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Plástico: vilão ou bode expiatório? | Ricardo Hiraishi - EMBANEWS

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Episódio completo no YouTube: Plástico: vilão ou bode expiatório? | Ricardo Hiraishi - EMBANEWS

Ricardo Hiraishi (EMBANEWS) revisita 35 anos de embalagem no Brasil: a chegada do PET, os mitos do bisfenol e por que rótulos mal pensados travam a reciclagem.

Principais insights

  • Ricardo Hiraishi comanda a EMBANEWS, fundada pelo pai Roberto Hiraishi, hoje com mais de 420 edições da revista e o Prêmio EMBANEWS na 32ª edição.
  • A primeira garrafa PET do mundo surgiu em 1976 e só chegou ao Brasil no fim dos anos 80/início dos 90, substituindo as garrafas de água mineral azuis de PVC.
  • Chama de "tudólogo" quem vira especialista em plástico nas redes sem conhecimento técnico — cita o caso de um dentista candidato a deputado federal espalhando desinformação sobre bisfenol.
  • Explica que o bisfenol de plásticos como o policarbonato só é liberado acima do "ponto vicat" (perto de 160°C), por uso inadequado — "a dose faz o veneno".
  • Critica rótulos de PET colados com cola forte demais, que hoje exigem até cinco lavagens quentes para sair e acabam travando a reciclagem.
  • Conta que painéis de ambulância evoluíram de madeira para fibra de vidro e depois para ABS, mais seguro por amassar em vez de estilhaçar em pontas cortantes.

Perguntas frequentes

Quem é Ricardo Hiraishi?
Diretor responsável e editor-chefe da EMBANEWS, mídia especializada em embalagens fundada por seu pai, Roberto Hiraishi. Com mais de 35 anos de atuação, comanda a revista (mais de 420 edições), o Prêmio EMBANEWS (32ª edição), a EMBANEWS TV e o podcast PodEmbalar.
Quando surgiu a garrafa PET e quando ela chegou ao Brasil?
Segundo Ricardo Hiraishi, a primeira garrafa PET do mundo apareceu em 1976, mas só chegou ao Brasil no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990 — substituindo, entre outras aplicações, as garrafas de água mineral azuis feitas de PVC.
O que é um "tudólogo", segundo Ricardo Hiraishi?
É o termo que ele usa para quem vira "especialista em tudo" nas redes sociais: alguém que opina sobre plástico e embalagem sem conhecimento técnico aprofundado, muitas vezes espalhando informação incorreta — como no caso de um dentista candidato a deputado federal que ele cita como exemplo.
O bisfenol presente em alguns plásticos é perigoso?
Ricardo Hiraishi explica que "a dose faz o veneno": o bisfenol de plásticos como o policarbonato fica encapsulado e só é liberado acima do "ponto vicat" (perto de 160°C) — por exemplo, ao esquentar uma mamadeira em banho-maria de forma inadequada, fora do uso recomendado do material.
Por que os rótulos das garrafas PET atrapalham a reciclagem?
Porque muitos usam cola (hot melt) tão forte que, segundo Hiraishi, exige até cinco lavagens quentes para sair por completo — uma exigência puxada por norma de rotulagem da Anvisa. Isso encarece o processo e reduz a eficiência da reciclagem, já que o ideal é um rótulo que se solte fácil da embalagem.
Por que peças de ambulância passaram a ser feitas de plástico ABS?
Segundo um fabricante citado por Hiraishi, painéis internos de ambulância evoluíram da madeira (que estilhaçava e podia ferir em acidentes) para a fibra de vidro (que rachava em pontas cortantes) até chegar ao ABS, que amassa em vez de estilhaçar — mais leve e mais seguro para pacientes e equipe médica.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: quem é Ricardo Hiraishi, da EMBANEWS

[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje o PodPlástico recebe alguém que normalmente está do outro lado da mesa fazendo as perguntas. Ricardo Hiraishi é diretor responsável e editor-chefe da EMBA News, uma das mais tradicionais mídias especializadas em embalagens do Brasil. São mais de 35 anos acompanhando uma indústria que mudou completamente materiais, máquinas, designer, consumo, legislação, sustentabilidade, principalmente a maneira como a sociedade enxerga a embalagem.

[0:34]Então hoje vamos inverter os papéis, Ricardo, seja muito bem-vindo ao PodPlástico. Eu o que agradeço, Rui, pra mim é o prazer, é que nem se falou a gente tá do outro lado, tão habituado a fazer perguntas, né? É lógico que as minhas perguntas não são perguntas tão inteligentes assim como você faz, pra mim é uma honra estar aqui com você, cara. super bacana. E aí, a EMBANEWS foi fundada pelo seu pai, Roberto Hiraishi, junto com você, né? Você fundou junto com ele, você ficou fundador, né? Conta pra gente o início, como é que foi o início da EMBANEWS?

[1:08]Então, é aquela época que eu falo que hoje tá muito diferente, o pessoal tá habituado que eu falo muito disso, né? Eu falei, é a época que ainda as pessoas liam, né? e até bacana, época de leitura, e o jeito de você pegar, de você levar informação era outro, lógico, demorava mais, tudo só que também era bem apurado, então a gente pegava, todo mundo ficava aguardando, a revista chegar, então por que, se não tinha internet, 1990, tudo mais, e aí, era outro patamar, todo mundo, ou ouça até hoje, a gente não vê a hora de e aí não só com questão da indústria, como também feiras, tanto feira de embalagem com todo, como feira de plástico, porque sempre foi um, você sabe o quanto que plástico é importante no setor de embalagens, e foi isso, então vamos dizer assim, é uma pegada aí bem interessante ir lá pra cá, hoje eu falo, mudou tanto, né, mudou muito esse mercado mudou o comportamento também, como você consome a informação, como você tem, você é mais dinâmico, então hoje a pegada é outra. A minha visão, inclusive o que eu tenho nesse aspecto, é que hoje a informação e o conhecimento é muito importante através de iniciativas que nem aí do ronde plástico que você tem, também, porque isso aí é uma coisa dinâmica, as pessoas querem mesmo agilidade e outras partes como eventos, tudo acho que é uma das maiores coisas e cursos.

[2:44]É, cara, você vê os eventos todos lotados, a gente vai nos eventos e não tem um evento que está vazio, tudo cheio. E parece que é aquela coisa, eu lembro até hoje e falo assim, muita gente apostando após pandemia vai ser muito evento virtual, o evento físico, as feiras, tudo que é evento assim a pega e às vezes até eu digo tanto de evento bom como ruim, pessoal vai em um, agora é óbvio. Qual foi a última que teve no EMB, eu não lembro, foi a FIPAN, se foi a FISPAL. A FIPAN foi no Center Norte. Então foi a FISPAL que foi no EMB? A FISPAL Tecnologia. Foi no EMB? É, no Expo Center Memóri, no São Paulo Expo. Sim, mas tem uma que foi no EMB. Fisippal Food Service. Fisippal Food, eu fui nessa feira cara. Eu parei lá na ponta do estacionamento do Sambodermão, e lá longe. Você andava de lado, dentro da feira, aí falei, caramba, bicho, lotado, lotado, lotado... É interessante, pet, assim você começa a ver a pegada de um evento que lógico, eu nghe te falei o caso da fiscal tecnologia, que lá é mais focada com MAQ, tudo embalagem, tudo lá no imigrante, no Sao Paulo Expo, já a fiscal food service realmente pega até no próprio DNA da fiscal, da área de alimentos, mas o que eu digo de embalagem, você vê o quanto que embalagem está bombando lá.

[4:10]Não, tá, o balaço aumenta, não tem como, embalagem traz segurança para tudo. E como esse evento tem outros aí, eu estou falando que tem muita ligação assim com não só de parte de plástico mesmo, como também, feiras também quer mais para a farmacosmético, FCE, então elas também é FCE farmacosmitique, enfim, tanto que normalmente o pessoal costuma, eu digo confundida, eu falo assim, gente, a FISPAL tecnologia, no caso que a gente está falando, e a FCE farmacosmitique são feiras com embalagens, não de embalagens, com a embalagem. Porque tem muita gente, pega e fala, não, feira de embalagem, é a fiscal, é a FCE, não, elas são feiras com a embalagem, praticamente assim, mais de...

[4:56]Com produtos embalados. Com produtos embalados. E isso é uma coisa que todo mundo conhece no mercado, que eu falo a questão de da ausência de uma feira de embalagem no Brasil. Estou falando com exceção, agora, recentemente, até meu amigo Luiz Fernando, lá, que faz a embalagem no Nordeste, agora com DNA de embalagem... embala nordeste é uma feira que ela já foi, já voltou, já foi, já voltou, né? É, quando você em Recife aí depois foi pra Fortaleza, mas ela tem lá o nicho dela, né? É que Fortaleza ela foi, aí o sindiquímica Ceará abraçou, né? Quem tá presidente lá é o meu amigo Beto, e ele tá bem engajado nessa questão de colocar o nordeste como ponta, né? Eu acho que a feira deve ter sido melhor.

[5:39]E o estado do Ceará também ali é muito forte, você vê desde, e também os próprios donos de marcos, brand-owners que tem lá, também é muito forte, o estado do Ceará tem muita empresa forte no mercado, se me engano que nem Café Três Corações, Mdias Branco, J. Macedo, o Grupo Aé de Soqueirosca, e mineral, mineralba, então você tem grandes potências a nível nacional, não só lá, né? Então, entre outros, né? Que eu falei alguns aí, mas também conhecidos.

[6:12]É, mas no modo geral, assim, eu fiquei até espantado, visitei bastante feira esse ano já e todas elas lotadas. Você vê, agora a gente vai fazer a interplast, né? A interplast, cara, já tá vendida, ó, tá com fila. e e e é interessante porque é interplaste né eu falar é é bacana o fato de ter lógico você sempre teve as feiras de São Paulo como protagonistas no caso aí obvio a plástico Brasil o ano que vem mas você pega a interplaste né e eu sempre conversando com Richard de lá né que toca feira e eu falou Richard o potencial que tem, e é tudo, muito bom. Se tivesse um lugar maior, um lugar que nem uma conexão que nem o Centernorte é ruim, porque é tudo entradinho, eu me perco pra caramba do Centernorte, mas você pega que nem o EMB ou imigrantes, se tivesse um galpãozão pra ele fazer essa feira interplaste, nossa, aí é bombar, né? Mas se tá falando de fazer, é continuar lá.

[7:16]NÃO LÁ, LÁ NA RIGIÃO, LÁ E LÁ POR QUÊ, SANTO CATARINA, É, a questão, a estratégia dele ali, a questão geográfica, onde ele tá posicionado. Ah, é sensacional. Maravilhoso, olha esse. É sensacional. Então, é, eu acho que isso que ganha potencial. Mas se ele tivesse um pavilhão na estrutura que a gente tem aqui alguns, ia ser muito melhor ainda, porque ele não faz maior porque não cabe, né?

[7:39]ele até fez o galpão de lona do lado lá para levar a magente na última mas mesmo assim faltou espaço ele tá com fila é, pois é, é, quem sabe é o pessoal de lá da joenville também olha um pouquinho mais para o potencial não apenas com esse evento como outros mas eu acho que a Interplast se eu não me engano, se não for o maior, um dos maiores eventos que você vai lá no Expoville busca hotel lá agora, não tem não, não tem hotel, não tem Airbnb, não tem mais nada lá e é legal, porque Juenville é a maior, se não me engano, a maior cidade do estado, de Centro-Cantarinha, a maior população do estado é, muita gente acho que é Floripa, não é, é Juenville, em questão industrial, fortíssimo. Industrial é forte pra caramba lá. O entorno também, você tem o entorno de Juenville, você tem... Alvir, Potaná, Jaraguá do Sul, Jaraguá, você tem AVEG. AVEG, é fortíssimo, então toda aquela região é geograficamente tudo, acho que como um mercado também, e não só nisso, né, você pega mercados não só, de materiais, de embalagens, de fornecedores de embalagens, pessoal também, eu acho que se não me engano, está de parte de insumos e o próprio varejo, o Estado de Santa Catarina tem algumas redes de varejo supermercados fortes, é sempre muito bem reagiadas dentro do rank da Abra, supermercado.

9:0135 anos de EMBANEWS e a chegada da garrafa PET

[9:01]e você nesses 30 e tantos anos aí, mais de três décadas de EMBANEWS, o que mais te surpreendeu no mercado de mudança que veio assim, o que mais você achou, putz, isso aqui é sensacional. É, não é porque eu estou aqui não, viu, com a área de plástico, mas é sem dúvida, eu acho que plástico sempre revolucionou, né, ele sempre correu atrás de pesquisa, sempre foi ver, TEM outros materiais, que de repente é aquilo, todos eles tem espaço em embalagem, mas a parte de plástico, acho que o investimento que tem, a parte de pesquisa, é muito forte, então, por exemplo, se eu pegar e fazer um paralelo, desde que a EMBANEWS nasceu, década de 1990, eu sempre falo que teve dois cases assim, quando a EMBANEWS nasceu, que eu falo, puxa, demos sorte de nascer bem nessa época, um foi a garrafa PET, final dos anos 80, 30, início dos anos 90, quando começou que conheci. A primeira garrafa PET no mundo foi 1976. Aqui veio depois, óbvio.

[10:03]É, então tinha essa coisa. E quando chegou, é aquilo, né, o pessoal conhecia que nem tudo bem falar o nome da marca, a Big Coke, né, tinha como que era os Base Cup, né, que você põe lá embaixo da garrafa, então era, era um, e mudou o comportamento, né, porque era EXAMTAMENTE, era uma garrafa para a questão de família, para ter o volume de 2 litros, até aqui ainda se encontra alguns de 3 litros, mas eu lembro que na França, hoje você não me engano, até Bunny, mas eles que fizeram, você pega grandes fabricantes de máquinas que tinha, acho que de sopro, a própria sidel, muito forte, então, se pegar esse pessoal, naquela ocasião, você tinha um garrafa ser menos, posso ser enganado, 5 litros, que eu vi em supermercado, dentro da França, posso que não falei, talvez você tenha enganado, no mínimo com certeza 3, 3 sem contraquê.

[11:04]3 em normal. Normal, mas eu lembro que eu vi assim, garrafas enormes até na época. Aos caras tem o hábito de ter coisa muito grande nessa EV, leite, galão de 5 litros. Que também é um padrão até americano, americano que tem ainda. Americano é taloco, americano é exagerado e tudo. Todo exagerado, né, a Europa já aí é lógico, teve essa mudança, tudo aí de comportamento e vai.

[11:24]E na ocasião também falei isso só pra, é interessante, foi na área de bebida, essa mesma coisa aconteceu até que o ano passado, foi o pessoal de lápis de alumínio. Então, alumínio também, as lápis de alumínio surgiram na mesma época. sim. Então, para nós, foi um boom, e eu não sei se foi logo na sequência, um pouco para frente, foi surgimento até, pelo menos entrando um pouco mais aqui no mercado no Brasil, dos stand-up pautes. Então, foi uma coisa mesmo nos anos 90, início dos anos 90, tudo isso. Foi louco, muita transição grande. Então, é lógico que foram surgindo outros, mas nem se falou na parte do Brasil, sempre demorava um pouco mais para chegar e tudo mais. Hoje é um e um pouco diferente. Eu lembro a entrada do PET laminado aqui. Caramba, cara, quem começou, na verdade, o primeiro que eu entendi não era Everts, que chamava, era um outro nome, a Everts comprou depois, o que é o nome agora? Mas putz, você testava a lamina, a hora que você moldava, abriu molde no termoformado, ele quebrava, ia entrar no espinho da corrente, nem vidro, os caras foram mexendo na isina, passava embaixo do forno, cristalizava, aí foram mexendo, foram mexendo, a hora que entrou, e entrou metade do preço do PVC, mas derrubou o mercado do PVC em um ano. Foi absurda a queda do PVC.

[12:42]É interessante, não sei se é essa parte que você vai falar, mas se não me engano, o que é anos 80, ainda você tinha a garrafa de água mineral, que era até em PVC, né? Tinha. Que é aquele, a cor azul, não é? Era azul. Era azul, né, então. E aí você tinha marcas, assim, exatamente, que trabalham com ele, aí depois, quando entrou. vençou PVC hoje na água mineral, os ambientalistas ia estar tudo pelado na paulista gritando, falando do fita-lato né, putes grilo cara, então e aí casos né, creiasas que você tá falando desse daí, é a mesma coisa que acontece quando migrou, né, muito que era as latas de folhas de fulano, de aço que era óleo de soja, e aí tipo, pois teve toda a migração para PET, isso até hoje que alguns falam nosso caso com embalagem, a gente só está acompanhando.

[13:37]A gente mesmo, o EMBARATO, fomos tachados por concorrência ou coisa assim, você é um revista de plástico, não são revistas de embalagem, eu falei que mundo que vocês vivem, o que está entrando? A gente, em pleno dos anos 90, bombando, entrando de coisas, faz de novo, nós somos um veículo para fazer, levar informação, não para ter viés de um lado, do material tal ou do outro material, então é óbvio que se naquela ocasião estava bombando, estava entrando em muita coisa e continua.

[14:13]Você vai falar do que? Vai falar daquilo que está. Eu não vou ficar falando de um material que de repente, qual é a inovação que ele teve? O que que aconteceu de lá para cá? Nada. quando você vai, esse aqui é um exemplo bem bacana, quando você vai comprar alguma coisa, vai comprar um refrigerante, por exemplo, você quer uma tampa que veda, ou você quer uma tampa que saia, a hora que você pegar o copo ela cospe, isso aqui é uma tampa que veda, que é a função da tampa essa, né, aí aqui no Brasil inventar a tampa, o copo de papel e colocar a tampa de papel lá no McDonald's começou, né, essa história, McDonald's, e aí o Burger King acompanha o McDonald's, porque se o McDonald's for nesse aqui, no Burger King vai também.

[14:56]Aí fizeram lá a tampa de papel e aí você pegava o copo, a tampa pulava, pulava. Aí você vai, isso aqui no Brasil, né? Vai lá no Estados Unidos, cara, Estados Unidos é tudo plástico. Esse movimento que está acontecendo, canudo, é tudo aqui, vai lá no Estados Unidos. Eu fui agora, é tudo plástico, não tem nada de papel. e aqui você faz, olha a segurança que se traz, você põe um líquido aqui dentro, não vaza, você pode levar na tua casa, você põe lá no seu carro, vai pra casa, não vaza, isso foi feito pra isso, né, aí você fala, é porque o copinho e a tampinha polui, não, não, eu sou contra isso, quem polui é o ser humano, cara, é a falta da, da, da informação, não vou nem falar que educação, INFORMAÇÃO, porque é mal falar isso, é a falta da informação, é o acesso à informação, e é o que a gente faz no instituto aqui, a gente dá informação.

[15:54]Isso é muito importante, isso é muito importante, porque é exatamente o nível da informação, é a questão de você informar, e óbvio, com a informação você acaba educando, você tem que educar de maneira correta, o que a gente vê muitas vezes é exatamente o inverso, né? perigo muitas vezes para um pessoal mais novo e vou falar que vocês estão aprendendo na escola, mas eu ouço falar que o plástico, quem é o professor que está falando isso para você?

[16:23]Então eu vejo pessoas que pegam e falam assim, vai lá, ninguém está indo para defender? Não, é explicar. Você está indo para explicar, para falar a verdade, assim, se acaba sendo uma defesa, acaba, óbvio, porque você tem que falar a real, a gente mesmo vira e mexe, a gente Prokadez, a gente começou aqui no bastidor falando da Simara por no Tampinha Legal, é um exemplo, é aquilo.

[16:45]É um outro projeto, cara, é sensacional. Maravilhoso, maravilhoso. Desculpa até falar, aproveitar já que tá aqui, pra mim é uma honra até ser embaixador do Tampinha Legal. É legal demais. Porque isso é uma iniciativa assim, inclusive, por isso que a questão do Soul do Plástico e tudo mais, estamos junto, nós falamos nosso negócio é fazer multiplicar informações verídicas, sabe, sem ter, e aí depois eu até falo, que nem o livro que você fez, pô, é, eu vou te dar um desse aqui hoje, maravilhoso, porque, ó, meu jabal, esse aqui é o meu livro, ó, tá no Amazon, ó, tá no Amazon, quem quiser, tem o link lá no meu Instagram, vai lá, você não vai, você TEM A INFORMAÇÃO, Você não vai perder nada lendo o livro, tá? Você vai adquirir informação.

[17:34]É, e eu falo, tudo isso é importante, né? Porque a gente que tá no meio, por exemplo, com uma embalagem, a melhor coisa que tem é sempre falar a real. Nada de, não é desinformar, não é ser o que acontece de levar, não tem um viés nenhum para um lado, pelo contrário, a gente defende o que é. Para nós, a informação tem que ser, né, como hoje, inclusive, muitas vezes, você mesmo, todo mundo, eu falo, eu costumo dizer até o seguinte, hoje todo mundo virou mídia, embalar, tipo, pessoas, empresas, todos viraram, quanto mais você for real, transparente naquilo que está falando, pra mim acho que é a melhor credibilidade que tem.

[18:18]Cara, você não quer errar, é fácil, você quer dar uma informação que você não quer errar, você pega e lê a norma, lê a avaliação de ciclo de vida, você não é porque é documento que alguém fez. FACE. Aí o cara vira e fala, ah, porque o PET tem bisphenol, tem desruptor endocrin, pô, o cara é ignorante, primeiro, pra começar a história, ignorante, ele é um completo desconhecedor do assunto, porque você imagina, só pensa, você tem uma empresa que chama Coca-Cola, que tá no mundo inteiro usando garrafa PET, você acha que esse cara vai querer correr o risco de tomar um processo mundial?

[18:57]não, né? Aí você pega o outro tipo de plástico, você pega, por exemplo, um poliestireno num copo de Danone. Você acha que a Danone vai querer tomar um processo por causa do copo que ela usa no Danone dela? Então, é só você pegar e entender um pouquinho do mercado, essas empresas fazem toxicologia, eles fazem avaliação de ciclo de vida, eles fazem tudo, você pegar a literatura, a primeira literatura de avaliação de ciclo de vida que tem é da Coca-Cola. Então, você fala, pô, E aí vem um cara, porque você vai ver a formação do cara, não desmerecendo, sei lá, mas é um dentista que propriedade o cara tem pra falar de um polímero, e é plástico, né, ele fala que isso aqui é plástico, isso aqui é plástico, isso é plástico, plástico, tudo plástico, é plástico, então ele não sabe nem que plástico, né, nós temos centenas de composições de materiais plásticos, e o cara não sabe o que é, ele tá falando a babainha.

19:56Os "tudólogos" e a desinformação sobre plástico

[19:56]é aquele cara que se transforma numa experte em tudo, né? É, eu chamo do tudólogo. É, tudólogo é bom, eu gostei dessa. Ele faz faculdade de tudologia online. E assim, né, você é muito fácil, muitas vezes é lógico, por mais você tem, você começa a ver alguns vídeos, tá tudo mais, você fala, po, legal, o canal do cara, tudo, que nem, não entara, po, tem coisa que eu vi, que mais de um começa, isso, cada vez que eu vejo, fico indignado, e até compartilho com pessoal que nem... A gente tava falando antes, já compartilhei com o pessoal da biplástica e eu falei, pô, fiquei indignado, não é por isso, pra alguns outros, né, porque eu falei com uma embalagem, o cara a ver, aí você começa a ver nesses grupos de WhatsApp, o cara começa a compartilhar aquela informação só que ele não é profunda.

[20:42]ninguém, ninguém lê. Agora, quando ele faz um greenwash com material dele, ele se compre da vida. Eu falei então, ó, de novo, é errado se fazer isso, tá vendo? Tá vendo? Não é legal fazer tal coisa. Agora, é errado também que você tá fazendo. É aquela coisa do toma lá da cá e o pior, sem conhecimento de causa. Isso que pior. Esse dentista, por exemplo, ele é candidato, eu vou falar em específico, eu não vou dar o nome, mas é um dentista, candidato a deputado federal.

21:10Bisfenol explicado: "a dose faz o veneno"

[21:10]material. Na literatura nacional, você sabe qual é o material que mais contembe esfenol na sua formulação? Resina de dente. Mas por que contembe esfenol quer dizer que te contamina? Não. A dose faz o veneno. Ele está encapsulado, ele não solta, mas ele contembe esfenol. Então, o material plástico que tem bisfenol hoje no mercado, no nosso mercado, o que mais conta em bisfenol, vai, material com muito plastificante, assim, mas ele tá lá, ele tá em outras coisas, ele não tá em alimento, porque alimento, anvisa, Cetea, não deixa entrar, né, o Itaú, não há prova, né, mas você pega aí, por exemplo, um policarbonato, que a gente tinha historiando policarbonato na mamadeira na década de 80, que foi encontrado resíduo de bisphenol, verdade, tinha bisphenol no policabonato, mas o bisphenol liberava quanto? Acima do ponto vícate, que é 160 graus, por que? Porque a pessoa que estava lá esquentando uma madeira não tinha microondas, punha no banho Maria, aí ia fazer outra coisa, esquecia, porque derreteu, derreteu, liberou, aí liberou, aí esfriou, encapsulou, mas liberou porque derreteu, porque o uso estava inadequado, certo? É a da mesma coisa, se você pegar um ferro de solda, um ferro de passar roupa e botar ele quente em cima da sua mão, vai fazer o quê? Vai queimar sua mão, ele não é para usar daquele jeito, ou você tomar um laxante para curar a dor de cabeça, também é a mesma coisa, então esses exemplos que eu dou são basicamente assim, agora você quer ter bisphenol no plástico, cara dá para ter também, no alimento também dá para ter, sabe como? Tem outro tipo em plástico. Não sabe como que dá para ter?

[22:59]pega um farol de carro, esquenta ele, põe um alimento dentro, esquenta a 160 graus, aí você tem bisphenol, caso contrário, no alimento não vai ter, porque não é aprovado, mas aí você pegou o farol de carro, colocou ele fora da aplicação, que ele é farol de carro, eu estou dando um exemplo bem esdrúfico, tá, porque é bem desse jeito, e o cara que vem da essa informação, ele vem com a boca cheia, com uma garrafa dessa na mão aqui e ele fala, por que o bisphenol desruptou TORINDOCK, PUTA, é um rasmo, não é? É um rasmo, não tem outro nome.

[23:31]É isso, eu estou falando isso até, sabe que teve casos aí que eu vi mais de uma chamada, não é aquela chamada sensacionalista, né, que a gente vê, que eu falo, poxa, quando você é uma mídia, não importa, eu falo que nem eu estava dizendo antes, todo mundo é mídia, quando você tem uma informação séria, você não vai com chamadas sensacionalistas. Não.

[23:52]e aí teve casos aí que você procurar na YouTube, tá lá, pô, você ficou P da vida quando fez isso, tipo, ah, a farsa da reciclagem de plástico, pô, aí eu já, na primeira coisa que eu penso, não tem nada a ver com isso, eu falei assim, quem que é o lobby que tá por trás pra atacar? Não, não tem, é pra que é uma verdade, tá prova, prova, é isso mesmo, simplesmente prova, e o cara quando faz uma coisa dessa, ele tá desinformando, e aí você pega, às vezes vai assim, tia e fala, olha, eu já fui como você, eu já juntei, eu já separei, eu já acreditei que isso dava certo, você ainda desessentiva as pessoas a fazer uma coisa certa, sabe? Aquela coisa do tipo, ah, eu jogo mesmo porque eu fiquei sabendo que quando o cara recolhe, ele mistura tudo de novo, fala, tá, e aí? Mas existem estudos lá fora que quando você escreve na embalagem que ela é é biodegradável, você insita a população a jogar no chão, existem estudos que falam isso, quando você põe biodegradável o cara entende que aquilo pode ser jogado no chão, que a natureza vai dar um jeito, que nem, é muito comum, o cara põe o saco dentro do saco, põe o lixo dentro do saco, tudo que ele chama de lixo, que na verdade o lixo mesmo a gente tem acho que é 22%, 20%, o resto é resíduo, então ele pega o resíduo junto com o lixo, põe no saco preto, põe na porta de casa, o lixeiro levou, acabou o problema dele né, mas ali dentro tem um monte de material, eu entrevisto aqui catador, reciclador, e o cara falou que de chutar o saco ele já sabe se tem coisa ou não dentro, é incrível né, os cara tem uma manha, uma sensibilidade, na estera de seleção, a menina normalmente é mulher que trabalha na estera de seleção, das cooperativas, ela pega assim o plástico, ela faz assim, ó, ela sabe material que é, cara. É incrível, é incrível. Você vê elas trabalhando, ela já sabe que material que é. E assim, a economia circular, quando ela veio, ela veio como um todo. Só que o único que tem legislação para economia circular é o plástico. Que o único que está no decreto é o plástico. Agora, embalagem. Todas embalagens são necessárias. Todas. Porque aí vou parafraziar a Dona Eloisa do Centro Cetea, embalagem, pôr embalagem sem função, não deve existir, eu concordo, então você tem uma garrafa, pô, você vai pôr essa garrafa dentro de uma caixa pra entregar pra uma pessoa, não né cara, não tem sentido, a garrafa já é embalagem, agora essa caneca aqui, essa caneca que você tem que pôr dentro de uma caixa, quer ficar mais apresentado.

[26:37]Sim, tem todas as funções, tem função de logística, então não vai quebrar de conto de venda, entendeu? Agora, quando ela é uma embalagem, como é que se diz, primária? Primária, tudo bem. Ela pode estar, por exemplo, você pega várias garrafas dessa, vai colocar um xirim, que fala, tá bom, o xirim que se torna uma secundária, entendeu? Então, tem esses graus de saber separar, né? Quando tem, então, é importância, que nem a doutora falou, é bem isso mesmo. Eu falo muito da caixa de pizza, não não tem nada que substitua o papelão na caixa de pizza.

[27:12]Cara, você pode fazer embalagem, se você quiser que não dá certo, porque o papelão é necessário esvapore-se pronto e aquela caixa de pizza vai parar na terra sanitária, porque ela não recicla, porque ela está com óleo, então, poxa, legal, mas é aquilo, você vai fazer como? Você vai levar a pizza na mão para casa, antigamente você ia comer na pizzaria só, né, não te entrega, né, agora, agora, você pede em casa e a maioria está pedindo em casa, né? Pouca gente, é, tem muita gente sai, óbvio, mas assim, na sua grande maioria, hoje o cara quer comer em casa, né? É, isso foi um pouco do efeito... Efeito pandêmico. Pandêmico, exatamente, né? Que acabou acontecendo e hoje tem outras razões, tá? Algumas coisas até, pessoal, evita, tem até meio dependência, um Paulo... É, o mede saí... Estão de segurança, enfim, mas...

[28:02]Melhorou muito, mas ainda não é bom, né? Ainda não tá no nível bom. É, e a gente fala até de São e tudo mais é assim, engraçado, esquece a gente falar porque os lugares são muito piores. Cara, aqui a gente tá em Maíra e Porã, meu, é muito tranquilo, eu tô com 30 km de São Paulo, eu moro em Atibaia, Atibaia então, puta, eu sou cego da morte, a população é pequena e a polícia é muito eficaz assim, o trabalho dela, é bem bacana, é uma cidade tão próxima assim, você tem uma diferença muito grande, de clima e de segurança pública. É, tudo, é que a gente falou, tá do lado, mas muda totalmente, né?

[28:42]E você quer qualquer coisa, 30 quilômetros, tá em São Paulo, é rapidinho, que tudo você tem em São Paulo, né? É, então, mas aí eu falo assim, aí você consegue ter qualidade de vida, né? E você precisa de alguma coisa, mas assim, você tá do lado, você tá próximo. É perto, você quer qualquer coisa, corre ali, corre ali. Corre ali. Eu tenho caminhão em São Paulo todo dia, mas eu mesmo, puto, pago pra não ir.

[29:04]e costumo dizer, às vezes não é aquela coisa, é que São Paulo virou o centro dos negócios, de tudo, evento, etc, rola tudo lá, por mais excelente, você pode fazer eventualmente, fazer algumas coisas fora, e tem que fazer, porque não pode ser também só, mas não adianta, São Paulo nesse aspecto é a locomotiva na questão de serviços, de eventos, a estrutura está lá, que acaba tendo o próprio famoso network, então todo mundo busca. Agora eu falo de novo, ao mesmo tempo, um evento, ele não pode só ter network. Primeira coisa é isso, você tem que ter conteúdo, se não tiver conteúdo e de preferência conteúdo verídico, sem ficar falando muita coisa, mas é isso. E o que que você vê assim, por exemplo, do designer de embalagem? Ele teve que mudar drasticamente seu comportamento.

30:00Por que o design de embalagem precisa virar eco-design

[30:00]A gente fala muito aqui e toda vez eu vou falar. Hoje a gente fala que o curso de designer não pode chamar designer, tem que ser eco-designer, porque o cara tem que fazer uma embalagem que volte para o ciclo de economia circular. E o que você viu de mudança no estudo? Você está sentindo que as pessoas estão tomando mais consciência disso ou você está vendo muito grimo, Washington, por aí? É, tem interessante você falar isso, Rui, porque hoje em manhã a mesa eu estava começando com um amigo, trabalha muito na parte e essa é uma visão que a gente ainda vê, isso não é uma crítica, pode ser que os design não gostem muito do que eu vou falar, de novo, eu sou um cara que sou, tem uma visão mais superficial, mas de várias coisas, tá, materiais, de vários, mas o que eu noto ainda muito é, quando você usa a palavra design, o cara realmente ele fica, ele olha muito o visual, muito design, e ele esquece de olhar o SENAI, funcional, dependendo, e sustentável, que é o que está, que é o circular. Opa, eu tenho que pensar em fazer isso daqui, porque eu tenho que ver como é que vai estar. Essa discussão existe, lógico, tem várias, eu digo, o pessoal que está mais ligado, área de embalagem, essas entidades, quem está nesse meio sabe. Isso aqui é interessante, porque aqui não eu falo, a formação, muitas vezes um design gráfico, ele é design gráfico, né? E a gente costuma dizer, não, o design de circularidade, ele é importante, muito importante. Então, dentro do projeto disso, eu acho que muitas vezes o que acontece é que alguns donos de marca, alguns donos vão pegar e falar, então, se já pensou nisso, então, na hora de algum design chegar, ele já tem que falar, não, olha, eu já pensei e tal coisa, e de repente o cara fala, pô, mas essa embalagem não tá legal, né, visualmente, falei, então, mas eu tô pensando nesse outro, ah, tá bom, às vezes não dá pra ser 100%, não dá pra ter visualmente, não dá pra ser e tal, assim, eu pensei em algumas coisas, eu sempre dou como exemplo, você sabe, a gente estava até comentando antes que nem nos Estados Unidos, acontece na Europa, você pega às vezes alguma embalagem, na hora que você pega embalagem, você olha para ela, você fala, porra, coisa esquisita, né, coisa não está, eu falei então, putz, mas olha a praticidade dela, olha a funcionalidade, o cara pensou nisso, e você vê cada coisa, isso nos pontos de venda, no supermercado, alguma, e aí você fala, porra, isso aqui deve ser bom para a circularidade até, entendeu? E o que é interessante, se você falar nesse aspecto, porque recentemente eu tive lá na feira na InterPak, eu não estive na edição de 2023 e era proteído em 2020, mas foi a pandemia, então eu tinha ido em 2017. Então praticamente eu peguei essa janela de 10 anos. Caramba! E o que foi interessante é porque eu peguei da janela, só que com o efeito pós, o efeito pandêmico, pós-pandemia, né, que, óbvio, teve todos aí. Muita gente que foi em 2003 falou do efeito, o que eles chamam de, acho que é pay-perigestion, que era muita coisa de papel. Então, vamos trabalhar com poupa moldada, tudo, de novo, todos tem espaço, mas, pô, vamos trabalhar com isso tudo. Essa edição de 2026 começou a parecer muito de coisa já. O plástico respondeu, como dizendo, monocamada, um monte de recursos assim, pô, os caras não dormem no ponto, corre atrás. E aí assim, o mercado europeu, que é muito exigente nessa questão de sustentabilidade, eles mesmos pegaram e falam, porra, o que interessa? Eu falo, ó, vocês estão querendo um material com PCR, com monocamada, digital de jeito, tá aqui, entregamos, tá, o plástico tá aí, você não precisa substituir ele então para isso. Então deu para ver que a resposta do plástico foi muito rápida para o que o mercado estava precisando. Às vezes é mais dentro da feira? Não, aí você vai no ponte de venda.

[33:49]Eu sempre falo com o pessoal, eu falo assim, você quer ver em balada, você não vai na feira, você vai ver, vai para o PDVE, é lá que você vai ver. Então deu para ver essa resposta atendendo o que está, se está lá é porque, e olha que o europeu é chato nisso das peças, e aí você pega, se tá lá, é porque passou por tudo isso, quase que dizendo, a gente não pode dizer que não é, atenderam todos os requisitos. Você pega aqui no Embalamundi, vai ter uma empresa que eu vou estar no painel como mediador, o Embalamundi vai ser do dia 17, 18, né? E isso? 17, 18, procurem, o Embalamundi vai ser um evento sensacional, eu vou estar como mediador no painel que tem tem uma empresa que ela tem um monte de material monocamada, barreira, e PCR de pancada também, nós já morriam online, putz cara, eles apresentaram um monte de solução, caramba, é aquilo, você quer evolução, você vai cutucar quem, a ONG ou a indústria, você tem que cutucar a indústria porque da ONG não sai nada, a ONG sai paulada, então você cutuca a e, cara, tá vindo uma solução melhor do que a outra. É, e é o que vai estar na indústria que vai passar por consumidor, é pra gente, vai chegar na população.

[35:14]É, porque quando você coloca um produto mais caro, vamos falar que, bom, eu sou meio suspeito de falar, mas eu vou falar, eu não gosto do PLA. PLA, hoje eu não gosto de PLA, ele tem desde 1984, não emplacou até hoje, algum motivo tem, mas quem sou eu no jogo comercial. Mas se você pega uma embalagem dessa aqui, vamos falar que ela custa um real, aí amanhã esse material foi proibido e entrou para PLA e custa três, e quem vai pagar a conta? É o consumidor, velho. Então é essa historinha que os caras...

[35:57]Eu falei que é que nem imposto, velho, quando sobe imposto é óbvio, tudo isso aí vai parar na mão de quem? É, os caras ficam contando historinha, porque não sei o que, e tá, tá, tá. Cara, quem paga é o consumidor e quem se lasca é a classe mais vulnerável. Eles se lascam, quem fica sem acesso são eles. As embalagens trouxeram o quê? ter acesso. Embalagem não importa que embalagem, embalagem de vidro, embalagem de papel, não importa que embalagem que é, o que elas trazem? Elas trazem acesso, porque você consegue produzir escala maior, ele vai ser embalado a condicionar de maneira que não quebre, que não trinque, que não tenha problema para que chegue na tua mão mais barato, porque ele foi construído em escala. O que você faz personalizado é caro. Se eu fizer um chocolate personalizado para você, não é a mesma coisa que o Bobolo Supermercado.

[36:50]É, você tem volume, você tem escala, que é assim que você consegue até sobreviver dentro do mercado. Agora, se você quer um nicho específico, alguma coisa que nem se falou para aquilo, aí é... Aí é nichado. Aí é outra coisa. Aí é aquele perfil, entendeu? Não tem a dúvida. Você vê hoje, você vê, por exemplo, no plástico também a gente tem problema, né?

[37:13]Tem muitos desafios, vamos falar assim. você pega aí, por exemplo, fabricante de água, que o cara coloca a água dentro de uma embalagem vinho ou de uma embalagem azul, aquele cara ele tá batendo no plástico, aquilo lá é da porrada no setor, porque o cooperador, ele vai mil quilos daquilo pra ele conseguir vender, ele vai ficar juntando, quanto tempo pra dar mil quilos daquilo, né, porque pulveriza, e, então, essa canagem faz cristal, coloca um sleeve em cima de um material, pega um sleeve, quer deixar bonito, os caras não gostam de sleeve, pô, põe um sleeve de pelo amor de Deus, um sleeve de um material com uma densidade diferente do PET, para que ele flutue, para que faça reciclagem, moa, flutue e o outro desce, então estuda um pouquinho para fazer embalagem, que aí e caia de novo, a gente cai no design junto com marketing, né, que a gente vai cair sempre ali, né, design marketing e os caras tomam a porrada na internet e não adiantam, os caras estão fazendo aquilo ali, aí eu vi uma outra garrafa sensacional, aquela ali, você viu uma, aquela é toda diamantada, ela é cristal, um pouquinho mais grossa e toda diamantada, puta, show de bola, puta embalagem linda e não tem cor, ela ela tá no ciclo, ela tá na circularidade, a outra do cara tá onde, tá no ateu sanitário, aí o cara fala mal, vai pra internet, fala mal, ele tá certo, tá falando mal, naquele ponto é do razão do cara.

[38:50]Naquele aspecto sim. É, mas o duro é que ele fala mal do plástico, não, ele tinha que falar mal da marca, tá errado, porque aquilo ali é 1% de garrafa que tá no mercado. Foi a escolha. É. E quem escolheu? EXATAMENTE. Então você tem que bater onde? Na marca. De repente aqui nesse falou, se de repente o marketing chegou, tudo, mas, pô, primeiro, tem conhecimento de caos chega, conversa, se explica pra ele, falou, ó, tem isso, tem exporem e tudo, mas você quer colocar? Não, porque isso daí pode ser que venda mais.

[39:23]Ó, você consegue aqui nesse falou, você consegue, você tem outras maneiras, né? Tem, hein? Faz um design no molde de embalagem, pô, pega um molde, dá pra fazer tanta coisa aqui. Você deu o exemplo aí, tem, tem marcas, né? Tem embalados que CPEGA, que é muito legal, que o cara pega, tudo bem, ele já tá usando lá um PCR, né, NDPM no seu percentual, aí ele coloca a área de, por exemplo, de cuidados pessoais, né, aí cê pega muitas vezes, cê tem lá no rótulo sleeve dele? Sim, né, tem até o picote, pra você arrancar, fazer assim, você tira o rótulo, já separe, tá lá, perfeito. É que no Japão você tem que e separar, né? É, então. O Japão tem que ser, mas é cultura. É cultura. Você pega por, vou, vou, vou fazer uma propaganda aqui, ó, vou fazer propaganda, hein, caramba, ó, PodPlástico, hein, você pega o, o, a garrafinha dinascal, o Slyvik tá nela? Sim. É sensacional, é sensacional, você tira ali, separou e mudou alguma coisa, não, a garrafa é mesma coisa bonita do mesmo jeito. Já que, já que você fez aí, uma propaganda que eu ia falar pra você, foi o caso que eu tava dizendo desse caso da, da parte personal care, é o caso da Colgate Palmo Livre, que eles pegam, tem shampoo, alguns produtos que eles pegam, exatamente, você tem... Mas eles usam o transparente e põe a livre? Eles usam, na verdade, é reciclado, porque você vai ver por causa da...

[40:47]Sim, mas... Tranquilo? Então isso, o frasco deles, que você vê pela cor, né, que tá um pouquinho mais escurta, você já sabe que é PET reciclado, né, e aí você tem o rótulo dele, ele diz, tá aí, que destaca direitinho. e ficou feio? Não. Até porque você não vê, você vê. É o que eu sempre falei, é empresa de Cosmet, gosta muito de usar cores, não é que gosta, é o mercado. É o atrativo, a embalagem por um lado vai atrair, então eles vão muito pro visual, tudo uma porra. Só que assim, você quer usar cor? Beleza, tem um produto preto então, faça um produto preto e coloque e como é, como bio, como você quiser, para poder pegar a sua logística reversa e fazer um produto preto.

[41:33]Exato. Você pega todo o volume. Pega a cor e vira preto. Então, você conseguiu inclusive ter volume, é o que passa, que isso é importante não só para isso, mas inclusive para reciclagem, para os catadores, opa, tem um volume bom, você passa a ter. Se a empresa ainda estiver engajada em algum projeto que já faça isso, putz, melhora sensacional. Mas você já pensou se toda empresa de cosméticos tivesse um produto preto? O volume de preto que não vinha? Tem um grande que faz isso, exatamente, é que é um dos grandes é de mercado que eles têm. Eles se pusero esse frasco mesmo tudo em preto. Sensacional, cara, parabéns pra ele, desde que ele não cole um adesivo. Exato, desde que ele não cole um adesivo ou de repente é aquilo, né? Eu não sei como é a parte de reciclagem, e, quando você vai imprimir, você põe uma serigrafia aí, já danou-se também, né? Então, muitas vezes é aquilo, de você ter aquele rótulo também que pega e deixa o molde, você já estava falando antes de roder, agora você é aquele também que você tira, tranquilo, é lindo, né? Por isso que eu não sei, é uma visão em, eu posso estar errado, né? Ah, mas aquilo, eu não gosto quando vai, que não faz sentido você ter um frasco plástico, por exemplo, é isso que quando você vê, o cara vai e cola um rótulo de papel, e aí fica cheio de cola, da nossa, eu fiquei imaginando até, eu falei, tem que perguntar pra gente, cooperativa, falei, isso aí deve danar na ordem, mas você sabe que isso é uma luta que a gente tem, né, de informar, conversar, a gente fala muito com um fabricante, quando você pega uma embalagem PET, como essa aqui, linda, pô, embalagem é uma cristal, quem que não quer isso aqui, qualquer reciclador briga, se mata por isso aqui, aí você pega essa embalagem, põe essa tampa aqui lá no PDV, e aí vem o dono do PDV e palco metiqueta aqui em cima, o que ele fez?

43:31O rótulo que a Anvisa exige e que atrapalha a reciclagem

[43:31]ele condenou a embalagem ao aterro sanitário, e quem mandou ele fazer isso? aí vem o pior, né? a Anvisa por que? Mas não foi maldade, eu tenho certeza que não foi maldade, porque quando foi feito isso... Mas aí não foi desconhecimento? Foi desconhecimento, porque a Anvisa manda você ter uma etiqueta, isso foi até uma pegada bruta que teve na época, eu lembro, você deve lembrar também que todo mundo queria saber valor nutricional, o que que tem, foi uma briga do caramba... É, a parte de rotulagem. E a Anvisa teve que fazer, eles fizeram até as pressas, essa norma, eles fizeram uma norma de rotulagem que tudo tinha que está rotulado, escrito no rótulo. Aí você pega um bolo, você pega um bolo que está lá na prateleira do cara, na minha opinião, o valor nutricional tudo tinha que estar na metiqueta, na prateleira e não na embalagem, tá? Aí o cara pesava e cobrava o cara. Eu acho que eu, na minha humilde opinião, levando para a economia circular, penso dessa portaria da anvisa. Então, a anvisa tinha que rever a portaria que ela fez, não de colocar a instrução, mas do jeito que você coloca a instrução, você pega aquela instrução, você pode pôr com uma cola base de água, você pode pôr com uma etiqueta, por exemplo, você vai para o PET, põe uma etiqueta de um produto que seja uma densidade menor do que um, porque quando você muer o PET ele afunda, que a densidade dele é maior do que um, e o outro flutua, e acabou, só que tem que soltar fácil, hoje a etiqueta que nós temos depende de cinco lavagens à quente, inviabiliza, como é que o cara vai ficar passando ela com cinco lavagens à quente com um produto químico, não dá, inviabiliza, então ela tinha A gente bater, sair, descolou, foi, tchau.

[45:31]Fora que é isso que você falou, né? A questão do lavagem, quanto que vai de consumo de água? A água trabalha em circuito fechado, mas mesmo assim é ruim porque vai sujar. Você tem mais filtros ao longo, a máquina tem que ser cinco vezes maior, porque você vai passar numa, você vai passar na outra, você vai passar na outra. Ela tem que ter cinco processos.

[45:52]Então, e a máquina é compacta. Então, a máquina, por mais que tá, mas aí a máquina tem que fazer isso. ela tá processando, tá tendo mais tempo pra fazer isso, você tem o maior consumo energético. Tudo? Tudo. É isso, é pecado. É mais produto, é mais energia, é mais pessoal, que a máquina tá longa, você não pode ter um cara só ali, você tem que ter mais gente, então você encarece todo o processo por conta de uma etiqueta.

[46:19]E pô, demorou tantos anos pra alguém falar da etiqueta. Eu acho que o único cara que fala dessa etiqueta sou eu, mas eu falo quase todo todo dia. É, é, é, eu quando pego, muitas vezes você falou isso, todo dia eu fico brigando com a etiqueta dessa, porque eu vou lá, todo, eu pego no supermercado, pego uma embalagem dessa, você fala, meu, pô, tá lindo isso aqui, aí na hora que eu vou tirar, não sai, não sai, e eu, putz, não tem um... E quando molha? Putz, pior aí, esquece. Quando molha, você frega o dedo, assim, o hot melt fica inteirinho ali. É, fica tudo lá, aí você vê com, aquele cuidado pra você tirar, quando você vê, ficou tudo o que é isso aí? Lindo é quando você consegue tirar mesmo, você fala, nossa, olha, perfeito, saiu tudo. Isso aí é quando você pega aquelas peças getadas, tipo, tem um amigo meu aqui que ele fabrica aquele negócio que lava salada, sabe, que você põe aqui, aí tem um negócio, você gira assim, ele lava salada, ele até me deu uma etiqueta daquela eu testei, ele põe a etiqueta, você puxa ela, ela sai inteirinha, não deixa COLA. Esse produto legal, isso aí bacana. Já veio até alguns que são, tipo, como que é aquela rótulo-bula, que também quando você puxa um orelhinho, há muitos deles, você consegue estilhar inteiro, entendeu? Então, isso é pensar, aí é que entra aquela coisa que você tava falando antes, Rui, da questão do design pensar na economia circular, até na hora de pôr um rótulo, na hora de pôr um orelhinho. Mas aí já não tá, aí no supermercado, e o pessoal só tirou da mão do design, aí você tá na mão do PDV que ele tá obedecendo uma lei, aí você cai na parte de legislação, se o cara não colocar ele toma a multa, que aí o cara chega no caixa sem etiquete e fala, ah tá sem etiquete, é problema o processo, tá com isso.

[48:02]E aí você acha que o cara vai colocar um rótulo que, pô, e o custo de você colocar um rótulo que exatamente na hora que você tira não fica Hot Melt e tudo mais? É o mesmo. É o mesmo, valor? É o mesmo. Ah, então lindo. Melhor ainda. E quando o mercado toma corpo, cai, né, porque aumenta o consumo, você tem volume, você põe uma portaria, pode ser de papel, pode, desde que saia, pode ser de plástico, pode, desde que saia, pode imprimir a peça, não vou me imprimir a peça, você desgraça a peça do mesmo jeito, sem imprimir uma peça cristal, você vai meter cor nela, danou.

[48:44]COMPRO, então você vê que tem cara querendo botar lei para imprimir as peças, tem um deputado aí que quer colocar código de barra na peça, porra cara, você vai por código de barra na peça e você estragou a peça, aí é o cara que está regulando uma coisa que não deve ser regulada dessa forma, pode ter outro tipo de regulação, pode ter uma regulação e faz o cara fazer em relevo alguma coisa aqui, que nem você tem o relevo da circularidade, o número do que que é, C1, C2, C5, enfim, você pode fazer uma legislação, que é que ele faça aquilo em relevo e não você fazer impresso, se fizer impresso você condena a peça, condena ela para o preto, aí não tem consumo de preto, o que acontece? Aterro sanitário, então o cara que está legislando, normalmente as pessoas estão legislando sobre isso, elas mas não entende nada disso. Com certeza. E isso é uma briga que a gente tem. Então aí a pergunta é assim, pô, se o cara não entende o que ele tem que fazer, ele tem que pegar e buscar quem tenha conhecimento de causa para poder falar, não, olha, eu estou, eu não entendo, mas eu busquei alguém para estar bem formado, pronto, já que ele tem o poder dessa questão de estar por trás do decreto e tudo mais, pô, ele que busca alguém, não Tamo exigindo que ele exatamente sabe, mas que ele tem alguém que oriente ele.

[50:12]Chama um cara do mercado, por exemplo, você vai mexer com um embalagem plástica, o cara chama Abiplast. Pô, tá aí. Chama Abiplast, vai chegar lá, vai falar, não faz assim, não faz assado, faz assim, tal, aí você quer ter uma dúvida maior, será que isso tecnicamente é possível? Chama ABIMAQ, pô, tá todo mundo disponível, chama BF, chama Bigraph, chama todo mundo.

[50:36]Pra isso que das entidades estão aí. da cara tá tudo fato disponível e estão todas as entidades estão disponíveis e prontas pra ajudar é só o cara chamar equipe técnica ver se alguém legisla sobre automóvel sem um cara de automóvel na mesa não legisa nem a pau nem a e o medo um crash test que dá errado você pega hoje por exemplo uma ambulância eu tenho um amigo que desenvolveu é amigo e, por que eu falo amigo, porque 90% dos meus clientes são meus amigos. Então, eu tenho um amigo que fez uma empresa...

51:12De madeira a ABS: a evolução dos painéis de ambulância

[51:12]Mas, sabe por que é que vira amigo? Lembra que você passou confiança. Pronto, aí vira amigo. É, mas a gente tem boa relação com quase todos os nossos clientes. A gente também nem todo mundo aceitou Jesus, né, então, quem sou eu, né? você pega esse amigo meu cliente, ele tem uma empresa que chama Pilar Fibras, olha o nome, Pilar Fibras, por quê? Porque ele fazia tudo de fibra, ele fazia o revestimento dos automóveis, das ambulâncias, das viaturas, tudo em fibra de vidro, e há anos atrás eu fui lá e vendia a primeira termoformadora pra ele, ele falou, puto será esse negócio de plástico, o e não sei o que, falei cara, o mais difícil pra você é molde, e você é o cara que domina o molde, porque você faz o molde de fibra que é muito mais complicado, você vai matar a pau isso aqui, aí o Flávio, pô, será, falei Flávio, 3 anos cara, 2, 3 anos no máximo, você não vai querer mais ver fibra, imagina meu negócio, é meu negócio, vai lá na fábrica dele hoje, ele tem um pedacinho desse tamanhozinho de fibra assim, o resto tudo plástico, comprou um monte de termoformadoras, termoformadoras gigantes, ele molda a lateral e o teto do carro de uma vez, assim é pum pum, tá montado a viatura, a ambulância, aí a gente conversando depois, antigamente era madeira, aí o carro dava porrada, a madeira virava a ponta e se pegasse no enfermeiro, no médico, no paciente, enterrava e machucava, ou até podia ter uma coisa mais grave, dependendo do acidente. Aí foi para a fibra, a fibra de vidro é a mesma coisa. Ela quebra, ela racha, vira ponta. Aí foi pro ABS. O ABS amassa. Então você deu leveza e você deu a segurança de não espetar ninguém se acontecer um acidente. Infelizmente acontece, a gente não quer que aconteça, mas se acontecer tem que estar pronto para ser o menos danoso. E o menos danoso foi o ABS. É um negócio que é muito louco.

[53:17]vende da madeira, madeira pra fibra, da fibra pro ABS, e ficou sensacional, esteticamente se olha pro ambulância, putz cara, vai limpar a paninho, tchau, tá limpo. Eu acho que tem até, você tá falando isso, eu não sei direito, você conhece aí, domina a área de plástico, acho que tem até material mesmo de ABS em aeronave, em avião? Tem muito, né? Aquelas caixas de bagagem, tudo, eu não sei que material que é exatamente tá, mas mas eles estão fazendo agora o peixinho do avião, o corpo do avião de plástico, porque o que eles explicam é que era tudo em alumínio, né, os mais antigos era alumínio, ainda tem alumínio, mas o de alumínio ele oxida, então o ar tem que ser mais seco, eles falam que o avião que você entra que tá lá aquela, aquela fumacinha mais úmida é de plástico, porque INOXIDA. É louco, né? É o peixinho de polímero. Imagina o corpo do avião de plástico, cara, que louco. É, é muito bacana, por isso que eu falo, o quanto que isso entra minhas, né? A tecnologia, ela mudou demais, né? É, e aí até usando o termo que muita gente falou, tô falando, tudo isso é ciência, tudo isso é conhecimento, tudo isso é a pesquisa que é feita até chegar nisso daí. Por isso Fiz que eu acho incrível você tornar parte de plástico o quanto que você tem de investimento nisso, não estou dizendo que os outros não tem, mas no caso todos tem, mas é incrível como é o material tão versátil, que você pode usar em tudo que é coisa, e na parte de embalagem é incrível.

[54:56]O que eu brinco muito também é assim, a gente no instituto, a gente doa pras escolas, pras entidades, um moinho, uma injetora, de cunha educacional, tá? É uma tomada, mas nada, você não precisa de fluxo de água, é uma tomada, faz isso com qualquer material? Não dá, você não consegue, você precisa de fluxo de água. Aí vamos para a pergunta, aquela pergunta e o que eu faço sempre? Qual é o bem mais precioso do planeta que a gente não vive sem jeito nenhum? É a água. Aí há anos atrás nós tivemos uma escassez hídrica aqui, né?

[55:36]O que que o governo falou pra gente? Economiza em água. A água tá no crítico. Aí lá em cima aqui que a gente tem, são três níveis de repressa aqui, né? E a primeira lá em cima lá tava 10, 5 metros, 8 metros abaixo, você via a borda assim, seca, só o rastrinho de água lá embaixo, aí veio bomba de, na época ainda era o alquim, né, que era o governador, comprou bomba, não sei da onde, pra trazer água, não sei da onde pra cá, só não me engano era ele. E aí, economize água, não lave e seu carro, não tome banho longo, feche a torneira pra escovar o dente, vem uma campanha robusta, né, pra falar pra você economizar. Aí eu falo, os materiais que consomem água e abundância para sua produção, pararam de ser produzidos? Não, né, então é de se repensar, é sustentável? Até que ponto? Por isso que a gente fala de análise do ciclo pôde vidro, analisa e vê na ponta hídrica o que que acontece com a ponta hídrica, a ponta hídrica te mostra, e até consumo energético, na hora de você fazer alguns materiais, exatamente você começa a ver quanto que tem de consumo energético para produzir tal material, tal material, tal material, todo, por igual, sem separar, mas mostrando, por isso que é importante de ver. Só que muitas vezes olha um final. E normalmente o final está na mão de quem? Do consumidor.

[57:15]Ah, isso aí. Tá, falando do consumidor, não dizendo que a culpa é o mesmo, mas é aquilo. É apenas uma questão. É aí tudo bem, entra consumidor, entra poder público. De como você vai ler? Mas a decisão final é do consumidor. Se aquilo vai para o aterro ou se aquilo vai para reciclagem. É só ver o que acontece no Japão. é tudo bem que tem algumas questões que são diferentes, agora é aquilo, né, e aqui no Brasil fica essa coisa.

[57:41]É cultural, né? É cultural. Mas a cultura, ela vem por meio da educação. Exato. Então o que você tem que ter? Política pública de educação. Se eu pegar um... Eu vou dar um exemplo de outro material. Se eu pegar um vidro e jogar no lixo, eu vou poluir, certo? Se eu pegar um vidro e jogar no rio, eu vou poluir. Ninguém vai ver ele porque ele vai fundar.

[58:03]Se eu pegar um papelão e colocar no lixo, ele vai poluir, ele vai virar metano, certo? Então, a decisão daquilo ir pro lixo ou não, é do consumidor. Se eu pegar um plástico e ele pro lixo, a decisão é do consumidor. Eu, indústria, eu não produzo o plástico, mas eu, indústria, como é que eu vou me responsabilizar, cara, pelo ato do consumidor? Que o consumidor está sem a informação, ele não é bem educado, ele não tem informação, porque a gente vem numa economia linear, primeiro ponto, certo? Na escola você não tem matéria de meio ambiente, que já devia ter há muito tempo e ainda não tem, então você tinha que estar lá, você tinha que pelo menos uma vez por semana ter uma pincelada de meio ambiente, e explicar o que é uma avaliação de ciclo de vida, mostrar como ela funciona na prática, qual é a pegada hídrica do seu material, o que acontece se ele for parar no aterro sanitário.

[59:15]primeiro, o atel sanitário, que já deve estar captando metano forma tempo. matriz energética limpa, limpa, sim, mas você vê agora com um aumento de consumo, de carros elétricos, vai ter chuja, vai ligar, aí é que a coisa tá, e de novo, geralmente quando olham como agente, sempre poluente, tudo, mas é algo do dia a dia, sempre em malagem, esquecem de olhar o restante, é, eu sinceramente, eu não li nada sobre investimento em fonte energética no Brasil agora, por esses tempos aí. Eu não vi usina nenhuma sendo, não, não ouvi nada. Também não. Que é a nossa matriz energética, ela vem lá de trás, a mesma porcaria, né? Mas a nossa matriz energética é limpa, é diferente do meu Europa, é diferente de outros lugares do mundo, né? Que o cara mete o pau na gente, queima carvão lá, né? Exatamente. Não queimava e voltou a queimar por algumas razões.

[1:00:21]Carvão e lenha, né? Exatamente, ó. Pega mineral e lenha, ó. Manda ver, mete a lenha. Aí fala, olha o Brasil, aí ponha a girafa lá na floresta, fala, o Brasil tá pegando fogo. Põe a girafa aqui. Colocaram, né? Pior é isso, é verdade. Cara, mas é muito legal, né? E em falar, em... O que que você vê o Brasil, assim, nesses últimos anos, em tecnologia, fica devendo muito para os outros países, você que e viaja bastante, vê tanta coisa aí. Você acha que a gente chegou mais perto, que a gente está devendo muito?

[1:00:57]Você está falando num contexto como um todo, até em parte de maquináneos. Sim, sim, sim. É, eu acho que não é só por nós, né, todo mundo, eu vejo, eu falo de novo, eu sou apenas um observador, né, também pego muito de informação, né, e tento a partir do momento de isso, sempre olhar um lado, olhar o outro, pera, uma conclusão acima disso. Então, pelo que a gente vê, que nem a gente vê, costumo dizer muito, ainda que o parque, vamos dizer, de máquina equipamento tá sucateado, você precisa ter muita coisa, então pra mim deveria ter uma política, exatamente pra investir nisso, e reindustrialização, de fato, tendendo, mas principalmente assim, pra viabilizar isso, né, pra poder ter incentivos pra isso, né, olha, você vai investir nisso, e a gente tem. Então, usando todos os mecanismos que todo mundo já sabe que existe, que tá disponível, né, através de bancos de investimento, eu tô falando de um próprio BNDES, que tá caro pra caramba os juros, é igual um banco comum. Aí é que tá. Isso, aí você não tem, mas aí eu falo, vai além disso, porque daí você chega no, tá, quem, de quem parte isso? Então, de muitas vezes eu falo assim, será que se o governo chega e ele fala, não, eu quero que faça isso? É, a política aí ele fala, ou não, você vai abaixar, você tem que ter um incentivo pra isso, isso é reindustrializar.

[1:02:21]Cara, mas isso é trazer... O engraçado é que você tem isso pontual, no Nordeste, você tem o Banco do Nordeste trabalhando com alíquotas baixas, até entendo pra levar a indústria pra lá, mas aí chega lá, não tem mão de obra também, né, que é uma dor do mundo a essa aí, né. Mas assim, você tem uma política de juro mais baixo lá do que aqui, aqui você não pega dinheiro igual você pega lá.

[1:02:44]e por isso sem a gente entrar no mérito e te falar na zona franca de Manaus, né? É, a zona franca ela é... você tem vários incentivos, mas também eu olho por dois lados, né, se não tivesse, não tinha nada lá, não, porque é tudo difícil de chegar lá, né, cara? Não, é exatamente. Então tem, tem, tem, tem, tem os dois lados da moeda, mas ao mesmo tempo eu falo assim, poxa, se você gerou um incentivo lá, você não e aí a pergunta que fica, tá, o quanto de repente você fala assim, poxa, a gente vai deixar de arrecadar tanto de imposto, bilhões de imposto se a gente incentivar isso, mas eu quanto que você vai gerar de outras coisas? De emprego, de outras coisas. E com isso você pega de paz essa coisa. Mas você sabe isso, você tá falando no Ceará, tem um polo de empresas que eles conseguiram o incentivo, tem muitos outros, tá, vou mudar exemplo de um. Tá, vai pegar. Eles conseguiram o incentivo de 93% ICMS, você pega no estado do Pernambuco, isso tem também, você pega Petrolina, Petrolina só não me engano, é 96 ou 97% dos contos ICMS, tudo que circula dentro do estado, então eles estão ajudando a circularidade dentro do estado, fazendo renúncia fiscal, eu acho válido demais isso aí, aconteceu em Minas Gerais, Minas Gerais aqui, só que não tem mão de obra. Os caras estão com exenção tributária de 90 e tantos por cento também de CMS, que é renúncia fiscal, que aconteceu em pregou muito em Minas Gerais, em Pernambuco, tem na Bahia também, em pregou muito na Bahia, eles têm renúncia fiscal, o Amazonas não é exemplo único, tem muito lugar de renúncia fiscal, em São Paulo você não tem renúncia de e nada, muito pelo contrário, São Paulo, você acha que se fizesse essa renúncia aqui quebrava o resto do planeta, é porque a gente vende com ou sem renúncia, mas você pega esses pontos cara, tiveram muita ajuda de renúncia fiscal, que agora com o IBS, o CBS quebra todas as renúncias, então para se entender como isso vai ficar, se eu me engano, a A partir de 2032, caem as renúncias fiscais, aí como ficam esses estados, né?

[1:05:03]Pois é, é essa a pergunta. Porque você podia ter direito, dentro do seu estado, como governador, de fazer o que você quiser com essa renúncia fiscal, deveria, né, e não você ir lá e taxar e tome pronto, né, é complexo isso, né? COMPLEXO. Eu acho que é lógico. O que a gente ouvi muita, essa questão da guerra tarifária, da questão entre os estados, aí teve também a questão da reforma tributária que vem pra poder tentar cter essa coisa, mas eu vejo muita gente confusa e de repente até impresa.

[1:05:46]Não é muita gente, tá todo mundo confusa. Todo mundo. Então confusa em alguns casos que eu acho que o cara pegou e falou assim, eu quero terá um problema de obra no Paraguai. Então vamos começar, vai ter brasileiro indo pra lá. É isso que acontecem algumas outras situações, até aqui dentro mesmo. Que louco, né cara? Quem pensava isso, né? É, e a gente que tirava barato antes, até brincando, né?

1:06:13Embalagens importadas da China e o risco à indústria nacional

[1:06:13]Porra, então agora quantas coisas que vai vir de lá? o Brasil, cara, todo mundo olhava pro Brasil, se fala nossa, na América Latina, todo mundo quer vir pro Brasil, o Brasil é o au, é o Brasil, né, agora migração do Brasil pra fora é inaceitável, inadmissível, né, é um negócio que, a desindustrialização, eu concordo com você, é uma briga que a gente tem, os produtos chineses estão entrando com e os dois pé no peito do empresário brasileiro e tão vindo com tudo essas brigas de normativa de embalagem indígena, de embalagem daquilo, cara, o que vem de fora aí que tá vindo nos, nos, que você compra ali na internet, não tem regulação nenhuma, entra e pronto, entendeu, não tem método, não tem absoluta, não tem nada, não tem nada, não tem e os idiotas se matando aqui dentro falando besteira um do outro cara e aí você falou bem até dessa parte que vem de lá eu tô vendo empresas por exemplo de produtos de consumo enfim em geral você começa a ver o aumento de embalagens vindo da China e eu tô falando de grandes vários então você TIRANDO, ainda, das indústrias, dos transformadores aqui, impacta nisso, impacta no desemprego, que poderia estar sendo empregado aqui e vem, então, e com o produto daqui, produto que é feito aqui, tudo bem, que eu digo feito, muitas vezes tem um insumo também que vem de lá, vem da Lásia, vem de outros países, enfim, mas agora, pô, é embalagem, chegar na embalagem, da ca... exemplos, assim, de repente, pô. Cara, chega um monte de produtos embalados aqui. Tanto, tanto um tipo de embalagem, se pega muitas vezes que é mais em conta, dependendo de algum tipo de produto, isso não é nenhum segredo por um lado, até muitas vezes você pega, por exemplo, muitas válvulas pump, pô, entendeu? Então, e outros produtos, assim, se eu for pegar de outro material, pô, o cara que tá treinando essa cola, tudo, vem tudo de lá. Eu penso que o cara vai comprar um produto, vai comprar pronto de outro país, eu penso que ele tinha que ter uma taxa diferente. É isso que eu falo, não é questão de, vamos dizer, tá, é defender, pô, tem que ter uma... Tem que ter defesa, tem que ter defesa.

[1:08:46]Tras acabado, tem uma taxa diferente. Agora você traz o produto desmontado, que minera no passado, você traz um produto desmontado, faz uma remano-fatura, emprega, você pode trazer importado, ninguém tá te prohibindo, mas faz uma remano-fatura aqui dentro, coloca uma embalagem interna, aí seu imposto é menor, não vai cobrar, mas tem que ser menor, agora vai trazer o produto pronto de prateleira, pô cara, é igual, por exemplo, eu sou fabricante de embalagem. Aí chega lá o Zézinho e vai comprar uma embalagem. Eu vendo pra ele por 1 real. Aí vai você lá e vai me cobrar 100 mil embalagem. Eu não posso te vender 1 real. Se eu te vender 1 real, por que o Zézinho vai comprar a tua? Ele vai comprar minha de 1 real. Então eu tenho que te vender mais barato pra você atender o Zézinho. Você fracionar, né? E isso é o que não acontece.

[1:09:40]Você vê, até na parte de e-commerce, já tem casos, lógico, que já tá vindo, muitas vezes já e já vindo direto também de lá, não estou entrando no mérito, os produtos já vêm de lá também, eles já começam a trazer as embalagens de lá daqui, tudo pronto, tudo pronto, e aí é que fica a pergunta, né, nisso daí, você fala, poxa, e aí tudo isso daí impacta, então você come a tirar emprego, é, eu estava vendo que o aumento na hora dos caras a pegar, pô, qual saída que a gente vai ter, Tô falando de empresas aí de produto final, tudo mais, diversos, tanto alimentício, de cosmédicos, tudo mais.

[1:10:17]Quando o cara atrás, aí você fala, pô, o cara tá apertando lá numa reunião, o que que acontece? Ó, onde a gente vai chegar? Pra evitar que vá gente dispensar da empresa, pô, vamos ter que dar um jeito. O que você vai fazer? Muitas vezes, pô, vamos trazer o produto da China, que é a gente barateia. da cadeia. Então, barateamos a embalagem, por exemplo. Então, com isso, olha só o impacto que isso dá na cadeia.

[1:10:42]Porque vem lá, não consomem mais matéria-prima daqui, não consomem mais embalagem daqui, já vem pronto, que nem se falou. Mas vai importar resina, vê se tem taxação em resina. Resina, pega ela, vai buscar lá. Você toma na tarra feita também, pô, tudo que é lado. Por quê? Porque tem proteção seletiva, né? existe a proteção seletiva. Obvio, que tem. Então é nessa questão que eu falo assim, poxa, você começa a ver, tem casos de produtos que o pessoal nem imagina, que chega muitas vezes assim, poa, que legal a embalagem tá lá, tá ótimo, quando você vai ver aquele produto, você nem imagina de repente um alimentício, né, quando você vai ver aquele produto a vinte lá, tá, vou dar um exemplo, já chuto mesmo, já falo, Dependendo da vô, pô, que bonita, pô, adoro esse panetone, pô, tal produto tá vindo de lá, tá, tá vindo, a embalagem tá vindo da China, pô gente, caramba, até isso, é, até isso, aí, aí, por que que faz isso? Por uma questão de, bom, ou faço isso? Vou morrer, vou morrer, vou quebrar. O que o corrente faz, eu vou fazer também, e aí vai a e vai gerando, vai gerando e é um efeito dominó. E você hoje tem um problema de falta de mão de obra também, que empurra o cara para fora também, aí daqui a pouco todo mundo importa e não tem quem compra porque ninguém tem dinheiro. É um risco, é assim que você se emporte, importa, importa, importa, importa, aí não tem quem compra, você vai morrer.

[1:12:23]e a balança comercial. Você vê países que estão arrebentados, é a maioria por causa disso. Fez imposto zero, no monte de lugar, e tem problema. Verdade. Mas enfim. Meu amigo, estamos chegando aí, passa rapidinho, a gente nem vê. Se deixa a gente ficar falando até. É muito legal. Muito obrigado por ter vindo. Deixa uma mensagem. Deixa uma mensagem para quem está assistindo a gente.

[1:12:51]e essa câmera é sua. Bom pessoal, primeiro muito obrigado e agradeço aí para quem assistiu aqui o PodPlástico e agradeço aí também para você Rui, o convite aqui para mim achei super legal aqui está de parabéns, não só pelo PodPlástico como também todas as iniciativas a questão do Instituto Soul do Plástico e que desde já eu falo, já estamos juntos, conte com a gente no apoio porque eu vou falar assim, com essas iniciativas que a gente realmente enxerga a mudança, a partir desse momento que a gente vai, como tem em comuns também, que nem o próprio projeto do Tampim é legal, então conte com a gente e mais uma vez é isso, super obrigado, hein.

[1:13:35]É isso aí, e para você que ficou com a gente até agora, meu muito obrigado, deixe seu like, deixe seu comentário, se não nos segue, nos siga, e se gostou deixe o comentário, que não gostou, deixa também, faço questão de responder a todos, muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.