OS GRANDES EVENTOS PRECISAM DE PLÁSTICO! | Com Wanderley Castro
Wanderley Castro, da LLTP Eventos, conta como F1, corridas de rua e festas viram palco de reciclagem de tampinhas e copos em brindes e bancos.
Principais insights
- Wanderley Castro, que estudou gestão e tecnologias ambientais, trabalha desde 2023 com sustentabilidade em grandes eventos, como a Fórmula 1 em São Paulo, ao lado da equipe da Scarlato e da LLTP Eventos.
- Na F1 de 2023, recolheram 76% das tampinhas de água vendidas ou distribuídas (cerca de 150 mil), trituraram em uma bike trituradora e injetaram chaveiros e placas no próprio evento; segundo ele, em 2024 o índice passou de 80%.
- Copos da São Silvestre viraram bandejas e troféus, e 480 mil copos da Maratona de São Paulo, com o projeto Recicla Junto, de Santa Catarina, viraram bancos e caixas organizadoras usados em outras corridas.
- A taxa de recall das ativações subiu de 5% para cerca de 15% em um ano e meio, e Wanderley atribui o resultado à curiosidade de ver o plástico virar um objeto na hora.
- Ele cita que o plástico responde por cerca de 70% da renda de uma cooperativa e que o quilo de tampinha de PP, vendido a R$ 3 a R$ 3,50, vira o equivalente a R$ 1.000 por quilo em suportes de celular de 10 g vendidos a R$ 10.
- Convidado a integrar o comitê da festa de Nossa Senhora Achiropita, no Bixiga, quer levar a reciclagem e metas de carbono zero à festa, que reúne cerca de 250 mil pessoas em cinco finais de semana.
Perguntas frequentes
Quem é Wanderley Castro e o que a LLTP Eventos faz?
Como a reciclagem de plástico funciona na Fórmula 1?
Que objetos são feitos com copos e tampinhas recolhidos em eventos?
Por que esses brindes ajudam na educação ambiental?
Qual é a diferença de valor entre vender a tampinha e transformá-la em objeto?
O que é o projeto da festa de Nossa Senhora Achiropita?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Wanderley Castro e a LLTP Eventos
[0:00]Começando mais um episódio do PodPlástico, hoje tem um imenso prazer de receber aqui o Sr. Wanderley Castro da empresa LLTP eventos que sempre falando de sustentabilidade, claro, obviamente, nós vamos trazer pessoas que trabalham com sustentabilidade. O Sr. Wanderley vai contar um pouquinho da história dele, Sr. Wanderley, por gentileza, se apresente.
0:23Da educação ambiental à gestão de resíduos em eventos
[0:23]). Bem, meu nome é Wanderley Castro. Eu comecei nesse segmento já há alguns anos. Como a gente acredita muito que tudo é uma questão de educação, eu fui procurar apoio na academia, tive a oportunidade de fazer um curso em gestão e tecnologias ambientais. Em 2018, fui fazer já na terceira idade, me tornei um treini, fui fazer esse e trabalho na Braskem e na Tetea Paquim 2018. Nesse período, aprendi a questões de plástico e outros derivados. Essa educação serviu para mim como base, como esteio, para poder iniciar nesse segmento. Porém, eu só tive a oportunidade de trabalhar mesmo na gestão ambiental, a partir de 2023, um amigo, uma pessoa muito especial, chamado Alexandre Scarlato, me convidou para trabalhar na Scarlato Produções de Eventos, para fazer a gestão na Fórmula 1. Fomos lá trabalhar junto com a equipe da Giseli Portela, que é a nossa diretora de sustentabilidade e como prestador de serviço, assim que como Scarlato ela faz e mais eventos. Nós iniciamos os trabalhos lá em 2023. Seizamos 2023, 2024. Foi lá que conheci o Sr. Peter Ettingi da LLTP, que nos convidou para poder começar a desenvolver e realmente pôr a mão no plástico, vamos dizer assim, né, e fazer começar as transformações. Então a picadinha do, a mosquinha do plástico foi em 2023.
[2:08]em 2018, foi nos bancos de educação, porque a gente acredita em educação como a base de tudo, mas colocar mesmo a mão no resíduo sólido do plástico foi em 2023, mais ou menos em setembro. E o que a gente estava batendo um papo aqui, em referente à reciclagem dos materiais plásticos, ela é feita nos eventos, então na verdade o show vai para os eventos como o evento de Fórmula 1, como a festa do Nostiano de Achiropita shows, eventos de corrida, então faz a reciclagem dos materiais plásticos ali por exemplo na corrida a pessoa toma o copo de água, a garrafinha joga porque está correndo vocês vão fazer a coleta daquele resíduo e transforma aquele resíduo em um produto, é isso Então, Rui, uma coisa curiosa, bem interessante mesmo Quando a gente começa a estudar e começa a aprender A gente imagina que existe um universo Que é o universo da academia, o universo das apostilas, dos livros, do entendimento básico Quando a gente começa a ver na rua as coisas funcionarem É uma coisa incrível, ter muito mais gente, ter abalhando nisso do que eu sequer podia supor Uma coisa impressionante e a gente foi desenvolvendo o relacionamento, unindo essas pontas, unindo esses elos e trazendo esse aprendizado.
3:34Fórmula 1: 76% das tampinhas recolhidas e a bike trituradora
[3:34]E começamos a desenvolver isso e fazer isso como transformação verdadeira. A primeira transformação que aconteceu foi quando conheci nesse evento da F1 em 2023, em que nós recolhemos as tampinhas da embalagem de água que é comercializada na F1, ela é em Tetra Pak, mas a tampinha é em plástico. Aí a gente começou a recolher essas tampinhas do primeiro ano a gente recolheu 76% do que foi comercializado e também distribuído gratuitamente dentro do evento isso dá mais ou menos umas 150 mil tampinhas, um pouquinho mais a gente recolheu essas tampinhas, a gente colocou isso numa bike trituradora, triturava, vamos ir lá a gente começou a produzir chaveirinhos quineias, na verdade quem fez isso foi a LLTP chaveirinhos e alguns bindes que a gente estabelei em 2023, 2024, a gente evoluiu.
[4:30]O plástico foi reciclado direto lá dentro da Fórmula 1, sim, né, as Tetra Pak, não, as Tetra Pak foram enviadas a outros locais. Lá o nosso trabalho é o recolhimento geral do recolhimento. A gente pega todos os quipiais, inclusive faz os relatórios de pegada de carbono, que é através de uma consultoria internacional muito importante, que isso é entregue para a FOM, é entregue para a organização da F1, mas especificamente, sempre através de cooperativas de catadores, sempre com relatórios sendo entregues, mas especificamente o plástico, esse foi um desafio que nos foi dado e que com gata surpresa, até porque sendo muito franco, não conhecia e não sabia, nós montamos lá dentro uma pequena oficina perto de um dos camarotes e nessa pequena oficina a gente fazia a montagem, a equipe da LLTP, o Sr. Peter Ting que é o nosso coordenador, o engenheiro que faz esses trabalhos, fazia esses injetáveis, esses chaveirinhos aqui, chaveirinhos e também algumas placas que a gente fez usando outros materiais como, por exemplo, o asfalto da própria pista.
[5:49]Em 2024 a gente evoluiu, depois de mais tarde eu te conto, Rui. Então, a ideia é levar a sustentabilidade em todos os lugares. Eu acredito que não são todas as pessoas que estavam envolvidas ali, que entenderiam que o plástico seria transformado tão facilmente com poucos equipamentos, ele seria um material de fácil manuseio. Muita gente ainda pensa que o plástico não recicla.
[6:18]Muita gente, a gente vê bastante na internet, eu sou até muito combativo na internet. Nós montamos um instituto, chama Instituto Soul do Plástico, que na última plástico Brasil nós expusermos lá reciclando tampinhas com alunos de 16 a 18 anos da ETEC. Eles estavam fazendo lá o projeto, fazendo um suporte celular e doando para os visitantes da feira. E a gente queria mostrar com isso que o plástico recicla de maneira simples é só ele ir para o lugar correto. Então, na verdade, a ação silvestre que vocês fizeram, que recolheram os copos e os copos foram transformados, pode mostrar para a gente?
7:01São Silvestre, Maratona de São Paulo e Recicla Junto
[7:01]Os cobs foram transformados nesse lindo quadro, é um troféu, né? É uma bandeja, ele é uma bandeja. Em alguns eventos isso foi, a gente fez isso como uma entrega para os patrocinadores, mas ele é uma bandeja. Esse é da São Silvestre, levanta um pouquinho mais para a câmera pegar lá. Esse aqui foi feito com copinhos recolhidos da São Silvestre 99 Nós somos contratados pela Vega Sportes para fazer o apoio na hidratação e também a questão dos resíduos sólidos Vamos recolhendo todos os materiais, a gente recolheu as tampinhas dos isotônicos que foram doados por uma grande empresa que fizemos esses chaveirinhos e com os copinhos plásticos a gente fez pulserinhas e também chaveirinhos como esses, tá?
8:05Corridas de rua: recall de 5% para 15%
[8:05]Isso aqui são brindes que a gente dá em eventos, né? Uma coisa curiosa, Rui, eu tinha te falado, eu não tinha dimensão de quanta gente se importa com o tema e de quanto que isso tem crescido. A gente já fez muitas corridas de rua. Em 2024, a gente fez a 18ª Maratona Internacional de São Paulo e uma empresa lá de Santa Catarina, eles doaram para a gente em 480 mil copos para que a gente pudesse pegar esses copos e dar os atletas com hidratação.
[8:42]Aí nós recolhemos todos esses copos, fomos apoiados por um projeto lá de Santa Catarina, chamada recicla junto, um projeto interessantíssimo estimulado por pessoas maravilhosas que acabam apoiando realmente a causa. Com isso a gente recolheu esse material e nós transformamos tudo isso em bancos, em caixas organizadoras, isso tudo foi aduado e foi usado inclusive em outras corridas. Ano passado nós fizemos dez corridas de rua com tendas toda feita e em material reciclado, tudo sempre de plástico, tudo de plástico. As empresas organizadoras têm apoiado muito a gente, é uma coisa muito bacana. E muita gente fica bem surpreso do que dá para ser feito, né? Olha, Rui, vou te contar uma coisa curiosa. Eu gosto muito de participar disso, né? Essas corridas em geral começam cedo, a gente chega bem cedo lá e começa da V. Na primeira corrida, a gente tinha lá, o pessoal corre, vai e vem olhar, a gente tem uma maneira de contar quantas pessoas passam pelo estande, na primeira corrida foram 200 pessoas. Na semana seguinte, já foi 800. Uma coisa curiosa é que a gente começou a perceber que a gente estourava a bolha, não mais pelos bindes que a gente dava, pelas balinhas, pelas embalagens, pelas coisas, mas a gente começou a perceber que era realmente pela curiosidade das pessoas virem que isso se transforma e que essa retenção do plástico, que é uma retenção de carbono, porque isso aqui se torna um outro objeto, isso aqui é um vejo hipoteio sanitário, isso seja jogado num lixão e etc. e tal, ele se transforma, mas não brinde numa coisa até razoavelmente elegante que a pessoa vai usar no seu dia a dia, ou até mesmo e coletionar. Ano passado, nós fizemos mais ou menos umas dez corridas de rua com esse tipo de ativação.
[10:35]As empresas nos apoiaram bastante e também o que é interessante é que não pode bater o dedinho aqui, só para lembrar. Uma coisa que é bem interessante é que quando as pessoas pegam na mão, veem, parece que cai em uma alta sinalização. É como se a gente interesse numa sintonia diferente A gente tem uma medição que é muito importante, porque tudo é QPI, tudo é a numeração E a gente sempre pensa, olha, é um evento, a gente consegue alcançar 5% de recall A gente já tem conseguido nos últimos eventos uma média de 15% Então se tem 10 mil pessoas que passam pelo evento, a gente tem lá um contador E também pela resposta do Instagram, porque todas as empresas, as agências são muito fiéis no Instagram e fazem muita publicação, a gente consegue medir quanto que tem de repostagem e de postagem nos eventos que a gente faz então a gente já começou a perceber que aquele 5% lá de um ano e meio atrás, mais ou menos, já está em 15% então a gente tem essa sensação maravilhosa de que está estourando a bolha para pessoas que estão se interessando por isso Existem ainda muitas pessoas que pensam que não recicla o plástico, né?
[11:55]Que o plástico vai parar no rio, vai parar sozinho, tem pernas, assim como o meu canudo de pernas aqui, esse cara aqui é um suicida, tá? Ele é o cara que corre e se joga lá no rio, mas tirando a brincadeira, isso não vai parar no rio, não vai parar no mar sozinho ele precisa de uma ação humana. Então, o bacana é a conscientização que as pessoas estão tendo, que o plástico é um material reciclável, e que a gente consegue transformar, ressignificar e ajudar pessoas, movimentar empresas, movimentar associações, os coletores de resíduos, as cooperativas, existem muitas e muitas pessoas que vivem disso.
[12:43]Basicamente, num estudo que nós fizemos, ele está perto de 70% da renda de uma cooperativa, o material plástico Então, hoje, se tirasse o material plástico da cooperativa, a renda dela é 30% do que é hoje, não se sustenta Então, esse tipo de ação, mostrando para as pessoas que recicla, a pessoa volta para casa com uma consciência diferente e de forma diferente, separando o resíduo que não é lixo, lixo é aquilo que não é cicla, né? Então ela separa o resíduo de maneira diferente, fala que bacana, se transformou isso aqui lá na corrida, pode transformar numa cooperativa, eu acho que a ideia e a pegada é mais ou menos essa, né? Então, Rui, como eu estava te dizendo, tem tanta coisa acontecendo e é tão gostoso e tão bonito de e você que citou a questão de cooperativas de catadores.
[13:35]Se eu tive o privilégio exatamente na 28ª Maratona Internacional de São Paulo, eu fui socorrido por uma cooperativa, que é a cooperativa crescer, que fica ali em São Paulo, pelo Jair do Amaral, que também estava naquela época, com o presidente da FEPACOORE, que é uma associação de cooperativas. Ele é até bem que é comigo, ele fala que eu agora entrei nessa pegada de querer recolher todo o plástico que eu vejo pela frente, porque é consciência pesada.
[14:06]Suponhamos que seja mesmo consciência pesada, talvez seja, mas eu quero acreditar numa fala de uma outra pessoa que, para mim, me entusiasmou até um pouco, até bastante, que diz o seguinte, que uma mão que usa um anel feito de plástico, que na verdade já foi uma tampinha de algum e refrigerante qualquer, essa mão, ela não vai abrir a janela do seu carro e jogar a tampinha ou a garrafa pela janela, a mão que usa, o braço que usa uma polserinha feita com copinhos de água mineral, de água, qualquer que seja, ela não vai ter a coragem de ficar jogando isso, então a educação ela parte dos pequenos gestos, das pequenas das pequenas oportunidades que a gente tem de sentir que na definição da vida é exatamente o reaproveitamento.
15:02Economia regenerativa: de R$ 3,50 a R$ 1.000 por quilo
[15:02]Foi cunhado uma fase que eu adorei que melhora e maior do que economia circular, a gente hoje promove uma coisa chamada economia regenerativa. Uma coisa que ia para o lixão, que ia lá para os resíduos, que ia ser, talvez, para ter um sanitário ou até incinerado A gente consegue transformar em pequenos bindes, em pequenos mimos e essa é hoje o nosso mote O nosso mote é educação para gerar emprego e renda Porque realmente é quem mais precisa e o que recolhe esses resíduos Veja que na feira, na plástica Brasil, nós estávamos transformando as tampinhas, a tampinha hoje o quilo do polipropileno de tampinha, ele deve ser vendido algo em torno de três reais, três e cinquenta quilograma. Nós transformamos isso em mil reais, porque o suporte de celular ele pesa dez gramas e ele está sendo vendido a dez reais. Claro que tem todo um apelo de um vai para uma formatura, de uma escola, vende para o parente, vende para o amigo, que fosse vendido a R$ 5,00, estaria a R$ 500,00 o quilo com um simples gesto de ressignificar. Então, a ressignificação do plástico é um negócio que não tem limite.
[16:22]A pessoa tem que sonhou, idealizou um projeto, dá para fazer. Então, é nisso que a gente trabalha. para a conscientização do jovem, a gente quer pegar muito mais o jovem, que o jovem levar a informação para casa é muito melhor do que eu, com 50 anos, levar a informação para casa, então se ele leva a informação, a informação vai ser recebida de maneira melhor, vai ser mais bem interpretada, e nas corridas de rua eu vejo que existem muitas pessoas que falam muito mal do material plástico e quando se deparam com uma situação dessa, de estar ali, online, reciclando aquilo, não está indo para o lixo, gerou um brinde, gerou um mimo ou alguma coisa que vai fazer efeito na vida de alguém, num reciclador ou de alguma coisa, ali na minha cabeça essas pessoas já começam a mudar um pouco o pensamento, que eu escutei há umas semanas atrás, de uma ambientalista, o plástico tem que acabar, Simplesmente o plástico tem que acabar, não tem, o primeiro dos R é recusar, e não é, o primeiro dos R é reduzir, né, depois vem reutilizar, enfim, então, eu olhei pra ela, ela tava com um MacBook, tava com um fonezinho da Apple, ela tava com um óculos totalmente de plástico, uma roupa de plástico, meia senhora, a senhora tem que repensar o que a senhora tá falando.
[17:59]se o plástico acabasse agora nesse minuto a senhora ia sair pelada daqui sem celular e sem computador porque tudo que a senhora está usando é de plástico então as pessoas falam sem ter o conteúdo sem entender que aquilo é útil na vida deles e pode ser muito útil na vida de outras pessoas então a partir do momento que eu sei que isso aqui eu fui na loja e comprei essa garrafa essa garrafa é de quem ela é minha a A responsabilidade dessa garrafa é de quem? Ela é minha! Então, eu, com base, com essa informação, estando comigo, aí daqui pra frente eu faço o que eu quiser.
[18:39]Se eu for jogar na rua, se eu for colocar no reciclável, isso vai gerar renda pra alguém, que com certeza vai gerar renda pra alguém, tá 6,50kg disso aqui, prensado, então é interessante recolher isso, esse resíduo. Então é basicamente isso que a gente trabalha e a gente tá na mesma vibe e eu espero poder colaborar com esses eventos via Instituto Soul do Plástico e conta mais um pouquinho pra gente desse trabalho de gestão de resíduos do ESG nos eventos da preocupação com as organizações de eventos em ESG, que é uma coisa nova, né?
[19:20]Sabe, em falar em coisa nova, eu preciso fazer um aditivo muito importante, eu não H.D.C., eu devo H.D.C., Rui, porque o que acontece, fazendo uma mea culpa, eu conheci o Instituto Soul do Plástico na plástico Brasil, e fiquei extremamente encantado, passaram-se alguns dias, eu demorei um pouco para poder fazer contato, mas quando eu me lembro de ter feito o primeiro contato contigo, eu fiz essa mea culpa, utilizando puxa vida. Uma coisa tão maravilhosa, um projeto tão importante para a questão de educação, que fecha com tudo que a gente acredita de educação, de geração, de emprego e renda, e eu não conhecia.
[20:04]Então, eu também tenho aquela questão de que a gente precisa se perdoar, porque não dá para conhecer tudo, não é ruim? Tem muita coisa para aprender, tem muita coisa para desenvolver. Eu tenho dito para alguns parceiros, na Santa Catarina, Rio Grande do Sul, tem várias fábricas desenvolvendo projetos maravilhosos, abrindo as portas para a gente em questão de educação, em questão de desenvolvimento de tecnologia, assim como você está fazendo de inústiazir aqui para poder conversar um pouco a respeito disso.
[20:33]Essas conversas são importantes e são necessárias, porque muita gente acredita, eu também acreditava nisso, de que essas soluções, elas encantam e devem ser também destinadas muito mais ao poder público, né? Que é quem faz a coleta de lixo, quem se responsabiliza pela varrição das ruas, pela varrição, por exemplo, você falou nas corridas de rua, a gente, a gente não, né?
[21:00]As empresas que organizam são muito responsáveis, elas levam equipes, equipes que são treinadas, equipes que são muito bem capacitadas, Essas equipes têm uma preocupação com a questão de serem contratadas, o ESG, porque tem a questão social, são pessoas que são, não são só pessoas carentes, são pessoas que são lá tratadas como indivíduos, nós temos grupos de empresas que nos prestam serviços que são maravilhosos, que levam essas pessoas, dão lanche para as pessoas, dão treinamento, elas fazem o recolimento resíduo, aí quando elas sabem que esse resíduo vai receber e titulação nobre, ou seja, que ele vai ser reutilizado, elas também gostam de que isso aconteça, ou seja, a gente consegue fazer com que os atletas que vão nas corridas de rua, porque as agências estão cada vez mais promovendo esse tipo de coisa, todas elas, iguana, vega, jescon, norte, todas as maiores, as médias têm tido essa preocupação, primeiro porque a obrigação tirar todo o resíduo jogado, nas ruas. E também, porque além de ser uma obrigação, não encumbe só o poder público.
[22:17]A gente tem que ter a responsabilidade, a iniciativa privada das organizações de fazerem isso de forma correta, de forma a anuir o seu projeto, seu projeto é educação. Educação, muita gente fala, ela começa em casa, mas no nosso caso, ela começa na rua, ela começa no shows, ela começa nos eventos e a gente faz eventos que vai aí de 2, 3, 5 mil pessoas até 250 mil pessoas. Esse convite mesmo que a gente teve pra participar do comitê da festa de Nossa Senhora de Achiropita é uma coisa que foi uma indicação de novo lá do meu querido Alexandre Escarlato porque ele viu uma oportunidade, ele viu em mim esse desejo de fazer essa modificação para o plástico e também para todas as embalagens e também para que a gente possa ressignificar todos os resíduos. Agora, dentro desse convite que a gente recebeu, essa preocupação de fechar as pontas, que é uma responsabilidade que ela é uma responsabilidade grande. Isso que nos trouxe aqui para aprender com o Soul do Plástico, poder entender como que a gente vai fazer essa ressignificação.
[23:39]A questão da ressignificação, reciclagem, recuperação do plástico, eu acho que ela vai muito além do que o cara entender, só que aquilo recicla. A gente está trabalhando naquela questão do canudinho no nariz da tartaruga Então aquele canudinho, ele não foi parar no nariz da tartaruga porque ele pulou de uma garrafa e caiu no mar, pegou uma corredeira e entrou no nariz da tartaruga A quem diga que nem canudo era, mas existem relatos que não eram, mas essa discussão é uma discussão que não cabe a mim a questão da educação que a gente fala é para mostrar que em um ambiente tão pequeno, tão micro, como uma corrida de rua é um ambiente pequeno, um show é um ambiente pequeno, uma escola é um ambiente pequeno, a gente consegue chegar lá, coloca dois, três equipamentos pequenos, num espaço pequeno, recicla tudo aquilo, ressignifica, faz brinde para as pessoas, as pessoas saem felizes com aquilo, mas o Interessante é que a gente tá mostrando é mais, é além daquilo Porque se consegue fazer isso numa corrida de rua, num show, numa escola, imagina que uma indústria não tá pronta pra fazer com esse resíduo Então é sempre o que a gente quer transmitir, é isso, é que a indústria está pronta e esperando esse resíduo Esse resíduo chegando lá, ele vai se transformar em muitas coisas, pode virar brinquedo, pode virar banco pode virar um montão de coisas, um monte de coisas, ver de materiais claro, pode virar galão soprado para colocar uma candida dentro, enfim, dá para fazer um montão de coisas, nós agora estamos desenvolvendo um equipamento que teve com a gente lá na fábrica olhando, que é para tirar a imitação de madeira, né, uma rípa de plástico, poxa, que legal nós estamos te fazendo isso com lixo, então, que é lixo porque ia para o terrum, então, é o resíduo plástico mal aproveitado, que ele está sofrido, sujo, que alguém jogou sujo, caiu numa estreia de seleção, o bacana era que todo mundo conhecesse uma estreia de seleção, pra ver que as pessoas que estão trabalhando lá, elas não merecem trabalhar com aquele resíduo sujo. Então, o cara tem que lavar o resíduo dele antes de dispensar, poxa a pessoa, passa uma aguinha e a pessoa que vai pegar lá vai se sentir até melhor quando ela for fazer a separação daquilo. Nós estamos trabalhando em várias e as frentes. Nós temos uma frente parlamentar aberta agora da economia circular em que o deputado Bruno Zambelli está tocando, que é muito bacana, é o engajamento que teve de todas as associações.
[26:21]Já no instituto é um pouco mais difícil, porque precisa de contribuição financeira e tem muita gente de palanque, né? O cara gosta de lá, falar bastante, falar, Eu faço o ESG, eu cuido do meio ambiente Aí você fala, poxa, dá para contribuir aqui com um pouquinho, não está, não, isso não Foi o que que o senhor faz de ação efetiva? Não, é um palestra Então, isso tem muito, né?
[26:49]Então, o instituto veio na pegada de sair desse âmbito de palestra e levar conhecimento, levar a renda para essas pessoas também porque não, no caso, nós estamos trabalhando com escolas então eles vão se formar com o dinheiro do projeto, mas isso não nos impede de avançar pra cooperativa se o poder público vem com a gente, puts, aí fica maravilhoso, só que tudo tem um tempo de maturação nós estamos pisando bem devagarzinho com o instituto, as empresas estão vindo, estão acreditando na gente muito obrigado a vocês que acreditam na gente, no instituto e poxa, legal você vir falar com a gente sobre isso, projetos muito legais eu sempre vejo na TV esses projetos e um dia eu falei, um dia eu vou visitar para ver como era então eu já estou me convidando para ir no projeto desse então Rui, você mais do que convidado eu acho que poder também de alguma maneira Levar a representatividade do Soul do Plástico para dentro dos nossos eventos Tenho certeza que sua porta-voz Obviamente que como eu sempre brinco, eu sou apenas uma formiguinha Eu sou um pião que junta as pontas e que faz as amarras de interesses Mas tem muita gente com muito boa vontade Eu tenho um mestre em linguística chamado Pedro Ele é lá de Santa Catarina e ele fala uma coisa muito importante, ainda não existe um leteamento correto sobre a questão da sustentabilidade, a gente tá cunhando as palavras, a gente tá cunhando um monte de coisa, por isso que quando a gente se debate com algumas pessoas que só falam e estão lá usando o iMac, etc e tal e não conhecem realmente a necessidade que a gente tem desses artefatos porque o plástico hoje ele tá na indústria médica, o plástico hoje ele tá no nosso carro, plástico hoje ele tem quase todas as partes da nossa vida e dizer que ele é o vilão é responsabilizar talvez o objeto errado ele não é um indivíduo é como você disse até achei bonitinho não tem perninhas o plástico né ele não vai sair andando e vai se regenerar se recuperar ou use a palavra para usar. Somos nós, cidadãos, que temos que nos educar, aprender, nos instituir, poder levar isso, o poder publicotar sim, se mobilizando para isso, tem saído novas leis, a gente tem aprendido muito com relação a isso, eu tive oportunidade, eu assisto bastante palestra com o professor José Valverde, que foi meu mestre Napuque, ele é muito engajado e outro de tecnologia, numa das lives que ele fez, ele mostrou um caso lá de uma pessoa que faz reciclagem com tecnologia aqui no Brasil de bituca de cigarro. Aí eu me senti realmente um aprendiz com conhecimento zero, porque tem tanta coisa acontecendo bonita que a gente pode pesquisar o nosso colega na internet, a gente tem muita informação, mas por a mão nessas das coisas, nos eventos, por a mão nessas coisas, e ver que realmente elas acontecem, elas viram, se transformam em coisas que vai melhorar a vida das pessoas, é melhor do que ficar simplesmente culpando, né?
30:23Mistura de plásticos e o compatibilizante Terpol
[30:23]Quando nós vamos fazer reciclagem, em reciclagem, em ressignificação de plástico, em eventos, sejam eles pequenos, médios, ou de grande porte, ali nós nos deparamos com vários tipos de materiais então nós temos PET, nós temos polipropileno, nós temos o polietileno e ali a gente mistura tudo, porque vai sair um brinde, então cada um tem uma temperatura se um contaminar o outro pro brinde não tem nada, mas nós temos um amigo nosso que inclusive ele é diretor também do Instituto Soul do Plástico que é o Sidnei Nasser ele desenvolveu um produto que chama terpol, terpol é um compatibilizante, então imagina que tem quando você pega um nylon com um polipropileno ou um nylon com PET, eles não se conversam muitos materiais, ABS não se conversa, vários materiais, então você pega aqueles materiais, coloca um pouco de terpol que a gente fala que é o pó de pirlimpimpim, e tira plástico do outro lado.
[31:29]Então, só se joga fora o que quer, porque tem solução, tem muita gente boa trabalhando com solução. Veio aqui também num pódipástico o pessoal da P-Life, que faz um aditivo, oxibio, que você coloca, por exemplo, na garrafa PET, tá? E ele não tem ação por muito tempo, ele fica, ele vai ficar inerte, se jogado no tempo, se um desavisado jogar, para não falar outro nome, jogar aquilo ali vai se decompor por oxidação e vai se decompor e vai virar água no final de tudo, de todo o processo.
[32:08]Claro que demora um pouco mais de tempo, aonde ele vai, onde ele vai parar, mas se decompõe até na água também. E quando você vem com essa mesma garrafa com o oxibio para a economia circular, quando você passa ela no canhão e aquece, ele some, o componente some, então você pode reutilizar, é uma situação muito interessante também, porque você pode usar o aditivo que ele vai funcionar por desavisado, mas se tem o cara que faz da maneira correta, esse aditivo vai fazer bem, então quando uma pessoa fala, poxa, eu vou trocar uma garrafa de plástico por uma garrafinha de papel, por um Tetra Pak da vida, Tetra Pak e seis camadas, mais ou menos, de materiais laminados, para delaminar aquilo impossível.
[32:56]E é mais pesado. Uma garrafa dessa aqui, ela pesa ali, no mínimo, se a outra embalagem for leve, ela vai pesar de quatro a cinco vezes menos. Então, eu vou, é menos CO2, é menos produção de papel, não tem queimar de lenha, utilização de água para produzir plástico, é baixíssima. então sempre que isso eu sempre falo que é para gravar na cabeça do cara o bem mais precioso que a gente tem no planeta é a água então tudo que a gente produz que usa muita água ele não é sustentável não adianta e não será porque existem como gosta de falar de muitos estudos existem muitos estudos que em dois mil e setenta água vai ser vendida igual a gasolina na bomba controlado Então, é, existem os estudos, então nós temos que tomar conta da água, isso aqui recicla Com 50 ml de água, a gente recicla um quilo de PET Com 40 litros de água, a gente recicla um quilo de papel Na reciclagem, na produção, é o dobro Então, a sustentabilidade a pessoa tem que entender sempre com a avaliação do ciclo de vida onde ela nasce e onde ela morre, que agora não pode morrer mais agora ela tem que ser reutilizada, ela entra, ela sai da economia linear e entra na economia circular que é o que a gente está pregando, é o que a gente está lutando, dando murro em pedra, dando murro em ponta de faca uma coisa que você me estimulou a falar muito curioso e você falou de ACV, quando a gente fala de ciclo de vida de produto para pessoas que é do meio, que é do metier, que está dentro da questão da sustentabilidade, me lembra até um grande mestre, Gil Wanderi, que é uma das pessoas que mais conhece desse tema no Brasil, a gente fala assim, poxa, isso é o Rui, que é do Instituto Soul do Plástico, isso daí é o Wanderley, que trabalha com isso, é o Peter, que tem, de empresa, que faz isso. Eu conheço pelo menos umas 20 empresas brasileiras fantásticas, algumas até com 20 anos, outras com 10, outras com 5, com 7, fazendo coisas incríveis, fazendo coisas maravilhosas. Mas você tocou num ponto muito instigante, que foi até o motivo pelo qual eu quis te procurar.
35:21A festa de Nossa Senhora Achiropita e as metas de carbono zero
[35:21]Quando fui convidado para fazer parte desse grupo, que é um comitê da uma festa de Achiropita, que é uma festa que vai fazer 99 anos esse ano, Rui, 99 anos, até a edição, na veia mesmo, é muita até a edição, e são 1.200, mais ou menos, voluntários que trabalham por uma festa popular, e passam por lá nos cinco finais de semana, umas 250 mil pessoas, quando a gente foi lá e começou a falar e começou a trazer esse letramento, o pessoal do comitê começou a pesquisar e a estudar o tema, e Eu estou falando de pessoas que são jovens, alguns jovens com 30 anos, outros jovens com 70 anos, ou até um pouco mais E isso aqui com a mesma vontade, com o mesmo bilho nos olhos de querer dizer assim, poxa, vamos fazer desse nosso evento aqui, ganhar nossa primeira estrelinha Vamos colocar esse projeto para na festa 100 ou na festa 101 Ele ser carbono net zero, carbono zerado Vamos fazer isso com compostagem São projetos que a gente coloca dentro da sociedade e que faz com que as pessoas se mobilizem Foi por isso que eu te disse, né, eu falei assim, puxa a vida Como que eu demorei para conhecer Soul do Plástico Como que eu agora estou desvendando essa questão do plástico do plástico. Aí você me leva para valecer lá a sua fábrica e aí você me mostra. Eu já vi muita tecnologia, muita coisa muito bonita, muito bonita foi, muito. Fábricas fantásticas, incríveis, de altíssima tecnologia, é um grande amigo mesmo, uma pessoa maravilhosa e em Coutia tem uma fábrica lá chamada Full Plastic que ele fez agora um, lá na, na, para estoque cá, um, um usou 30 toneladas de plástico para montar um estande todo ele reciclado e reciclado de cooperativos mas voltando a falar o que é importante quando eu fui lá na sua fábrica você foi lá e me mostrou uma saindo uma lâmina saindo uma espécie de pergolado plástico e aí você me mostrou e disse olha tá vendo isso aqui por causa desse aditivo que nós vamos colocar que a gente pode usar isso ou um lixo qualquer. Porque eles não se falam em têmpara quando eles estão sozinhos, mas quando você coloca esse aditivo, você consegue fazer com que o lixo se ressignifique, porque a gente pode fazer banco, a gente pode fazer ponto de ônibus, a gente pode fazer mesa, cadeiras, pé-escola, a gente pode fazer o que a nossa imaginação nos permitir.
[38:09]e foi isso que você, muito generosamente, nos convidou para vir aqui conhecer. Fui lá na sua fábrica, fiquei encantado e tenho certeza que se a gente conseguir contar algumas agendas dentro dos projetos que a gente faz, as agências estão muito abertas a discutir o tema, tem comitê aberto em quase todas as grandes empresas hoje. É muito importante a gente fazer esses relatórios com seriedade, e realmente demonstrando que o resíduo realmente virou, malte a coisa, dando números, impacto, é como eu te falei, em 2023 a gente pegou lá as tampinhas da água e 76% a gente conseguiu usar isso para reciclar, e esse ano já subiu um pouquinho mais, foi para mais de 80%, eu não me recordo exatamente o número, mas eu sei que foi para mais de 80%.
[39:05]O próprio pessoal da fábrica, quando a gente falou, eles têm lá também, é uma importância muito grande para reciclagem Quando eu falei esse número lá, a dona Sanda virou para mim e falou assim, nossa, mas como é que vocês recolheram isso? Eu falei, olha, um atitude simples, no bar, destruídos pelo pessoal da Escarlata Eventos, o pessoal do bar retirava o resíduo e já armazenava isso num potezinho simples. A gente fez um containerzinho também de material reciclado e já fazia segregação dentro do estabelecimento, porque a gente tem um conceito que um lixo é melhor do que dois lixos.
[39:49]Se você solta uma embalagem para a pessoa levar, vira dois lixos, porque a tampinha separa da garrafa, Um vai para um lugar, o outro vai para outro. Quando a gente segrega isso dentro de um ambiente, dentro de uma festa, dentro de um show, dentro de um estádio, dentro de qualquer lugar, você segregando isso, você elimina essa possibilidade do resíduo ser jogado fora.
[40:12]mas só para poder finalizar o meu raciocínio dentro do comitê da festa de Nossa Senhora Equipita você precisa ver isso, você precisa ir lá ver o comitê e ver como que o pessoal vibra quando a gente fala dessas ideias quando a gente fala de levar lá para dentro lá porque essa festa ela é feita especificamente para obras existenciais ligadas à igreja independente de religião, independente de qualquer coisa, são obras existenciais mesmo.
[40:42]Tem lá um dos projetos, é O CEDO, são 300 crianças de 6 a 14 anos, 15 anos, que ficam lá no contato e aturno de escola pública. Então eles são lá instigados a recolher tampinha, a recolher material para poder fazer doação. Essas tampinhas, elas são dadas para uma ONG muito importante, que é a ONG e tampinhas que curam. essa ONG faz o recolhimento dessas tampinhas e essas tampinhas são vendidas para outro conhecido nosso outro colega nosso, lá do pessoal da fulplastique que transforma lá no nosso camarote então essa economia circular dá, gera emprego e renda gera renda para o instituto, gera renda para a ONG que faz doação para crianças que têm filha de crianças e essas precisões de ajuda para a cura do câncer, ou seja, é a sociedade fazendo a sua parte e fazendo a sua parte com o do plástico.
[41:44]A conscientização é o mais importante de tudo, é a pessoa entender que aquele resíduo, aquilo não é lixo, aquilo é resíduo reciclável e ele pode beneficiar outras pessoas, ela não vai beneficiar, ela que doe da maneira correta para outras pessoas. Então, a gente trabalha muito ligado e focado nisso. Meu negócio é máquina. Então, o cara, quando ele vê o meu podcast falando de plástico, ou ele entra lá no meu Instagram falando de plástico, só falo de plástico, minha vida é plástico. Eu trabalho com 36 anos com plástico. Aí o cara fala, ah, ele tá falando tudo isso, e isso porque ele é do plástico. Não, é muito, pelo contrário, eu estou falando tudo isso porque há 36 anos eu convivo com um material reciclável e eu sei da capacidade e das possibilidades que ele pode proporcionar na vida de outras pessoas.
[42:40]Sim, eu acho que a grande importância de geração de emprego e renda, que é o mote da nossa vida, o mote do nosso ornegócio, porque tudo o que a gente faz, a gente sempre pensa na questão social, ela tá sempre ligada a isso, você vai dizer, ó, Wanderley, mas você falou o nome de tanta gente, por que você fez questão de citar tanta gente? e gente. Eu fiz questão de citar vários nomes porque eu cheguei à conclusão e isso ficou muito claro quando fui agora lá nesse evento do plástico no São Paulo Expo em que eu fui no stand da JBS Ambiental e fiquei encantado que eles são a maior empresa de reciclagem de plástico do Brasil dentro do próprio ecossistema deles. E aí e sim o Rui. Puxa vida, eu descobri que eu não sei nada, eu não conheço nada. Por isso que eu cito o nome de tantas pessoas, porque acho que se eu tenho algum mérito, o mérito que eu tenho é de fazer uma escuta ativa, de fazer uma escuta real, de aprender com os mestres não só as pessoas de formação educacional, mas aprender lá com o pessoal que recolhe o resíduo lá no evento.
[43:59]o sujeito do saco de lixo, a pessoa que faz isso lá eu tive a oportunidade numa das cooperativas que eu visitei na zona sul do carioca que inclusive ele recebeu cidadania paulista até falei não pode mais chamar de carioca agora é paulista tá que que é presidente de mais de uma cooperativa na zona sul de san paulo que fez por vários e vários anos eventos dos mais significativos na zona sul de san paulo e e uma das coisas mais maravilhosas que eu vi com a equipe dele foi que num desses eventos, o pessoal fazendo o recolhimento, sorrindo e depois empurrando o container de resíduo e cantando o bonde lá do pesadão.
[44:49]Aí eu achei tão lindo e um monte de gente, até gringo, começou a ver lá que eles meninas aquelas moças que eles deixam de ser e nunca for e nunca serão invisíveis porque na verdade a maior importância que tem é quando a pessoa se responsabiliza por tudo o que ela faz, todos os atos delas, os resíduos que ela gera e quando eu falo de resíduo o plástico, o papelão, o papel são todas as outras coisas, aquilo lá colocado dentro do contânero, os rapazes e as moças uniformizados, bem alimentados de uma cooperativa séria, apoiada, com um trabalho maravilhoso, e alegremente, numa tarde de domingo, cantando o bonde do pesadão, pesadão, pesadão e os vingos saindo atrás. Eu devia ter filmado isso, pelo menos se eu tivesse filmado acho que eu teria perdido meu emprego, sabe, Rui, mas tudo bem.
[45:44]Mas você vê, o coletor de resíduo, ele é a figura mais importante na reciclagem no Brasil, Ele é o mais importante. Ele é o que leva quase tudo que a gente recicla. Ele é aquela formiguinha que vai levando, vai levando e gera esse montante de resíduos que a gente tem para reciclar hoje, como garrafas, hoje falta garrafa, PET no mercado, Coca-Cola tá comprando tudo, porque é interessante reciclar. Se não fosse interessante, uma empresa desse tamanho não ia se envolver com isso. Então, nós temos os coletores de resíduos, as cooperativas, na mais ampla e autoestima no mercado do plástico, porque eles que são a alavanca propulsora de tudo isso que está acontecendo, sem eles, não nada disso se faria presente hoje, eles são os caras que põem a mão lá mesmo e vai para cima, né?
[46:40]como eu te disse, eu comecei nisso há bem pouco tempo, na verdade eu comecei a estudar o tema 20 anos, mas por a mão na massa é diferente e de 2023 para cá, quando a gente começou a fazer essas transformações e trabalhar isso dentro da nossa atividade como você disse, seu ganha-pão é fazer máquina, o meu ganha-pão é comércio, eu sou do comércio há 45 anos e sempre vem de produtos e serviços. Quando a gente começa a fazer esse ressignificado do trabalho na reciclagem, é uma coisa tão importante porque a gente traz uma outra característica para o comércio. A gente vê que o comércio ele não acaba simplesmente quando termina lá o evento. Não, muito pelo contrário. Na na própria desmontagem, é como eu te disse, tem empresas maravilhosas fazendo esses trabalhos, na sala de casa mesmo, eu tenho um banco lá que foi feito de resíduo de corrida, de evento, de uma pessoa também, um grande amigo, que é lá de Santa Catarina, que tem uma tecnologia IMPAR, que ele faz esse tipo de coisa, e eu tenho lá um banco lá, é o MIMO que eu tenho na sala de casa, e até outras pessoas às vezes viram para mim e falam assim, poxa vida né, isso está ficando mania sua, né, aí eu lembro exatamente dessas questões, a gente, como eu contei para você, que a gente tem feito alguns eventos, até alguns eventos bastante elegantes, né, o Peter Ching, ele é da área do Tennis, e ele conseguiu levar a gente para fazer um evento de Roland Garros, juniores, e ele lá desenvolveu lá uns bindis para dar para os jovens que competiram, bindis como esse, você vai dizer, mas são pessoas de classe média alta e tudo mais, mas é como eu te falei, isso está estourando a bolha, as pessoas elas estão se interessando pelo tema, que é um tema, você mesmo já disse tanto os e tantos anos, mas que agora ele é mais do que uma, ele não é uma moda passageira, ela é uma coisa que veio para ficar. A gente tem um sonho, um desejo, uma vontade de quando as pessoas usarem anelzinho que nem esse, joia de corpo, correntinha e etc. de plástico, a gente vai que está dando outro significado e ainda retendo o carbono.
[49:19]A nossa coisa legal que eu acho que está acontecendo, o movimento, isso está virando um movimento. Nós estamos nos unindo, nos juntando para fazer quem tem o Junior da TalkPlast, que é o canal que mais fala de plástico, hoje é o TalkPlast. Então o Junior está com a gente no instituto também. Sidnei da Terpol, que já falei dele, que tá no Instituto com a gente, eu não vou falar o nome de todo mundo, porque eu vou esquecer, mas tem fabricante de extrusora, tem fabricante de embalagem, tem fabricante de saco de lixo, tem fabricante de tudo relativo ao plástico, máquinas injetoras, então tá todo mundo dentro do mesmo movimento, saindo ali, que eu sou um que sempre vivia ali atrás do palanque, eu tava sempre falando, eu falava que dava certo, que dava pra fazer, que você podia fazer, que dava certo, mas você podia fazer, que dava certo, então eu te falava como dava certo pra você fazer, há um ano e meio atrás, um ano e sete meses, eu nem rede social tinha, o meu filho que tá aqui com a gente que grava aqui, os nossos podcasts, ele fala, pai, você precisa falar, você precisa externalizar e e isso aí, que você, o conhecimento que você adquiriu, ele precisa ir para frente, você precisa externalizar, entra na rede social, fala na rede social, imagina que você vai me ver na rede social, você não vai me ver nunca aí, esse ambiente, então foi uma coisa que foi acontecendo, foi acontecendo, eu entrei de cabeça e vendo isso, vendo esse enfrentamento de pessoas, falando que o material que eu trabalhei a vida inteira, que eu sei que transforma, que ressignifica, valoriza, revaloriza, eu sei que o material é bom, que é atóxico, pessoas falando tanta besteira, falei, poxa gente, precisa defender, aí começou a entrar projeto de lei, projeto de lei contra o plástico, banimento de págico, falei, não, a gente precisa sair de trás da mesa, vamos pra cima, vamos se juntar e falar sobre as verdades dos materiais plásticos, tanto que eu escrevo aqui no meu podcast que é mitos e verdades, tem muito mito, verdade de internet é pouco, o cara vai lá, pega um post, ele entendeu que se ele falar mal do plástico, ele vai ter 100 mil views, então ele fala mal, aí a gente entra, combate o cara, ele vai lá, exclui o nosso comentário, isso acontece muito, então a gente é combativo, seremos cada vez mais, porque estamos aumentando o número de pessoas que conhecem os materiais plásticos, e o bom de tudo isso é que estamos nos unindo para trabalhar na educação e trabalhar na renda, na revalorização dos materiais plásticos, e isso que eu acho que foi o bacana, foi a indústria ser provocada, quando a indústria é provocada ela sempre toma uma ação, sempre, lembra do pneu lá na década de 80? Hoje você não escuta mais falar de pneu, hoje o pneu tá tranquilo, recicla, põe asfalto, põe em tudo que é lugar, o pneu é reciclável, então parou de falar, para falar, lembra que falava das estolas de animais? Foi substituída por plástico, hoje é tudo sintético, então é nessa pegada que a gente vem, a gente vem educando todo mundo.
[52:41]Você sabe que eu vou te revelar um segredo que acho que depois que eu falar isso, talvez até você vai querer deletar o podcast, mas eu vou te revelar um segredo, eu não tenho rede social. Pega o carona com os meus amigos, que são pessoas muito sérias e que são pessoas que realmente tem coragem de discutir o tema, tem coragem de enfrentar, tem coragem de trabalhar, tem coragem de fazer projetos incríveis para a questão educacional, para a questão de geração, de emprego e renda, e batendo muito nessa tecla, pelo Brasil afora, tenho conhecido projetos, Rui, que são simplesmente de dar muito orgulho, muito orgulho, porque tem muita tecnologia sendo desenvolvida pelo Brasil inteiro.
[53:31]Eu até fiquei sabendo que você está fazendo um projeto para poder levar para o Amazonas essas máquinas que você me mostrou hoje. Vai do Amazonas para a curva do Amazonas, central única das favelas. Então, em esse tipo de coisa, essa provocação que a gente tem que fazer para a sociedade civil organizada é que a gente entrega umas pessoas para dentro do Instituto Soul do Plástico, para que a gente entrega patrocínio fora da bolha.
[53:58]É difícil trazer, é muito difícil. A pessoa gosta de ouvir, gosta de assistir os vídeos que a gente posta. Muito obrigado aos que assistem, mas assim, é difícil trazer apoiador. eu acho muito complicado, muito difícil trazer apoiador tem que ficar atrás dos caras, tem que pedir voluntariamente é difícil, são poucos os que vêm, claro que tem os que vêm mas são poucos, as grandes empresas geradoras de resíduo elas não vêm, não vêm, nenhuma veio ainda, já convidei várias e elas não vêm, e são as grandes geradoras tem muita empresa hoje que fala que nós temos ESG, nós somos preocupados com o meio ambiente vai lá e me coloca um frasco vinho para embalar uma água, ou para embalar um shampoo, ou para embalar qualquer coisa aquilo ali amigão, vai virar preto e não tem tanto consumo de preto faça em cristal, cristal todo mundo usa, isso aqui usa, re-usa, re-usa, usa e o PET cristal pode ser utilizado em alimento, quantas vezes quiser, é o único material que pode voltar para alimento, que você pode tirar os voláteis, que são os tóxicos, e ele volta a ser material inerte, ele volta para alimento, então se todo mundo usasse, usasse um filme sleeve, pensasse lá no projeto da embalagem, mas não, o cara gera resíduo, compra crédito de reciclagem, que é o que eles fazem, eles compram crédito de reciclagem, fala que nós temos e SIG. Nós fizemos a nossa parte, nós compramos o crédito de reciclagem e eu acho que a proposta da economia circular não é essa. A proposta é fazer cada vez mais produtos sustentáveis.
[55:42]Não estou falando que ninguém está certo, que ninguém está errado de comprar ou não o crédito, de usar o azul, o verde, tem que vender pigmento também, o mercado tem que funcionar, mas aquilo tem que funcionar de maneira sustentável. E é isso que que a gente está tentando levar para as pessoas. Eu tenho certeza que isso realmente não é uma coisa fácil de fazer.
[56:07]A gente tem que trabalhar, educar, não é da noite para o dia. A gente tem talvez algumas gerações para chegar naquele nosso sonho, naquele nosso desejo de que tudo realmente seja ressignificado, reciclado, reusado. Você falou muito bem lá a questão de recusar, né? Nós somos hoje 8 bilhões e 200 milhões de pessoas e que estamos acostumados a necessitar de produtos e objetos e serviços dos mais diversos.
[56:37]Então dizer que nós vamos abolir isso e que nós vamos abolir o sistema e o capitalismo é um atoliço. Ao contrário, o que a gente tem que fazer é distribuir renda, é fazer com que as pessoas que precisam tem também acesso e que essas pessoas que estão chegando na festa sejam bem recebidos nessa festa por isso que quando me convidaram lá para a festa de Achiropita e me deram todos os argumentos e aí eu vi o Pado falando e ele falou uma coisa, sabe? Não é uma questão religiosa, é uma questão muito bonita Esse ano é o ano da ecologia, tá? Tem, acho que é Gênesis, tem lá uma parte que diz, né? E Deus gostou do que fez.
[57:27]Nós, como pessoas que temos cada um de nós, Deus dentro do nosso credo ou não, não importa, o que importa é que nós que somos é um verdadeiro milagre, porque estar aqui é viver é um milagre, nós que estamos aqui, a gente tem que olhar para as coisas que a gente faz, eu tenho que olhar para as suas máquinas, eu tenho que olhar para essa garrafinha, olhar para essa tampinha e dizer, é linda, eu preciso cuidar dela, então é uma provocação que eu não conhecia, eu não sabia, indo lá no comitê, a gente recebeu isso e eu fiquei encantado, porque eu falei para a minha esposa quando cheguei em casa, e puxa a vida, é bom se sentir de novo um aprendiz, é bom aprender com todas as pessoas.
[58:20]Imagina o doido que inventou essa garrafa, que ele tirou o peso do caminhão, o caminhão economizou combustível carregando isso aqui, porque o peso mesmo é o líquido, então ele tirou do vidro, jogou no plástico, derrubou o peso, derrubou o consumo de pneu, derrubou o consumo de combustível, aumentou a velocidade do automóvel que está transportando. Você imagina o doido que fez isso?
[58:49]Quanto esse cara pensou para chegar aqui? Não é um negócio que vamos fazer? Não. Isso aqui o cara pensou muito. A primeira deve ter sido, nossa, horrível. Hoje olha o que tem. e cada vez mais fina. É muito interessante a gente ver porque a tecnologia nos surpreende. Ela nos surpreende sempre positivamente. Tem muita gente que hoje está na moda falar da inteligência artificial e falar dos desenvolvimentos tecnológicos e da evolução e de tudo mais.
[59:21]Isso está em toda parte, está em todas as coisas. A gente vai descobrindo que tudo que a gente acaba tendo na vida tem a importância A gente estava falando uma coisa muito pessoal, você me disse que você tem dois existentes Eu não sei, mas é plástico Então, se não estamos vivos, eu estou plastificado Eu estou plastificado também Também tenho dois, Rui Que bacana, Wanderley, muito obrigado por participar do nosso PodPlástico. Por favor, deixe as suas considerações.
[1:00:03]Olha, Rui, HDC é uma coisa que eu aprendi que a melhor maneira de HDC é atuando, é agindo, fazer é muito mais importante do que todas as palavras. Então, a gente está aqui com a nossa agenda aberta trazendo para vocês as oportunidades que não são dadas A gente talvez nem mereça tudo que a gente recebe mas te convidar para você ir lá conhecer o comitê da festa de Nossa Senhora Achiropita É um projeto muito bacana, é uma coisa importante para a comunidade O Bixiga é um bairro tradicional de São Paulo eles tem lá um projeto muito interessante de preocupação com o com lixo tem lá até uma comunidade eles pediram outro dia lá umas cadeiras emprestadas para fazer uma reunião foi feito na pecinha tinha 100 pessoas preocupados com o lixo do bichiga então tá aqui o convídeo para você lá conhecer lá o nosso comitê Eu não tenho como prometer nada, como eu te disse, a minha função na vida é fazer linkar as pessoas, linkar os projetos Como diz meu amigo, eu tenho a consciência pesada porque por anos e hoje, inclusive, com certeza, Soul do Comércio, vendo produtos e embalagens E ao fazer isso, a gente tem uma responsabilidade que ela não termina com o nosso trabalho e, na verdade, ela apenas reinicia. Então, você está convidado para ir lá conhecer o nosso comitê, temos uma agenda também com outros eventos, temos um relacionamento com pessoas que são muito dedicadas a esse tema, essa causa, para que a gente possa encontrar maneiras, meios e modos, para que agora que eu conheço o Soul do Plástico, e você me abraçou tão maravilhosamente que a gente possa abri e estender isso dentro do nosso rol, não tenho redes sociais, mas eu tenho um monte de amigos que tem, então é isso que a gente precisa, é trazer mais gente para essa mesa, Rui. Obrigado.
[1:02:16]É isso aí, então, pessoal. É claro, convite a aceito, eu vou participar desse evento, eu vou conhecer. eu faço questão de, vou levar o Soul do Plástico comigo, sempre, e os torneios, os shows, os eventos, Fórmula 1, é capaz de vocês verem o Soul do Plástico lá dentro, e você que ainda não faz parte do Soul do Plástico e quiser saber mais, deixa aqui pra gente nos comentários, eu entro em contato, mando um direct, entra lá no meu Instagram também, a rouba Rui Katsuno, deixa lá no direct, e a gente recebeu, e responde com certeza todos os comentários. Pode ser comentário bom, comentário ruim, um comentário ruim é meio difícil, mas quando aparece um, a gente responde também. E se você gostou do vídeo, por favor, deixe o seu comentário, deixe o seu like em caminho do seu amigo, se não gostou, deixa lá porque você não gostou que a gente está aqui para melhorar, sempre vou falar isso. A gente está aqui aprendendo, melhorando, fazendo conexões com pessoas e é do nosso propósito, tanto com o PodPlástico quanto com o Soul do Plástico e muito obrigado a você que nos assistiu até o final. Até o próximo vídeo.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
