UM BATE PAPO SOBRE LICENCIAMENTO PARA O MERCADO PLÁSTICO! | Com Rodrigo Franco
Rodrigo Franco, consultor de licenciamento, explica prazos da CETESB, logística reversa, crédito de reciclagem e como regularizar uma recicladora.
Principais insights
- Rodrigo Franco, ex-CETESB e há cerca de 10 anos consultor ambiental, diz que um projeto de licenciamento de trituração e lavagem de plástico fica pronto em 30 dias, mas o órgão tem de 30 a 180 dias para analisar e a primeira licença costuma levar seis meses ou mais.
- Quem lava plástico precisa de estação de tratamento de efluentes e de comprovar a origem do material; a revalidação das licenças do setor varia de três a seis anos.
- A CETESB passou a cruzar dados do SIGOR com os processos de licenciamento, e uma declaração entregue errada pode render R$ 5 mil de multa, até R$ 20 mil por ano.
- Há duas formas de cumprir a logística reversa: pontos de entrega voluntária ou compra de crédito de reciclagem, que exige nota fiscal, MTR, homologação do sucateiro e auditoria de terceiro.
- Rodrigo contabiliza seis documentos diferentes para um mesmo resíduo (MTR, DMR, inventário, PGRS, cadastro no IBAMA e outro para perigosos) e relata o caso de uma licença ambiental forjada que chegou a um cliente.
- Ele alerta que o Mato Grosso do Sul cruza dados no posto fiscal, inclusive em vendas B2B, e aplica multas de R$ 50 mil a R$ 100 mil a quem não paga a taxa de logística reversa.
Perguntas frequentes
Quem é Rodrigo Franco e o que a Franco Consultoria faz?
Quanto tempo leva e o que mais trava o licenciamento de uma indústria de reciclagem de plástico?
Como funciona o crédito de reciclagem na logística reversa?
Quais documentos o gerador de resíduos precisa manter?
O que a empresa deve verificar ao contratar um consultor de licenciamento?
Por que Rodrigo Franco alerta para o Mato Grosso do Sul?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: Rodrigo Franco e o licenciamento ambiental
[0:00]Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do PodPlástico. Hoje eu estou aqui com o Rodrigo Franco, que faz licenciamento ambiental, CETESB e IBAMA, né Rodrigo? Se apresenta um pouquinho pro pessoal aí. E aí pessoal, boa tarde, muito prazer. Meu nome é Rodrigo Franco. Eu tenho formação na área de administração, engenharia de produção, química. Já atuo na área ambiental uns 10 anos, trabalhei na CETESB, que é o argumental mental do estado de São Paulo. Hoje a gente está aqui para falar um pouquinho de economia circular, de reciclagem, de logística reversa. Basicamente é isso. A Franco hoje atua não somente nas questões de CETESB, mas a gente acaba fazendo CETESB, IBAMA, toda parte do regulatório para que as empresas funcione de maneira ambientalmente adequada e atender na legislação vigente. Então você entrou e, nesse mercado aí, já puxado por ter trabalhado no IBAMA. Você achou um filão de mercado aí, foi?
[1:01]Na verdade, eu trabalhei na CETESB, que é o órgão mental do estado de São Paulo, e isso, aí lá foi muito engraçado porque a gente fazia o atendimento prévio, então nesse atendimento eu conversava com contadores, com engenheiros, e na época eu cursava administração. Todo mundo com dificuldade. Isso, e aí eu lá dentro, na veia do negócio, e na minha época Eu já tinha uma rixa entre a administração e contábil ali na faculdade. Eu falei, se o contador faz, eu também vou fazer. Acabei saindo e iniciei a carreira ali. Isso há 10 anos atrás.
[1:34]E foi aprender tudo na prática, na pancada? Eu já tinha um pouco de base da CETESB. Na verdade, enquanto eu trabalhava lá, o que eu fazia? As horas vagas que eu tinha, ou seja, não estou fazendo nada aqui, vou lá no arquivo, pegava os processos de licenciamento das empresas da região e ia olhar. Ficava olhando os processos de licenciamento, tinha dúvida ia conversar com os técnicos e foi assim, aprendido esse jeito, aí quando eu saí eventualmente a gente acaba tendo alguns trancos e barrancos, mas a escola foi boa.
2:09O que mais trava o licenciamento na indústria plástica
[2:09]E o que mais trava assim na vida da pessoa que quer empreender na indústria plástica assim, na parte de licenciamento? hoje depende muito o que ele vai fazer, por exemplo, se eu estou falando de uma indústria que vai receber o material, apenas triado, e dessa triagem ele vai triturar, fazer lavagem para depois e mais para frente para outros processos de reciclagem plástica, esse camarada vai ter um problema com geração de efluente, então ele vai ter que ter uma estação de tratamento, por conta da lavagem por conta da lavagem, exatamente ele vai ter que identificar nesses materiais que ele recebe, qual que é a origem porque esse test vai querer saber que tipo de material é esse que ele está recebendo para poder caracterizar o influente e fora dessas demandas um pouco mais técnicas hoje a gente esbarra um problema muito sério que é o tempo desenvolver o projeto não é lá tão complicado e não demora-se lá tanto tempo Se hoje a gente fosse montar uma indústria de trituração e lavagem de material plástico, eu montaria isso em questão de 30 dias e eu te entregue um projeto pronto e protocolo. Não demora mais que isso.
[3:27]Agora o problema está na análise do órgão, porque eles tem legalmente falando de 30 até 180 dias para analisar o que eu protocolei. ). É, isso acaba demorando. São 180 dias. É, isso acaba demorando, eles tem 180 dias. Então, você vai ver, acaba demorando seis meses para tirar a primeira licença, né? A gente tá falando, são três licenças. E você que tá habituado com isso, para o nosso público aqui, que normalmente é o público do pessoal do plástico, né?
[3:57]A gente fala para dentro do nosso mercado muito mais. Vamos sair um pouco, mas o circuito de água é um circuito fechado, né? do plástico, usa-se pouca água, né? Só por evaporação mesmo. É, na verdade, quando você está falando de trituração e lavagem do material plástico, existe um momento que essa água vai ficar saturada. Sim, você vai criar um ludo embaixo da água.
[4:23]Exatamente. E aí, nesse sentido, quando essa água fica saturada, é que se gera o efluente. Eu já fiz o processo de licenciamento de algumas indústrias de trituração e lavagem, e eles faziam a troca periódica da água, não é sempre, mas acontece, então um descarte ali a cada três meses, seis meses, porque a água acaba ficando muito suja, para o volume que faz é consumo baixo, sim, exatamente, mas acontece, acontece, assim, depende da sujeira que vem no plástico você, isso então, entende que a origem do material é muito importante para quem trabalha com trituração e lavagem do material plástico, não é?
[5:04]E qual que é o mito mais absurdo que você já ouviu da CETESB, do IBAMA ou da Vigilina Sanitária? Cara, recentemente essa semana, inclusive, a gente recebeu um pílido de cotação de licenciamento. Não sei bem se há um mito, mas eu vou dizer que foi uma ocorrência muito diferente. Quando a gente recebeu a licença, a gente tem o costume de entrar no sistema da CETESB e consultar a autenticidade do documento. E para a nossa surpresa era um documento que não existia.
[5:33]Então alguém entrou em contato com a empresa, vendeu os trabalhos de licenciamento e assessoria e adulteirou uma licença, forjou um documento e mandou para a empresa e falou que está renovado, sua licença está aqui. presa, a cara é como documento, então antes somente deram não conseguisse ver ou não pouco mais, mas era um documento adulterado e nunca foi protocolado o processo no órgão.
[6:04]Tem alguma história comica ou trágica que aconteceu no seu meio aí que você pode compartilhar com a gente? Cara, eu acho engraçado, eu trabalho ali com empresários dia a dia e eventualmente de várias áreas de atuação, desde o mercado de reciclagem de sucata, siderúrgica, plástico, enfim, uma série aí. E o que acontece hoje, meio ambiente, demanda investimento, demanda algumas situações internas, algumas adequações internas. Então, o que costuma acontecer, entendendo o lado do empresariado, né? É que às vezes a gente chega e fala pro caralho, Para você trabalhar com esse material aqui, você tem que ter esse tipo de estrutura, então, talvez, ali, um sistema de contenção para vazamento de influente, uma área coberta, como eu fiz, impermeabilizado, e aí, o cara tem que investir na estrutura, e nesse momento do investimento, ele fala assim, ah, mas e se eu cortar um caminho, então, o que eu mais vejo é, o cara cortou o caminho, o argumental foi lá, viu e mutou, então, isso é muito botineiro, na verdade, é o que não deveria, mas, infelizmente, hoje, até por custos altíssimos que o empresariado tem, né?
7:20A burocracia é vilã? Taxas, prazos e revalidação
[7:20]Mas, no seu ponto de vista, a burocracia, ela é vilã ou ela é mal interpretada? Ótima pergunta. Eu acho que os órgãos ambientais, no contexto geral, eles poderiam ter mais celeridade nas análises, isso facilitaria. E a identificação também do custo do licenciamento. Então, veja que eu tenho clientes hoje, quando ele é porte demais, de fatura mais de 12 milhões por ano, a taxa da CETESB dele é mais de 100 mil reais, tendo que ser pago em uma única vez a cada dois anos, isso uma taxa, isso fora as outras, se a gente não está falando de taxa de IBAMA, então a burocracia em si, em determinado ponto, quando bem aplicada, quando vem da interpretação da legislação que passa pela parte administrativa entre dentro do órgão que cria os roteiros internos para a aplicação da lei. Quando bem alinhada, é bom. O problema é você montar o processo de uma indústria e o cara demora ali dois, três anos para ter uma licença. Então imagina, o cara investe dois, três milhões, cinco milhões em uma fábrica. Aí vai gastar ali 50 mil no processo de licenciamento, e da taxa até 300 mil no processo de licenciamento, mas até que a licença dele saia legalmente falando ele não pode trabalhar. E a revalidação disso é de quanto e quanto tempo? Depende do seguimento, no plástico vai ser de 4 a 5 anos, teve umas mudanças agora, tá indo para 6, tem indústria que chega até 9 anos, mas no mercado do plástico vai ser disso, entre 3 a 6 anos.
9:01SIGOR, cruzamento de dados e multas
[9:01]Tem muita gente que fala que é tudo de qualquer jeito, que é só para encher papel e na verdade não, né? Eles são bem severos nesse critério, né? Tem mudado, principalmente em se falando de CETESB, tá? Que recentemente tiveram novas contratações, teve concurso público então tem uma galera muito nova aí que veio com sangue nos olhos e, cara, eles estão de fato analisando, eles estão cruzando dados, assim, de licenciamento o que antigamente a gente não se via hoje quando a gente fala de irresido existe um sistema estadual que chama SIGOR que é o sistema estadual de gerenciamento de resíduos é um sistema integrado ali então toda movimentação de resíduo tem que passar por ali e o que acontece no licenciamento também eu tenho que colocar a geração estimada de resíduo e aí antigamente você não via esse cruzamento de dados então o técnico que analisava o SIGOR dentro da CETESB e não era o técnico que analisava o licenciamento. Hoje, mesmo sendo ainda profissionais diferentes, o técnico do licenciamento está pegando esses dados do SIGOR e analisando para ver se bate.
[10:08]E se não bater, se por algum... Às vezes a pessoa ficou desatenta e preencherado aqui, alguma coisa aconteceu nesse sentido, mandei o documento incompleto, 5 mil reais de multa. por declaração entregue errado, no ano são quatro, então se entregue errada as quatro, vinte mil e em relação a gente estava batendo um papo ali sobre o plano nacional de resíduos sólidos que estão tendo problemas de multas e interestaduais, né?
[10:41]É, isso é um assunto, apesar de vim lá de 2010, ele tomou muita força agora, né, que é Atinha a lei existe, mas ela não era aplicada, ela só existia Isso, porque no Brasil existe um negócio muito engraçado que funciona assim Existe a legislação Então, a partir da legislação, o órgão já pode chegar te mutando? Não Por que? Então ele implementa a lei, a lei tá lá O órgão ambiental tem que pegar essa legislação, trazer para dentro E criar maneiras administrativas da sociedade, atender essa legislação Então, isso foi o que aconteceu com a logística reversa.
11:19Logística reversa: o que é e quem é responsável
[11:19]Então, a logística reversa é a responsabilização da indústria ou dos exportadores, dos comerciantes, pelas embalagens dos seus produtos ou pelos seus produtos no pós-consumo. Então, imagina que eu tenho uma fábrica de baterias. Então, o Rodrigo vai proprietar uma fábrica de baterias. Eu sou responsável por todas as baterias que eu vendi após a utilização delas Então você foi lá e comprou a bateria, estragou, com tempo, precisou trocar Eu sou responsável por essa bateria que você trocou Eu tenho que dar o destino final dela Na verdade não, eu tenho que comprovar que você deu o destino correto Mesmo você ser no consumidor, porque é a corresponsabilidade mas a obrigação primária é da indústria e não do consumidor nesse sentido porque é a responsabilização, vendia uma bateria daqui de São Paulo para o mato grosso para o cara colocar num trator, eu vou ter que saber o que ele fez com essa bateria e isso você tem que na verdade criar alternativas para que essa bateria volte para você ou que você consiga comprovar que ela voltou para o mercado de reciclagem Meu Deus, eu emito uma nota para uma revenda, que uma revenda vende para outra revenda, que vende para o consumo do final e eu tenho que rastrear todo mundo para chegar no consumo do final e falar o devolve para mim ou o devolve para o mercado de reciclagem Exatamente, isso é um plano de logística reversa aí dentro desse contexto você teria que ter pontos de entrega aos voluntários onde a pessoa que comprou possa deixar essa bateria lá e você faz carga dela de volta e remete ela pra indústria.
[13:03]E se esse cara, por exemplo, da bateria comprar crédito de reciclagem, ele tá isento disso ou não? Tá, tá isento, mas aí alguns resíduos são passíveis da compra de crédito de reciclagem. Nesse caso a bateria não, mas se a gente trocasse a bateria pra uma fábrica de produtos de higiene pessoal, por exemplo, perfumaria, daria. porque aí é a embalagem, né? E aí a bateria nesse caso é considerada um produto e isso, e além disso, ele é considerado um produto perigoso, né?
[13:34]Coso dos ácidos, os outros, então. A embalagem de shampoo, de condicionador, não. Vamos falar de embalagem de shampoo, condicionador, isso é muito interessa. Então, o cara vai lá e coloca uma embalagem de shampoo verde no mercado, por exemplo. Pô, verde, nunca mais aquilo vai ser verde, ele vai virar preto, ele vai pra outro produto E ele pode só comprar o crédito, ele fica isento da responsabilidade da logística reversa, só comprando crédito É, vamos lá, existem duas formas de se atender à logística reversa A primeira foi que a gente falou, vamos estruturar pontos de entregas voluntárias, o consumidor vai lá entregar, eu vou lá, pego de volta e reprocesse todo o material e está ali muito ligado à economia circular.
14:27Como funciona o crédito de reciclagem
[14:27]Da segunda forma, é através da compra de créditos de reciclagem. Então, existem empresas hoje, instituições, que conseguem fazer a geração desse crédito de reciclagem. Como é que funciona? Então, imagine a Franco hoje. A Franco é uma empresa de consultoria e assessoria. Eu tenho alguns clientes que são recicladores e que são depósitos de sucatas e mais sucateiros Então imagina que o sucateiro tem um contrato com vários supermercados na cidade Então ele vai lá e coleta os resíduos do supermercado, as embalagens, o papelão e tal E aí o supermercado emite uma nota fiscal, isso é bem legal, ele emite uma nota fiscal pro sucateiro o sucateiro pega essa nota, dá entrada no sistema, além da nota, ele tem que pegar um documento chamado MTR que é manifesto em transporte de resíduo, lembra do SIGOR que a gente comentou?
[15:24]Então tem que fazer por lá, faz o MTR, faz a nota fiscal então eu dei entrada, o sucateiro deu entrada em 10 toneladas de material plástico independente de qual plástico que for, deu entrada nessas 10 toneladas quando ele dá essa entrada, paga o supermercado, o preço negociado, enfim química, e joga isso no sistema, ele criou um crédito de 10 toneladas, mas esse crédito o próprio sucateiro pode vender o crédito, tem que ter o terceiro, não há possibilidade de que isso fique na mão do sucateiro, acho difícil porque por trás disso existe toda questão da homologação do sucateiro em si, então veja eu tenho que chegar no sucateiro e fazer auditoria, não só ambiental sobre ele, mas de segurança, de saúde ocupacional, então ele tem que estar totalmente regularizado. Então tem que chegar lá, o IBAMA tem que estar em dia, o AVCB, a licença ambiental, é um apurrado de documento, mas consegue, hoje tem muitos sucateiros que fazem isso e geram valores absurdos.
[16:33]porque isso é o bom para o sucateiro, né? Isso. Que normalmente eles vendem, aí eles vendem esse crédito, eles vendem para uma empresa e isso. Por X que vai vender por Y, né? É, na verdade, é só o atravessador que tem o documento, né? Isso, exatamente, porque na verdade, assim, quem o sucateiro, ele vai ter, digamos assim, ele vai ser detentor, mas ele não consegue gerar, porque para gerar, você tem que protocolar um plano no governo do estado específico, é todo um sistema, é toda uma cadeia.
[17:06]Imagina que eu montei um sistema de logística reversa através de crédito de reciclagem. Eu tenho que se auditar por um terceiro, muito semelhante ao que acontece com processos de ISO, sabe? Então eu tenho que montar e tem que vir um terceiro, me auditar, porque ele vai puxar lastro de nota fiscal, de MTR, toda a documentação. E assim, você fazendo esse monte de licenciamentos aí, nesse meio da legislação, o que você acha que atrapalha e o que você acha que ajuda ao meio ambiente? Porque tem coisa que é muito burocrático que atrapalha.
[17:42]Sim. E tem legislação que ajuda a não criar o dano no nosso meio ambiente, né? Tem bastante. E o Brasil é até com a mão pesada em cima disso, né? bastante. Agora está em votação ainda a lei geral do licenciamento ambiental, então vai dar uma mudada, vai dar meio que uma desburocratizada na coisa. Diz que vem pra melhorar, mas isso falando o que a gente tem hoje, veja bem, o grande problema que eu vejo na legislação em si é que é muita coisa falando da mesma coisa. Então como é que você explica isso, Rodrigo? Vamos pensar em em resíduo, já que a gente está falando aqui de resíduo, de plástico, tal. Então, se a gente vai falando de CETESB, eu tenho que ter o MTR, que é o Manifest Transporte Resíduo.
[18:26]Dentro desse cara, dentro do SIGOR, eu tenho que entregar DMR, que é a Declaração de Gerenciamento de Resíduos, que eu tenho que entregar a cada três meses e eu tenho que fazer o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos, que é o compilado geral de tudo que o movimento tem no ano e eu tenho que enviar isso para o órgão ambiental. Fora PGRS, que é o programa de gerenciamento de resíduos sólidos Eu tenho que cadastrar isso tudo no IBAMA também Veja que eu tenho cinco documentos fora um outro que é aplicado somente para resíduos perigosos Eu tenho seis documentos que vão tratar do mesmo assunto Quando você abre um cliente você tem que ficar sempre em manutenção periódica com esse cara?
[19:09]Em alguns casos sim por exemplo, o PGRS é anual, todos os anos a gente tem que avaliar e ver o que mudou, porque ele tem metas, então dentro do PGRS eu tenho que estruturar metas de reciclagem, então olha, se hoje você está gerando muita sucata metálica, 10 toneladas por ano, o que a gente vai fazer para você gerar menos, porque princípio de reciclagem, se falando de preservação ambiental, é a não geração do resíduo, então é melhor ou não gerar do que reciclar.
[19:41]e você acha que os órgãos ambientais hoje que nós temos, a máquina ambiental, eles estão preparados para lidar com todo mundo que quer a gente, certo? É para estar, mas o grande problema é a amorosidade, né? Então você imagina, fica muito complicado você depender do órgão ambiental analisar um processo em um ano e meio, em dois anos, para que a indústria comece de fato a trabalhar, na realidade que a gente vê é diferente.
[20:10]a gente vê a indústria trabalhando e regularizando depois isso traz um monte de malefício, né, cara, às vezes eventualmente vai falar assim, pô, mas meu avô fazia assim, meu pai fazia assim, por que que eu não posso fazer assim? antigamente o pessoal lavava, que triturava, lavava e pô, na rede pública a coletora é desgoto, por que que eu não posso mais?
20:29A recicladora de Fernandópolis e a mão de obra
[20:29]e mudando de pato para ganho, isso é reciclagem na prática, a planta que vocês têm, que você é um reciclador, lá em Fernandópolis também Que tipo de materiais vocês reciclam lá? Conta pra gente o que chega de rejeito Lá a gente acaba coletando mais resíduos plásticos, papel e papelão, de algumas indústrias da região Ah tá, pega só o resíduo industrial Isso, mais plástico e papelão, indústrias, alguns comerços, alguns supermercados recebemos também de sucateiros menores basicamente hoje o que a gente faz é com o plástico a gente consegue fazer a separação e alguns tritura lá à vivente ele tritura de lavado outros são prensados e vendidos apenas prensados e o papelão a gente faz apenas a prensagem faz ali uma triagem, porque às vezes vem alguma coisa no meio o plástico prensado que você vende é o QPET?
[21:31]Não é o plástico fino, a gente chama de plástico fino, isso é questão de sacaria Isso, exatamente, às vezes vem alguma questão de ráfia, mas não é muita coisa não A gente acaba pegando, trabalhando nesse sentido E o que você lava, qual é? A gente lava PAD e PP Ah, PAD e PP Isso, tritura, lava, etc. Acaba assim, a gente acaba recebendo bastante de algumas indústrias segmentadas ali, principalmente o PAD.
[22:05]Então você já pega o resíduo meio que limpo, né? Você não pega ele... do jeito que chega numa cooperativa, você já pega ele mais limpo, mais tratadinho, né? Exatamente, muito embora às vezes a gente tem que submeter todo o material, uma nova triagem, né? Porque não é muito recorrente, mas acontece. e um parafuso no meio e joga dentro do moinho, pronto, quebrofaca.
[22:31]Só escuto o barulho. Aí acontece. E quantas toneladas você gera por mês, mais ou menos? A gente não está trabalhando com muita força ainda, a gente está trabalhando mais ou menos numa média de 40 toneladas. Qual é a mão de dificuldade? Você conseguiu o resíduo ou você vendeu esse resíduo? É a mão de obra para o processamento Caramba! Ah, na minha região?
[22:58]Cai na mesma história de toda indústria A mão de obra para o processamento é triste Cara, não fica Não fica, não trabalha, não fica E assim, e não é só lá, né? A gente tá falando assim, a mão de obra no processamento Se eu pegar na parte da reciclagem, mas até na questão do escritório também E de todos, tantos outros que eu visito por aí Então você tá com esse problema de mão de obra geral, né?
[23:22]e, eu não sei o que acontece. Aí você fala é a mão de obra de mecânico de usinagem, não é, cara? Não é. Não é. É tudo administrativo. Lá no escritório a gente tem deficiência para contratar, é difícil de contratar para trabalhar no escritório e para trabalhar na reciclagem também. É um perfil muito diferente, assim. E a relação da teoria para a prática, assim, da parte teórica que você faz o licenciamento e a tua parte prática, mecânica, é fácil de conciliar os dois? Cara, é porque aí eu jogo tão, vamos lá, na questão da reciclagem eu tenho um gerente lá, que é o Ricardo, então ele domina o plástico, então é ele quem compra, é ele quem negocia a venda, eu vou lá assim, só pra ver como é que tá ali a organização do lugar, obviamente cuidar das questões ambientais em volta à questão de mas eu só me envolvo quando a gente vai tratar de assuntos maiores então, eventualmente a gente fecha algum tipo de processo com até com algum cliente meu, que está desmobilizando uma área ou tem um passivo de material que eu observo no momento da vistoria então, eu chego numa indústria e vejo um monte de papelão aí Você tá fazendo aí esse papelão? Ah, tô venendo, quer preço?
[24:37]Aí, o Ricardo, como é que você tá? por aqui no cliente, que é o seguinte, tem que ir para o pelão, o que nós estamos pagando? Aí a gente acaba trabalhando nesse sentido, eu foco muito mais na parte da assessoria e da consultoria porque me demanda muito mais atenção e o Ricardo toca a coisa com as mãos amarradas para trás, é muito expertizinário. E tem muita gente agora falando de economia circular, logística reversa, está na boca de todo mundo. Quem realmente faz? Quem realmente faz a fiscalização ou quem realmente faz a economia circular? Quem você vê, a economia circular, você tem algum case que você fala, esse cara que faz bacana, tudo certinho. Ah, eu não conheço quem faz tudo certinho. É difícil.
[25:29]É difícil, justamente por quem imagina. Só pra falar de resíduo, eu tenho seis documentos. é muito complicado conciliar tudo, o 100% eu não consigo, mas os 90, os 80, a gente consegue, a gente consegue, principalmente quando a gente tá falando de indústrias maiores, né, então eu tenho alguns clientes que são de grande porte e eles chegam e falam, cara, eu quero fazer tudo quanto custa pra fazer tudo, né, e aí a gente vai, começa um trabalho, isso ou, obviamente, demora-se um tempo, cria-se um cronograma de adaptação, consegue chegar aos 90%.
[26:12]Mas, assim, qual o seu sentimento em relação aos novos clientes que vêm chegando, que te ligam perguntando, eles estão vindo preocupados realmente com o meio ambiente ou eles estão atrás do papel, do documento, para poder trabalhar? Pergunta muito capiciosa. que tem que ter, que eu pode fazer. É pegado, cara. Mas, olha, vamos falando de realidade, de fato, o que ocorre.
[26:41]O documento é importante. Existe uma tendência a uma mudança de uma preocupação maior com o meio ambiente. Mas, no final da conta, a gente sabe que movimento o mundo é dinheiro. É óbvio que a preocupação ambiental existe, ninguém vai pegar e resíduo contaminado agravado com óleos e gracha, xintas e solventes, cavar um buraco no site e jogar dentro.
[27:04]Isso hoje... Ah, joga! Ah, joga! Ah, joga! Isso hoje... Eu basicamente... Eu não presencio mais esse tipo de cultura. Ah, antes era pior. Isso, antes era pior. Atualmente a galera tem um pouco mais de conscientização quanto a isso. E não tem feito isso mais. Mas ainda assim, o papel, o documento, eu acho que hoje é o que importa mais. É que você vê muitas empresas assim, eu costumo visitar muitas empresas, e você vê realmente o pessoal montando um circuito de um departamento de ESG, que é bonito falar que você tem ESG na empresa, né?
[27:43]Então o cara monta lá um departamento de ESG e você vai ver o que o cara está fazendo, é gril-wash impuro, então é nesse sentido que eu te fiz essa pergunta do cara achar que está fazendo certo, mas, no fim, ele está fazendo o errado, né? Sim, exatamente. E não é nem por culpa de estar fazendo o errado, é por falta de conhecimento mesmo, né? Por falta de uma ajuda profissional até, né?
[28:09]É, a gente tem um cliente no Noroeste Paulista, que é uma empresa de grande porte, e quando a gente chegou lá, ele fazia a destinação de solventes usados, de maneira adequada, mas ele não documentava isso. Então, ah, eu faço certo, Rodrigo, eu não jogo no esgoto, eu não dou pra qualquer pessoa, eu vendo pra uma indústria que vai reciclar Falei, legal, e cadê a documentação que comprova a sua venda? Ah, eu tenho a nota fiscal, pois é Legalmente falando, só a nota fiscal dá a venda desse material, já não é suficiente pra comprovar a destinação ambientalmente adequada do material Então, veja que quando eu cheguei, ele não tinha isso registrado, então a gente fez um trabalho ali, demorou-se um tempo mas hoje está tudo certo, exatamente, com relação ao solvente tudo certo então acontece, acontece às vezes do cara não estar regular porque ele não conhece e hoje você vê o mercado de reciclagem é um mercado muito pujante, ele é um mercado extremamente ativo dá para o cara viver bem do mercado de reciclagem hoje muito diferente do que era no passado, a valorização é muito maior hoje Sim, a questão financeira é muito boa, e antigamente existia-se ali, pelo menos eu vejo isso, um certo preconceito com quem trabalhava com reciclagem, né, hoje devido a tantas mudanças, eu acho que isso tende a mudar, tende a mudar, né, está em outra escala, nessa coisa, tá um pouco diferente, até porque você tem um outro gancho que é o regulatório, né, então você tem obrigações impostas por ler que hoje com o Instagram da internet, Whatsapp, TikTok, YouTube, etc. Qualquer pessoa com celular te filma fazendo alguma coisa, então a questão regulatória de multa influencia também o mercado de reciclagem de certa forma.
[30:05]A gente visita bastante cooperativa, conversa com muitas pessoas desse realm de atividade e a Ação que nós temos de todos eles é que de 60% a 70% do faturamento deles é proveniente do material plástico, né? O resto é dividido por papel, aço, alumínio, então o cara que pensa, ah, a latinha de alumínio, a latinha nem chega lá no cara, né? Exatamente.
[30:34]O cara tem a maior renda dele vendo o material plástico, então você vê que ele está sendo reciclado porque eles estão vivendo disso, né? Eu entrevistei aqui algumas pessoas já sobre esse tema e falo se o plástico acabar, acaba cooperativa Exatamente, depende muito da questão do... Eu vejo isso muito com relação à região que a empresa está, que a pessoa está Então a concorrência ali do local, a própria segmentação de como é que se formou a empresa Eu conheço sucateiros de material ferroso, que é ao contrário Então que o maior volume dele é o ferro, é o aço E o plástico é um adendo para que ele entre em grandes geradores de materiais exclados Então o plástico acaba vindo ali como algo assim...
[31:28]É um agregado, não é o meu principal, é um agregado Você sente mais pedidos desses essenciamentos para a reciclagem de materiais plásticos? O plástico... Vocês estão aumentando? Tá. A questão do acessiclador de material plástico é o que ocorre. Então, vamos falar aqui do âmbito legal, legalmente falando. Existem algumas maneiras e formas que algumas empresas utilizam.
[31:57]Lembra, demora dois, três anos, o cara conseguia licença. mas ele pode ir trabalhando, ele tem que esperar legalmente falando não, ele não poderia trabalhar mas não é o que ocorre hoje em dia então ele utiliza um artifício ali através de algumas brechas para conseguir tirar o CNPJ por exemplo e aí com o CNPJ ele consegue faturar a nota fiscal e consegue trabalhar então a informalidade ainda é muito grande então a gente não tem muitos novos clientes de clientes que estão vindo nessa questão da reciclagem em si. Olha, eu quero triturar e lavar o material plástico. Uns dois, três anos atrás a gente teve um bumbi disso. Várias pessoas perguntando, olha, quero triturar, quero lavar, e como é que faz? Quanto tempo demora? Mas a pergunta-chave é, quanto tempo demorar? Dois anos. Caramba, aí inibem mesmo, né? Então, na verdade, isso seria um ponto de extravamento para a economia circular funcionar de verdade, né?
[32:59]Sim, é aquela questão, a burocracia é boa, é boa, mas a amorosidade do órgão ambiental, em analisar toda a documentação e emitir as licenças é o que vem travando, né? Que na verdade, depois de uma vistoria bem feita dos documentos e do local, a pessoa já sabe se pode ser licenciado ou não. Então, no seu ponto de vista, falta mão de obra? No meu ponto de vista, eu acho que é funcionarismo público.
[33:26]mecânico, o problema é... É, porque, por exemplo, eu trabalhei lá, cara, então eu pego um processo de licenciamento lá dentro que eu tenho, eu tenho os manuais, então eu tenho os procedimentos operacionais padrão de análise. Então, quando chega pra mim, há uma empresa com gerenciamento de resíduo de material plástico. O que eu tenho que olhar? Nesse documento, nesse roteiro interno fala. Então, eu vou lá, olho, leio todo o processo, analiso, veja a questão estrutural, gerenciamento dos resíduos da recicladora, está feito.
[33:58]Emito o meu relatório sobre toda a documentação que eu vi, os principais pontos que a gente analisa ali seria a polição das águas, polição do ar, ruído, vibração e solo. São os cinco pontos que é observado dentro do processo de licenciamento ambiental. Observou tudo isso, deu OK, passa pra frente. Vai pro gerente assinar, emite a licença, boa. Mas, tem agências aí que você vai demorar 90 dias para o cara fazer uma análise dessa Olha, é absurdo Então, entendo que o meio ambiente, eles falando dos órgãos fiscalizadores, eles não vêm só o licenciamento Eles vêm crimes ambientais, eles respondem o Ministério Público, eles...
[34:41]Vai para outra área também, tem a questão florestal do licenciamento, corte de árvore, expressão de digitação, loteamento, ampliações de estradas químicas, ferrovias, usina, é um conglomerado. Muita coisa na mão da CETESB. É muita coisa, mas o licenciamento ambiental de indústrias, dentro do meu ponto de vista, poderia ser mais rápido. Ele poderia ser segmentado na verdade, né? Você tem o licenciamento para indústria, licenciamento ambiental, ele tinha que ter uma segmentação para que andasse mais rápido, tudo na verdade, né?
[35:16]É, até tem algumas situações assim, tem um licenciamento que é simplificado, tem alguns que são concomitantes, mas a coisa depende muito, a CETESB é um órgão complexo, porque cada agência tem um gerente ambiental, e cada gerente tem condição de tomar certas decisões sobre a região em que ele está, então seu protocolo, um projeto numa regional química do interior, é diferente a análise de protocolar um projeto aqui na capital, por exemplo, ali em Campinas, né? Então, é diferente. Por que? São regiões diferentes. Pode ser que o meu processo lá no interior noroeste paulista, São José do Rio Preto ali, saia com cinco, seis dias. E realmente é o que acontece lá. Aqui, quatro, cinco, seis meses para sair a primeira licença. Eu já protocolei projetos que saíram com dez dias. Então, se uma agência tem esse nível de excelência, porque todas as outras no Estado não têm. Então, entende que às vezes parece que fica um negócio assim.
[36:28]Quanto maior a cidade, o pé afunda um pouquinho mais no freio. É, exatamente. E a questão do funcionarismo público. Eu, por exemplo, eu preciso trabalhar quatorze horas por dia, e ó, pau, pau, sábado, domingo, feriado, não tem tempo ruim. Será que funcionário público? Eu vou te falar aqui no município de Mairiporã, as coisas, elas fluem com muita facilidade, obviamente, correndo todos os itens corretamente, fluem muito fácil, aqui você tira as certificações, eu vim de guarulhos para cá, eu tinha em garulhos. Eu vim de garulhos pra cá porque eu não consegui CETESB em garulhos. O cara foi me dar uma certidão de uso do solo com seis meses e eu não consegui a certidão. Aí chegou o fiscal da CETESB. Eu falei, eu não consegui nem uso do solo.
[37:21]Eu falei, eu vou ter que te autoar. Eu falei, eu me dá 30 dias. Eu falei, eu vou te dar 15 dias e então você conseguir. Eu falei, tá bom. Nos 15 dias eu mudei pra cá. Aí vim pra cá, Eu consegui a licença de uso do solo em 3 dias, cara, é muito rápido, eu fiquei até impressionado Eu falei, poxa, 3 dias para eu ter uma licença de uso do solo, estou 6 meses pedindo, indo na prefeitura todo dia em Guarulhos e não conseguia Vim para cá, consegui em 3 dias, logo saíram as outras licenças, fiquei com a documentação redonda porque era tudo redondo e pô, podia ter ficado lá no município, município, perdeu uma empresa, perdeu uma indústria e essa é a conta, quando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico faz a conta pô, vem pro meu município, vem pro meu município, eles tinham que apontar o dedo, falou pessoal, vamos, né?
[38:12]Exatamente, mas é uma realidade em sair assim em poucos dias, pouco vista dentro do estado de São Paulo e até fora do Estado, a gente trabalha em alguns órgãos ali, Mato Grosso Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a gente tem casos de licenças a três anos em análise. Caramba! É, então é muito tempo, né, por isso que a burocracia ela atrapalha. A própria legislação, ela atrapalha o indivíduo, né, a indústria trabalhar de maneira regular, justamente por causa disso.
[38:43]São muitas obrigações, é muita coisa que se paga para pouco efetivo de... em loco mesmo. Por exemplo, eu já passei em algumas situações que essa tesebe chega e fala assim, o órgão ambiental, olha, você precisa destinar o efluente de maneira adequada. Beleza, mas eu mando pra onde? Ah, não sei, problema seu. Só me apresenta aí que eu vou analisar se é bom ou não. Eu preciso do documento. E aí eu analiso depois, se o que você tá propondo é bom ou não. E o contribuinte faz o quê? Ele paga o imposto, ele paga a taxa, ele paga tudo.
[39:22]Mas o cara quando ele abre uma recicladora normalmente, ele sempre primeiro, o primeiro impacto ele é mal visto, né? Isso, infelizmente, que é um baita bem que faz, né? Hoje, a gente, quando fala de economia circular, se você não tem uma recicladora, se você não tem um catador, que é a realidade do do Brasil, que são milhares, e não fosse esses caras, talvez nem aconteceria o número de reciclagem que a gente faz hoje, né? E eles são tão mal vistos, né?
[39:56]É, porque de fato é aquela história, o operacional é muito difícil, né? A mão de obra, então é mais fácil você comprar ou você vender? Não, o que é mais difícil pra mim é o operacional mesmo. E aí esses caras, eles estão ali e estão na luta. Então, já para a vida de pessoas fazendo essa separação, essa triagem inicial, os catadores ali, com muita alegria inclusive, o cara está realmente fazendo um trabalho ambiental e de fato é mal visto pela sociedade.
[40:26]Eventualmente é triste falar isso, mas onde eu moro, que é um bairro um pouquinho melhor ali na cidade, do bairro totalmente monitorado. Então, quando passa alguém ali pra catar alguma coisa, o pessoal às vezes manda um grupo de segurança do bairro. Toma cuidado e tal. Tem gente aí passando. É, tipo, como assim, toma cuidado, cara? É só alguém, e é engraçado porque é alguém pegando o que pra mim é lixo, o que pro fulano é lixo, né, que não tem valor nenhum, obrigado. O cara tá pegando aquilo pra comprar um arroz, pra comprar um feijão, pra ter a sua forma de subsistência, né.
[41:04]A nossa cultura também precisa mudar um pouco, a gente separa, é lixo, a gente não separa resíduo, você vê muito na esteira, uma embalagem com frauda dentro, suja, você vê chegar a vários materiais sujos, custa passar uma aguinha em casa e separar o material para a hora que chegar para esse catador que vai pegar ou para uma cooperativa que vai pegar, o material chegar mais limpo na mão da pessoa, porque isso vai que tem um manuseio depois da sua casa, né? Então eu acho que o posse-consumo ele também tinha que ser responsabilizado, assim como é na Europa, no Japão, se você mandar coisa suja no dia errado, ele não recolhe. No Japão, no Japão se você colocar na rua o material no dia errado não recolhe, se você colocar resíduo orgânico junto com com resíduo reciclável no recolhe, e da terceira vez no recolhe mais e você toma uma multa e sua casa fica penalizada, você tem que levar o lixo.
[42:09]Olha só. É, então, e funciona, você vê que o japonês limpando, limpando o estádio de futebol, quando acabar o jogo, a cultura é baseada nisso. Olha só. Você tem que ter umas punitivas, se não tiver punitiva não vai funcionar. É, o problema é que no Brasil às vezes a punitiva é mais arrecadatória do que orientativa, né? É, mas você tem a punitiva e você também pode ter a compensatória Você pode fazer o cashback, né? Você vai lá, coloca, o cara põe Que na Europa funcionando espetacularmente bem, onde você vai Tem uma máquina que você coloca lá os seus recicláveis Sai um ticket entre os supermercados e usa o ticket e compra alguma coisa Isso funciona muito bem, né?
[42:51]Então, na verdade, nós temos mercados enormes para explorar O Brasil, acho que tem, na minha opinião, um potencial gigantesco para virar referência até em reciclagem Porque as leis ambientais aqui eu falo para todo mundo, elas são muito pesadas em relação a outros países, né? É, aqui o pessoal bate e bate com força mesmo, né? Mas bate e bate com força em cima do empresariado Sim, claro e isso acaba não refletindo tanto assim na sociedade, né, porque quantos empresários tem no Brasil, então nós vivemos num país onde a maioria, a esmagadora da população é CLT, então acaba que não é penalizada ativamente quanto a, por exemplo, o descarte regular de materiais diversos, então você vai descartar hoje um lixo eletrônico gerado na sua indústria, e descartar para um local correto.
[43:51]Hoje você tem associação de resíduos eletroelectrônicos que eles coletam na sua casa. Exatamente. Mas e na residência, quando o meu notebook estraga, quando a minha TV queima, porque hoje em dia as coisas são feitas por dois, três anos, ali estragou e olha lá ainda, então esse cara não é fiscalizado, isso é um problema. É isso aí, e você nesse meio aí de CTESB, IBAMA, bombeiro, o que você faz para recarregar as baterias aí no...
[44:24]Ah, isso é bom, cara, eu viajo, eu tenho alguns hobbies que é assim, eu gosto de viajar, eu participo no clube de tiro, então... É, mas eu acho que principalmente... Você é atirador frequente? Sim, sim, sim. Legal. Eu tenho o CAQ, né, que é caçador, atirador e colecionador, eu gosto bastante. improbante! Eu vou lá dizer que eu não sou tão bom assim, mas a gente briga, é legal, é bem gostoso!
[44:50]Eu sempre, quando o dá, final de semana, a gente tá lá no clube praticando esporte. Quando não, pega o carro, vai pra algum lugar, e vai passear. Quão lugar legal assim que você recomendaria que seja esteve? Cara, eu gosto muito se for no Brasil, eu gosto muito e angra do seis ali. Angra, pra mim, acho que pra recarregar do Brasil, pra mim foi o que mais funcionou.
[45:16]E fora? Ah, eu gosto muito de Dubai. Dubai? Eu sou fã de Dubai, cara. Eu já fui pra lá... Assim, eu bebo, mas assim... É, quando eu fui pra lá, eu até tomei um porre, mas foi dentro do quarto, assim, e eu comprei lá uns negócios e bebi lá e fiquei muito louco, mas realmente na rua não pode, mas eu acho a cultura lá muito legal, eles gostam muito de dinheiro também, mas são super receptivos, então é um negócio assim, eu gosto muito de carro, né, então quando eu vou pra lá, é ver aquelas naves lindas, né, e eu gosto de fazer um negócio muito legal lá, que é alugar, então eu chego lá, eu alugo Ferrari, eu alugo Lamborghini, e eu vou viver com o garotão, né, Eu ando indo bairro, eu gosto de sertanejo, escuto muito Gustavo Lima, então eu ando indo bairro de ferrari, escutando Gustavo Lima, e ninguém tá entendendo nada e eu tô ali, eu acho isso, nossa, isso é maravilhoso, acho que é o que me recarrega de fato Uma comida assim, que você acha muito bacana, que te emete a sensações maravilhosas Cara, eu sou muito tranquilo com comida, eu gosto de cozinhar, então eu gosto muito de carne, geralmente eu tenho um prato que eu mesmo inventei, eu pego um pedaço de contrafilé, dou uma grelhada nele assim e deixo ele separado, e aí eu faço um molinho artesanal com tomate, algumas fatiasinhas de pimenta ali, então ele fica meio que um que é um molho de tomate artesanal e depois eu ponho por sobre a carne é assim, eu acho que é o meu melhor prato caramba é, fica gostoso, é simples, é uma delícia cara com a rozinha ali com o mal passado é, geralmente é o ponto fica bom, fica bom eu adoro cozinhar cara eu vou fazer é, fica bom, eu vou te mandar de pessoa a receitinha lá é, fica gostoso Eu sou metido na cozinha. Eu sou o tal do cozinheiro assim. Eu cozinho o básico, mas é o básico bem feito.
[47:32]Então, a minha arroz é muito boa, o feijão é muito boa, a carne é muito boa. Esse é o meu nível. A comida é do dia a dia, mas muito bem feito. Eu tenho uma pegada com cozinha, que é o seguinte, eu falo que as pessoas me perguntam como é que você fez, por que ficou tão boa? E eu meto uma que é incrível. pro mundo, mas porque eu cozinho com amor né cara, aí eu tenho jeito. Eu passo porque eu gosto, então...
[47:57]Eu fiz um curso de cozinha né, na pandemia, a pandemia eu tava stressado, não parei nem um dia, tava trabalhando, mas toda hora chegava um cara aqui com covid e a gente ficava nervoso, covid, então a gente ficava estressado e tinha uma escola que tava aberta de de cozinha profissional e eu fui fazer um curso de cozinha profissional. Aí eu começo a cozinhar em casa, eu passei a cozinhar mais rápido, você tem, você melhora um pouco o jeito de fazer. Sempre gostei de fazer mas não tinha nenhum tato, nunca tinha estudado, né? Aí agora eu vou fazer química, comida, o cara chega, pô, meu, o que você fez aí? Eu falei, eu estudei um ano naquele negócio, você chegar aqui, eu te dar receita, sai fora, cara, eu não ensino, não. Vai estudar.
[48:48]Ô, medido. Vai estudar, meu, vai perder um ano lá. É, fica lá, pô, um ano lá e daí você aprende. Eu nunca fiz nenhum curso, mas eu confesso que eu gosto. Ah, mas cozinha pra mim é relaxa total. Eu gosto muito. É. E você no momento de laseira assim, mas tranquilão, filme, série, que tipo de filme você gosta, sério. Ah, eu sou... Eu já gosto de Rambo.
[49:13]Eu gosto, cara, eu gosto de assistir todos, inclusive, eu acho que essa... até uma crítica social, eu acho que essa geração precisaria assistir mais Rambo, é, de Anclou Van Damme, eu acho que eles precisavam desses caras aí hoje em dia, né? Eu acho as degras. na minha época era derrubar helicóptero com pedrado, é isso que era o Hambu, entendeu? Mas eu confesso que eu sou de uma época ali, década de 90, né, nascento e noventa e três ali, então eu peguei muito a questão de Marvel, de Cicômica, então eu vou mais pra esse lado aí, custo bastante esse tipo de filme.
[49:51]Qual é o maior sonho que você ainda não realizou e que está na sua meta de vida aí de você conquistar? Essa pergunta é muito difícil, porque... Vai ter uma mais difícil que essa. É mesmo, cara? Pois, eu não vi preparado pra falar de plástico, de reciclagem. Plástico já falamos. De acordo com o mesmo reciclagem, dessas perguntas assim mais complexas.
[50:14]Olha, eu vou te falar que eu sou um cara bem realizado, muito, inclusive, mas... Eu acho que a construção da família, pra mim, é o maior propósito de Deus na vida do homem. Então, casar, ter filhos, eu acho que esse é o sonho do meu futuro Do resto, eu acho que, cara, trabalho muito, estudei pra caramba já Estou estudando ainda, estou fazendo uma pós-graduação agora em saúde, meio ambiente Que legal É, então assim, acho que profissionalmente eu já sou bem realizado Já tá legal do jeito que tá, não mudaria Mas pessoalmente eu acho que daqui uns cinco, seis anos, um casamento, depois do casamento, uns três anos, um Rodrigo Junior aí, viria bem.
[51:01]É o meu errui-filha aí. Eu já estou pedindo Neto. Eu falo pra ele, né? Manda um Rui Terceiro. A namorada dele fala, não, não, não, não. Rui Terceiro, não. É uma homenagem, né? É, muito bom, cara. Muito bom. É por eu, acho que a família é uma base legal pra construir. É isso aí, e em relação às referências que você tem na sua vida, no seu trabalho, uma referência que te sai na cabeça, na hora, assim Cara, isso mexe comigo, essa pergunta é forte, realmente essa é forte, mas eu acho que na terra a minha maior referência é meu pai, cara porque, de profissional da área ambiental, eu vou me achar um pouquinho, eu sou muito bom.
[51:51]Eu olho o mercado de meio ambiente, se eu tenho vários grupos no telefone, com muito profissional, tá? E há umas dúvidas de dar a galera assim que, como é que esse cara tá trabalhando com isso? Não é possível esse cara estar com essa dúvida aqui, de um negócio tão simples. Eu tiro o print, mando do grupo da empresa, falou aí, tá vendo? Esse é as nossas concorrentes.
[52:09]Então, veja que profissionalmente, eu não tenho ninguém que me brilha, com relação à pessoa, meu pai, cara, meu pai me ensinou muita coisa, eu perdi ele quando eu tinha 14 anos, saca? E ele me ensinou assim a ser homem, de fato. Não deu tempo de ele me ver crescer da forma como eu cresci hoje, né, estando aqui, mas ele me deixou uma referência muito forte quanto a, quanto a homem, né, quanto a dignidade do homem, principalmente com um grande conselho que o meu pai sempre me deu. Estuda. Estuda porque podem te tirar teu dinheiro, podem te tirar teu carro, podem tirar tudo de você, mas o teu conhecimento ninguém tira. Então, estuda. E aí eu me apeguei nisso e estudei. E se hoje eu sou alguém é por causa desse cara. Agora, quanto à referência, de fato, eu acho que é esse cara. É, velho, eu vou pensar assim, no mundo seria o meu pai, se a gente vai pensando em outras referências eu pense em deus, eu pense em criaço mas eventualmente aqui é meu pai é o cara que eu olho e falo p****, eu quero ser pelo menos 10% do que esse cara foi que eu já fico feliz com certeza, tá vendo é, amei, isso consola muito e se você pudesse ter um super-poder hoje no seu trabalho, se usaria como? Que super-poder seria esse?
[53:37]Ah cara, eu queria poder ficar invisível, sabe? Tipo assim, para as pessoas que não viu que eu estou aqui, entendeu? Eu acho que isso é muito bom, assim, eu não vi o que eu estou aqui e pulgar o vento, acho que isso é legal. penetidermania, chuva assalada, paplar, bubonas enviadas. Entcke para adquirir conhecimento de maneira antecipada a ser divulgado.
[54:13]Isso é até um problema para quem mexe com bolsa de valores, né? É, mas... Mas seria bom, eu acho que eu gostaria de ser invisível assim. E qual foi a maior lição que você carrega consigo dentro ou fora do seu trabalho que você aprendeu e carrega na sua vida? Cara, acho que ser honesto nunca dá errado, saca? Eu acho que honestidade hoje infelizmente é uma percepção de valor que poucos pessoas têm Antigamente ser honesto era obrigação, hoje eu acho que é qualidade Hoje é qualidade mesmo Então eu aprendi que honestidade, a gente nunca perde por andar certo Pode ser que lá na frente o caminho tenha demorado um pouquinho mais para chegar mas eu acho que ser honesto, não tem, pode acontecer o que for, mas você tem honestidade, você reergue de novo, você consegue de novo, acho que é isso Então imagina que eu te dou uma lâmpada mágica agora aqui, vocês fregam, saem os gênios, tem direito a um pedido, o que que você pediria?
[55:24]porra, você tá começando a ficar com umas perguntas bem complexas, né? Não, você tá acabando. É, o negócio tá começando a ficar diferente. Cara, eu falei muito do meu pai, assim, eu acho que eu perdi ele muito cedo. Parte disso me fez ser o que eu sou, obviamente, talvez se eu não tivesse perdido ele na forma como eu perdi e talvez eu não estivesse aqui.
[55:49]Então, tudo existe um porquê e um praquê. Mas eu acho que se eu pudesse fazer um pedido, eu não pediria para continuar com o meu pai para o resto da vida, porque seria egoísmo Mas eu pediria para voltar no tempo, porque aproveitaria mais o tempo Acho que seria isso Porque do resto, se não tivesse acontecido da forma como aconteceu, eu não estaria aqui hoje É isso aí, então... o backstage quer fazer uma pergunta para você As minhas são sempre mais tranquilas, tá?
[56:20]pode deixar e se esfagir também, né? Amém, cara, amém. Muito grato, ilusão geado pelos elogios aí. Vou te dizer que eu ainda não vi quarteito fantástico. Ainda não consegui lá, justamente por causa dessa loucura e dessa rotina. Mas estou ocupo pra ir, vou aproveitar agora essa semana, se eu não for, até o final de semana, mas a meta é aí, tá? Meu dia a dia, assim, a minha saúde, quem me inspira muito, a academia, a alimentação, é minha namorada, ela está fazendo nutrição, então ela pega no pé e ela treina muito, então acaba indo com ela, entendeu, é, geralmente a gente começa a trabalhar por volta da sete na manhã, vai até uma sete, oito da noite, aí vai treina até umas nove, aí volta pra casa, quando vai dormir meia noite, Rai, de novo, 6 da manhã de pé Eu entendo muito essa rotina, porque eu também comecei a treinar com a minha namorada Troquei um pouquinho, larguei um pouquinho das coisas mais mundanas para voltar aos treinos e acho que esse treino de 3 meses eu perdi 20 quilos Entendo como vale a pena largar um pouquinho as coisas de lado para se dedicar um pouco ao seu próprio corpo É cara, é uma rotina pesada e reciclagem, reciclagem de reciclagem, biolítica, risada, mais...
[58:23]Final de semana a gente dá uma aliviada, final de semana aí, quando tá muita loucura no escritório, a gente vai pro escritório 9 da manhã, sai às 16, aí vai pra academia, dá pra conciliar. O meu grande problema é o seguinte, eu amo o que eu faço. Então trabalhar pra mim é divertido. É divertido, é isso aí. Para trabalhar no que gosta, é um plano realizado.
[58:46]e compreender a bronca. É bom ou mais? Eu acho que profissionalmente eu sou um cara realizado. Muito bom, então é bem tranquilo. Muito importante. Se divertir no dia a dia. E Rodrigo, pra quem tá te ouvindo e quer regularizar a empresa dele, por onde ele começa? Me ligando. Ah, mas é a loja. Deixa aí o seu contato, sua dica de ouro, pra quem quer empreender no setor.
[59:09]e Implantei uma indústria em uma área rural. Dá para regularizar? Dá. Dá para regularizar. Mesmo é a estaniária rural. Se ela não tiver dentro de uma faixa de APP? Tranquilo. Então, não tem assim um problema que não seja passível de resolução desde que o nosso amigo empresário não esteja infringindo uma lei de uso e ocupação de solo. Todas as outras demandas, com relação com arruído, vibração, odor, água e solo, a gente consegue resolver com estudos, com projetos e tal. Mas tirando um pouco a prepotência de lado e baixando um pouco minha bola, eu indico aos empreendedores buscar em profissionais da área de fato qualificado. E o que é importante para você achar esse cara? Ele tem que te demonstrar que ele tem no round, então ele tem conhecimento. E às vezes você não entende, você não sabe, mas ele você tem que te mostrar o que ele já fez na trajetória, quanto na trajetória profissional dele, porque é muito fácil chegar aqui e falar, porra, eu tenho 300 clientes fixos, esse é o tamanho da franca hoje, 300 clientes fixos anuais, que todos os anos estão com a gente, e uns 200 ali que são esporáticos, esse 200 esporáticos, o cara chega, pô, precisava ali de um AVCB de bombeiro, Rodrigo, você faz, faço? Quanto cobra, tanto? Beleza, tá fechado, tá? Varais, oculto, trabalho, recebi, Rui Katsuno, PodPlástico, Soul do Plástico, MTF Termoformadoras, MTF Termoformadoras, e essas referências, pedir para eles referências de projetos que eles já aprovaram, perguntar sobre a expertise mercadológica com relação aos projetos de licenciamento, quantitativos de licença, porque hoje em dia tem picareta em tudo quanto é?
[1:01:52]Tipo o cara que levou a certidão falsa lá. Tipo o cara falso e ficou a licença ambiental, velho. Ele trocou o número da licença ambiental, trocou o data de validade no aplicativo de modificação de PDF e mandou para o cliente falar que está renovado. Paga aí. Já era? Tipo, senhora, te cobrei R$ 2 mil para fazer, em 60 dias eu te apresentei e você falou está bom, deu amém e o cara assumiu. Então, acontece, estou a pesquisar e isso é importante.
[1:02:23]Se o cara te demonstrar que já executou isso várias vezes, te trazer confiabilidade e outra, dá por mais que exista gente, que é vagabundo, não sei se eu posso falar isso, mas por mais que exista vagabundo no mundo, dá pra saber no fio do bigode, então conversa com a pessoa, entende, veja, recebe, não vai sempre pelo mais barato, como também não vai sempre pelo mais caro, isso é um problema, às vezes quem cobra o barato demais, às vezes é bom e perde o trabalho que cobrou o barato demais, às vezes o cara cobrou muito caro, é absurdo, é absurdo, e também não vai resolver teu problema. Já vi isso acontecer. Então, sempre pega ali três cotações, procura profissionais de referência, pergunta para os amigos que tenham. Isso deixou na prepotência de lado. Voltando na prepotência, me liga que eu vou lá e resolvo.
[1:03:16]Qual é o contato? Eu tenho o meu contato pessoal, que é o que você vai falar direto comigo. Esse aí você pode ligar, mandar WhatsApp, você vai tratar direto comigo. Tem dúvida de licenciamento, ó, eu vou ligar, toda hora que eu tiver uma dúvida agora, acertar lascaras Pode mandar, pode mandar, porque é assim, ó, como é que eu faço?
[1:03:47]Eu te entrego a pontinha e te cobro pra te expor do resto, entendeu? Porque você vai ver, o cara entende do negócio, ele falou, é isso aí, já me falaram disso, mas e aí, e, por fim, se esse podcast fosse ouvido por todas as pessoas do planeta? Mas perguntas são brava, cara! Que recado você deixaria para as pessoas? Eu acho que a gente precisa ser mais humano, voltar a essa raiz da humanidade, ter mais...
[1:04:37]Eu gosto da palavra compaixão pelo próximo, saca? Eu não gosto do sentimento de dó e de pena, mas do compadrecer. Se pôr no lugar da pessoa entender que você está lidando com pessoas, com uma pessoa que talvez tem os próprios demônios dela, á la, as própris lutas e as própris batalhas, entender isso, isso é um pouco mais humano. A gente vive num mundo muito artificial, né, é meta, é GPT, é um monte de coisa, é um mundo muito rápido.
[1:05:06]Instagram fica ali bombando, paio, pao, é vídeo, é um monte de coisa, a gente perdeu um pouco a, a humanização. Você sabe que todo mundo que tá vindo aqui que eu faço essa pergunta, quase todo mundo responde a imediatamente. O que é isso? É a falta de humanização. Aí existe uma carência hoje em dia, né? A coisa tá muito artificial, cara. Na minha época, de menino, era outra coisa. 15 anos atrás, assim, você acha?
[1:05:35]Pra gente começar a namorar a garota era uma loucura. Hoje em dia, você conversa com a pessoa no Japão. Mas se eu olhar do lado ali, você toma uma sédio, tem um outro lado Talvez eu fui feliz no exemplo, mas a galera pensou pra jogar bola Hoje em dia o pessoal chama pra jogar roblox Pronto, é um exemplo melhor, né? E nesse nosso bate-papo, tem alguma pergunta que eu não fiz e que você gostaria de abordar?
1:06:05Alerta: Mato Grosso do Sul e a logística reversa
[1:06:05]Eu acho que foi bem completo, só deixar uma luzinha acesa para as indústrias, que eu acho que isso é legal a gente falar, sobre a logística reversa e a responsabilização da indústria pelos seus produtos no pós-consumo, então fiquem atentos com o estado do Mato Grosso do Sul, todo mundo que comercializa para o estado do Mato Grosso do Sul quando passa pelo posto fiscal, o posto fiscal cruza esses dados, do Ministério do Meio Ambiente com o órgão ambiental e verifica se a empresa está atendendo ou não o plano de logística reversa. Se a empresa não está atendendo, ela vai meio que para uma lista negra entre aspas ali e fica ali paradinha. Depois de um ano, o Estado do Mato Grosso do Sul publica um edital assinado pelo Governador do Estado, pelo Ministério do Meio Ambiente, por várias autoridades, publica esse edital. Nesse edital é um edital de chamamento, então você tem um prazo X ali pra entrar no estado do mato grosso do sul, pagar taxa e logística reversa, se regularizar e não tomar multa, mas a empresa está aqui em São Paulo. O cara não ficou olhando o edital do mato grosso do sul? Não, acho que não. Não olha nem o de São Paulo. Pois é, quando ele percebe, ele só recebe uma multa de 50 a 100 mil reais lá, porque vendeu pro mato grosso do do Sul, sei lá, R$ 10 mil no ano de 2023, e não recolheu uma taxa de logística reversa de, sei lá, R$ 1.000, por exemplo.
[1:07:35]Mas isso é uma coisa que tende aí pro país inteiro, né, ele tá escalando, Estado a Estado, né? Tá escalando, Minas Gerais já tá começando, se você desce aqui pra São Paulo, o São Paulo te pega, mas não é tão bruto, assim, a pancada, né? Mas ali pros Estados do Sul também, então fiquem atentos, os comerciantes, né, para os fabricantes que vêm para o Mato Gros do Sul e que tem esse comércio interestadual de produtos, principalmente quem trabalha com fabricação de produtos alimentício, movelheiro, indústria no contexto geral, que vende B2C, é primordial, e no Mato Gros do Sul eles estão pegando até B2B.
[1:08:23]Caramba! É, mas a responsabilidade seria bítio-se. Então, indústria, pessoa física. No Mato Grosso do Sul, eles estão pegando até indústria pra outra indústria, ou pra um representante, ou pra um comércio. Então, fiquem atentos a isso, porque vocês dão uma paulada de 100 mil, porque você vendeu 30? Tá precisando arrecadar mesmo, né? É, isso é pegado, é um ponto que fiquem atentos, conversem com seus contadores, liga pra mim, porque a gente resolve pra você não tomar essa chapuletada aí, vai por mim, é muito mais barato regularizar do que tomar essa paulada de 100 mil Muito bem, agora deixe suas considerações finais por favor Quero agradecer a toda equipe, Rui, muito obrigado, foi um prazer imenso, uma satisfação imensa, estar aqui com vocês, falar um pouco de economia circular, de logística reversa, pra além disso, falar um pouco dessa questão mais humana, né, quanto tempo faz que eu não escuto alguém me perguntar, mas e aí, qual o seu hobby? Mas e aí, qual que é a sua comida, né, e quais seus sonhos? Então, isso é muito legal quando a gente entra nesse nível de conversa, que vai muito pra, muito além, das questões técnicas e ambientais. Então, eu me muito obrigado, foi um papo muito bom, descontraído.
[1:09:48]Então, aqui, precisar a gente, estamos à disposição. Isso aí, muito obrigado a você, Rodrigo, por disponibilizar o seu tempo também, pra vir aqui no nosso podcast. Nós estamos no início ainda do podcast, não temos tantas visualizações ainda, mas teremos, está tudo caminhando pra que e, seja de sucesso, total já é. O nível de pessoas como você que está vindo aqui só vem enriquecer o nosso podcast.
[1:10:17]E a você que ficou aí até agora assistindo a gente aqui, muito obrigado por ter nos aturado até o final. Se gostou do conteúdo, curte, compartilha, deixe o seu like, deixe o seu comentário. Se não gostou, deixe o seu comentário também. ou cansado de falar pra vocês que se não gostou deixa o comentário pra gente melhorar no próximo que aqui a gente tá em melhoria continua. Muito obrigado até o próximo episódio do PodPlástico.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
