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RECICLAGEM, CRÉDITO DE RECICLAGEM E MUITO MAIS! | Lucas Barbosa (Eu reciclo!)

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Episódio completo no YouTube: RECICLAGEM, CRÉDITO DE RECICLAGEM E MUITO MAIS! | Lucas Barbosa (Eu reciclo!)

Lucas Barbosa, da Eu Reciclo, explica como funciona o crédito de reciclagem, o que o decreto do plástico exige e como valorizar catadores e cooperativas.

Principais insights

  • Lucas Antunes Barbosa, engenheiro civil e gerente de inovação e economia circular da Eu Reciclo, vê no decreto do plástico um avanço de mobilização, mas alerta que, sem incentivos fiscais, o reciclado perde competitividade para a resina virgem.
  • O crédito de reciclagem funciona como compensação: uma central de triagem homologada comprova, com notas fiscais, a tonelada vendida a um reciclador, e a marca compra esse crédito em vez de recolher a própria embalagem; parte do valor volta à cooperativa.
  • A homologação exige licença ambiental, vistoria dos bombeiros, ausência de trabalho infantil e documentação como MTR e CDF; um verificador independente cruza as notas para evitar duplicidade.
  • O projeto Rede Transforma estende o crédito ao catador de CPF: hoje atende quase 200 catadores em uma cooperativa-piloto e deve ir a Brasília.
  • O decreto tem duas frentes: a recuperação de embalagens (32%) e o conteúdo reciclado (22%); segundo Lucas, o crédito só vale para a primeira, e a segunda tem a restrição explícita das embalagens primárias de alimentos.
  • Lucas diz que cada tonelada de resina PCR usada evita cerca de 2 toneladas de CO2 e cita o estudo do projeto Tampinha Legal, que apontou redução de 82% na pegada de carbono ao reciclar a tampa.

Perguntas frequentes

Quem é Lucas Barbosa e o que faz a Eu Reciclo?
Lucas Antunes Barbosa é engenheiro civil pela UFRJ, com MBA em sustentabilidade e mais de 10 anos em consultorias ambientais, e há cinco anos atua na Eu Reciclo, hoje como gerente de inovação e economia circular. A empresa certifica a rastreabilidade de materiais pós-consumo, vende créditos de reciclagem, trabalha com cerca de 500 parceiros operacionais e promove educação ambiental.
O que é o crédito de reciclagem e como ele funciona?
Segundo Lucas, é a forma de a marca cumprir a logística reversa sem recolher fisicamente a própria embalagem. Uma central de triagem homologada vende uma tonelada de material pós-consumo a um reciclador; a certificadora valida as notas de entrada e saída e gera o crédito; a marca compra o crédito proporcional ao que colocou no mercado, e a certificadora repassa a maior parte à cooperativa.
O que é a Rede Transforma?
É uma iniciativa da Eu Reciclo para levar o crédito ao nível do catador autônomo, que atua por CPF e tem mais dificuldade de comprovar documentos. Em um piloto, uma cooperativa cadastra os catadores e controla as entregas; marcas pagam um valor maior pelo crédito, e o catador recebe um complemento por quilo, além de capacitação. Hoje são quase 200 catadores.
O que o decreto do plástico exige de recuperação e de conteúdo reciclado?
De acordo com Lucas, as marcas precisam garantir a recuperação de 32% das embalagens colocadas no mercado, o que pode ser comprovado com crédito de logística reversa, e usar 22% de conteúdo reciclado nas embalagens plásticas. A segunda meta ainda depende de portaria em consulta pública, e a restrição explícita aparece nas embalagens primárias de alimentos, que não podem receber reciclado de PP ou PE.
Como o crédito viabilizou a coleta de vidro em Manaus e em Bonito?
Lucas explica que o vidro paga muito pouco por quilo, o transporte é caro e, por isso, ninguém coletava em lugares como Manaus e Bonito (MS). Com o crédito de reciclagem do vidro, a Eu Reciclo estruturou hubs e conexões e passou a valer a pena coletar. Ele lembra que, para existir crédito no estado, é preciso haver coleta, certificação e investimento na cadeia.
Que outras medidas Lucas e Rui citam além do crédito de reciclagem?
Os dois defendem educação ambiental desde a escola, fiscalização, incentivo fiscal para o reciclado, desoneração da cadeia de reciclagem e mecanismos financeiros como o depósito retornável, que na Alemanha devolve 25 centavos de euro por garrafa. Lucas resume que o crédito é parte da solução, mas nenhuma medida resolve sozinha.

Capítulos e transcrição

0:00Abertura: Lucas Barbosa e a Eu Reciclo

[0:00]e seja muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico e hoje eu tenho o prazer de receber um profissional que vive a reciclagem por dentro, Lucas Antunes Barbosa, engenheiro civil pela UFRJ, com MBA em sustentabilidade, mais de 10 anos em consultorias ambientais e atualmente rede comercial de inovação e economia circular na Eu Reciclo. Há cinco anos dentro da empresa, ele atua diretamente na expansão do uso de plástico reciclado no Brasil e na estruturação de mercado de logística reversa Lucas, seja muito bem-vindo ao nosso PodPlástico, a gente vai bater um papo bem legal hoje sobre economia circular, crédito de reciclagem, o que pode, o que não pode Todo mundo com dúvida, por favor, se apresenta pro pessoal Muito obrigado, Rui, é um prazer aqui, eu queria agradecer, em nome de reciclo pelo convite, pela confiança dessa conversa, e superanimado pra gente ter esse papo sobre circularidade, sobre logística reversa, reciclagem, tudo que tá envolvido.

1:06O decreto do plástico: avanços e preocupações

[1:06]Vamos começar pelo doído, decreto, o que você vê nesse decreto que pode prejudicar ou melhorar o uso do material reciclado, da circularidade do material? O decreto ter decreto e regulamentações é superimportante para a sociedade em geral e eu acho que no caso do decreto do plástico especificamente a gente tem que entender como é que ele foi formulado as discussões que, quem participou das discussões que aconteceram é sempre importante que haja muito, muitos atores técnicos que estão por dentro do mês de outubro.

[1:51]mercado, tudo o que acontece, parece que a discussão vem de três anos de discussão em alguns fóruns e eu estou recebendo, eu estou tendo muitas conversas com clientes, eu reciclo com marcas, que o pessoal está preocupado, conversa com transformadores, com recicladores e assim tem um lado que é muito positivo que a gente vê que é, olha, será que a partir de agora realmente o mercado vai conseguir se adaptar, a gente vai conseguir valorizar ainda mais realmente cadê de reciclagem, material reciclado em si, o plástico reciclado, e por um lado, a preocupação de estamos preparados para fazer, então estou tendo cuidado de conversar com muita gente para entender o quanto estamos preparados, para quais tipos de plásticos a gente está preparado, quais cadeias, quais segmentos, quais são realmente os entraves, o que dá para ser enquadrado nas embalagens que a gente já tem, a tecnologia já tem a e matéria-prima. Então, eu acho que existe essa preocupação sobre a oferta, oferta de qualidade sobre os materiais, sobre se as marcas vão conseguir atingir essas metas já nesse primeiro ano e então eu acho que é um passo importante, mas ao mesmo tempo preocupa um pouco, principalmente um lado econômico, né? Eu acho que seria muito importante, a gente não tem hoje uma condição pro material reciclado, vantajosa, né? A gente vê que você não tem incentivos fiscais para o uso do material reciclado, então isso acaba, acaba que a competitividade com a resina-vigem ela, ela, ela, ela é baixa, né, então a gente tem muita importação de resina-vigem, então o movimento do decreto ele é, ele é importante, ele traz esse apelo, ele traz uma mobilização, mas ser importante também vir acompanhado de incentivos fiscais para o próprio mercado se regular, para as marcas, para os transformadores conseguirem realmente se adaptar e ser interessante no geral. Então, acho que esse é um primeiro passo.

3:52O que faz a Eu Reciclo e o programa Rede Transforma

[3:52]Sim, e desculpa, eu tinha que te perguntar do ano que eu não perguntei, eu pulei. É o reciclo, me conta um pouco do reciclo, o que faz o reciclo? Em que mercado atua, como atua, o que faz? Perfeito, perfeito. Aí o reciclo, ela tem a missão de aumentar taxas de reciclagem, promover economia circular, circularidade. Esse é o grande objetivo, é valorizar os atores da reciclagem, é trazer um pouco de educação ambiental para que todos os membros da sociedade, integrantes, sejam crianças, adultos, em escolas, todo mundo tenha mais conhecimento, crie seu senso crítico e consiga participar desse movimento que a gente considera tão importante da circularidade dos materiais.

[4:39]e esse movimento, vocês têm alguma ação social, alguma coisa que envolva isso, como vocês chegam para construir esse movimento? Legal, a gente trabalha em várias formas, a gente tem várias atuações, a gente tem uma atuação que depois a gente pode explicar em mais detalhes, que é o cré-estúdio de reciclagem, RECICLAGEM, CRÉDITO DE RECICLAGEM, SENAI, ABIMAQ, ABRAMPA, ETEC, SENAI, ABIMAQ, ABRAMPA, EMBANEWS, de trabalho com cooperativas e a gente está como iniciativa com catadores que é muito interessante, que é pioneira até no Brasil, que é o Rede Transforma, que é como se fosse um, assim, em resumo, um crédito chegando ao nível do catador, o que é uma dificuldade enorme. Então, a gente começou um projeto piloto e a ideia é que a gente consiga fazer uma expansão. E a gente tem algumas iniciativas de aceleração de cooperativas no sentido de conseguir viabilizar operações, ajudar na formalização que é tão importante. Na captação de recursos também?

[6:04]Na captação de recursos a gente também auxilia uma consultoria para ver como captar recursos, como criar cadeias para materiais que ainda não estão sendo aproveitados, então a gente consegue promover muito, a gente está com um ecossistema grande hoje de centrais ladores, contato com órgão ambiental para a gente promover um pouco essa integração, as conversas e as conexões para que a gente consiga expandir realmente a circularidade para os diversos materiais.

[6:31]Muito legal, vocês trabalham assim no âmbito mais de consultoria e engajamento do pessoal. É, a gente faz muito essa questão da mobilização, promove essas conexões e promove realmente e conhecimento à educação ambiental, puxa realmente as marcas, os transformadores para o jogo mesmo, para que a gente pode pensar junto, como que a gente pode minimizar, reduzir o impacto do que a gente, inevitavelmente, a gente vai causar. Então, eu acho que é realmente se juntar com a cadeia, com esses atores, participar desses fóruns, traz associações de classe, traz o órgão ambiental, traz o catador, traz as cooperativas para a gente promover discussões e conseguir criar realmente cadeias que sejam saudáveis e a gente consiga aumentar a taxa de reciclagem e promover um planeta mais saudável mesmo.

[7:26]Muito bom! É o que está todo mundo buscando, né? Concer a circularidade dos materiais, né? E a questão que a gente estava falando do tributário, do crédito, no caso do catador, o catador é o cara que mais sofre, a tabela que paga pra ele é muito baixa, né, a gente até fica meio assim de falar, mas o valor é muito baixo, na cooperativa já paga um pouco melhor, mas também não é tão bom, o ideal é que tivesse incentivo de tributação nessa cadeia e não aumentar os tributos, como tá sendo desenhado agora, vai passar de 6 pra 26, né, o imposto de uma cadeia que ela já foi que foi tributada lá desde a época que nasceu a resina até o final, vendeu o produto, tudo ela foi tributada e o cara que vai fazer o serviço de coleta, que deveria ser uma coleta pública, uma coleta urbana pública, o catador vai, faz esse serviço de coleta de triagem, leva para uma outra empresa que vai triar melhor e vai separar, vai vender e todo mundo ligado nessa cadeia tributada. Então, na verdade, o esforço em conjunto, eu me incluo nisso, tá? Então, se precisar de mim eu estou à disposição, que a ideia é a gente formar, juntar força pra que eles não sejam tributados e pra que esse tributo suma da mão deles, pra que aumente a vontade de reciclar, né?

[8:58]Não deixo o cara e falar, pô, meu, não vou pegar mais isso porque vale cinco centavos, porque quem quem paga conta, é sempre o mais fraco, não é nunca o que está aqui, né? É sempre o que está aqui. Então, é esse esforço de diminuição de carga tributária, putz, conta comigo que eu estou louco para brigar por isso, para eles. Não, é sensacional. Eu acho assim, uma coisa muito importante, é gente pensar assim, uma coisa importante do decreto em si, né?

[9:26]A gente sabe que vão ter, não sai da forma perfeita, mas um lado positivo, é realmente a gente aumentar as discussões sobre o uso do material reciclado, inevitavelmente isso é positivo, é a gente tem que pensar na forma no como quem participa, como é que envolve o catador, as cooperativas, como é que vai fazer realmente a gente ter esses atores valorizados. E uma coisa muito importante que a gente sempre fala é que você precisa ter uma demanda lá no final, lá na ponta.

[9:56]O material, ele só vai ser reciclado, se tiver alguém pra comprar esse material reciclado, não é porque parece assim não então vamos reciclar a gente coleta não sei o que vamos aumentar reciclagem mas mas e aí a gente só vai aumentar reciclagem se alguém quiser comprar e para comprar tem que para tem que ser interessante tem que ter preço tem que ter preço tem que ser interessante em alguns aspectos tem entre eles o preço fundamental então isso que você tá falando lá na ponta a marca ela vai querer ter o material reciclado se ela conseguir pagar ter condições melhores para isso se a resina virgem ela tá muito mais mais barata, entra num dilema muito forte, então a gente tem que realmente reconstruir essa questão dos impostos, porque realmente fica uma coisa muito desigual, e aí eu acho, como você falou a questão dos catadores de cooperativas, eles são um ponto central da reciclagem no Brasil, não há dúvida, porque se eles nada acontece, e como você falou, eles são muito mal remunerados. E você tem, na verdade, a gente sabe que tem atravessadores, né? Muitas vezes que acumulam coisa que esse entragem de triagem estão separando e aí esses atravessadores vão juntando e conseguem vender a preço de melhores. Tudo é sobre conseguir vender a preço de melhores. E a cooperativa que está ali ralando, faz aquela triagem primária, tem que coletar as vezes ter seu próprio caminhão, dá um jeito de conseguir material, ela não consegue um valor suficiente. Aí o crédito vem como uma ação que eu acho que é importante complementar e que a gente tenta chegar a um nível do catador nesse programa rede transforma, a gente consegue que o catador consiga uma remuneração mais justa pelo que ele está conseguindo fazer de trabalho.

[11:33]Como funciona isso? Como ele consegue fazer isso? Como ele dá entrada nisso? É, então, para a gente conseguir fazer isso a nível de CPF, porque com a central de triagem formalizada você consegue ter acesso à documentação oficial e tudo mais, mas e reciclagem de CPF é mais difícil. Então, a gente tem um acordo com a Rede Sul, se tem participação do Carioca que é uma pessoa fantástica que trabalha com isso há muitos anos e a gente consegue formular uma composição para aquela cooperativa em específico. A gente consegue ter o controle de quem está chegando para fazer as entregas, a gente tem cadastrado esses catadores ali e a gente faz um trabalho que é não só de cada quilo de material que ele consegue separar e levar, a gente consegue promover um valor maior para ele. Por quê? Porque lá na ponta a ideia é que marcas possam pagar um valor do Crescent um pouco mais alto, entendeu? Para que consiga financiar o projeto como um todo.

[12:37]Obviamente que é importante ter algum tipo de financiamento. Então eu reciclo participa disso e as marcas que estão investindo no valor do crédito mais alto, elas conseguem fazer com que, a nível do catador, ele receba um valor um pouco melhor. E além disso, tem também uma série de, a gente faz um trabalho de educação, de capacitação também para esses catadores. Tudo isso dentro de um formato numa cooperativa que a gente consegue ter o controle sobre os processos, sobre as pessoas e a ideia que a gente consiga fazer em outras. A gente e está abrindo também agora um processo em Brasília, para começar, a gente já trabalha hoje ali na rede sul com mais ou menos quase 200 catadores, e a ideia é que a gente consiga expandir para muito mais, só que realmente dá muito trabalho conseguir esse controle, sabe, é muito difícil de conseguir, a nível de CPF, sim, exatamente, exatamente, então mas mas assim, eu acho que no geral a gente tem super isso aqui em comum, que é conseguir valorizar esses atores, porque o trabalho dessa ponta é fundamental para que a gente tenha um material reciclado lá e só vai ter se a gente conseguir que haja demanda para isso e eu acho que uma coisa que fica às vezes conversando com consumidores ou com indústrias e tal, fica todo mundo jogando um pouco para o outro, falta um pouco de autoresponsabilidade, sabe?

[13:58]Às vezes assim a marca fala, ah mas meu consumidor não aceita com material reciclado de reciclagem química, reciclagem de reciclagem química, casco de cosmético preto, eu achei fantástico, porque é um produto reciclado, aí o reciclado você pega todas as cores mistura, vai pro cinza, pigmenta vira preto, então o cara lançou um produto, eu falei, esse produto é o produto, isso aqui tinha que estar eco, bio, bem grandão, assim, que ali tem um eco designer, né, porque o cara pegou o reciclado e fez uma garrafa de shampoo que não impacta em absolutamente nada no produto dele ser reciclado ou não e ele usou um material que é de difícil venda, que é o material misturado, né? Sim, sim, não é, isso é perfeito.

[15:12]Então, assim, com essa educação, que eu acho que você também faz um trabalho que é superlegal, né, de levar a educação, levar conhecimento, todo mundo tem que saber um pouquinho, não adianta alguém falar assim, ah, não, mas eu tô fora dessa jogada, todo mundo tem que estar dentro da circularidade em algum nível, você tem que saber minimamente o que tem mais facilidade para reciclar, como fazer esse processo, o que acontece na sua cidade, para você tomar o melhor de escolhas como consumidor, mas não só como consumidor, como pessoa jurídica, você vai lá e você vai avaliar por, será que eu consigo aumentar a quantidade de material reciclado? Será que eu consigo de alguma forma? Isso tem que estar na cabeça de todo mundo, não só se for demandado, então acho que assim decreto, ele vem, pô, é pra demandar, é uma coisa que... mas não é pra fazer só se tiver um decreto, tem que fazer pelo seu chamado interno ali, por entender que isso é melhor pra todo mundo, e claro, fazer uma avaliação de preço, de condição, né, de esse espectro todo, mas assim, tomar melhores decisões como pessoa, como indivíduo, onde quer... em que cadeira que você esteja? Pode ser na cadeira do governo, pode ser na cadeira de uma marca, de um transformador ou de um consumidor. A gente precisa dessa integração para a economia circular funcionar, senão...

[16:23]Você vê um negócio bem interessante, a proibição da sacola plástica, isso gerou um debate monstruoso e ninguém se preocupou com a pessoa da classe lá, CDE, FE, que aquilo ali é saúde pública para o cara, porque o cara compra o negocinho que ele vai comprar no supermercado e ele e usa a sacolinha plástica para fazer o descarte do lixo, em vez do lixo ficar jogado no chão ou se ele ficar dentro de uma caixa de papelão, quando o coletor de resíduo for passar, ele vai pegar a caixa, vai rasgar o fundo, né, então o saquinho de lixo ele é muito importante, se o cara não tem dinheiro para comprar uma garrafa de leite, ele vai ter dinheiro para governar o saco de lixo, então o cara que fez esse projeto de lei, ele não pensou em momento nenhum nessa classe social, para mim, e, normalmente, tanto faz se vai sacolim ou se vai saco de lixo, mas, para pessoas que vão ter que comprar o saco de lixo, isso é oneroso para caramba. Tira, às vezes, uma bolacha de dentro de casa para comprar um saco de lixo. O cara não vai tirar, ele vai pegar a caixa de papelão que o supermercado oferece, vai colocar na rua, aquilo vai poluir, vai contaminar, vão vir insetos, vão vir ratos e tudo mais em cima daquele lixo aberto, que é a sacola não faz só o papel de você transportar o negócio para sua casa ela faz o outro papel que o papel que traz sanidade, você traz higiene no descarte do resíduo que essa sacola tem, sei lá, um oxi-biodegradável, que essa sacola tem um outro aditivo que existe que só funciona para ter o sanitário, existem várias soluções Agora, a solução da proibitiva, ela é a pior de tudo em tudo, tudo que você impõe é ruim, você tem que fazer coisas que sejam construídas e não impostas, pra que funciona aí, né?

[18:25]Não, com certeza, eu acho que, como você falou, a gente tem que analisar as condições sempre, nessas decisões de impacto ambiental, é ambiental social que a gente é ambiental de alguma forma também, né? Então não adianta você promover diretrizes sem realmente você ter escuta em comunidade ou em qualquer outro lugar É importante você ouvir todas as classes, ouvir, entender pros e contras, para que a gente possa fazer a melhor avaliação possível O que que dá para fazer? Eu considero que, assim, como sociedade, agora generalizando, a gente tem que conseguir criar esse senso crítico para ter melhores decisões no dia-a-dia. Só que as decisões, eu não posso colocar que a minha decisão escolha de produto ou de tipo de embalagem, ela está num pé de igualdade com quem tem uma condição mais desfavorável, financeiramente falando.

[19:17]Então a gente não pode exigir, não, você tem que tomar uma decisão mais sustentável, aí sem entrar com o que é mais sustentável ou não, mas, como aí? Você tem que considerar as condições que estão ali, como é que você quer me colocar na mesma posição que você? não pode, a gente tem que olhar todas as condições, e aí eu acho que é trazer esse senso crítico na base, pensar muito na questão da educação, para que as pessoas possam a cada vez tomar a melhor decisão, olhando para todo o espectro que envolve aquela decisão. Qual o impacto ambiental que vai ter? Qual o impacto financeiro que vai ter? Qual é o baseado nisso aqui? Essa aqui é a melhor decisão mais consciente que eu posso fazer. Eu acho que é mais sobre criar esse senso, trazer conhecimentos para as pessoas individualmente conseguirem tomar na decisão dentro das suas limitações. É óbvio, porque não é igual.

[20:03]Isso você teria que ter na sala de aula, uma aula sobre isso, nem que seja uma vez por mês, uma vez por semana, isso tinha que entrar na grade curricular pra entender a separar os resíduos em casa. Por exemplo, compra uma embalagem de bolo e tá suja de bolo. Lava ou não lava pra mandar pro resíduo? Lava, tem que lavar. Não com água e sabão, reciclador, mas tem que passar uma aguinha para chegar limpinho lá e a pessoa pegar.

[20:32]Está no fundo da pinta enquanto lava a louça, tem que criar algo. Isso vale para saco plástico, que vira sacola, que vira saco de lixo, isso vale para embalagem de bolo, isso vale para frasco de, aquele frasco de sabão-omo, pô, que reciclador que não quer aquilo, todo mundo quer aquilo, aquele espotão de whey, você pega aquele pote de whey e o reciclador, olha, fica colho desse tamanho, porque aquilo vale muito de dinheiro. Então, aí vem a politização do negócio é muito ruim, né? Quando você vem com esse decreto, na minha, assim, gela opinião, eu sou nada perto de quem define, mas na minha, assim, gela opinião ele veio muito precoce. Ele precisava, a gente lógico, que a gente tem o Programa Nacional de Residuções lá de 2010, que ele não evoluiu e agora e a viéria deram uma porrada, aquilo ali tinha que ser estruturado e progressivo, ele não podia chegar e pá na mesa, ele tinha que conversar com todo mundo, conversa com a classe C, D, E, conversa com o empresário, sua empresa tá pronta, se não tá pronta dá o prazo de adequação pro cara, explica como será feito, o que dá pra sair de produto, o que não dá, o que vai ser transferido para o quê. Agora, por exemplo, você compra hoje um talharde descartável, a talharde descartável, tem que tirar, tem que banir, beleza, vamos banir o talher descartável, mas não pode banir nem no hospital e nem no presídio, tá, então no hospital e no presídio eles vão pagar quatro vezes mais caro, porque quando você diminuir a escala, aumenta o preço, então é automático, então o estado está pronto para pagar quatro vezes mais caro porque não vai poder ter no mercado, não é melhor educar a população e ter um dispenser correto onde vai-se utilizar isso para descartar aquele talhé. Às vezes a solução é tão mais simples que o cara usa uma bala de canhão para matar uma barata, né? Total, não. Assim, da sua fala, me veio muito ainda essa parte da educação, que a gente, às vezes você chega numa escola, a escola vai lá e implementa uma coleta seletiva, né? Tipo assim, coloca as lixeiras lá de cada cor e tudo mais e falar olha agora estou fazendo uma ação legal e realmente é legal mas assim até que ponto você está criando o senso crítico necessário naquelas crianças que estão ali você está preparando aquela história toda elas entenderem a diferença de cada material e não só isso porque não pode parecer que aquele resíduo sumiu né porque dali acabou ah não mas eu botei no lugar certo não você não botou um lugar você tem que entender qual caminho que ele vai percorrer e o que que a gente pode e depois com aquilo ali. Se mostrou várias iniciativas super bacanas com os materiais, mas a gente não tem essa visão, então não adianta, eu acho assim na educação, pessoalmente aqui, eu te falei também me formei recentemente em pedagogia, eu não sou a favor da gente só repassar e falar assim, é assim que se faz.

[23:32]não, olha, qualquer coisa, pode ser política, você tem que fazer desse jeito, isso aqui é o que você tem que pensar dessa forma, decorar, não é decorado, você tem que criar a motivação, você tem que criar o arca-bolso para que as pessoas, elas tenham as crianças o senso crítico delas e entenderem, pô, pera aí, mas se eu separar vai ser melhor então, porque esse plástico aqui vai para lá, ele pode voltar para a gente, então, pô, maravilhoso, vai ter um impacto muito menor, e a decisão sobre cada material também ela nunca é óbvia, Ah, é melhor usar material tal e tal, não dá pra responder isso, pra você responder você tem que entender todas as condições, tem que entender tudo o que acontece, qual o transporte que acontece com ele, quanto que se gaste em transporte, em energia, em água, em tudo, a avaliação ela nunca é tão simples, então...

[24:20]e as avaliações de ciclo de vida estão aí para qualquer um pesquisar, né? O cara fala, ah, porque eu uso na minha casa tudo de vidro, cara, beleza, está no teu ambiente ali, você cuida do teu vidro e aquilo é duradouro, ok? e geniza da maneira correta, bacana, o outro fala, eu só uso de plástico, ok, também, geniza e siga as regras, né? Siga as instruções do material plástico, você não vai colocar um PET dentro do microondas, não pode?

[24:48]então você vai colocar um polipropileno que foi feito para isso hoje, por exemplo, o policarbonato que gerava tão falado e temido bisfenol que foi retirado da embalagem de alimento que era para uma madeira então o tão famigerado bisfenol saiu com esse material policarbonato e ele é utilizado hoje para água gelada você vê um monte de gente usando garrafa de policarbonato e nem sabe e o policarbonato, ele abaixo do ponto vícate que é 160 graus, mais ou menos, o dele, ele é inofensivo total ele liberava o bisphenol lá na frente porque às vezes a pessoa que esquentava uma madeira no banho maria, que não tinha microondas na época, colocava no banho maria, a água acabava e continuava no fogo, ele derretia quando ele chegava no ponto vícate, ele abria, soltava, liberava o bisphenol, quando ele voltava a temperatura normal, ele encapsulava o bisphenol de novo mas já tinha liberado. Então, esse foi o ponto que todo mundo fala de bisphenol, desruptoridócrino, que, pô, cara, a gente escuta tanta baboseira que dá até...

[25:56]O cara fala mal do PVC, que solta o fitalato e fala mal do poliestireno, coloca bisphenol no poliestireno, coloca desruptoridócrino no poliestireno por conta do estireno e, na verdade, não é nada disso. são informações e falácias que você tem de uma pessoa que falou e várias que replicou que nem a história do Canudo lá nos Estados Unidos, ela foi, ela foi posta por uma criança de 10 anos e pegaram aquilo que a criança de 10 anos falou, jogaram como se fosse verdade na mídia, pô, uma criança de 10 anos entende o que de química, entende o que de polímero, não entende absolutamente nada, só que o moleque falou, alguém escutou, alguém replicou e aquilo foi para a mídia, foi avassalador e rebateu aqui, né? Então são coisas assim que não tem profundidade de estudo para poder fazer o decreto.

[26:49]Você vai fazer um decreto, um projeto de lei, coloca na mesa quem conhece, coloca a cientista, tem tantos cientistas bons aí no mercado que são do governo, não precisa nem buscar fora, tem cientista bom do governo e muito bons, você pega lá o pessoal do CETEI, do ITAL, caramba cara, pega o pessoal da Anvisa, tem um monte de gente muito boa, chama gente do SENAI, chama, você tem um monte de gente boa pra chamar pra discutir sobre aquilo né, e os caras não chamam ninguém pô, chama ONG pra discutir, ONG entende que, entende nada, os caras não estudam o material plástico pra discutir, eles estudam como acabar com o material plástico, isso serve e não só para o material plástico. Isso serve para o papel, isso serve para o vídeo, isso serve para o alumínio, isso serve para qualquer tema, né?

[27:38]Agora você está vendo aí toda hora na internet, não cozinha em panela de alumínio. Pô, minha mão usou panela de alumínio a vida inteira, cara. É, não, eu acho que você falou... isso é muito importante da gente considerar. A gente falou sobre as classes e falar sobre especializações. Se você tem gente estudando isso há muito tempo, isso precisa ser elevado em consideração o mercado, a questão técnica.

[27:58]e, então, esse é um ponto realmente de, né, que vem uma crítica, né, mas olhando assim também, eu acho que é legal olhar por um lado positivo assim, tentando olhar um lado positivo do decreto em si, apesar da questão, né, de não ter benefícios fiscais como a gente gostaria e de achar realmente que o mercado não está totalmente preparado para uma meta, tipo, alta, assim, no primeiro ano e tudo mais, eu ainda vejo um lado positivo que é esse da mobilização, da gente dialogar...

[28:28]movimento, que assim o mercado vai se começando a se adaptar, promove discussão aqui e eu espero que haja, se não foi tão discutido como você falou lá no início, que possa ter discussões ainda agora, que fique mais claro, a gente tem uma portaria que deve sair em breve, que está em consulta pública, que fique mais claro o que que está enquadrado, o que que não está, que as pessoas tenham mais esse conhecimento e isso seja conversado com quem fabrica, quem produz, para saber, dá para fazer, não dá para fazer, qual limitação que existe hoje e como que a gente pode desbloquear essas limitações? Que tipo de investimento tem que ser feito e conhecimento compartilhado para a gente desbloquear essas limitações técnicas ou econômicas? Vai ter crédito, a gente estava conversando ali, eu sou obrigado a investir para fazer determinada coisa, vai ter um crédito, o país vai me ajudar com isso, que hoje a gente vai buscar dinheiro 20% ao mês, então se você parcela em 4 anos, você paga 2 equipamentos, então vai ter um subsídio para você fazer a modernização da indústria, porque a nossa indústria hoje é sucateada, então é comum todo, a gente fala comum todo porque é muito caro, ninguém troca a máquina, é difícil para o cara trocar ele troca se ele tiver um aumento de produção muito expressivo, ele troca a máquina, isso eu falo com propriedade total, agora existe um subsídio para a gente ir atrás desse material, existem equipamentos hoje que você coloca um balde de coisa aqui desse lado do outro lado e sai todo selecionado. Esses equipamentos eles já existem, só que nós não temos acesso por ser muito caro. Você já pensou uma cooperativa com o equipamento desse? Então, por que que o governo não financiou uma cooperativa? Aí é ser fantástico, você vai lá, joga tudo na entrada lá, separa tudo, aí fica só as pessoas no final da esteira, separando realmente o que é o que não é e já não pega material contaminado mas não tem olhos pra dentro dessas pessoas o que eu sinto muito mesmo é a falta do olhar do nosso poder público para as cooperativas para os próprios catadores você tem aí a ANCAT que tem o Roberto que tá defendendo bastante aí a classe dos catadores assim ele representa a classe dos catadores sim mas mas não toda, porque politizou. Então, a partir do momento em que você tem uma politização de alguma coisa, já perdeu o cunho que ela foi criada.

[31:02]É, acho que quando você consegue integrar, quando você consegue ter essa articulação maior, envolver os atores que participam em promover debates, diálogos e fazer dessa forma, eu acho que todo mundo consegue abraçar mais essas causas e a gente conseguir e um processo muito mais fluido, e não esse processo de politização mesmo, isso aqui um é contra o outro, porque as empresas acham que o governo está contra a empresa, não deveria ser assim, a gente não deveria ser dessa forma, a sensação tinha que ser ótima.

[31:36]Exato, então o governo é fundamental à regulamentação, só que ela tem que vir acompanhadas de ferramentas, vir acompanhadas de mais discussões, vir acompanhadas de crédito muitas vezes, de benefícios fiscais de até questões tecnologes de trazer, de outros lugares, aparatos tecnológicos que vão ajudar realmente nesse processo de limitações técnicas existentes, então isso tudo faria uma coisa muito mais fluida pra gente.

[32:01]Então aí fica esse negócio, um tá contra o outro, ele só quer fazer eu gastar mais dinheiro, então é muito ruim. Mas assim, o lado que eu acho, como eu falei, positiva da gente ter essas discussões maiores, nós como eu reciclo aqui, a gente tem o interesse a aumentar o uso do plástico reciclado, todos os tipos de plástico reciclado, então esse é o nosso objetivo, então a gente quer promover as melhores conexões possíveis, a gente quer conversar com todo mundo, a gente quer entender quem tem condição de fazer qual tipo de material, como é que a gente replica essa situação, como é que a gente pode incentivar as marcas a ter essas conexões e como que a gente pode? Eu acho que isso a gente não falou ainda, Rui, mas eu acho que essa questão da certificação é tão importante, a rastrabilidade.

[32:47]Sim. Ela fala, mas por que rastrabilidade? Rastrabilidade, porque a gente precisa ter transparência sobre os processos que acontece. Claro. A gente sabe que é fundamental, por exemplo, a reciclagem do material pós-industrial, é fundamental das aparas do que é pós-industrial, mas o maior desafio ainda é no pós-consumo. É o pós-consumo. e eu sinto que tem uma confusão de mercado em geral e vem de novo a questão da educação e do conhecimento do que é pós-consumo, o que não é, por exemplo, porque o desafio do pós-consumo é maior, então a gente tem que investir no pós-consumo, então é importante que a gente consiga fazer a rastrabilidade dos materiais que estão se transformando nas resinas, que ele tenha realmente uma origem pós-consumo, que a gente não só valorize o catador e a cooperativa que estão ali, que estão trabalhando às vezes com pós-consumo, com pós-industrial, mas que eles estão botando a mão na massa no pós-consumo.

[33:38]A reciclagem do pós-consumo é 90% catadora cooperativa. Então a gente precisa ter essa rastabilidade para que eles consigam receber os benefícios corretos, como é o caso do crédito, por exemplo, e que a gente consiga ter essa transparência no processo para todo mundo. Então esse é um trabalho forte do reciclo, certificação de rastabilidade, homologação oceano dos atores, que é no final das contas para que eles conquistem esses benefícios, que é para ceder eles mesmo, porque eles que estão desenvolvendo trabalhos de verdade, eles que estão colocando a mão na massa ali, promover essas conexões das cooperativas para elas venderem melhor o material, açucata para os recicladores, que consigam receber um preço justo por isso, que consigam não ter tanta interferência ali no caminho, consigam fazer melhores vendas, porque no final é isso, é uma empresa, eu preciso ter um lucro, eu preciso ganhar mais do que eu estou gastando, entendeu?

[34:30]Precisa ganhar bem para arrumar aquela situação que não é legal, aquele ambiente precisa melhorar, precisa ser como uma indústria, precisa ser um ambiente industrial. A gente tem que conseguir ajudar nisso, tem que ter subsídios, tem que ter informação, consultoria, tem que ter conexão, aí a conexão dos recicladores também tem recicladores pequenos, que a ideia é que a gente consiga fazer, eles expandirem, conseguir vender para transformadores maiores, que eles consigam atingir uma qualidade de material que pode vim de equipamentos, que pode vim de conhecimentos, de processos, então a ideia é que eles consigam melhores vendas também, então a gente quer promover essas conexões de todos, da sucata, da resina PCR, é o que precisa mesmo, exato, mas sabendo das limitações existentes e que a gente consiga dar essa constoria, promover essas conexões melhores para a economia circular funcionar, lá aqui. Ah, e o reciclo, ela vende crédito de reciclagem? Isso, isso é uma das atuações do reciclo. Tá, eu vou falar que eu sou um fabricante de embalagem, em que momento eu posso comprar um crédito de reciclagem? É. O que eu preciso dele. O que você precisa dele? Então é o seguinte, tudo parte realmente aí da responsabilidade legal, digamos assim, né? Esse é o principal viés. Então a gente tem a Polícia Nacional desde 2010, né, que trouxe essa questão, no geral de resíduos sobre aterros, lixões, falas de tanta coisa, gerenciamento de resíduos sólidos.

36:00Como funciona o crédito de reciclagem

[36:00]Mas efetivamente começou até com a Cetesb aqui, a questão da regulamentação, as exigências da logística reversa. Aí eu começo falando, o que é essa exigência da logística reversa? Seria você garantir que parte das embalagens que está indo com produtos seus, ela está voltando para o ciclo produtivo? ligo, não necessariamente para o teu, não necessariamente a sua embalagem, não necessariamente para o seu.

[36:27]Se a gente fosse pegar literalmente, a gente quer aversa, seria você pegar de volta embalagem no ponto de consumo e trazer para cá. Mas imagina cada marca fazer isso da sua embalagem, isso é uma coisa que é inviável. Então qual foi a forma que aí eu reciclo trouxe, a gente criou um sistema, a gente criou todo um processo, para que as marcas pudessem reduzir o impacto, investir na na cadeia de reciclagem de uma forma proporcional que elas estavam gerando. Então, assim, eu estou gerando embalagem? Qualquer tipo de embalagem, ela tem um impacto.

[36:59]OK. Partir desse momento, é importante que eu me comprometa e tente reduzir esse impacto de alguma forma. Não vai ser coletando a minha própria embalagem, mas eu posso pagar pelo serviço ambiental de quem está fazendo isso. Então, é nesse viés e quem está fazendo esse trabalho? Tatadores cooperativas, empresas de triagem, depois de recicladores. e o trabalho de coleta que começa a primeira recuperação, você faz a triagem, o beneficiamento para que no caso do Plástico transformem resina...

[37:28]Para entender o caminho, o catador coleta, a cooperativa coleta, a tria, e eles tem uma tonelada que eles fizeram. Eles vão gerar uma tonelada de cradir reciclagem. Desde que... aí eu vou só botar um parantezante, perfeito, um parantezante. precisa ser homologado. Então tem critérios de homologação, de licença ambiental, de não ter trabalho infantil, de ter licença de bombeiro e todas as questões funcionais.

[37:58]É o que tem que ter uma indústria. É o que tem que ter. Exato. Aí essa central, aí a gente tem essa questão de conseguir ajudar a atingir esse nível. Tem que ser formalizado, tem que gerar nota fiscal. Certo. Aí tem MTR, CDF, toda a documentação. Partido do momento que essa central de triagem ela é homologada, ela atende esses requisitos, ela pode receber o crecho reciclagem e aí a cada tonelada que ela consegue separar né triar preparar e vender para um reciclador final de qualquer material aquilo ali ele pode virar um crédito de reciclagem ok tá então eu consegui vamos lá separei uma tonelada aqui de de PET fiz o trabalho coletei tal separei conseguir vender para um reciclador final uma tonelada de PET e eu fui homologada já essa tonelada de de PET, ela vira um crédito de reciclagem. E o que vai acontecer? Uma indústria, uma marca que usou, por exemplo, para comercializar seu produto em malagem de PET, ela comercializou uma tonelada de PET também. Ao invés de ela ter que coletar essa tonelada de volta que a gente falou que seria inviável, ela pode comprar o crédito de reciclagem do que aquela cooperativa já fez. Mas ela compra de quem? Ela compra de eu reciclo, porque eu reciclo faz homologação e a gente faz a leitura das notas de entrada e saída na cooperativa, porque tem que ser pós-consumo, lembra? Então tem que separar o que é pós-industrial do pós-consumo.

[39:29]Então, a partir do momento que a gente validou aquela nota e aquele processo, aquele processo aconteceu, isso vira um crédito de reciclagem que está em estoque com eu reciclo, porque e você tem que ser uma certificadora a fazer essa homologação e essa rasteabilidade e essa leitura. Então temos um crédito de reciclagem. Então a marca foi lá, usou uma tonelada de PET para vender seus produtos, ela compra, dá eu reciclo essa tonelada de crédito, que é a compensação proporcional, e aí o reciclo passa uma parte para a cooperativa. A gente fica com uma parte pelo processo que a gente fez, um tipo pela atuação nossa, e repassa a grande parte para realmente a cooperativa que desenvolveu o trabalho. E aquela cooperativa, ela ganhou um X por tonelada quando ela vendeu, ela fez o processo dela, certo? O que que acontece? Agora ela vai ganhar mais Y, então ela ganha um valor a mais por tonelada, sem desenvolver nenhum trabalho a mais, é muito mais para ser um valor mais justo que ela deveria ter recebido.

[40:32]e como vocês fazem a atuação, essa atuação da rastreabilidade, tudo isso, eles não precisam ter um departamento dentro da cooperativa para que seja feito isso. Então, na verdade, vocês excluem esse departamento deles de fazer todo esse trabalho, rastreabilidade, identificação de nó de entrada e saída, vocês pegam esse trabalho, fazem esse trabalho e repassam parte do dinheiro para eles.

[40:58]não necessariamente, porque assim, por lei mesmo, de acordo com os decretos, você precisa que uma certificadora faça essa atuação, não pode você mesmo falar, não, eu estou dando conta, eu sou homologado, eu atendo e eu estou fazendo a leitura, você precisa de uma outra parte que faça essa leitura do processo, entendeu? Então, a gente atua como esse agente de confirmação da transparência, da rastabilidade do material pós-consumo, da leitura e garantia que chegou ao reciclador final lá. E aí a ideia é que o crédito que ele recebe, essa cooperativa recebe, o acentral de triagem privada também, com isso ela passa a ganhar um valor mais justo e faz mais sentido a operação dela. Então existem, por exemplo, você sabe muito bem que os materiais têm preços completamente diferentes no mercado. Você tem cadeias muito mais desenvolvidas, que falou do PET, que é super desenvolvida, mas você tem, por exemplo, vidro que paga-se muito pouco pelo vidro, às vezes não vale a pena, então a gente já estruturou cadeias em lugares como Manaus, em bonito no Mato Grosso do Sul, onde não era coletado esse tipo de material, por ninguém, porque não valia a pena, além de poder te cortar, o transporte é difícil, para você ganhar um valor muito baixo, então a gente conseguiu criar hubs e promover conexões que com o crédito de reciclagem do vidro, passou a fazer sentido fazer a coleta, entendeu?

[42:22]Falam que tudo que é abaixo de um real não vale a pena para a cooperativa, e o vidro é abaixo de um real, né? É inacreditável, então assim, e aí o que é interessante da parte do decreto? Que essa mobilização para investir nas centrais, ela aconteceu principalmente pela mobilização do decreto para a logística reversa. Entendi. Entendeu? E aí você tem que fazer isso por estado, os estados regulamentaram também.

42:46Vidro, Manaus e a coleta que passou a valer a pena

[42:46]Então assim, eu preciso, para eu ter crédito de reciclagem no Amazonas, em Manaus, eu preciso que haja coleta, senão não existe o crédito Claro E aí a marca não consegue fazer a parte dela investir no certificado de acordo com as regras da legislação Então por isso é tão importante, tudo segue junto, você tem que estruturar a cadeia, você tem que ter alguém coletando, você tem que ter alguém certificando, você tem que ter gente investindo no processo e aí que é interessante, Rui, que esse decreto, ele menciona também a questão da recuperação de embalagens, o decreto ele traz duas frentes, que são importantes e são complementares, o decreto ele reforça a necessidade da recuperação, percentual de recuperação de embalagens, que é essa logística reversa para você retomar, e menciona também a incorporação do conteúdo reciclado.

43:33Recuperação de 32% e conteúdo reciclado de 22%

[43:33]), isso é algo que é de recuperação do que eu destinei. isso é uma coisa que a logística reversa o outro fala da composição da embalagem então quanto de resina PCR eu tenho na fabricação daquela embalagem sim então você pode ter uma embalagem sem conteúdo reciclado na sua composição mas que vai ser destinado para para reciclagem é você ver uma embalagem termoformada por exemplo de PET fazer embalagem de bolo de doce sim aquilo ali normalmente se usa 100% de material reciclado, então você compra ali 70% de flake PCR e 30% do seu ciclo industrial ali do pós-industria, então você pega o teu pós-industria e ele não conta como material reciclado nesse caso, porque é o que está circulando ali dentro, e você compra 70% de flake que é o PCR reciclado, então esse cara que usa o 70% ele já cumpriu, então é essa a dúvida é então eu sei de novo são são duas coisas serem cumpridas duas coisas principalmente assim pensando na marca de novo ela vai ter que ter 22% de conteúdo reciclado nas embalagens plásticas que ela está usando para mais secundárias terciárias e é claro tem que tirar os desenquadrados que a gente reou outra discussão e ela tem que também garantir que atualmente é 32% das embalagens colocadas sejam recuperadas, entendeu? Então é isso, a minha embalagem ela tem um conteúdo tal e mesmo assim ela pode ser encaminhada para reciclagem, concorda? Uma coisa, uma coisa, outra coisa, outra coisa.

[45:28]E ambas são importantes, ambas puxam a demanda. A questão da compensação, o crédito de reciclagem, ele traz um valor por tonelada mais saudável. E a questão do uso do material reciclado, ele puxa a demanda pelo material reciclado. Então as duas coisas são fundamentais para a circularidade. O que ele não pode é puxar o preço, né? É, então aí essa é a questão. A gente deveria realmente conseguir condições mais favoráveis, a acessibilidade para que todo mundo pudesse realmente trabalhar com isso.

[45:59]ele é assim ele é uma solução estrutural ou ele é uma solução mais burocrática eu acho seguinte eu eu considero ele estrutural eu acho que nada anda sozinho aqui ainda pensando em economia circular eu acho que assim é é então crédito reciclagem a solução pros nossos problemas se todo mundo fizer o crédito reciclagem a gente não vai não é nada disso não porque a mesma história do você pois o lhe sumiu, perdeu tua responsabilidade. Isso é parte, isso é integra, isso é importante para o momento que a gente vive principalmente. Qual é a solução para você coletar cada embalagem?

[46:35]Não tem, pera aí, se eu pagar pelo serviço daquilo ali e tornar aquilo mais interessante para que haja atriagem fundamental para reciclar. Então ela está levando investimentos, ela está trazendo de quem está gerando para quem está coletando investimentos muito importantes, mas eu não acho que ela seja solução única e solução definitiva, pelo contrário, isso é uma forma de ajudar e eu acho que a gente tem que ter várias outras ações, que outras empresas também fazem de dar a mão para a cooperativa e conseguir fazer, ela entender o que ela precisa, como é que ela pode melhorar a atuação dela, o processo dela que consultoria a gente pode dar, quem tá no órgão ambiental, quem tá definindo leis, quem tá participando e todo mundo, todas as iniciativas, elas são complementares, na minha opinião.

[47:20]Agora, do contexto de mercado, eu acho que foi muito importante o crédito, Rui, porque realmente fez com que, desde a indústria pequenininha, empresa pequenininha, marca, padaria, qualquer coisa, até os gigantes, conseguirem investir e investir com transparência, de forma proporcional à sua geração. Sim. Porque ficava um estigma do pequenininho e falava assim, ''Pô, não tem condição de fazer isso.

[47:44]Eu sou muito pequeno, quem tem que fazer o grandão? Não, mas calma, você também está gerando? Então deveria ser uma coisa proporcional. Então isso criou um artifício que eles podem investir de uma forma saudável e proporcional que está sendo gerado, entendeu? E você vê que louco, a gente volta no mesmo ponto de início que é a educação. Então o cara também lá, ele tem que entender que ele tem que destinar para o local correto, porque isso tem que voltar para o ciclo e tem que vir para a economia circular, que acabou o que a gente precisa inserir, na verdade, na cabeça das pessoas, é que acabou a economia linear, e todo produto que vem a nela, ele tem que ser refutado.

[48:25]Exatamente, nossa, isso é tão importante, Rui, porque, e quando a gente pensa em economia circular, todo mundo tem que saber um pouquinho, ninguém tem que ser especialista, mas o economia circular é sobre todo o ciclo de vida do produto, da embalagem, então, em qualquer cadeira que você esteja sentando hoje, de professor, de advogado, de professor, de advogado, de policial, de qualquer coisa. É importante você entender esse mínimo para saber, cara, a gente tem que fazer o design de ter escolhas de embalagens melhores e de produtos.

[48:56]Qual é o produto que vai ter a maior circularidade? Qual tipo de material ele vai... E se eu colocar mono material, se não for multi-camada? E se eu colocar transparente e não colocar cor ou colocar a cor X, porque já tem uma cadeia para ela? Então, a escolha desde o que você vai estar produzindo. Todo o percurso dela, até como você vai destinar, ela é fundamental. E a decisão do consumidor, a decisão da empresa, a gente tem que conseguir valorizar as coisas certas. Você mesmo falou, tipo, se a gente está usando um negócio preto, mas de material reciclado, 100%, e estiver escrito uma coisa do coração, ele tem que pôr um selão desse tamanho. É isso. É isso. É um selo, então a gente a gente fala muito, a gente tem um cedo também, então aqui tem 100% de material reciclado, cara, isso, o que é mais importante? A estética ou a nossa sobrevivência, a nossa vida, isso não pode estar em perspectiva, então a gente tem que ponderar essas coisas.

[49:51]Mas você vê que louco, a gente tem tanto aditivo bom, a gente tem tanto produto bom, hoje, hoje está muito fácil de reciclar, você tem produtos, por exemplo, eu tenho um amigo, Sidnei da Terpol, ele desenvolveu um biocompatibilizante, é um material, por exemplo, você coloca nylon, polietileno, polipropileno, poliestireno, PET, você mistura tudo, coloca um pouco do Terpol e tira o plástico do outro lado. Então, se você vai fazer, por exemplo, eu estou falando desses materiais misturados, porque normalmente é o descarte da cooperativa que vai proteger o sanitário. Você pega todos esses materiais, tritura esses materiais, lava, coloca terpol, você consegue fazer aquela imitação de madeira, aquelas ripas plásticas, que você pode trabalhar em construção, você pode fazer DEC de piscina, você pode fazer um monte de coisa. Você vai lá, por exemplo, na Viva Bem, nós fizemos um pergolado, depois Fiz uma ministruzora e faço as ripas de plástico, com essas ripas fizemos um pergolado e dois bancos para a cooperativa, você precisa ver que bonito ficou com o material de rejeito deles, eu fiz aqui porque a gente está desenvolvendo soluções para que utilize esse material e ele não seja rejeito mesmo que misturado.

[51:19]Pô, maravilhoso! Não, é sobre isso, é sobre a gente conseguir aumentar o ciclo de vida do que a gente tá produzindo, porque a gente vai gerar algum impacto e quando a gente consegue criar essas cadeias, né, criar a tecnologia e criar essa conexão, mas a gente tem que trabalhar em cooperação, porque na economia circular todos os atores tem que estar encadeados, se tá um contra o outro, ao outro só faz se esse aqui fizer, a gente nunca sai do lugar, a gente tem que ter mais proatividade pra buscar soluções integradas, como isso, ressignificar os materiais, reciclagem, mas aí de novo a gente fala tudo parte desse conhecimento mínimo e você por exemplo o super especialista no plástico sabe muito mais do que eu infinitamente e da importância de a gente ter esses diálogos para disseminar os conhecimentos para que a gente crie soluções, porque quando aparece alguém por exemplo vendendo crédito de reciclagem você cria já de pronto um estigma em cima daquilo, você olha e fala porra o cara e o que está acontecendo. Então, a gente quer entender o que está acontecendo. Você deu uma explicação espetacular sobre o tema. Eu achei fantástico. Ele lucidou muitas coisas, muitas dúvidas, que muitas pessoas têm, não só eu, que ainda para muita gente não está muito claro o que está acontecendo e o que está por vir, então todo mundo está com medo do que está acontecendo, mas eu acredito que tudo vai aos poucos se encaixando, muda uma regra aqui, coloca outra regra ali e vai indo super, super, obrigado, agradeço aí por isso que bom que ficou, consegui deixar um pouco mais claro, espero que possa deixar para muito mais gente também, mas é isso, a gente precisa conhecer um pouco a fundo, não adianta só, ah não, mas isso aqui no serve ou serve, a gente tem que compreender aonde está, o que aquilo ali vai fazer de verdade, qual vai ser a diferença que aquilo ali vai fazer, e eu queria só deixar também, acho que é importante, a gente falou muito sobre o decreto, começou com ele, que para então a questão da incorporação de conteúdo reciclado, isso não está valendo, o crester só está valendo para a questão da destinação hoje, que é uma das exigências que o decreto põe, a outra realmente as marcas e as indústrias vão ter que de certa forma se adaptar e a gente tem as dificuldades que a gente falou né de oferta de mercado de várias coisas mas fisicamente as marcas tem que passar a usar em malagens plásticas que tem o conteúdo reciclado aí quanto vai ser atingido eu acho que vai ter todas as discussões né por quanto que se consegue hoje com a tecnologia com o maquinário atingir para esse tipo de plástico a para o filme tal ou para o frasco tal então isso tudo vai e vai gerar ainda muita discussão e ver até que ponto você vai conseguir atingir essa meta global e entender o que está enquadrado, o que não está, e eu acho que como você e outras pessoas especiais, a gente tem que ser consultadas para que a gente saiba dessas limitações, fique claro e ninguém seja cobrado de algo que não tem exatamente como fazer, porque aí vai virar um problema. Na verdade, a maioria das embalagens, quando a gente fala para o ramo de alimento, a maioria não pode voltar pro alimento. Então como é que o cara vai colocar material reciclado dentro de um produto que ele não é homologado pra aquilo, ele não é certificado e ele não pode ser utilizado? Porque ele tem um problema de migração. Aí a gente entra num assunto que é mais pesado, que depende de legislação. Então você não pode fazer uma legislação obrigando o cara a usar o que ele não pode usar? Ele não pode por lei e a lei ou briga que ele use. Então, que lei que ele obedece, né? Então, isso é interessante assim, o decreto, a única restrição explícita que a gente identifica é realmente nas embalagens primárias de alimentos. Mas, assim, a gente sabe que provavelmente vão ter outras restrições também, que tem outras questões, você sabe muito melhor do que eu, que não dá pra fazer. Agora, eu acho que uma coisa interessante de mencionar, é que quando a gente pensa embalagem, no geral de conversas que eu tenho, você pensa em embalagem primária e não pensa na secundária e terciária que também tem muita, muita coisa, né? É o infinito de, por exemplo, filme stretch, ninguém nunca pensa na hora de falar em embalagem. Ah, não, tem o filme stretch. Também é uma embalagem. E também é importante que a gente consiga de certa forma atingir algum nível de PCR, né? Dentro dele. Então eu falo assim, olha, calma aí, para a primária não está valendo, mas para a indústria de alimentos tem muita coisa de secundária e terciária, que é importante a gente fazer teste, a gente entender, começar a colocar algum percentual, entendeu, então esse viés eu...

[56:02]Por exemplo, você pega uma caixa de papelão, que o decreto ele veio focado no plástico, isso eu falo com toda a clareza do mundo, tá, que ele foi focado no plástico, porque as ongs que estão por trás, elas estão focadas exclusivamente no plástico. Quando o que você pega é uma caixa de papelão que ela transporta óleo ou ela transporta gracha ou ela transporta alguma coisa e aquilo vaza essa caixa já não pode ser exclada então ela vai parar na teocenitária e a gente sabe tudo o que tem o que carrega naquilo na tanto na avaliação do ciclo de vida quanto que ela vai gerar na teocenitária o pessoal até cansa de ouvir eu falar que e vai gerar metano, que é um gás 28 vezes mais potente de efeito estufa do que o CEL2. Então, eu acho que o decreto, ele tinha que vir com um pouco mais de potência, já que ele veio.

[56:58]Ele vem com potência para todo mundo. Ele vem para o aço, ele vem para o alumínio, ele vem para o papel, ele vem até para a madeira, porque na serraria, quando o cara está cerrando a madeira e aquele pote-serra vem nele, Aquele é altamente cancerígeno, todo mundo sabe que é, mas ninguém fala daquilo, aí é micro-madeira, micro-madeira não fica legal, fica legal, micro-plástico né, então, micro-papel também não fica bom, micro-plástico rimou bem né, então eles, eles se apegaram num ponto e dali eles, eles não estão ainda saindo para outras vertentes que eu acho que o regulatório, ele tem que vir para tudo, ele tem que vir, a economia circular, ela tem que valer pra tudo, a avaliação de ciclos de vida, ela tem que valer pra tudo, porque tudo polui, todo mundo deixa uma pegada, uns deixa uma pegada maior, outros deixa uma pegada menor, quando a gente fala de material plástico, a gente está falando de 1% de tudo que é produzido no planeta, o que mais polui, concreto, cimento, vou fazer uma casa de que, de barro, não dá né, tem que fazer, vou fazer um prédio de barro, então do cimento eu nem e ninguém fala porque todo mundo depende de cimento. Então, quando se fala de uma economia circular, ela tem que falar de tudo. O pneu era a bola da vez lá na década de 80, o pneu foi massacrado. Hoje você usa pneu pra tudo, continua gastando pneu nas faltos, só aumentou o número de carro, e a conta do pneu cai no microplástico, apesar de não ser microplástico.

[58:36]Não, total, não, isso que falou tão importante, eu acho assim, a gente sabe, teve um decreto do vidro, tem um decreto do papel em construção, mas eu espero que não, mas você está certíssimo, realmente assim, terei que colocar de todos os tipos de materiais, seria super importante que a gente tivesse e não tivesse algum viés por qualquer motivo que seja, né, priorizando um ou outro. E eu acho que, eu acho que muito importante a gente falar sobre a questão do consumo consciente, Rui, de novo, eu gosto muito de falar a nível de pessoa física e de educação. Eu acho que é daí que parte tudo, né? E de educação. Então assim...

[59:10]Aí que volta na educação. Volta, porque eu consumo consciente, eu acho que a gente fica muito... E aí, falar de qualquer coisa, de microplástico, micro, madeira, qualquer coisa. Eu acho que a gente tem que ter a compreensão como um indivíduo. Eu acho que fica consumo consciente, eu não sei se isso é pra você também. Fica muito uma questão de compras em shopping, sabe? Ah, não, eu consumo consciente. Então eu vou comprar menos roupa.

[59:35]Isso é realmente uma questão de consumo consciente, mas não é só isso. Na verdade, tudo o que a gente está fazendo, a gente está consumindo algum tipo de elemento natural da natureza, é algum tipo de recurso, esse microfone, essa mesa, qualquer coisa, a garrafinha, a água, tudo. Então, o consumo consciente é sobre você pensar a cada pequena decisão que você vai tomar.

[59:59]Qualquer coisa que você vai comprar, que você vai usar, o que você vai tomando banho, e, quanto você vai gastar de água, isso é sobre consórcio. Mais covaldente, fecha, torneira. Quantas vezes você vai ligar o acondicionado lá no rio, um calor, eu tento assim, como é que eu posso não ligar, né, porque vai gastar uma energia enorme, então se a gente tiver essa perspectiva a cada pequena decisão individual e como empresa, eu acho que a gente vai conseguir equilibrar um pouquinho mais, porque não é sobre sair fazendo, a gente quer conforto, mas a gente sai fazendo as coisas e crescimento, crescimento, crescimento, mas enfim, até onde vai levar a gente nisso?

[1:00:33]e não tem um pouco saber que a gente está desequilibrado e a importância de a gente criar mecanismos de circularidade, de a gente repensar, de a gente ter mais conhecimento, para que a gente possa tomar pequenas decisões melhores e todas elas, Rui, porque aí no final a gente vai promover discussões no decreto onde vai envolver mais gente e as pessoas vão ter a diminução.

[1:00:52]Tem que envolver muita gente. E que as coisas possam melhorar, eu acredito muito nisso, não sei como é que... e o Brasil é um país que tem as legislações mais pesadas do mundo. A nossa ambiental aqui eu acho que é a mais dura que tem, né? E você cortar uma aralcária é pior do que você matar um homem, né? A lei é pesada. Então a gente tem uma legislação muito, muito forte, muito potente.

[1:01:20]e quando você parte para essa questão de uso, reuso, é o que todo mundo quer, é o que todo mundo quer, é a circularidade, o industrial quer a circularidade, só que o espaço de tempo que foi dado para essa adequação, talvez lá em 2010, quando foi feito o programa nacional de resíduos sólidos, ele tinha que ter uma coisa construída a longo prazo para que todo mundo se encaixasse, mas que se encaixasse, e não agora decreto, tal, porque você pega uma multinacional, você pega uma startup, pra você fazer isso dentro de uma startup, oh, vamos fazer, vamos fazer, vamos fazer, tá feito, valeu, agora você pega uma multinacional, que ela tem todo um esquema de trabalho, o cara não pode fazer, ó, a partir de agora, tal, não dá, não tem condição de fazer, então e hoje você tem oferta de resina, por exemplo, vamos falar do PET, o PET tem oferta de resina dele que já tá perto do preço da, da, muito próximo do preço do reciclado, só que a virgem, ela tem uma qualidade muito superior a do reciclado, apesar que o reciclado tá muito bom, e o reciclado, as empresas de bebida, elas já entenderam que é um puta negócio, então eles estão comprando tudo que é garrafa em tudo que é lugar pra fazer reciclar, isso é ótimo, por que eles estão voltando pro produto deles? Isso é maravilhoso! Só que existem outras cadeias produtivas que dependem da garrafa porque nasceram da garrafa. Então você tem produção de fios, você tem produção de embalagens termoformadas, você tem produção de corda, você tem produção de um monte de coisa que depende da garrafa, que já não tá sobrando garrafa. Então o que aconteceu? Subiu preza garrafa. Aí falta e tem que e buscar em outros mercados. Aí que eu acho que é legal pautar em projetos de lei para que a gente consiga reutilizar tudo, mas não na cacetada. Você faz o projeto ensinando como se faz. Você faz o projeto, olha pessoal, tem que fazer dessa forma, dessa forma, dessa construído. É aquilo que eu falo da construção do projeto e não da imposição do projeto, que sentou lá pessoas, obviamente, que na mesa estavam associações muito sérias, como Abkin, biplast, abipete, tava todo mundo na discussão, tá? Então, são pessoas sérias, conheço todos eles, mas eles tiveram pouca voz nessa estruturação desse decreto. Então, o decreto tinha que ser construído e não por alguém que não entende o que tá falando. A gente tá discutindo a questão do plástico, e, enquanto a gente tem aí 50%, 60% do país com um lixão acelarberto, a gente não tem água tratada pra boa parte da população, a gente tem aí esgoto acelarberto pra tudo que é lado, aonde foi a cópia lá em Belém, pô cara, lá é um absurdo, cair ali na cidade já é ruim, quando cair pros bairros é pior ainda, então eu acho que tudo tem que ser tratado, mas você tem prioridades, que é que você tem que tratar, que não é essas que precisa ser acacetada. Dá acacetada na questão de fazer a higiene da pessoa lá, o serviço público de levar água encanada, de encanar o esgoto do cara, de fazer o tratamento de esgoto, deixar o local salubre para a pessoa.

[1:04:58]Isso eu acho que é muito importante e não está sendo discutido, não é pauta. a pauta tá se você entra na rede social agora se abre o telefone celular é plástico plástico plástico plástico e o plástico mais uma vez ele representa 1% de tudo que é fabricado no mundo não pode ser ele o problema do mundo é não eu concordo que a gente não acho que pra resolver a gente não a gente estigmatizar as coisas a gente chegou no momento de mundo que a gente tá um cenário muito desfavorável em várias frentes você mencionou várias delas aqui e eu acho que a gente tem que saber é como atacar todas elas de uma forma correta, de novo. Fundamental ter fiscalização, porque a gente sabe até da experiência da logística reversa, que sem a fiscalização as coisas vezes não acontecem, a gente sabe. Que fiscaliza para não ter, por exemplo, duplicidade daquela...

1:05:55Verificador independente e a fiscalização

[1:05:55]Ah, da nota? Da nota fiscal. Isso é um ótimo ponto. A gente existe um ator que chama verificador independente. O verificador independente, ele, na verdade, ele pega, ele recebe todas as notas fiscais de todas as entidades gesturas. E aí ele faz uma validação se tem alguma duplicidade, porque isso poderia acontecer. Imagina, uma cooperativa ela manda a mesma nota para dois atores. Então esse verificador independente foi instaurado em legislação oceano também, então ele enibe que isso aconteça de alguma forma, acho que é importante dimensionar também, então um processo super seguro hoje e super bem estruturado, então quem quer conseguir atender as exigências, essa primeira exigência do decreto que já está em outros, consegue fazer com crédito logístico que a reversa perfeitamente, agora o desafio vai ser essa outra etapa do conteúdo reciclado, que concordo com você com todas limitações, e que eu espero que haja um pouco de flexibilização, acho que a fiscalização não vai ter que acontecer, mas que tenha essa compreensão de mercado, e que a gente saiba quem está sendo proativo, quem está conseguindo realmente buscar soluções para isso, sabe?

[1:07:07]Não só fala assim, não dá para fazer, então não vou fazer nada, é que a gente consiga que mesmo não sendo da forma que a gente gostaria, que a gente tenha essa proatividade mínima do mercado tentar se adaptando devagarzinho, e que a gente possa pleitear, como você disse, com melhores condições fiscais, que a gente possa pleitear créditos, que a gente possa pleitear outras coisas para ajudar nesse processo de transformação, e não seja uma imposição que seja assim, então tá, então você não fez nada, você está fora, não, vai ter que ter diálogo, entendeu? A primeira imposição que eu acho que tinha que ter é a imposição reciclador, quanto mais reciclar, menos imposto vai pagar.

[1:07:41]pô, cara, aí é espetacular, quanto mais reciclo, ao menos você paga? Não, não tem muito sentido, essa questão fiscal realmente é onde mais pega, eu acho, em todo o processo, é onde fica, no final das contas, o custo mais alto, além, né, aí eu acho que a parte que você trouxe muito bem da técnica, que eu também, eu não sei se você vai concordar comigo, queria desmistificar um pouco, muita gente que eu converso também, especialistas, assim, em plástico, falam como que a gente foi melhorando o processo de descontaminação, muito. Então, assim, lá atrás foram feitos testes que, mas hoje é outra coisa, um ano de diferença atualmente já muda muito. Então, assim, eu já conheci muitas plantas recicladoras que construíram, realmente, compraram equipamentos, conseguiram construir processos, que já não interferem tanto. E é óbvio que nunca vai ser o mesmo coisa que uma resina virgem, é onde ela tem todos os parâmetros controlados e, então, é impossível. Mas eu acho que é muito importante deixar claro para o mercado, quanto que a gente evoluiu na produção de resina PCR e para vários tipos de plástico, e que a gente já consegue aumentando de vagarzinho percentual, vamos conseguir chegar a 22% para tudo? Talvez não, mas quanto que a gente consegue com o que a gente tem hoje?

[1:08:56]O que a gente pode fazer com isso? Como que a gente pode melhorar essa condição? Essa discussão tem que ser aberta e ela tem que estar no dia a dia. Você pega, por exemplo, a produção do PET para ele virar PCR e você precisa ver o tamanho dos reatores que tiveram que ser fabricados para fazer a degasagem do material, tirar os voláteis para que ele virasse o PET PCR, isso demorou para caramba para acontecer, eu lembro do PET entando no Brasil, era uma resina, se deixasse ela cair aqui, uma peça moldada no chão, ela quebrava, e a gente para moldar na máquina, entrava nos espinhos, quebrava aqui nem vidro, foi melhorando, foi melhorando, foi melhorando e hoje é um baita material, você faz um monte de coisa com ele, recicla, volta para alimento, é um material que sofreu uma evolução ele foi um dos últimos a nascer e aqui pelo menos no nosso país foi um dos últimos a chegar e foi um dos primeiros a poder voltar para alimento nossa, não sabia disso, é interessante e o material fica bonito, você pega ele reciclado, é igual vidro e eu acho importante a gente falar também muito de das desigualdades de condições, assim, é que a gente sabe que tem recicladores com um porte enorme que tem condições de ter um maquinário.

[1:10:16]E os que não tem, será que ficariam deslocados? Então como que vem esse lado também, né, da acessibilidade? Como que a gente pode integrar esses atores menores que eles também consigam um processo de contaminação que possam integrar esse rol de resinas de qualidade? que é a questão do esqui-naceamento, e isso é subsidiado para que isso aconteça, já que tem que fazer, todo mundo sabe que tem que fazer, precisa ser feito e essa consciência obviamente que não são todas as pessoas que tem, mas precisa fazer, tem que fazer, a gente está aí já dentro e inserido na cadeia de economia circular, pessoal, para quem ainda não entende o que é economia circular, a diferença para economia linear, a economia linear, é o que a gente rodou até ontem, que você compra, consome e descarta. Hoje não tem mais o descarte, ela volta, ela volta, então ela fica circulando, aquele material fica circulando.

[1:11:12]Por isso a importância de ter ecodesigners, pessoas que entendam que na fabricação daquele produto, qual vai ser a destinação? Eu vou usar um roxo aqui, mas esse roxo e vai para onde depois? Para onde que ele pode ser realocado, reutilizado? Não é só simplesmente fabricar em balagem, porque ela é bonita e colocar no mercado. Perfeitamente, isso é super importante. Eu acho assim, ver se você concorda comigo, para que a gente consiga essa transformação e aí focando aqui agora na questão do plástico reciclado, do PCR de aumentar essa incorporação, é importante que a gente tenha lei fiscalização, é importante que a gente tenha condições econômicas, é importante que a gente tenha condições técnicas, e é importante que a gente tenha também condições comportamentais. Esses cinco itens, eles têm que andar em conjunto.

[1:12:07]E eu acho que o que a gente tem agora é uma questão de legislação. E a gente tem técnica melhorando muito. e bastante gente concluída. Falta um pouco do resto. E eu acho que todo mundo seria importante esses atores, quem tem conhecimento, quem participa, que a gente consiga disseminar essas ideias para que a gente consiga esses cinco itens e realmente concluir um processo que vai ser muito mais efetivo mesmo e saudável para todo mundo dessa circularidade do plástico. Eu acho que a gente conquistar esses cinco aspectos pectus, assim, seria realmente incrível. Eu acho que, na minha opinião, o subsídio financeiro pra quem não tem a condição de fazer, que nem o pequeno empresário, ele não tem condição de comprar uma separadora igual um grande empresário tem, que tem, aí ele tem acesso a crédito, tem acesso a tudo. O pequeno não tem, então deveria haver uma questão de subsídio pra para que o pequeno conseguisse trabalhar em paridade com o outro porque ele vai seguir a mesma legislação.

[1:13:14]Então ele deveria ter a condição de trabalhar na mesma paridade. Então você tem hoje um financiamento de uma lavoura que é com dinheiro subsidiado. Por que não na indústria ter a mesma coisa? nós tínhamos no passado, tinha o finame PSI, que ele era um financiamento diferenciado, para que você conseguisse alavancar as indústrias, depois foi retirado isso, foi colocado mais taxa, mais pauta e hoje nós temos muitas indústrias sucateadas no Brasil, mas muitas indústrias mesmo, trabalhando com máquinas muito antigas e ineficientes, aí você abre e a porta para a China entrar no nosso país com uma concorrência completamente desleal porque eles não atendem N, NR1, eles não atendem NR12, eles não atendem NR13, eles não atendem segurança do trabalho, eles não atendem absolutamente nada que nós temos que atender e trabalhar contra os caras que não tem nada disso. Então a indústria brasileira falando agora e, como industrial, a indústria brasileira sofre muito com isso, que você compra de um cara que tem mão de obra, eu fui na China já algumas vezes, vai na China, o cara está trabalhando de cócoros apertando com a chave de feina um painel, ele está de chinelo, bermudo e camiseta, se acontece isso aqui dentro da minha fábrica eu vou preso, então nós vamos competir com os caras, vamos fazer os caras fazendo igual, senão não compra garrafas de como é que você vai ter uma competência com uma bagunça tributária, o nosso é o manicômio tributário que a gente vive hoje, você nunca sabe que tributo que tem pra manhã, é muito louco isso, isso vem na questão da reciclagem.

[1:15:17]e não, ainda tem a questão da pegada mesmo, de carbono do transporte, então a gente consegue fazer aqui dentro, por isso que a gente fala em sustentabilidade, em economia circular, a gente tem que fazer uma avaliação de todos os aspectos, e esse aspecto do transporte, das distâncias, isso é tão importante. O material do norte tinha que ficar no norte, o material do sul tinha que ficar no sul, o do sudeste tinha que ficar no sudeste, que é pra valer a questão da emissão do CO2.

[1:15:46]Isso é importante na reciclagem também, porque a gente vê do plástico mesmo, a gente vê do próprio relatório da Abiplast A gente tem uma concentração no sul e sudeste principalmente, aí você tem alguma coisa no nordeste, centro-oeste, norte, ainda muito pouco Essa concentração é muito ruim, aí você vê o caso do vidro, por exemplo, o vidro lá da Amazônia, você tem que mandar pra cá, esses quadradores de vidros estão aqui, em São Paulo e aí olha só a pegada que você tem nessa viagem, aí já praticamente enviabiliza quase o processo.

[1:16:16]Então como que a gente consegue fazer as coisas a nível um pouco mais local também nisso? A gente tem que incentivar as indústrias a nível local de reciclagem para que a gente consiga reduzir essa pegada, que tem que ser contabilizada. A gente fez um estudo que acho que foi muito interessante de comentar, não sei se você teve acesso, junto com a Plânton.

1:16:35Pegada de carbono da reciclagem por material

[1:16:35]um estudo realmente da pegada de carbono, assim, comparando a economia linear com a circular e, basicamente, a gente tem que entender que economia circular também tem gasto energético, obviamente só que a gente compara o gasto de um com o outro, então, no caso plástico, você tem lá para a extração da matéria-prima e tudo mais, você tem um gasto energético alto e aqui, se você usa circular, você não vai ter esse gasto da extração, mas você vai fazer extrusão da mesma forma para a produção da resina que é um gasto muito parecido que vai ter ali, e depois no pós, como é que fica esse gaste energetico?

[1:17:09]Aí veio a questão que você falou, por exemplo, do papel. Então, pera aí, no papel, a gente fez esse estudo, não só para o plástico, a gente fez para todos os tipos de material. Com quanto você consegue reduzir da pegada de carbono, a cada tonelada do material reciclado, seja, papel, metal, plástico, vidro. e é muito interessante ver, tipo, alumínio você tem 10 vezes, é 10 vezes, é impressionante, entendeu, e aí o plástico, você já sabe, a cada tonelada que você consegue usar de PCR, você consegue reduzir em 2,068, se eu não me engano, toneladas de CO2, porque é um processo circular com linear, ele reduz muito a pegada, muito gasta energético, muitas emissões, e nisso tudo, tem a contabilização do transporte, então para o vidro, a pegada maior no Brasil, porque a gente fez dados, que aí o reciclo tem da cadeia. A gente tem 500 operadores parceiros, centrais, recicladores, então a gente sabe o caminho que os resíduos estão percorrendo dos materiais. Então no cálculo do vidro que a gente montou, você tem essa pegada diferenciada do vidro, do transporte dele, porque a indústria recicladora está aqui no sul, por exemplo. Então você tem que fazer uma avaliação completa, realmente, do percurso e todas as questões que geram e algum tipo de impacto. É água, é energia, é transporte. Tudo que está causando algum tipo de... É depois, como você falou, é a disposição... Qual disposição? O que que ela está causando de emissões, né? E a gente tem que conseguir reduzir para que a gente tenha esse equilíbrio, né, climático aqui no planeta.

[1:18:43]O projeto Tampinha Legal fez a avaliação de ciclo de vida da tampinha. Deu uma redução de 82% de pegada de carbono, reciclando a tampa. Eles têm os estudos misturando só a tampinha, a tampinha misturada com um pouco de polipropileno, eles fizeram vários estudos, eles têm esse estudo aberto, eles têm esse estudo, eles trouxeram aqui. é muito grande a diferença é muito grande hoje você recicla um material plástico por exemplo da sacolinha polietileno você recicla ele usando 50 ml de água por quilo transformado porque a água ela é só de passagem ela é só para esfriar o processo você não utiliza a água em contato com o material entendi que é diferente por exemplo do papel que a gente estava falando da a pegada de hidrica do papel é altíssima, do papel, do tecido é maior ainda do que do papel, então quando a gente, e eu fui fazer uma palestra na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, semana passada, retrasada, e tava falando muito de água, porque você tem hoje aqui os reservatórios, eles estão em 27, 28% do Estado de São Paulo, que é é muito baixo, você está no nível crítico de água, então a água é bem, a água a gente não consegue ficar sem, eu costumo dizer que já virou jargão que água é o bem mais precioso do planeta, então se a água é o bem mais precioso do planeta, pessoal, vamos olhar para aquele material que gasta muita água, a nossa energia ainda graças a Deus é uma fonte quase toda limpa, né, ela é quase toda limpa, a nossa energia diferente de uma Europa, por exemplo, lá é queima para gerar, é queima carvão, queima madeira mesmo, queima tudo para gerar energia, que não, nós não temos isso, então você anda, você vai para Alemanha, você aluga um carro e anda na Alemanha, ou anda em Portugal, pra caramba, você só vê árvore de corte, você não vê floresta nativa, que é o que nós ainda têmos bastante, mas a extração do papel é de uma árvore que ela depois vai ser replantada, então você tem o ciclo dela e replanta, só que no ciclo dela você também no pé tem uma vegetação, você tem animais ali que quando são extraídos os filhotes são mortos, então é sustentável, se tem nascente de água perto seca, é sustentável, a retirada arresto pro brilho, mas não se torna uma remota em álcool, mas na plura.

[1:21:24]Se for de um alcalá, que o alcalá não é um alcalá, que o alcalá não é um alcalá, que o alcalá é um alcalá. de vida que vocês devem ter várias delas. Então a sustentabilidade ela vem de berço a berço, que não pode ter o berço. Então é de berço a berço, não de berço a túmulo, né? Não. É de berço a berço. 100%. É isso que eu falou, acho que muito interessante porque eu vejo muitas conversas assim, você é assustentável ou não é assustentável? Aquela marca é assustentável ou não é assustentável? Não dá pra fazer esse tipo de rotolagem?

[1:21:58]de reciclagem. Nada é sustentável. A gente deveria estar sempre numa jornada buscando as melhores condições possíveis, como eu posso reduzir, criar mais ciclos, reduzir o meu impacto. Tudo deveria ter nesse caminho. Então, olha, eu consigo criar um ciclo pra água, mas energia eu não consigo ainda. Eu vou buscar esse ciclo aqui. Se é sustentável ou não é?

[1:22:19]Ah, eu sou porque eu faço tá água. Mas quem diz? É mais do que o outro? Não é pra ser uma competição. O estudo tinha que tá aí. Não é isso, entendeu? É tipo e aí o próprio conceito de sustentabilidade eu confesso aquele principal, que a gente tem que usar os recursos para suprir nossas necessidades, garantindo que as próximas gerações a terem as suas necessidades eu pessoalmente não concordo muito com esse discurso, porque eu acho que é pelo contrário, a gente não deveria fazer as coisas, então vamos explorar o máximo aqui de árvore de tudo, todos os recursos, Mas a gente só tem que sobreviver, tem que ter oxigênio, água e comida, não. Você deveria pensar o seguinte, qual é o mínimo de impacto que eu posso fazer?

[1:23:03]Não é qual a pressão e qual o limite máximo da terra, mas é a cada decisão qual o ciclo que eu posso criar, qual o mínimo que eu posso desperdiçar de alimento, de água, de qualquer tipo de recurso. Então o pensamento é diferente, é integrado com a natureza. Então esse conceito sustentável não é a gente esquece, isso não existe resposta. faça uma avaliação abrangente, integrada olha dentro da sua casa não tem que ter especialista em sustentabilidade a gente tem que se interessar, que a gente consiga disseminar esses pequenos conhecimentos e pensar em tudo que a gente faz, tem recurso natural sendo explorado de alguma forma e como que a gente pode reduzir esse impacto?

[1:23:44]e você vê um negócio tão espetacular que vai acontecer aqui em Mairiporã e, eu acho que nós falamos uma palavra de educação aqui umas 20 vezes, né? E não que o povo seja mal educado, é que falta a informação. Nós fizemos o projeto do instituto, que ele começou o ano passado, nós fizemos um piloto e esse ano é valendo. A Secretaria do Meio Ambiente contratou um professor para dar aula de Meio Ambiente uma vez por semana nas escolas.

[1:24:15]Então nós vamos ter dentro do nosso projeto, eles vão levar os resíduos, então serão comprados, e eles tem o banquinho deles lá, é um negócio muito bacana o projeto, e eles terão aula do porquê eles estão fazendo aquilo, eles vão entender o porquê, o motivo que eles estão fazendo aqui, o fundamental, então quando você começa a trabalhar na base, essa narrativa, tudo isso está acontecendo, ela nem estaria na mesa, porque lá na base já teve educado, que é o caso do Japão, eu sempre falo do Japão, porque eu estava vendo que tem uma cidade no Japão, é uma cidade no Japão, que eles reciclam 96% do lixo, a briga deles era pra fazer, o que eles vão fazer com os 4% cara, já pensou, reciclar 96% do resíduo, é um negócio maravilhoso e ninguém reclama de nada, o cara sai pra, sai com um bentô, uma bandeja de alimento para comer, que eles tem o hábito de comer no trem, comer no ônibus, então comida rápida ali, ele come, ele cata aquele embalagem, ele põe na mochilha, ele não vai jogando no lixo, aquilo lá vai ser despensado lá na casa dele, que ele vai genizar e vai colocar no dia certo da coleta daquele tipo de material, então aí a gente está falando de educação e de condicionamento, só que teve educação lá na escola de fazer isso, a educação ela não veio de eu falando no podcast, do João falando ali, o acesso à educação é incrível essa iniciativa que você está comentando, porque é isso, de forma alguma falando que alguém é mal educado, não, não, a gente tem que dar acessibilidade e educação a todo mundo, todo mundo consegue essa condição, então quem tem informação que consiga distribuir isso, que consiga conversar e realmente eu acho que é importante que haja um interesse individual, é importante que as pessoas busquem, todo mundo busque um pouco mais também e não fique quem tem condições dentro das suas limitações na superficialidade, que possa ir um pouquinho além porque se todo mundo não entender um pouco de economia circular, entender um pouquinho, não é ser especialista como você é no plástico, não é esse tipo de coisa, que não dá pra todo mundo fazer de tudo, mas é um mínimo pra que a gente consiga, talvez assim, todo mundo fala muito do Japão, eu nunca fui, mas acho que é super interessante, que a gente consiga essa dimensão, e eles criaram conexões, administraram de um jeito possível, tornaram possível isso e partiu dessa educação, desse acesso, educação do conhecimento para que eles pudessem ter discussões saudáveis e garantir que essa cadeia funcionasse de uma forma cooperativa. E aí eu acho que é importante você falar do Japão porque pelo que eu ouvi também, eu não tive lá, também tem fiscalização.

[1:26:57]Eu acho que tem. E a fiscalização é fundamental. O cara que vai coletar e abre essa cola, se estiver sujo ele deixa da primeira vez. Com o timebrit, ele deixa um bilete na primeira vez, na segunda vez ele vai abrir e tá sujo também, ele deixa um bilete. Na terceira vez, se ele for buscar e tiver da mesma forma, ele deixa a multa e nunca mais coletou lixo da sua casa. Você tem que levar lá, aí você fica mal visto por toda a vizinhança.

[1:27:25]lambe, é muito baixa, muito baixa, mesmo que você é de um grande ele não pode vir grosso do jeito que ele está, ele tem que ser moldado, ele tem que ser um negócio que palpável, vamos falar assim, tem que ser um negócio que todo mundo consiga atingir, de maneira que não vai fechar nenhuma indústria, que não vai fechar nenhuma fábrica, porque se você onera muito a fábrica, ela tende a, os pequenos são os primeiros a morrer, não prejudicar mais do que ajudar, então a gente vem numa, numa louca que coloca um decreto e você coloca logo seguido uma reforma tributária, química, que onera a cadeia de reciclagem, então essa é uma discussão que já que tem o decreto, pô, vai entrar reforma tributária, vamos desdela entrar, vamos discutir aqui a causa da reciclagem, que isso interessa pra todo mundo, a gente tá falando de saúde pública, interessa pra todo mundo, a questão da reciclagem. Você queria comentar alguma coisa? Sobre a Coreia, a Coreia no caso ela não tem lixo nas ruas, o lixo mesmo, lixo, que você consome na rua, você tem a obrigatoriedade de levar ele pra casa e separar ele depois.

[1:28:53]E ele não é tão gentil assim quanto o Japão, porque ele não te dá três chances. Na primeira, na primeira vez você já toma mútuas, a diferença é que na terceira mútua ele não vai colher mais. Olha. Nossa, também não sabia. E por que que, por exemplo, na Europa funciona? Na Alemanha tem o pifanji. O pifanji funciona muito bem. Quanto custa a água? A água custa 1 euro.

[1:29:15]Tá? agarrafinha, agarrafinha custa 25euros, mas se você trouxer L e depositar, eu te devolvo seus 25 centes, eu te devolvo seus 25 centes, então se você não levar de volta e você jogar agarrafa fora, alguém vai pegar e vai lá buscar aqueles 25 centes, então você chega muito próximo a 100% de reciclagem, só que você pagou 25 centes de euro por aquela agarrafa, a opção sua, você devolveu ou não? Sim, então se alguém pegar na rua, e vai levar e vai pegar os 25 centes, porque com 25 centes de euro você compra alguma outra coisa.

[1:29:52]E aí a gente vê o mecanismo financeiro entrando junto, né? E funciona! É isso, né? Funciona. Você onerou alguém? Não, você não onerou ninguém. Você emprestou a garrafa pro cara, ele deixou um depósito e quando ele vier trazer de volta, ele pega o dinheiro dele de volta. Então isso funciona muito e dá certo. Educação, fiscalização, mecanismo financeiro, acabou.

[1:30:12]integração, a gente consegue realmente fazer uma evolução, né, ter uma. E é o movimento que a gente está buscando no instituto. Então no instituto a gente busca esse movimento todo o que eu estou falando e a gente está trazendo parceiros, cada vez mais está vindo gente para dentro do instituto para agregar e o instituto se puder somar com eu reciclo. Nós estamos à inteira disposição de vocês, nós temos muitas pessoas engajadas são conhecedores de materiais plásticos, tem gente muito, muito boa dentro disso, e a gente está trazendo cada vez mais pessoas e esse grupo vai ficar grande, tem um ano e a gente já está voando, então vai ficar muito grande. Que legal, esse trabalho cooperativo, tão fundamental, e eu acho que já vejo essa sintonia no aspecto de você tem uma atuação direta na indústria, só que você para ali, então você tá aqui tentando disseminar mais conhecimentos, tá querendo fazer trabalhos de educação, e eu acho que aí reciclo a gente também é sintonizado nesse aspecto, porque a gente tem a nossa atuação principal, obviamente com as indústrias, com a cadeia de reciclagem, a gente tem que financeiramente se sustentar ali, só que a gente não quer parar ali, a gente tem pessoas que realmente acreditam, tem um propósito de melhorar a circularidade no Brasil, no mundo, elas se movem por isso também, não é só sobre esse aspecto, sabe?

[1:31:41]E a gente quer, tem a vontade de promover mais educação ambiental, a gente tem muita sintonia com o consumidor, eu não sei o quanto você também já acompanhou a gente, mas a gente faz muita coisa de educação ambiental, seja em redes sociais, seja em eventos, seja em imprensa, seja aqui, onde a gente está aqui pra discutir também, então a gente que é abrir canais porque a ideia é disseminar informação que as pessoas possam de uma forma simples entender um pouco mais sobre a cadeia de reciclagem para a valorização desses atores.

[1:32:15]Sim, então a gente faz muito trabalho junto às vezes com marcas também com outros parceiros porque a ideia é que a gente consiga que a informação flua, que a gente tenha essa valorização, que a gente consiga melhorar. Aí tem um selo que a gente também hoje está super reconhecido no mercado, o selo oque? Eu acho que é pra trazer as pessoas pra dentro. Deixa eu entender mais de selo aqui, dai eu recigo. O que que tá acontecendo? Qual é a transformação que tá acontecendo real?

[1:32:40]Que que essa marca ela tá fazendo? Qual investimento que ela tá fazendo realmente na reciclagem? Qual a diferença que isso tá fazendo pra nossa sociedade, sabe? Então eu sinto muito essa sintonia da gente fazer além do que, né? Só aqui a atuação principal, da onde dá o nosso sustento, mas a gente quer promover realmente mais e mais informação, mais educação. No caso do Instituto, ele nasceu da indignação mesmo de alguns empresários. Eu abri o Instituto, hoje eu sou presidente dele, mas, assim, muita gente fala, po, o problema está na educação, po, o problema está na educação. Eu falei, gente, vamos abrir alguma coisa que a gente trabalha na educação, vamos descer do palco da palestra e vamos botar a mão na massa. Então foi aí que eu comecei a e visita cooperativa, comecei a entender, conversar com catadora, eu converso com todo mundo, e assim, cada um que você fala tem um ponto diferente, né, você tem uma visão diferente daquilo, às vezes você pensa que é daquele jeito, não é, não tem nada a ver com o que você está pensando, é de outro jeito completamente diferente, muito mais difícil de resolver que as questões sociais e as reis são muito complexas, então estamos moldando o instituto para chegar nesta questão e ajudar mesmo, porque todos os associados são empresários de empresas ligadas ao setor do plástico que eles normalmente todo mundo tem medo de falar de plástico, tem medo porque você toma pedrado, toda hora eu tomo pedrado na internet, mas eu nem ligo, pode bater.

[1:34:19]e, então, quando a gente se expõe, automaticamente, alguma coisa acontece. Ou acontece muitas coisas por bem e acontecem, obviamente, as críticas que vêm. Teve um cara que escreveu na meia de social, eu espero que você morra com câncer na bola do saco, com seu microplástico. Falei e porra cara, olha a ideia do cara, então são coisas assim, são comentários que são totalmente desnecessários quando a gente está falando de educação e as pessoas estão patrocinando, a gente tem patrocinadores, muito obrigado a todos os patrocinadores do instituto que venham mais para somar com a gente, vai ser muito bacana, eu espero poder agregar ao ro, eu reciclo, sempre que o instituto for acionado, nós somos inteira disposição de vocês e chegando aqui no final do nosso bate-papo, tem alguma pergunta que eu não fiz ou algum tema que você deseja abordar?

[1:35:21]Não, acho que foi super completo, fico sempre muito animado, muito feliz em poder participar de um diálogo assim, ainda mais com alguém especialista, sempre aprendi, aprendi muita coisa aqui, acho que a gente conversou sobre pontos que são raízes, essência, de reciclagem, sabe, da nossa vida, eu acho que vai muito além do papo, do que é o decreto, do que é, eu acho que a gente conseguiu realmente enriquecer aqui e eu acho que é isso, só colocar realmente aqui, eu reciclo de novo a disposição, a gente tem realmente esse interesse, grande missão de aumentar a taxa de reciclagem, promover a economia circular em várias frentes que forem possíveis, melhorar as conexões, certificações, arrastabilidade, a comunicação, a rede social. A rede social é a rouba selo reciclo do Instagram, a gente tem site linkedin em todas as redes, acho que selo reciclo acha facilmente, então contem connosco e toda dúvida que houver sobre como funciona, crédito, a gente adora receber convites também para poder falar mais sobre isso, integrar, a gente tem uma parcerias muito fortes hoje que a gente sente fazendo o resultado para centrais de teclas.

[1:36:34]triagem para cooperativas, a gente sente um valor muito grande no trabalho que a gente vem desenvolvendo e de novo como reforçando. A gente não é solução sozinho, a gente está aqui para somar com várias outras iniciativas tão importantes para que a gente faça economia circular rodar. Então a nossa ideia é um trabalho realmente em cooperação que a gente possa agregar com as fortalezas que a gente conquistou, que é um espaço dos consumidores para ouvirem a gente, para aceitação do próprio selo que a gente traz para fazer realmente as indústrias passarem a ter confiança para investir, para comunicarem mais também, porque há um pouco de insegurança sobre falar assim como do plástico, sobre reciclagem em si.

[1:37:20]No modo geral. Ah, mas será que eu vou falar alguma besteira e tal, então esse risco existe e a gente também e para tentar promover mais essa informação, promover mais essas discussões, os diálogos super abertos a tudo isso, com consumidores, fórums, órgãos ambientais, marcas, transformadores. A gente quer promover essa conexão, essa cooperação para que a gente tenha um mundo mais saudável aí.

[1:37:45]E uma pergunta que eu não desvi, o que você tem para falar para o cara que fala que reciclagem é uma farsa, que reciclagem não vale nada, que é uma gota no oceano? reciclagem, é a solução para tudo, a reciclagem acontece então tudo bem, a gente tem mais preocupação, não acho que é resumir, a gente às vezes tende a reduzir uma solução as coisas, não é assim, acho que a reciclagem tem um papel fundamental real, ela acontece, a gente participa, a gente acompanha a cadeia de reciclagem principalmente no Brasil, então a gente vê as coisas acontecendo com as pessoas são impactadas no meio ambiente, ele é impactado diretamente e ele tem uma atuação crucial. Agora, a gente não pode até do discurso que eu dei. Não, é 100%. Esquecer que é não é por ter circularidade ou por ter reciclagem que a gente não tem que repensar o que a gente consome no geral. Acho que a gente tem que sempre, a cada pequena decisão, eu preciso consumir isso, se eu e de consumir qual ciclo eu posso fazer para esse tipo de material que eu estou usando, sabe? Então, é a gente sempre pensar como ser humano, integrante da natureza, e assim, mas a reciclagem é uma realidade, ela é fundamental, ela só não é solução única e que faça com que a gente não tenha que pensar em cada passo, tem um consumo consciente de todos os elementos e recursos naturais que a gente está dividindo Não é o saco que saiu da porta da tua casa, mas foi de sumiu É isso aí Muito obrigado Rui, foi um prazer enorme aqui estar com você Lucas, muito obrigado por ter disponibilizado o seu tempo, pra ver aqui no nosso PodPlástico Obrigado aí ao reciclo por ter liberado esse bate-papo nosso aqui E pra você que ficou com a gente até agora Muito obrigado, deixe o seu comentário se gostou, se não gostou deixa o seu like, ativa o sininho, manda o aviãozinho, não esquece e muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico tchau tchau pessoal, obrigado Rui

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.