UM DOS MAIORES FABRICANTES DE CUMBUCAS DO BRASIL! | Giovanni Porsani Prathika
Rui visita a Prathika, em Petrolina, e conversa com Giovanni Porsani sobre cumbucas de PET reciclado para uva, logística reversa e etiquetas.
Principais insights
- Giovanni Porsani deixou a Praia Grande (SP) há seis anos com uma máquina e fundou a Prathika, primeira fábrica de cumbucas de PET para uva do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE), hoje com planos de chegar a nove máquinas e a cerca de 400 toneladas por mês.
- A fábrica trabalha 24 horas, usa apenas PET reciclado (RPET/PCR) validado pela Anvisa, com laudos de não migração exigidos até na exportação para a Europa, e, segundo Giovanni, não gera rejeito.
- A embalagem em cumbuca reduziu perdas da uva em relação às caixas de papelão e de madeira, e o mercado, para ele, não aceita mais voltar atrás.
- O consumo de água na produção é baixo: o circuito é fechado, e Rui cita cerca de 50 ml de água por quilo reciclado de PET, contra 40 a 100 litros por quilo de papel, números que ele atribui a estudos.
- Giovanni diria que se voltasse 30% das cumbucas à fábrica já seria ótimo, e Rui lembra que o catador só pega garrafa, enquanto o resto do material, como cumbucas, bandejas de ovos e bolos, é rejeitado.
- Os dois apontam a etiqueta e a cola como vilãs da reciclagem e citam o projeto de lei da Alesp que regula a cola, para que saia na primeira lavagem, ou propõem cinta de papel.
Perguntas frequentes
Quem é Giovanni Porsani e o que a Prathika fabrica?
Por que a uva é embalada em cumbuca de PET?
A embalagem é segura para contato com alimentos?
Quanto material a fábrica produz e recicla?
Por que a etiqueta atrapalha a reciclagem da cumbuca?
O que Giovanni e Rui dizem sobre papel e materiais compostáveis?
Capítulos e transcrição
0:00Abertura: um PodPlástico dentro da fábrica em Petrolina
[0:00]e sejam muito bem-vindos a mais um PodPlástico, esse diferente de todos, é um PodPlástico em House, eu estou aqui na fábrica do Giovanni, na prática, que é a primeira fábrica de cumbucas de petrolina, o Giovanni vai poder explicar melhor pra gente, Giovanni, obrigado por ter me recebido meu irmão, se apresenta pra galera aí, eu sou o Giovanni, eu sou de São Paulo, e faz seis anos que eu tô mudei aqui pra aprender, percolina, pernambuco. Eu conheço Rui a 9 anos, é quando eu comprei a primeira máquina dele e eu vim pra cá com uma máquina e hoje a gente tá com algumas. Eu vim pra ser a primeira fábrica de cumbuca de uva do Vale de São Francisco. Vocês veem, há 6 anos atrás você tava lá na praia grande com uma máquina, veio pra cá na cara e na coragem. Foi a primeira a fabrica de cumbuca montou, hoje é, ele tá entre os maiores até o fim do ano, vai ser o maior, vai ter nove máquinas trabalhando, o trabalho aqui é vinte e quatro horas, né Giovanni? Vinte e quatro horas de um mega-nomínio, não para. A uva aqui é o ano todo, né? O ano todo, graças a Deus. É um barato, né, porque normalmente tem uma sapra de uva por ano e aqui a sapra o que é tudo, né? Em São Paulo é uma cura. No resto do país é uma cura. Tem outras culturas, outras coisas aqui também, né? Tem manga aqui. Se você tá me falando, o forte é manga. Por incrível pareça a região forte aqui é manga. Mas a uva tá crescendo pra caramba, né? Todo ano cresce. Todo ano cresce. E é tudo embalado, né, cara? Tudo embalado. Aqui sai tudo embalado. Nós visitamos uma Câmara Fria aqui que ele me levou. A uva fica a zero graus pra depois poder sair dos caminhões, que faz o morrêmio de frio lá, né? Ali é muito grande. O movimento é 24 horas também, não para. Ali o cara faz a colheita e já leva lá para aquela câmara? Sim. Ah, é que é um rolo, pessoal aqui, cara. Cada empresa tem um jeito de trabalhar.
2:14Por que a uva é embalada em PET
[2:14]Tem empresa que eles mandam, eles compram uma uva da outra fazenda, aí eles mandam e aí vem o embalado. Há uma pessoa embalada dentro da câmara, aí deixa a uva aclimatizar que depois vai esportar muita coisa aqui, né? A safra de esportação começa em agosto e vai até novembro de dezembro. Aí é a loucura mesmo, né? É loucura. Não para, é o ano todo. Graças a Deus. É muito legal e a segurança que a embalagem PET traz para o produto mudou muita coisa, né? Os perdidos se diminuiu.
[2:51]muito, muito, eles, eles não conseguem mais embalar sem ser com a convulca de certo, não dá, o mercado não aceita mais. E que legal, né, o que a gente tava conversando, né, que você me falou que tem empresas, que ainda tem aqueles ingradados, que é para as frutas de menor qualidade, né? Sim. E aí, pessoal, quando você chega no supermercado e vê oque é aquela fruta embalada no massacolinha de papel, ela não saiu daqui embalada assim, ela é embalada no local, né, no prazo supermercado, então ela é uma uva de menor qualidade do que a uva que vai embalada toda tratada, toda bonitinha, né, sim, exatamente, tudo aqui é tudo selecionado, todas fazerem a tempadrão de qualidade e sai tudo com cumbuca, não sai nada sem química, então o eco, o bio, bio, eco, papo do papel, a fruta tem menos qualidade também, tá? Além do papel, não ser homologado pela anvisa. Então, a embalagem PET sua é homologada pela anvisa, né?
3:58Homologação, laudos e exportação
[3:58]É homologada, a gente tem produtos laudos. Você tem de ter homologação, né? Tem. Vai para a exportação, vai para a Europa. Você tem que mandar o laudo. Tem que mandar o laudo, senão não entra. Mas no mercado interno também, é tudo laudado, né? Tudo. É a mesma embalagem. A gente só trabalha com o produto, com a aprovação e que barato, né cara, o cara coloca num papel, não precisa, né? Não, não, é tudo ao contrário, tu sabe que é Brasil, né? E você vê que barato, gente, a gente tá fazendo umas comparações pra vocês entenderem, né? A embalagem sacolinha de papel, quando a uva estoura, ela apodrece, a embalagem, ela obviamente vai fragilizar e vai rasgar. E essa embalagem que rasgou, que ela foi contaminada com a uva, ela vai para ter o sanitário, ela não vai para a reciclagem, né?
[4:48]Não. Não. O PET é o legal a isso. O nosso produto é 100% reciclável e a gente fora o que a gente produz, a gente também compra muito material para reciclar. É esse ponto que eu queria chegar. Se você, por exemplo, hoje, vamos falar que tem uma logística reversa funcionando o catador consegue pegar essa embalagem lá na na o catador de resíduos pega na residência leva para cooperativa você compraria de volta a sua embalagem com certeza falta pra você não falta muito 30 toneladas por mês é pouco então na você como fabricante de embalagem você a reciclagem é o futuro? Sim, é fundamental. Sem ela... Não dá, o plástico vive de reciclagem.
[5:43]Você precisa reciclar pra até pra ter custos melhores, né? Exatamente. Então nós estamos discutindo uma coisa sobre reciclagem que é muito importante na questão ambiental que tá todo mundo discutindo pra embalagem de uso único ser banida do mercado. Então o que falta pra gente não é a... o cara ir lá buscar a embalagem, né? É o cuidado da pessoa que leva pra casa, joga uma aguinha, e coloca na reciclagem pro catador fazer dinheiro, né?
6:18Cultura de reciclagem, Japão e Europa
[6:18]Falta a cultura da reciclagem no Brasil ainda. É a educação, né? Não que eu diga que o povo brasileiro é maior educado, pelo amor de Deus, longe disso. mas é que nós não fomos condicionados a isso, que é diferente das culturas de outros países. Por exemplo, no Japão, se você não bateu uma aguinha na embalagem, colocar ela no lugar correto, ele não leva da primeira vez, ele deixa lá e anota, da segunda vez, ele deixa lá e anota, da terceira vez você é multado e ele não leva mais teolístico, você tem que levar, você fica mal visto pelos vizinhos.
[6:56]o mundo é muito engraçado. A gente tem essa ideia que tem que ser produto virgem, tem que ser produto de primeira linha, a Europa, ela exige que tenha no mínimo 30% de material exclado. lima e faz virar energia, só o que não recicla, porque eles não tem a teio sanitário porque não tem espaço pra isso. E o que vai pro nosso a teio sanitário hoje, você chora querendo o produto, né?
[8:03]Quantos milhões de toneladas por dia a gente não consegue isso aqui lá? Que é o que todo mundo quer, com todo mundo que eu falo do mercado do plástico, fala poxa, falta material para a gente, e aqui dentro que a gente dá uma volta na sua fábrica, você não tem um grama de material plástico que é jogado fora, nem plástico, nem papel, nem nada, você recicla tudo, você estava até falando para mim do stress, o stress que vem em baladas robinas a gente vende de uma fábrica de saco de lixo. Olha que louco, cara! Ele pega todo o filme, derrete e faz saco de lixo.
[8:45]Ele também tem falta de material. Todo mundo tem. Se tivesse material reciclado em fartura, o valor pago ao cooperado ou ao catador ia ser excelente, né? Hoje está R$ 6,00 do quilo da garrafa infardada, ou cinco e cinquenta, alguma coisa quebradinha, ou cinco e cinquenta, já chegou a oitenta e poucos por cento de reciclagem no ano passado, esse ano número sobe, aqui estava me falando, está montando fábrica, né? Mas é engraçado, só a garrafa de água reciclada, a garrafa de água, a garrafa de refrigerante, o resto dos outros materiais não é? A tampa de bolo, a tampa de de ovo, a minha cumbuca, que é o que você precisa. Você e todos os outros embalageiros, né? É o que a gente luta pra ter uma cultura de reciclagem. Cara, que maluco isso, né? Mas cê sabe que isso foi um negócio que, as mídias sociais, elas são muito bacana, porque a gente alcança públicos que nós não alcançávamos antes, né? E tem gente que trabalha, cara, pago pro mal, porque o cara que fala, que não recicla, que a exclagem não é a solução, ele está trabalhando muitos conscientemente pagos e muitos inconscientemente trabalhando com não conhecer o processo, falando besteira, oh, essa embalagem de uva no recicla, essa com boquinha de uva no recicla, que é o contrário disso, não é, Giovanni?
10:16Água, papel e o RPET aprovado pela Anvisa
[10:16]é muito, você gasta muito menos material, emissão de carbono, um plástico do que coloco fazendo com papel. Água, o volume de água é muito baixo, é 50 ml por litro exclado. O papel é absurdo. O papel, eu vi alguns números, mas o que chegou mais perto de todos os estudos que eu li, ele gasta entre 40 e 50 litros de água pra um quilo de papel. plástico 50 ml e para você fabricar um quilo de papel novo desde lá da produção são 100 litros de água então como você fala pra mim que isso é sustentável se a água é o bem mais precioso do planeta? Pois é, o nosso material é 100% reciclado, a gente só usa material reciclado. O material reciclado é o RPET, ele é o PET-PCR, ele é validado pela anvisa, pelas edificadoras de não migração, não migra nada. Passou por todo um processo de tratamento para ficar extremizado, para poder ser usado. A máquina que os caras fazem isso pessoal, ela é caríssima, o filtro para desincoxicar o material, ele é mais mais caro do que a extrusora, e o nosso material reciclado, a gente usa o material virgem.
[11:37]Então, você vê atrás da gente aqui, tem uma pilha de caixa de papelão, o papelão ele é essencial para manter a embalagem, a embalagem acondicionada, para não entortar, para transportar, sem amassar, só que na embalagem secundária e não na embalagem primária como estão e não querendo vender a ideia, né? Sim. Sim. Brasim não tem nem papel pra aguentar tudo isso. Não tem. Não tem. Isso aí é um sonho. Aí tem uns biomateriais que falam aí de materiais compostáveis, mas é bio, entre aspas também, porque nós não temos composteiras no país, chegou até a mostrar material compostável pra você, né? Sim. Da custos, Giovanni. Inclusive, infelizmente, não dá. O nosso mercado Nord-Sorge, ninguém quer pagar o preço. E se eu te contasse mais uma história desse material, que além de ele ser três vezes mais caro, ou quatro, dependendo da condição, e se eu te contasse que não até o sanitário, ele não se decompõe, não, não decompõe, ele precisa de um ambiente com temperatura controlada, os micro-organismos controlados, a umidade controlada, senão ele não se decompõe, ele se comporta como um polímero comum. Isso porque tá faltando material, né?
[13:00]e a gente quer fazer a reciclagem do material, e esse material não recicla, não recicla, esse perde, ele se perde, o material compostável se perde, ele entra na economia linear, e eu sempre falei que economia linear, eu sou contra, eu participo da frente parlamentar da economia circular de São Paulo, e assim a gente fala muito de, do material circulado, que há regras, pra que o material cada vez mais se torne circular, e as embalagens se torne circulado, e o reciclar, né? Até aqui a gente foi visitar o cara ontem, o cara usando uma luva na embalagem, né?
13:37Etiqueta, cola e o projeto de lei da Alesp
[13:37]É o ecológico, é a cumbuca e uma luva de papel. Tirou a luva, recicla o papel e recicla o prático. Quando você coloca uma etiqueta em cima da embalagem? Acabou, matou a embalagem. Você é muito difícil de reciclar. Agora que você perde um puta tempo, é mão de obra, é gente. o que é isso? É inviabiliza, porque quando você cola um etiquete que nem na padaria, a etiqueta vai limpinha, aí o seu João, lá no dono da padaria, cola um etiqueta com preço, e ela só tem ali, ela só está ali para cumprir a função de valor nutricional, caloria e preço, vamos falar, a grosso modo, tem outras coisas, mas a partir d ali que passou no ocaça, ela não serve pra mais nada e ela contaminou aquela embalagem porque ela precisa de quatro processos de lavagem, aí fica muito claro, inviabiliza a exclagem. Então nós temos um projeto de lei rodando na Assembleia Legislativa de São Paulo pra que eles regulem a cola que vai nessa etiqueta, não que proibem a etiqueta, mas que regulem a cola, ela tem que sair na a primeira batida de água. Ou coloque a cinta de papel, como estão fazendo nos ovos, em algumas embalagens de uva, que é o correto e é o ecológico. É, fora isso, tem muita perca. O Brasil dá para reciclar muita coisa. Claro que dá. A gente só começou, né, porque a discussão de economia circular, ela é jovem num país. Se discute de só pouco tempo. Só que o duro é que muitas pessoas que estão botando em legislações contrárias a reciclagem, que é banimento de material plástico, eles não entendem absolutamente nada do processo e nem dos materiais. Quem faz nesse papel são ONGs pagas por empresas com outros interesses, que o plástico é o o vilão por ser ladrão. O plástico é um baita ladrão, Giovanni. Quantas embalagens nós não tiramos do papel, né, cara? Do papel, do vidro, do alumínio. Não dá. Hoje não dá pra ver sem. Porque cada vez mais a gente está desenvolvendo mais coisas, mais pre-producto. É uma utopia que vai ser tudo. E aí você pega aqui mesmo em Petrolina, né? O papo que a gente teve com o pessoal aí. Quando saía tudo em em caixa ingradado, aquilo lá perdia material pra caramba até um entreposto, né? Agora em baladinho não perde quase nada, né? É muito difícil. E eles desenvolveram um padrão de qualidade que não dá pra voltar atrás. O mercado não aceita mais, né? Mas já pensou chegar ingradado lá, as uvas de base, tudo amassado? Não, não. Você não consegue nem ver a uva que você tá comprando? Também tem essa, né? É. Hora que você vai olhar o cacho e tá podre, né? Exato. E agora, aqui, eles tem um cuidado com a embalagem da uva, que é coisa de outro mundo, você olha e fala, nossa, não sabia que uma fruta, ela é tão bem tratada, porque é um cuidado absurdo, né? O pessoal, desde a colheita até a embalagem, até a entrega no supermercado, né? É que a maioria das pessoas não sabe. A grande parte da uva, do Brasil, sai daqui por hora o que é exportado.
17:07A fábrica de 400 toneladas por mês
[17:07]a uva hoje não tem mais, é o maior volume em petrolina né, é petrolina joseiro, vale o São Francisco, daqui vai pro Brasil todo, cara é muito bonito, é muito bonito ver uma fazenda de plantação de uva, é bonito pra caramba, eu vou mostrar pra vocês que a gente vai filmar isso hoje, eu vou mostrar pra vocês como é bonito isso cara, e o cuidado que eles têm na colheita, na preparação, isso a gente não consegue ver, porque são câmaras fechadas né, eles só deixam a gente ver, não deixam a gente filmar, mas o cuidado é absurdo com o tratamento do produto, é que não parece né, mas eu abro o negócio e o movimento é muita coisa, é e cada vez está mais tecnológico né, no espaço menor produz mais né, e a qualidade puta comer o vano pé é debrante, , é diferente, né, Giovanna? Pois é. Ai a gente veio pra cá pra sorp, tentar sobreviver no mercado. É, é chorão, assim, ó, mas já está chegando, vai chegar no ano na máquina, até o final do ano pra ele, hoje você entrega aqui mais ou menos umas 300 toneladas almeis, né? Hoje tá indo 200, uns quebradinhos vai pra... Vai pra 400 oca, 350%, 400%. O plano é isso. Então até o fim do ano tá com 400 toneladas de embalagem, é muita embalagem, já pensou isso tudo voltar, Giovanni, você comprava tudo, né? Comprava, se voltasse 30% disso, já era ótimo, 10% já tava feliz. Então é isso que a gente tá lutando, a gente tá lutando lá na nossa frente parlamentar pra exatamente isso, a gente conseguir ter esse material de volta, porque essa dor que ele fala aqui do material não o cara que faz embalagem de ovo a mesma coisa, o cara que faz embalagem de bolo a mesma coisa, todo mundo quer esse material. E pra você, p p importa, se é embalagem de bolo, de ovo, você compra do mesmo jeito, né? Tudo. A gente já recicla muita coisa, a gente já pega muitos, muitos produtos com o efeito das fazendas e já traz a recicla, não tem.
[19:15]e aí a garrafa agora fica cada vez mais difícil porque as empresas de bebida já entenderam que é um ótimo negócio de reciclar, né? Exatamente. Como que o plástico é vilão se não tem? Não tem, né? Não tem. Falta plástico. Você já viu plástico? Você já pegou alguma cumbuca tua com perna correndo aqui? Não. Não tem, né? Não. oi eu vou fazer um vídeo desse aí porque eu também nunca vi se ela vai parar aqui no aqui tem o São Francisco um baitaio lindo né que abastece toda a região se uma cumbuca tá boiando lá é porque alguém jogou né cara coisa teve uma ação humana só falta de pintura mas a gente vai contornar isso então vocês veem uma fábrica como essa há seis anos trabalhando aqui ele tá para 400 toneladas de material mensais, é um volume absurdo, trabalha 24 horas para abastecer a cumbuquinha de uva que chega o vinha bonitinha na casa de vocês. E esse material, se vocês passarem uma aguinha e colocarem a reciclagem, isso volta para mão do empresário, ele faz a reciclagem desse material, vai ter um monte de gente no meio da cadeia que vai ganhar dinheiro com isso, eu tô conversando muito agora, tô ficando mais perto dos catadores pra gente conseguir levar esse material pra cooperativa, a gente tá fazendo um trabalho bem grande de educação, cultural, né? O pessoal tá acostumado a só reciclar garrafa, eles acham que só garrafa pode reciclar. Chega no nosso material, eles nem pegam.
[21:03]exíso, Giovanni, eu te falo que é trabalho das ondas, é o trabalho do mal, porque você pega hoje, eu posso falar no nome porque é público, você pega a associação brasileira de papel celulose, associação brasileira de latas, o próprio iFood, que usa embalagens da caramba, eles patrocinam a oceana no Projeto 2524, patrocinar é patrocinar com grana, que quer banir os materiais plásticos, você já pensou voltar isso tudo pro ingradado, vai pôr no ingradado de madeira, e a sanidade disso, como é que você trata, não dá pra ter aquele trabalho que a gente viu, não dá mais, as leis são feitas por pessoas que não tem aí nada, infelizmente. É isso aí. E olha que é verdade, né? Que aqui agora você tá começando a expandir pra cultura de outros, outros materiais, né? Outras coisas. Vai ser muito interessante que hoje a gente já vem na embalagem de uva, outros produtos sendo embalados, né?
[22:16]Você já viu bastante coisa, né? Sim, a gente fornece, a gente não vende só pra cá, a gente vende o Brasil todo. E cê já viu o que é embalado em? Embalado de uva, kiwi, ameixa, lixia, banana que era vendido na banca, lá solta, agora os caras estão embalando, deve ter um motivo pra embalar, né? Produto selecionado, orgânico, sem agrocox, você traz visibilidade, se o produto é bonito, você quer mostrar o produto, né?
[22:52]Agora, se você faz um produto de baixa qualidade, tudo o que você não quer mostrar, né, Giovanni? Aí você esconde ele numa caixa de papel, né? O mercado tá mudando, né? Ah, cada vez mais tá mudando. O consumidor, ele está ficando mais exigente, né, cara? Sim. Aí a gente quer retroagir. Não dá, né? oitre, não dá pra voltar pra caverna, né? Não, não dá. É igual no século 19, lá em Londres, as casas eram feitas 1 metro acima do nível da rua por conta das boas de cavalo, né? Sim. Era muita boa de cavalo, tirava toneladas, podia, e o cheiro era absurdo. Aí vieram os automóveis, acabou com tudo, ficou tudo lindo, tudo limpinho. Esse cara que quer proibir o plástico, falo que ele quer voltar al pra bosta do cavalo, né? Pois é. A história do canal do papel... Isso foi um absurdo.
[23:49]Isso foi o pior absurdo já cometido. Acabei de voltar do USA. Você não vê canudos de papel lá, cara, não tem. Pois é. Não tem. Num Burger King não tem. A tampa do copo é de plástico, o canudo é de plástico, o McDonalds tem os copos de plástico normal, tem o canudo de plástico, a tampa de plástico, aí vem pro Brasil, pros bestão aqui que fica escutando esses absurdos dessas ONG que não entendem absolutamente nada, que nunca teve uma indústria na vida, nunca empregou ninguém, é um bando de cara que não faz nada, eles estudam pra falar besteira, né?
[24:25]Pois é, pois é, é o Brasil de hoje, mas a gente vai mudar, tem que mudar, cara, tem que mudar, e isso tem que mudar. O duro é que esses caras estão com cadeira dentro do Congresso. Eles estão lá todo dia falando besteira, cara. Todo dia você vê esses caras em plenária. Pois é. Mas, ano que vem, ano que vem não, esse ano já muda muita coisa. Tomara. Tomara que mude, pra melhor. Tomara que entre, eu gostaria que entrassem pessoas mais técnicas no governo, né? Porque uma pessoa pra discutir meio ambiente, ela tem que entender muito do que ela está falando. Eu entrevistei o Leandro Narlok no meu podcast, que ele fala sobre o aquecimento global, e que agora mudou, agora eles viram que vai ter tendência de queda, de temperatura, eles mudaram agora que é para efeito climático, então cada hora muda a narrativa, e cada hora que muda a narrativa as ondas vão pedir dinheiro, então eles trabalham atrás de dinheiro de narrativas novas, já falaram mal do leite, já falaram mal do ovo, ovo hoje é o, todo atleta come um monte de ovo por dia, esses fisiculturistas, esses caras com o corpão definido, mulheres, come um ovo pra caramba, e o ovo foi demonizado no passado falando que tinha muito colecerol, o pneu já foi demonizado, hoje o pneu você faz um monte de coisa com ele, então, mas quem demoniza, nunca são os produtores, nunca são os industriais, sempre tem uma ungue por trás, levando isso e tomando grana, ó, vou resolver o problema, me dá um dólar, ó, vou resolver o problema, me dá dois dólares, ó, a empresa tal, você quer ficar bem, manda uma grana com a gente que tá no patrocínio, e eles trabalham por isso, né?
[26:23]o sg para mim já nos Estados Unidos já está em desuso é o sg cara ele traz algumas coisas boas eu estou estudando um pouco sobre isso eu estou também como conselheiro da frente parlamentar de sg de São Paulo e assim ele traz uns conceitos legais não não obviamente que não tudo mas assim traz bastante conceito legal como a economia e circular, também traz muitos conceitos legais, aplicáveis, como alguns conceitos que geram umas dificuldades que não tem que ser discutidas. Mas assim, no todo, a economia circular, ela te leva para um conceito de embalagem circular, você produzir uma embalagem que ela seja ciclar, tá certo? Por exemplo, o canudo, se você acha que não precisa, não pede, é a redução, ok, mas se precisa, tem que ter, imagina um cara numa cama de hospital, ou um cara que tem mal de parking, só por exemplo, ele não tem um canudo, como é que faz? Ou ele tem um canudo de papel que espeta no céu da boca, ou ele tem um canudo de vidro, ou ou ele tem um cano de macarrão, ou ele tem um cano de ácido inox, como é que lava, ninguém lava que sabe disso, são coisas assim que são muito discutíveis, e assim, as narrativas desses caras, elas são muito rasas, porque elas não têm embasamento científico, a gente tem um monte de avaliação do ciclo de vida feita já, e o dia a dia a gente vê muita a gente sabe, a gente pratica reciclagem de a toda fábrica, não se perde nada. Então, se o cara fala pra você, ah, isso aí não recica, puto, se olha pro cara, não entende nada, né?
28:31Fábrica sem rejeito, circuito fechado e ciclo de vida
[28:31]A nossa fábrica não gera reduzido, Rui. É zero, né? É zero. Não gera reduzido. E você na produção, Giovanni, o custo de água que vai no Chile, ele representa alguma coisa pra você? Nada. Nada, né? Nada. Porque ela é só simpula, né? Só. 9, 3D-marco, refrigéria e volta, a gente usa o circuito fechado. É engraçado, né? Todo mundo pensa que a contamina... porque o cara pensa, o que esses caras costumam falar na internet, a embalagem contamina o alimento, então vamos lá, primeiro ponto, você tem lauda-anvisa. Anvisa não ia testar um negócio que, quem homologa é o Cetea, que é um órgão mega robusto, com cientistas extremamente renomados. Então, ele não migra nada para o alimento que ele não tem. Fala de bisphenol, não tem bisphenol. A não ser que você compre o bisphenol, pega um pincel e aplica. Aí você vai ter bisphenol, caso contrário, não tem. É uma embalagem extremamente tecnológica, leve, ela representa 2% do peso da carga, se você não sabia, né?
[29:50]Você pegar uma carga de caminhão de Coca-Cola, por exemplo, o vidro representaria 56% do peso da carga, o plástico representa 2%. Imaginava! Aí você tem menos emissão de CO2, transporte mais rápido, menor custo de operação e menos desgaste de peneu. Aí você fala, é ecológico? Obviamente que sim! Quando você sobe a emissão de CO2, o gasto de peneu, o gasto com o pessoal em 56%, é ecológico? Não sei, é onde, né? O canudo de papel que você citou, ele pesa vezes mais que um canudo de plástico, ele gasta a cada quilo, 100 litros de de água para ser produzido, fora os produtos químicos para transformar em branco, porque a árvore não é branca, e ela não toma um susto virar branca, né, eu gosto muito de frisar isso, porque o caminho que esses caras querem levar seria o maior desastre a abolir o material plástico.
[31:05]Sim. Ah, aliás, tu sabia que essa colinha que tu usa no supermercado, ela também, o plástico ela é em branco, p é pigmento, a sacola é transparente, a maioria da sacola é eleitosa , você pigmenta da cor que quer, eu falo muito também na embalagem de cosmético, a embalagem de cosmético usem muitas cores, então eu falo que as empresas de cosmético tinham que lançar uma linha eco, aí seria eco preta, porque tudo que é colorido, se a mistura vira preta, então eles lançarem, porque tanto faz usar o material reciclado branco, azul ou você misturar e fazer uma linha eco biopreta, eles vão ter um problema de descarte, não, é muito e aqui como vocês veem um monte de máquina trabalhando o ambiente é extremamente limpo todos os materiais estão aqui dentro são reciclados e recicláveis depende de uma mudança de conceito uma mudança de educação Giovanni sua fábrica tá linda cara eu já falei pra você você ter um dos caras que eu visito que tem a fábrica mais em chuta. Isso eu sei, eu acredito também.
[32:34]É muito em chuta a sua produção, produz bem pra caramba. Parabéns pelo tamanho que você tá ficando. Ainda que vai ficar o ano que vem maior ainda. Você é meio louco, que nem eu, assim, né? Tem que arriscar, não tem jeito, né? Tem, né? Esse ano vai ser um ano interessante. e pra quem busca a sorte na vida, cara, que hora se chegou aqui hoje? Sei, eu acordo o tempo da manhã, igual a você.
[33:02]Que hora se chegou aqui? Sete horas, tipo que levar minha filha na escola. Vai, chegou atrasado, né? Já, já, o coração, já, né? Eu chego aqui cinco e meia todo dia. Aí, pessoal, pra ter sorte, normalmente, eu faço que nem ele, tá? Eu seis e pouco tô na fábrica. Pra ter sorte, a gente chega a cedo e não tem hora pra ir embora. esse é o segredo da sorte, é trabalhar bastante, correr atrás do seu sonho, correr atrás do seu objetivo, que vai te trazer sorte, né?
[33:33]Ah, tem que estar preparado. E acreditar em Deus, né, cara? Sim, isso aí é todo dia. É, está junto com a gente. É isso aí. Valeu, cara, obrigado por você ter me recebido. Tem alguma coisa que eu não perguntei que você queira falar? Não, está ótimo, pode estar tranquilo. Dá um recado para o pessoal aí. muito obrigado, conheço Rui, tem nove anos, me ajudou demais sem que fala isso pra ele.
[33:58]Nós ajudamos, né? Crescemos juntos. Crescemos. Eu não teria chegado tão longe se eu não tivesse pessoa do meu lado. E eu, Rui, é um deles. É isso aí, isso eu agradeço. Pessoal, muito obrigado a você que nos assistiu até agora, espando um PodPlastic diferente, de vez e quando eu vou fazer umas pegadas dessa, Giovanni, obrigado meu irmão, obrigado muito sucesso, mais sucesso pra você, obrigado pela receptividade e você que ficou até agora aí nos assistindo, obrigado, você que ainda não nos segue, nos siga, aperte o sininho, deixe seu like, deixe seu comentário, se gostou, se não gostou, deixe também, que é importante que a gente tenda, onde a gente pode melhorar, que eu acho que a gente trabalha na evolução constante.
[34:49]Muito obrigado e até o próximo episódio do PodPlástico.

Apresentado por
Rui Katsuno
38 anos no setor plástico. Fundador do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, autor de O Vilão que Salvou o Mundo e apresentador do PodPlástico.
