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TUDO SOBRE ESG (O QUE NÃO TE CONTARAM) | Com Augusto Lopes

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Episódio completo no YouTube: TUDO SOBRE ESG (O QUE NÃO TE CONTARAM) | Com Augusto Lopes

Augusto Lopes, consultor de certificação ESG, explica o decreto de 22,2% de reciclado, a diferença entre PIR e PCR, os créditos compensatórios e o greenwashing.

Principais insights

  • Augusto Lopes, engenheiro automotivo com quase 30 anos na DuPont, hoje consultor de certificação ESG e circularidade para plásticos, diz que trabalha por uma "redenção": fazer plásticos que durem mais tempo na economia circular.
  • Sobre o decreto, que ele cita como exigência de 22,2% de conteúdo reciclado, explica que só vale o PCR (pós-consumo, vindo de fora); o PIR, que gira dentro da própria fábrica, é reaproveitamento e não conta.
  • Para comprovar o conteúdo reciclado, a empresa precisa de validação independente, com balanço de massa e rastreabilidade, por um terceiro, para evitar conflito de interesse.
  • Quem fabrica embalagens de PP para alimento, onde a Anvisa não aceita reciclado, pode recorrer a créditos compensatórios, como créditos de reciclagem, de logística reversa ou de carbono; a certificadora, por ser independente, não vende nem consulta sobre esses créditos.
  • Ele define ESG como uma mudança de cultura que orienta a estratégia da empresa para impacto ambiental, social e de governança, e cita o Instituto Soul do Plástico como exemplo dos três pilares.
  • Alerta para o "green shifting": produtos compostáveis ou biodegradáveis lançados sem composteira industrial disponível transferem a responsabilidade ao consumidor, como a colher de PLA em eventos.

Perguntas frequentes

Quem é Augusto Lopes e que tipo de certificação ele faz?
Augusto Lopes é engenheiro automotivo, com quase 30 anos na DuPont e atuação em inovação e sustentabilidade na indústria química e de plásticos. Hoje atua em uma certificadora independente (certification body) de ESG e circularidade para plásticos reciclados, com presença no Brasil e em Portugal, que audita balanço de massa e rastreabilidade.
Qual é a diferença entre PIR e PCR, e qual conta para o decreto?
Segundo Augusto, PCR é o material pós-consumo, que cumpriu sua função, virou resíduo e chega de fora já tratado; só ele conta como conteúdo reciclado no decreto. O PIR (pós-industrial) é o refugo que gira dentro da própria fábrica, retorna ao mesmo processo e é considerado reaproveitamento. Um transformador que usa 30% de PIR ainda precisa comprovar 22,2% de PCR.
O que fazer quando a Anvisa não aceita material reciclado na embalagem?
Para polipropileno e polietileno em contato com alimento, Augusto recomenda projetar com materiais já regulamentados, como o PET, quando possível. Se não for, a empresa pode recorrer a créditos compensatórios (de reciclagem, de logística reversa e até de carbono), como fazem companhias aéreas e sistemistas automotivos que buscam carbono zero.
O que é ESG, segundo Augusto Lopes?
Para ele, é uma mudança cultural que a empresa incorpora ao planejamento estratégico: o E trata do impacto ambiental, o S do impacto social e o G da governança, como sistemas de rastreabilidade e políticas de produtividade. Augusto afirma que o lucro continua, mas com impacto positivo, e que ESG não é complicado: exige mudança de hábito.
Por que a certificação de plásticos reciclados precisa ser independente?
Porque a empresa pode estar agindo corretamente e dizendo isso com honestidade, mas é ela que afirma. Um terceiro valida o balanço de massa e a rastreabilidade conforme os parâmetros da certificação, evitando conflito de interesse. Pelo mesmo motivo, Augusto diz que a certificadora não pode prestar consultoria em créditos de reciclagem e apenas indica empresas que o fazem.
O que é "green shifting"?
Augusto usa o termo para uma anomalia do greenwashing: a empresa lança um produto biodegradável ou compostável, mas esquece que o consumidor precisa descartá-lo em uma estação de compostagem que não existe. Com isso, a responsabilidade é transferida ao consumidor sem comunicação adequada. Ele cita a colher de PLA em um evento e defende que o ideal é o material voltar à economia circular.

Capítulos e transcrição

0:01Abertura: Augusto Lopes e a trajetória na DuPont

[0:01]e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Hoje eu estou aqui com Augusto Lopes, ele é engenheiro automotivo e consultor em certificação de ESG e circularidade para plásticos, com décadas de atuação na indústria química e foco em inovação e sustentabilidade. Augusto, muito obrigado por disponibilizar o seu tempo, estar aqui no nosso PodPlástico, plástico, e por favor, se apresente. Eu trabalho há muitos anos na indústria química e de plásticos especialmente. Trabalhei quase 30 anos numa empresa que praticamente introduziu plástico no mundo, que foi a DuPont. DuPont tem 223 anos de vida, mas eu trabalhei quase 30 nela.

[0:56]e hoje, na verdade, é como uma redenção para mim, porque eu sempre trabalhei desenvolvendo aplicações e inovação na área de plásticos para durar. E hoje a gente vê um momento que a gente tem que fazer uma espécie de redenção, porque a gente tem que, de alguma maneira, procurar fazer esses plásticos ficarem mais tempo na economia circular e dentro do contexto do ciclo de vida deles. Então hoje eu trabalho mais para plásticos reciclados e espero ter saúde e tempo para cumprir um pouquinho dessa missão que a gente se propôs.

1:42Reciclagem é o caminho? Mecânica, química e energética

[1:42]aproveitando o gancho da reciclagem. A gente tem aqui alguns haters que falam pra gente que reciclagem não é o caminho. Você, que é um cara que trabalha no desenvolvimento de plástico por 30 anos e trabalha até hoje com materiais plásticos, reciclagem é o caminho? reciclagem. Na verdade, eu costumo dizer que reciclagem é um dos caminhos, mas todos os caminhos que levam a diminuição e a da poluição plástica são caminhos. E passam pela reciclagem. E passam pela reciclagem também. Ela pode ser mecânica, ela pode ser química, ela pode ser energética, mas todas as formas elas se congraçam com o objetivo, a gente não pode esquecer que a gente tem um mundo que é polarizado também como tudo na vida, e você quanto mais empresas, quanto mais instituições tiverem na direção da sustentabilidade do plástico, da circularidade plástico e dos materiais em geral, melhor vai ser para o planeta. Isso, acho que a gente não tem dúvida, é como duvidar que a Terra é redonda. Hoje, os gregos já sabiam disso há dois mil anos, e hoje a gente sabe porque tem as fotos tomadas no espaço que não deixa a sombra de dúvida.

[3:12]É o que eu falo muito, é que a indústria, quando ela é provocada, ela sempre toma uma ação, injeção. A indústria é um monstrão que, quando cutucado, sai engolindo tudo. Então, nós estamos, nesse momento, até pouco tempo atrás, a gente não falava de circularidade material. A gente falava de economia linear, agora estamos indo, estamos a caminho, não estamos dentro ainda, estamos a caminho da construção da economia circular. Então, isso leva a projeto de lei, leva o governo junto com a indústria, tem que ter uma parceria imensa para que isso aconteça.

[3:51]Mas o caminho é a circularidade. Então, se a gente fala de circularidade, a reciclagem é um dos principais caminhos que vão levar isso no meu ponto de vista. E, de maneira geral, é um caminho que todo mundo, todas as indústrias podem fazer, de maneira sistemática, e, dentro do próprio estabelecimento, todos nós, se a gente consegue fazer a reciclagem dentro de casa com o consumo dos produtos que a gente tem, imagina dentro de uma empresa que a gente tem consumos diversos.

4:26O decreto de 22,2% e a diferença entre PIR e PCR

[4:26]Acabou. É isso aí. É muito mais fácil fazer, então, todo mundo pode fazer a reciclagem e usar as matérias-primas, de uma maneira mais inteligente do que simplesmente jogar no lixo, né? Bacana, a gente estava batendo um papo ali sobre o decreto, que ele obriga a usar 22,2% de material reciclado na produção. Então, o cara que trabalha hoje, por exemplo, o meu cliente da Termoformadora, que ele trabalha com 30%, ele tem o scrap da fábrica dele, que é o pós-industria dele e do movimento dele, e ele compra 70% de flake, que é o material já PET-PCR, que é reciclado.

[5:13]Então, esse cara está dentro do escopo já do decreto, né? É, ele vai, na verdade, ele vai provar que ele usa conteúdo reciclado, né? E se ele usar um mínimo de 22,2% e validar essa informação, ele está dentro. Mas os 30% dele não vale, está fora da conta, é o que ele traz de fora, né? É o que ele traz de PCR que vem desde a logística reversa, né? Porque o que ele tem dentro da empresa é o PIR, o que ele traz de fora é o PCR.

[5:51]E tem que tomar muito cuidado para o PIR não ser confundido com reaproveitamento, porque muitas vezes o produto interno, ele volta para o mesmo processo que garante a produção do mesmo produto. Quando tem essa característica, esse material é característica de material para reaproveitamento. Ele não é considerado material reciclado. Ele é reciclado quando ele é utilizado, formulado com um material de fora ou dentro da empresa, mas que ele vai servir para outros produtos, para fazer outros produtos.

[6:30]Aí ele entra na categoria de material reciclado. E o PCR é aquele que cumpriu a função social dele de ser utilizado, virado o resíduo e vim de fora já tratado para receber esse final de produção como conteúdo reciclado no produto final ou na família de produtos que ele vai colocar dentro da fábrica dele para ser manufaturada. Então, pessoal, tem que prestar muita atenção nessa questão do PIR, que é o seu produto que fica girando dentro da tua empresa, dá mais ou menos 30%, tem uns que 20, tem uns que 30.

[7:12]Esse material, ele não serve nesse decreto, ele não serve para compor o decreto, você tem que trazer para o dia fora. por exemplo, se o meu cliente tem um poliestireno de bandeja que ele recebe 70% virgem e 30% de piro, ele tem que compor com mais 22,2, né? De PCR, então ele tem que procurar o flake, o produtor de flake de PCR de poliestireno e compor com um produto final dele que vai ter os 22,2%.

[7:48]mas pra ele, conteúdo reciclado, mas pra ele a testar isso, ele precisa de uma consultoria, ele precisa na verdade de uma fonte independente que valide esse sistema, por isso que ele faz uso da certificação de plásticos, de plásticos reciclados, porque ele atesta que ele tá fazendo o balanço de massa, tá fazendo a rastreabilidade do produto e garantindo que isso, dentro da matemática, da reciclagem, esteja correto.

[8:20]Porque não adianta você achar que você faz isso. É importante que alguém, um terceiro, prove e valide você, esteja fazendo o correto e seguindo essa parametrização. É como evitar, por exemplo, o conflito de interesse. você pode estar fazendo correto e está dizendo honestamente o que você faz, mas é você que está dizendo. Sim, precisa outro validar para testar que você está fazendo a coisa certa dentro do parâmetro definido pela certificação.

8:59PP para alimento, a Anvisa e os créditos compensatórios

[8:59]Aí vamos falar desse decreto, por exemplo, o meu cliente que faz marmita fitness, polipropileno, que trabalha com polipropileno, que o polipropileno não pode ter material reciclado em contato com alimento, ele não foi aceito ainda pela ANVISA, pelos testes que foram feitos, ainda não pode. Então, esse cara faz o que? Qual é a solução para esse cara?

[9:24]Na verdade, a sugestão que a gente costuma dar no Brasil, que a gente não tem ainda ainda autorização para ser utilizado as poliolefinas como material reciclado para uso em contato com alimento, usar um produto que seja regulamentado. Por incrível que pareça, a maioria das aplicações podem ser feitas com PET, principalmente de formato de bandejas, de contêiner, podem sem ser feito com um material já aceito. Então a ideia é que você faça um projeto para usar esses materiais regulamentados.

[10:08]Não, mas no caso desse cara em específico que eu estou falando, ele não pode, porque ele faz produtos para freezer e microondas em contato com alimento. Ele não pode colocar reciclado. Aí a solução para ele é o quê? Comprar crédito? ele pode se valer desse tipo de compensação, a gente chama de créditos compensatórios. Quando ele não pode fugir dessa estratégia de viés de fornecimento e produção da fábrica dele, ele pode comprar créditos compensatórios, esses créditos compensatórios podem ser créditos de reciclagem, pode ser créditos de logística reversa e até eventualmente créditos de carbono.

[10:55]Então, empresas grandes que não conseguem superar essa barreira acabam compensando as emissões de carbono fazendo isso, utilizando créditos compensatórios. E existem hoje muitas empresas já vendendo créditos de reciclagem no Brasil para tornar essa compensação válida. No caso da tua consultoria, por exemplo, você indica quem são essas empresas, como uma pessoa pode agir?

[11:31]Até porque o que acontece? Nós somos um certification body, nós somos uma auditoria independente. e as auditorias independentes não podem ter outras finalidades no serviço dela. Ela tem que funcionar dentro do escopo de atuação dela, então nós não podemos fazer, por exemplo, uma consultoria na área de crédito de reciclagem, porque também é conflito de interesse.

[12:02]Então a gente recomenda empresas que façam o projeto do crédito de reciclagem para para que essas empresas compensem as emissões de carbono que eventualmente elas não podem fazer. Por exemplo, o caso das viações aéreas, elas não conseguem compensar todo o kerosene que elas utilizam, então elas são obrigadas a compensar isso com créditos compensatórios.

[12:30]Existe, por exemplo, na indústria automotiva, vários sistemistas que estão buscando a compensação ou o carbono zero, como que eles buscam isso? Uma parte do processo, eles dotam às empresas de utilização de energia renovável, de combustíveis renováveis e até de ações de ESG compensatórias, mas, no final, sempre falta alguma coisa para completar esse carbono zero para atingir essa meta.

[13:03]e aí eles compram créditos de reciclagem, créditos de logística reversa ou créditos de carbono, e aí eles conseguem zerar emissões, fazendo o uso desse tipo de atuação. É como se você comprasse o direito de poluir, agindo positivamente para que outras empresas o façam. então quando você compra um crédito de carbono de uma Tesla, por exemplo, que emite, quando a Toyota compra esse crédito de carbono, o que ela faz?

[13:40]Ela está ajudando ou colaborando para que outros que consigam fazer isso continuem fazendo isso e ela possa compensar as emissões de carbono que ela emite e que ela não consegue, por ela mesmo, compensar. a sua empresa é ACPLASA. ACPLASA é o ramo no Brasil, nós somos também a SESGPLASA, que tem também em Portugal, porque como a gente tem uma certificação de cunho europeu global, a gente precisava ter também uma subsidiária em Portugal.

[14:21]então a gente para a Europa e para o resto do mundo a gente faz a certificação internacional global através da CESG PLASA e através das CPLASAS certificações de cunho nacional ou que são válidas na América Latina. E agora muita dúvida envolve a questão do ESG, que agora por exemplo eu tenho um amigo aqui que ele fabrica materiais hospitalares e os hospitais mas estão pedindo que ele tenha a certificação ESG.

14:54O que é ESG na prática

[14:54]Na prática, o que é o ESG para quem não entendeu ainda? O ESG, na verdade, é uma... Eu costumo dizer que é uma mudança cultural que a empresa pode fazer. Já no ditames de estratégia dela, ela pode ser uma empresa ESG. Ela a propósito de ter políticas de impacto ambiental, que é o environment, políticas de impacto social, que é o S, e políticas de impacto de governança, que é o G.

[15:31]Ela já pode desenhar o planejamento estratégico dela em cima desse conceito. Através disso, você balizar todas as outras, seu modelo de negócios em cima disso. e qual é a grande diferença dela? Você pode ter lucro, mas um lucro positivo, de impacto positivo. Você pode ter lucro de várias maneiras em qualquer tipo de negócio, mas quando ele também engloba uma ação dessa, ele faz bem para o mundo, faz bem para a comunidade e faz bem para o negócio dele.

[16:10]a maneira de enxergar isso que é diferente. Então tudo o que eu vou fazer em termos de negócios e de projetos, eu procuro ver a extensão para essas três letrinhas que é o ESG. Então eu vou fazer um trabalho, teve uma empresa só para dar um exemplo, que tinha um projeto do Rio Grande do Sul, de uma área de loteamento de plantação de eucalipto. Eles podiam simplesmente comprar a área, plantar o eucalipto, esperar geminar e fazer o projeto da fábrica de papel, que eles fizeram, juntaram a comunidade local dos produtores e incentivaram e ensinaram esses produtores a fabricar ou a produzir o eucalipto, fornecer para eles e, através disso, ter a fábrica de papel.

[17:06]ou seja, eles impactaram toda uma comunidade positivamente nos três tipos de ação de impacto do ESG. Eles preservaram o ambiente, fizeram ação social de participar dessa comunidade e ainda fizeram uma estratégia de vender um produto útil e pudesse, na verdade, patrocinar toda essa atuação. e o que foi mais interessante, eles ficaram muito contentes com o resultado e a comunidade também.

17:42Governança, cultura e o exemplo do Instituto Soul do Plástico

[17:42]Então a questão é a maneira de você enxergar a atuação do ESG que é importante. Se você começa a fazer o projeto pensando nisso, acontece. A questão para mim não está claro é a parte da governança. O que é a governança? Onde ela se encaixa? a governança é a maneira como você atua nesse sentido. Eu costumo dizer que ESG é a cultura, é a cultura da empresa. Então você tem o impacto ambiental, o impacto social e na governança basicamente é você dotar a empresa de viéses que valorizam isso. Então, por exemplo, quando até a dota, uma técnica da governança de ERP, que é um sistema operacional para contribuir para a rastreabilidade de tudo que entra na empresa e tudo que ela produz, principalmente na área de uma planta recicladora, você está sendo eficiente naquele sistema e você está afetando a governança, quando você introduz uma política para que toda empresa você trabalha com níveis de produtividade elevados, você está contribuindo para a governança da empresa.

[19:05]Então, são várias ações que você toma no dia a dia e que podem estar voltadas para a governança e para o aumento de produtividade, competitividade. Veja, nada diferente do contexto capital que a gente está envolvido. a gente vive em sociedades capitalistas, mas nem por isso esse capital precisa ser oposto aos impactos positivos que ele gera. Então, assim, todo mundo está muito preocupado, primeiro com o decreto, e segundo com a questão do ESG que todo mundo está pedindo.

[19:43]É uma coisa que as multinacionais estão pedindo que você tenha para fornecer para elas. então é um negócio assim, no primeiro impacto, puxa, como é que eu vou fazer, né? E nem é tão complicado assim de fazer, né? Na verdade, é só uma mudança. É uma mudança de hábito, de comportamento. É como você dividir, você faz planejamento todo o ano da sua empresa, sim.

[20:06]Você dividir em três áreas desse planejamento faz parte de você atuar para você continuar perseguindo as suas metas de crescimento, de favorecimento, mas é muito importante você, mais do que fazer esse planejamento e ter lucro com isso, você sentir confortável com o papel que a sua empresa atua. Então, por exemplo, se no final do ano eu puder dizer que a minha empresa é uma empresa não só produtiva, não só lucrativa, mas é uma empresa necessária para o mundo. Quantas empresas a gente pode dizer hoje que são necessárias para o mundo? Quantas pessoas a gente conseguiu impactar com o nosso trabalho?

[20:54]E esse, quando a gente tem um consumidor que comece a promover a sua empresa espontaneamente, você cumpriu sua abunição. Porque essa empresa se torna necessária a ponto de espontaneamente consumidor, falar positivamente dela. Então, na verdade, a gente tá falando da governança, o social e o ambiental, nós temos isso já dentro do nosso projeto do Instituto Soul do Plástico, que é o que nós fazemos, é um ato que nós nós fazemos em escolas, nós fazemos em comunidades que necessitam, que é o caso a gente doa um equipamento para a Cufa, a gente agora está doando um equipamento para a Igreja Nossa Senhora de Queiropita, que tem nove obras assistenciais, que eles vão fazer a reciclagem dos materiais em escolas e eles vão fazer a reciclagem daquele material, então aquele resíduo que deveria ter ido, não deveria, não deveria, né? Eu falei errado, que não deveria ter ido para o aterro sanitário. Então aquele resíduo vem para a comunidade, a comunidade trata aquele resíduo, processa, faz um produto, vende, gera capital e esse capital fica ali dentro daquela comunidade. Então a gente tá fazendo a pauta social e a pauta ambiental dentro do projeto do escopo do Soul do Plástico.

[22:25]também vocês fazem a parte de governança, porque a partir do momento que você gerencia esse processo é a governança. Então você está causando impacto ambiental, porque você está tirando aquele lixo que é para a incineração. A gente tem que medir isso. Claro, você está tirando esse lixo, então você está causando impacto ambiental e transformando o plástico, mantendo ele mais tempo na economia circular e dentro do ciclo de vida do produto dele.

[22:57]Você tem um impacto social, porque você está contribuindo para uma ação dentro de uma escola pública de... Enfim, de uma comunidade assistencial. E você tem a governança, porque você... Primeiro, você faz todo o gerenciamento disso. Segundo, você também ensina como essas entidades, como é essa comunidade gerenciar no futuro. Então você está impactando nos três vieses, no ambiental, no social e na governança.

[23:29]Então para ficar aqui bem claro que a gente está falando, você que ainda não se afiliou Instituto Soul do Plástico, estamos te esperando. Aqui nós temos o nosso amigo Augusto, que faz você entender melhor a USG, como você pode fazer com crédito de reciclagem, crédito de carbono, como a sua empresa fica dentro do decreto e dentro das práticas sustentáveis que são muito necessárias no momento que a gente vive hoje e que estamos numa transição de economia linear para a economia circular, não é isso?

[24:07]É, e a gente não pode pedir essa oportunidade, porque é uma oportunidade única da gente contribuir para o planeta que a gente vive, né? E você, por incrível que pareça, você começa a dormir melhor. Sim, claro, são práticas que eu sempre falo, quando a gente faz alguma coisa que beneficia outra pessoa sem você esperar nada, é o melhor que a gente faz.

[24:35]mas você ali, o seu trabalho com isso, todo dia você não tem tempestade, tudo é uma garoinha fácil de lidar com ela, então te dá mais conforto até psicológico. Eu costumo dizer que a gente busca a segurança psicológica. O que é a segurança psicológica? Você está bem fisicamente, materialmente e também espiritualmente. Então, você tem que contribuir nessas três esferas para ter o que eu chamo de segurança psicológica.

[25:09]Quando a gente instala um projeto e a gente instala, acompanha, visita, vê como é que está, como é que está indo, é assim, é muito gratificante ver o resultado que isso ofereceu para quem recebeu. eu, o Junior da Talk, a gente faz palestras para tudo que é lado, em escolas, para falar do material plástico, porque o que a gente entende da maioria das pessoas, é que elas não sabem o potencial do material plástico, elas não entendem o que é o material plástico, a evolução tecnológica que isso trouxe, onde ele está, ele está presente em tudo, a gente está aqui, a gente está sentado numa cadeira que tem PU, que é material plástico, é um polímero.

[25:55]Então, partindo daí, se olhar para dentro da sala, tem tudo de que é plástico aqui. E eles entendem que isso vai à inserção, na verdade, das ONGs, que estão trabalhando contra os materiais plásticos, que a gente não sabe onde vivem, como comem, de onde vem o dinheiro deles, enfim. Então, green fleeting, que a gente chama. então, quando a gente chega com a informação e explica o que é, mostra como é o material, que o material pode ser transformado, reutilizado, é só destinado à maneira correta o material, as pessoas nós falam, poxa, é simples assim, você fala, é isso aí, tá aí, você põe na máquina, mostra, o cara recicla, pega uma criança de 6, 7 anos, aperta o botão, pô, aperte o botão e sai uma peça. Nossa, a tampinha podia virar isso, e nós temos os nossos parceiros, né.

[26:54]Até o caso da tampinha que pode virar a flor, você não vai mostrar? Ah, tampinha não, você não vai mostrar. Vai para a próxima. Que ele é tecnologia nova, tecnologia nova. Mas tem essa aqui, por exemplo, olha que sacada legal, monta você, que você já. olha que sacada legal, isso veio de onde mesmo? Isso aqui veio na verdade de uma pousada, é claro, deve ter sido produzido onde a gente já sabe, mas é uma pousada que eu fiquei na praia e eles servem no Guadanapo, no dia a dia, com esse formato.

[27:36]você tem a experiência de você transformar o seu dia, deixar o seu dia mais florido, né? Então você transforma... Olha que fantástico, mostra pra cá. Seu dia fica o mestre mais legal, né? Então, aí vê um negócio simples, né? Baita, inteligente pra caramba, tecnológico pra caramba. o cara que pensou isso aqui, vou falar que é um gênio, aí nós temos, por exemplo, esse produto que se aplica a isso, nós temos essa fibra de PET que coloca no meio do concreto para substituir a tela de aço, isso é evolução, então fala num recicla, recicla, o PET, por exemplo, ele entra aqui, que ele vai entrar lá no concreto, ele entra na nossa roupa, ele entra em garrafa, ele entra em embalagens de alimentos, que é o único material que volta para o alimento, certificado, então nós temos aí vários vários materiais, inclusive eu estava lendo ontem que tem o avião agora feito de plástico, a estrutura externa de alumínio dele, eles fizeram um e um polímero por conta do que ele tem que eu não sabia que ele dilatava e e e voltava eu vou até terminar de ler que eu não terminei de ler mas é eu achei incrível que fizeram uma estrutura de avião toda de polímero agora né hoje já tem na verdade os plásticos de engenharia de fibra longa já tem módulos de elacidade que é módulo de rigidez superior do alumínio então você tem possibilidade de ver, e o plástico vai continuar crescendo, por isso que é importante a gente fazer alguma coisa, porque é um material muito versátil, que dá formatos, possibilita formatos infinitos, então ele vai continuar crescendo a despeito da gente fazer ou não fazer nada, e a reciclagem é uma baita ferramenta para a gente fazer esse material que é tão bom, tão versátil, ficar mais tempo dentro do ambiente sem a gente ter que explorar mais as fontes fósseis como a gente explora.

[29:58]A semana passada eu fiz aqui um podcast com o Eduard da Symfony. A Symfony tem tecnologias, por exemplo, você coloca um aditivo antibacteriano no no plástico. Na época do Covid, usaram e o Covid não pegava no plástico. Ele morria. Eles criaram um material solúvel em água. Então, você tem um plástico, parece um PVC, você mexe com ele, você colocou na água, ele desintegra, que é usado nos Estados Unidos para caramba, para hospitais, eles embalam as roupas usadas, joga tudo dentro da máquina de lavar e o material plástico some, então ele tem graduações de temperatura, ele tem um outro aditivo que se coloca e põe um aparelho e vê se aquele material é verdadeiro ou não. Então as tecnologias que o plástico hoje tem e que podem, fora a leveza, a flexibilidade, a transparência, infinitas possibilidades com materiais plásticos e as pessoas ainda tentam falar em banimento de uma coisa que traz tanta tecnologia pra gente, né?

[31:10]E é democrático, né? Quantos produtos hoje a gente consome, se não fosse o plástico, seriam caríssimos, né? Já pensou se tudo fosse feito ainda de marfim, de metal, de sere... muita coisa seria... Aqui eu sempre mostro, meu, isso é um binóculo de marfim, isso aqui é o baquelite que substitui o marfim. aí eu falo para o ambientalista que parou de matar, parou de arrancar dente de animal por conta do baquelite, o cara fica bravo, o cara me critica, aqui eu tenho um que eu mostro também, todo podcast eu mostro, eu vou mostrar mesmo, aqui nós temos um abridor de cartas feito de casco de tartarugas, ele é feito de casco de tartarugas e aí nós temos aqui um plástico exatamente igual, é um polímero, parou de matar a tartaruga, de tirar a casa de tartaruga e fez em plástico.

[32:13]Agora, você comprou um pente desse aqui, por exemplo, e jogou no lixo, a culpa é do plástico, culpa é tua, né? Ele não foi sozinho pra... E aqui está escrito ainda aqui, tartaruga legítima, indústria brasileira. Nossa senhora. então, eram muitos produtos que eram fabricados assim. Aí, se você aditinar esse material plástico para um ambiente de reciclagem, ele será reciclado, transformado em outro produto, pode ser aditivado, pode ser pigmentado para outra cor, enfim.

[32:46]São infinitas possibilidades que a gente tem que, no casco da tartaruga, nós não teríamos, né? Verdade. E fora, a exterminação de animais, né? quando eu falo, eu falo que vegano tem que agradecer o material plástico, parou de matar animal, parou de matar animal à toa para tirar parte do animal para fazer, que a gente tirava pele para fazer estola, enfim, no passado era tudo a base de animal.

[33:14]Hoje na verdade a gente vive um tempo onde você tem materiais praticamente para fazer de qualquer coisa e de uma maneira mais barata, mais produtiva e mais sustentável. Quando a gente fala em reciclagem, a gente está falando disso, em manter mais tempo esses materiais duráveis dentro de um contexto importante para o meio ambiente. Chega no momento em que você não tem mais o lugar onde polixo.

[33:46]Você pega, por exemplo, o polipropileno, que está utilizando muito essas bandeginhas de polipropileno, freezer, microondas. Você pega essas bandejinhas de polipropileno e polietileno, elas viram balde, elas viram brinquedos, aqueles brinquedões grandões, elas viram tudo aquilo e é só destinar por lugar correto. Agora, se a gente destinar para o aterro, ela não vai cumprir a função dela da economia circular.

[34:09]A gente tem que mudar a mentalidade e pensar na economia circular. É a cultura que a gente fala. O que a gente vê mais interessante, nossa experiência, a gente já certificou empresas grandes, pequenas, empresas médias, mas o que é comum a todas essas empresas? É a sensação de conforto e de alegria que o pessoal que participou da certificação fica no final do processo. Mas só vê depois, né? Isso é, ninguém paga, não tem porque você contribuir para uma empresa mudar a cultura dela é uma experiência única.

[34:57]Então, quando você vê os times internos festejando uma certificação, a certificação é um ente etéreo, é um certificado, todo o resto é subjetivo, e você comemora essa emoção. É gratificante, não tem, é gratificante, fazer as coisas da maneira... Agora, a gente acredita que é a maneira correta, né? Amanhã pode não ser que o pneu na década de 80 era o vilão, hoje ele é o rei, né?

[35:32]Hoje, recicla, não parou de gastar pneu. que enquanto ser humano se dedicar a valorizar mais as qualidades humanas, sempre você vai ter mais emoção. E a emoção a gente sabe que hoje é positiva. E você vê essas ideias e essas práticas, elas surgem da própria indústria. Elas não não vem das ONGs, elas são ideias e práticas da própria indústria, não foi uma ONG que criou essa ideia?

[36:07]A gente fala a seguinte, a ideia é de graça, todo mundo tem ideia, mas quando você transforma isso em uma inovação, você tem a possibilidade de transfigurar aquela essa ideia num produto final, na imaginação. Isso é vale, né? Então, eu costumo dizer que a ideia é a criatividade em trânsito. Quando você tem a ideia e ela se transforma nessa força, nessa energia móvel, ela vira uma inovação. Então, essa energia em trânsito, essa ideia em trânsito a gente chama de criatividade. Aí você, com tudo isso, fazendo certificações em várias empresas, entendendo o mercado de economia circular.

[36:58]Para a gente, a gente fala disso todo dia, para a gente é normal falar sobre a economia circular. Quando eu vou lá na padaria e compro uma garrafa d'água, eu pego essa garrafa d'água, comprei ela, levei embora. A responsabilidade dela é de quem? De quem comprou. Então ela é minha. Então, se eu descartar no lugar correto, ok. se eu descartar no lugar incorreto, é o que você faz.

[37:25]Sou eu. Eu costumo dizer o seguinte, você é um motorista, você tem um produto que te leva em lugares diferentes. A maneira que você vai, se você for muito rápido, primeiro você pede a chance de contemplar o ambiente, segundo você pode, você está depositando um excesso de confiança numa máquina, que pode falhar, todos nós sabemos, você tem máquina boa, máquina média, máquina ruim, mas você nunca sabe o estado que ela está, quando você confia demais nela, ela pode falhar, e o terceiro, você pede a chance de conduzir um veículo interessante que vai te levar naquele momento, quanto que você vai ganhar?

[38:14]se você tiver a 300 por hora, talvez você ganhe uma estrada reta, 10 minutos, 5 minutos, você vai arriscar a sua vida, a vida dos outros por causa de 5 minutos, é o ganho que você tem. É verdade. Quando você pega num trânsito de São Paulo, quando você vai fazendo manobras, mirabundantes, é para ganhar nada, né? Você acaba perdendo, porque você está numa faixa, a outra anda e atua fada.

[38:41]a responsabilidade final é nossa. Você que tem que ter o juízo de usar isso sabiamente. E a gente já é grandinho para não fazer bobagem. É que um monte de gente fala, poxa, você quer responsabilizar o usuário. Você não pode, tem que responsabilizar a indústria, essa malvadona, porque a indústria tem que, poxa cara, você levou a garrafa d'água para na tua casa. Aí chegou com ela na tua casa. Você joga ela pela janela? A culpa não é da garrafa, não é da indústria, porra. A culpa é tua. A indústria, ela tem a responsabilidade de fazer aquele produto responsavelmente. Então, por exemplo, quando ela rotula errado, quando ela usa materiais dissímiles, ela complica a vida do consumidor realmente. Então, ela tem que garantir que ela pode fazer um desenho para reciclabilidade mais responsável.

39:39Ecodesign, monomateriais e design para reciclabilidade

[39:39]Mas quem faz esse desenho mais responsável? De novo é a pessoa. É o engenheiro. É que hoje nós estamos falando muito sobre eco-designer, né? O cara não pode mais ser só designer de embalagem, ele tem que ser um eco-designer. Ele tem que pensar, a gente chama, você tem que ter uma visão holística, uma visão do todo. Não adianta eu achar que a minha árvorezinha num bosque está isolada. Se ela estiver queimando, ela pode queimar o resto do bosque. Mas e se for o resto do bosque que está queimando e você não cuidar da árvorezinha? Então é uma preocupação em onda. Ela vai e vem.

[40:23]Você tem que ter o olho na sua árvorezinha, mas você tem que ter o olho também voltado no ambiente como um todo. E o design para reciclabilidade, o eco-design é isso. É você pensar na melhor maneira de fazer aquele produto sem causar impacto ambiental, sem causar problema. E a gente sabe que isso acontece sempre. E hoje a gente, você está em todo evento que eu vou setar também, eu estou em todo evento que você vai, a gente está vendo muito a onda de fazer mais produtos monomateriais, porque a gente tem alguns materiais que são multicamadas e tal, mas a gente vê essa onda de transformação, as empresas se preocupando muito em trabalhar os monomateriais.

[41:11]É, a gente viu até um exemplo que a gente estava discutindo hoje cedo, a tampinha da garrafa feita em PET. Maravilhoso. Então, quando você transforma isso na Europa, para vocês terem uma ideia, eles tiveram você vai ter que fazer uma trava na garrafa para não soltar, porque você para contaminar o ambiente com uma peça pequena é terrível, então eles tiveram que grudar, mas se você usar o conceito do mono material, você também pode fazer a tampinha no próprio PET, pode fazer gravação em vez do rótulo.

[41:48]Melhor. você está colaborando para ter um produto mais fácil de reciclar. O rótulo, no caso da garrafa, evoluiu demais a reciclagem de garrafa. Hoje, o cara recicla muito fácil. A separação é fácil, porque os pesos moleculares são diferentes dos materiais, um 10, outro 9. A reciclagem do PET é a parte, porque é muito fácil reciclar PET hoje, né? Para você ter uma ideia, na Alemanha, todos os frascos são feitos em HDPE, branco e no mesmo formato.

[42:31]Ora, você vai dizer assim, ''Pô, mas isso tirou a alma de cada empresa fazer o seu...'' Não, colou com filmes livres de cima? Você muda o relevo, por exemplo. Qual o problema de você fazer um rótulo de alto relevo o que sai na própria embalagem. Nenhum. Quando a gente pensa num trade-off, numa troca do sacrifício que você faz para um bem comum, isso é inegável que você pode fazer melhor.

[43:05]E dá para fazer. Dá para fazer. E se eles adotaram o mesmo tipo de embalagem, para aquele mesmo tipo de cosmético ou shampoo, da mesma maneira, para facilitar a reciclagem, por que será que eles adotaram isso? Eu vou lá no consumidor final de novo, o consumidor final comprou um shampoo, usou o shampoo, pô, tá lá no chuveiro, pega aquele restinho lá, dá uma lavadinha na garrafa antes de, não precisa lavar a esfrega, não dá uma lavadinha na garrafa para quando cair lá na externa de seleção, ser matéria prima, não ser lixo, né?

[43:39]e você ter alguma coisa mais limpa, e aquela história. Ah, mas você está usando água limpa para fazer isso. Na Inglaterra, por exemplo, quando você vai fazer a suigiene normal, você enche a pia do banheiro, tampa, e com aquele 1 litro d'água, você faz toda a suigiene. Em outros países, você abre a torneira e deixa lá lá. aqui em outros países. Mas o que eu quero dizer com isso? Sempre tem uma maneira, você tem também a tubulação, a água que vai para o banheiro, para a privada, é uma água já reciclada, ela fica circulando e é a mesma água que você usa para fazer a sua higiene, ela vai para um outro tanquinho para alimentar a descarga. Tudo é pensado para você estandarizar, para você economizar, para você reduzir o consumo de material e matérias-primas novas e reciclado. Eu acredito que esses países estão mais avançados que a gente, porque já sofreram para caramba, sofreram com guerra, sofreram com falta, e o Brasil nunca teve isso. O Brasil é rico em tudo.

[45:06]a gente costuma dizer que é a nossa sorte, que a gente é um país rico, né? O mais que o pessoal faça e desfaça, a gente continua entre as seis a dez e com os restos do mundo. O povo brasileiro é incomparável, o povo brasileiro é incomparável. Você chega, você é bem recebido, onde você vai, é muito diferente de quando você viaja para alguns lugares.

[45:29]Na verdade, eu acho que isso é uma vantagem competitiva, um mundo que eu acho que porque, ainda assim, caminha para ser mais humanizado. Ah, nós já estamos anos-luz na frente nisso, né? Então, mesmo com tudo o que a gente passa, se a gente te fizer certinho, olha o benefício que a gente vai dar para o mundo. Se a gente começar a pegar as nossas boas práticas e fazer delas um guia de boas maneiras, a gente tem muito a colaborar com o mundo inteiro.

[46:04]e a gente está falando aqui com o Augusto, é assim, ele me mandou uma mini-bio que, se eu fosse ler a mini-bio dele inteiro aqui, eu ia passar metade do nosso podcast dele, a mini-bio dele, porque ele tem formação em muitos lugares, né? Tem Cambridge, na FGV, na Poli, e muitos outros, né, Augusto? fala para a gente um pouquinho da sua vida acadêmica, por favor.

[46:35]Na verdade, a gente estuda muito para descobrir que a gente não sabe nada, né? Então, hoje é praticamente impossível você parar no conhecimento, não necessariamente no ensino oficial, né? um número de cursos que você fez, um número de faculdades que você fez, de títulos que você tem, que pode ser útil para o cidadão futuro. Mas é predisposição de você aprender todo dia alguma coisa nova.

[47:13]É, o cara que sai de casa falando que já sabe e está perdido. Todo dia a gente aprende, é um contato, é uma conversa, e com todos os níveis. você aprende com o padeiro da esquina, com o professor acadêmico, com o jornalista e eles também aprendem com você. Então, dia a dia, as relações, por isso que talvez a coisa mais importante nas relações de negócios, ainda se faça no âmbito das relações pessoais.

[47:45]Isso, e quando você valoriza isso, você aprende um negócio fundamental. a gente aprende a gostar de gente. Você é mais empático. Então, é diferente. Você começa a entender por que as pessoas são diferentes, por que elas são valorosas do jeito que elas são. Isso é mais interessante, por isso que... Bom, eu costumo dizer que a principal aprendizado que a vida me deu foi isso.

[48:15]Aprendi a gostar de gente, valorizar todas as pessoas que estão à minha volta. porque todas elas colaboram comigo mesmo. É que você vê essa questão do WhatsApp, do TeamView, do Teams, do Zoom, isso aí, afastou muita gente, né? É, ele aproxima mais... Ele aproxima, mas ele te aproxima... Você não pode deixar isso como uma relação preguiçosa. Eu costumo ver tudo como alguma coisa...

[48:47]Tem um ponto bom e tem um ponto ruim, né? você tem que aproveitar de tudo pra você. O que é o melhor, né? Eu tava outro dia numa palestra que tava sendo feita no Rio Grande do Sul, até sugerir pro meu colega que tava lá fazer online, né? E um dos argumentos que eu falei foi isso, né? Falei assim, olha, a gente faz web nas que podem ser vistos ao vivo, em Recife, São Paulo, em Porto Alegre, ou em Nova Iorque ou em Londres. Então, o poder de comunicação que tem essas ferramentas novas é inegável. Claro, se você tiver recurso, tiver condição, por que não fazer isso?

[49:30]Não, nada substitui a vivência. Isso, acredito, globalizou tudo, foi muito bacana o que aconteceu globalização da informação, aproximou muita gente que estava, está longe, pois o cara está lá no Japão e eu quero ver a pessoa, falar com a pessoa olhando para ela, então ótimo, aconteceu, mas quando a gente vai fazer uma venda de um produto para um cliente, a gente vai mostrar, então eu sinto necessidade de visitar o cara, de conhecer quem é a pessoa soa por trás do negócio, porque muitas vezes, só o contato perci, ele não é suficiente para você entender as necessidades do seu cliente, costumo dizer que a necessidade do seu cliente está na percepção que o seu cliente tem do cliente dele, normalmente ele tem uma percepção do cliente dele melhor do que a minha percepção, então você você vai aprender com o seu cliente qual é a percepção que ele sente do cliente dele.

[50:37]E isso você só faz ao vivo e à cores. É, isso é uma mudança que a gente está pegando todas as mudanças, né? Nós pegamos lá do início do computador, vindo, né? Do início não também não, né? Mas peguei ali, a gente trabalhava em MSDOS ainda. é um negócio que a molecada estabilheu o que era e veio evoluindo hoje com esse monte de tela. E a gente tem que ser otimista para o mundo que está chegando, porque o jovem já aprendeu que para ele é mais interessante ter uma experiência de uma viagem, de um contato, do que ter alguma coisa material. Você vê o que está acontecendo com a indústria automobilística. O número biodecá, os produzidos mundialmente tá diminuindo. Tá, porque um leque não quer mais carro.

[51:33]O jovem, ele prefere ter uma viagem garantida do que ter um... E andar de Uber. E andar de Uber. É verdade. Ele já não tá mais se comovendo, ah, eu quero ter uma marca específica, né. Antigamente, né, a gente fala antigamente, pô, eu não sou nem tão velho, tio. Não via a hora de fazer 18 anos pra tirar habilitação, né. hoje você pega o Úlbara mais fácil e eu garanto minha viagem no meio do ano.

[52:00]Hoje eu gosto de convite pouco aí que nem quer tirar habilitação, né? Isso daí é alguma coisa que a gente, quando a gente pega, claro que os momentos sempre são diferentes, sempre tem aqueles diferentes em todos os tempos, mas a massificação de experiência, de viagem, de outros aspectos consumistas, quem está trazendo é um jovem. São os mais jovens que trouxeram isso e é alguma coisa que a gente tem que entender.

[52:34]Se a gente não transformar os nossos produtos em experiência, veja a flor que você mostrou. É maravilhosa. Você transforma um objeto numa experiência. olha só pessoal, que coisa interessante, nós misturamos o plástico, o papel, e nenhum contaminou o outro. Esse aqui, esse aqui depois de utilizado, ele não vai ser reciclado, tá? Ele tem que ir para ter sanitário.

[53:00]Aí esse cara aqui, ele vai virar CO2 e CH4, mas por isso vai deixar de usar? Não vai. O ambientalista, quando fala do papel, o papel é uma coisa mais lúdica do mundo, e não é nem tão lúdico assim. esse cara aqui, ele pode reciclar, esse vai ser utilizado e ele pode ser reciclado se destinado para o local correto pela textura que deve ser um polipropileno, polietileno, mas são materiais que se complementam, a gente faz isso aqui e embala numa caixa de papelão, que é a maneira melhor de transportar, não é?

[53:39]Então são materiais se complementam, eu acho que não tinha que ter esse monte de pancada que está tendo lá para cá. Nós deveríamos ser todos aliados, e quando você tem uma cultura de reciclagem colocada, tudo vira aliado mesmo, não existe essa competição, existe só o conhecimento de que é importante você reduzir, reciclar, reutilizar, que são os r's, os múltiplos r's da sustentabilidade, então isso é importante, o mais importante é o que a gente está aprendendo, aquela jornada, você não aprende com o término dela, você aprende mais no decorrer dela. É, mas é isso aí, a gente está se encaminhando já passa rápido o tempo, a gente está se encaminhando para o final do nosso podcast.

[54:36]Eu vou te fazer uma pergunta antes de estudo, qual é a mensagem que você gostaria de deixar para os profissionais da indústria, engenheiros, formuladores de políticas e sociedade civil sobre o futuro do plástico no Brasil? olha, a gente costuma dizer o seguinte, o futuro a gente constrói, a gente não espera por ele, e muitas vezes ele está passando na nossa frente e a gente deixa de enxergar-lo, então acho que a mensagem que eu gostaria de deixar é isso, tentem enxergar todo esse momento como uma janela de oportunidades única que a gente nunca viveu na história, e é, porque a gente vive num tempo onde muita coisa é acessível, tecnologia é acessível, a informação é acessível, as empresas são mais acessíveis, as pessoas são... você aprende o dia inteiro com todo esse tipo de organização que a gente, claro, não é uma organização societária perfeita, mas a gente aprende muito com isso, né, então então não deixe de perder a janela de oportunidades que a gente está vendo acontecer e a gente tem que valorizar isso. Nunca a gente teve num momento tão importante da humanidade para a gente ser contributivo. Então procure contribuir com tudo que você vê em cada segmento de mercado que você tem. E plástico precisa dizer nada, né?

[56:14]Cada seminário que a gente vai tem coisa nova. graçações fantásticas, praticamente você consegue realizar com tudo o que você sonha. Então, não percam a janela de oportunidades que a gente está vivendo esse momento. Não é, nunca foi e nunca será lixo, é resíduo reciclável. Isso que as pessoas têm que entender, não só o plástico. a gente fala do plástico, do papel, do vidro, do aço, todos são resíduos recicláveis.

[56:49]Até outro dia, gente, quantos dinosa, eu não sei se vocês, mas quantos dinosa não pegava aquele copo de requeijão, lavava, usava o tempo, no final da vida dele ainda virava aquele potinho de parafuso, porga, economia circular na veia, isso. isso é o que acontecia, as cargas eram mais pesadas, emitiam mais CO2, enfim, hoje com a vinda do plástico, com o plástico presente, mudou muita coisa, mudou muito, diminuiu muito consumo de muitas coisas, principalmente de energia, de emissão de gases, enfim, se a gente for ficar falando aqui, vai longe, e tem algum assunto que eu não abordei que você gostaria de abordar?

57:37Greenwashing, green shifting e o caso da colher de PLA

[57:37]eu acho que tem um assunto que a gente pode deixar para uma próxima conversa que são os aspectos que eu costumo chamar de anomalias trazidas pelo greenwashing, porque tem vários tipos de greenwashing e onde eu tenho ido, eu vejo que falta um pouco de entendimento do que seja as várias facetas do greenwashing e como a gente pode colaborar para diminuir e essa tentativa de a gente deixar mais verde as ações que a gente faz.

[58:14]Então, às vezes, a tentativa, sem querer, a gente está tingindo de verde uma realidade que é cinza. E você sabe que eu estou vendo cada vez mais isso acontecer, esse é o assunto que eu adoro. porque eu estou vendo muitas pessoas acharem que estão fazendo o bem comprando aquele produto e no fim eles só estão pagando mais caro. Eu tenho um exemplo aqui que eu vou colocar, não é?

[58:44]Eu tenho um monte de coisinha aqui, a gente tem aqui, por exemplo, essa colher de PLA. Eu fui num evento da G4 Company, maravilhoso evento. e eles compraram tudo lá de PLA, obviamente, que a equipe de marketing, o time de marketing comprou isso, pensando que era o supra-sumo do sustentável. Aí pergunto eu, temos composteiras industriais no Brasil que fazem a compostagem desse material?

[59:18]Nem em forma para o consumidor, né, a forma que você... Não. É um plástico normal, você vai e deposita junto com um material reciclável. como é que se grega esse cara aqui, desse cara aqui, esse aqui é um polipropileno, como é que se grega os dois, eles são idênticos, então como é que eu vou fazer a compostar a gente de material, primeiro que eu não tenho a composteira, então ele vai para o sanitário junto com o outro e o efeito foi praticamente, esse é o que a gente chama, essa anomalia no green ogem, a gente chama de green shifting, a empresa ela faz um produto biodegradável, mas ela esquece que, do outro lado, alguém tem que entender que ele é biodegradável, que ele precisa pôr numa estação de biocompostagem.

[1:00:09]Então, mas tem que ser biocompostagem disponível. E é esse ponto. Por isso que a gente chama de green shifting. Você transfere a responsabilidade para o consumidor diretamente sem dar a comunicação adequada. Eu acredito muito que os materiais, tanto materiais aditivados com produtos que deixam eles biodegradáveis, na minha opinião eles não tinham que ter nada escrito, não tinha que escrever que é biodegradável, ele tinha que ter, porque o ideal é que volte para economia circular, esse material não volta para economia circular, esse material ele é proposto na economia linear.

[1:00:55]na verdade o que acontece, na Europa, só para te dar uma cifra, hoje se produz mais ou menos 450 milhões de toneladas de plástico, desses de 2,8 a 3 milhões de toneladas é de bioplástico, e dentro de bioplástico tem os biodegradáveis também, o PLA é um bioplástico e também é biodegradável, então o que acontece? se você não desenhar políticas específicas de reciclagem desse material, acaba sendo contraproducente. Mas também são forças, eu costumo falar, quais os vetores a favor e quais os contras.

[1:01:40]A gente sempre tem que avaliar isso. Ele está, na verdade, entre os vetores a favor da nossa causa. o problema é você fazer isso de uma maneira mais compor-teiras, mas, por exemplo, na Europa, todo lixo não vai para o Teusanitário, lá não existe o Teusanitário. Até os últimos dos países que a gente chama do Leste Europeu, já estão caindo fora, porque simplesmente não tem mais espaço.

[1:02:17]Não tem mais espaço na Alemanha, não tem mais lentil. nós estamos em outra tocada, a gente quer a terra sanitária no país inteiro, saneamento básico, a gente quer o mínimo. Então quando a gente fala que a gente tem um país que 55%, 60%, tem saneamento e 40% ou 45% não tem, como que a gente vai querer emplacar uma política de material compostável? é meio controverso, o material é bom, porém não serve para a nossa cultura hoje.

[1:02:53]Na verdade, esse é o ponto. Muitas vezes a gente peca, você vê o recente caso da contaminação do metanol. porque que o cara que faz a bebida falsificada tem interesse que o consumidor morra? Não. Mas como ele não sabe a diferença do metanol e etanol, e a gente tem um problema, a gente chama o metanol no posto de álcool. Álcool. Como a gente chama o etanol que a gente compra no supermercado?

[1:03:28]Álcool. E na farmácia? Álcool. Então, até por uma falta de... um entendimento disso. Exatamente. O cara colocou metanol, não porque ele queria matar a galinha dos ovos de ouro, que é o consumidor, por desconhecimento. Poucos brasileiros estudaram química. Essa é a vertente. E os que estudaram não estudaram muito bem. Então você tem esse problema de discernimento. Na Europa, a gente vê alguém falar disso, porque todo mundo vai não é para a escola e sabe perfeitamente o que é etanol, o que é metanol e sabem de colocar isso.

[1:04:08]No Brasil, a gente tem uma, só para você ter uma ideia, eu astio uma palestra do Instituto Aetonsena, nós temos 35 milhões de brasileiros, entre 8 e 14 anos, que abandonam a escola primária. Sim. Esse pessoal não aprende isso, 35 milhões é metade da população da Espanha. eu fui na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e eles falaram que o quanto de aluno começa e o quanto termina a bandona no meio do caminho é gigante.

[1:04:42]Então se a gente não resolver essas questões básicas, a gente fica numa armadilha. A gente quer implacar produtos mais tecnológicos até favoráveis à causa do ESG e acaba contribuindo negativamente. Então, é um outro problema que a gente tem que resolver. Ou seja, mas pegando o que eu vi num filme indiano, um país muito grande e muito diferente como o Brasil, muito desigual, e com uma população grande, tem um grande potencial.

[1:05:21]Nós temos 214 milhões de brasileiros, então nós temos a possibilidade de ter 214 milhões de ideias por dia para resolver nossos problemas. E o brasileiro é criativo pra caramba. Então tem essa vantagem. É como nós somos muitos, então por isso que eu não posso deixar de ser otimista, né? Eu acredito que a gente ainda vai resolver todas essas questões básicas.

[1:05:48]Eu também. E quem sabe, né? talvez eu não viva pra ver, mas... O Brasil é bom nessa área de reciclagem, o Brasil se movimenta muito bem, né? É, o brasileiro é criativo, faz acontecer, isso é inegável, né? E a gente é fácil de lidar também, né? É, acho que é. O brasileiro, bem intencionado, é uma pessoa muito fácil de lidar. Sim. Então eu acho que isso daí é importante.

[1:06:19]É isso aí. Então, chegamos ao final de mais um episódio do PodPlástico. Se deixe as suas considerações finais, por favor. Bom, pessoal, se tiver uma mensagem que a gente possa deixar nessa área de certificação, é importante entender que a certificação é um ativo ambiental. Ela pode ser usada, apesar dela ser valer só o certificado, mas o mais importante que ela encerra é a cultura que ela deixa em cada empresa.

[1:06:54]E quando a gente vê os grupos envolvidos nas certificações vibrando de alegria quando conseguem uma, a gente consegue entender, por exemplo, que a gente viu na última cá, várias empresas, vários expositores tinham lá N certificações mostradas no stand. por quê? Porque eles acreditam que aquilo é uma validação da empresa e, de alguma maneira, melhora a reputação da empresa e mostra de que lado a empresa está.

[1:07:28]Então, enquanto a gente tiver a favor da humanidade, a gente está no caminho certo, pelo menos no meu conceito. Não, mas é isso mesmo. E aproveita, deixa suas redes sociais, seu contato. Aseplas tem um site da Aseplas, www.asseplas.org. Vocês encontram facilmente os nossos contatos lá. A nossa equipe está sempre a disposição para tentar desmistificar um pouquinho o que é isso e qual é a importância de você buscar uma validade.

[1:08:04]hoje, carnes são certificadas, cafés são certificados, produtos de normais, convencionais, shampoo em toda a área, você tem certificações sérias que possibilitam direcionar o consumidor por bom caminho. Então, eu acho que é um caminho a seguir, o poder da regulamentação nunca é negativo, sempre ele é mais favorável à causa humana. Então, acho que isso é mais importante.

[1:08:36]Então, tá, Augusto, muito obrigado por ter participado do nosso PodPlástico. E, pessoal, que aula, né? Chegamos ao final de mais um episódio do PodPlástico com Augusto Lopes. Tudo que você quiser saber de certificação ESG, crédito de carbono, crédito de reciclagem, chama ele, fala com ele que tudo vai se resolver, e você que nos acompanha, deixa o seu like, deixa o seu comentário, você que ainda não nos acompanha, clica aí, ativa o sininho, ativa para seguir a gente, e muito obrigado por ficar conosco até o final desse episódio.

[1:09:18]Obrigado pessoal, até mais ver.

Rui Katsuno

Apresentado por

Rui Katsuno

38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.