diretor CEO de uma empresa. Então, todos eles participam do processo de decisão ali na feira. Às vezes, o diretor vem para comprar uma máquina, mas ele precisa do aval do cara que opera a máquina lá na ponta. Então, esse pessoal todo vai na feira, senta, negocia, isso é bem bacana. É, que legal, eles sempre visitam a gente mesmo de grupos, né? É, de grupos. Esse é uma característica da nossa feira, e os expositores gostam bastante dessa característica da feira nossa.

[5:59]Hoje, quando você olha aqueles corredores todos lotados, que são lotados pra caramba, o que você sente quando você vê aquilo lá atrás? É uma satisfação, Rui, porque a gente vende a nossa região, todo mundo gosta do lugar que mora, então a gente vende essa questão toda de joem vir, o potencial econômico da nossa cidade, do nosso estado de Santa Catarina. É um trabalho de dois anos, e, no termino, uma feira a gente começa a comercializar a outra feira. Então, nós tivemos em torno de 30 mil pessoas que visitaram na última edição, a gente espera bater esse número nessa edição em agosto, agora, desse ano. São 17 estados que visitam a Interplast, oito países. Para essa edição, a gente ampliou a divulgação, também, internacional, especialmente, América Latina, com algumas parcerias também.

[6:48]e uma outra característica bacana para essa edição, a gente está reforçando os conteúdos também, porque a pessoa, antigamente, ela só ia na feira visitar para ver os estandes, agora ela vai visitar, ver os estandes, mas ela também quer adquirir conteúdo, então os workshops que a gente desenhou, paralela a feira, são em torno de 60 palestras gratuitas que acontecem, os expositores podem falar das suas soluções de forma gratuita, convidar os seus clientes para conhecer numa sala que a gente prepara para todos eles, siano também uma parceria com o Sustem Plás, que é uma entidade do Rio Grande do Sul, focada em plástico, né, ele vai fazer o congresso.

[7:26]Amigo Alfredo, meu abrato. Ele vai fazer uma edição do congresso brasileiro dentro da Interplást, no período da manhã, né, são dois dias de congresso. Inclusive, hoje saiu os primeiros nomes que estarão presentes na feira, tá trazendo gente bem interessante pra falar de mercado, política e também pessoas acadêmicos também, para falar. Alguns que cutucam vespeiros. Exatamente, alguns que correm do vespeiro.

[7:53]Mas vai ser bem interessante essa grada de conteúdo do Congresso esse ano também. A gente estava batendo um papo ali fora, tem muita gente que chega lá na feira, você tem que ter um comunicador bom trabalhando dentro da feira, que é o que todo mundo começou a perceber agora, que tem cara que vai para a feira e não sabe nem como expor sua marca, sua máquina.

[8:15]e a preparação para a feira é muito interessante, tem um expositor que se prepara e leva todos os seus produtos para a feira e aquilo acaba enchendo o stand e não tem foco, né, então a gente sempre e duas pessoas para atender, e aí o cara ainda senta e fica mexendo no computador, né, de uma feira. Aí sai da feira, vacou, não vem de nada. Exatamente, então essa preparação é bem bacana, eu acho que todos os organizadores de feiras aí falam sobre isso, a fase de planejamento do pré-feira, convidar as pessoas para ou conheceu os lançamentos, usar as ferramentas que a organização oferece, nós oferecemos assessoria de imprensa, rede social, um site com catálogo da virtual de cada expositor, e isso durante o pré, então é importante os expositores usarem essas ferramentas e se prepararem para a feira, e principalmente o pós-feira, porque muita gente vai, participa e expõe e acho que ele acabou a feira, na verdade a feira começa depois que ela acaba, então aquela troca de cartões ali, você tem enquanto Lid tá quente, né?

[9:12]A gente trabalha um ano na feira. É, um ano. A gente tem casos que o cliente, o fatoramento dele de um ano vem daquele trabalho pós-feira. Então ele vende máquinas, depois de um ano da feira ele está vendendo ainda em função do trabalho que ele fez no evento. Então isso é bem importante, essa preparação pós-feira também. E é um mercado bem interessante, né, quando a gente fala de plástico, com tudo isso que a gente está escutando, vendendo nas redes sociais hoje, você acha que é um mercado desse tamaninho, né, cara?

9:40Por que ainda não existe substituto para o plástico

[9:40]o mercado ele é gigante, ele movimenta bilhões, né? É, o plástico ele praticamente está em todos os locais da nossa vida, né, desde a saúde, na parte da alimentação, no transporte, as embalagens, você pode até consumir uma latinha de alumínio, mas ela vem embalada em um pack de plástico, então o plástico não tem, não inventar um material ainda que seja mais útil do que o plástico até hoje, o que a gente precisa fazer é aprender a descartá-lo e, né, destruir as pessoas, 2. Segundo o presidente Ab Plástico, Horiz, ele diz que o plástico está em 95% do PIB.

[10:17]Exatamente, é isso aí. Aonde você olhar tem plástico. Tem plástico, tem plástico. Então não tem como desviar dele. E aí cabe a nós que temos os podcasts, as empresas, as feiras, os congressos, a gente ensinar a sociedade como um todo a reutilizar esse material, né? Eu acho que é o segredo. E pessoal, nós, esse ano, aqui nós vamos interplástico, o Instituto Soul do Plástico, junto com o tampinha legal, vai ser um case de economia circular muito bacana, vocês vão ver a transformação ao vivo em cores ligado em uma tomada, então a gente sempre fala ligado em uma tomada porque a gente convida o cara do aço, o cara do papel, o cara de qualquer outro material a fazer o que a gente faz com uma tomada com pouco consumo de energia, vai ser uma parceria muito interessante que vai acontecer lá na Interplastic. Isso aí vai ser bem legal. Temos também a questão de uma ilha da reciclagem, que daí é a montagem do processo, né, os moinhos, as esteiras também dentro da feira, cases também vão ser discutidos nas salas sobre circularidade. É que é a grande máxima, né, a gente escuta muito, a reciclagem não é o caminho, a reciclagem não funciona, não funciona pra quem não conhece, né, porque pra quem conhece funciona, e ela traz uma renda bem alta, é uma representatividade financeira bem grande, né?

[11:38]É, e nesse momento, especificamente em função de guerra e tudo que a gente tá passando, que a matéria prima tá caro, que é a dificuldade de importar, eu acho que é o momento de quem trabalha no setor investir na circularidade do plástico, reciclagem, porque a matéria prima tá aqui já, é só transformar. E hoje nós estamos lá com quantos metros quadrados, quantos expositores?

[11:59]Temos 400 empresas, país como Itália, Alemanha, nós temos representado lá as principais marcas mundiais, isso é bacana, porque temos as injetoras, desde as injetoras austríacas, alemãs, também temos as chinesas, e especialmente temos máquinas brasileiras, como as suas, que são ótimas, e quem for lá vai conhecer todas as tecnologias de vários países, são 400 expositores e aí a ideia é unificar toda essa tecnologia lá e oferecer...

[12:36]Cidade sem hotel, já não tem mais. Quem se planeja aí é bom já buscar hospedagem porque vai ser concorrido. e você vê ali do quando começou a interplaça, só interplaça mesmo, vocês começaram com mais resina, com mais máquinas, com mistão, como foi, como foi lá no começo para o que ela está desenhada hoje? Eu acredito, assim, a gente percebeu um crescimento grande na questão da matéria prima, não tinha tantos fornecedores, agora tem muita trade, importador de matéria prima que não tinha, não existia no passado, As máquinas tínhamos, no Brasil, poucos a ROME, uma delas que estavam no passado, mas desapareceram algumas também, surgiram outras, então o mercado foi dinâmico na questão de máquinas e equipamentos, mas eu percebi que matéria-prima aumentou bem, inclusive a gente tem o patrocínio nessa edição, novamente da APTA, Resinas, que é um patrocinador desde a última edição, IMERIS também que fornece matéria-prima. Então, a Trade Star, que é uma trade que importa matéria-prima, são três patrocinadores dessa edição do evento, então esse pessoal está muito forte nesse mercado também.

[13:47]Caramba, brasileiro não tem ninguém? Não, não tem ninguém. Você comentou, a gente está com um expositor novo, a Petroxina, Petroxina está vindo forte como também distribuidor de matéria-prima, está vindo com um lounge bem grande dentro da feira para receber cliente lá. e o cliente lá. Ah, isso é aquela sala? É, isso é uma sala, um sala VIP, né, então ele vai ter BFE, vai ter suas palestras ali durante a feira, vai ser bem legal. Essa proposta? É, o negócio é novidade, né, ovo trazer novidade, que tem bastante coisa nova surgindo aí, né? Aí a gente faz tradicionalmente, nas nossas feiras, a rodada de negócio, que é um evento bem bacana, um dia de negociações lá, a gente traz os principais compradores que a gente conhece segmentado por linha branca, embalagem, e aí a gente coloca eles pesquisa a demanda deles previamente e traz os fornecedores conforme eles necessitam, então durante um dia os fornecedores tem 15 minutos para se apresentar para esses compradores e depois tem um almoço de relacionamento entre eles também, é um dia bastante produtivo para quem participa dessas rodadas de negócio.

[14:57]É, rodada de negócio é sempre bacana pegar com esses caras maiores assim porque normalmente eles não tem muito tempo para nada. e aí o comprador principal das empresas a gente traz pra feira, isso é bacana, comprador da tigre, da manco, a gente tem o apoio do sindicato da região, que são os transformadores de plástico de Santa Catarina, o simpesque, então eles trabalham junto com o nosco pra mapear esses compradores, essas necessidades, e aí a gente traz eles pra feira, e no final da rodada eles acabam indo visitar a feira, os estandes, acaba sendo um clube vip de compradores, que a gente traz todo ano, e você traz mídia de fora, você convida os caras de fora também, de mídia? É, a gente trabalha com mídia nacional, mas de fora é on-line, é on-line, até porque grande parte das mídias impressas acabaram que viraram on-line, é digital, pouco sobraram no mercado, mas... É, a briga aqui na fábrica é para fazer catálogo impresso, eu não quero fazer, meu filho briga com o que ele quer. A gente trabalha muito com catálogo impresso porque a gente visita as feiras divulgando a interplaça, então o pessoal pega, mas muitos também e não querem pegar mais o papel. E na questão de automação, de reciclagem, tecnologia, ESG, você está vendo um movimento mais forte, tem mais empresas falando sobre isso para essa versão? Exatamente, cada dois anos a gente percebe uma melhoria dos processos, as máquinas ficam mais eficientes, a gente percebe no consumo de energia da feira, então a cada 2 anos, a gente vê lá o consumo da demanda, ela vem caindo, apesar de ter mais máquinas ou mais fornecedores, ela vem caindo, porque as máquinas ficam mais eficientes no processo.

16:41Como a Interplast neutraliza o carbono da própria feira

[16:41]Então, essa tecnologia, fora isso também tem a parte da automação, a indústria 4.0, conectividade, tudo isso também é presente na feira. A cada edição a gente percebe a presença maior desses componentes. G, a gente fez um projeto bacana em um evento nosso e foi bem legal, neutralizamos todo o carbono da feira, uma ação de environment do edu, ESG e também do ES fizemos algumas ações sociais na feira, foi bem legal, impacto. para esta aqui estamos trabalhando este projeto e nós vamos rodá-lo de novo na interplástica. Então a gente pergunta para o visitante, por exemplo, no credenciamento, como é que você veio para João Envilha? Ele vai dizer lá, vim de avião.

[17:31]Então eu sei que ele é de São Paulo, aí a gente tem uma matriz que já cruza e deixa falar, então esse cara aqui viajou 400 km de avião e isso representa tantos em carbono. Aí no final tem uma conta e essa conta a gente neutraliza comprando créditos de carbono ou vendendo para um patrocinador. Então aquele patrocinador zerou o carbono da da feira, então ele recebe um selo, isso é bem bacana esse projeto.

17:55O projeto Tampinha Legal e os 85% de carbono evitados

[17:55]Que legal, o projeto do tampinha legal, eles fizeram a reciclagem das tampinhas, eles fizeram análise de ciclo de vida para ver quanto deixava de emitir de carbono a cada quilo transformado e eles chegaram até 85%, então quer dizer que o que nós vamos transformar com as máquinas no projeto vai 85% menos carbono, já pode entrar na conta. Além disso a gente faz isso aí, todos os eventos, a gente trabalha com uma cooperativa de reciclagem também que trabalha atrás do pavilhão, todo resíduo que sai do pavilhão é essa cooperativa recicla, isso gera 5 toneladas de alumínio, papel, vidro, porque é uma feira daquele porte, né, são vários estandes, então é uma tonelada de resíduo.

[18:43]A última feira lá eu rodei 5 mil quilos, e foi tudo para cooperativa, foi para cooperativa. Isso é bacana, é, o mercado nos cobra bastante essa questão de quanto que gera, isso é um balanço social que a gente gera depois da feira. E você estava sentindo alguma mudança no perfil do expósito ou mesmo do comprador que você fala, do visitante da feira, diante da pandemia para agora?

[19:07]sim, a gente percebeu que depois que abriu, reabriu, o público, ah, quer estar na feira, foi impressionante a edição de 2022, 2024, agora a gente percebeu que já deu uma estabilizada a de 2022 foi aquela que foi no verão, né, a gente fez a edição, tradicionalmente a interplasta em agosto, porque é um mês mais tranquilo, mas a gente fez em 2022 em abril Mas, enfim, foi uma feira boa, volta de pandemia, e agora a gente percebeu que o público está estabilizado, em termos de visitação, mas no entanto, mais técnico, mais curioso, por novidade, mais qualificado.

[19:52]O que está na boca do nosso cliente quer saber o que tem, quem vai, tem pessoas de aditivo de oxibio, de PLA, de materiais. e vários, vários, né? Termo, pô, plásticos biodegradáveis, resinas, né? Plástico que se soluva em água, até uma solução que vai ter na feira e... Puta, eu falei com ele agora. E vai ser, assim, eu não tenho todos eles detalhados aqui, mas eu sei que essas três soluções vai estar lá, esse pessoal vai lançar bastante coisa lá na feira.

[20:31]Esse é importante, tem, a faculdade, vai alguma faculdade com algum projeto? A gente tem a parceria com SENAI, mas o projeto deles é focado em mais em ferramentaria, moldes, eles vão fazer um projeto chamado mestres da ferramentaria, mestres da ferramentaria, então eles vão lançar um desafio para os alunos durante a feira em parceria com a ROME, e aí eles vão ter que fazer o molde lá durante a feira e o molde que atender uma certa especificação vai ganhar um prêmio, a equipe vai ganhar, na sexta-feira lá eles entregam a premiação, é muito legal, dá uma movimentada boa, além disso tem as visitas dos alunos também, da da da do SENAI que vão lá e tal. Ah, ali o Joenville tem um polo gigantesco, né, de ferramentaria, tem muita ferramentaria, né. Joenville tem essa característica, assim, como caixias do sul também, mas é por ser berço de empresas centenárias, como a Tigre, que é focada em plástico para a construção civil antiga e precisa muito de molde e tal, esse pessoal todo que trabalhava antigamente, terceirizaram as produções e criou-se as ferramentarias.

21:33Joinville, a capital brasileira das ferramentarias

[21:33]então hoje, joenville, inclusive, é a sede da ABINFER, que é a Associação Brasileira das Ferramentarias, em joenville, e lá deve ter umas trezentas, quatrocentas ferramentarias. Caramba, você tem ali do lado também a VEG, com um pouquinho de sugestionário. A VEG é uma potência, a gente tem a BMW, que é ali também, a montadora da BMW, a gente tem as ferramentarias que produzem ali, aí, já indo para Curitiba, ali são os jés de espinhais, que tem a Audi, que produz carros também.

[21:59]Tem muito fabricante de freezer. e isso aí tem a Wilpo, a Embraco, depois tem a, a gente tem um parque industrial lá que chama Perini Business Park, né? Então ali dentro deve ter uma 100 empresas já instaladas, além de um prédio só de, o Ágora, que é um prédio só para a inovação na indústria, então ali é um berço, grande parte do PIB do estado de Santa Catarina é produzido dentro desse parque industrial.

[22:25]Então é, inclusive eles são abertos a visita, então o pessoal que vai lá na Feira Interplástica, Afeira começa às 13h, o período da manhã é livre, aproveita para fazer uma visita no Perine Business Park, porque lá estão instaladas as principais empresas de Joanville, Siemens, Bosch, Britânia, várias outras aí que vale a pena conhecer. Ali é um parque industrial bem bacana.

[22:49]É gigante ali, quando você sobe um pouquinho a lista da Catarina, tem muita empresa de copo, tem muita empresa de prato, de embalado. Estado, eu tenho dito sempre, ele é um, se divida em três, assim, a parte do norte do Nordeste onde fica João Envilha ali, né, então ali é peças técnicas e condição civil, né, no sul do Estado tem muita embalagem, copo, prato, região de Cristiúma, ali naquela região, é, tubarão, e o lado oeste, que já é mais chapécova, voltado pro agro, pra frango, suino, comida, enfim, proteína, aí é a mais embalagem flexível, então é um estado que tá bem estruturado nessa questão, e o acédio, essa é uma pergunta interessante, o acédio que você tem, você não tem espaço desde novembro, mas você está tendo acédio de chinês para expor na feira?

[23:39]Ah, tem, tem. Tá forte isso? Tá, tá forte. Hoje o nosso comercial tem que se virar nos 30, porque ele recebe todo dia contato, ligação, Whatsapp, quer aumentar a área, dos expositores que já são expositores e e dois outros que não conseguirem espaço. Então, ele tem que se virar nos trinta lá porque, pô, um cliente que tu quer vender, né, e tu não tem o produto pra entregar, então, mas, por outro lado, é a mesma política da mesma sistemática do assento de avião, enquanto não lotar, tem um preço, depois que lota tem outro preço. Então, é, porque a gente tem um problema, hein, em feira, a gente teve aqui na América do Sul esse problema, da feira da Argentina, né, a Argentina abriu, entrou um monte de chinês com máquina e sumiu todo mundo, né, e aí acabou a feira deles. Agora que eles estão retomando. É, eles vieram isso em 2022, não vieram nenhum.

[24:28]Escomissão a cortar chinês, aí está tudo no Peru agora. É, eles estão voltando, inclusive agora, nessa feira que eu estou visitando aqui, eu percebi que eles estão vindo e estão trazendo máquina, porque até então eles não estavam trazendo máquina, eles estão trazendo máquina, eu vi vários estandes lá com máquinas... Na feira, na Feimech. Ah, na Feimech.

[24:47]É, agora, a sua semana. Então é uma característica, normalmente eles vêm com estande pequeno. É que o chinês que vem na feimeca e no plástico Brasil, para pôr a máquina lá, tem que ter estrutura no Brasil. É, ele vai ter que importar ou ter que ter um radar, por exemplo, um CNPJ... Ele tem que ter uma estrutura aqui, senão ele não pode ir. Não pode ir, então já é um pessoal mais estruturado.

[25:07]Mas a gente trabalha com uma empresa lá na China, que é um agente nosso, e aí ele faz essa captação junto às províncias. então ele traz esses grupos aí, ele vende o pacote todo, hospedagem, aéreo, espaço na feira, mas são empresas bem pequenas assim, bem pequenas, pequenas que eu digo aqui na operação do mercado nacional né, porque tu olha a estrutura dos caras lá, é uma empresa gigante que eles trazem, mas muitos deles não falam inglês, nada, não tem visto algum para vir para o Brasil é a primeira vez que ele está viajando para o exterior, então a gente tem que emitir e todas aquelas cartas convites para ele apresentar lá na embaixada para poder vim aqui para o Brasil.

[25:50]Esse ano a gente vai ter em torno de uma sessenta empresas chinesas na feira. É bastante. É bastante. Turco, indiano, como é que está? Indiano não tivemos nenhum. Não? Não. É, a maioria de grupo são chineses. É, que eles estão ali, né? Eles estão assim. É. Turco, indiano, chineses. são muito agilizados na forma de fazer negócio. Eles parece que o governo deles banca uma grande parte do recurso para eles virem lá, mais ou menos um sebrae que eles têm lá, então paga a área, paga a estande, e eles pagam acho que 10% da participação, é eles que bancam a empresa. É como se fosse a PECs aqui.

[26:31]Isso, isso, exatamente. Do outro lado, na outra ponta, que você tem a ponta dos chinês querendo entrar e do empresário brasileiro que não quer que os chinês entram. Essa pressão também sofre essa pressão? e, no passado, sim, tinha bastante, agora eu acho que o mercado já se acostumou com a presença dos chineses nas feras, não pressiona mais? Não, não pressiona, não pressiona. A gente pressiona pra caramba, que exemplo, Paulo. É, pelo menos não, é, pelo menos não chegou essa demanda, assim, forte, né? Acho que é porque você também já estava vendido lá na outra feira, você já estava vendido, né? Mas obviamente que a qualidade... Quer falar alguma coisa?

[27:11]eu queria saber se influencia positivamente ou negativamente pra você, se faz alguma alteração no seu mercado, porque a gente vê que por conta da guerra o dólar tá abaixando, se interna mais atrativo pro pessoal de fora ver ou não influencia nada pelo seu mercado? A gente sentiu um impacto nos expositores que são menores, empresas menores que não trabalham com tanto estoque, especialmente de matéria-prima, os maiores já estão mais estruturados, já tem estoque para operar a grande prazo e vão passar esse período agora tranquilo, mas os menores a gente sentiu, então esse foi um impacto negativo da guerra, dessa questão da resina importada, por outro lado a gente vê uma oportunidade também para a questão dos reciclados, que é o momento de se pessoal comprar os reciclados e aí quem trabalha no setor vai com certeza sentir um impacto positivo, já estão sentindo, para quem importa a máquina, talvez é um momento interessante porque o dólar caiu, mas no entanto o frete subiu, então é uma conta que acaba ficando nos zero a zero, e essa outra muda muito. E eu acho que o momento também, agora da eleição, eu acho que possivelmente vai ser um momento de otimismo em determinado momento agora no segundo semestre.

[28:42]Amém. Vai ser um momento de otimismo e eu acho que quem aproveitar esse momento vai colher bons frutos até o final do ano, no início do ano, que até o primeiro semestre do ano que vem. É que normalmente, sempre que a gente sai de uma crise, sai todo mundo e a feira tem esse papel também porque ela motiva, ela inaugura com aquela expectativa, será que vai quando o pessoal vê aqueles corredores cheios, a equipe de vendas motivada, isso daí já dá um ar positivo para o mercado.

[29:19]Eu acho que a Interplast, esse ano em especial, ela vem num momento bom pra caramba, porque e a gente vai tá saindo de um problema que a gente tá aí de fornecimento de resina, né, e ela vem em um momento, eu acho que é um momento de virada ali, ela vem, com certeza, dizem no Brasil que sempre tem um alçapão no fundo do post, mas eu acho que pior que tá não pode ficar, né, Rui, então a tendência é melhorar, que nem diria o amigo meu, mas escuro que meia noite não fica, a tendência é clarear, né. Mas assim, a história é só resumir a questão toda, Interplast tem 25 anos de mercado, 25 anos, e a gente já passou por diversos momentos desde impeachment, crise, Estados Unidos, guerra e tudo mais, crise do petróleo também, então eu acho que a feira cumpra o papel também de gerar negócio, trazer conteúdo, automatizar, produzir melhor, mais com menos recursos, então vai ser bem positivo.

[30:24]Eficiência, tá todo mundo buscando, né, eficiência energética, 4.0, 4.0 é uma realidade que nós não temos ela ainda muito bem implacada no Brasil, mas estamos bem perto dela. É, eu acho que ela tá ainda entrando nos processos, mas a gente vai chegar muito rápido. Rui Katsuno. Não, já está chegando, não tem outro caminho, a gente tem que ir para ela, porque lá no sul não deve estar diferente daqui, aqui nós estamos com problema de apagão de mão de obra, absurdo, com certeza. É que lá o perfil do cara do Sul é diferente, do perfil do cara de São Paulo, é muito diferente. Vocês sofrem, mas eu acho que vocês não sofrem tanto quanto a gente aqui.

[31:10]É que lá na região, aquela região, 200, 300 km de Joinville, pega toda a parte ali, é muito industrial. Então o cara já tá acostumado a trabalhar na indústria. Tem muita escola técnica. Muita escola técnica, o SENAI, já é característica dessa colonização alemã, que quando vieram lá na Segunda Guerra, um sabia fazer um caso da tigre, né? quando começou a tigre de tubos e conexões, que é uma potência, o cara fazia cachimbo na época, ele sabia fazer, ele trouxe a tecnologia e desenvolveu, então esse povo trabalha na indústria, eles não tem muita questão de serviço também, entendeu?

[31:47]Então obviamente que é uma dificuldade, mas as próprias indústrias têm o seu centro de treinamento também, para formar boa mão de obra, escolas técnicas, então isso tudo acaba suprindo. e aqui que a gente está em Mariporã aqui, estava até conversando com o secretário aqui, os caras abriram um monte de empresa aqui em Minas, porque está com isenção de CMS, então por 10 anos o cara abriu uma empresa lá e ele tem que buscar a funcionária, não tem onde ele buscar, ele busca 200 quilômetros de funcionário, ele vem pegar aqui a funcionária da gente, está em extrema de 100 quilômetros daqui, o cara manda a ônibus toda hora, vem aqui e passa caminhão de som para pegar a funcionária, aqui o e o negócio da briga tá feia. O sequestro funcionário na rua. E o cara pega um ônibus aqui, uma hora e meia pra ir lá. E a gente tá aí nessa luta aí com SENAI daqui pra melhorar as coisas, estamos conversando bastante com o pessoal da Escola Técnica pra ver se consegue melhorar o posicionamento. Que eles falam que eles abrem curso e não tem o aluno, né? Fecharam muitos cursos para o aluno. É, a gente tem essa dificuldade de fundição no Brasil, né, João Enville, por causa da Tupi, da WEG, da Embraco, tudo lá, tem fundição própria, né, e essa setor de fundição também tem uma carência grande de mão de obra, é, de conseguir aluno também para os cursos, inclusive o SENAI lançou um curso de fundição lá e também não tem aluno pra, o pessoal não quer mais trabalhar na...

[33:21]A WEG tem um SENAI dentro dela, né? Tem, acredito que tem. Ela tem uma escola lá, não sei se é SENAI, mas ela tem uma escola lá. Isso é característico, a Tupi criou escola técnica Tupi, formou vários metalogistas ao longo dos anos, só que em determinado momento a Tupi foi vendido controle para uma família, depois foi vendido controle e acabou que virou uma faculdade e tal, perdeu a essência da coisa, que é criar a mão de obra técnica qualificada.

[33:47]Mas a gente vê, daqui a gente olha para Santa Catarina, Santa Catarina parece um outro e os países né, ele é muito diferente o comportamento daqui de São Paulo. Ele é um estado que tem, o PIB tem crescido ao longo dos anos aí, a economia tem se desenvolvido, a parte do nosso litoral puxa muita pessoas de fora pra morar lá também, o imobiliário tá bem, a construção civil também tá bem, e as indústrias que tem lá são indústrias técnicas né, muita indústria que exporta peças técnicas né, própria Vega como você citou, peças de carro, enfim, então um puxa bastante essa economia do estado. É a Audi que tem uma montadora BMW? A BMW tem, fica uns 40 quilômetros da cidade da interplástica, a Joenville, mas é uma fábrica bem legal, inclusive é possível visitar, conhecer a linha de produção da BMW, inclusive fazer test drive lá. Então assim, isso é um programa paralelo que a gente tem na feira. Ele tá indo ali para Arakwari, não é? Isso, a cidade chama Arakwari. É, está em Arakwari.

[34:53]mas era aquaria, uma cidade bem pequena, próxima a Joenville, e isso é legal também da interplástica, a gente tem ela, Joenville permite isso, usar o período da manhã para ser produtivo, visitar cliente, você consegue até fazer duas visitas no período da manhã, almoçar com o teu cliente e depois ir para a feira, no outro dia você pode lá visitar a fábrica da BMW, conheceu o Perini Business Park, que é um modelo bem bacana de indústrias que tem lá.

[35:24]Nunca fui. Isso vale a pena conhecer também. E a Interplace também oferece essa possibilidade. Tem a caia lá também que é grande. É caixa, caia, se não me engano. Não, tem a caia. Ele tem uma planta lá em Jovem Bili. Então, ele comprou, acho que, a Buscar. Antigamente a Buscar fabricava... Exatamente, fabricava ônibus. ouvisitei lá, eles fabricam aqui em Botucatui e tem lá, bem grande, que cai na peça técnica, peça técnica, que é a peça de geladeira, frigobar, peça grossa, e tem boche também, a boche é muito forte ali em Curitiba e também em Joinville, tem dentro do Perínica, eu comentei também, tem uma boche, tem Simins, enfim, tem várias empresas aqui. O que a gente nota Brazil hoje é que antigamente era tudo muito centralizado, sul, sudeste, e agora tá descentralizando tudo, né, as pessoas estão lutando células em tudo que é lugar pra perder, pra deixar de pagar aquela perna do frete, né, que o frete que mata o cara. O cara acaba internando o processo. A gente teve um processo de desindustrialização, né, aí depois nós tivemos um processo de industrialização, e agora nós estamos de novo no processo de industrialização, Rui, com o juro do jeito que está, o cara sofre para investir, pensa duas vezes.

[36:49]Torcer para que o próximo governo tenha cacife para cortar custos, cortar despesas, para a gente baixar esse juro para poder girar os investimentos novamente em Japão. Ganhar assim, gastar 200 não está dando certo. Mas eu acho que é o que eu falo, o momento dessa feira eu estou falando para todo mundo, por que o momento dessa feira vai ser muito bom para quem estiver expondo lá? Porque vai estar no momento de transição total. Ali você já tem um panorama em agosto, já tem um panorama, você já tem o problema da guerra. Espero Deus que já tenha resolvido também. Já está baixando a poeira um pouco. Aí você começa, os caras já começam a ter mais ânimo para investir. E o Brasil a gente fala muito de sustentabilidade, mas fala G COCO, eu acredito, né, porque era uma onda, antes, até a questão do governo americano, tudo mais, eu acho que tinha mais essa pegada do RSTG, agora deu uma reduzida, mas eu acredito que as indústrias estão muito aqui do que poderiam nessa questão, acho que é um investimento que a pessoa, que o industrial tem que fazer para isso acontecer, mas acredito que ele não está disposto a fazer ainda, porque...

[38:33]É que a indústria precisa de uma indústria forte pra fazer. É, precisa de uma indústria forte, exatamente. os que fizeram e tem feito são os que precisam fazer, na verdade, porque o próprio cliente dele cobra, às vezes o cara que vende para o exterior e o cara fala, se tu não fizer, eu não compro, e aí ele bota o investimento, essa é a minha visão.

38:52Os projetos de lei que querem proibir o plástico

[38:52]Agora, claro, o mercado de plástico já tem essa característica pela própria foco da feira, que é o plástico, então essa questão, acho que deve estar mais presente nesse setor de plástico do que numa fundição, por exemplo, o mercado de metálogia, no mercado de metalmecânica. E como que você enxerga aí essa pauta ambientalista que está acontecendo aí de proibição? Hoje nós temos aí três PLs correndo ao mesmo tempo, dois no Senado e um na Câmara dos Deputados de Proibição, um deles envolve até cadeia se você produzir plástico. Como é que é absurdo, né? Projeto pautado por ONG, né, cara? É absurdo que a gente tá na mão desses caras, né? Porque, pô, eu acho que é a livre iniciativa, claro, dentro dos limites, mas a livre iniciativa tem que editar o mercado, não lei proibindo, cara. Não é proibindo o plástico, não é proibindo, você só vai encarecer, vai dificultar. Quem paga conta é sempre o pequeno empresário, sempre o pobre. O cara te dá com uma mão e entira com a outra, e acaba ficando zero a zero, porque o plástico, com certeza, tem os seus problemas que a gente precisa ter trabalhado para resolver, mas no entanto, ele é economicamente o mais viável.

[40:10]É, em tudo. Em tudo, cara. Na verdade, em tudo. Não tem, não inventar outro produto ainda que substitua o plástico, cara. Então, na ideia, tu proibir que o cara vai inventar uma outra coisa que é pior. Eu acho que o mercado tem que se regular por ele mesmo. Pautalei está bem complicado, está vindo uma pra outra, acho que eles estão sentindo um pouco de desespero agora no finalzinho do segundo tempo, aí tem que criar pautas para populistas, a elema das sacolas plásticas, proibiram e tal, foi uma época bem ruim, depois, pelo menos lá na nossa região, você vai desmarcar a disposição lá, tem sacolas plásticas, a vontade. Aqui também, aqui também, tem vários estudos de avalação do ciclo de vida que fala que um PANU, você tem que usar ela 142 vezes para ela dar a mesma pegada de uma sacola convencional, que ela vira um lixinho, se você for um oxi-biodegradável, ela decompõe, né?

[41:08]Sim, só que aquela você compra, né? Você tem que comprar e pagar o seu imposto lá. Mas tem que usar 142 vezes lavando. É lavando, porque você coloca um peixe, aí você não AVI, você tem contaminação cruzada, se você vai colocar um peixe nela e você está com uma ecobag, você não quer usar plástico, obviamente, você não vai querer o peixe dentro de estar aqui de plástico, não tem sentido, né? Você tem que lavar, são pautas assim que estão correndo, tem até o espiritião aminha lá do estado de vocês, tem uma pauta dessa ABRAMPA, ABIMAQ, ABIMAQ, ABIMAQ, do plástico, o cara de reciclagem. Não o prestador de serviço, é o cara com máquina de reciclagem, com linhas de reciclagem. É moinhos, esteras, granuladores. Vai haver separadores? Tem, tem, vários. Assim, o perfil da feira, Matéria Prima, que é um pavilhão que a gente separou, emjetores, extrusoras ali, vamos lá, deve ter 30% da feira. Injetora chinesa, que não tem mais brasileira, é só a Rome. Tem a Rome, né? Mas a gente tem os tops mundiais, a gente tem na feira, que é a Arborg, a Engel, essas caras vão estar lá. E aí o resto, o resto que eu digo assim, as outras máquinas tirando as que são específicas como a sua, né?

[43:03]são periféricos, periféricos equipamentos de moagem voltados para reciclagem. Esse setor a gente vê, muito tem uma feira bem específica aqui em São Paulo, que eu não lembro qual é que eu fui, que tinha bastante gente de reciclagem, mas você não vê tanta novidade no Brasil, eles não entram com essas máquinas aqui, normalmente você vai nas cooperativas aqui, você enxerga, é tudo o trabalho manual.

[43:30]manual, muito artesanal, na verdade, né? É o rodo bastante cooperativa, é tudo manual, aquelas vagas que você vê muito na Alemanha, né? É, não sei se não conheço esse setor, se há incentivo do governo para o cara criar um negócio como uma cooperativa, alguma coisa em sentido assim... É, hoje parece que tem um incentivo aí, que é falar que é a rua nê da reciclagem, mas para o cara pegar é bem difícil. É, até para ele poder mecanizar o processo, de repente comprar esteiras automáticas, moinhas, essas coisas todas, devia ter um financeamento voltado para essa área e eu desconheço, não sei. Tem, tem algumas coisas, mais um. Então, o mercado hoje já entende melhor que o problema está muito mais na gestão do resíduo do que no material, você concorda com isso? Com certeza. Que está muita gente trabalhando em cima disso, né? E esse trabalho de concentração na base que vocês têm feito é importante, em escola, instituição de ensino, trazer a criançada e ensinar esse pessoal todo aí para começar a trabalhar dessa forma, porque nós vamos colher esse fruto daqui 10, 15 anos, né?

[44:30]É, não tem uma palestra que a gente vai, porque Baher, Valjuni, o Sidnei, o material do Sidnei é espetacular para homogenizar produtos que não se conversam, né? Então a gente vai, a gente faz bastante palestra na escola, faculdade, escola de criança. Pô, isso é um assunto importantíssimo e tu vai na escola, ninguém fala, eles não sabem nem o que é economia circular.

[44:55]Exatamente, meu filho estudou em uma escola particular, pô, eu perguntei pra ele, nunca tocaram no assunto, sabe? Mas fala que o plástico é ruim. Fala que o plástico é ruim, exatamente, né? Então, eu acho que esse trabalho, pô, tinha que ser, começar lá na base. Barato, a gente chega na escola, a primeira pergunta, né? Quem acha que o papel é mais sustentável que o plástico?

[45:13]Os moleques levam suas duas mãos, assim, né? Aí você termina a palestra, termina de falar, e você faz a mesma pergunta. Ainda tamo com 100%! Ninguém levanta a mão, né? É bem legal. A gente tem o circuitinho tinerante que a gente leva nas escolas e faz um dia de reciclagem, faz crititudes com escolas, né, é a hora que vê aquilo ali transformando e fala, puxa só isso para transformar o plástico, que é um material, eu não conheço nada mais tecnológico que o plástico, sou suspeito de falar, mas eu não conheço nada mais tecnológico que isso, e a gente tem uma feira por ano falando disso, que é onde a gente tem que aproveitar, o máximo para...

[45:54]É, e a mídia vai... eles gostam muito da plasticidade, de estar presente e fazer matéria, por esse assunto do plástico, né? Então isso chama bastante a mídia, dá uma repercussão bem legal na nossa região. Você convida lá deputado estadual, deputado federal? Alguns deputados a gente tem mais proximidade, eles sempre vão, abertura, deputado estadual.

[46:15]Só que aí a gente... eu não consegui entregar ainda as pautas para ele, porque a gente vai ter esse poder naquele momento, e, de repente, a gente não tá preparado pra falar pra ele, ó, vamos fazer uma lei assim, assim, assado, entendeu? Um vereador, um deputado estadual, deputado federal. Eu tenho. Então. Eu tenho. É aí que tá. A gente precisava conhecer isso, porque naquele momento é um momento de falar sobre isso pra eles.

[46:34]É aqui em São Paulo, nós abrimos uma frente parlamentar, né? Nós não, né? Quem abriu foi o deputado Bruno Zambelli. Sim. E chama a frente parlamentar de economia circular. e lá tem alguns projetos de lei que estão caminhando, todas as entidades estão nesta frente, a Abiplast, a Abiquinha, a AbiMac, a AbiFlex, tudo que é a Abi está lá, o nosso instituto está lá, está todo mundo lá, eu estou com o primeiro secretário dessa frente parlamentar, então nós pautamos alguns projetos, o ano foi meio truncado, vamos ver como é que vai acontecer agora, e se essa frente continuar, vai ter muita pauta boa, porque está entrando e atuando bastante coisa boa, né, esses biomaterias estão entrando, a gente está esperando as certificações dele para a gente poder falar, tem que tomar muito cuidado para poder falar do que é, do que não é, do que é GrimWash, do que não é GrimWash, então nós temos ali bastante, bastante coisa para defender e agora eu tô como consultor técnico da Frente Parlamentar de ESG, daquilo de São Paulo também. Esse estado, nível estadual. É estado. É porque se você coloca uma frente parlamentar lá no Congresso, você vai colocar um copinho desse aqui, vai sair um jarro de 50 litros do outro lado, né? É lá, é complicado, todo mundo sabe, né? É, mas essas iniciativas que vocês tiverem aqui no estado de São Paulo que forem positivas, a gente consegue replicar aí, de repente, para outras frentes no distância. É lá, Santa Catarina é um lugar que a gente queria colocar uma frente parlamentar, porque tem muita empresa de plástico lá, né, bastante mesmo, e quando apanha, apanha todo mundo junto, né, porque é no federal, então eu acho que tinha que dar as mãos, o pessoal tinha que dar as mãos e ir todo mundo junto em busca da mesma coisa, porque quando você aprova uma lei estadual e a lei é bacana, por exemplo, você aprova uma lei aqui no estado de São Paulo, ela replica de Santa Catarina, ela replica no Rio Grande do Sul, então se você fizer um negócio e o Amazonas que pega aqui, pega a Santarine, pega o Rio Grande do Sul, você pegou o Brasil inteiro, porque tudo circula nesses três estados, né? Então não tem, tudo que sai, você tira material, tem material que atravessa lá do Rio Grande do Sul, vai parar lá no Amazonas, um monte de coisa, né? E o Amazonas vende pra cá pra gente, vende pro Rio Grande do Sul, vende pra Santarine, então se a gente aprova leis pontuais em alguns lugares, ajuda bastante.

[49:06]É legal, a gente tem lá uma entidade que é um sindicato patronal que reúne os principais transformadores de plástico lá, que é o sindicato da indústria de material plástico de Santa Catarina, sim PESC, e aí essa entidade que a gente poderia estar envolvendo junto lá para levar os projetos e tal, o próprio Albano da termotecnica também trabalha muito com circularidade em função do material dele, que é o isopor, que é o IPS, expandido, ele tem uma dificuldade porque ele precisa retirar isso depois que é consumido, então ele ganha prêmios e prêmios nesses assuntos. É que até uma técnica só faz peça grande, né, faz mil desgrêmia, né.

[49:41]Exatamente, então o Obano é um cara bem à frente desse assunto também, que bem... Eu fui aqui em São Paulo, poucas cooperativas tem a máquina que tritura e tira o gás do poliestireno expandido, né. Puta, você quer um material tecnológico é esse, né. É. Ele tem 98% de gás, 2% de plástico. e o cara compra uma geladeira, uma televisão, leva para casa e depois ele devolve aquele isopor gigante e tem que recolher aquilo.

[50:07]Então tem uma cooperativa, fui ontem inclusive na cooperativa, eles tem a máquina que tira e ela sai uns tuxos sem ar e baixo. É porque aquilo é ar, na verdade é ar expandido, volumoso. É bem interessante assim, agora com a quantidade de percentual de reciclagem disso eu sinceramente não sei, e, por isso, eu não sei. Mas tinha que ter alguns projetos de lei pautando, já encaminhando as coisas, a gente fala que nós da indústria somos quem é uma solução pra tudo. Então, eu nunca vi a indústria provocada e não solucionar o problema. Você lembra lá do pneu na década de 80, como foi? Todo mundo queria matar o pneu, mas ninguém queria parar de andar de carro, né? Aí, pergunto eu a você, o pneu parou de gastar no chão? Não, ele só foi reciclado agora, né?

[50:58]é uma empresa aqui do amigo nosso, DNA do plástico, ele tira o nego de fundo, ele tira o óleo, ele tira a raspa para ir para o asfalto, ele tira tudo do pneu, você já não vê pneu com dengue ali né, mas gastar no chão ele continua gastando né, então é um micro alguma coisa né, o cara é ponta do microplástico, né, isso é uma mancada grande, e você tá conversa com o pessoal do CIMPESC, você tá vendo eles falarem alguma coisa lá sobre banimento de materiais sem estudo de causas, tá vendo alguém comentar alguma coisa sobre isso?

[51:41]Não, desconheço o assunto. Caramba. Não vi. Aqui tá tão, a gente tá mastigando isso todo dia aqui, tem gente querendo trocar materiais que gastam muito mais água e energia, e o debate está bem latente, porque o cara quer trocar uma garrafa dessa por uma garrafa que pesa, essa que pesa 8 gramas, ele quer trocar um por uma de 520. É, esse deve estar acontecendo dentro das indústrias, as grandes indústrias, mas talvez cada uma está tentando resolver o seu problema, mas não conheço nenhuma iniciativa assim sim, é nível de associação, sindicato em relação a esse assunto.

[52:23]E lá na feira vai ter muita empresa de automação também? Vai, vai ter automação, software, até porque a gente também trabalha mercado de automação na InterMAC, que é a nossa outra feira, então a gente, alguns expositores da InterMAC também estarão presentes na Interplast, alguns que vendem automação também vendem injetora, Autec, Grupo Autec do Gian Cardoso, lá de Joinville, uma baita empresa que customiza soluções para as indústrias, desde robô, linha de produção, entrega linha de produção pronta, e faz automação toda, toda, então a empresa quer um sistema para embalar essa xícara aqui, então ele desenvolve a linha, roubou a visão, ele traz as peças todas, monta e venda no galpão dele e vende a solução fechada para o cliente. Então ele tem todo esse processo.

[53:17]Uma linha de engenheiros dentro da empresa que faz todo o projeto e daí ele também vende as injetoras. Então ele é um grande expositor da Interplasti, mas também é bem bacana, bem bacana. A Vegg vai colocar no meu stand uma câmera de monitoramento para contar quantas pessoas passaram no meu stand. Olha que legal, de repente eu posso implantar isso na Rui Katsuno, PodPlástico, Soul do Plástico, MTF Termoformadoras, o nível de automação que eu vou levar para essa feira vai ser um nível alto, eu não vou levar uma máquina tão grande, mas o nível de automação vai ser alto, com eles, com os caras da vegem, automaticamente eles estão dentro da feira, inteligência artificial, um negócio muito interessante que a gente vai ter também, todo mundo está levando a inteligência artificial para a feira, né, eles tem uma classificação de 1 a 5 nessa questão, né, então o nível 5 que é uma coisa bem bacana é a máquina alimentada pela e o processo, não a máquina, mas o processo sendo gerenciado pela inteligência artificial.

[54:46]E ela decide a produção em função de determinados parâmetros, é o nível 5. Vai ter lá? Não, não, é o sonho, mas eu não encontrei ninguém que eu faça ainda. É o nível da indústria 4.0 top, né? É o que eu vi nos últimos anos, principalmente nos últimos 6 anos, 8 anos. A indústria brasileira correu muito atrás de tecnologia, que a gente tinha a máquina, as minhas máquinas hoje, em relação as máquinas de 8 anos atrás, elas fazem o dobro de volume de produção, foi na pandemia que a gente trabalhou mais aqui no Brasil, os caras pararam, né, fora, e a gente continuou correndo atrás, né, e assim, as máquinas nacionais, elas estão muito boas de velocidade, você pega a máquina, por exemplo, lá da multi-blow do WISSES, Ulysses põe lá, faz sopradora, as máquinas dele, uma máquina bonita, grande, e isso tá indo pra todo mundo, esse tipo de tecnologia, velocidade, conectividade também é bacana, o cara tá podendo ver a produção dele pelo celular lá em outro local.

[56:02]virou normal. Você manda mensagem geria virou normal, que é robotização, reciclagem, eficiência energética. Hoje o cara para a máquina aqui, ele joga uma mensagem. Você tem cinco minutos para trocar a bobina, no caso da minha. Se não trocou, manda uma mensagem no celular encarregado, ó, o cara demorou mais cinco minutos. É, manutenção preditiva, que chama, né? Tem também. Paradas programadas. É, essas paradas, aí você já precisa ataca e arrodando. Ainda não tem o e arrodando, pode dar para...

[56:33]Gêmeos digitais, né? Mas tem muita empresa trabalhando com isso. A gente teve visita aqui de, acho que umas quatro empresas fazendo isso. O duro é você gerar o bando de dados, que ela vai aprendendo, vai aprendendo, aí chega num ponto que aí ela te avisa, vai quebrar o rolamento ali, vai quebrar um negócio ali. Às vezes nem vai também, TEM QUE TOCAR. Aí vem a IA agora, que aí você acopla ela e ela decide. Ela decide, não é nem você, mas com o que fazer, quando fazer, como fazer e tal.

[57:03]Normalmente vem na montadora primeiro. A montadora que traz isso. Então, organizar uma feira desse tamanho no Brasil deve ser uma loucura, né? Qual o maior desafio que você tem para organizar essa feira? O desafio são todos os riscos que a gente corre no Brasil, né? Começa no risco governo, risco legislação, depois vem o risco trabalhista, porque é uma feira desse porte, trabalham lá em torno de 1200 pessoas para produzir o evento entre montador, montador de estande, pintor, marcineiro, eletricista, e a gente tenta manter um controle sobre todo o mundo, porque você precisa ter normas trabalhistas sendo respeitadas, tem que ter o cara registrado, tem que ter as NRs, então EPI, mas o brasileiro sempre dá um jeitinho de tirar o capacete, então é um trabalho complicado, então esse é um risco grande que eu vejo nessa questão dos eventos assim no Brasil, de gerenciar essa questão trabalhista, porque...

[58:10]A interplaste você abre pra montagem dez dias antes ou uma semana antes? A gente faz um cronograma de entrada de máquinas dez dias antes, então são três dias que entram as máquinas todas, aí o pessoal seta as máquinas para a matriz e depois entra as montadoras, para não dar confusão, porque normalmente... É, alguém volta aqui, entra a máquina primeiro, depois entra...

[58:32]São sete de montagem e dez de total. É, porque você tem aquelas máquinas grandes, né? Tem, pega Rulli, a Carnevali, todos eles demoram um tempão pra levar aquelas torres de 12 metros de altura lá dentro da feira. Ah, eu falo pra eles, eles são muito bons, né? HGR, os caras, eles são muito bons, monta rápidos demais aqui, tá louco. E chama bastante atenção aquelas máquinas lá, tem bastante gente do interior de estado lá que vem comprar a máquina por lá.

[59:02]Ah, eu adoro subir nela pra filmar, filho. É, pra filmar, bem bacana. e elas são um problema porque elas quentam o ambiente também, soprador, tem que ter um sistema de ar-condicionado bem bom no pavilhão pra supri-o. É, nenhuma máquina de plato, toda máquina de plato tem forno, tem algum canhão, algum forno, alguma coisa, e qual foi o momento mais tenso que você já viveu na organização de feira? Ah, pandemia, essa ali é pra vocês, a indústria continuou produzindo, mas a gente foi proibido de trabalhar, então um partido ali por março de 19 não tinha liberação dos órgãos pra fazer o evento e a gente tinha a feira toda comercializada e faltava seis meses pra feira e a gente teve que ligar pra todos os expositores renegociar com todo mundo e aí, pô, isso foi legal pro nosso lado porque a gente tem uma credibilidade no mercado de 30 anos de Messe Brasil e aí a gente conseguiu renegociar com todos os expositores, então eles, oh, ora que, mantei o dinheiro, ora que retornar o mercado, a gente faz a feira, né, novamente, a gente mantei, honrou, o mesmo valor depois de dois, três anos, e aí teve que manter fora de pagamento, tudo isso sem poder faturar, né, mas é um desafio, porque foi também um aprendizado, né.

[1:00:21]De gente diretamente ligada com a MES, Elis, você tem quantos colaboradores? e em época de não-feira são dez. Em época de feira a gente acaba ficando com trinta, aí tem meia e contratado, terceirizado, porque também é um desafio você trabalhar numa empresa que é sazonal, você tem que montar uma estrutura para atender duas semanas, depois desmonta, então tudo isso é um...

[1:00:50]manda no pavilhão. Não, não é meu. Não é exatamente. Da qualquer problema no pavilhão você tem que resolver. Eu tenho que resolver, exatamente. E outro desafio é assim, o contratado do contratado é responsabilidade minha também, então eu contrato um fornecedor e ele subcontrata e se der algum problema com aquele cara, recai sobre o organizador da feira. Entendeu? Então isso também é um desafio para nós assim de tentar gerenciar. A triagem é... Exatamente. E é dificuldade de mão de obra, porque também o cara que monta estande ele não quer mais trabalhar, e o que ele trabalhava? Claro, todo mundo, mas é um desafio, né?

[1:01:25]Os caras pegam por trabalho agora. O pessoal tem reclamado muito, tem escutado nas feiras aqui em São Paulo do custo da montagem do stand. Caro pra caramba. Caro pra caramba. Tinha uma época, no início das feiras, o metro quadrado era o dobro do preço da montagem. Agora, a montagem é o triplo do metro quadrado. E a energia foi junto. E a energia foi junto, exatamente.

[1:01:47]E aí, eu sou suspeito para falar, mas aqui em São Paulo é pior ainda, porque daí tem aquela questão de cobra isso, cobra aquilo bem mais caro do que os outros mercados no Brasil, ainda tem essa canagem que você tem que molhar a mão de um, molhar a mão de outro para poder o negócio acontecer, entrar antes no pavilhão, botar primeiro o cabo, enfim. Com essa organização que foi feita no Plástico Brasil, foi muito legal a mudança que teve, que é o que vocês fazem, primeiro entrar a máquina, acabou de entrar a máquina, da máquina, aí entra a montadora. Quando era no IMB, nossa senhora! É, mas eu acho desumano!

[1:02:23]Você entrava com a máquina, o cara com a madeira batendo na tua cabeça, né? Eu vou falar no meu concorrente agora, mas é desumano, por exemplo, fazer três dias de montagem, eu acho que vou montar uma feira. Três dias? É possível! Cara, o risco de acontecer um problema muito grande, então, mas claro, isso é um pavilhão que não tem agenda, né? Não é um problema, mas assim, é desumano, para a montadora também. Três dias para montar uma feira.

[1:02:42]e história de bastidor que ninguém imagina que acontece. Tem alguma boa aí? Atendi tudo, cara. Eu falei uma vez, o João, o João, que é nosso colaborador mais antigo, o João, eu acho que hoje no Brasil ele é o cara que mais tempo trabalhou com feira. Ele deve ter 35 anos de feira, cara. Eu conheci ele há 30 anos. Então, o João tem todas as histórias que você pode imaginar, cara. Então, a gente combinou de escrever um livro, certamente. Precisa.

[1:03:12]cara, acontece coisa nessa história, esse tem história, desde show de rock, balada e futebol, tem de tudo cara, tem de tudo Qual a máquina mais absurda ou mais impressionante que já entrou na sua feira? Na feira de metalogia, que é uma outra feira que a gente faz, a gente recebeu uma injetora de alumínio, era grande, rodou? Era uma máquina de e pô, tem que ter três, eu lembro de três que nasce daquele, para posicionar a máquina, chegou até a fundar um pedaço do piso de tão grande que era, que as rejeituras de alumínio são mais...

[1:03:55]É, e consomem energia pra caramba, cara, é um processo bem custoso, mas ele botou a máquina lá, isso foi a maior que eu já vi até hoje. E aí tem as mais altas ali, as carnevales, as RULI, HGR, também as duas, vai desmontado. são tudo louco, o cara coloca a máquina no chão daqui 3 dias a máquina tá lencinha, caramba, impressionante, isso é no mundo inteiro eles fazem isso, a cidade de Eville já sente economicamente a chegada da feira? Sente, inclusive se você ligar agora nos principais hotéis próximos a feira já não tem mais, então a gente sabe que tem gente que fica hospedado em Aracuari, Francisco do Sul, Jaraguá, Radaveg, então a feira tem esse impacto no turismo. Eu sou do Conveixo Obirou também, que é uma entidade, não sei se o Conveixo Obirou é uma associação da autelaria dos restaurantes que trabalha em prol desse setor de eventos na cidade. Então tem estudos aí que o impacto na cidade durante uma feira com a Interplasti é, porra, DSS, cada visitante que vai numa feira, o expositor, por dia, ele gasta em torno de R$ 500, R$ 600 ali fora diário do hotel, porque ele tem que jantar, tem que se locomover, então é um dinheiro do turismo que entra direto na economia, porque, vou dizer, na indústria você precisa comprar material, transformar e vender, aí depois o dinheiro entra na economia, no turismo de eventos não, é rápido, o cara vai, gasta o dinheiro e vai embora, então aquele pedindo, já vai para o garçom, já vai para o taxista, já vai para o atelaria.

[1:05:30]Você tem algum apoio de perfeitura do município, alguma coisa que ajuda com a organização de ruas, de policiamento? É, a gente faz um ofício para as entidades ali para eles poder trabalhar essa questão. Mas eles ajudam? Ajudam. É, ajudam até a certo ponto, sim, né? É que no imigrante a gente tem um problema ali, que nunca sabe para que lado a rua está atuaria a tarde.

[1:05:53]É, exatamente. Não, isso acontece bastante lá em Joinville também. A gente trabalhou com a prefeitura ao longo dos anos, conseguimos reduzir o ISS, esse é um bom caso, um caso top, a gente reduziu o ISS para esse setor, em função do impacto econômico e com o evento desse traz para a cidade, a gente pagava 5% do ISS e agora paga 2, então porra, isso é muito legal.

[1:06:15]Que 2 é o mínimo por lei, né? É o mínimo. É um dinheiro que sobra por organizador investir mais na feira. Então, a gente vem para São Paulo, vai visitar outros mercados, divulgando a feira, divulgando a cidade, divulgando o potencial de Joan Ville. Então, o mínimo que a prefeitura poderia fazer é reduzir o imposto para nós. Isso é excelente. E no seu ponto de vista, você acha que o Brasil ainda volta a ser um gigante industrial?

1:06:45O Brasil ainda pode voltar a ser um gigante industrial?

[1:06:45]Rui, o meu avô falou isso pro meu pai, não falou isso pra mim, acredito que não vai, a gente vai ser o eterno berço esplêndido, né, muito posto, muita burocracia, muito mundo, né, infelizmente um voo de galinha que chama, né, que sai um pouco depois volta, infelizmente eu acho que o Brasil vai ser isso, né, porque os privilégios são muito grandes e não adianta, pode botar a direita, a esquerda, o cara que entrar para tentar resolver o problema, ele vai ter que mexer num vespeiro muito grande, e esse vespeiro é de gente pesada, né, então o cara não vai, infelizmente, eu não acredito muito nessa...

[1:07:28]É, que os primeiros industriais eles tinham muito orgulho da indústria, né, hoje você vê o cara ele já não tem tanto orgulho, tem alguns que tem, mas a maioria não tem Rui Katsuno, PodPlástico, MTF Termoformadoras, MTF Termoformadoras, MTF Termoformadoras, essa reforma tributária não prejudique mais, né? E você acredita que a indústria ainda é um motor de transformação social? Você acha que já virou para o serviço, mais isso?

[1:08:24]Não, a indústria, né? Eu acho que a indústria é o setor de economia que mais agrega valor, né? No mercado. O agro é o que nos puxa, mas o agro, quando a gente fala que o agro é o carro-chefe, mas por trás do agro não é o fazendeiro, só é o cara que produz o drone, e o cara que produz a máquina, toda a cadeia. Então, aí por trás nós temos uma indústria forte que transforma. Então, eu acredito que os empregos estão na indústria, eu acredito que a mão de obra qualificada vai ganhar muito mais na indústria do que os outros setores.

[1:08:58]Então, a indústria é a solução. E o que te mais preocupa, assim, olhando para daqui dez anos, assim, e o que mais te dá a esperança? O que mais me preocupa É a chinalização das coisas no Brasil, porque a gente, olhando as feiras, eu percebi que 80% do que está exposto lá, é tudo importado, quer dizer, quem é que vai consumir se o cara não tem um emprego para produzir o negócio?

[1:09:26]Exatamente. Se não tiver fábrica, não tem consumo. Essa é a preocupação que eu tenho, porque se o cara não tem indústria, não tem emprego, se não tem emprego, o cara não compra. vamos viver o que? Vendendo soja para o chinês? Para todo mundo de boa família? Para todo mundo de boa família? Então se não via um governo com a política de médio e longo prazo, para a indústria, para o desenvolvimento de coisas que agregam em valor, a gente vai sofrer bastante. É que a gente tinha um protecionismo melhor do que tem hoje, né? A gente tinha mais proteção na indústria. Dicas de passagem é as fábricas de injetoras, né? Sim. Fábricas de injetoras não aguentou, perdeu os ex-sarifários e... Isso. Hoje, tem a ROME que faz, eu acho que é só ROME, não tem mais ninguém, no passado você tinha 10 fabricantes, hoje você não tem mais, isso está indo para outros caminhos, e o duro é que o cara não entende, esse mercado cai, automaticamente o que ele produz vai cair também, é uma cascata, é uma cadeia que vai indo junto, e acho também que os eventos, as conexões humanas agora A, o cara até pode botar um óculos lá, 3D, para enxergar a tua máquina, vê-la funcionando, mas cara, se ele não for lá falar com o Rui lá, tete-a-tete, ele não...

[1:10:48]Tá muito mais pessoal agora. Muito mais, do que era, né? O cara quer te ver lá, o cara... É, até na época, gente, tipo, eu até embarquei num projeto, na época, vamos fazer uma firma virtual, ó... Ah, participei. Pô, cara, mas não adianta, não é a mesma coisa, entendeu? Então, apesar de toda a tecnologia, inteligência artificial, papapá, o tete-a-tete, vai ter cada vez mais valor, e as feiras vão permanecer cada vez mais fortes por isso.

[1:11:12]As visitações de feiras, eu estou vendo aqui em São Paulo, eu visito muita feira, tá? Tudo cheia, tudo não está dos feiras, o pessoal está indo mesmo para a feira. Exatamente. Que aí é atrás de tecnologia, que é atrás de tudo. Então é isso aí, enquanto muita gente só aponta problema, existem pessoas trabalhando para conectar a indústria, tecnologia, reciclagem, inovação e desenvolvimento.

[1:11:36]Interplast virou mais que uma feira, virou um retrato, virou da capacidade da indústria brasileira de continuar produzindo, evoluindo e resistindo, estamos resistindo, então nós temos a Interplast de 25 a 28 de agosto em Joenville, que hora abre a feira? Abra às 13. Abra às 13 e vai até às 20. 20 horas. Aí tem aqui Interplast.com.br, né? É, o credenciamento pode ser feito antecipado para evitar a fila, é gratuito, as palestras são todas gratuitas também, tanto os workshops, quanto o seminário, quanto o congresso, mas o cara precisa se inscrever? Previamente, são vagas limitadas, porque os workshops, por exemplo, são salas de até 60 pessoas ali, mas aí no site tem todos os temas das palestras e tudo lá, né, e já tem um catálogo virtual de todo mundo que tem na fila, né, e, inclusive, os expositores estão entrando lá já colocando os produtos que vão estar em destaque na feira, isso é bem bacana, já geram a expectativa antes. Já sabe que vai estar lá. A minha vai ter um pano preto, expositores. É, igual com o lançamento de carro. Legal, isso vai gerando expectativa, com certeza. O trabalho pré que a gente estava conversando antes do expositor é isso aí. E você, a gente está e está chegando aí ao final do nosso episódio. Foi um episódio que nós ficamos aqui uma hora e alguma coisa, uma hora e quatorze minutos e você queria deixar alguma mensagem ou falar sobre algum assunto que eu não tenha te perguntado?

[1:13:19]Acho que a gente abordou bastante tema, né? Só reforçar o convite para as pessoas do setor de plástico ao momento do ano. Paga alguma coisa para entrar na feira? NÃO, NÃO, NÃO, É DE GRAÇÃO. Fica o convite para os profissionais do setor de plástico estarem lá em Joenville, conhecer a região de Joenville, comer um iceberg para quem não conhece, tomar um choppe alemão lá na cidade e conhecer os principais fornecedores lá durante a feira, soluções, é o momento do ano, vai estar todo mundo lá com o lançamento e como Rui comentou, se preparando para os próximos, para o próximo semestre do ano que vem, as tecnologias que estão na feira vão estar ditando os rumos nos próximos meses aí, então quem é do setor tem que estar lá.

[1:14:08]Pra quem não entendeu disso? É de 25 a 28 de agosto. Então pessoal, de 25 a 28 de agosto, Interplast, é uma feira bem movimentada, é muito boa essa feira, você vê bastante tecnologia. eu participo da feira, por favor, visitem o nosso estande, MTF Termoformadoras, vamos estar com o lançamento na feira, que a gente sempre guarda alguma coisinha para lançar na feira, né, porque se não chegar lá sem lançamento é complicado, e como nós, vários outros expositores, farão a mesma coisa, e muito obrigado, Richard, por você ter participado de um episódio do nosso PodPlástico, e e é você que ficou conosco até agora, muito obrigado, se não nos segue no siga ativa o sininho, e semana que vem tem mais um, muito obrigado, até o próximo episódio, tira a foto aí filho, tira uma foto nossa aqui pra

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.