UM BATE PAPO INOVADOR SOBRE BIO ADITIVOS | Com Manoel Cesar Müller
Manoel Cesar Müller apresenta o bioaditivo Celera, que acelera a biodegradação de plásticos leves em aterro, e explica normas, dosagem e reciclabilidade.
Principais insights
- Manoel Cesar Müller, consultor sênior em inovação e sócio-diretor de um estúdio de design de embalagens, representa no Brasil o Celera, bioaditivo à base de enzimas vegetais liofilizadas; as informações técnicas são dele e do fabricante.
- Segundo ele, o aditivo fica inerte durante a vida útil do plástico e só age em contato com microrganismos, como em aterro sanitário ou solo; já foi testado em PE, PP, PVC e PS, e o PET está em desenvolvimento.
- A dosagem de referência é de 3% do batch de produção, podendo chegar a 5% ou 6% em peças mais espessas, sem alterar a estrutura do plástico; o material continua reciclável, mas o teor de aditivo precisa ser reajustado.
- Manoel cita a norma ASTM D5511 (aterro, com biodegradação anaeróbica) e a ISO 17556 (solo, 320 dias, com mais de 80% de degradação, atingidos 84%), além de estudos financiados pela Repsol, licenciada da tecnologia na Europa.
- A orientação do fabricante é descartar no aterro, nunca na natureza: o material libera CO2 e, em aterro, metano, que pode ser captado para gerar energia; ele afirma que a degradação é biológica e não deixa microplástico.
- Ele diferencia o bioaditivo do oxibiodegradável, que quebra a cadeia polimérica por oxidação, e diz que o "oxitrauma" criado pelo banimento na Europa ainda dificulta a aceitação do mercado.
Perguntas frequentes
Quem é Manoel Cesar Müller e qual é a relação dele com o Celera?
O que é o Celera e como ele funciona?
Qual é a dosagem do Celera e ele afeta a reciclagem?
Quais normas e certificações o Celera possui, segundo Manoel?
O Celera gera microplástico e emite gases?
Qual a diferença entre o bioaditivo e o oxibiodegradável?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Manoel Cesar Müller e o design circular
[0:00]e seja muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico hoje eu estou aqui tem o prazer de receber o senhor Manoel Cesar Müller é consultor senior em inovação e marketing vendas e desenvolvimento de produtos com foco em Smart Packaging, novos materiais e modelos de negócios. A administradora pela FGV, sócio-diretor da Miller Camacho Designer atendendo grandes marcas como Coca-Cola, AB, Unilever e Clabim. Foi eleito profissional do ano de embalagem e design com prêmios no Brasil e no exterior e presidiu AB Design por duas gestões. Também atua como palestrante e professor convidado no Instituto Mauá de Tecnologia. Sou Manoel, muitíssimo bem-vindo, muito obrigado por estar aqui conosco e faça as honras.
[0:51]corrui. Muito obrigado pelo ter me chamado aqui para participar desse momento entusiasmado aqui. Gostei muito da recepção. Muito obrigado pela oportunidade de conversar sobre esse novo projeto que a gente está trazendo. Eu estou me aproximando, reaproximando do plástico. Eu faço, eu acho que o plástico é um grande material que permite muito, eu trabalhei com designer, né? Então, o trabalho com design e o plástico foram feitos um para o outro, samba, que você consegue moldar, criar formas, ter cor, ter sistemas, então eu sou um fã do material do plástico e acho que espero contribuir para que esse material continue assim crescendo e atuando e ajudando a sociedade a viver cada vez melhor.
[1:37]É isso aí. É, a gente, quando a gente fala de design, a gente agora fala diferente, né, a gente está pedindo ecodesigner, é o cara que já faz pensando na economia circular, né, abaco, consente de economia linear. Exato. A economia circular é o grande desafio que nós temos pela frente. Ele começa no projeto, se estamos falando de embalagem, mas não só de embalagem, estamos falando de praticamente todas as aplicações do plástico. Então a economia circular é que está realmente orientando as demandas criativas e os projetos para que os produtos possam ter uma melhor performance no que tange a sua sustentabilidade.
2:23O que é o Celera e como o bioaditivo funciona
[2:23]Muito bom. E hoje nós estamos aqui, vamos aprender sobre um novo produto, para mim é novo, é o Celera. O Celera é um aditivo biodegradável, a gente pode chamar de biodegradável? Nós chamamos ele de bioaditivo, ele é um aditivo biológico, ele é um bioaditivo. nós vamos falar, conta um pouquinho do Celera para a gente, por favor. O Celera, como eu falei, ele é um bioaditivo, então ele é um aditivo que vem de fontes vegetais, eles são enzimas que são retiradas de frutas legumes, essas enzimas são liofilizadas e inoculadas no plástico, em resumo é isso. E para que serve isso? O bioaditivo, essas enzimas, esse composto enzimático, ao ser inoculado no plástico, ele vai fazer com que, quando esse plástico tiver contato com certos ambientes, certos micro-organismos que habitam certos ambientes, esses micro-organismos vão atacar, entre aspas, eles vão avançar nesse plástico porque esse plástico vai virar fonte de energia para alimentar os micro-organismos.
[3:37]nós estamos no mundo, no universo da biotecnologia com engenharia de materiais. Nós estamos juntando essas duas coisas. Então, essas enzimas, o Celera é o composto enzimático. Vai no plástico. O plástico durante a sua vida, o ciclo de vida útil, não acontece nada com ele. Só vai acontecer no momento que esse plástico tiver contato ou no solo ou em ambientes como aterro sanitário, por exemplo. E quais materiais o Celera atende hoje? Olha, nós já temos testados e certificados o Celera em materiais como o polietileno, que foi o primeiro e é o mais usual, o polipropileno e as suas derivações biorentadas, né? O PVC, que é uma conquista mais ou menos recente. A PVC não tinha nenhum, né? Não, não tinha não. No PVC é uma uma conquista recente e que está abrindo outras possibilidades de aplicação e no poliestireno e alguma das suas variáveis do poliestireno. São essas as grandes aplicações. Para outras aplicações onde você... o PET ainda está em desenvolvimento.
4:53Usos, plásticos leves e o PL 2524
[4:53]Ele está toando mais em materiais semi-rígidos e flexíveis. reciclagem. Exatamente, ou semi-rígido e flexível, mas eu costumo dizer que ele atua nas aplicações leves, então ele aplica nos plásticos de uso único principalmente, plástico de uso único, a gente chama, são desde as sacolinhas, descartáveis, embalagens de fast food, coisa dessa. Eu tenho um conceito diferente do uso único, eu tenho um conceito diferente, se eu usar cola três vezes, ela deixou de ser o uso único. Então, eu tenho um conceito meio diferente do que tá sendo pautado. Não, é que a gente tá falando muito sobre, agora nós temos aí no voltando para o cenário, a PL 2524, que tá lá no Senado, que estão, é um projeto de lei que está com nome de economia circular, mas é um PL de banimento travestido de economia circular. Então, ele que tenta banir os plásticos e está escrito que é economia circular. Então quem lê o PL, entende ele que ele é banimento. E eles falam muito de plástico único. Então nós estamos tomando um cuidado absoluto para falar sobre materiais, o que são, o que não são de uso único. Por exemplo, um saco de arroz. Se eu abrir ele e tirar um pouquinho e fechar de novo, ele já não é mais de uso único. Então é mais ou menos isso que a gente está... É, eu emprestei esse conceito dos europeus que usam muito single use, né? Plástico que acabou sendo traduzido como plástico de uso único, mas que é de única finalidade, né? Então, essa única finalidade dele que é outro, transportar ou colocar, visando esse tipo de coisa. E para separar um pouquinho do que é embalagem, porque é embalagem propriamente dito. Então, por exemplo, a embalagem que contém um produto e ela tem que ter uma série de requisitos para fazer isso e tem as suas funções específicas, ela se distingue em pouco diferente desse conceito de que seria esse plástico de uso único. Qual que são esses plásticos que que eu estou chamando também de uso leve, ou plásticos leves, que são os sacos, os canudinhos da vida, os pratinhos, aquelas embalagens mais de transporte ou de uso, para uma refeição, por exemplo, para transportar uma coisa, e para diferenciar um pouquinho da embalagem.
[7:36]A embalagem tem outras, carrega consigo outras funções e outras funções. Bem interessante a proposta que está sendo lançada, que ela é no pejorativo só do material plástico, né? De tudo o que é produzido no planeta, o plástico representa 0,3%. Então ele não deve ser o problema do mundo, não é o plástico. A gente tem outros problemas muito mais sérios do que o plástico acontecendo agora e que ninguém está pautando.
8:03Dosagem de 3% e efeito na transparência
[8:03]Por isso que a gente gosta de receber novas tecnologias, a gente gosta de entender o o que está acontecendo. Eu, aqui na Termoformador, eu testo tudo que é material novo que chega, eu testo porque eu acho extremamente importante, a gente está perto das novas tecnologias. Esse material, o Celera, ele, por exemplo, num PVC, qual percentual que vai num PVC? Um filme de PVC utilizado em bala de alimento para cozinha, por exemplo, que é o mais usual.
[8:33]reciclagem. O que define a quantidade do material é a quantidade do Celera, é a espessura que nós estamos trabalhando. Essa é a quantidade, essa é o parâmetro que você tem para definir. O parâmetro estabelecido pela... que foi testado é na casa de 3% do BATE de produção. condição no batch de produção, eu vou ter 97% do material e 97% do material e 3% do bioaditivo do Celera.
[9:08]Essa é a regra básica, 3% é a regra básica para quase tudo. Agora, quando chega algumas aplicações, quando você aumenta um pouco a espessura, é muito importante a gente definir e balizar, ela pode chegar a 5 ou 6%, ou 4%, a depender exatamente remover, e já fiz alguns testes com até 8%, para algumas embalagens muito espessas, portes, plásticos, coisas assim, mas isso tudo são testes que estão sendo desenvolvidos ainda tão comercialmente. E quando sobe o percentual o material transparente, ele tira a transparente ou não? Não, ele não tira a transparente, mas você tem que tomar um a transparência. Você tem que tomar um pouco de cuidado. Às vezes, se você for usar alguma coloração, você tem que equilibrar o acoro. Então, o nosso porte, digamos, é azul. Então, quando eu coloco aditivo, eu tenho que chegar de novo naquele azul. Na hora que eu vou equilibrar para chegar no tom do azul. Então talvez você tenha que mexer um pouquinho reciclagem nessa formulação. Mas, no geral, nesse nível de aplicação de 3%, ele não mexe em nada na estrutura do plástico ou da cor, não acontece nada. A estrutura do plástico e todos os caracterismos permanecem absolutamente as mesmas.
10:34Reciclagem do material aditivado
[10:34]E falando de economia circular, por exemplo, eu tenho um saco desse aí que está aditivado reciclagem com o Celera. Eu vou fazer a reciclagem desse material. Eu posso reciclar? Pode reciclar. Ele é totalmente reciclável, então o seu material segue as mesmas características de reciclagem do material. Mas ele mata o aditivo e tem que reeditivar depois?
[11:00]É que é o seguinte, é que aí a gente perde o controle do processo, ou seja, é um sininho que tem um controle muito certo para saber o que foi misturado, o que não foi misturado, reciclagem e por diante. Mas o aditivo perde a característica a hora que ele passa no canhão? Não, não, não perde a característica. Ele se mantém lá, ele se mantém, ele fica lá.
[11:21]Vai ter que proporcionar mais, porque você não sabe direito. Então entramos com o material que é 50% reciclado e o kitinho, o aditivo e o outro 50% e 1,5%. ter que botar um e-mail, tem que rebalancear o resultado para manter essa capacidade de degradação acelerada que ele proporciona para o plástico. Quais as licenças, já as normativas que o Celera já possui? Nós temos principalmente as licenças europeias e asiáticas e trabalhando normas padrão, que são normas como, por exemplo, ASTM D5511, que é muito conhecida, que é para degradação em ateus sanitários, biodegradação em ateus sanitários e a degradação anaeróbica, que ela é muito específica e nós desenvolvemos e atingimos e atendemos a exigência da norma, é um método que você tem que atingir certos resultados e nós temos esses laudos comprovando esse resultado. As outras são biodegradações aeróbicas, e aí tem algumas, tem algumas, principalmente europeias, que os europeus investiram muito nessa direção da biodegradação aeróbica, no solo. Então você tem, mesmo para compostagem, para degradação em solo, para compostagem, e a compostagem tem dois níveis de temperatura, um na casa do 70 graus e outros na casa dos tinta e trinta graus. Aqui nós não temos. Não temos isso. Então, eu acho que uma coisa que seria muito bom para a instituição e até para o trabalho da indústria do plástico, é se a gente conseguisse normalizar um pouco isso para a gente poder ficar com os corações mais tranquilos, porque nós estamos importando essas normas do exterior. Nós temos a norma brasileira, a norma brasileira segue os parâmetros das normas internacionais, no que tange a definir, a qualificar a biodegradação.
[13:33]E essas certificações, elas são particulares ou elas são de órgãos públicos? Não, elas são particulares, são institutos, alguns institutos têm envolvimento do Estado, então por exemplo, a Aimplas, que é um instituto muito grande, muito reconhecido na reciclagem europeia, que é espanhol, o governo espanhol é como se fosse um IPT, como se fosse um IPT aqui, mas a indústria participa muito ativamente lá e ele tem uma administração independente e esse material ele é consolidado na Europa já? Ele está em grande evolução na Europa, quem tem o licenciamento desse material na Europa é a Repsol, que é uma uma grande expensa apresentação. A Repsol é muito cuidadosa, ela investiu 3, 4 anos para nós que somos, eu sou o representante da tecnologia no Brasil, então para a startup que desenvolveu a tecnologia, a entrada da Repsol foi uma grande alavancagem, porque a Repsol colocou recursos e permitiu então fazer uma série de testes, uma série de certificações. Muitas dessas as certificações que eu falei agora, notadamente a biodegradação em solo, foi a Repsol que financiou os estudos.
[14:50]E na questão da biodegradação, a não-migração, ele tem laudo, não-migratória? Tem, tem laudo, eu posso falhar o número da norma europeia, mas ele tem. Tem uma norma europeia que você define três coisas dentro dela, acho que é três pés e quatro, três, dois. É uma nome europeia específica para isso, que você defina, se tem metais pesados, se não tem metais pesados, se migra o metal, se não migra, o que migra e não, portanto, se tem contato com alimento ou não. E a reciclabilidade, eles estão juntos porque se você usar esse, você precisa saber que material que você está colocando para reciclar. Esse material não contém nada de metal pesado. Nada de metal pesado, só se você colocar.
[15:38]reciclar. Se você colocar, por exemplo, a tinta. Então, agora, se você tiver esse cuidado, você não usar uma tinta sem metal pesado, tinta vegetais, tem uma série de opções, você mantém o teu produto final dentro dessa nova. E a degradação desse material? Então, cita no aterro sanitário, principalmente, o ambiente propício para ele se degradar. É o ambiente propício, apesar dele poder ser degradado em um solo biodegradado no solo enterrado, solo enterrado no solo superficialmente, porque daí tem uma coisa que chama intemperismo, que fome, a influência do ambiente externo, temperatural, exacamente, sol, chuva, etc.
[16:32]No material que está ali, ele tem essas certificações, pode ser colocado ali. Nós optamos, nós do Celera, optamos em orientar para o aterro sanitário. Nós fizemos uma opção de, olha, apesar de ter as certificações, nós vamos orientar para a nossa comunicação e a nossa orientação no sentido de ajudar as empresas a utilizar o produto, que eles sejam caminhados com descarte correto para o aterro, por quê? Porque o aterro tem as condições de conseguir controlar esse material, essa biodegradação, ele controla os gases que serão emitidos, que serão liberados no processo de degradação, serão um melhor controlado em um aterro.
17:22Gases, metano e a degradação em aterro
[17:22]Então vamos para a parte dos gases. Quais os gases ele faz emissão? No aterro, no sol é gás carbônico. Tem os outros gases, mas o gás carbônico é o principal e é significativo. Tem liberação de metano? Tem liberação de metano, principalmente quando ele está no aterro sanitário. No aterro sanitário, aumenta, o metano passa a liberação do metano, é maior do que o gás de câmbio.
[17:52]Então, ele vai ter a mesma liberação do mesmo gás que libera o papel. Exatamente. Tá. E a velocidade de liberação dele, ela é maior ou menor? Pois é, depende. Depende. Nos testes que a gente fez, nos testes que foram feitos com a biodegradação em aterro, e exatamente o teste da 5511, o parâmetro é a celulose, o material de parâmetro é a celulose comparado com outra coisa, comparou com o nosso filme plástico com o Celera e a celulose.
[18:30]A celulose é mais rápida, naquele ambiente a celulose foi mais rápida, mas o plástico biodegraduos, e ele tem, e olha aqui, desculpa de cortar, mas esse teste prevê biodegradação em 45 dias, então quer dizer, não é realmente uma conquista, porque em 45 dias, não aquele biodegraduo inteiro, nem a celulose biodegraduo inteiro, mas eu digo assim, em 45 dias o processo já estava em andamento, já estava acontecendo esse processo.
[19:02]e ele tem uma limitação de profundidade no atero sanitário ou não? Olha, Rui, eu confesso pra você que aí começa a fugir um pouco do meu conhecimento específico sobre o atero sanitário, né? Mas a princípio ele foi, ele tá preparado para atender os ambientes anaeróbicos, então se não tem ar, ele vai conseguir existir, porque as enzimas que estão ali dentro, um ambiente sem ar, ela vai produzir uma películazinha, na hora que ela estiver lá embaixo, ela vai produzir um pequeno filme biológico que vai ter um pouquinho de água.
[19:42]Então, na teoria, ele se degrada a qualquer profundidade. Em qualquer profundidade. Então, na teoria, ele se degrada exatamente isso, em qualquer profundidade, que necessariamente não ocorre com o papel. Sim, é o papel... Necessariamente não ocorre com o papel, quando o papel estiver muito fundo... Ele estanca. Ele estanca. mar, porque ele não tem essa possibilidade. Agora, o plástico tem. E a enzima é responsável por esse filme plástico. Então se a gente perceber que tem um aterrosanitário, que ele consegue coletar o gasmetano para energia, para qualquer outra coisa e optar por usar um saco de lixo com esse material, com o Celera, é um material OK para essa situação.
[20:30]Sem dúvida, porque de um lado, de um lado você tem um material, o Celera vai permitir com que ele libera metâneo e gás carbônico, e se ele tem estrutura ele consegue captar isso e ele ajude a transformar energia, e outra coisa muito importante sobre o ponto de vista do aterro é que ele libera espaço, ele libera espaço porque o aterro, o plástico e når por que tem a sua ínprima habilidade, ele fica segurando a área que está ali, né, postada no embaixo, né? Então na medida que ele se biodegradua mais rapidamente acelerada, ele diminui essa área. Então, por exemplo, principalmente em orgânicos.
[21:13]Sim. Então, nos orgânicos, isso facilita e abre espaço pro aterro receber mais carga. tende, e vai abaixando, ele pode até compostar, ele pode começar a pensar em outras coisas, outros produtos diferentes até do biogás, e isso sob o ponto de vista do aterro é muito importante, isso sob o ponto de vista do estado, quer dizer que tem que gerir o resíduo sólido, isso e mais importante ainda, porque é espaço, né? É espaço, e tecnicamente vai chegar uma hora que São Paulo não vai ter onde colocar. E referente à geração de microplásticos, ele se degrada inteiro por completo ou ele gera microplástico? Não, a degradação é definitiva. É indefinitiva? É definitiva. Por que é definitiva? Porque não é ele liquidegrado plástico, quem degrado plástico é o micro-organismo, então nesse sentido é uma degradação biológica e nesse sentido há despomelialização e a consequente transformação em gás, então ele não é um agente que vai lá degradar o plástico, não é alguma coisa que está interferindo no processo, ele está lá parado, ele é um...
[22:37]condição. Mas você vai dar uma cutucada na sua raiva. Um microorganismo lá tem um amigo que costuma dizer que pros mais, digamos, seniors, o biotónico fontora do microrganismo que ele serve lá de energia, de fonte de energia pro microorganismo, por isso que a legalização é indefinitiva. Acaba não sobrando nada. Então, é muito mais fácil a gente coletar o gás do que a gente extinguir o material plástico, né?
[23:06]reciclagem de idéfica, da droga. Eu não sei que tem emitir, o que aí não é de reciclagem? Não, sem dúvida. Aí entra uma camada do conceito de economia circular, não é? Porque você consegue do berço até o final, utilizar totalmente isso daí. Se quiser reutilizar, ele está ali disponível para reutilização, para voltar para a economia circular. reciclar.
[24:02]reciclagem, não gera nenhum tipo de microplástico, permite que você capte as energias que estão presas ali e transforme isso num bem, transforme isso num valor para a sociedade, que é a geração de energia alternativa, né? E nós, assim, o plástico ele tem, ele está sofrendo várias agressões verbais de vários lados, e a gente fala que o plástico não é o culpado, o culpado sempre tem ação humana, porque isso aqui só tem em cima da minha mesa, esses aqui são meus bonequinhos, a garrafinha, o canudinho, eu sempre falo deles, porque a cabeça do ambientalista é que todo material bioplástico, ele tem pernas e braços, saltitante feliz, não é assim pra ele parar no rio, no oceano, ele tem que ter uma ação humana independente de qual seja ele, então vendo isso esse material Celera ele também não inibir o cara ter que jogar o material no lugar certo, o porco por não estar isento, não é? Não, não, gente não gera o isentão, né? Olha, para você ver se você me permite, oh, por favor, eu vou te mostrar. Essa aqui é uma sa cola promocional que a gente produziu para promover o nosso produto, não é? Espero que a luz aqui não, não, não dá pra ver. Não, não, não, dá pra ver, não é, não sei como é que eu posso mostrar mas vou, vou mostrar desse, começar por aqui, tá bom, tá bom aqui, olha só a gente fez, como é que é a nossa mensagem? Use e reús. Use e reús e descarte no lixo, nunca na natureza. Então nós estamos procurando da orientação correta para o consumidor, isso daqui é votado lá para o logista, para o varejo, para o consumo, e aí diz com descarte correta essa sacola plástica pode desaparecer num aterro em até seis meses de se transformar em biogás. É o centro da nossa mensagem. Ok. E aí por isso nunca na natureza. Então não existe, de fato, uma questão envolvendo a, vamos dizer, a educação, o comportamento do consumo dos consumidores em relação a qualquer nicho e o plástico é o que é o mais vistoso, porque ele é o mais volumoso, ele é o que aparece mais, é o mais bonito, né, então ele aparece mais.
[26:36]E eu acho que aqui, agora vou falar como designer, não vou falar mais como aqui que o Celera, na parte de biotecnologia ou de, enfim, esse plural que o produto, mas como designer, nós, durante, nós que eu digo assim, a sociedade, ela incentivou demais a conveniência e a praticidade no uso e o plástico, inclusive, foi um material que atende demais a praticidade, porque ele é leve, ele é fácil, adquire várias formas, agora estou falando como designer.
[27:09]Tem, hein? Então, ele dá muitas possibilidades. reciclagem. Você pode fazer muita coisa com ele. Ele é o terror do concorrente. Os concorrentes estão em pânico por esse momento. Não é, não tem essa flexibilidade, uma lata, um vidro, não tem, nunca terá, né? Então esse ponto a favor do plástico, ele atendeu a uma sociedade crescente, afluente de consumo que, dos últimos 40, 50 anos ou mais, desde a Segunda Guerra, pra cá, reciclagem, vamos dizer? Sim. Essa sociedade aprendeu a conviver, ela entendeu o consumo como sendo uma coisa muito prática, conveniente e descartável. A noção de descartável foi muito introjetada na cabeça das pessoas, e só que o descartável não é mais possível ser assim. Não, ele acabou, só tem que conscientizar as pessoas. E esse é um trabalho de fôlego, né? É um trabalho de fôlego. É um trabalho de furmiguinha. De furmiguinha, um trabalho que nós dois aqui estamos fazendo um pouquinho. O Celera está fazendo o que ele pode nesse sentido. Olha, nunca joga na natureza, procure jogar no lixo, vamos levar para o aterro.
[28:16]São pequenas coisinhas, mas que nós estamos fazendo. Nós temos até um projeto que é nossa ideia, na medida que o Celera se torne um pouco mais, vamos dizer, consistente subpondíveis dos negócios, as suas vendas começam a gerar um pouco mais de receita, parte dessa, já fizemos isso, parte dessa receita, ela vai ser destinada à comunicação e vai destinada à comunicação com a educação.
[28:46]É excelente. Então, parte dela, nós já fizemos isso, a produção dessa sacola já foi dentro desse princípio, nós fizemos uma animação para as pessoas, para montar na escola, colocar em qualquer lugar, para qualquer pessoa entender o que é o produto e porque, e qual que é o benefício que ele traz. Eu vou te fazer uma pergunta, como eu estou tendo contato com esse material agora, pela primeira vez, quais as diferenças, as características que ele tem diferentes do oxibio?
29:24Diferenças em relação ao oxibiodegradável
[29:24]Sim, ele... Bom, são muitas diferenças, né? biodegradável. A principal delas é o conceito, tá? O conceito do bioaditivo, né? O bioaditivo é como o reforço de algumas enzimas que vão despertar o microorganismo. Não é necessariamente, não é esse o conceito do ox. O ox é um agente que procurem, que no determinado momento vai quebrar a cadeia polimérica. Sim. E isso às vezes pode demorar. Então, demora muito mais do que demora a ação do microorganismo, por exemplo, tudo bem que o plástico não vai ter 50 anos, mas pode ter, mas vai demorar 10, com o bioaditivo é diferente, uma vez colocado no ambiente, os microorganismos já começam a falar.
[30:10]E se esse material cair no oceano, por exemplo? Não deve cair no oceano. Não foi feito para isso? Não foi feito para isso. Por isso que está aqui, nunca na natureza, em hipótese alguma. reciclagem. Eu estou te fazendo perguntas que eu já sei a resposta, mas eu preciso perguntar. Obrigado por você estar me perguntando, não é para jogar no mar, não é para jogar no mar, quer dizer, milagre também a gente não faz.
[30:37]Nós estamos resolvendo, nós estamos com um produto que vai resolver um pedacinho dessa história toda e esse pedacinho já pode ser muito útil. Então a gente não limpa o porcalhão com ele ainda, né? Não, não dá pra fazer. isso a gente não consegue fazer. É que a ideia que é projetada, que a gente vê muito, é tirar a responsabilidade do consumidor. Então a indústria tem parte da responsabilidade, obviamente que sim o poder público tem responsabilidades, tem também, mas o consumidor a gente sempre fala que o consumidor também tem, claro.
[31:13]E essas ONGs que estão falando e batendo e rebatendo, eles estão querendo falar que o consumidor não tem responsabilidade. Mas não existe material, nenhum resíduo em cima da fase da terra que você não tem responsabilidade daquilo que você comprou. Se você comprar uma camisa, ela é sua, ela é responsabilidade sua. Um aparelho celular, uma escova de dente ou qualquer outra coisa. Já cataram aí uma escova, fizeram uma escova de bambu com conserda de nylon, ecoescova, como é que você separa o nylon do bambu? Então, que bio é esse, né? Que bio é esse? Esse bio não existe nesse ponto de vista, né?
[31:53]Você sabe que eu tenho um amigo que trabalha numa grande empresa, por favor, é uma empresa muito conhecida e ele também é conhecido, que chegou um dia, que ele falou pra mim reciclagem, assim, olha, não consigo, não consigo resolver, não dá pra resolver tudo isso aqui. Isso aqui eu acho que não tem solução, quer dizer, ele tava num momento de total abandono e desespero, porque as quantidades de demandas que você tem, o equilíbrio que você tem que fazer de custo, benefício do produto, a questão dos materiais, a questão do remate, a questão de educação do consumidor. Isso é um ecossistema gigantesco que é muito difícil a gente conseguir, muito difícil para qualquer pessoa conseguir achar soluções ou coisas que resolvam como num passe de mágica. Eu concordo totalmente com você, até retomo um pouco que eu estava falando anteriormente, que nós precisamos mudar a mentalidade consumidor, o fazê-lo, fazê-lo entender que ele tem direitos, mas também tem deveres.
[33:04]E um dever que ele tem é cuidar do produto que ele comprou e cuidar do descarte. Não é possível ter uma atitude leviana à toa e para a praia e não recolher o lixo. Não o lixo, mas não recolher o que ele usou na praia e vai embora. fim de ano, né? Não pode parecer bobo que eu tô falando. Você deve se lembrar, é, e até pelo, pelas suas origens, eu imagino, você sabe, e eu sei também, é, atitude que os japoneses têm em relação a isso. É completamente diferente. É completamente diferente. Quando eles vieram pra Copa aqui de 2014, de 11 anos atrás, eles deram um show aqui. Dero, mas é o habitual deles. Aquilo é o dia-a-dia. Eles não fizeram nada fora do regramento diário.
[33:57]Mas os nossos consumidores precisam aprender. Mas eles ficaram loucos, né? Falando, nossa, que que é isso? Então, aproveitando você que ainda não nos segue e tá curtindo o nosso papo aqui, por favor, segue, deixe seu like e a gente vai continuar o nosso papo. nosso opinião. Tem que deixar um comentário. Em relação aos japoneses, eles fizeram o normal.
[34:22]Então, aqui, o que nós percebemos? Temos um grupo de empresários, nós abrimos um instituto que chama Instituto Soul do Plástico. O nosso Soul é Soul de alma, que a gente fala que a alma do plástico é circular, que a gente defende a circularidade do plástico e o destino uso. O pós-uso é o mais importante. Nós temos milhares de catadores, falam em um número perto de um milhão de catadores que vivem. A receita das cooperativas, 60, 70, dependa de cooperativa, 80% da renda dela é proveniente de materiais plásticos. Então, se nós destinarmos o nosso resíduo para o local correto, qualquer que seja ele, plástico, pedaço, vidro, qualquer que seja ele papel, ele vai fazer renda pra alguém, alguém vai usufruir daquilo. Então nós temos o Instituto Soul do Plástico que a gente trabalha com educação, então nós entramos lá na base agora, nós estamos fazendo projeto do primeiro ou quinto ano do ensino fundamental, com economia circular e do primeiro ou terceiro ano do ensino médio, aí é um projeto um pouco mais avançado, mas sempre falando de economia reciclagem circular, inclusão, economia, tem aula de administração, tem inclusão, tem tudo dentro dos projetos, eles são projetos completos e a gente começou a espalhar agora esses projetos e estamos buscando obviamente empresas a participarem, as empresas que estão vindo também obviamente são empresas que são ligadas ao setor do plástico, mas nós estamos falando educação, que é a base, a gente começou uma discussão aqui, a primeira coisa que nós falamos foi sobre educação, agora no meio da nossa conversa é educação, e quando a gente acabar de falar, a gente vai falar de educação, que isso é a base de tudo, e o pessoal em vez de discutir a proibição do plástico, eu falo isso, poxa, eles gastam tanto energia, tanto tempo, tanto dinheiro público, dinheiro privado pra falar mal de alguma coisa, pra pegar e falar, porque o Ong nasceu para falar mal das coisas, então a hora está falando de uma coisa, a hora está falando de outra, e tem gente pagando, pega esse dinheiro e aplica na educação, a gente vê o resultado daqui a dez anos se não é muito melhor do que a aplicação do dinheiro em Ong.
[36:48]Olha Rui, eu tive, eu tenho algum contato com algumas áreas do chamado Poder Público, reciclagem química. Notadamente câmeras de vereadores, deputados e também fiz muito projeto, teve o maior que eu trabalhei como designer para o Ministério da Indústria de Desvolvimento e Indústria, o MDIC, Indústria de Desvolvimento e Comércio. E eu percebi, no relacionamento com eles, com eles que eu poder público, e também com ONGs que habitam nesse universo, né, muita desinformação, eles não têm mesmo, muita desinformação, e eu percebi a dificuldade de conseguir levar uma informação consistente por uma questão que eu diria que não é técnica, um outro um problema que não é técnico, que é mais ou menos o seguinte, falta um pouco mais de confiança e diálogo na nossa conversa, essas ONGs precisam ouvir melhor e a indústria precisa abraçar um pouquinho mais também para criar um campo positivo de conversa, porque eu conheci alguns institutos, eu não vou dar nome nenhum, gosto deles, não tem problema, eu estou criando esse representante, agir dessa maneira com o que eu estou falando, são pessoas, pessoas normais, pessoas comuns que têm filho, que isso, que casa, pessoas normais.
[38:25]Mas eu percebia que eles tinham boas intenções e gaps de informação muito grande e proponham coisas que não são absolutamente possíveis de fazer. Por exemplo, a proibição do plástico, ou chega a ser, está proibido o garrafa PET. É impossível. Não, como é que nós não fazemos isso? Quer dizer... Eu fiz até... um pouco de vídeo. Eu tenho até uma gravação sobre um conteúdo desse.
[38:50]Nós temos aí hoje, eu não estou generalizando, não estou falando de, tem muitas hongas boas, por exemplo tem honga que cuida de animal e cuida mesmo, precisa de dinheiro para comprar a ação, mas ela está fazendo uma ação, né, agora existem hongas que elas são projetadas para derrubar alguém ou alguma coisa. e a gente conhece quem são e elas habitam aí nesse meio que tá falando eu já vi plenária em que a pessoa da ONG chega e dá um beijo na testa do deputado que tá sentado lá pra você ver o grau de intimidade que a pessoa tem então são situações que você percebe na atitude das pessoas eu vou conversar com um deputado eu sou extremamente formal oitocinal, porque, né? Afinal, ele é um deputado. Ele é um deputado, eu vou conversar com o senador, eu sou extremamente formal, eu não vou chegar, vou dar um beijo na testa do cara numa plenária. Poxa, já pensou? Aí você expõe o grau de intimidade que tem. Então, você já viu o viés ideológico em que aquele próprio deputado vai estar. Ele não vai estar na sua vibração, que tá indo lá explicar alguma coisa. Ele vai estar na vibração de que nem um beijo na testa dele. A menos que eu muito equivocado de comportamento humano.
[40:08]Não, mas é, eu acho que, sei lá, talvez enveredando por outros assuntos, mas eu acredito que essas questões da economia circular, a logística reversa, a função das embalagens na sociedade de consumo, o papel da educação do consumo, não é da mesma forma que tem a educação reciclagem financeira, acho que pode ter educação de consumo, acho que tudo isso pode ser muito bem feito se a gente conseguir criar campos mais produtivos de diálogo e atuação e eu acho que sinto uma distância entre uma coisa e outra, sinto como se pessoas que estão distantes uma das outras, nós precisaríamos nos aproximar mais.
[40:54]Eu acho também, eu penso da mesma forma, penso que a indústria tem que se aproximar reciclagem mais, se aproximar da própria indústria e se aproximar do poder público, a gente precisa do poder público pra fazer alguns regramentos, porque se você não der uma multa pra uma pessoa que joga um lixo na rua, ele vai jogar do mesmo maneira, você vai falar, ele vai xingar e vai jogar de novo.
[41:18]E você vê isso com uma certa frequência, né, aqueles carrões bonitos, SUVs lindos, folha, tá? Não, não, não, não, não, e aí ele abri a joga. Cara que não achou uma bituca de cigarro na rua, ele joga na rua. É, então, é. Então vamos tomar cuidado. Enfim, temos um longo caminho. Esse caminho é, é, é. É o longo caminho. Aí então a gente falou do 5511, que ele atende para aterro. Sim. O ISO 17556 para solo, ele atende também? É, esse, esse IZO é você imaginando que o, que o material estará sol. Então ele tem outros parâmetros muito diferentes do aterro. Então são 320 dias e você tem que atingir acima de 80% da degradação do material. E o Celera atinge isso. Ou seja, em 320 dias o material no solo, um solo, ele atingiu mais de 80%, 84, qualquer coisa de de degradação, que é um número fantástico.
[42:20]Agora, no solo, então, entra aquela questão do intemperismo lá, que invale mais seco, mais úmido, chove, tem mais bicho, menos bicho, quer dizer, tem essa questão, essa variável. Por isso que era uma variável que, de uma certa forma, os europeus acabaram abandonando. Porque o caminho que os europeus estão seguindo é de ter um total controle do que acontece, 100%. Nós queremos saber onde foi o papelzinho de bala. E na Europa eles têm a captação de biogás? Tem. Tem. Tem captação de biogás. Não é a direção que eles estão seguindo hoje.
[42:59]Eles estão seguindo na direção do lixo zero, o que eles chamam, o resíduo zero. Mas os gases eles não estão preocupados. Não, onde vai eles captam. Eu estou dizendo como política ambiental é fazer o lixo zero. É trabalhar a economia circular onde dá aditivo. Aditivo faz de recicla e até virar zero. E muita educação de um consumidor com renda e bem educado é diferente, que daí você consegue fazer. Então em países como Suécia, por exemplo, eles estão conseguindo fazer lixo zero. Então você vai na casa do cidadão, não tem lixo. Simplesmente não tem lixo. Quer dizer, ele conseguiu compactar, organizar tudo. Eu penso assim, imagina, e lá a gente vê muita coisa da África, reciclagem miséria, aqui tem muito também, mas a gente vê mais na televisão, daqui a gente não vê, né? A gente vê de outros países, então a gente vê da África, imagina aquelas pessoas naquele tipo de situação, morrendo de fome e você ir lá e conscientizar ela, que tem que descartá-la no lugar correto, vai olhar para a sua cara se aguentar, olha, né? Pô, meu senhor. Então a gente tem um percurso muito longo aí, né?
[44:13]longo. É verdade. Aqui no Brasil, vocês já estão com o Celera a quanto tempo? Olha, nós tivemos dois momentos. Nós começamos a trabalhar um pouquinho antes da pandemia, 2018, 2019. Começamos a trabalhar, como fizemos inclusive, alguns primeiros testes na Universidade da Puque do Rio Grande do Sul, lá em São Lopoldo, que lá tem estrutura para poder fazer testes de biodegradação em solo. E nós fizemos, utilizamos, pedimos para os alunos da universidade, nas suas testes de mestrado, temos duas testes de mestrado que os alunos fizeram esses testes lá. E nós temos esses resultados e obtevesse a biodegradação aqui no Brasil para solo.
[45:00]Quando a gente fala solo é, solo aberto, tem uns parâmetros, mas significa solo aberto aeróbico, né? E aí nós começamos a fazer e fizemos esses testes lá, mas aí veio a pandemia e desorganizou o nosso processo. Nós conseguimos retomar esse processo praticamente em 2023, final de 2020 que nós conseguimos retomar, porque desorganizou também na Europa e etc.
[45:27]E nós viemos, quer dizer, a nossa base de apoio técnico veio da Espanha por causa da Repsol que eu decitei. Sim. A outra base de apoio importante que o Sera tem é na Ásia, mas na Índia, porque na Índia foi o berço onde eles desenvolveram a biotecnologia das enzimas, que é uma empresa chamada Uflex, que é uma empresa muito grande, transformadora, ela é convertedora de plástico, mas é uma empresa gigante, tem unidades espalhadas pelo mundo inteiro. E o flex é que cuida da Ásia, da aplicação do aditivo lá, e eles são muito, tecnicamente, muito rigorosos, testam tudo, pra tudo, e eles estão desenvolvendo e estão lá na Ásia, na mesma linha que nós aqui, produtos descartáveis, esses plásticos muito leves, que é difícil de você reciclar, que é difícil de você colocar isso na economia recicular, então esses plásticos aí, onde eles estão indo primeiro.
[46:33]Não os materiais multicamada, vai também, não? Vai, vai, mas nós ainda não temos que testar mais, por exemplo, para colocar, vamos supor, num plástico laminado, num plástico laminado, PE, não vou ter muito problema, o problema experimentar, aditivar demais, se colocar muito aditivo ali dentro, ou, se tiver muitos outros elementos ou combinações de materiais mais complicadas.
[47:03]Ainda necessita de validação. Eu preciso de validação, eu não tenho. Então, eu sei que tem umas linhas de filme, PET bastante sofisticadas, com aditivos muito sofisticados que estão surgindo no mercado, no mundo inteiro. reciclagem, nós não temos validação para isso. Aí o Flex pesquisa isso, porque ela tem interesse nesses PETs mais sofisticados. Aí conta para mim, a gente estava batendo um papo aí, a gente estava falando de hospitais, os hospitais são usuários acidos de plástico, como tem que ser e o plástico não vai sair lá de dentro e mesmo o cara que fala mal do plástico, ele só quer plástico dentro de um hospital. E o hospital normalmente manda incineração, e agora eles começaram a separar um pouco do que tem que ir para a incineração e do que tem que ir para o sanitário.
47:58Hospitais, licitações e o "oxitrauma" do mercado
[47:58]Exatamente. Então o Celera está entrando nos hospitais, está entrando, está se sendo muito útil para os hospitais materiais de hospitalais em geral, certos filmes, enfim, embalagens que vão reciclagem para compressa, bagudão, para essas coisas. Tem um desenvolvimento para seringa, que é uma coisa um pouquinho mais complicada, assim, fazer a seringa, colocar o sérgio, temos que estudar a quantidade de direitinho do que vai ali, mas enfim, abril aqui tem uma grande possibilidade. A insineração vai continuar sendo usada, mas querem diminuir essa insineração exatamente alocando materiais que possam ser aterrados com outro destino e nesse sentido o Celera ajuda muito, porque eu não vou ter que fazer um aterro gigante, eu tenho um aterro que consiga se reciclar mais rapidamente com uma degração acelerada, então isso já está acontecendo e um dos pioneiros é Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo.
[48:58]Caramba. É, um dos pioneiros. As novas leis de concorrência pública, licitações e compras governamentais, ela insentiva, ela insentiva, ela dá um, ela insentiva é a palavra correta assim, a uso de produtos chamados sustentáveis, isso é a lei maior, daí quando ela vai especificando, ela abre a possibilidade de que as diversas instâncias de compra estabeleçam algumas regras para saber o que é sustentável e o que não é. Então, por exemplo, vamos supor a Secretaria de saúde de São Paulo, que é uma coisa que envolve resíduo, que tem alcance municipal, olha, nós vamos nessa política de ir mais para o ateu e menos para a incineração, nós vamos usar, nós vamos querer o laudo da ASTM D5511 para poder biodegradar dentro do ateu.
[49:58]e já existe, assim, um consumo palpável no Brasil, do Celera, ou ele ainda não tá indo? Não, ainda tá. Nós temos o produto aqui no Brasil, nós já tá internalizado, então a parte comercial tá atuando, tem a nossa equipe que tá atuando junto a clientes, etc., desenvolvendo produtos, já estamos em processo, né? Esse processo, pra dizer a verdade, o que ele começou agora em abril. Então é muito recente, né? Então nós estamos saindo para o mercado e levando. Então tem muito teste, quer saber como funciona, tem muita, essa parte de introdução. E a gente fala muito do valor, né? Você tem o preço e o valor, né? Então ele agrega valor e o preço muda muito o preço final do produto? Nós temos uma política política de preços, de uma política também flexível. Nós queremos acompanhar, na medida do possível, acompanhar os custos da resina. Então, nós estamos fazendo, o custo é um cálculo dos 3% aplicados no BATE que vai para a produção, que é no 3% do nosso aditivo.
[51:18]não passar, nunca passar de 30% do valor final, né? Então a recina custa 100, conditivo, nunca passar de 130, só pra fazer uma conta mais simples. Tá, entendi. Mas nós estamos conseguindo preços melhores do que isso. Isso era quando a gente tava com um dólar muito agressivo e complicou um pouquinho. A nossa meta é cair isso daí pra 20. E o que que a gente pôr de esperar daqui a uns anos aí o consumo de larga escala disso.
[51:49]Bom, você imagine se todo o plástico chamado plástico de uso único, plástico leve e usar 3%, nós vamos ter muito trabalho pela frente, que é um mercado muito grande. Aponto que só vai se só vai viabilizar se a gente tiver um laboratório aqui no Brasil o que você está fazendo, porque o laboratório que faz a enzima e leofilize e inocula no peletizinho, né, nesse peletizinho aqui, ó, esse aqui é a enzima.
[52:20]Esse aqui vai ficar pra mim, né? Vai. Ó, esse aqui é a enzima. O cheiro é ela, ela tem um cheirinho de alimento. É mesmo, né? É a enzima que está aí. Vocês para perto de uma criança, ela come. Não, mas se comer não vai acontecer nada, vermelho, comem muito, mas ela é o cheirinho da enzima que está em populado, aí com o tempo ela sai, ela dissolve, esse cheiro vai embora, mas a enzima está aí, mas o que eu estava dizendo é a ideia é trazer, porque isso é um laboratório que não é uma farmácia de manipulação para fazer isso aí, não é uma fábrica no conceito tradicional, então um laboratório muito delicado, então isso é feito, é feito na Espanha e é feito na Índia hoje, e quem sabe a gente vem a fazer no Brasil?
[53:17]Acho que é bacana, espero que dê tudo certo. Porque aí nós vamos conseguir, nós vamos conseguir reduzir o custo, a verdade a importação não é tanto inibidor, mas a questão do transporte que você tem que pagar, o imposto químico, não é alto, então, sabe, não é isso que tá inívio o preço, mas é disponibilidade. Mas o transporte também é um problema porque a gente faz mais emissão de gases, né?
[53:50]Sem dúvida. Sem dúvida. É mais uma coisa queimando. É mais uma coisa queimando, né? Então... Tá aqui queima menos. Queima menos. Aí a gente consegue. Nosso material tá aqui em São Paulo, nós temos um pouco em São Paulo, um pouco em Santa Catarina, já tá disponível para as empresas. já entregamos algumas coisas para as empresas que já estão produzindo e produzindo para sair.
[54:11]Eu só não estou indo no mercado. E esse mercado que a gente citou agora dos hospitalares está puxando. Puxando, por exemplo, embalagem para fralda, fralda geriátrica. Ah, fralda é a terra. O que vai fazer com a fralda? A terra. Você está entendendo? Então a embalagem já vai. Já vai tudo. Entendi. Sabe? Então tem certas coisas que não tem muito jeito, né?
[54:35]reciclagem. Então eles estão buscando essas soluções mais completas e estão avançando. É que bom, a gente conhecer mais um produto que ajuda o nosso ecossistema. É isso mesmo. Existe alguma pergunta, a gente já está encaminhando para um outro lado do podcast, é ter alguma pergunta que eu não fiz e que o senhor gostaria de abordar. Olha, não, a gente teve uma boa conversa.
[55:05]um bom primeiro, teremos mais. Eu acho que a gente teve uma boa conversa, mas eu queria deixar um recado. Nós estamos diante de uma inovação, nós estamos diante de uma inovação. Essa inovação na área da biodegradação do plástico, ela sofreu, sofreu um trauma, pôr. Porque, estou falando de maneira muito honesta e sincera, até onde eu sei, a entrada do oxi e o banimento do oxi no tratamento na Europa, porque não aconteceu isso, mas na Europa aconteceu e na Ásia tem muitas restrições a utilização do oxi, acabou traumatizando um pouco o mercado.
[55:51]O mercado que eu digo, sim, os próprios plastiqueiros ficaram traumatizados, porra, biodegradação, fica com medo, será que é greenwash? Será que nós estamos entrando de novo numa roubada? Então eu sinto que esse oxitrauma, ele está pegando. Então o recado, o seguinte, não é oxi, não gera microplástico, dá uma abertura. Para que testa o produto, experimenta, reciclagem.
[56:25]Vamos fazer. Então, alguns já pegaram os seus produtos, já enterraram lá do jardim de Caio, já fizeram isso para poder, não, vamos fazer e ficaram mais, assim, abertos, estão mais abertos a entender essas certificações, a entender esses métodos, até uma hora que a indústria, principalmente, é, consiga normalizar novamente. reciclagem. Eu penso que a emissão de gases é um problema e precisa ter locais adequados para que tenha coleta realmente dessa energia que está sendo fechada, aqui a gente queima, vai embora.
[57:07]Então deveria ter, ainda não temos, mas são soluções que elas devem acontecer ao longo dos anos. você sabe Rui tem empresas Horizon ou Horizon, sei exatamente como eles gostam de falar, mas pra mim é Horizon, ela é uma empresa de ateosanitários, uma empresa ambiental, né, eles já tem salvo engano meu, 12 unidades de grande porte sendo três em São Paulo, grandes e outras pelo brasil, no Ceará, inclusive, eles estão investindo pesadamente, são alguns bilhões de reais para captar essa energia e transformar isso em energia elétrica. Isso é uma coisa pesada.
[57:55]Então já existe, no Ceará, praticamente, todos os ateus mais recentes, que são um um número pazuável, já tem o biodigestor.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
