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Quem lidera uma das maiores feiras do plástico do mundo está aqui no PodPlástico

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Episódio completo no YouTube: Quem lidera uma das maiores feiras do plástico do mundo está aqui no PodPlástico

Liliane Bertolus e Ieda Monteiro, da Informa Markets, revelam os bastidores da Plástico Brasil, uma das maiores feiras do setor no mundo.

Principais insights

  • A Plástico Brasil ocupa 7 dos 8 pavilhões do São Paulo Expo e reúne entre 600 e 700 estandes representando de 900 a 1000 marcas.
  • Durante a montagem e os testes das máquinas, o consumo de energia da feira supera a capacidade do São Paulo Expo e exige geração extra, incluindo energia solar.
  • É a feira do setor com a montagem mais longa que Liliane Bertolus conhece — até 30 dias — porque máquinas como extrusoras saem desmontadas de fábrica e precisam ser testadas antes da abertura.
  • Cerca de 60% a 70% da renda de uma cooperativa de catadores vem de materiais plásticos: o material recolhido nos estandes durante a feira é doado à cooperativa parceira do evento.
  • Em 2025 a edição teve mais de 55 mil visitantes, expositores de mais de 20 países e sete pavilhões internacionais montados.
  • O projeto com a ETEC levou alunos para dentro da feira transformando tampinhas em suportes de celular — uma ação que emocionou um executivo internacional da Adidas.

Perguntas frequentes

Quantos visitantes e expositores tem a feira Plástico Brasil?
Segundo Ieda Monteiro, a edição de 2025 recebeu mais de 55 mil visitantes e cerca de 900 a 1000 marcas expositoras, distribuídas em 600 a 700 estandes, com participantes de mais de 20 países e sete pavilhões internacionais montados.
Por que a Plástico Brasil consome tanta energia?
Segundo Liliane Bertolus, durante os dias de montagem e testes as máquinas de extrusão, injeção e termoformagem funcionam simultaneamente, e o consumo do São Paulo Expo chega a estourar a capacidade normal, exigindo geração extra, incluindo energia solar, para suprir a demanda.
O que acontece com o material plástico descartado nos estandes da feira?
A organização coleta o material transformado nos estandes durante os cinco dias de evento e doa a uma cooperativa parceira. Segundo Liliane Bertolus, entre 60% e 70% da renda dessa cooperativa vem de materiais plásticos, e metade do valor arrecadado com a venda é repassada a uma ONG do entorno do pavilhão.
Por que a montagem da Plástico Brasil é tão mais longa que a de outras feiras?
Porque os expositores precisam trazer máquinas industriais desmontadas de fábrica, como extrusoras, remontá-las no pavilhão e testá-las antes da abertura. Segundo Liliane Bertolus, é a montagem mais longa entre as feiras que ela conhece, podendo chegar a 30 dias.
O que foi o projeto com a ETEC na Plástico Brasil?
A feira entregou um estande completo ao Instituto Soul do Plástico e levou alunos da ETEC para dentro do evento, onde transformaram tampinhas coletadas em suportes de celular. Segundo Ieda Monteiro, um executivo internacional da Adidas se emocionou com a apresentação dos alunos e comprou produtos da marca para doar a eles.
Quando será a próxima edição da Plástico Brasil?
A próxima edição acontece de 15 a 19 de março de 2027, com sete pavilhões contratados no São Paulo Expo, a maior metragem já ocupada pelo evento, e as inscrições para visitação abrem em novembro.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: decisões milionárias dentro da Plástico Brasil

[0:00]E sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e se você acha que Feira é lugar de passeio, você está completamente enganado, porque dentro da plástico Brasil, decisões milionárias estão sendo tomadas, o futuro da indústria está sendo definido e, ao mesmo tempo, vidas estão sendo transformadas ali dentro. E hoje, a gente vai falar sobre isso.

0:22Apresentação de Liliane Bertolus e Ieda Monteiro

[0:22]Hoje eu recebo aqui duas pessoas que estão no centro de sotudo, a Liliane Bertolus, engenheiro elétrica, com mais de 30 anos no setor de feiras industriais, liderando alguns dos maiores eventos da América Latina, como Agrishow, Feimac, Plástico Brasil, ExpoMap, Futuriprint, Putz, eu vou ficar falando até amanhã aqui. E agora também a frente do portfólio de energia na Informa Markets. E aí, Edamonteiro, gerente de negócios da plástico Brasil, com mais de 20 anos de experiência em feiras industriais, especialista em relacionamento e estratégia de geração de valor para expositores e visitantes.

[0:58]Aí, por favor, sejam muito bem-vindas, muito obrigado por ter aceito o convite de estar aqui no PodPlástico, e se apresenta, por favor. Bom, eu sou Ieda Monteiro, como você já disse aí, eu estou no mercado de feiras a mais de 20 anos e hoje eu estou à frente da plástica o Brasil e também da futura e print, que é do mercado de comunicação visual. e muito bom. Eu tenho um pouquinho mais de tempo de feira, já passaram dos 30, em verdade, 33 anos de feira, foi ontem né, nasci praticamente ontem e é um setor que é muito agitado, muito agitado, a gente tem data para começar e data para acabar né, então é sempre muito corrido, mas é muito intenso, porque o que se tem de novidade e ensino dentro de uma feira não é de brincadeira, isso para todos os setores. E o setor do plástico não é diferente, porque ele tem muito a ensinar.

[2:01]E os expositores, os visitantes, quando se reúnem, é um bate-paco bastante agradável aí, falando verdade sobre o plástico, e isso vale para a gente. É muito bacana, a gente sempre fala aqui na fábrica que a única coisa que a gente não pode atrasar é feira, atrasou feira, perdeu. Aregra 1, Feira, começa a máquina oito meses antes, para não ter esse problema, mesmo assim a gente vai montando máquina em cima do caminhão.

[2:26]Feira tem essa característica, é um setor que realmente você não pode, você não tem o privilégio de poder atrasar, não, semana que vem eu te entrego, isso não existe para a gente, semana que vem já desmontou, uma já começou a montar outra dentro de pavilhão. Então, essa velocidade com que as coisas acontecem, a nossa expectativa é que acontece para o expositor também, que ele consiga movimentar, fazer negócios aí na mesma expectativa que a gente tem como organizador. As últimas feiras, depois da pandemia, elas têm sido muito mais movimentadas do que antes, né? Eu não sei, criou um volume e diferente, né? Houve na pandemia, muita gente perguntava, né? Acho que feira agora acaba, né? Não vai ter mais feira, não vai mais ter negócio, as pessoas vão ver que feira não é necessário e foi exatamente o contrário, né? Exatamente o contrário para todos os setores de feira e olha que a Informa Markets tem feiras para diversos setores, né? Não só no Brasil, no mundo todo, então se viu que realmente essa interação, a reintegração que você tem com as pessoas, o expositor, o visitante, a gente que parte, que participa da organização é vital, então as empresas que participam, elas realmente têm um ganho de marca, disposição de mercado de clientes que a feira, que a feira propcia, né, e isso vai pra todos os setores.

[4:04]Quantas, quantas pessoas tem hoje lá na Informa? Aqui no Brasil, então, no ano de 2030. É bastante gente, né? Bastante gente. Tem uma prestação de serviço intensa, né? 23 feiras por ano? Não sei se eu tô com o número correto, né? Por enquanto, né? Porque a Informa anda comprando muita coisa pelo mundo, e fizeram uma aquisição agora em Londres que é de o setor de festivals, então informa entrou em agora a festival Cannes, entraram num nicho aí que a gente não tinha participação, né, e então tem tem vários pilares ali distintos onde a informa atua, aqui no Brasil ainda não, mas eu acho que a gente não tem que mandar uns VIP para ir lá para a Londres, né.

[4:50]e também eu quero ver seu ganho, ainda não chegou minha vez e depois de tanto tempo que a gente ficou fazendo tudo online, que loucura, meu Deus, a gente fez até feira online nesse período da pandemia e foi péssimo, né? Foi, não tem como substituir, então acho que por isso que voltou com tudo, porque as pessoas perceberam a importância do face-to-face, de ver a máquina funcionando ao vivo e a cores, de conversar, prohibited, tirar as dúvidas ali e the networking mesmo, né, aquela feira que nós fizemos logo pós-pandemia, as pessoas seva, o entusiasmo das pessoas de poder estar ali conversando, falando, tirando dúvidas, não é? Eu vou de máscara for de luvas, a onde sei o que, mas eu tenho que ir, mas eu tenho que ir.

[5:33]Mas eu tenho que ir. Eu tenho que ir. Eu tenho o medo que tinha que ir. E você disse que foi ruim, né, online, foi ruim, mas era o que covers, né, então assim, foi ruim, mas foi o melhor que conseguimos fazer para e estámos juntos. Mas foi onde pôde perceber que Feira é bom, né? Isso, exatamente. Foi onde percebeu que é importante estar na Feira, né? É. A Feira de Indústria, né? Você tem vários tipos, vários formatos de Feira, né? Sim. Feira de Indústria, onde você tem a máquina funcionando, que você pode, o comprador vai lá, o visitante vai lá e pode ver máquinas de diversas marcas, mesmo, mesmo possibilidades, mas ele ele consegue ver preço, ele consegue negociar, ele consegue ver consumo de energia, ele consegue ver várias coisas porque as máquinas estão em funcionamento. Então, feira de indústria ela tem essa pegada diferente de realmente ter o equipamento funcionando. E a Plástico Brasil, para a nossa alegria, o pessoal realmente investe bastante e coloca as máquinas em funcionamento, extrusão, injeção, termoformadoras, elas estão trabalhando lá na feira para para mostrar realmente para o comprador o que é aquela máquina que ele está rodando.

[6:44]Eu vou falar que é plástico Brasil, eu visito Feira em todo lugar, eu acho que é a Feira que mais roda o equipamento, que fica rodando constantemente assim, eu acho que é plástico Brasil é uma das que mais roda. Sem dúvida, a Liliane tem um dado aí da que a Feira nos dias, nos cinco dias que acontece, ela consome a energia de uma cidade praticamente, não é isso como que é o dado?

7:06Por que a feira consome a energia de uma cidade

[7:06]São Paulo Expo, que fez o levantamento, que quando a plástico Brasil chega, que ela se instala, que ela começa a rodar para fazer os testes das máquinas na montagem, o consumo de energia do São Paulo Expo, ele estoura, não tem como atender tudo aquilo, e a gente vai para geração, tudo que tem de reserva lá entra na geração de energia, então os e os geradores a dizem ou a geração que eles têm solar, porque lá tem vários tipos de geração, né, a gente entra no consumo total, é a única feira deles de todos os promotores que roda com toda, que precisa de energia extra para funcionar, que realmente as máquinas estão todas funcionando.

[7:50]É muito legal. E é muito legal, o pessoal realmente vê o produto sendo transformado. E é isso que o visitante quer ver, né, a máquina em funcionamento. Pessoal vai para ver máquina rodando mesmo e quem não tem estande com máquina rodando, a visitação é baixa, a gente vê que a gente já levou máquina sem rodar e ninguém nem olha, passa batido. O importante que o expositor tem que ter em mente é que ele precisa atrair a atração do visitante, porque a hora que o visitante chega no pavilhão, são muitas oportunidades, são muitos expositores e a maioria não vai muito preparado.

[8:28]não faz a lição de casa, de estudar planta da feira, os positores, então se ele não captar ali, hora que passa em frente da rua, atração do visitante ou não ser um trabalho prévio, já dizer o que vai levar, quais são as novidades, quais são os lançamentos, aí realmente fica difícil. E vocês já estão notando uma diferença de montagem de estrutura de stand dos caras mas usando mais aqueles digitais que parece 3D, que a gente vê lá fora, bastante coisa assim, já tá mudando isso aqui? Tem um pouco já, é que é tudo importado, né, aqui a gente não tem tanto equipamento e ainda tá caro, né? Tá bastante caro. Ainda tá caro, o pessoal tem que investir, então quando você tem uma feira de muito relacionamento, que você não tem máquina, que ter uma atração para realmente pegar sua atenção, aí acaba colocando o LED, os painéis, o 3D, essa que gera a interação, né, mas se você tem o equipamento, você tem outra atratividade, né, quer se desvio olhar do cara para o painel, né, isso, então assim, quando você vê que é muito relacionamento que é, a feira é 100% networking, o pessoal acaba utilizando outras ferramentas de e chamar de captar sua tensão. Agora, quando você tem a máquina, outro tipo de captação, né? Na plástico Brasil, você sente o calor, né? As máquinas funcionando, você vê a temperatura ali, a mais alta, então só de passar perto das máquinas, você já sente o calor. O mar condicionado ali sofre. Sofre, sofre. E na parte das máquinas, é bem mais quentinho. E na plástico Brasil, você tem os dois ambientes, né? Você tem o daquinas, que deixa, obviamente, toda a atração do estande no equipamento, que é a cereja do bolo, é a atração principal, e você tem o setor de resinas, matéria-prima, que tem mais essa pegada do LED de atrair...

[10:28]Que graças a Deus voltaram para a feira, né? Graças a Deus voltaram tornando a nossa feira completa com todos os setores da cadeia agora, né? É, a gente vai chegar num nível ali de como era no passado, né? Sim. A gente... e agora vai ser a quinta edição, 2027 vai ser a quinta edição do evento, São Paulo Expo na sua totalidade são oito pavilhões nesse pra 27 nós temos sete pavilhões contratados e com um sete ele já dá o tamanho da EMB quando era a Brasiplastia, era quadradinho né, ele é quase a mesma coisa, quase a mesma coisa, a gente já tá chegando nos números já, sim, é que a disposição é diferente NALA era quadrado todo, então você tinha uma disposição diferente de estandes, mas em metragem de pavilhão praticamente quase que a mesma coisa, e para 27 nós estamos no até o sétimo pavilhão, aumentamos em relação a 2025, então a Eda estava falando, a pessoa tem que se preparar para visitar a feira, né, porque a gente fala em cerca de 900 a 1000 marcas expondo no evento, mas isso representa entre 600 e 700 estandes, então é, é muita coisa, então se você não se prepara para visitar o evento, é uma feira de 5 dias que já é diferente, a maioria das feiras são de 3 a 4 dias, mas feira de equipamento pela necessidade de você colocar o equipamento em teste, começar a montar e colocar tudo funcionando, ela é mais viável em 5 dias de evento, então você tem a máquina funcionando e essa pessoa que vai lá visitar esses 700 stands, então você tem que estar, você tem que estar focado, o tante tem que estar focado no que ele vai buscar, e o expositor, ele tem que saber trabalhar para captar essa atenção desse comprador, que nem sempre ele vai, ele vai, ele vai, vou nesse estande, nesse, nesse, nesse, né, ele vai passando pelos corredores, então se você tiver a habilidade de captar essa, essa atenção, com certeza o seu resultado fica melhor.

[12:35]Ah, fica, feira, normalmente a gente trabalha a ela o ano todo depois, né. e se você pensar que são 70 mil metros quadrados pra você andar sem se planejar, é muito chão, né? É, é bastante. É, é cada rua agora, se você pegar no comprimento, ela já tá com um mil metros, né? Então você já tem mil metros de cada rua que você vai ter que caminhar. Todo mundo que queria ir pra academia não precisa, vai pra feira. Se você pensar que você tá indo de um lado olhando dos a esquerda e o outro lado do direito, então você já tem que andar dois quilômetros cada rua, né? Então precisa, sapatinho confortável, tudo tranquilo para você fazer uma visita boa.

[13:14]A gente tem um alto índice de retorno, as pessoas realmente vai para visitar, aquela que vai procurar uma solução, porque o que a gente vê tem o engenheiro, o visitante lá que vai, o técnico, que ele vai para a feira, ele vai com determinado problema para resolver. Eu tenho esse problema, eu tenho esse produto para lançar, ele vai com essa expectativa E o ex-positor consegue, na grande maioria das vezes, resolver ali mesmo, atender a demanda e esse negócio é fechado logo na sequência e se dá uma entrega de máquina ali até 10, 11 meses.

[13:54]o que eu achei muito interessante nas últimas feiras, que a gente viaja todas as feiras de plástico, a gente vai e na pandemia, alguns países que são referências e máquinas, eles simplesmente fecharam mesmo, né, eles pararam o desenvolvimento e nós no Brasil trabalhando pra caramba, então a gente chegou muito próximo da tecnologia deles e isso tá na feira, o cara comparar hoje velocidade do que tem fora e do que tem aqui, nós e nós chegamos muito próximo e o nosso preço é muito mais barato, né?

[14:28]Tem os pavilhões internacionais que vem pra feira, a gente faz um trabalho, tem o Departamento Internacional que cuida só das vendas internacionais e trabalha com os agentes lá fora, que aí a gente monta os pavilhões, então o Monte Italiano, o Monte Alemão, o pavilhão da Áustria, da China, Taiwan, então tem os pavilhões internacionais e todo um esforço para que eles tragam equipamentos também, para mostrar a tecnologia. E eles vêm aqui, eles ficam passando surpresos. E aí, quando você vê na próxima edição, ele já tem um CNPJ. Então, ele veio como expositora internacional na edição seguinte, ele já está com uma fábrica aqui no Brasil, você vê que realmente a feira foi positiva, é um mercado, eles dizem que é um mercado difícil para entrar, mas depois que ele entrou no mercado, ele vai embora.

[15:20]ele tem que entrar via algum agente que já está no mercado, né? E ele entra da liapoca, ele já tá com o CNPJ, já é empresa nacional, falando português, né? Então, muda, a gente vê essa mudança em dois anos de participação, a gente percebe que ele conseguiu fazer a entrada dele no país. O objectivo foi atingido. Em 25 nós tivemos expositores provenientes de mais de 20 países. Então você consegue visitar Feira e ter uma visão geral mesmo do mundo. E desses 7 foram pavilhões, 7 países convieram com pavilhões. Caramba. Então é uma feira internacional mesmo, ela não tem só o nome de Feira Internacional do Plástico, né?

16:04Como a Plástico Brasil virou uma das cinco maiores do mundo

[16:04]Mas ela figura hoje entre as cinco maiores, né? Sim, sim. E ela é novinha, a caçula, né? É. A gente não achava, na verdade, eu estou desde a primeira edição nela, né? Na primeira edição foi bem pequenininha, né? A gente não esperava que ia ficar grande tão rápido, né? É, teve, tinha mais concorrente no mercado, né? Sim. E o mercado ficou dividido, uma feira ficou com a parte das resinas, matéria-prima, a gente ficou com a parte das máquinas e o molde vai pra onde? Então assim, e aí ficou uma divisão no mercado, mas o setor de máquinas mostrou a força e mostrou que o setor de reciclagem era material sem movimento, material sem movimento, você olhar um PS ali, grano lado na mão e olhar um PS aqui, é a mesma coisa. Então aí eles vieram com o tempo, aí vieram e agregaram na feira, hoje a feira cresceu, tá completa com toda a setorização que um Afeira hoje está sólida e conhecida internacionalmente, que foi difícil também, você lançar uma feira e transformá-la em internacional, deu bastante trabalho, bastante trabalho, essas empresas que vêm em formato de de pavilhão, o país de origem tem que autorizar, né, então você vê na Alemanha você tem que convencer como se fosse a PECS de lá, né, a PECS de lá a subsidiar a participação das empresas alemãs e eles não vêm em primeira edição e a gente era a primeira edição de evento, né, então foi um o trabalho foi imensa, não viu? Na última-feira teve um evento deles lá da Alemanha, foi muito legal.

[17:55]Da VDMIA. Da VDMIA o participei, foi bem bacana. Está no mezanino. Hoje a gente já é um ponto de referência nos eventos deles, né? Né? Isso pra gente é ponto de honra, né? É claro. Já temos um tamanho, já temos uma quantidade de dispositores de setorização que já supera os países aqui na América Latínia, a gente já virou referência. Na Feira K teve um espaço lá que foi feito manhã com os brasileiros, o Hamilton apresentou lá, foi bem legal. E você vê que antigamente as feiras eram o expositor, dentro dos estantes, os visitantes nos corredores, e ali a feira transcurria. Hoje não, hoje o organizador de feira tem que ter uma criatividade incrível, porque você precisa trazer experiência, você precisa trazer conteúdo, você precisa trazer sustentabilidade, você precisa trazer os encontros, os eventos que recheiam todo esse universo, então na feira a gente tem mulheres que transformam, a gente tem as associações como a VDMA, que faz os seus encontros lá, a gente tem os palcos de inovação, de economia circular, você tem o SMED, que é a troca de moldes lá, acontecendo simultaneamente com cronômetro, então é um inúmero de atividades que acontece dentro do universo daqueles 70 mil metros quadrados, além do que tudo que você precisa pensar como por exemplo G, a feira precisa ter um food court, um prazo de alimentação, e você precisa atender o vegano, o vegetariano, então assim, são muitas detalhes. Com copos de plástico, com talheres de plástico, com canudos de plástico e com sacolas de plástico. Foi a deixa aqui. Esteteca fica dica. Ou seja, na nossa tudo é de plástico. Inclusive os brindes dos expositores precisam ser de plástico. Deixando o recado pra você, expositor, prepare o seu brinde com muito carinho feito de plástico.

[20:03]Sacolinhas e tudo mais. Eu quero deixar uma coisa muito clara aqui. Eu não estou falando fora, eu sou expositor, eu participo de feira, invisto na feira, eu acredito na feira e diga-se de passagem, eu gosto muito de feira. Eu vou falar algo aqui com muita tranquilidade. A organização hoje é muito diferente. É muito melhor do que era no passado. Eu não estou falando isso porque vocês estão aqui.

[20:28]Eu estou falando porque é real e quem vive feira sabe disso. Eu sofria nas feiras da Alcântara. É muito. Desde a entrada da máquina, do carregamento, descarregamento, para entrar com somião, era extremamente complicado e na nossa feriana plágico Brasil corre tudo suave, as ruas são mais largas para a gente entrar, tem data certa para entrar com a máquina, então eu acho isso muito bacana.

[20:56]Então essa evolução obviamente foi planejada, ou ela foi uma resposta natural à exigência de mercado. não foi tudo muito planejado, porque eu vou falar pra você, eu fui a primeira pessoa que fez feira no São Paulo Expo. Eu tinha uma planta da construtora, porque o pavilhão não existia, é uma saga, né? O pavilhão não existia, você acompanhou um pouco e o pavilhão tava em obras e a gente vendendo a feira, mas eu quero ir lá visitar o pavilhão, não, não tem, você vai confia aqui, vai ter, vai ter, e vai estar pronto quando a gente for fazer o evento. Então foram dois, três anos ali de bastante preocupação, insegurança, chovia muito, eu ia lá todos os dias e aquela obra, que é a obra quando você fica na expectativa, parece que ela não anda, é uma coisa de louco. E tudo funcionou. O Ficou pronto, a gente conseguiu fazer uma planta que deu certo, foi exatamente pensando nisso, todos os problemas que a gente tinha no EMB, que eu imaginei muito, que aí foi muito do meu conhecimento do passado.

[22:17]Bom, se eu tenho esse problema aqui, como é que eu soluciono no outro lugar? Se a máquina demorava para entrar, estava com um problema aqui, como é que eu soluciono aqui? e eu fui transportando problemas que eu tinha buscando uma solução dentro de um pavilhão que seria o novo São Paulo Expo, né, e tudo na imaginação, porque como eu não tinha pavilhão, eu tinha que imaginar por onde ele entrar, por onde ele ia sair, como que a gente ia deixar os caminhões lá dentro, e assim, foi muito, foi muito descobrimento, né, nessa época de feira, e a Plástico Brasil ela tem um diferencial, né, que é uma montagem longa, é a feira que tem uma montagem mais longa, e o que eu conheço, acho que não tem nenhuma que tem fora Grichow, que é 30 dias, ela de pavilhão, ela é a feira mais longa de montagem, que é uma exigência do expositor para ele colocar a máquina em funcionamento, porque a máquina sai desmontada da fábrica, uma extrusora, por exemplo, ela sai desmontada, vai ser montada lá no pavilhão, depois tem que testar e ela tem que estar ok funcionando no primeiro dia.

[23:17]E também aqueles malucos lá, da carnevale, da huli, da HGR, eles sobem aqueles monstros daquelas máquinas, lindas, um cara começa a montar, você fala, nossa, vai dar tempo, né, sempre dá. E roda 24 horas, então assim, são características que essa feira tem, não tem mais nenhuma outra feira que tem essa necessidade que o setor do Plástico tem, e a gente foi adaptando, né, bom, aqui foi, porque a gente faz muita pesquisa também que expositor, né? O que que aconteceu nesse ano?

[23:48]Ah, faltou isso, isso, isso. Isso foi bom, isso foi ruim. Isso prejudicou, isso aqui me atrasou. E a gente vai trabalhando nessas respostas que os expositores dão e a cada ano a gente vai procurando encontrar solução. Se não tem solução, a gente avisa todo mundo. Olha, não tem o que fazer. o cenário é esse, então a gente vai nessa linha, ok, ok, né, porque, ah, lotou o estacionamento, lotou o estacionamento, né, então, aí nós temos que ir buzológico, né, então, assim, coisas que a gente procura manter uma comunicação grande com o expositor, pra que ele não seja pego de surpresa.

[24:29]Lotou o estacionamento, ótimo, ótimo, quilótido do fundo agora. Lotem todos, a gente procura minimizar, faz um transfer do metrô, faz um transfer do shopping, na última edição a gente colocou essa nova alternativa, desde o carro no shopping, plaza Soul, e vai de transfer para a feira, porque o trânsito ali para chegar na feira, você sabe como funciona, aquele viaduto lá é bem ruim, né?

[24:53]e que a gente coloque transfer do aeroporto para, justamente, para minimizar o caos. Você tinha que fazer alguma coisa ali para melhorar aquele retorno, né? Sabe qual o problema, Rui? Ele está no quilômetro 1 da imigrante. Então, você pega dois responsáveis, um que está pegando a odovia e outro que está pegando a cidade. Então, tem hora que você pega a operadora da imigrante e aí você pega a CT que está operando a cidade.

[25:22]Não é nem comigo, nem contigo, mas sempre tem alguém pra achar um culpado, né? Aí mudou, já mudou a prefeitura, aí mudou tudo, começa tudo de novo. Sim, precisa realmente ter uma estrutura, mas eu sou bem realista e trabalho com o que a gente tem hoje, o que a gente busca, as suas alternativas com o que nós temos hoje, porque trabalhando tanto nos anos noenbies, como é que funciona aí? Então, é trabalhar com o que a gente tem e vamos procurar mitigar o problema e ver o que a gente consegue solucionar com o que a gente tem nesse momento. Se tiver uma outra alça de acesso, ótimo, vamos ter uma outra alça de acesso, mas enquanto não tem, a gente vai, vai equalizando as coisas. Essa próxima vai bombar porque tem muita empresa mais, né?

[26:13]E o pavilhão está suportando bem várias feiras muito grandes, não só da informa, de outras promotoras, e a gente acompanha, mas lotou o pavilhão, vamos colocar a van, vai para o zoológico, vai para o estacionamento de trás, e a gente vai ocupando e vai buscando alternativo. Shopping é uma boa alternativa, ele tem um custo menor, o expositor pode chegar lá de manhã que aí se o expositor tiver essa sensibilidade de que ele para no shop e deixa o edifício garagem para o comprador dele, para o visitante dele, o visitante vai chegar e vai estacionar melhor, então se o expositor tiver essa sensibilidade ele para no shopping e deixa a vaga para o visitante.

[27:07]e isso existe uma discussão muito forte lá na nossa Câmara, né? Sobre isso, a gente sempre leva a coisa todo dia pra feira, sempre tem que levar alguma coisa. Aí, putz, você vai levar, depois você vai sair, deixar no shopping, vai voltar. É, quando você fala de um carro, ainda vai. Rui, o problema é o expositor que tem 10, 15 vendedores, cada um vai com um, né? Aí, então assim, você pega lá um estande que tem 10 vendedores e você A gente já tem dez carros lá dentro. Então o volume, que é o que preocupa. Mas vamos lá, a gente vai custando essas alternativas, cada ano a gente vai achando alternativas diferentes e que até hoje estão funcionando. Eu brinco assim, o planejamento das ruas dentro da feira a gente faz, alinhar com os portões, largura, para os caminhões passarem e tal, mas no entorno vai ficar mais difícil.

[28:01]Mas se você pega do AIMB para lá, quando a gente mudou a feira para lá, a gente tinha umas dificuldades no AIMB que não tem lá, que são, por exemplo, a gente rodava a máquina, o cara para pegar o nosso scrap e levar ele para um outro ambiente, era difícil, então a gente rodava menos a máquina, as feiras eu rodo ali em torno de 10 a 12 toneladas por feira, ou seja, minhas máquinas ficam trabalhando o tempo todo, e a gente tem essa sensibilidade de retirar o material, pra ele não ficar incomodando o stunning, incomodando o corredor, isso melhorou bastante, o que me deixou mais impressionado na primeira edição, foi que os seguranças que estavam lá na feira eram o mesmo que estavam lá no EMB, só que o comportamento do cara era completamente diferente do que ele tinha no EMB. A gente faz treinamento com as equipes também de suporte, não é?

[28:55]Rui, esse foi o negócio, eu lembrava dos caras, eu falava que aquele cara era um chato, mas como ele tá legal, o que ele é? É ruim, não tem o culpa, mas a nossa equipe é toda de meninas, operacional é menina, marketing é menina, gerente é menina, diretor é menina, todo mundo é menina, e aí a mulherada... CLEVERTON, de sacanear aqui, hein? O Cleverton obedece. O Cleverton concorda.

29:27O projeto Recicla Plástico Brasil e a cooperativa parceira

[29:27]Isso foi muito legal que você falou do material que você roda lá na feira, porque a feira, desde a primeira edição, tem o projeto Recicla Plástico Brasil que a gente passa também recolhendo os materiales, que são transformados lá durante a feira, justamente para que o expostor não tenha essa preocupação que eu vou fazer com o transformado, onde eu vou deixar, vai gerar volume aqui dentro do meu estande, então a organização da feira passa, recolhe, depois tem um cunho social por trás desse material que a gente recolhe, e depois destina, tem uma destinação correta dele, isso é muito importante, não sei se todos sabem, porque as informações e, às vezes, não chega, a gente tem tanta informação, né? Tanta coisa que a conta é uma feira, e as informações às vezes não chegam, né?

[30:13]As vezes não, muitas vezes, a maioria das vezes não chega, a informação boa, ela demora muito chegar. Então é importante. Se fosse ruim, se tivesse explodido alguma coisa, na hora, né? Então é bom que... É bom que o expostor saiba que tem essa opção, né? Então, nessa última feira, eu soprova viva disso, nós fizemos o circuito da Sacola Circular, que foi espetacular, né, esse projeto, a gente pegou desde a chegada do grão da resina, fez a bobina, a bobina foi impressa, foram feitas as sacolas, as sacolas foram distribuídas na feira, e o que sobrou de scrap foi lá para a Estruzapac, ele fabricou saco de lixo que abasteceu a feira, ou seja, nós fechamos a cadeia produtiva inteira, que é para o ecochato olhar e não ter o que falar, nós fechamos o circuito inteiro, e foi muito legal essa ação que foi feita, espero que tenham mais ações como essa, nós fizemos a ação do Instituto Soul do Plástico, transformando lá na hora a molecada da ETEC, eles pegavam as tampinhas, que eles ganhavam lá na própria feira, faziam e o suporte celular e dava de brinde para todo mundo, explicavam o que eles estavam fazendo, o brilho nos olhos daquela molecada foi sensacional, foi muito bom, a educação, o conhecimento tem que fazer parte de todo o projeto, porque a quantidade de coisas erradas e malditas na rede social é muito grande, então se você não tiver essa parte educacional, como e você disse o eco-chato, né? Ele vai falar, nossa, mas vocês promovem uma feira de plástico, o que mata a tartaruga, né? Então você vai ver esse tipo de, esse tipo de comentário de gente que não realmente é um desconhecedor do que é o setor, né? Então a feira tem esse papel de educação, essa parceria que nós fizemos com vocês e com a, o pessoal da COLA, o estande da ETEC, que falou sobre reciclagem. E a importância da gente? O projeto recicla plástico Brasil, a ETEC, o RT, escola móvel do SENAI também, pessoal do SENAI também foi lá pra feira, o SMED, que era a troca rápida de molde, o SMED está com a gente desde a primeira edição e cada edição a gente vai melhorando. Aquele pessoal que recolhe o material que é processado por todas as indústrias, aquilo lá é o que é uma ONG, é uma cooperativa.

[32:52]É uma parceria, nós que fazemos a coleta, é a promotora que faz, nós destinamos, fazemos a doação. Então a gente coleta dos estandes, guarda tudo e depois a cada final de dia, de feira, na noite, a gente já vai armazenando, coloca nos caminhões que depois a gente faz a doação. ele é todo vendido e revertido para cooperativa, então a gente destina o material, faz a doação, eles cuidam da venda, cuida de tudo e arrecada o dinheiro do material que o expositor não vai fazer uso dele depois de transformado no evento. Agora eu vou te dar um dado que eu não sei se você sabe, você sabe. Normalmente de 60 a 70% da renda de uma cooperativa é proveniente de materiais plásticos. Então as pessoas que falam para acabar com o plástico, eles estão falando a mesma coisa que é, acabe com as cooperativas. Acabe com os empregos das pessoas. E essa cooperativa parceira nossa aí, ela se estruturou para atender a feira, porque é um volume grande, de materiais que ela recolhe.

[33:59]Faturamento bom. E do material que ela vende, porque ela recolhe, depois ela separa, agora a última edição a gente vai aprender, né, a gente já recolheu, eles já recolheram separados, já saíam carrinhos separados para recolher, porque levava tudo para uma área e lá eles recolhiam, eles separavam, então agora já estão recolhendo separado. E depois que eles vendem esse material, pesam e vendem, metade dessa renda é também doada para uma ONG chamada safrater, que fica ali no entorno do pavilhão. Que legal, TEMPORAL. É para mitigar o impacto que a gente causa no transo. Então, faz a doação desse material que é transformado lá na feira. Então, são várias ações independentes daquele da sacolinha. Vamos falar que esse da coleta dos estandes é um circuito aberto. Todo expositor que quer fazer a doação, ele nos comunica, olha, eu quero de hora em hora. De hora em hora, vai passar alguém lá para pegar. Ah, estou transformando tampinha. Então, a cada duas horas, e eu preciso que o carrinho venha pegar. Então, assim, cada empresa determina, nos informa o que ele vai, o quanto ele precisa, quanto ele vai transformar e a gente leva o carrinho lá e faz a coleta.

[35:10]Ah, que material é esse tal? Aí a gente junta todos os tipos comuns de material pra ficar mais fácil depois a venda da que vai... E aquele painel de tampinha lá? De quem que foi a ideia? Ah, e aquele foi um artista plástico que criou. Foi nosso, a gente queria... brifou um painel instagramável. Aquele era um painel instagramável que a gente queria fazer pra feira. E aí a gente achou um artista plástico que trabalhava com plástico. E aí ele montou o painel de tampinhas pra gente e ficou bem legal lá pra mostrar o material.

[35:45]E ele restaurou de uma edição pra outra, foi restaurado, foi com lindo mesmo. Todo mundo queria levar aquele painel. A gente estava falando dessa área educacional, de recolher o material, a gente tem também a parte dos alunos, a gente percebeu com os alunos da ETEC a importância de levá-los para a feira, de mostrar, abrir as portas desse mundo para eles.

36:12Alunos da ETEC dentro da feira: histórias que emocionam

[36:12]Mudou vidas ali, mudou vidas ali, a gente em forma tem essa cultura de trazer caravanas, e a gente fala que é connecting the disconnected. Então é conectando as pessoas que estão desconectadas. Então a gente oferecer possibilidade para que essas pessoas acessem a feira, acessem o universo, que normalmente é um universo de empresários, ou de quem está no mundo corporativo, né?

[36:38]Só que esses alunos também vão entrar, terão que entrar nesse mundo corporativo, né? e aí foi uma experiência incrível, a gente viu os relatos deles lá, você tá aqui perto deles, acho que ouviu até muito mais que a gente, né? Aí eu fico sempre, eu sempre vou lá, mas teve uma coisa que aconteceu no estande que foi muito interessante, um executivo, um alto executivo da Adidas tava na feira e ele não falava português, aí ele foi lá e a molecada para tentar explicar para ele, eles falavam um embromation lá e conseguiram se comunicar com ele, o cara chorou no estande de emoção, foi na loja, comprou um monte de coisa dadidas, um monte de coisa, entregou pra gente, falou, leva lá na escola, entrega pra esses alunos aqui que me explicaram tal, aí levamos tênis, meia, camisa, foi um monte de coisa, ele comprou um monte de coisa pra distribuir pro pessoal do ETEC, de tão emocionado que ele ficou com a apresentação, é uma coisa do brasileiro, essa vontade que o brasileiro tem de ser o proativo, ele quer mostrar, quer contar, quer explicar para ele, conseguir explicar o processo, sem falar português ele conseguiu entender o que era o processo, porque o negócio é legal, ele chamou a gente, falou, não, eu quero que leva lá, ele estava junto com o Sidnei da Terpol, aí ele ou não, eu quero o que leva, vocês vão lá na escola e entrega pra eles, porque putz, foi maravilhoso, foi sensacional.

[38:13]Esses casos são, acontecem feira mesmo, na feira, se você puxar pra pegar a história, nossa senhora, como tem história? É muito gratificante, né? A gente saber que a organização da feira proporciona isso. Sim, muito gratificante. E a plática Brasil, ela não é só uma feira, né? Ela é um termômetro da indústria, né? E aí vem a pergunta provocativa, eu quero provocar vocês assim, ela reflete o que já está acontecendo ou ela antecipa o que está por vir?

[38:44]Ela antecipa o que está por vir, ela reflete também, mas o ideal e é o que acontece, ela antecipa o que está por vir, ela traz as tendências, ela dita algumas tendências, né? Você vê que nos palcos de, nas arenas de conteúdo a gente sempre traz inovação, tendência, e é pra onde caminha o mercado, né? Muitos podem ir até as feiras internacionais pra ouvir e entender essa tendência, mas muitos não podem, e na Plástico Brasil eles têm a mesma visão.

[39:17]Aí o legal dessa próxima feira que a expectativa tá alta é que tem muita gente falando de plástico agora, o pessoal tá perdendo medo de falar, né? você pega, por exemplo, você pega um político, nenhum político quis ir na abertura da feira, né? Politico, assim que eu falo, deputado federal, deputado estadual, poucos quiseram ir. Nessa feira vai mais, já vai mais.

[39:37]E pessoas falando sobre plástico, as pessoas estavam com medo de se expor nas redes sociais, hoje você vê mais gente falando, inclusive eu que não falava nada, agora estou falando bastante, a gente está falando, retrucando, rebatendo as acusações indevidas, e que muitas delas abriam o estudo lá. Cadê a conclusão? Não tem, tira, não presta. E vocês terão palestrantes falando muitas coisas sobre isso também, que é na Arena do Conhecimento? Na edição passada, em 25, a gente abriu uma arena nova, só para falar de circularidade e sustentabilidade. É cinco dias de conteúdo só LOCA da Feira Plástico é a solução. Na verdade, a Feira precisa ser um palco para que esses políticos também estejam lá e conversem, entendam e tragam os problemas que eventualmente são gerados pelo descarte errado do plástico para que se solucionados. Estejam lá fazendo as reuniões com vida.

[40:48]e isso é uma pauta que eles tinham que ter na agenda deles mesmo, porque é tanta besteira repetida que fala que se repete é uma besteira mil vezes até ela se tornar verdade, a gente retruca no meio do caminho para que não se torne verdade. Você falou sobre se a feira é de lançamento ou se ela apresenta o que está acontecendo, a feira acontece a cada dois anos, em dois anos muita coisa acontece, muito. Muita coisa acontece. Então, a feira ela mostra o que está acontecendo nesse intervalo entre uma edição e outra, né, e mostra também o que lá fora estão trabalhando, traz para o Brasil, mostra o que é tendência, olha que eles estão, eles estão estudando agora, olha esses estudos, casos que estão sendo, estão sendo apresentados, e aí você sai em defesa daquele produto, daquele sistema, daquela, daquela Afeira tem essa habilidade. Esse intervalo de dois anos vem com um pacote recheado de novidade, de inovação, de tendência, tecnologia. Tudo isso vem dentro dos estandes que vem mostrar para o visitante. Quem trabalha com plástico, se ele não for visitar, ele vai ficar meio desinformado. Então, ele vai ficar desinformado e é uma possibilidade, né, porque cinco dias de feira dá para você visitar em um dia, pelo menos para você acompanhar.

[42:19]Um dia a destamanha não dá, mas não. Destamanha já fica mais complicado, né, mas tomar pelo menos conhecimento para onde está indo, né, o que que as empresas estão trazendo para cada tipo de transformação que você tem, se vai ser injetado, se vai ser estudado. Então, sim, cada um vai apresentar a sua tecnologia. E os pavilhões internacionais também mostram o que estão fazendo nas feiras internacionais lá fora, é a possibilidade de ver, né, do mundo do plástico o que está acontecendo. Foi bem provocativamente, porque eu já sabia a resposta, porque eu nunca levo uma máquina igual de uma feira para outra, né.

[42:58]A gente está sempre desenvolvendo novas tecnologias, tem as máquinas hoje, o o que a gente escuta no mercado é, precisa de tirar a gente, precisa de tirar a gente, Rui está faltando mão de obra, pelo amor de Deus, precisa de máquina que tira a gente, é o que a gente escuta todo dia. É, a falta de mão de obra, a necessidade de produtos novos que usem menos material, menos mão de obra, né, e mais tecnológico que conserve mais o alimento, que conserve mais o remédio, então você tem toda uma necessidade mercadológica e é o industrial o que tem que achar a solução, né? Então, vocês que fazem, que fabricam a máquina, tem que inventar uma tecnologia nova pra poder suprir essa necessidade, e as coisas vão acontecendo na feira e vão buscando lá na feira os problemas que os engenheiros levam lá nos seus desenhos, nos seus celulares, né? Pra mostrar e depois vocês vão quebrar a cabeça lá pra uma solução.

[43:52]sempre assim, dá pra fazer isso, o senhor eleva, dá, quantas vezes eu já vendi máquina que eu nem sabia, mas dá dentro do mercado, é arrumar a solução para o problema mesmo, porque os problemas não acabaram, muito pelo contrário, e o mercado do plástico não vai diminuir, quem pensa que vai diminuir está muito enganado, não, é porque ele evolui, não analisa a necessidade, a necessidade, você entra no supermercado, que é o que, o dia a dia de todo mundo, né, 70 no supermercado, cada lugar que você olha, você vê uma embalagem de plástico, ou ela é resistente, ou ela é para proteger, ou ela é de in natura, ela dependendo do que é o alimento, você não tem como ficar sem, não tem, se você comprar carne que está congelada lá sem o plástico que está em volta dela, você vai levar como, né? Então é meio, é meio, talvez ilusão, ACHÁ aqui não vai, ah, vamos tirar o plástico do planeta, né? O cara fala, né, do canudinho no nariz da tartaruga, que a tartaruga isso, que a tartaruga aquilo, né? E aí eu vou te mostrar, não sei se você já vira, eu sempre mostro isso no podcast, meu filho fica bravo porque eu falo a mesma coisa todo podcast, mas assim, tem que mostrar. Isso aqui, ó, é um abridor e o abridor de cartas. Veio o que está escrito aqui dentro. Genuínio, casco tartaruga, né? Então é um abridor de cartas, original. E não é original chinês, não, é original mesmo, só que é antiguidade, ó. Aí veio um maluco e fez um plástico exatamente igual. O que que o cara quer que isso aqui? Ele quer abrir carta. O que que ele quer que isso aqui? Ele quer pentear o cabelo.

[45:44]não precisa matar a tartaruga para abrir uma carta, né? Então o plástico parou de matar a tartaruga para fazer um pente, fazer um abridor de cartas, uma prisilha de cabelo e a gente faz em plástico, então o plástico salvou as tartarugas, o caso do Canudo, que não era Canudo, que ninguém sabe o que é até hoje, enfim, aí nós temos o outro caso, que é o Marfin, isso aqui é Marfin, Padaná. Isso aqui, matava, tirava o dente do bichinho, matava o bicho para fazer algumas coisas como esculturas, binóculos e outros utensílios. Aí veio o baquelite. Pronto, resolveu o problema de arrancar dente de bicho. Então, salvou o bicho ali também. Que o plástico veio na tocada ambiental, né? A sacolinha, ela foi, ela foi feita para acabar com a extração de árvores. Quando ela, a ideia de fazer e essa colinha plástica foi para acabar com a extração de árvore e deu certo. Eu nunca vi ninguém fazer propaganda de plástico. Então algumas narrativas elas têm que ser desmontadas e a gente desmonta mostrando com eficiência. Na pandemia quanto que se foi necessário e obrigado a utilizar o plástico? A pandemia ninguém falou de plástico, ninguém lembrou que tinha. Os ambientalistas ficaram tudo quieto, sumiu tudo, estava tudo em baixo.

[47:17]tudo era, tudo era de plástico, né? Quanto álcool gel você comprou, né? Quantos tubos de álcool gel? Se comprou na pandemia, aí ninguém lembrava mais o que o álcool gel tava comprado. Tudo dentro do hospital, né? Aí quando a gente vai aqui, quando a gente olha os números dessa feira, mais de 55 mil visitantes, mais de mil marcas, 69% influenciam a decisão de compra.

[47:45]e isso não é visita, isso é decisão de investimento acontecendo ali dentro. A feira hoje é um dos principais ambientes de geração de negócio na indústria? Ah, sem dúvida. Sem dúvida. Muitos expositores ali dos cinco dias de feira fazem a seu pipeline para trabalhar os próximos dois anos. Sem dúvida. E também um local de solução, Rui, foi o que a Liane falou agora a pouco. Os engenheiros chegam lá com esses problemas.

[48:15]claro que ninguém espera dois anos para chegar na feira para solucionar o problema mas aproveitando a oportunidade da feira de conversar face-to-face e em um ou outro expositor, né, vou nesse tipo de máquina, vou no outro, pego opinião de um, pego opinião de outro para dar ali e desenvolver uma solução, né, a gente pega solução até entre nós ali, um atende o outro que equipa a máquina do ter um robô que serve na minha máquina. E tá todo mundo ali dentro do pavilhão, né? Difícilmente você vai sair pra visitar cinco, seis indústrias aqui em São Paulo, ali na pavilhão você visita cinco, seis, sete expositores em um dia. E o que tem forma faz hoje? A Ifama tem a preocupação de ter novas ferramentas sempre, né? Então, a via, a tem acredencial, você tinha o leitor, a bipeira pra ler acredencial. Hoje não é mais a bipeira, IP, hoje é um aplicativo, que é um básico. Depois, se você pegar o plus desse APP, você já consegue fazer um trabalho de marketing em cima do que você vai coletar de informação dessa pessoa online. Então, assim, você está lá, on-site, quer dizer, então você está na feira, você já sabe quem é aquela pessoa, você já esse cara é um é um é um lead bem quente esse cara vou dar cinco estrelinhas pra ele esse cara é um lead quente aí esse aqui é um estudante ele é importante pra mim mas ele não é importante de compra de equipamento você dá vamos dizer categoria três lá pra estudante esse aqui é um lead mais ou menos mais pra final do ano então você guarda essa pessoa pro final do ano então você tem ferramentas hoje que a Informa fornece pra você que tem como você antecipar o seu trabalho de marketing, que antes você só fazia quando a feira acabava. Hoje não, você já faz esse trabalho lá na feira mesmo. E tem uma outra ferramenta que já foi lançada também, que é o Lead Insight, que ele tem a capacidade de fazer, resumir muito, uma campanha de marketing já para você, já te entrega um projeto de marketing relativamente pronto para aquilo que você já coletou. Então assim, são com ferramentas com inteligência adicional. Nós temos a Poli, que é a nossa menina da inteligência adicional, que ela te ajuda a fazer o caminho. Você, visitante, quando você abaixa esse IPP da feira, eu estou na entrada e eu quero no stand da MTF. É como eles, ela vai traçar o caminho para você chegar até lá. Então, assim, a gente tem várias ferramentas que se o expositor fizer a parte dele como marketing antes, prefeira, que ele consegue ter e um resultado e uma visitação já garantida, porque essas ferramentas elas ficam no ar o ano inteiro, no caso da plástico por dois anos. Hoje se você entrar lá você vai ver a lista de expositores produtos do pessoal que participou na feira em 2025, que logo logo já começa virada e a gente já começa a colocar as informações de 2027, mas hoje ainda tem 2025 no ar. Então você tem essas ferramentas que ficam se o expositor fizer a parte de ele, né, do trabalho de Mari que é de fazer a captação desse lead, de trabalhar ele depois, com certeza ele vai ter sucesso de participação.

[51:39]O legal dessa ferramenta pra gente aqui é que a gente tem um sistema agora que pega esse lead, coloca nele e esse sistema fica apontando, ele fica apontando, ele fica apontando, ó, você tem que falar que é cara, você tem que falar que é cara, é o momento de falar que é cara. Legal. Juntou as duas pontas. É bem legal, foi bem útil pra gente. E essa ferramenta ajuda também a visitante, porque ele chega na feira, naquele lugar enorme, ele fala, nossa, eu quero extrusora.

[52:09]Ele digita lá extrusora, o aplicativo lista, todas as empresas de extrusora que estão lá. Lógico, se o expositor colocou informação que ele é um expositor bem destrusor. Tem um trabalho prefere que o expositor tem que fazer. é que o Expo também é um lugar muito fácil de você andar, ele é muito fácil, você vai, eu vou para o Center Norte, nas feiras do Center Norte, eu me perco, você entra aqui e aí era pra lá, eu sempre me perco lá dentro, mas tem uma coisa também Rui, a gente tem uma preocupação de fazer sempre todos os cruzamentos de rua livre, né, então assim, eu estou nessa rua, se eu for reto aqui eu vou até lá, se eu andar na transversal aqui também vai dar uma linha reta, então assim, a gente faz um esforço bem grande de não fazer quebradinho, não dá rua num estande de alguém. Às vezes acontece, mas é ideal. A todo um trabalho forte ali pra facilitar a movimentação e você realmente conseguir, eu tô aqui, quero chegar ali, qual o melhor caminho pra mim, eu tô procurando resina e aonde eu vou, então a gente tem essas ferramentas hoje que antigamente não tinha, só que a inteligência artificial só vai e vai poder falar para o visitante, quem é o fabricante de resina, se o expositor, fabricante de resina, colocar essa informação na ferramenta. Então, assim, ela é inteligente, mas ela tem que ser inteligente numa base de informações, né?

53:37Quanto a indústria perderia se a feira deixasse de existir

[53:37]E, por exemplo, se a plástico Brasil deixasse desistir hoje, o que a indústria perderia de verdade? Vocês têm ideia de números financeiros que acontecem ali dentro? de negócios não, que é uma fonte assim sigilosa, que a gente não consegue extrair, mas é um número bem alto, né, é um número bem alto porque o que a gente ouve de conversas informais é que a feira muitas das empresas são sustentadas pelo pelo ciclo de dois anos pelos negócios feitos na feira, então assim se realmente ele deixar de ir para a feira deixar de existir, ele vai ter um prejuízo, o financeiro, com certeza, é considerável, considerável, porque ele fecha negócios, ou se ele não fecha na feira, ele fecha logo na sequência, e aquilo vai, que uma máquina, vamos pegar lá, o olho no olho é tudo, mas uma extrusora ali, não demora dez meses pra ser fabricada e entregue, né, então esse período ali, pelo pelo que é vendido dentro da feira, você tem um ciclo de dois anos ali de entrega meio que garantido, né, e depois, se é uma máquina mais simples, que não toma tanto tempo, o expositor também participa de outras feiras, e ele vai intercalando com a participação em negócios feitos em outros eventos, então a gente não dá pra ter só uma fonte de negócio.

[55:08]Aquela feira que abriu logo depois da pandemia, nós pegamos 12 meses de prazo de entrega. Olha, olha só. 12 meses. e isso Rui, falando em números né, em negócio, sem contar de relacionamento de encontro do mercado, muito, muitos amigos que a gente vê em feira, gera, como gera, conteúdo de podcast, eu participei de alguns na feira também, então, a gente não está falando só de números, a gente está falando de tudo, de experiência, de relacionamento, de encontro, né, quantos amigos seus sem contar, um monte que depois da pandemia chegava lá, nossa, que bom te ver! É realmente o encontro do setor, tanto para negócios como para relacionamento mesmo. Feira não dá para pensar só que vou colocar meu estande lá, né? É uma experiência, uma experiência para tudo, experiência para o expositor, uma experiência para o visitante, uma experiência para o estudante, uma experiência para o professor SENAI, SENAI, ABIMAQ, você vê em dois anos de intervalo a gente tem o Plástico Brasil Experience, que é a plataforma onde ficam todos os expositores e preenche, coloca foto de produto, coloca contato, a gente tem o mundo do plástico, que é o nosso canal de conteúdo, que ele é superágil e muito acessado, a gente tem os entrevistas, as redes sociais da feira que continuam acontecendo durante esses dois anos, mas nada substitui o o encontro das pessoas. E como cada vez mais participar em feira demanda mais tecnologia, mais envolvimento para você engajar o visitante, para você atrair novas pessoas, agora a Informa lançou novas produtos também, que são as produtos que a gente chama de concierge, que são produtos que são serviços, que atendem o expositor, olha, eu não tenho uma equipe e de marketing forte, eu preciso de ajuda. Então, em forma, pode te ajudar, criar sua campanha de marketing, pode te ajudar a fazer a cotação para montar seu estande, pode te ajudar a contratar fornecedores. Então, assim, a gente tem vários serviços de concierge que começamos a negociar esse ano, a oferecer esse ano, que ajudam também o expositor que não tem uma grande agência, um grande grupo de marketing ou não tem experiência, está indo pela feira pela primeira vez.

[57:59]e vai pela primeira vez, né? O expositor que vai pela primeira vez, ele fica só de pegar o manual, só de pegar o manual, ele já fica assustado, né? Então tem esse serviço que aí eu te entrego e estando de pronto. Então eu faço, informa, faz tudo para a empresa e aí entrega, entrega pronto, ele chega e põe os produtos. Faz até a credencial, faz tudo.

[58:20]O que eu achei legal da última feira, vocês foram pioneiras nisso, em colocar uma agência especializada em plástico, entrevistando as pessoas, isso eu achei que foi muito legal, muito interessante, porque nas feiras que a gente costuma ir, são entrevistadores que não entendem daquilo que ele está falando, então as perguntas, elas são completamente desconexas, e você, da resposta para o cara, mas não tem efeito, porque você não está falando aquilo que você gostaria de falar sobre o seu produto ou qualquer coisa assim, e isso foi, vocês foram pioneiras isso hoje, as outras feiras, estão fazendo a mesma coisa que vocês fizeram, e o podcast de dentro da feira. Você tem encontros com pessoas ali que normalmente não dá pra juntar todo mundo.

[59:24]E você cata o cara passando na rua, vem gravar comigo aqui, puxa o cara e já grava um podcast. Isso eu achei que foi um marco bem importante. As entrevistas elas foram muito boas, muito bem feitas, porque quem estava falando lá sabia sobre o que estava falando. É diferente de um cara e o indústria do indústria de papel entrevistar o cara do indústria de plástico, né?

[59:48]É difícil achar essas pessoas, porque é a pessoa pra despender esse tempo que normalmente essas pessoas são engenheiros, trabalham em alguma indústria, então você encontrar essa pessoa realmente foi achado. Mas valeu, valeu a pena, a gente procura os influencers, tal que trabalha o plástico nas redes sociais, a tal que plásticos, os meninos lá que trabalham muito bem, falam, falam e falam corretamente, né, sobre o plástico.

[1:00:19]Porque nasceu no mercado plástico, né, então entende de material plástico. Então eles entendem e dão informação correta, é questão de amplificar, né, da vosa aí para o setor, para o setor realmente ter informação certa no mercado e não ser massacrado, né. e um dado importante também é que mais da metade das pessoas que estão lá são decisores ou influenciadores na decisão. Quem expõe-se em estratégia está desperdiçando dinheiro?

[1:00:53]Certamente, né? Que é a questão que vocês acabaram de falar de usar as ferramentas, né? A exposição na feira é muito mais complexa do que você colocar o contratamento a e por seu estante. Não pode ser resumido a isso, porque além de ser um investimento alto, ela tem que valer a pena. E para valer a pena, você tem que fazer o seu trabalho prefeira. Você tem que usar tudo que a promotora te fornece, que já está no seu contrato, você já vai pagar por isso, você não vai pagar nada mais por isso. Então assim, você usa as ferramentas, você participa nos, que a gente chama de onboarding, participa das reuniões, que a gente dá as dicas, fala para como você, como você fazer, o que você precisa fazer, o que você não pode deixar de fazer, então a gente vai passando informação o tempo todo para o expositor para que ele tenha uma jornada bem fluida. Esse é o objetivo, né, que não seja uma... Ai meu Deus, agora preciso montar o estande, não, você tem que fazer todo o trabalho e vai chegar o momento de montar o estande, né, mas ele tem que ser realmente um trabalho se não é perto do dinheiro, aí falar a feira não foi boa, né, Afeira não foi boa, a feira foi boa, você não soube aproveitar. Então você tem que saber aproveitar aquele momento.

[1:02:11]Todo mundo sai muito motivado da feira. São 5 dias de motivação que as equipes recebem, o pessoal de vendas fica bastante animado. Então são 5 dias ali que vale uma dedicação. Uma imersão em relacionamento. é? É, então é, que ai provavelmente quem não se preparou vai dizer isso, a feira não foi boa, mas não é que a feira não foi boa, ele não aproveitou o momento da feira, né?

[1:02:37]Aí um recado pra você, expositor, você está participando numa feira de plástico, então não que seja proibido você levar uma sacola de papel, mas se acha legal você participar de uma feira de plástico e levar uma sacola de papel, cara, não faz isso, não faz isso, é um detalhe, são pequenos detalhes que não tem nem o que falar, não pode proibir vocês de fazerem isso, mas fica no mínimo deselegante. É como eu colocar um canudinho de papel na praça de alimentação, né? É a morte, é a morte. É um capinho de papel para servir o café, né? É, o pior é que é o papel plastificado, né? É, você tem um, você o filme dentro não tem jeito não dá pra fugir aí o que que está puxando o mercado hoje é mais a eficiência produtiva a sustentabilidade ou os dois estão andando junto no que eles pedem pra vocês é tudo é consumo de energia como você falou no começo né tá difícil ter mão de obra então a e a máquina autônoma, que ela vai fazendo a maior parte sozinha, de modo que você tenha um especialista ali e ele faça todo o processo, falei economia de energia, sustentabilidade, então as indústrias estão com todas essas preocupações na cabeça e tudo tem que caminhar junto, não dá para fazer uma que consuma menos energia, mas no final do processo ela liberou x de carbono lá e aí você não consegue neutralizar tudo aquilo que você imagina como necessário.

[1:04:23]Então hoje sustentabilidade gera negócio, né? Sim, sem dúvida, a gente tem, inclusive, recebido mais expositores que trazem equipamentos que é para atender a reciclagem, a sustentabilidade, a união do mercado, não só de quem fabrica, mas desde o design que desenha peça, do fabricante, do material que é feito a resina que que vai naquela transformação, no Descartes, depois, então hoje em dia as coisas estão muito mais conectadas, né?

[1:04:54]Até tem o prêmio lá de estandes sustentados, né? Sim, tem também, verdade. O Brasil ainda tem essa cultura de fazer estandes astronômicos, né? e a gente como organizadora. Eu ganhei prata. Vai ganhar ouro no 2027. E a organizadora, nós como organizadora, temos levado isso para o expositor, que você faça um estande sustentável, que você utilize esse mesmo estande em outras feiras que você trabalha, combina com a sua montadora, leva o seu estande para as feiras aqui no Brasil, faça o mesmo projeto que não descarte o material, que eles estejam reutilizados e tem surtido efeito. Ainda bem. Tem expositor que monta seu próprio estande, né? Tem. O Maynard levou dele. Ele já comprou material e ele guarda dentro da fábrica e todas as feiras que ele vai. Ele tem que ser super ouro, porque ele é o mesmo estande. Eu encontrei com ele em março. Na feira que teve no Center North em março, ele tava lá, com o mesmo estante dele. Então sim, é questão de você administrar a cultura e gerar valor. Tava falando de sustentabilidade no produto. Esses produtos que você vê com essas pegadas, que é a pegada de neutralizar o carbono, de você utilizar menos material, então tudo isso gera um valor agregado na peça que o transformador vai vender.

[1:06:23]Então essa preocupação toda aí faz parte de toda a cadeia, porque quem vai consumir lá na frente também quer ver isso aí no produto que ele está comprando para embalar o o seu produto, então tudo isso tá tudo conectado, não dá pra fugir mais. Eu participo de bastante reunião ligada ao setor do plástico, assim, né, e tá todo mundo muito preocupado realmente em fazer embalagens melhores, né. Eu fiz algumas entrevistas aqui com alguns professores em relação aos eco-designers, né, que estão formando uma nova leva de designers e produto, então o cara entra já pensando num produto de economia circular, porque ele para de ser de berço a berço, de berço a túmulo e ele vira de berço a berço, entrando na economia circular. Só que ele tem que ser pensado lá no comecinho da cadeia, né? O marketing tem que conversar com esse cara e esse cara tem que segurar o marketing, né? Que o marketing voa pra caramba, né? Que é aquele negócio bonito e tal, mas é sustentável, é, então vamos fazer dessa forma. Então eles estão não lidando já com isso de maneira diferente, porque a indústria há muito tempo não era provocada da forma que foi agora, né? E sempre que provoca, tem resposta, né?

[1:07:43]É, provoca, tem resposta, tem a novidade, né? Porque o fabricante da máquina está se virando para atender a demanda. Então assim, a sua máquina não é a mesma de 10 anos atrás, não é a mesma de capacidade, de consumo, não é a mesma mais. Você produz da mesma coisa, sim, mas de forma diferente. E também nada diz que daqui 10 anos vai ser a mesma, porque conforme a necessidade do comprador vai mudando, porque você vende a máquina, né, pra alguém que vai transformar, essa pessoa que transforma vai vender pra alguém que quer algo empacotado, né. Então essa sequência lá na frente, a geração nova que tá entrando, gen Z, né, a geração Z, que tá enxergando as coisas diferentes, aí e vai passando pra cadeia e o fabricante da máquina vai ter que arrumar uma solução pra aquele determinado desejo, barra problema, né?

[1:08:35]A gente sempre que entra um material novo no mercado, a gente tem que mudar equipamento, todo material novo que entra ele pede uma alteração de equipamento. Então a gente tá em evolução constante, isso é todo mundo, em todas as classes de máquinas acontece isso, e a velocidade, e a segurança que muda, A gente tem a NR12, a nossa legislação de segurança, acho que é a mais rígida que tem. A do alemão não atende a nossa. É um negócio bem, bem complexo.

[1:09:09]Aí eu participei disso, vou compartilhar algo que eu vivi lá dentro, a gente já falou, e que pra mim representa exatamente o que a indústria pode ser. Afeira fez algo que muda vidas, entregou um estande completo por Instituto Soul do Plástico, montado, adesivado, com energia, pronto e mais, levou os alunos DETEC para dentro da feira, com estrutura, alimentação, dignidade, e aqueles jovens não estavam visitando, estavam participando, criando, apresentando, vivendo a indústria, eles pegaram tampinhas e transformar em suporte celular, mas aquilo não era um produto, aquilo era autoestima, era pertencimento, era visão de futuro e a gente foi além, construímos um ciclo real de economia circular dentro da feira, o material saiu das petroquímicas em pellets, virou bobina com a rulha carnevalin, foi impresso com as G4 máquinas, virou sacola com as G4 máquinas e com avalmarte, e o resíduo do processo voltou com extrusapac sendo transformado em saco de lixo usando dentro da própria feira, ou seja, nada foi descartado sem valor, tudo foi reinserido, tudo gerou valor novamente, isso é a indústria funcionando como se deve funcionar, é a circularidade na prática, nós fizemos isso na feira online ao vivo para todo mundo ver, né?

[1:10:41]e eu acho que foi a única feira do mundo que fez isso, porque eu não vi isso em nenhum outro lugar do mundo. Eu já vi intenção de fazer em feira, mas ela realmente aconteceu, eu acho que foi a primeira vez você que veio com a ideia, né? A gente procura executar da melhor forma possível, mas a ideia é parte de vocês, que vocês conhecem o setor, vocês têm acesso às escolas, aos alunos, realmente, poder fazer parte é muito legal, a ida vai chorar, se a ida se emociona, ela chora, eu adoro essas coisas, então essas coisas de você realmente dá dignidade, dá conhecimento para essas pessoas, sair do universo deles, né, e encontrar, ter contato com a tecnologia, porque aquilo lá é tecnologia na veia, né, então você ter contato com aquela tecnologia toda, aquilo vai para a vida, né, a primeira experiência que eles tiveram, e a cada dois anos a gente para poder colaborar para eles estarem lá novamente. E vão fazer o outro produto.

[1:11:41]A hora que eu falei que é uma prefeitura aqui, o prefeito falou não, vou dar os ônibus, pode marcar. E eu fico muito feliz, Rui, quando chega alguém para mim, como você, com uma ideia dessa, a gente abraça o desafio e faz, e foi em tempo recorde, né? Foi. E eu quero deixar esse convite aberto para outros expositores que tiver alguma iniciativa, se tiver vendo uma oportunidade, pode nos procurar. Estamos aqui para conversar e fazer acontecer.

[1:12:05]E temos já os projetos da sacolinha, se tiver mais empresas pra participar do projeto da sacolinha. Você não vai ter, porque deu muito certo, foi muito legal. Tá aberto pra se posicionar. A gente convidou todo mundo, na verdade eu peguei lá com o Cleverton, nós pegamos a lista de todo mundo que poderia ir, mas o problema na ocasião que tava muito perto da feira e as máquinas não davam pra fazer a largura da bobina aerobina, ou a sacoleira não estava pronta para fazer aquele tipo de sacola, que o ideal era que ninguém levasse a sacola para a feira e que todo mundo usasse a sacola fabricada na feira, que ficou uma sacola sensacional, ficou muito bonito a sacola, mas o maior desafio assim é o News Fabricantes, porque ainda existe muito ego, o cara, você falava com o cara e ele falava fulano, vai, participa, vai, então não vou, foi ali que perdeu o que ficou de fora porque o outro participou teve mídia. Então é isso que eles precisam entender, é o movimento, a gente fazer o movimento da certo, aquilo funcionar de maneira que aquilo fique grandioso e mostra a verdade, circula assim, tá aqui, tá circulando.

[1:13:18]E esse projeto da ETEC, Rui, também que foi espetacular. Porque a gente que tá do lado de lá organizando a feira, um dia a gente organiza de plástico e o outro dia de metal, outro dia de impressão, então a gente não tá inserido no mercado e vocês, expositores, estão inseridos. Então vocês sabem as necessidades, vocês conhecem as pessoas. Então, trazer essa ideia da ETEC, essa oportunidade da ETEC participar da feira foi fantástico e a gente poder proporcionar isso foi muito bom. Foi emocionante mesmo. A gente agora tá numa parceria bem legal com o pessoal do Tampinha Legal também, que são sensacionais.

[1:13:54]o Alfredo Schmidt lá e a Simara pelo amor de Deus são pessoas sensacionais e a gente está fazendo uma parceria aí para a próxima-feira tendo oportunidade a gente queria estar junto com eles também lá expondo porque são ações sociais e sustentáveis ao extremo né eles tiraram foram 5 mil toneladas Achei que foram 5 mil toneladas de tampinhas, não sei quantas carretas de tampinha que eles tiraram no mercado, fizeram virar renda para associações de...

[1:14:31]Continua, né? Continua, não, tampinha legal, um mega-projeto. Escolas aí, todas aí, eu junto todas as minhas tampinhas para a minha sobrinha, né? Eu também. Então tem que juntar porque ela vai levar para a escola, tá lá, tem o saco de tampinha. É, e o Instituto, a gente depende de afiliação de associados, porque a gente tem que construir e os equipamentos para doar para os lugares, para as escolas, ou para as comunidades, a gente junta todos os associados, aí lista quem são os proponentes que querem receber e a gente faz a votação e aí quem ganhou leva o conjunto de máquina, então hoje a gente tem capacidade de doar um conjunto a cada dois meses e a medida que vem chegando associado vai diminuindo e isso, né? A ideia é chegar num número de quatro, cinco por mês, aí vai ser um negócio legal, que a gente quer colocar em todas as escolas, a gente tá conversando com o governo do estado, o governo do estado já chamou o instituto pra conversar também, que achou interessante, a gente já fez projeto na FATEC, a gente já fez projeto em um monte de lugar, e assim, é muito bem aceito, porque a ideia é muito legal de você pegar um negócio de dois e transformar em 300 reais, tirando aquilo do que seria um resíduo que ia ser jogado fora, né. Então, isso tem tudo pra dar certo, eu acredito muito que vai dar certo.

[1:15:53]E se você está na indústria, precisa estar onde as decisões acontecem e hoje elas estão dentro da plástico Brasil. Mas, mais que isso, o futuro está sendo construído ali, e a pergunta é, você vai participar ou você vai só assistir, né? E a gente está se encaminhando para o final do nosso podcast, se deixa a gente ficar falando até amanhã aqui. É verdade.

1:16:21Próxima edição: 15 a 19 de março de 2027

[1:16:21]Tem algum assunto que eu não falei que você gostaria de tocar? Bom, o que eu quero dizer é que nós estamos em plena venda dos espaços, Então quem ainda não garantiu a sua localização, a sua participação na feira nos procure, estamos abertos e prontos para atender a necessidade da sua empresa, a feira acontece em março de 15 a 19 de março de 2027, e a inscrição para a visitação começa em novembro, e até lá nós temos ainda muita coisa para desenvolver, você que já é expositor que quer trazer também uma ideia para a gente desenvolver na feira, traga sua ideia, vamos trabalhar juntos, vamos continuar com a ETEC, vamos continuar com o TalkPlast, vamos continuar com essa equipe toda aí que está fazendo o mercado do plástico evoluir e confirmar que o plástico é a solução. É a solução, você...

[1:17:18]Ah, eu não perdei a oportunidade, né? Porque é um ciclo de dois anos que a empresa fica só tirando os pedidos, Fácil, tirando os pedidos, né? Então esse intervalo de dois anos é o tempo que você tem para atender as demandas do mercado e a feira te coloca em contato com o mercado, né? Então acho que essa é o principal papel da feira, né? Te colocar em contato com o mercado, dar visibilidade para sua marca, para o seu produto e ficar de fora é perder o bonde ali e depois voltar só depois de quatro anos, né? Então isso é ruim para uma empresa que Vende para o Brasil, vende para a América Latina, então essas empresas que são expositoras, são exportadoras de equipamentos, então, manter a marca e manter a visibilidade com seus produtos de ponta que o expositor tanto luta para manter no mercado.

[1:18:18]Acho que a feira tem essa capacidade e o expositor tem que explorar o que a Informa tem para oferecer essas ferramentas todas que a gente tem, tem como sempre melhorar a participação da empresa no evento e tirar o melhor resultado dela possível. Muito bom. Obrigado a Informa por liberar essas duas férias aqui, pra dar essa aula de evento pra gente.

[1:18:42]Muito obrigado a vocês por terem participado do PodPlástico. PodPlástico tá sempre à disposição, tá sempre aberto, tem alguma novidade, quiser falar, a gente tá aqui, tem o nosso blog também, e se quiser escrever alguma coisa sobre a feira, fica à vontade, os canais estão abertos e a você que ficou com a gente até agora, muito obrigado, se gostou deixa no comentário, se não gostou deixa também, a gente está aqui em melhoria contínua, se não nos segue e nos siga ativa o sininho, muito importante para dar visibilidade para o nosso canal e até o próximo episódio do PodPlástico.

[1:19:19]Obrigada Rui, parabéns, o mercado precisa de muito mais pessoas como você que abraçam essa causa e está fazendo sucesso aí, parabéns.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.